Fogos Florestais

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Re: Fogos Florestais
« Responder #600 em: Fevereiro 22, 2018, 05:05:59 pm »
Sempre a empurrar as responsabilidades para o próximo. 'Tá bonito, 'tá...
 

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Re: Fogos Florestais
« Responder #601 em: Fevereiro 22, 2018, 05:37:42 pm »
Câmaras vão poder decidir que tipo de floresta querem no seu concelho


As câmaras municipais vão ter "uma palavra a dizer" sobre as zonas florestal e agrícola que querem nos seus concelhos, revelou hoje, em Évora, o secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel.

Segundo o governante, esta capacidade jurídica vai resultar da transposição das normas dos planos de ordenamento florestal, cujos processos de consulta pública deverão ficar concluídos em julho, para os planos diretores municipais (PDM).

"Será um caminho de ordenamento e de justiça, porque, a partir desse momento, as autarquias e as populações têm uma palavra a dizer naquilo que serão as suas manchas florestais e/ou agrícolas", frisou.

O secretário de Estado falava aos jornalistas no final de uma reunião com autarcas do Alentejo sobre a prevenção de incêndios florestais e ações nas áreas de risco, que decorreu na Universidade de Évora.

Carlos Miguel referiu que, atualmente, os municípios "têm a capacidade jurídica de limitar a propriedade e podem dizer onde é que se constrói e onde é que não se constrói", lamentando que para o que não é urbano "não tenham qualquer poder de ordenamento".

"No futuro, esperamos que as autarquias tenham palavra desde a plantação da árvore até à limpeza da mata e, com isso, teremos olhares mais atentos e também um envolvimento maior das populações sobre a floresta nacional", realçou.

Numa sessão em que também participou o secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves, o responsável pela pasta das autarquias locais admitiu que a limpeza da floresta "vai ter um custo" para as câmaras municipais.

"Se há situações em que os municípios vão ser ressarcidos [pelos privados], vai haver situações em que é muito difícil o ressarciamento. Por isso, terá a despesa de limpar e não terá onde ir buscar a verba correspondente a essa limpeza", reconheceu.

Carlos Miguel lembrou que o Governo vai disponibilizar uma linha de crédito de 50 milhões de euros "em condições que serão vantajosas" para os municípios, indicando que a medida deverá ser apreciada e votado no Conselho de Ministros da próxima semana.

O governante disse compreender "os autarcas que querem antecipar-se e avançar já com as limpezas" das florestas, antes de os privados as fazerem, mas alertou que essa postura "não é a melhor pedagogia para o futuro".

"Um privado que tenha um terreno e que está a pensar fazer a limpeza, mas que chega ao seu terreno e já viu que a câmara o limpou sem sequer ter pedido pensará no próximo ano que não vale a pena preocupar-se com a limpeza, porque a câmara municipal vai lá", advertiu.

"A responsabilidade da limpeza da floresta e das áreas de proteção é dos proprietários", sublinhou.


>>>>>>>>> http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/incendios-camaras-vao-poder-decidir-que-tipo-de-floresta-querem-no-seu-concelho

Sempre a empurrar as responsabilidades para o próximo. 'Tá bonito, 'tá...

Mas também não vejo outra solução sem ser resolver a organização da floresta a nível municipal e de freguesia.

Separar zonas de habitação, de zonas agrícolas, das de produção florestal (monoculturas de pinhal e eucaliptal) e das de reserva ecológica (estas sim com o mérito de ser chamadas de florestas).
Casas e casinhas envoltas em eucaliptal que tomou o lugar de terrenos férteis e que antes eram floresta, destruída por sua vez para uso agrícola.

 
« Última modificação: Fevereiro 23, 2018, 09:30:12 am por HSMW »
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Re: Fogos Florestais
« Responder #602 em: Fevereiro 22, 2018, 11:54:59 pm »
Eu estou mais a ver as autarquias a receberem umas 'dádivas' para autorizar a plantação de eucaliptos e depois quando vierem os incêndios o governo limpa (mais uma vez) as mãos. Mas eu sou um gajo pessimista.  ;D
 

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Re: Fogos Florestais
« Responder #603 em: Fevereiro 23, 2018, 10:44:22 am »
Tens razão... É que nem outra coisa seria de esperar...  :-\
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Re: Fogos Florestais
« Responder #604 em: Fevereiro 23, 2018, 03:53:11 pm »
Atenção que, como princípio, nada tenho contra a descentralização de competências nos municípios, quer na questão florestal quer noutras. Mas, especificamente, em questões de segurança — e quer os FF, como a protecção civil em geral, são questões de segurança nacional — tem que haver um coordenação muito forte por parte do governo central. O país é demasiado pequeno para tantas quintinhas.

Se estivesse à frente desta m***a criava uma corpo nacional de sapadores bombeiros, à semelhança de França e outros países europeus. Acabava-se assim com muita 'mama' e corrupção e passávamos a ter organizações profissionais em todos os níveis da segurança interna. Porque razão temos um SNS, um INEM, PSP, GNR e outros corpos e serviços de PC, todos com abrangência nacional, mas os bombeiros tem que estar repartidos em mais de 300 capelinhas? E não me venham com a treta da tradição  — a desculpa da tradição não pode servir para tudo. Não quero com isto dizer que o voluntariado deixasse de existir por completo; se algumas associações tivessem capacidade para sobreviver melhor para elas, mas serviriam exclusivamente como forças de reserva, chamadas só em situações de maior gravidade.

Just my two cents.
 

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Re: Fogos Florestais
« Responder #605 em: Fevereiro 28, 2018, 06:00:12 pm »
É "incompreensível" que ligações de comunicações "não estejam totalmente retomadas", diz Anacom


O presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) classificou hoje de "incompreensível" o facto de as ligações de telecomunicações não estarem totalmente retomadas nas zonas afetadas pelos incêndios do ano passado, salientando que esta é uma matéria "prioritária".

"É incompreensível que as ligações não estejam totalmente retomadas" nas zonas afetadas pelos incêndios, mesmo tendo em conta o tempo necessário para o fazer, afirmou João Cadete de Matos, quando questionado pelos jornalistas sobre o tema durante uma conferência de imprensa, em Lisboa.

Esta é uma situação "que consideramos prioritária, temos pedido total urgência aos operadores nessa reposição das ligações", sublinhou o presidente do regulador das telecomunicações, que afirmou por várias vezes que a Anacom está a acompanhar o que se passa no terreno.

Além disso, "estamos a procurar identificar as situações em que possam ter havido de práticas comerciais entre os operadores que não respeitem as regras ou de práticas comerciais desleais com os consumidores e em qualquer uma das destas situações é um processo que está em curso. Se a Anacom concluir, obviamente, que houve infrações ou práticas comerciais desleais não deixará de aplicar coimas ou de ter as intervenções que considere necessárias para corrigir estas situações", garantiu.

"É, de facto, uma situação que nos preocupa e que tem merecido toda a prioridade das várias direções" do regulador, sublinhou.

Para o João Cadete de Matos, é uma "prioridade que todos os portugueses que foram afetados pelos incêndios tenham repostas às suas ligações como tinham anteriormente e nas condições que tinham, se esse for o seu desejo", prosseguiu.

"O que não é aceitável é que passado vários meses essas ligações não estejam repostas" e "é incompreensível que possam haver novos incidentes por ausência de comunicações, ninguém entenderia que em 2018 este problema não merecesse prioridade total da parte de todos", adiantou.

João Cadete de Matos explicou que a Anacom está a monitorizar as zonas afetadas pelos incêndios e que todos os operadores têm de fazer um reporte das localidades que estão sem acesso a comunicações e estão também obrigados a informar o regulador quando essa reposição é realizada.

Disse que no final de janeiro a Altice Portugal comunicou que tinha "sido completada a reposição integral da rede das comunicações", mas acontece que posteriormente ficou esclarecido que a cobertura era de 99,5% e não de 100%.

"Significa que há aqui uma pequena franja de reposição de ligações que não terá ainda sido concluída", afirmou.

Cadete de Matos disse ainda que perante queixas de alguns clientes das zonas afetadas de que não lhes estaria a ser possibilitada a reposição da ligação de telefone fixo como tinham anteriormente, a Anacom deslocou-se aos locais, salientando estar em contacto permanente com os presidentes das juntas de freguesia.

"Relativamente à questão da reposição dos contratos de telefone fixo recebemos já esta semana a garantia da Altice de que estava assegurada essa reposição", adiantou.

Sobre o grupo de trabalho criado na sequência dos incêndios, o presidente da Anacom disse que este tem estado a funcionar para que a população portuguesa possa receber avisos sobre este tipo de catástrofes.

"Estamos convictos de que obviamente vai depender da capacidade técnica dos operadores de telecomunicações que esses avisos possam acontecer, como é desejo do Governo. Foi isso que foi solicitado à Anacom, que colaborasse no projeto de forma a tornar possível fazer esses avisos à população antes do verão, significa que dispomos de poucos meses para concretizar esse projeto", adiantou.

O presidente da Anacom disse ainda que já tiveram lugar reuniões de trabalho a nível técnico "para encontrar as soluções que tornem possível" que os avisos sejam implementados "a mais breve trecho".


>>>>>>>  http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/incendios-e-incompreensivel-que-ligacoes-de-comunicacoes-nao-estejam-totalmente-retomadas-diz-anacom
« Última modificação: Fevereiro 28, 2018, 06:26:00 pm por Lusitano89 »
 

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Re: Fogos Florestais
« Responder #606 em: Março 01, 2018, 02:23:08 pm »
Monumento na Marinha Grande vai perpetuar incêndio que destruiu Pinhal de Leiria


A Marinha Grande vai ter um monumento para perpetuar o incêndio que em 2017 destruiu grande parte do Pinhal de Leiria, disse hoje à agência Lusa o escultor Fernando Crespo, que está a desenvolver o trabalho.

“A peça, com 12 metros de altura, cerca de quatro andares, pretende que seja avassaladora tal como avassaladora foi a desgraça. Pretendia que a dimensão fosse tão perturbante para o espetador como a tragédia foi para a população”, afirmou Fernando Crespo, natural de Vieira de Leiria, no concelho da Marinha Grande.

O artista plástico, que desde criança se habituou “a contemplar aquela imensidão florestal”, confessou que o incêndio de 15 de outubro de 2017 foi “um bocado traumático”, tendo-lhe ocorrido na ocasião “criar qualquer coisa que simbolizasse aquela desolação”.

“Não conseguia ficar indiferente”, declarou, referindo que “propôs à Câmara o trabalho depois de a presidente do município [Cidália Ferreira] ter anunciado a vontade de fazer um memorial alusivo à tragédia”.

A escultura, em aço pintado, contempla dois cenários, sendo que “na primeira moldura gigante surgem silhuetas carbonizadas numa posição invertida, percebendo-se que são elementos vegetais”, explicou Fernando Crespo.

“Na base terá um triângulo, que é o ponto de ignição e vai estar permanentemente iluminado como se fosse uma brasa incandescente”, declarou, concretizando que o objetivo é que simbolize “o ponto de partida destas tragédias, que é minúsculo, mas tem esta dimensão destruidora”.

Uma outra moldura, do mesmo tamanho, “apresenta-se vazia e inclinada, totalmente carbonizada, numa situação de expectativa em relação ao futuro”, adiantou, satisfeito por ter sido manifestado “entusiasmo pela peça, sobretudo pela sua dimensão dramática”.

“A peça vai ter no topo a inscrição ‘in memoriam’ e na parte inferior Marinha Grande e a data do incêndio”, adiantou, esclarecendo que a escultura deverá ficar instalada numa rotunda próxima das Finanças.

A residir em Coimbra, Fernando Crespo tem trabalhos de arte pública um pouco por todo o país e também no estrangeiro, sendo um dos seus últimos trabalhos um coração gigante, instalado junto ao Santuário de Fátima e inaugurado por ocasião do centenário dos acontecimentos na Cova da Iria.

A Lusa contactou a Câmara Municipal da Marinha Grande sobre este projeto, mas não obteve resposta.

A Mata Nacional de Leiria, também conhecida por Pinhal de Leiria e Pinhal do Rei, é propriedade do Estado. Tem 11.062 hectares e ocupa dois terços do concelho da Marinha Grande. A principal espécie é o pinheiro bravo.

O incêndio de 15 de outubro de 2017 destruiu cerca de 80 por cento da mata.


>>>>>>>>  http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/monumento-na-marinha-grande-vai-perpetuar-incendio-que-destruiu-pinhal-de-leiria
 

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Re: Fogos Florestais
« Responder #607 em: Março 02, 2018, 09:16:05 pm »
Já circula petição para suspender a decisão apressada e à tuga da "limpeza das matas".

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT88475

3. À revisão da iniciativa legislativa em termos que permitam salvaguardar, pelo menos, os arbustos, árvores e arvoredos que:
a) formem parte de cursos de água (galerias ripícolas);
b) formem parte de corredores ecológicos;
c) pertençam ao género Quercus, ou a outras espécies de folhosas autóctones;
d) pelo seu porte, enquadramento ou história, revistam particular valor estético, paisagístico ou patrimonial;
e) formem parte de sebes ou delimitações de terrenos;
f) constituam pomares, olivais, soutos, nogais ou amedoais;
g) pertençam a parques, jardins ou alamedas.
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Re: Fogos Florestais
« Responder #608 em: Março 13, 2018, 07:15:40 pm »
Quatro mil voluntários plantam 70 mil pinheiros no Pinhal de Leiria


Mais de quatro mil voluntários de todo o país vão plantar 70 mil pinheiros no Pinhal de Leiria no sábado e formar a bandeira nacional com chapéus-de-chuva.

A seis dias do evento ‘O Pinhal é a Nossa Bandeira’, que decorre no sábado, estavam já inscritos quase 4.500 voluntários de todo o país, que irão plantar os 70 mil pinheiros oferecidos por diversas empresas e entidades, afirmou à agência Lusa um dos elementos da organização, Alexandra Serôdio.

"A nossa expectativa é a de que o número seja maior, tendo em conta o enorme interesse que as pessoas têm manifestado, sobretudo desde o passado fim de semana. No entanto, o número de participantes vai depender das condições climatéricas e não sabemos como vai estar o tempo", salientou Alexandra Serôdio.

A plantação que irá decorrer no talhão 256 do Pinhal de Leiria, ao longo de cerca de 30 hectares, que foi destruído pelo incêndio de 15 de outubro de 2017, decorrerá entre as 10:00 e as 11:30, prevendo-se que às 12:00 seja formada a Bandeira Nacional Humana com chapéus-de-chuva.

Segundo uma nota da organização, a iniciativa pretende assinalar o Dia Mundial da Árvore e ajudar a reflorestar o Pinhal de Leiria - dizimado em mais de 80% pelo fogo de 2017.

Tendo como parceiros estratégicos o exército Português e a Força Aérea, o evento "O Pinhal é a Nossa Bandeira", é organizado pelas empresas de produção de eventos It's Happening (Marinha Grande) e Agency Model's (Leiria) e coorganizada pela Câmara Municipal da Marinha Grande.

A este grupo juntaram-se ainda mais de 50 empresas do país que contribuíram com a aquisição dos pinheiros e dos chapéus-de-chuva.

A Federação Portuguesa de Atletismo, o IAPMEI, Juventude Vidigalense, União de Leiria, Sporting Clube Marinhenses, Clube de Atletismo da Marinha Grande, Corpo Nacional de Escutas e Escoteiros de Portugal são algumas das entidades que também se associaram a esta iniciativa de caráter social.

 
>>>>>>>>   https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/quatro-mil-voluntarios-plantam-70-mil-pinheiros-no-pinhal-de-leiria
« Última modificação: Março 13, 2018, 09:55:20 pm por Lusitano89 »
 

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Re: Fogos Florestais
« Responder #609 em: Março 14, 2018, 12:28:28 pm »
De facto, acho que já não há mais nada para dizer...

Citar
Governo cede e gasta o mesmo por menos serviços nos meios aéreos

https://www.publico.pt/2018/03/14/politica/noticia/governo-cede-e-gasta-o-mesmo-dinheiro-por-menos-servicos-nos-meios-aereos-de-combate-a-incendios-1806512
Saudações Aeronáuticas,
Charlie Jaguar

         "PER ASPERA AD ASTRA"
               (Por Caminhos Árduos, Até Às Estrelas)
 

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Re: Fogos Florestais
« Responder #610 em: Março 14, 2018, 06:59:56 pm »
 

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Re: Fogos Florestais
« Responder #611 em: Março 15, 2018, 12:45:42 pm »
Projeto de cabras sapadoras arranca hoje em Santa Maria da Feira




Um projeto-piloto de cabras sapadoras, cujo principal objetivo é a limpeza de terrenos para prevenir incêndios, arranca hoje em Fiães, Santa Maria da Feira, disse a engenheira zootécnica Ana Catarina Fontes, responsável pelo plano.

A fonte explicou à Lusa que se trata de uma parceria entre a Câmara da Feira, a Universidade de Trás-os-Montes (UTAD) e a Associação de Desenvolvimento Rural Integrado das Terras de Santa Maria (ADRITEM).

O projeto "consiste em colocar animais - que estão no local desde terça-feira - num terreno pertencente à Câmara Municipal e avaliar a capacidade de limpeza desses mesmos animais naquele terreno. Ou seja, vamos avaliar, ao longo do tempo, a quantidade de matéria combustível naquele terreno. Todas as semanas faremos essa análise e, no final, tiramos várias conclusões", afirmou Catarina Fontes.

Essas conclusões passam pela quantidade de matéria combustível no terreno, a quantidade que os animais ingerem, e também a criação de "um algoritmo que vai permitir, através de imagens aéreas, calcular a quantidade [de matéria combustível] que exista noutros terrenos", sendo esta uma forma de "avaliar se os terrenos estão limpos ou precisam de uma intervenção.

O objetivo principal, segundo contou Ana Catarina Fontes, é “avaliar o tempo que os animais demoram a limpar uma área de terreno”, estando a engenheira neste momento “à procura de mais parcerias com instituições, que possam usar estes dados no futuro”, sublinhando que este empreendimento poderá ser “vantajoso para empresas que se dedicam a limpeza de terrenos e produção de biocombustível”.

"Neste momento noto alguma preocupação de proprietários em limpar terrenos. Mas que é certo é que a obrigatoriedade não termina hoje, 15 de março. Essa preocupação deve prevalecer. Nós preocupamo-nos mais com a manutenção. Essa preocupação deve ser permanente", destacou, acrescentando que os "rebanhos podem manter os terrenos limpos todo o ano".

O presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, Emídio Sousa, mostrou confiança no sucesso do projeto e revelou que acolheu a ideia da "jovem licenciada" Ana Catarina Fontes convencido de que esta é “uma solução interessante” para o futuro da limpeza da floresta

“Do ponto de vista ambiental, penso que é a melhor solução possível porque não temos combustíveis, não temos impacte ambiental negativo e mesmo até para limpar terrenos com alguns declives, penso que as cabras são uma solução razoável", disse.

A autarquia tem também a sua quota-parte de interesse no sucesso do projeto, visto que há "três freguesias consideradas como zonas prioritárias de risco de incêndio", e esta é uma das soluções que vai estudar.


>>>>>>>>>  https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/projeto-de-cabras-sapadoras-arranca-hoje-em-santa-maria-da-feira
« Última modificação: Março 15, 2018, 03:55:17 pm por Lusitano89 »
 

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Re: Fogos Florestais
« Responder #612 em: Março 15, 2018, 03:16:17 pm »
Afinal não há multas, anuncia António Costa


 

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Ramos

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Re: Fogos Florestais
« Responder #613 em: Março 15, 2018, 03:43:12 pm »
Se alguém conseguir esclarecer qual o ponto em que estamos com respeito à contratação de meios aéreos para combate a incêndios, depois de ler a resolução do Conselho de Ministros 192/2017….
https://dre.pt/pesquisa/-/search/114380263/details/maximized?print_preview=print-preview
É que quanto mais leio, mais confuso fico…
Afinal, em que é que ficamos?
1 - Estava previsto contractar 50 meios aéreos de combate a incêndios. Desses, apenas 10 tinham sido contractados até ao mês de Março. Do que tem sido noticiado nos últimos dias, os restantes 40 meios (previstos e não contractados), vão sê-lo, com um custo de cerca de 49 milhões de Euros, mas com menos horas de vôo incluídas no contracto. Se é assim:
- Qual é o custo final total de contratação da totalidade dos meios aéreos previstos?
- Qual a quantidade final que estará disponível? Que tipos de meios vão estar disponíveis (são o anunciados 38 helicópteros ligeiros, 6 aviões anfíbios médios, 4 aviões anfíbios pesados e 2 aviões de comando e controlo)?
- Desses, que meios (quantidade e tipo), vão estar disponíveis ao longo de todo o ano?
2 – Os meios próprios do Estado acrescem aos meios acima descritos (6 Kamov e 7 Ecureil)?
3 – Qual é a situação operacional dos Kamov? E dos Ecureil, já agora?
4 – Os tais 60 milhões não estavam previstos como verba plurianual?
5 – Se se trata de uma verba plurianual, e prevendo-se, de acordo com a resolução acima do conselho de ministros, uma redução significativa da mesma já para 2020, tal significa que existe por parte do Estado a intenção objectiva de compra de meios aéreos nos dois próximos anos? Ou estará o Estado a ver se “empurra com a barriga” este assunto para a frente, na esperança de que, entretanto, São Pedro vá ajudando?
Depois de tudo o que se passou no ano passado, este assunto deveria estar a ser tratado pelo Estado “com pinças”, e não de uma forma que, no mínimo, se pode classificar de muito pouco transparente.

Já agora, os meus 50 cêntimos para a discussão dos meios aéreos de combate a incêndios…
O valor médio de aquisição de um helicóptero ligeiro AW 109 bimotor novo anda à volta dos 5 milhões de € a unidade. O que quer dizer que com cerca de 100 milhões de Euros se conseguiriam adquirir 20. Já agora, e de acordo com o site Business Jet Traveler (www.bjtonline.com), o valor médio anual de custo fixo de operação da aeronave, com uma estimativa de utilização da mesma em 381 horas de vôo / ano, é de cerca de 396 mil USD (ou seja, 320 mil Euros, o que dá um custo fixo médio por hora de vôo de cerca de 840 €).   
Com os tais 20 helicópteros ligeiros conseguir-se-ia, entre outras coisas: resolver de uma vez por todas a (também) vergonhosa história do concurso de contratação de meios aéreos para o INEM e colocar lá 4 destes helicópteros ligeiros em permanência; dar formação em aeronaves de asa rotativa aos pilotos militares de todos os ramos; apoiar as autoridades policiais; combater fogos florestais; apoiar o protecção civil noutras missões de interesse público; executar outras  missões militares (como por exemplo, o transporte aéreo táctico).

No capitulo dos helicópteros médios, temos no mercado aquele que considero ser a melhor opção em termos de versatilidade, o Bell 412 EP, que custa novo cerca de 11 M USD, ou seja, cerca de 9 M € a unidade. Alternativamente, um Sikorsky S70 (bastante utilizado no combate a fogos florestais nos EUA), custa novo cerca de 13 M USD a unidade (10,5 M €). Com cerca de 100 milhões de Euros poder-se-ia dispor de 10 helicópteros médios novos, que permitiriam: ter 1 unidade sediada na Madeira para evacuação médica, combate a fogos florestais, apoio a operações policiais, e outros missões de interesse público; ter 1 unidade sediada em Ovar para SAR; ter 2 unidades ao serviço do INEM (com maior capacidade de transporte, autonomia e  raio de acção do que os AW109), uma baseada no Porto e outra em Lisboa; ter as restantes unidades disponíveis para combate a fogos florestais e outras missões de interesse público.
Ainda de acordo com dados publicados pela Business Jet Traveler, são os seguintes os custos fixos de operação de cada uma das referidas aeronaves: cerca de 503.000 USD / ano (407.000 €), para o Bell 412, com base em 391 horas de vôo anuais (cerca de 1.041 € por hora de vôo), e de 620.000 USD (502.000 €), para o S-70, baseados em 357 horas de vôo anuais (com um custo fixo por hora de vôo de cerca de 1.410 €).
Para as funções de vigilância, coordenação de meios, comando e controle, 4 King Air 350 (novos custam entre os 5 e os 6 milhões de € a unidade). Para além das missões atrás referidas, serviriam também para dar formação a pilotos numa fase de transição das aeronaves mono para as plurimotores, para calibração de equipamentos e para o transporte de órgãos ou evacuação médica urgente em distâncias que um helicóptero não pode cobrir. O custo de aquisição da referida frota de 4 aeronaves seria algo a custar, no limite, cerca de 25 M €. Já agora, o custo de operação fixo estimado por aeronave, com base em 409 horas de vôo anuais, é de cerca de 355.000 USD (à volta de 288 .000 €).
Ou seja: com um investimento de aquisição de 215 a 230 M €, e um custo de operação fixo de 13 a 14 M € anuais, conseguir-se-ia dispor de uma frota de 34 aeronaves que permitiriam:
- Resolver a maior parte das necessidades do País em matéria de aeronaves de combate a fogos florestais
- Resolver a totalidade das necessidades do País em matéria de aeronaves de suporte ao Serviço Nacional de Saúde e à emergência médica
- Resolver a totalidade das necessidades do País em termos de formação complementar de pilotos militares em aeronaves de asa rotativa e em aeronaves plurimotores
- Resolver a totalidade das necessidades do País no que respeita à existência de aeronaves para suporte de outras actividades de protecção civil
- Resolver a totalidade das necessidades do País em matéria de suporte aéreo a operações policiais
E se algum dia a Viking Air decidir reabrir a linha de produção e puser no mercado o sucessor do CL 415, acho que deveríamos estar entre os primeiros países a fazer uma encomenda firme de 3 a 4 aeronaves.
Cumprimentos,
« Última modificação: Março 15, 2018, 04:32:56 pm por Ramos »
 

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tenente

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Re: Fogos Florestais
« Responder #614 em: Março 15, 2018, 09:36:20 pm »
De facto, acho que já não há mais nada para dizer...

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Governo cede e gasta o mesmo por menos serviços nos meios aéreos

https://www.publico.pt/2018/03/14/politica/noticia/governo-cede-e-gasta-o-mesmo-dinheiro-por-menos-servicos-nos-meios-aereos-de-combate-a-incendios-1806512

Com apenas dois CL215/415 e oito AT802 o combate mais musculado está em risco, já devem estar a contar com os reforços vindos de Espanha, França, Italia e Marrocos,
vamos continuar anos a fio com os contratos de aluguer de meios Aereos, dá mais jeito aos amigos !





Devemos andar a nadar em dinheiro, pois andamos anualmente, a encher o a alguns gulosos é o que é, o nosso dinheiro é esbanjado sem qq tipo de pudor, responsabilidade e utilidade, os milhões que se deitam á rua são tantos que ao fim de trinta e poucos anos desta saga, se contabilizarmos os custos totais a uma média de 30 milhões p/ ano, e, se retirassemos 10% do valor final tinhamos guito para uns vinte Helis a 5 milhões p/ unidade, essa é que é a verdade, 100 milhões em trinta anos, três milhões e pouco por ano, apenas isso nada mais e estariamos bem melhor do agora estamos, VINTE HELIS LIGEIROS, os suficientes para a FAP + INEM + Combates aos FF, por exemplo 08 + 04 + 08 respectivamente, o que me dizem, era um espectáculo !!













Abraços e que S. Pedro nos ajude !!!
« Última modificação: Março 15, 2018, 09:51:29 pm por tenente »
 
Os seguintes utilizadores agradeceram esta mensagem: NVF, Ramos

 

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