Relações Brasil - China

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Relações Brasil - China
« em: Maio 20, 2009, 11:24:25 am »
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20/05/09 - 06h24 - Atualizado em 20/05/09 - 06h25

Com acordos petroleiros e financeiros, Lula deixa a China



da France Press

PEQUIM, China, 20 Mai 2009 (AFP) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou nesta quarta-feira Pequim com destino a Turquia, depois de uma visita de três dias a China, durante a qual as duas potências emergentes assinaram vários acordos, incluindo um empréstimo chinês para a Petrobras.

Antes de deixar o país asiático, Lula visitou a Academia Chinesa de Tecnologia Espacial, que desenvolve um programa de cooperação com o Brasil na área de satélites de observação da Terra.

Uma fonte da delegação brasileira informou que os dois países pretendem lançar até três satélites até 2013. Os foguetes chineses já colocaram em órbita três satélites desenvolvidos pelo Brasil entre 1999 e 2007.

O presidente do Brasil descreveu a etapa chinesa da viagem como uma das mais importantes de seu mandato, em um momento em que a crise econômica evidencia a importância crescente dos grandes países emergentes.

Lula e o presidente chinês, Hu Jintao, que se reuniram na terça-feira, concordaram em reforçar a cooperação econômica e comercial bilateral.

"Os dois dirigentes declararam que o reforço da associação estratégica entre China e Brasil tem um sentido cada vez mais importante no contexto atual, complicado pela crise econômica", afirma um comunicado divulgado pelo ministério chinês das Relações Exteriores.

Pequim e Brasília assinaram na terça-feira 13 acordos, incluindo um empréstimo de 10 bilhões de dólares do China Development Bank a Petrobras, que se comprometeu a fornecer petróleo ao país asiático durante 10 anos (150.000 barris diários no primeiro ano e 200.000 barris nos outros nove).

O empréstimo bilionário financiará projetos de investimento da Petrobras e a comprar bens e serviços na China.

A China, que busca diversificar as fontes de abastecimento de energia, se tornou o primeiro parceiro comercial do Brasil no início do ano, superando os Estados Unidos.

Oficialmente não foi informado se durante a visita aconteceram discussões sobre a proposta do presidente brasileiro para que o comércio entre os dois países seja feito em real e yuan, ao invés do dólar.

"É absurdo que duas importantes nações comerciais como as nossas continuem utilizando a moeda de um terceiro país para seus negócios", declarou Lula em uma entrevista à revista chinesa Caijing.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, se contentou em declarar na terça-feira que os dois bancos centrais estudavam o tema, dando a entender que o assunto ainda esté em um estado preliminar.


http://g1.globo.com/Noticias/Economia_N ... CHINA.html
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Snowmeow

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Re: Relações Brasil - China
« Responder #1 em: Abril 20, 2010, 09:03:14 pm »
A China é um aliado comercial bastante estratégico, mas não devemos descuidar das indústrias que nós temos aqui no Brasil.
E sim, apóio o comércio em Yuan e Real. Chega de dependermos de dólares. Vamos ver qual moeda será predominante nesse acordo.
"Não corte uma árvore no Inverno; pois sentirás falta dela no Verão." Jairo Navarro Dias
 

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|FIT|_Benny

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Re: Relações Brasil - China
« Responder #2 em: Setembro 06, 2010, 12:23:12 pm »
Citação de: "Snowmeow"
A China é um aliado comercial bastante estratégico, mas não devemos descuidar das indústrias que nós temos aqui no Brasil.
E sim, apóio o comércio em Yuan e Real. Chega de dependermos de dólares. Vamos ver qual moeda será predominante nesse acordo.
Hoje o BRIC é responsável por uma parcela considerável na economia mundial.
No futuro, O BRIC dará as cartas no baralho mundial.
Há 20 anos atrás, a China não passava de um país pobre e miserável, hoje
os yankees já os veêm pelo retrovisor, chegando em 2º lugar na economia mundial.

Hoje, o inglês é indispensável no mundo dos negóciose em geral, mas não ficarei
surpreso se nos próximos 20 anos, o mandarim passar a dar as novas cartadas.

Há 25 anos atrás, era importante aprender o Francês, não somente pela
história relevante da França e todos os acontecimentos, mas porque Paris ditava
o Ritmo mundial em alguns setores estratégicos.

Hoje vivemos a onda do inglês.
Amanhã poderá ser o mandarim, ou quem sabe para os mais entusiastas... O Portugês.

Abraços.
Benny
"...Há amigos mais chegados que um irmão..." Provérbios 18.24
Viajar é viver: http://www.penaviagem.blogspot.com
 

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Snowmeow

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Re: Relações Brasil - China
« Responder #3 em: Setembro 20, 2010, 01:52:39 pm »
Citação de: "|FIT|_Benny"
Hoje vivemos a onda do inglês.
Amanhã poderá ser o mandarim, ou quem sabe para os mais entusiastas... O Português.
Seria um saco escrever em Mandarim... Com todos aqueles ideogramas... Por que eles não fizeram igual ao Vietnã, que trocou os ideogramas pelo alfabeto latino?

O idioma Português só será um idioma "universal" se TODOS os países que falam português fizerem um esforço conjunto e criarem uma força de influência tremenda, e explorarem nichos de mercado que a China ainda não cubra (O que é meio difícil no momento). Pra isso, defendo um papel maior da CPLP e um eventual "merging" entre dois ou mais países falantes da língua.
(Defensor da Fusão Brasil-Portugal detected XD)

O inglês só chegou onde está por causa de três fatores: Influência massiva dos EUA, linguagens de programação (Existe uma linguagem de programação que não seja em inglês?) e o fato do idioma inglês não possuir acentos.
"Não corte uma árvore no Inverno; pois sentirás falta dela no Verão." Jairo Navarro Dias
 

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Lusitano89

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Re: Relações Brasil - China
« Responder #4 em: Outubro 16, 2010, 09:06:41 pm »
Brasil admite restringir investimentos chineses


O Governo brasileiro admitiu que estuda impor restrições aos investimentos chineses para evitar que empresas daquele país ocupem setores estratégicos e deixem de importar certos produtos do Brasil.

“O Brasil é hoje um dos principais destinatários de investimentos diretos. Em algum momento, o Brasil deverá discutir quais e que tipo de investimentos pretende dar prioridade”, disse o secretário do Comércio Exterior brasileiro ao jornal Folha de São Paulo.

Para os analistas, segundo o diário, o novo presidente do país terá que lidar com a discussão do controlo de capitais para o setor produtivo, como o agrícola, e das telecomunicações.

O investimento chinês em terras, na produção de soja e no setor de mineração despertou a preocupação de empresários brasileiros do setor.

Da mesma maneira, expressaram a sua preocupação ao Governo brasileiro os representantes dos setores das telecomunicações e automotor.

O Banco Central do Brasil, de acordo com o jornal, é contrário aos limites que se imporiam ao investimento chinês, afirmando que, apesar do crescimento, somente representam apenas dois por cento de todo investimento estrangeiro no país.

Até agosto, o Brasil recebeu 396 milhões dólares de investimentos chineses no setor produtivo, cinco vezes mais o valor registado nos primeiros oito meses de 2009.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: Relações Brasil - China
« Responder #5 em: Julho 26, 2019, 11:30:59 am »
Brasil e China reforçam cooperação


 

 

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