Espaço

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Re: Espaço
« Responder #1200 em: Janeiro 21, 2019, 09:50:40 am »
Investigador da NASA mostra velocidade da luz em vídeos

Exemplo da velocidade da luz à volta da Terra:

E no percurso da Terra à Lua:

https://pplware.sapo.pt/ciencia/investigador-da-nasa-mostra-velocidade-da-luz-em-videos/
« Última modificação: Janeiro 21, 2019, 09:51:16 am por Viajante »
 

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Re: Espaço
« Responder #1201 em: Janeiro 21, 2019, 09:56:30 am »
Nova rede de satélites tornará impossível que um avião comercial desapareça

Ainda está na memória o desaparecimento do avião Malaysia Airlines MH370. Conforme foi veiculado, a aeronave, um Boeing 777-200ER, transportava 227 passageiros e 12 tripulantes na rota regular e internacional entre Kuala Lumpur e Pequim. Depois de uma hora de voo, o avião desapareceu na madrugada de 8 de Março de 2014, enquanto sobrevoava o Golfo da Tailândia, no Mar da China. Os satélites não conseguiram saber onde caiu.

Agora, pela primeira vez, existe uma nova rede de satélites que poderá em breve monitorizar todos os aviões comerciais em tempo real, em qualquer lugar do planeta.



Quem vigia os mais de 200 mil voos comerciais diários?

Actualmente, os aviões são amplamente verificados e seguidos por radares no solo (comerciais e militares). Contudo, não é solução que funcione em grande parte dos oceanos do mundo. Isto é, há mais de 200 mil voos todos os dias,  quem os vigia do ar?

Os últimos dez satélites foram lançados na sexta-feira para encerrar o esforço de 3 mil milhões de dólares para substituir 66 satélites de comunicação, como foi veiculado pela CBS News.



Deste modo, para termos uma ideia, em qualquer dia, só nos EUA estão 43.000 aviões a voar. Assim, quando estes aviões descolam, são monitorizados por radar e estão equipados com um transponder GPS. Todos os voos comerciais que operam nos EUA e na Europa são obrigados a ter esta tecnologia instalada até 2020.

Por outras palavras, é este dispositivo que fala com estes novos satélites. Isto permite saber exactamente onde estão os milhares de voos no ar em simultâneo.

SpaceX Falcon 9 levou 10 satélites para completar a rede Iridium

A boleia para o espaço foi do foguete SpaceX Falcon 9, lançado ao espaço na sexta-feira. Dentro viajaram os 10 satélites avançados da Iridium Communications. Cada um destes satélites tem um tamanho de um MINI Cooper.



Uma vez activos, irão alimentar as comunicações por telefone via satélite, a banda larga baseada no espaço. Além disso, estes novos satélites carregam um dispositivo que resolverá uma questão que está a atormentar a aviação há décadas.

    Setenta por cento do espaço aéreo mundial não tem vigilância. As aeronaves sobrevoam os oceanos e relatam as suas posições ao controlo de tráfego aéreo a cada 10 a 15 minutos, e entre esses períodos ninguém sabe onde eles estão.

Referiu o CEO da Aireon, Don ThomaDon.

O mundo vai mudar, pelo menos em termos de vigilância aeronáutica

Aireon, com sede em McLean, Virgínia, estava a desenvolver a tecnologia para mudar este problema antes mesmo do vôo MH370 da Mayalasia Airlines desaparecer no Oceano Índico. Contudo, poderá ter sido este acidente, que fez desaparecer também 239 pessoas, a alertar as autoridades e entidades para a mudança urgente na segurança.

    Posso encontrar os meus filhos a fazer ping no seu iPhone. Não deveríamos ter aeronaves que desaparecessem em qualquer lugar do mundo hoje.

Disse a ex-presidente do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes, Debbie Herman, em 2016.

Constelação de satélites irá “vigiar” o mundo, para a nossa segurança

Para que estes satélites possam de facto “olhar” pela segurança dos aviões que estão no ar, algo tem de mudar. Assim, a tecnologia Aireon está a aproveitar a boleia para o espaço como parte da maior troca de tecnologia que o universo já viu. A Iridium está a substituir a sua constelação existente de 66 satélites e 9 peças, que estão a orbitar a Terra. Esta rede foi construída e lançada em meados dos anos 90.



Os novos satélites serão colocados em posição, enquanto os velhos serão retirados de órbita, onde serão queimados na atmosfera terrestre.

    É como trocar um pneu num autocarro a 25 mil quilómetros por hora. Com estes novos satélites que estamos a instalar, temos mais capacidade de processamento, mais memória …  estamos a agarrar num telefone antigo e a actualizá-lo para um smartphone.

Referiu Walt Everetts, vice-presidente de operações de satélite da Iridium.



Embora por concluir, a rede actual gravita o globo a cerca de 780 quilómetros e já monitoriza os aviões. A tecnologia da Aireon foi capaz de confirmar instantaneamente a última localização conhecida do voo 610 da Lion Air, o Boeing 737 Max que caiu no mar de Java em Outubro passado.

    Com o sistema Iridium-Aireon, cada avião está ao alcance de um controlador de tráfego aéreo. Portanto, não importa o que aconteceu com o avião, saberíamos em poucos segundos onde o avião estava.

Concluiu Matt Desch, CEO da Iridium.

Assim, a tecnologia permitirá aos controladores autorizar mais voos no ar simultaneamente, em rotas movimentadas nos oceanos Atlântico e Pacífico. De maneira idêntica, estas alterações poderão também permitir trajectos de voo mais directos, curtos e em maior quantidade.

https://pplware.sapo.pt/informacao/nova-rede-de-satelites-tornara-impossivel-que-um-aviao-comercial-desapareca/
 
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Re: Espaço
« Responder #1202 em: Janeiro 22, 2019, 07:18:51 pm »
Europeus sabem pouco sobre política espacial



 

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Re: Espaço
« Responder #1203 em: Janeiro 23, 2019, 02:40:30 pm »
Europe wants to mine the moon by 2025: European Space Agency reveals plan that could spark a new space race

European Space Agency revealed it has signed up rocket maker ArianeGroup to develop plans
Project will 'examine the possibility of going to the Moon before 2025 and starting to work there'
Aim is to mine  mine regolith on the lunar surface, which could be used to create rocket fuel
ESA says 'In the longer term, resources in space may even be used on Earth.'


lans for a European base on the moon have taken a major step forward.

The European Space Agency revealed it has signed up rocket maker ArianeGroup to develop plans for a moon base that could be used to mine material from the lunar surface.

The project will 'examine the possibility of going to the Moon before 2025 and starting to work there' - and could trigger a new space race as countries rush to harness lunar resources.


The European Space Agency revealed it has signed up rocket maker ArianeGroup to develop plans for a moon base that could be used to mine material from the lunar surface. The project will 'examine the possibility of going to the Moon before 2025 and starting to work there'. Industrial partners including renowned architects Foster+Partners have already worked with ESA to test the feasibility of 3D printing using lunar soil to create moon bases.

The one-year contract aims to eventually mine regolith on the lunar surface.

 'As ESA and other agencies prepare to send humans back to the Moon – this time to stay – technologies that make use of materials available in space (in-situ resource utilisation) are seen as key to sustainability, and a stepping stone in humankind's adventure to Mars and farther into the Solar System,' the space agency said. 

'In the longer term, resources in space may even be used on Earth.'

'Regolith is an ore from which it is possible to extract water and oxygen, thus enabling an independent human presence on the Moon to be envisaged, capable of producing the fuel needed for more distant exploratory missions, ESA says.

'The use of space resources could be a key to sustainable lunar exploration and this study is part of ESA's comprehensive plan to make Europe a partner in global exploration in the next decade - a plan we will put to our Ministers for decision later this year at the Space19+ Conference.' added Dr. David Parker; Director, Human and Robotic Exploration at ESA.

The mission will pit Europe against the US, Russia and China, all of whom are developing moon missions.

Last year NASA revealed plans to take America back to the moon - but will rely on private firms to run the missions.

The space agency plans to work with nine private firms, ranging from small startups to giants like Lockheed Martin, to develop robotic landers and systems to mine the natural resources on the moon.

This will help develop the technology need for eventual manned missions, and NASA Administrator Jim Bridenstine pledged to have a manned lunar base within a decade. 

Ariane is hoping Ariane 64, the 4-booster version of Ariane 6, would enable this European mission to carry the equipment needed for a Moon landing.

It is also working with a German start-up, PTScientists, which will provide the lunar lander, and a Belgian SME, Space Applications Services, which will provide the ground control facilities, the communications and the associated service operations.

WHAT ARE EUROPE'S PLAN FOR A MOON BASE?
In 2016, the head of the ESA elaborated on plans to build a village on the moon, designed by London firm Foster + Partners.

'The future of space travel needs a new vision,' said Jan Woerner.


The concept is a base for lunar exploration by humans and robots, which would act as a stopover for spacecraft, and become a 'village' with mining and even tourism.


Multi-dome lunar base being constructed, based on the 3D printing concept. Once assembled, the inflated domes are covered with a layer of 3D-printed lunar regolith by robots to help protect the occupants against space radiation and micrometeoroids

'Right now we have the Space Station as a common international project, but it won't last forever,' said Woerner.

'If I say Moon Village, it does not mean single houses, a church, a town hall and so on. No, that would be misleading.

'My idea only deals with the core of the concept of a village: people working and living together in the same place.

'And this place would be on the moon.

'In the Moon Village we would like to combine the capabilities of different spacefaring nations, with the help of robots and astronauts.


Structures for a lunar base could be built by robots sent ahead of human astronauts. Experts said 3D printing technology can currently construct an entire building in around a week

'The participants can work in different fields, perhaps they will conduct pure science and perhaps there will even be business ventures like mining or tourism.'

Woerner said the village could even help man get to Mars.

'The Moon Village would also act as a 'pit stop' for the further exploration of the Universe,' he said.

'Esa is eager to fly to Mars as well.


For ESA's 3D-printed lunar base concept, Foster+Partners devised a weight-bearing ‘catenary’ dome design with a cellular structured wall to shield against micrometeoroids and space radiation, incorporating a pressurised inflatable to shelter astronauts

'For more than a decade, we have had a very successful spacecraft orbiting there. And now, with ExoMars, two unmanned missions are aiming at martian orbit and the surface.

'Yes, the Americans want to send astronauts to Mars one day, but today's technology isn't prepared for this trip yet.

'For example, we must develop countermeasures against the cosmic radiation that endangers the health of humans on long space trips. And we have to learn how to endure longer periods of time in space, not only in low orbit as on the Space Station.

'This is where our Moon comes into play – it is the perfect stepping stone to Mars.'

The space agency has been touting the permanent lunar colony as a replacement for the orbiting International Space Station, which is due to be decommissioned in 2024

A new facility in the works at ESA's Astronaut Centre in Cologne, Germany will soon serve as a three-part moon analogue environment on Earth, the agency announced this month.

There, scientists will simulate lunar soil and a moon habitat, powered by systems that could one day be used to support a real base on the moon.

The new facility will be known as Luna, and will take up 1,000 square meters at the Astronaut Centre.

This will pave the way for future explorations to the surface of the moon, which numerous agencies around the world are now working to achieve.

'The moon is a major focus for ESA and the next step for human exploration,' said ESA project manager for strategic planning and future development, Andreas Diekmann.

'Developed in partnership with DLR, Luna will help us build our expertise, prepare for missions to the moon and provide a platform for researchers across Europe to test technology and procedures.'

Researchers are creating a lunar dust substitute from volcanic powder produced by eruptions at the nearby Eifel volcanic region 45 million years ago.

The moon habitat known as FlexHab (Future Lunar Exploration Habitat) is intended to be operational by the end of this year.

Once it's finished, astronauts will live and work there, in a space roughly the size of a shipping container.

The space agency is currently eyeing solar energy as the most sustainable way to power operations on the moon.

'During the lunar day, energy from the Sun will be used directly via photovoltaic panels, but it will also be used to split water into hydrogen and oxygen,' ESA says.

These two elements will then be stored separately before being recombined in a fuel cell for use during the two-week-long lunar nights.'

NASA has also recently ramped up its efforts to get astronauts back to the moon, decades after the final landing of the historic Apollo missions.

The space agency is currently planning to get humans on the lunar surface no later than the 2020s, and set up an orbiting outpost by 2023.

These goals rely on recent advances in commercial space operations and the upcoming Orion spacecraft and Space Launch System rocket.

'This will be the first chance for the majority of people alive today to witness a Moon landing – a moment when, in awe and wonder, the world holds its breath,' NASA said earlier this year.

https://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-6617301/Europe-wants-moon-2025-ESA-reveals-plan-spark-new-space-race.html?fbclid=IwAR0T-hqTbY9K6bujs_wsY1S4JcXpwxToH2XxdrO8vAVnyERETer1SSYNaU8
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 
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« Responder #1204 em: Fevereiro 03, 2019, 10:39:54 pm »
http://www.astronomy.com/news/2019/01/hubbles-most-used-camera-is-back-in-action-after-malfunction?utm_source=asyfb&utm_medium=social&utm_campaign=asyfb&fbclid=IwAR1lNA80P2nWWrcqc5HTHJEFXuxZa9XPhVoCYClkCP_Xga5AaRZ4ViKmoUo

Citar
Hubble’s Camera Troubles
The Hubble Space Telescope’s Wide Field Camera 3 is once again operational after issues earlier this month caused the camera to suddenly stop observations.

On January 8, the telescope’s camera abruptly stopped working when it detected voltage levels outside of the expected range. That set engineers searching for what caused the problem. After investigating the issue, the team found that the voltage levels inside the camera were actually normal. Instead, data in the instrument’s telemetry circuits wasn’t accurate.

Telemetry information provides measurements of temperatures, voltages, and other vital engineering information on the function and status of the telescope and its equipment. Based on their findings, the team concluded there was a telemetry issue with the camera, while the actual voltage inside the camera was just fine. So the team reset the camera’s telemetry circuits, confirmed the instrument was working properly, and brought the camera back to life on January 15. According to a statement from NASA, further investigation will determine why the data values were incorrect despite no actual voltage issue.



Saudações
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« Responder #1205 em: Fevereiro 08, 2019, 05:42:16 pm »
 

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« Responder #1206 em: Fevereiro 09, 2019, 03:03:59 pm »
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« Responder #1207 em: Fevereiro 11, 2019, 12:16:05 pm »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 
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« Responder #1208 em: Fevereiro 13, 2019, 09:07:41 pm »
Chef português na final de um “Master Chef” para Marte. Bacalhau, chouriço e azeitonas na receita





O chef Kiko, com a ajuda de cientistas portugueses, desenhou uma receita para ser confecionada e consumida pelos primeiros colonos na missão a Marte, em 2030. Juntos estão na final de um concurso promovido pelo Centro de Astrobiologia de Madrid, um afiliado da NASA. Bacalhau, chouriço e azeitonas fazem parte do menu.

“Uno, Dos, Tres… Marte”. É o nome da receita e demora apenas cinco minutos a fazer. Ingredientes: “A batata, que é a base, com bacalhau, azeitonas, salsa, cebola, alho e algas desidratadas e ovo liofilizado. Tudo resultará em pequenas bolas de puré de batata com bacalhau e que levam um toque com chouriço em pó desidratado”, descreve chef Kiko ao SAPO24.

O prato atrás descrito, em que não são reveladas as porções de cada um dos ingredientes, não figura em nenhum dos menus dos restaurantes em Lisboa (O Talho, A Cevicheria, O Asiático, O Surf & Turf e O Poke) que levam a assinatura gastronómica deste rosto da nova cozinha portuguesa. Ao invés, após ter sido avaliada por um júri composto por personalidades relevantes da gastronomia e da exploração espacial, será com ela que o chef Kiko se apresentará, em Saragoça, Espanha, no dia 25, para a final de um concurso denominado “La Patata Marciana” [“A Batata Marciana”, em português].

Na final deste concurso espacial, a proposta portuguesa, um exercício de criatividade que junta arte culinária com conhecimento científico, terá como companhia outros três finalistas, outros tantos mestres da cozinha e da ciência oriundos de Espanha, Peru e Colômbia.

Organizado pelo Centro de Astrobiologia de Madrid, afiliado da NASA, a Fundação Albireo Cultura Científica, o Centro Internacional da Batata e a Universidade de Engenharia e Tecnologia do Peru, o concurso tem como finalidade criar um conjunto de receitas, tendo por base um alimento, a batata. Estas deverão ser utilizadas e consumidas em Marte, “em 2030, aquando da presença dos primeiros colonos no Planeta Vermelho”, explicou Nuno Chabert, fundador do site Bit2Geek, site português de notícias ligadas ao espaço e à exploração espacial e quem convidou e convenceu cozinheiro português a aceitar este desafio.

“Demos os critérios científicos, que são 50% da receita, explicámos técnicas de conservação e demos sugestões de alimentos que pudessem ser conservados a longo prazo e nos quais entra uma lista de ingredientes equilibrados para astronautas e que, em termos de nutrientes, podem ser cozinhados em ambiente de microgravidade”, explicou Chabert, que juntamente com um conjunto de cientistas portugueses espalhados pelo mundo foram consultores do prato confecionado pelo chef Kiko.

“O problema de Marte é a radiação. Temos de escolher alimentos que resistem à radiação. O que aguentaria bem são, em princípio, as batatas, como no filme 'Perdido em Marte'", continuou aquele que desafiou o cozinheiro a participar num “Master Chef espacial”, ao qual concorreram mais de 30 chefs, profissionais e amadores.


Um mini-Marte com ingredientes que obrigam a pôr as mãos na massa no Espaço

“Imagino que não seja fácil cozinhar num Rover planetário ou numa estação espacial”, adiantou Kiko. Por isso, sem recurso “a facas e garfos”, elaborou “algo para nos fazer sentir humanos”. Esse acrescento passa por “misturar ingredientes sem nos servirmos do forno ou do micro-ondas e que nos levasse, apesar de estarmos noutro planeta, a pôr as mãos na massa”, descreveu. Uma aposta que assentou em “sabores portugueses”.

No final, as tais bolas à base de batata que levam bacalhau e são pulverizadas com pó de chouriço, podem, no Espaço, servir como “refeição” ou como “snack”. Um dois-em-um que demora “5 minutos” a confecionar, contabiliza. Uma rapidez estratosférica quando comparada com os “8 meses a 40 mil km/h que demoramos até Marte”, antecipa Nuno Chabert.

“O Kiko conseguiu nesta receita, feita à mão, imitar a imagem de marca de Marte, que são os vulcões, como o Monte Olimpo, com 21 km de altura, as maiores montanhas do sistema solar”, refere o consultor científico.

“Utilizou o chouriço desidratado para imitar a cor do Planeta Vermelho, fez os vulcões com azeitonas e os polos com ovo liofilizado. Se era uma receita para Marte, é Marte em ponto pequeno, uma escultura gastronómica, um prato de alta cozinha que se pode fazer a mão”, caracteriza.

Na hora de celebração da passagem à fase final do concurso espacial, Nuno Chabert recorda ainda quem com ele colaborou na parte científica: “Raquel Crespo, do Instituto Superior Técnico, Marta Cortesão, Agência Espacial alemã, microbiologista e especialista em bolores, Joana Neto Lima, do Centro de Astrobiologia de Madrid, Rebeca Fiadeiro, da área da genética e que trabalha no Instituto da Saúde e Criança, no Reino Unido, e Ana Carolina Cordeiro, Mestre em bioquímica ”.

E no hiato de tempo que medeia a seleção dos finalistas e a apresentação final diante um júri, que valorizará as características gastronómicas tanto quanto a adaptação à vida de uma futura base marciana, revela que estão “a escrever a defesa final da receita científica”. A par, estão “numa fase obsessiva e paranóica para limpar qualquer hipótese de dizerem que a receita não pega ou é vulnerável a fungos, a bactérias ou radiações”, frisa Nuno Chabert.

Já Kiko, cozinheiro sem estrelas Michelin, se sair vencedor do prémio de dois mil euros, espera escrever no céu o feito e “contar aos filhos” que a refeição que os astronautas vão consumir em Marte partiu de uma receita sua. E se ganhar “aí penso em colocá-la num dos restaurantes”, prometeu.


:arrow: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/chef-portugues-na-final-de-um-master-chef-para-marte-bacalhau-chourico-e-azeitonas-na-receita-2
 

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« Responder #1209 em: Fevereiro 14, 2019, 11:23:49 am »
http://www.thespaceacademy.org/2019/02/the-rover-which-was-built-to-survive-90.html?fbclid=IwAR3LQedEPIF1fQUdM0Oeu2EuPD7Z7hesY6SH4yjlaXb6-aBmgCLLij7pT0Q#.XGVPL1z7TIV

Citar
The Rover Which Was Built To Survive 90 Days On Mars But Somehow Survived 14 Years Is Now Dead, NASA Confirms

Roughly eight months after it fell silent during a planet-wide Martian dust storm, and just weeks after celebrating its 15th anniversary on the red planet, NASA is finally saying goodbye to the Opportunity rover. The space agency has made hundreds of attempts to contact the rover since it powered down back in June, when dark skies prevented its solar battery from charging.



Cumprimentos
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« Responder #1210 em: Fevereiro 14, 2019, 12:11:32 pm »
 

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« Responder #1211 em: Fevereiro 16, 2019, 02:18:19 pm »
Espero que não seja mais um Mars one! >:(

7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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« Responder #1212 em: Hoje às 01:07:14 pm »
 

 

Astrónomos captam sinal alienígena do espaço

Iniciado por Ricardo Nunes

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Última mensagem Setembro 18, 2004, 11:44:45 am
por Luso