Espaço

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Jorge Pereira

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« em: Março 02, 2010, 05:28:00 pm »
Serve este tópico para tratar de todos os assuntos relacionados com a actividade Espacial.
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






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Lusitano89

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Re: Espaço
« Responder #1 em: Março 02, 2010, 09:55:32 pm »
Radar da NASA em satélite indiano descobre depósitos de gelo no pólo norte da Lua




A partir de dados do radar da NASA Mini-Sar, instalado a bordo do satélite indiano Chandrayaan-1, uma equipa de cientistas detectou depósitos de gelo perto do pólo norte da Lua.

São mais de 40 pequenas crateras que variam entre os dois e os 15 quilómetros de diâmetro, e onde se estima estarem 600 milhões de metros cúbicos de água.

O Mini-Sar registou as regiões que têm sombras permanentes existentes nos dois pólos da Lua. Foi posta a hipótese de que nessas áreas escuras, extremamente frias, se encontrassem em grande quantidade materiais voláteis, incluindo água gelada. O objectivo principal do Mini-SAR é mapear e caracterizar todos os depósitos que existem.

Os investigadores defendem que nova descoberta demonstra que a Lua é ainda mais interessante a nível científico do que se pensava.

“As imagens que surgem a partir de múltiplas medições e de dados registados por instrumentos em missões lunares indicam que na Lua tem vindo a ocorrer a criação, migração, depósito e retenção de água”, explica Paul Spudis, do Instituto Lunar e Planetário, em Houston e investigador principal do projecto Mini-SAR.

A descoberta apresenta assim um novo alvo que pode ser explorado em futuras missões, diz ainda o investigador.

Ciência Hoje
« Última modificação: Março 10, 2010, 06:52:34 pm por Lusitano89 »
 

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Lusitano89

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Re: Espaço
« Responder #2 em: Março 04, 2010, 06:33:37 pm »
Chile foi escolhido pela ESO para acolher Telescópio E-ELT




O Observatório do Sul Europeu (ESO) informou hoje que Armazones, no Chile, foi a opção escolhida para acolher o futuro Telescópio Europeu Extremamente Grande (E-ELT).

Segundo avançou a instituição em comunicado, todos os aspirantes “têm excelentes condições”, mas Armazones conta com “o melhor equilíbrio celeste”. A lista final tinha a escolha entre seis ubicações, das quais cinco eram chilenas (Tolanchar, Ventarrones, Vicuña, Mackenna e Armazones) e uma espanhola (a ilha de La Palma).

Segundo vários diários espanhóis, o Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC) mostra interesse em negociar a possibilidade de conseguir que o E-ELT se instale em La Palma, por existirem ainda aspectos favoráveis que “ainda não foram analisados pelo ESO”.

Com o seu espelho principal de 42 metros de diâmetro, este será o maior telescópio a observar na região do visível. Será quatro a cinco vezes maior que os actuais telescópios de última geração – como o o Telescópio de 30 Metros (Thirty-Meter Telescope) e o Telescópio Gigante de Magalhães (Giant Magellan Telescope) – e poderá recolher 15 vezes mais radiação.

Conceito modular

O espelho de 42 metros será composto por pelo menos mil segmentos hexagonais de 1.4 metros de largura e cinco centímetros de espessura. Todo o conceito é modular, de tal forma que as peças podem ser fabricadas em grandes quantidades, reduzindo assim o custo de maneira drástica.

Os Telescópios de Enorme Dimensão são vistos a nível mundial como uma das maiores prioridades da astronomia feita a partir do solo e irão proporcionar um enorme avanço do conhecimento na astrofísica em áreas como, o estudo detalhado de planetas extrasolares, os primeiros objectos do Universo, buracos negros supermassivos e a natureza e distribuição da matéria escura e energia escura, que dominam o Universo.

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HSMW

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Re: Espaço
« Responder #3 em: Março 04, 2010, 08:24:17 pm »
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"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Lusitano89

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Re: Espaço
« Responder #4 em: Março 05, 2010, 02:44:55 pm »
NASA lançou o seu último satélite meteorologico


A NASA, agência espacial norte-americana, lançou ontem o GOES-P, um satélite geostacionário de última geração destinado a fornecer diariamente previsões meteorológicas e a registar as actividades solares que podem afectar o ambiente terrestre.

Os satélites GOES fornecem durante 24 horas por dia observações de mais de 50 por cento do globo, incluindo os Estados Unidos.

Os dois primeiros, GOES-N e GOES-O, foram colocados em órbita em 2006 e 2009, respectivamente.

Os satélites “GOES são essenciais para as previsões de condições meteorológicas perigosas porque supervisionam as rápidas alterações atmosféricas responsáveis pelos furacões, tornados, inundações e outras situações perigosas”, explicou Steve Kirkner, responsável pelo programa GOES na NASA.

Da sua órbita terrestre geostacionária, 35.780 quilómetros acima da Terra, o satélite fornecerá dados, entre os quais imagens de elevada definição, em contínuo sobre as condições meteorológicas.

Raio-x ao sol

O GOES-P é dotado de um sistema de vigilância solar de raio-x (SXI) que permitirá ao Instituto oceânico e atmosférico norte-americano (NOAA) supervisionar as actividades do sol.

Em particular serão vigiados os ventos de partículas solares que podem perturbar o funcionamento dos satélites e o sistema de distribuição eléctrico na terra, revelou Tom Bodgan, director do centro de previsão meteorológica no espaço (SWPC) do NOAA.

O GOES-P, que pesa 3,1 toneladas, foi lançado por um foguete Delta IV da United Launch Alliance, uma parceria entre a Boeing e a Lockheed Martin, desde a base aérea de Cabo Canaveral na Florida às 18h57 locais (23h57 em Lisboa).

Trata-se do terceiro de três satélites GOES (Geostationnary Operational Environmental Satellite), construídos pela empresa norte-americana Boeing.

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Lusitano89

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Re: Espaço
« Responder #5 em: Março 05, 2010, 07:47:11 pm »
Mars Express passa mais perto do que nunca da Lua de Marte




Na passada noite de terça-feira, a Mars Express da Agência Espacial Europeia (ESA) roçou a sua superfície. Apenas 67 quilómetros separavam a lua Fobos da nave.

Nunca antes um objecto criado pelo homem esteve tão perto do satélite marciano.

Os dados recolhidos, não só lançam uma luz sobre a origem de Fobos, mas também de outras luas de segunda geração. O satélite parecia um objecto sólido, mas as suas abordagens mostraram que a superfície não é tão densa como se esperava − é porosa de 25 a 35 por cento.

A sua composição peculiar levou os cientistas a pensar em Fobos como pouco mais que uma pilha de escombros na órbita de Marte, como blocos de diferentes tamanhos que permanecem juntos, mas com grandes espaços de separação.

Luas de segunda geração

A aproximação da noite de terça-feira permitiu recolher os dados mais precisos até ao momento sobre o campo gravitacional de Fobos. Esta informação irá conduzir a analises, que começam com uma estimativa da variação de densidade em diferentes partes desta lua e que irá fornecer aos investigadores a chave para os vazios internos de Fobos.

“Trata-se provavelmente de um objecto do Sistema Solar de segunda geração”, explicou Matin Pätzold, da Universidade de Colónia, na Alemanha, o principal investigador do projecto MaRS da Mars Express.

A segunda geração de materiais uniu-se na órbita de Marte depois de se ter formado o planeta. Há outras luas na órbita de outros planetas, onde se crê que se tenham produzido estes fenómenos, como a Amalteia de Júpiter.

Seja qual for a origem exacta, Fobos cairá eventualmente em uma órbita em espiral direccionada para Marte. “Foi criada a partir de escombros e voltará a converter-se em escombros”, afirmou Pätzold.

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BC304

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Re: Espaço
« Responder #6 em: Março 09, 2010, 12:48:18 pm »
Citação de: "HSMW"
Para quem quiser ver a ISS

Sempre que vejo a ISS lembro-me desta música:

 

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Lusitano89

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Re: Espaço
« Responder #7 em: Março 10, 2010, 06:50:37 pm »
Astronautas tentam produzir biocombustíveis na ISS




Os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) iniciaram uma experiência com sementes de uma planta de zonas tropicais que poderiam ajudar na produção de combustíveis renováveis, segundo revelou a NASA.

As sementes são de Jatropha curcas, uma planta semi-perene da família das Euphorbiaceae, denominada popularmente por pinha de purga, purgueira ou pinhão-manso, que cresce principalmente no México e na América Central.

É altamente resistente à aridez e as suas sementes contêm entre 27 a 40 por cento de óleo que pode ser processado para a produção de combustível para motores a disel.

Segundo informou a NASA em comunicado, a experiência tem como objectivo determinar se a microgravidade do espaço pode acelerar o crescimento da planta.

Através destes testes os cientistas esperam aumentar o cultivo para uso comercial ao melhorar características como a estrutura molecular, crescimento e desenvolvimento.

“Tendo em conta que a procura de fontes alternativas é uma prioridade, os resultados do estudo poderiam agregar valor a este novo produto”, adiantou Wagner Vendrame, cientista da Universidade da Florida e investigador principal da experiência.

“O nosso objectivo é verificar se a microgravidade induz alterações importantes nas células que podem incidir sobre o crescimento e desenvolvimento da planta”, acrescentou o mesmo investigador.

Sementes vão e voltam

As sementes da planta chegaram à ISS através da missão STS-130 de Endeavour realizada no mês passado.

Foram enviadas em embalagens que continham vitaminas e nutrientes e após a exposição à microgravidade serão devolvidas na missão STS-131, cujo lançamento está previsto para o próximo mês.

Para determinar as diferenças de desenvolvimento e crescimento, os cientistas mantêm um grupo similar de plantas e sementes no Centro de Educação e Investigações Tropicais da Universidade da Florida.

“A experiência poderia contribuir para encontrar um meio sustentável de produção de um biocombustível na Terra. Saber que esta investigação pode ajudar a contribuir para um mundo melhor, acrescenta um valor especial a este trabalho”, concluiu Vendrame.

Ciência Hoje
 

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komet

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Re: Espaço
« Responder #8 em: Março 11, 2010, 02:13:17 am »
E um astronauta português? Isso é que era  :o
"History is always written by who wins the war..."
 

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nelson38899

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Re: Espaço
« Responder #9 em: Março 15, 2010, 12:06:34 am »
Alguém sabe o que se passa com o ariane? pois já há muito tempo que não oiço nada dele
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
Agostinho da Silva
 

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ShadIntel

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Re: Espaço
« Responder #10 em: Março 15, 2010, 12:19:31 am »
Citação de: "nelson38899"
Alguém sabe o que se passa com o ariane? pois já há muito tempo que não oiço nada dele
Não houve nenhum lançamento desde meados de Dezembro.
Pode seguir passo a passo as missões do Ariane aqui: http://www.arianespace.com/news-mission ... rchive.asp
 

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Lusitano89

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Re: Espaço
« Responder #11 em: Março 15, 2010, 01:12:13 pm »
Astronomia continua a dar distinções internacionais a Portugal


Portugal continua a somar prémios pelas actividades desenvolvidas durante o Ano Internacional de Astronomia (AIA), que termina no dia 17. Os mais recentes premiados sentem-se orgulhosos e com vontade de continuar a mostrar estrelas e planetas.

António Pedrosa, director do Planetário do Centro Multimeios de Espinho e responsável pela Fundação Navegar, é um 'triplo premiado'.

A sua equipa somou agora o primeiro prémio na categoria Evento mais inovador, com o Jantar em Marte (nas Noites de Galileu), depois da distinção na actividade 100 horas de Astronomia.

O responsável também fez parte do grupo de trabalho que concebeu a exposição itinerante Da Terra ao Universo, premiada na semana passada.

Em declarações à Lusa, António Pedrosa faz eco do orgulho e contentamento da equipa pelo «reconhecimento da qualidade do trabalho que tem sido desenvolvido».

«A ideia do jantar foi na realidade uma desculpa para trazer as pessoas para o planetário e para as levar a passear pelo sistema solar e mostrar a visão actual daquilo que Galileu viu há 400 anos».

«O AIA foi um catalisador deste tipo de ideias e eventos e vamos tentar passar agora a realizar de um modo mais sistemático actividades» como este jantar, o acampar no planetário ou o Festival Internacional de Cinema Imersivo.

Mesmo sem as contas completas, o responsável avança um crescimento de público durante o AIA de entre 10 e 15 por cento.

E isto «numa altura em que este tipo de actividades, pela situação económica do país, tende a sofrer um decrescimento», notou.

O NUCLIO - Núcleo Interactivo de Astronomia recebeu agora uma menção honrosa na categoria de maior número de eventos organizados por um só grupo, no âmbito das Noites de Galileu.

A presidente do Conselho Executivo desta associação de astrónomos profissionais e amadores foi também premiada pelo seu papel no programa de formação para professores Galileo Teacher Training Program.

Rosa Duran considerou que a distinção do programa de formação de professores, que conta com promotores em 93 países, pode «ajudar a abrir portas», assim como demonstra às autoridades da Educação que é «um esforço bem sucedido».

O programa passa por promover iniciativas como o programa informático gratuito 'stellarium', que permite simular o céu nocturno: para os alunos do 10.º ano serve para aprender, por exemplo, o ciclo de vida das estrelas e no primeiro ciclo o sistema solar.

«Os resultados têm sido assombrosos, quer em termos do professor, que encontra uma forma muito mais interessante de interagir, quer para os alunos, que encontram uma forma nova de aprender temas que dantes eram enfadonhos», acrescentou Rosa Duran.

Durante o AIA, 300 professores portugueses receberam formação certificada, o maior número em termos internacionais.

Em Agosto, Ana Mourão, do Centro Multidisciplinar de Astrofísica (CENTRA) do Instituto Superior Técnico, já tinha sido galardoada na categoria de 'Participação Individual Marcante' por ter levado a Astronomia ao ponto mais ocidental da Europa, ou seja a ilhas dos Açores.

Lusa
 

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sergio21699

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Re: Espaço
« Responder #12 em: Março 17, 2010, 02:16:42 pm »
Citar
Procura-se: astronautas
Empresa privada está a contratar astronautas[/b]

Uma empresa privada de Las Vegas, nos EUA, está a contratar astronautas com experiência, noticia a Reuters. Uma boa notícia para os profissionais da NASA que vêem o seu lugar em risco devido aos cortes na agência espacial norte-americana.

A Bigelow Aerospace, liderada pelo empresário Robert Bigelow, publicou o aviso de contratação no seu site.

Com a experiência que a empresa exige, apenas cerca de 500 pessoas espalhadas por todo o mundo podem concorrer ao lugar.

A empresa de Robert Bigelow tem o objectivo de criar um complexo orbital espacial, para investigação e turismo, entre outras actividades.

No anúncio não há, contudo, referência ao salário.

in TVI24
-Meu General, estamos cercados...
-Óptimo! Isso quer dizer que podemos atacar em qualquer direcção!
 

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Lusitano89

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Re: Espaço
« Responder #13 em: Março 18, 2010, 01:45:15 am »
Vestígios do rover soviético na Lua encontrados 37 anos depois



A agência norte-americana publicou uma série de fotos da superfície lunar, esta semana, realizadas pela sonda espacial LRO - Lunar Reconnaissance Orbiter e um investigador canadiano, enquanto analisava imagens da Nasa, encontrou o rasto do rover soviético que se perdeu na Lua há 37 anos.

Phil Stooke, cientista da Universidade de Western Ontario, conseguiu encontrar pistas do Lunokhod 2, o rover enviado em 1973 pelos soviéticos que percorreu pelos menos 37 quilómetros de superfície – nesse dia, o robot conseguiu o recorde de distância percorrida num corpo celeste.

Na foto usada por Phil Stook, os rastos do Lunokhod 2 são bastante discerníveis. Segundo o cientista, conhecendo a história da missão, é fácil agora retraçar o percurso do rover soviético.

Paralelamente à descoberta, a Nasa publicou também imagens de duas missões soviéticas : a Luna 20 e a Luna 24. As fotos, também tiradas pela LRO, permitem ver vários objectos perdidos na Lua que datam de há mais de 40 anos. O Lunar Reconnaissance Orbiter é uma nave que orbita a Lua desde 2009.

Ciência Hoje
 

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Lusitano89

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Re: Espaço
« Responder #14 em: Março 18, 2010, 11:11:17 pm »
Movimento Internacional Lusófono propõe a criação da Agência Lusófona para o Espaço




Depois de investigadores da Universidade do Minho (UM) terem anunciado uma proposta de criação da Agência Espacial Luso-Brasileira, o Movimento Internacional Lusófono (MIL) apoiou a iniciativa e lançou outro desafio ainda mais ambicioso: uma concertação de esforços dos países de língua portuguesa para a criação de uma Agência Lusófona para o Espaço, com delegação em todos estes países.  

Rui Martins, membro da Comissão Executiva do MIL explicou ao Ciência Hoje que o projecto apresentado pela UM seria importante na medida em que as sinergias resultantes da colaboração entre entidades portuguesas e brasileiras ligadas à exploração do espaço e à tecnologia aeroespecial serviriam como “plataforma de promoção do desenvolvimento espacial e tecnológico destes países”.

Este membro do MIL acredita que estas sinergias seriam um alicerce fundamental para o ensino tecnológico, não somente em Portugal e no Brasil, mas também nos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) e Timor, “nomeadamente para estágios universitários e finalistas de cursos tecnológicos”.  Poderiam ainda “reduzir custos nos programas já existentes (AEB e ESA) , sem os suprimir” e  potenciariam “a geração de novos conhecimentos e tecnologias entre Portugal e o Brasil”.

Embora apoie a proposta da UM, o MIL acredita que esse empreendimento deve ser alargado aos restantes países lusófonos, “na medida das possibilidades de cada um”, admitindo, porém, que no campo aeroespacial Portugal e o Brasil estão “mais avançados”.

Rui Martins sublinhou que “um ‘protocolo lusófono de investigação espacial’ que fosse o preâmbulo de uma Agência Espacial Lusófona” iria incrementar o intercâmbio de conhecimentos, experiências e projectos nas áreas científica e aeroespacial e permitiria incentivar a captação de recursos nas diversas áreas científicas que a exploração espacial requer, desde a robótica, passando pela química e pela informática.

Além disso, “propiciaria o incremento das relações entre empresas e entidades académicas de todos os países da CPLP”, sendo que “todas estas actividades cruzadas (empresariais e académicas) poderiam ser promovidas por esta nova entidade: a Agência Espacial Lusófona”, explicou Rui Martins.

Movimento Internacional Lusófono

O MIL é um movimento cultural e cívico que conta com três mil adesões, de todo o espaço lusófono. Surgiu em 2008, depois das comemorações do centenário de Agostinho da Silva (2006), quando algumas das pessoas que estiveram envolvidas nesse programa de comemorações, na companhia de outras que entretanto se juntaram, consideraram que era necessário concretizar algumas das ideias deste filósofo luso-brasileiro, nomeadamente a criação de uma Comunidade Lusófona.

Deste modo, o MIL defende essencialmente o reforço dos laços entre os países lusófonos, não só no plano cultural, mas também social, económico e político. Neste âmbito, já desenvolveu inúmeras iniciativas, desde debates públicos, recolhas de livros ou a criação do Prémio Personalidade Lusófona do Ano, cujo vencedor do ano 2009 foi Lauro Moreira, embaixador do Brasil na CPLP.

Além da proposta da Agência Lusófona para o Espaço, este movimento já apresentou outras, tais como a "Força Lusófona de Manutenção de Paz", o “Passaporte Lusófono”, o “Canal Lusófono de Televisão” e o “Banco de Desenvolvimento Lusófono”.

Ciência Hoje
 

 

Astrónomos captam sinal alienígena do espaço

Iniciado por Ricardo Nunes

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Última mensagem Setembro 18, 2004, 11:44:45 am
por Luso