Sismo no Haiti

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Lusitano89

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Re: Sismo no Haiti
« Responder #30 em: Janeiro 18, 2010, 11:37:42 pm »
Citação de: "P44"
not gonna happen  c34x

Pois, quem tinha que se ver numa crise de refugiados era os EUA com milhares de pessoas a fugirem de barco improvisados para a Florida como aconteceu noutras ocasiões, essa ideia do "Pitrol" já está muita gasta própria de gente mesquinha e invejosa para com o poderio norte-americano, o problema disto tudo foi a França dar a independência demasiado cedo a este estado das Caraibas sem desenvolver socialmente e economicamente aquela colónia, infelizmente na altura a França estava mais interessada em conquistar a Europa do que em preocupar-se com as colónias ultramarinas  .... :?
 

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Jorge Pereira

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Re: Sismo no Haiti
« Responder #31 em: Janeiro 19, 2010, 12:22:49 am »
Citação de: "Miguel"
Impressionante a força dos EUA, mesmo que estando em guerra total no Iraque, Afganistao, conseguir deslocar assim em menos de uma semana, esta força com toda a logistica é simplesmente incrivel.

Alem disso penso que esta intervençao vai dar um novo folego a imagem dos EUA no mundo. Penso eu de que...

Talvez isto o ajude a compreender, caro Miguel:

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The federally budgeted military expenditure of the United States Department of Defense for fiscal year 2010:

Total Spending    $685.1 billion

Migalhas… :mrgreen:
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






Cumprimentos
 

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P44

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Re: Sismo no Haiti
« Responder #32 em: Janeiro 19, 2010, 11:58:17 am »
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Sismo no Haiti
Guerra de egos. Brasil, França e EUA lutam por protagonismo nos resgates
por Kátia Catulo, Publicado em 19 de Janeiro de 2010  |  Actualizado há 12 horas

Motins aumentam enquanto comunidade internacional é incapaz de se organizar para prestar apoio humanitário

 Os Estados Unidos da América assumiram de vez o controlo das operações no Haiti e isso está a a enfurecer os governantes de países como a França, Brasil ou Espanha. O executivo do Presidente Nicolas Sarkozy chegou ontem ao ponto de criticar a Administração de Barack Obama por transformar o aeroporto da capital haitiana num "anexo dos americanos", censurando o dispositivo dos EUA por "estrangular" a chegada da restante ajuda humanitária. O Brasil usa o mesmo tom para censurar a "prioridade dos aviões dos Estados Unidos sobre todos os outros". O governo de Lula da Silva avisou não estar disposto a "receber ordens" das Nações Unidas no Haiti.

O apoio humanitário aterra todos os dias no aeroporto da capital do Haiti e na Republica Dominicana. EUA, União Europeia, Brasil ou México enviam soldados aos milhares, euros e dólares aos milhões, médicos e enfermeiros às centenas, mantimentos às toneladas. Mas, fazer com que essa ajuda chegue aos sobreviventes do terramoto que há uma semana destruiu o país é o maior desafio que a comunidade internacional tem e ainda não resolveu. Voos desviados para a República Dominicana, contingentes militares e voluntários de ONG a aguardar ordens para entrar no país é, por enquanto, o cenário que está a provocar guerras diplomáticas por causa de um país que desespera por ajuda.

As equipas portuguesa da AMI e da Protecção Civil aterraram entretanto no meio da discórdia. Os cinco médicos e enfermeiros da Assistência Médica Internacional chegaram ontem de madrugada a Port-au-Prince, a bordo do C-130 da Força Aérea Portuguesa e por enquanto nada podem fazer senão aguardar por instruções das Nações Unidas sobre o local onde poderão montar o acampamento para prestar a assistência às vítimas do terramoto. A ajuda portuguesa vai ser ainda reforçada nos próximos dias: 4,5 toneladas de carregamentos estão a caminho da Venezuela e o governo de José Sócrates avalia um apoio de um milhão de euros ao Haiti.

A desorganização é de tal ordem que ontem ao final da tarde a chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Catherine Ashton, pediu "bom senso" e resumiu numa frase o que está em causa: "Mais importante do que a ajuda disponibilizada para a população é uma maior coordenação para que esse apoio possa chegar a quem precisa", alertou a responsável, no dia em que a UE anunciou o envio de 429 milhões de euros para a reconstrução do país e o balanço provisório de mortes subiu para 200 mil, segundo as forças militares americanas.

E, enquanto a comunidade internacional não se entende sobre quem deve assumir o controlo das operações, a insegurança no Haiti piora de dia para dia. O secretário-geral das Nações Unidas solicitou ao Conselho de Segurança o envio de mais 3500 capacetes azuis para reforçar a missão da ONU que já integra nove mil soldados no país; os Estados Unidos contam com 5800 militares no terreno, estando prevista a chegada para ontem de outros 7500 elementos das forças de segurança. O anúncio foi feito após a chegada de Bil Clinton a Port-au-Prince como enviado especial da ONU.

O dispositivo tem como alvo prioritário restabelecer a ordem nas ruas, onde se multiplicam as pilhagens e os confrontos que provocaram a primeira morte entre os americanos. Centenas de haitianos tentaram ontem forçar uma das entradas do aeroporto à procura de água e comida. Um americano morreu e outros três ficaram feridos nos conflitos que levaram os militares a lançar gás lacrimogéneo e balas de borracha para conter a revolta. As autoridades não explicaram as circunstâncias em que morreu o norte-americano, mas um oficial, que pediu o anonimato, contou à "CNN" que os três feridos se encontravam num grupo de seis a dez civis a serem retirados do país.

É a revolta a tomar conta da cidade. O Comité Internacional da Cruz Vermelha fez mais um alerta: "A população está cada vez mais agressiva e disposta a fazer tudo por água e comida", avisa Guy Mouron, coordenador da organização que até ontem forneceu água para 7500 pessoas instaladas em três acampamentos em Port-au-Prince. Só quem não tem dinheiro é que fica encurralado na capital haitiana: "A fronteira com a Republica Dominicana está congestionada com milhares de refugiados que procuram sair do país", conta o responsável da Cruz Vermelha. O Haiti está a saque, mas a prioridade agora é o futuro. A primeira reunião preparatória da conferência internacional para a reconstruir Haiti será realizada em 25 de Janeiro, em Montreal (Canadá) e conta até agora com a ajuda de França, EUA, Brasil e Canadá. Pode ser que se entendam melhor dentro de uma sala do que até agora no terreno.

http://www.ionline.pt/conteudo/42552-gu ... s-resgates
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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ShadIntel

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Re: Sismo no Haiti
« Responder #33 em: Janeiro 19, 2010, 07:34:18 pm »
Para não deturpar o tópico de actualidade Sismo no Haiti , vamos concentrar neste tópico o debate sobre as possíveis origens da actual situação política e socio-económica do Haiti.

Cumprimentos.
 

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Lusitano89

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Re: Sismo no Haiti
« Responder #34 em: Janeiro 19, 2010, 08:31:58 pm »
EUA esperam terminar buscas «em breve» e construir duas novas pistas de aterragem


Os Estados Unidos esperam concluir «muito em breve» a fase de buscas pelos sobreviventes do sismo no Haiti para passar à recolha de corpos, antes da reconstrução do país, anunciou hoje um oficial norte-americano.

O Pentágono (Ministério da Defesa norte-americano) vai disponibilizar mais duas pistas de aterragem, uma no Haiti e outra na República Dominicana, para a entrada de ajuda às vítimas do terramoto que há uma semana devastou aquele país, afirmou hoje o general Daniel Allyn.

«Vamos começar a usar dois aeroportos alternativos nas próximas 24 a 48 horas para aliviar a pressão sobre Port-au-Prince», disse ainda, em conferência de imprensa.

No aeroporto da capital haitiana existe apenas uma pista operacional, o que limita o volume de voos que chegam à cidade.

Além disso, o aeroporto está saturado de ajudas, devido à falta de coordenação para a sua distribuição, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

Os Estados Unidos pretendem começar nas próximas 24 horas os voos para a localidade haitiana de Jacmel, onde vão aterrar aviões de carga Hércules para dar apoio às operações de assistência humanitária do Canadá, explicou David Allyn. A partir desta base aérea, vai estender-se a assistência às províncias do Sul do Haiti.

A outra pista que se vai abrir nos próximos dias está localizada em S. Isidro, na República Dominicana.

As Nações Unidas anunciaram que, numa semana, foram recolhidos 1,2 mil milhões de dólares (cerca de 839 milhões de euros) para ajudar o Haiti.

Este fundo provém de vários governos, privados e empresas e inclui ainda a verba de emergência de 575 milhões de dólares (402 milhões de euros) lançada pela ONU.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: Sismo no Haiti
« Responder #35 em: Janeiro 20, 2010, 01:17:33 pm »
Zapatero defende trabalho dos EUA no Haiti e ajuda europeia


O chefe do Executivo espanhol e presidente em exercício da União Europeia (UE), José Luis Rodríguez Zapatero, defendeu hoje o trabalho dos Estados Unidos em apoio às vítimas do terramoto no Haiti, e garantiu que a ajuda europeia ao país «estará à altura das circunstâncias».
«Ver helicópteros, ver marines que levam alimentos, colocam ordem e salvam vidas, para mim, pessoalmente, parece um facto a aplaudir», disse Zapatero, em resposta às críticas de alguns eurodeputados ao envio em massa de tropas norte-americanas para cooperar no Haiti.

Washington decidiu mobilizar 7,5 mil soldados, que se juntarão aos 5,8 mil já deslocados no país, num movimento que foi criticado por outros membros da comunidade internacional envolvidos na ajuda ao Haiti.

Além disso, Zapatero mostrou-se a favor da possível criação de uma força rápida europeia para intervir em catástrofes deste tipo, uma iniciativa defendida por vários grupos no Parlamento Europeu.

O chefe do Executivo espanhol, que discursou perant a Eurocâmara para apresentar os planos da Presidência espanhola da UE, dedicou as primeiras palavras à situação no Haiti e à resposta comunitária à catástrofe.

«Em poucas ocasiões como na tragédia do Haiti vamos demonstrar o nosso compromisso com o que acontece no mundo e nos países que mais sofrem», disse Zapatero aos eurodeputados.

O presidente do Governo espanhol explicou que, «desde o primeiro momento», a Presidência em exercício, em coordenação com a Comissão Europeia e a chefe da diplomacia comunitária, tentou dar uma resposta à catástrofe.

O terramoto de 7 graus na escala Richter ocorreu no dia 12 e teve epicentro a 15 quilómetros da capital haitiana, Port au Prince.

Diário Digital
 

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Lusitano89

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Re: Sismo no Haiti
« Responder #36 em: Janeiro 25, 2010, 02:34:46 am »
"Cozinheiro de guerra" português quer ficar no Haiti


No consulado português desconheciam que estava no país durante o terramoto no Haiti. Mas o chef de cozinha da cafetaria da ONU em Port-au-Prince, Artur dos Santos, promete continuar no Haiti após o devastador sismo deste mês.

Nas instalações das Nações Unidas junto ao aeroporto da capital haitiana, alguns colegas estrangeiros tratam por Arturzito o português de 63 anos.

Apesar da idade, anda sempre num frenesim da cozinha para a sala de refeições. Está atento a tudo, desde os mantimentos em falta na cafetaria às mais simples tarefas dos cozinheiros e ajudantes.

Antes do terramoto, servia cerca de 200 pessoas ao almoço, agora passam as mil, graças às equipas humanitárias instaladas ali perto.

Mas a sobrecarga não o incomoda: Artur dos Santos está habituado a confusões, é um viajante. A lista de países onde já viveu é interminável. «Estive no Iraque, Kosovo, Angola, Moçambique…», diz, esforçando-se para recordar por onde andou nos últimos 30 anos, mas acaba por ser traído pela memória.

Sabe apenas que se habituou a viver em países em guerra, mas diz que nunca teve tanto medo como no dia 12 de Janeiro.

«Nunca tinha visto nada assim. Foi um terror», contou à Lusa Artur dos Santos, que estava nos armazéns que fornecem a alimentação para os batalhões da ONU quando o sismo começou.

«O pior era o barulho da terra a tremer. Foi assustador», admite, explicando que nessa altura o instinto de sobrevivência o fez correr até encontrar um descampado longe dos frágeis edifícios da cidade.

«Queria encontrar um sítio onde me sentisse seguro». E conseguiu. Saiu ileso do terramoto que matou milhares de pessoas. A sua casa também não foi destruída.

Artur dos Santos é um dos portugueses - o consulado fala em menos de 20 - que vive no Haiti e apesar do susto diz que não se vai embora. Promete que vai ficar: «junto deste povo, que é bom».

Lusa
 

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zeNice

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Re: Sismo no Haiti
« Responder #37 em: Janeiro 25, 2010, 06:25:11 pm »
Haiti: 360°

Podem girar
http://www.cnn.com/interactive/2010/01/ ... tml?hpt=C1


Menino de sete anos consegue mais de 120 mil euros de ajuda para o Haiti
Charlie Simpson teve a simples ideia de fazer uma corrida de bicicleta num parque londrino apelando à ajuda para o Haiti. A iniciativa sensibilizou os britânicos e os donativos já ultrapassam os 120 mil euros. Até o primeiro-ministro Gordon Brown se mostrou surpreendido.

http://www.destakes.com/redir/35885be1a ... 73040e70df
 

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ShadIntel

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Re: Sismo no Haiti
« Responder #38 em: Janeiro 26, 2010, 06:57:09 pm »
Citar
Haiti: segundo avião português já chegou

O segundo avião Hércules C-130, da Força Aérea Portuguesa, com ajuda para as vítimas do sismo do passado dia 12 no Haiti, aterrou esta terça-feira de madrugada no aeroporto da capital haitiana às 19:30 locais (00:30 em Lisboa), escreve a Lusa.

O avião tinha partido na segunda-feira à tarde de Caracas, capital da Venezuela, com quase 12 toneladas de material a bordo. Com 21 pessoas a bordo, todas portuguesas - 15 são militares, há cinco bombeiros, um dos quais médico, um técnico especialista em sistemas de purificação de água da organização não-governamental ADRA (Associação Adventista para o Desenvolvimento, Recursos e Assistência) e um jornalista português.

Das 12 toneladas de carga, quase quatro toneladas vieram de Portugal. Seguem também seis toneladas de água comprada pela embaixada de Portugal na Venezuela, que não especificou qual o material perfaz as restantes duas toneladas, mas a Lusa viu alguns sacos de massa e farinha.

Também leva medicamentos

A carga inclui medicamentos e 180 mil pastilhas purificadoras de água, material para montar e equipar o campo de desalojados e equipamento para aumentar a capacidade do posto médico avançado do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da equipa da Assistência Médica Internacional (AMI).

Especialista em purificar água

A Associação Adventista para o Desenvolvimento, Recursos e Assistência (Adra-Portugal) enviou para a capital haitiana duas máquinas para purificar a água, tornando-a apta para beber, disse à Lusa o porta-voz da organização, Fernando Ventura.

«Nós levamos uns purificadores para fazer a purificação da água contaminada. (...) Esperamos conseguir fazer uma tiragem de 84 litros por minuto de água potável e durante um mês minimizar o sofrimento de 12.000 pessoas que estão sem água potável», esclareceu.

Fernando Ventura viajou no avião Hércules C-130 da Força Aérea Portuguesa que já chegou ao haiti.

Segundo Ventura, a missão da Adra-Portugal no Haiti consiste ainda em tentar realojar as pessoas que viram destruídas as suas habitações, criar infraestruturas e condições adequadas nesta fase em que precisam de tudo, «para que depois possam continuar as suas vidas».

Por outro lado explicou que a Adra é uma organização não governamental com delegações em 125 países, tendo chegado a Portugal há 18 anos. Normalmente, actua em situações de «catástrofe» tendo estado em missão no Sri-lanka.
http://diario.iol.pt/sociedade/haiti-si ... -4071.html
 

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Miguel

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Re: Sismo no Haiti
« Responder #39 em: Janeiro 28, 2010, 09:13:34 pm »
Citação de: "Jorge Pereira"
Citação de: "Miguel"
Impressionante a força dos EUA, mesmo que estando em guerra total no Iraque, Afganistao, conseguir deslocar assim em menos de uma semana, esta força com toda a logistica é simplesmente incrivel.

Alem disso penso que esta intervençao vai dar um novo folego a imagem dos EUA no mundo. Penso eu de que...

Talvez isto o ajude a compreender, caro Miguel:

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The federally budgeted military expenditure of the United States Department of Defense for fiscal year 2010:

Total Spending    $685.1 billion

Migalhas… :mrgreen:

Podemos dizer a vontade que a desproporçao de forças e logistica entre os EUA e as melhores naçoes europeias ainda é mais escandalosa agora que durante os anos 90.
 

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Lusitano89

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Re: Sismo no Haiti
« Responder #40 em: Março 12, 2010, 02:10:38 pm »
Portugal gastou 1 M€ na missão de ajuda ao Haiti


Portugal gastou mais de um milhão de euros para enviar uma missão de ajuda ao Haiti na sequência do terramoto de 12 de Janeiro, afirmou hoje o Secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco.
«O investimento que foi feito [para ajudar o Haiti] foi muito grande e ultrapassou um milhão de euros», afirmou o governante à Lusa, à margem de um encontro hoje em Lisboa subordinado ao tema «Haiti: Uma história para contar», organizado pela Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais.

Grande parte do investimento libertado pelo governo português para a missão de ajuda ao Haiti foi gasto no transporte aéreo, segundo Vasco Franco: «Só o transporte aéreo mobilizado no Haiti durante mais de duas semanas tem um custo muito significativo», afirmou secretário de Estado.

Cinco dias após o terramoto que abalou o Haiti, a equipa portuguesa de ajuda humanitária aterrou no aeroporto da capital haitiana com o objectivo de montar um acampamento para os desalojados, uma decisão que gerou algumas vozes contra que consideravam que a missão portuguesa devia centrar-se na busca e salvamento.

«Estamos a actuar em relação a estas matérias de uma forma cada vez mais exigente. Aquele primeiro impulso que nos levava, algumas vezes, a enviar o que parecia mais óbvio, hoje é mais retraído. É preciso perceber o que é mais necessário em vez do mais óbvio», afirmou o governante.

No caso do Haiti, explicou Vasco Franco, «havia muitas equipas de busca e salvamento» no local e «algumas delas nem conseguiram trabalhar».

«A outra necessidade imediatamente a seguir [à busca e salvamento] era a da saúde e abrigo», acrescentou, justificando assim o envio da Força Especial de Bombeiros Canarinhos que montou um acampamento para os desalojados pelo terramoto.

A 12 de janeiro, a capital haitiana foi atingida por um terramoto de 7,3 de magnitude na escala de Richter, causando cerca de 222 500 mortos e afectando 3,5 milhões de pessoas.

Estima-se que 60 por cento dos edifícios de Port-au-Prince, muitos dos quais estruturas de serviço público (escolas e hospitais), tenham sido destruídos.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: Sismo no Haiti
« Responder #41 em: Abril 02, 2010, 12:23:17 am »
Ajuda internacional ao Haiti atinge objectivos das Nações Unidas


Europeus e Norte-americanos dão três quartos do dinheiro necessário para a reconstrução do país devastado pelo sismo de 12 de Janeiro

As Nações Unidas estavam ontem muito perto de alcançar o objectivo oficial de 3,8 mil milhões de dólares (cerca de 2,7 mil milhões de euros) em compromissos financeiros de países para a reconstrução do Haiti, que foi parcialmente destruído por um sismo a 12 de Janeiro.

A meio da conferência de doadores, que se realizou ontem na sede da ONU, em Nova Iorque, as promessas de dinheiro dos Estados já ultrapassavam três mil milhões, mas o montante final seria próximo do objectivo, devido às contribuições particulares.

A conferência ultrapassou as expectativas e transformou-se num verdadeiro leilão de generosidade. A meio da tarde de ontem, a União Europeia, pela voz da chefe da diplomacia, Catherine Ashton, anunciou que a verba dos europeus era quase de três mil milhões. A UE doou 1,6 mil milhões de dólares de fundos institucionais, aos quais era preciso adicionar 400 milhões já distribuídos e mais de 800 milhões doados por particulares.

A Espanha surge como maior contribuinte deste fundo europeu, seguida da França, respectivamente com 346 milhões de euros e 236 milhões de euros. Portugal foi um dos nove países da UE que não contribuíram. A participação portuguesa limitou-se assim à ajuda de emergência e custou 1,3 milhões de euros.

Na ajuda à reconstrução, a Europa ficou bem à frente dos Estados Unidos, que decidiram contribuir com 1,15 mil milhões de dólares (compara com 1,6 mil milhões da UE). Em proporção populacional, os noruegueses serão porventura os mais generosos, com um compromisso de cem milhões de euros (mais de 130 milhões de dólares). Brasil e Canadá são outros países com contribuições importantes.

O primeiro obstáculo a ultrapassar na reconstrução do Haiti reunir a verba necessária, foi ultrapassado mas o segundo, bem mais difícil, será o de fazer chegar o dinheiro a quem precisa dele. Tem havido numerosas críticas sobre a ineficácia da distribuição da ajuda de emergência.

As necessidades da reconstrução do Haiti são imensas. O terramoto afectou directamente mais de 1,5 milhões de pessoas. Há actualmente 1,3 milhões de haitianos a viver em abrigos provisórios e 600 mil deslocados internamente. Foram destruídas mais de 100 mil residências e 200 mil ficaram danificadas. O sismo arrasou 50 hospitais e 1300 escolas, a maioria dos ministérios, o parlamento, edifícios públicos.

Morreram mais de 220 mil pessoas e há mais de 300 mil feridos. O impacto económico da catástrofe foi brutal. O governo haitiano calcula o custo dos estragos em 7,9 mil milhões de dólares (120% do PIB), mas as consequências macroeconómicas vão propagar-se ao longo dos anos.

Durante a conferência internacional de doadores da ONU (que decorria à hora de fecho desta edição) foi anunciado que o ex-presidente norte-americano Bill Clinton vai co-presidir à comissão de reconstrução do Haiti, ao lado do primeiro-ministro haitiano Jean-Max Bellerive. A comissão supervisionará o uso do dinheiro e tem mandato de ano e meio.


DN
 

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Lusitano89

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Re: Sismo no Haiti
« Responder #42 em: Janeiro 13, 2019, 03:24:13 pm »
Haiti assinala nono aniversário do terrível sismo de 2010