Economia de Timor-Leste

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Re: Economia de Timor-Leste
« Responder #15 em: Setembro 08, 2013, 02:18:18 pm »
Timor-Leste deve apostar no turista europeu, mas também no timorense


O desenvolvimento do turismo em Timor-Leste deve passar por uma aposta no mercado europeu, principalmente no alemão, mas também pelos timorenses, que cada vez mais procuram conhecer o seu país. A aposta, que "está a ser ganha", tem estado a ser desenvolvida há vários anos por Eduardo Massa, proprietário do mais antigo operador turístico timorense, Megatours, que existe há 11 anos.

"Temos estado a apostar muito no mercado europeu, principalmente no mercado de língua alemã, onde um dos operadores que trabalham connosco quis ter o seu programa só com destino Timor-Leste e não como uma extensão da Indonésia", disse à agência Lusa Eduardo Massa.

"Esta foi uma aposta que está a ser ganha", afirmou, salientando que a Timor-Leste também chegam turistas do Japão, Coreia do Sul e dos países da Associação das Nações do Sudeste Asiático.

Mas, segundo Eduardo Massa, o mercado europeu, e especialmente do centro da Europa, é aposta que Timor-Leste deve fazer. "Isso tem sido significativo e temos estado já a notar essa diferença", disse, acrescentando que organizou o ano passado pela primeira vez um programa de lua-de-mel para um casal de turistas europeu.

Outra potencialidade do país são os próprios timorenses, o turista nacional, que cada vez mais procura conhecer o seu país e sair para visitar outros.

"A grande aposta para o futuro não é só trazer turistas de fora, mas também para a grande potencialidade que aqui existe que são os timorenses que podem já viajar e visitar outros países", disse.

Para 2014, Eduardo Massa tem já um programa para uma deslocação a Fátima e Santiago de Compostela.

"Há também o turismo dentro de Timor, porque os timorenses ainda não conhecem a sua própria terra e queremos mostrar Timor-Leste aos timorenses", afirmou.

Segundo Eduardo Massa, há cada vez mais timorenses nos programas organizados pela operadora turística para visitar o país.

"Os timorenses estão interessados em participar nas atividades e em conhecer as riquezas que lhes passam ao lado. Nós sabemos que existe aquela montanha, mas ainda não sabemos apreciar a riqueza daquela montanha. Cabe-nos a nós mostrar isso aos próprios timorenses", esclareceu.

Para Eduardo Massa, "Timor-Leste oferece algo de único, diferente, principalmente nos aspetos de aventura". "É algo de diferente. Não podemos falar apenas de praias, montanhas, cultura, tradição, mas tudo isto junto, tudo aquilo que portugueses e indonésios deixaram cá, tudo isso faz parte de uma riqueza que Timor-Leste pode proporcionar", afirmou.

Questionado sobre as dificuldades de fazer turismo em Timor-Leste, Eduardo Massa referiu as "potencialidade e capacidades humanas" e alojamentos.

"Para mim não são tanto as infraestruturas, quando falamos em termos de estradas. As estradas são uma realidade que temos de enfrentar e que facilitam também de alguma maneira o nosso trabalho, isto é, somos obrigados a andar mais devagar", ironizou, acrescentando que assim se pode mostrar melhor as paisagens.

"As dificuldades serão talvez no âmbito das potencialidades e capacidades humanas. Temos também a nível de alojamento e infelizmente, para mim, não temos ainda mais divulgada a nossa culinária. Que não está totalmente explorada", disse. Tudo o resto cabe ao setor privado timorense, que tem de ter um papel importante, com a colaboração do Governo, que deve promover o destino Timor-Leste, mas também implementar regras, afirmou.

Lusa
 

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Re: Economia de Timor-Leste
« Responder #16 em: Junho 02, 2014, 08:47:47 pm »
Não há gás e petróleo para sustentar Timor-Leste por muito tempo


Timor-Leste não tem petróleo e gás suficiente para sustentar o país por muito tempo. Se a economia não petrolífera não se desenvolver, quando ele secar, em meia geração, muitos timorenses vão juntar-se à volumosa maioria que vive na linha abaixo da pobreza", alerta o investigador da La'o Hamutuk Charles Scheiner.

Charles Scheiner já tinha feito o alerta durante uma conferência sobre Timor-Leste realizada na Universidade Nacional da Austrália em Novembro passado. A análise, actualizada e hoje divulgada, vai ser publicada brevemente em livro.

"Quando as receitas do Estado não cobrirem as despesas, Timor-Leste vai cair na austeridade, com implicações drásticas para o Estado e os seus cidadãos", refere.

Em 2014, o valor do Orçamento de Estado, financiado maioritariamente pelo Fundo Petrolífero, ultrapassou os mil milhões de euros.

Na análise, o investigador refere que alguns já estão a começar a reconhecer que o Fundo Petrolífero, que em Março era de 11,4 mil milhões de euros, "não é suficiente e que Timor-Leste tem de resolver rapidamente a sustentabilidade económica não-petrolífera".

Segundo os cálculos da La'o Hamutuk, o Fundo Petrolífero vai começar a diminuir em 2019 quando os gastos começarem a exceder as receitas do petróleo.

"Em 2026, antes dos bebés de hoje terminarem a escola secundária, o Fundo terá sido utilizado e Timor-Leste terá de cortar em dois terços os gastos", salienta o investigador.

Se a empresa petrolífera australiana "Woodside e a Austrália levarem a melhor e o Sunrise for desenvolvido numa plataforma flutuante os cortes vão ser de 70%, mas se o projecto continuar parado, Timor-Leste vai ter de cortar 88% depois de 2026, fechando ainda mais escolas, clínicas, escritórios e postos de polícia", refere.

Timor-Leste e a Austrália entraram num impasse em relação à exploração do Greater Sunrise, enquanto a petrolífera australiana defende a exploração daquele poço numa plataforma flutuante, as autoridades timorenses querem a construção de um gasoduto para a costa sul para desenvolver o país.

Em 2012, Timor-Leste acusou formalmente, junto do Tribunal Permanente Arbitral de Haia, a Austrália de alegada espionagem quando estava a ser negociado um tratado sobre a exploração do petróleo e gás no Mar de Timor.

Com a arbitragem internacional, Timor-Leste pretende ver o tratado anulado, podendo assim negociar a limitação das fronteiras marítimas e tirar todos os proveitos da exploração do campo de gás de Greater Sunrise, que vale milhares de milhões de dólares.

"A reserva petrolífera de Timor-Leste e a riqueza do petróleo não será capaz de financiar o Estado por mais 20 anos, mesmo que os desejos do país para o desenvolvimento do Greater Sunrise, retorno de investimento e preço do mercado global do petróleo sejam garantido", refere.

Para a La'o Hamutuk, para evitar aquele cenário é necessária uma "rápida mudança de direcção" para o aumento da produção local de alimento, reduzir importações, cortar em gastos desnecessários e cancelar "megaprojectos inúteis".

"Timor-Leste deve fortalecer o seu mais forte recurso - o seu povo - investindo na educação, nutrição, cuidados de saúde e de água e saneamento. Timorenses de todas as classes económicas vão ter de trabalhar juntos para derrotar a maldição dos recursos naturais para sobreviver e prosperar, criando uma economia justa e sustentável", salienta a organização.

Lusa
 

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Re: Economia de Timor-Leste
« Responder #17 em: Setembro 24, 2014, 05:35:28 pm »
Cervejeiras querem abrir fábricas em Timor-Leste


A Secretaria de Estado para Apoio e Promoção do Setor Privado anunciou hoje, em comunicado, que duas empresas de cervejeiras internacionais querem abrir fábricas em Timor-Leste.

Segundo o comunicado, a Heineken vai investir 40 milhões de dólares (cerca de 31 milhões de euros) no país para construir uma fábrica e produzir cervejas e bebidas alcoólicas e não alcoólicas.

«A empresa submeteu um pedido de concessão de certificado de investidor e o acordo especial de investimento será assinado com o governo de Timor-Leste», refere a Secretaria de Estado para Apoio e Promoção do Setor Privado, sublinhando que a decisão final está dependente dos pareceres do Conselho de Ministros. O investimento vai ser feito pela Heineken Singapura, empresa da multinacional Heineken, que opera em mais de 70 países e com cerca de 85 mil funcionários. A empresa, que em Timor-Leste está registada como Heineken Timor, S.A, pretende criar 1.000 postos de trabalho no país.

A dinamarquesa Carlsberg é outra cervejeira que manifestou interesse em construir uma fábrica de produção em Timor-Leste, depois de uma visita ao país do diretor regional para o sudeste asiático, Henrik Juel Andersen.

O comunicado refere que estão a decorrer os procedimentos para que a «empresa possa requerer o estatuto de investidor». «Com um clima político estável e melhoramento das condições económicas no país, além dos generosos incentivos aos investimento e das garantias de proteção aos investidores, o país tornou-se um destino de investimento das grandes empresas», afirmou a secretária de Estado para Apoio e Promoção do Setor Privado, Veneranda de Lemos.

Lusa
 

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Re: Economia de Timor-Leste
« Responder #18 em: Setembro 21, 2015, 11:42:13 am »
Burocracia indonésia isola ainda mais enclave timorense de Oecusse


A excessiva burocracia indonésia e um custo mínimo de 100 dólares americanos em vistos mantém o enclave timorense de Oecusse como uma das zonas mais isoladas de Timor-Leste, especialmente para os cidadãos do próprio país.

Ir por terra para o enclave, localizado na costa norte da metade indonésia da ilha, obriga ao pagamento de vistos de entrada e saída na Indonésia (a 50 dólares americanos cada) e a um complexo processo burocrático que pode durar semana e meia.

A situação torna-se ainda mais complexa e cara para quem pretenda levar carro de Timor-Leste (custa pelo menos 130 dólares em documentação, se se viajar sozinho) e, ainda mais, no caso de camiões com material, o que dificulta qualquer tentativa de quem quer beneficiar dos projetos de desenvolvimento que o Governo timorense tem em curso no enclave.

Uma situação que beneficia fortemente os empresários indonésios, que podem entrar e sair facilmente do enclave dominando, por isso, todo o mercado de fornecimento para Oecusse.

A burocracia indonésia é complexa e ignora acordos bilaterais com Timor-Leste que regulam o trânsito de pessoas entre os dois países mas também o princípio da reciprocidade, já que os cidadãos indonésios que entram em território timorense pagam 10 dólares pelo visto que obtém à entrada.

O processo de atribuição dos vistos também é diferente. Para entrar na Indonésia, o visto é atribuído na fronteira, mas no caso de Oecusse é necessário entregar os papeis para a obtenção do visto individual na embaixada indonésia de Díli, um processo que custa 50 dólares por pessoa, sendo necessário um formulário, cópia do passaporte, foto em fundo vermelho, carta em inglês a explicar motivo da deslocação com datas, outra carta de um "patrocinador" ou empresa e fotocopias de cartão de residente ou dos bilhetes de avião.

A embaixada fica com o passaporte pelo menos três dias e só avisa de eventuais erros no processo quando se vai recolher.

Para o carro, cujo "visto" custa 20 dólares, é necessário um formulário, cópia de passaporte e da carta de condução do motorista, cópia de registo do Ministério do Transportes e uma carta em inglês a explicar os motivos da viagem e a duração da estadia.

Antes disso, porém, há que ir ao Ministério dos Transportes, entregar uma cópia do passaporte, cópia da carta de condução, registo de inspeção e livrete e 10 dólares.

Os documentos originais da viatura ficam retidos em Díli e o carro viaja apenas com cópias dos documentos o que, por exemplo, impossibilita que o dono do carro o possa vender no enclave, ou seja, numa outra região do mesmo país.

E isto é só para o visto de entrada na Indonésia (na ida para Oecusse) já que no enclave é necessário voltar a preencher toda a papelada, entregar os documentos (e passaporte) no consulado indonésio no enclave.

Aqui, o processo custa mais 50 dólares e tem que se entregar os documentos até quinta-feira, já que todo o processo tem que ser fisicamente transportado até à embaixada indonésia em Díli, na sexta-feira, regressando ao enclave o passaporte com o visto (para poder voltar a Timor-Leste) apenas na segunda ou terça-feira seguintes.

No terreno é igualmente burocrático, com as quatro passagens na fronteira a obrigarem a visitar três estações em ordem rigorosa, onde se tem que preencher mais papéis: primeiro alfândegas, onde, com espera prolongada, vistoriam tudo, depois o setor dos vistos e finalmente o setor militar.

As alternativas por mar e ar não são menos dispendiosas, especialmente para quem pretender transportar alguma coisa de Díli.

Por mar há duas opções: o Liberty (que agora substitui o navio Nakroma que está a ser reparado) onde um bilhete individual para a viagem de mais de oito horas custa 08 dólares mas o transporte de um carro custa 180 e um recém-inaugurado serviço de rápido, com preços só de ida de entre 35 e 55 dólares por pessoa.

Fretar o avião de 8 lugares que liga Díli e o enclave custa 1.540 dólares ida e volta (mais 50 dólares por cada hora de espera).

Lusa
 

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Re: Economia de Timor-Leste
« Responder #19 em: Setembro 28, 2015, 10:03:16 am »
Duas empresas apresentam-se a concurso para novo porto em Timor-Leste



Fonte do Ministério das Obras Públicas disse à Lusa que das quatro empresas que inicialmente manifestaram interesse no projeto apenas duas entregaram propostas: a francesa Bolloré Consortium e a inglesa Peninsular & Oriental Steam Navigation Company (POSNCO), subsidiária da DP World, do Dubai.

As duas propostas foram abertas na semana passada em Díli e no início de outubro deverão ser apresentadas as propostas técnicas.

Do grupo de quatro pré-qualificadas, não apresentaram propostas o consórcio entre a Mota Engil Ambiente e Serviços, Mota Engil Engenharia e Construção e a belga Besix Group e um segundo candidato, a filipina ICTSI.

"O desenvolvimento de um novo porto na Baía de Tibar é uma prioridade para a futura prosperidade económica de Timor-Leste. Será um dos maiores projetos de investimento do país com uma parte significativa investida pela empresa vencedora", explicou Joanico Gonçalves, do Ministério de Obras Públicas.

Recorde-se que o Governo timorense tinha analisado em maio o projeto de concessão para a construção e gestão do Porto de Tibar, que deverá ser desenvolvido em modelo de parceria público-privado.

O projeto prevê a construção e gestão durante 30 anos do Porto de Tibar, orçado em 400 milhões de dólares (344 milhões de euros), e inclui a construção de uma estrada entre Díli e Tibar, de um molhe, de instalações em terra, bem como sistemas de drenagem.

Segundo o executivo, o novo porto terá capacidade para um milhão de toneladas por ano e com possibilidade de receber embarcações comerciais e de passageiros.

Lusa
 

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Re: Economia de Timor-Leste
« Responder #20 em: Fevereiro 26, 2018, 11:06:04 am »
Timor e Austrália com acordo para gás e plano para fronteira marítima


 

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Re: Economia de Timor-Leste
« Responder #21 em: Agosto 16, 2018, 02:35:49 pm »
Presidente de Timor defende aposta no mar como "desígnio estratégico nacional"

Timor-Leste deve apostar no mar e na sua exploração enquanto "importante recurso económico do país", desenvolvendo uma política que assuma esse "desígnio estratégico nacional", defendeu hoje o Presidente timorense, Francisco Guterres Lu-Olo.

“É tempo de apostar no Mar e na sua exploração, enquanto importante recurso económico do país, como um desígnio estratégico para Timor-Leste para que possa dar frutos nas próximas décadas”, disse hoje Francisco Guterres Lu-Olo, na abertura da 1.ª Conferência Internacional sobre os Assuntos do Mar que decorre hoje e sexta-feira na capital timorense.

Para o chefe de Estado é essencial uma “estratégia nacional para o Mar com visão integradora, que transforme o potencial que o Mar timorense tem numa realidade para o aproveitamento de recursos e para a valorização do ponto de vista económico, social e ambiental” que beneficie o país.

“É também necessário desenvolver uma política global e integradora, suportada por um enquadramento legislativo adequado – ordenamento do espaço marítimo – que organize a interligação de um conjunto de setores económicos e das empresas existentes, que seja capaz de atrair investidores e capital, especialmente investimento estrangeiro, e que proporcione o tempo necessário de capacitação para criar as condições de mercado e de desenvolvimento da economia”, frisou.

O chefe de Estado considerou que o mar e a questão da demarcação permanente das fronteiras marítimas e terrestres com os países vizinhos devem ser “colocados no centro do debate público, assumindo-se como um desígnio nacional na afirmação da identidade e da soberania nacional”.

Até aqui, disse, Timor-Leste tem vivido “de costas voltadas” para os oceanos, como demonstra o facto de nenhum dos oito Governos do país ter criado um Ministério ou uma Secretaria de Estado dedicada ao tema.

Os próprios Plano Estratégico de Desenvolvimento 2011-2030 e o Conceito Estratégico de Defesa e Segurança Nacional, transversais ao desenvolvimento nacional, “não dão a devida importância estratégica ao Mar e aos interesses que nele se preservam e disputam”.

Isso, explicou, permite cimentar a ideia de que Timor-Leste “é um pequeno país” quando, na verdade, a sua plataforma continental é “bastante grande” e o país deve ser visto “não como um país periférico, mas sim como um país de articulação transoceânica, que se situa numa das quatro rotas comerciais marítimas mais utilizadas na ligação entre os oceanos Índico e Pacífico, facto que acentua o seu potencial geoestratégico”.

Ainda que os recursos marítimos, especialmente o petróleo, tenham financiado a quase totalidade do Orçamento Geral do Estado, Lu-Olo considerou que outros aspetos do mar continuam por desenvolver adequadamente.

“O mar é um vetor estratégico para o desenvolvimento económico suportando várias e numerosas atividades como a exploração dos recursos naturais e minerais, o transporte marítimo, o turismo, a construção e reparação naval ou a náutica de recreio, entre muitas outras atividades tradicionais ou emergentes”, disse.

Lu-Olo recordou as “múltiplas oportunidades e desafios” do mar, destacando ainda os “riscos e ameaças que exigem uma conjugação de esforços, públicos e privados e, particularmente, de ações conjuntas ao nível da cooperação internacional”.

Desenvolvimento costeiro, pesca ilegal e não regulamentada, o turismo inadequado, as fontes de poluição terrestre e marítima e o aquecimento global são alguns dos principais desafios, disse.

Por isso, defendeu, Timor-Leste “deve criar um modelo de Autoridade Marítima inclusivo que garanta, logo à partida, a colaboração de todas as entidades e instituições civis ou militares, públicas ou privadas” que possam contribuir para “um ambiente de segurança marítima”.

Neste sentido, explicou ainda, o modelo de segurança marítima deve dar à marinha também a “capacidade de resposta na área do policiamento para imposição da lei e para participação em conflitos de baixa intensidade”, obrigando a investimentos em termos de capacitação institucional, mas também em equipamentos.

Promovida pelo Instituto de Defesa Nacional de Timor-Leste (IDN-TL) a conferência internacional pretende “promover a importância vital do mar para o país, afirmando o século XXI como o período no qual Timor-Leste se deve orientar para o mar”.

Durante dois dias especialistas nacionais e estrangeiros analisarão aspetos como o desenvolvimento de uma política nacional sobre o mar “enquanto elemento fundamental no âmbito do processo de (re)construção do Estado e de transformação da sociedade timorense”.

“Timor-Leste: O Século do Mar” é o tema central da conferência que analisa aspetos como os “contributos dos setores nacionais com potencialidade para reforçar a segurança e o desenvolvimento nacionais” e as “formas de potenciar os serviços e as indústrias das infraestruturas estratégicas nacionais”.


:arrow: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/presidente-de-timor-defende-aposta-no-mar-como-designio-estrategico-nacional
 

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Lusitaniae

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Re: Economia de Timor-Leste
« Responder #22 em: Janeiro 28, 2019, 10:35:14 pm »
Reavivar  este tópico, um video pelo olhar de um turista  indonésio.

Abbati, medico, potronoque intima pande
 
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