Relações Portugal-Moçambique

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miguelbud

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Re: Relações Portugal-Moçambique
« Responder #15 em: Agosto 29, 2011, 03:56:43 pm »
Dezenas de empresas procuram negócios em Moçambique

Portugal apresenta o maior pavilhão estrangeiro na FACIM, a mais importante feira de Moçambique, que é inaugurada esta segunda-feira pelo Presidente moçambicano, Armando Emílio Guebuza, e decorre até ao dia 4 de Setembro.

O pavilhão, com 1600 metros quadrados, integra 63 empresas nacionais, a maioria estreantes na Feira Agrária, Comercial e Industrial de Maputo (FACIM), que, pela primeira vez em 47 anos, saiu de Maputo para um novo recinto em Marracuene, a 30 quilómetros a norte da capital.

No pavilhão de Portugal, organizado pela AICEP, vão estar sectores com forte implantação no mercado moçambicano. Entre eles, destaque para os materiais de construção, agro-alimentar e vinhos, metalurgia e metalomecânica, construção civil e consultoria, entre outros.

Outras empresas portuguesas, já presentes no mercado, expõem autonomamente, fora do pavilhão, devendo a participação nacional ultrapassar a centena de companhias e associações empresariais.

A 2 de Setembro, sexta-feira, assinala-se o Dia de Portugal, com a realização de um seminário sobre Portos e Transportes Marítimos, que terá a participação da Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL) e Instituto Português dos Transportes Marítimos (IPTT) e das empresas moçambicanas do setor Manica e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM).

Na lista dos países e territórios que já confirmaram a sua presença na FACIM estão: China, Portugal, Espanha, Dinamarca, Paquistão, Tailândia, Polónia, Botsuana, Malaui, Tanzânia, África do Sul, Brasil, Itália, Macau, Zâmbia, Quénia, Argentina e Angola.

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/emp ... -1728.html
 

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Lusitano89

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Re: Relações Portugal-Moçambique
« Responder #16 em: Setembro 08, 2011, 01:15:26 pm »
Exportações para Moçambique cresceram 56% no 1º semestre


As exportações portuguesas para o mercado moçambicano cresceram 56 por cento no primeiro semestre deste ano, devendo Moçambique posicionar-se entre os 15 principais mercados para produtos portugueses em 2011, após o 25º. lugar de 2010.

O balanço consta de uma avaliação feita pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) sobre a participação de Portugal na 47ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM).

Segundo a AICEP, no ano passado, Moçambique assumiu-se na 25º. posição entre os mercados preferenciais de produtos portugueses, elevando-se 10 posições no período de um ano.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: Relações Portugal-Moçambique
« Responder #17 em: Setembro 10, 2011, 02:32:28 pm »
Moçambique interessado nos autocarros elétricos da CaetanoBus


O governo moçambicano demonstrou interesse na aquisição dos autocarros eléctricos produzidos pela CaetanoBus e poderá visitar Portugal até ao final do ano, disse hoje o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira. Numa declaração feita no dia da cerimónia de início dos testes do autocarro eléctrico desenvolvido pela empresa e pela Efacec, que vão decorrer em Vila Nova de Gaia e na Alemanha, Álvaro Santos Pereira salientou que, naquele país, a primeira linha regular de autocarros eléctricos vai ser composta por autocarros portugueses, o que "deve ser um orgulho".

Na sequência da visita do secretário de Estado adjunto da Economia, António Almeida Henriques, no começo do mês a Moçambique, o projecto da Salvador Caetano foi apresentado ao Ministério moçambicano dos Transportes e Comunicações, que se mostrou interessado em visitar a fábrica portuguesa para avaliar o potencial deste meio, segundo explicou à Lusa fonte oficial do Ministério.

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Luís Filipe Menezes, afirmou, à saída de uma viagem de teste com jornalistas hoje naquele concelho, que se o projecto tiver sucesso pode ser um modelo, em termos de exportações, "para ir vender nos países do leste da Europa ou em África".

O presidente da CaetanoBus, José Ramos, explicou que o autocarro eléctrico EL2500 tem oito a 10 horas de utilização diária, sendo a "solução mais atractiva para complementar as actuais redes de metro", com uma autonomia para 100 a 150 quilómetros.

No campo da mobilidade sustentável, uma área que o ministro destacou pela sua actualidade face aos desafios colocados pelos temas do ambiente, José Ramos disse que a empresa está a "estudar a implementação de um projecto inovador" neste sector e que poderá contemplar Portugal.

Lusa
 

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Re: Relações Portugal-Moçambique
« Responder #18 em: Outubro 21, 2011, 06:50:16 pm »
Seis toneladas de medicamentos para Moçambique


Seis toneladas de medicamentos rumam hoje para Moçambique – numa iniciativa que conta com o apoio da Ordem dos Farmacêuticos (OF), da TAP, e das indústrias Generis e Labesfal –, para serem posteriormente entregues no Hospital Central de Maputo.

Os fármacos enviados fazem parte de uma lista fornecida pelas autoridades moçambicanas na qual são identificadas as mais prementes necessidades daquela unidade hospitalar. A carência visa essencialmente antibióticos, citostáticos/anticancerígenos, anticoncepcionais, anti-hipertensores, antipiréticos, anti-inflamatórios, laxantes, antidepressivos, antimaláricos, antiepiléticos, protectores gástricos, entre outros.

Esta iniciativa insere-se nas acções de cooperação que a OF tem vindo a desenvolver em Moçambique. O projecto humanitário, iniciado em 2007 por um grupo de pilotos da transportadora lusa, naturais de Moçambique, foi possível efectuar uma doação significativa. A OF agilizou todo o processo burocrático relacionado com a doação, através do estabelecimento de contactos com as autoridades oficiais moçambicanas, e, por outro, potenciar uma maior participação dos laboratórios farmacêuticos, tendo este ano duplicado o volume de carga doado, em relação à entrega anterior, realizada em 2009.

Desde 2010, a OF e o Ministério da Saúde de Moçambique têm em vigor um Protocolo de Cooperação que visa a promoção a formação pós-graduada de farmacêuticos moçambicanos e o reforço da capacidade do Ministério da Saúde moçambicano em áreas como a Farmácia Hospitalar, Gestão e Logística do Medicamento, Controlo de Qualidade e na Regulação de Medicamentos e Produtos de Saúde.

Ainda no âmbito do presente protocolo, a ordem portuguesa tem ajudado na definição de políticas, elaboração de legislação e outros documentos e normas legais na área específica da Regulamentação Farmacêutica, com enfoque no sistema de garantia de qualidade, inspecção farmacêutica e ensaios clínicos.

Ciência Hoje
 

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Lusitano89

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Re: Relações Portugal-Moçambique
« Responder #19 em: Fevereiro 24, 2012, 11:30:12 pm »
Moçambique é mercado potencial de 250 milhões de pessoas, diz embaixador


O embaixador português em Moçambique, Mário Godinho de Matos, apelou hoje aos empresários portugueses para terem uma visão ampla do potencial mercado moderno moçambicano, que tem à sua volta 250 milhões de pessoas, pertencentes a SADC.

Num encontro com 11 empresários portugueses, que integram uma missão empresarial da Associação Empresarial de Portugal (AEP), Godinho de Matos aconselhou o grupo de investidores a fixarem-se em Moçambique, país através do qual podem "criar um 'network' interessante" com os Estados da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

"Não olhem só para Moçambique. Fixem-se aqui, pois provavelmente será mais fácil mas não se esqueçam do mercado que está a volta com 250 milhões de pessoas", originárias da SADC, disse o diplomata.

A instalação de negócios em Moçambique, disse, pode facilitar a entrada no mercado sul-africano, o país economicamente mais rico de África, que dada a proximidade geográfica com Moçambique pode permitir a criação de uma rede de negócios "interessante".

Os 11 empresários portugueses das áreas de construção civil e alimentar chegaram quinta-feira a Moçambique para estabelecer contactos para futuras relações comerciais com homólogos moçambicanos.

Durante uma semana, os investidores estarão nas cidades de Maputo (sul), da Beira e Tete, no centro de Moçambique, para procurar oportunidades de negócios, disse à Lusa Alexandre Rodrigues, organizador da visita.

Uma visita ao distrito de Moatize e a Hidroelétrica de Cahora Bassa, em Tete, no centro de Moçambique, também fará parte das atividades da Associação Empresarial Portuguesa.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: Relações Portugal-Moçambique
« Responder #20 em: Março 28, 2012, 07:47:11 pm »
Portugal sai de Cahora Bassa até 2014


O Estado moçambicano deverá passar a deter a totalidade do capital social da Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB) até 2014, no âmbito do acordo alcançado terça-feira para a transferência de metade dos 15% detidos por Portugal.
 
O Ministério da Energia de Moçambique anunciou hoje que as autoridades moçambicanas e portuguesas concordaram com os termos da alienação dos 7,5% do capital social da HCB a favor do Estado Moçambicano, na sequência de reuniões que decorreram em Lisboa desde domingo, ainda antes da partida do ministro das Finanças português, Vitor Gaspar, para Angola.
 
No quadro do Memorando de Entendimento celebrado a 5 de Março de 2010 entre a Moçambique e Portugal, relativo à alienação dos 15% das acções portuguesa na HCB, uma delegação moçambicana chefiada pelo ministro da Energia moçambicano, Salvador Namburete, manteve desde domingo em Lisboa encontros com o Governo português, sendo que, de acordo com uma nota do Ministério da Energia de Moçambique, hoje enviada à Lusa, na reunião entre as partes ficou "acordado os termos da alienação, pelo Estado Português, dos 7,5% do capital social da HCB, a favor do Estado moçambicano.
 
Nos mesmos encontros, adianta a nota, "ficou igualmente acordado que a transmissão dos 7,5% remanescentes deverá efectivar-se no prazo máximo de dois anos, passando o Estado moçambicano a deter a totalidade dos 100% da capital social da HCB".
 
Um acordo de reversão da HCB, assinado em 2007, entre os governos de Lisboa e Maputo permitiu a transferência para Moçambique de 85% das ações da barragem, bem como a sua gestão efectiva, reduzindo a participação de Portugal para 15%.
 
Anteriormente, Moçambique controlava 18% do empreendimento e Portugal 82%. As autoridades moçambicanas asseguram que a assinatura dos documentos finais dos acordos deverá ter lugar brevemente em Maputo, estando em curso consultas entre as partes para o acerto das datas.

Diário Económico
 

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Cabecinhas

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Re: Relações Portugal-Moçambique
« Responder #21 em: Abril 01, 2012, 06:27:24 pm »
Aqui está uma meia notícia... deixo-vos o resto

Citar
O ministro moçambicano da Energia, Salvador Namburete, que se encontra na capital portuguesa, foi recebido hoje, em audiência, pelo Primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho.
Fontes contactadas pela AIM, em Lisboa, confirmaram que o dossier Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), empreendimento localizado na província central de Tete, em Moçambique, foi um dos assuntos abordados no referido encontro.
“O dossier HCB está em andamento”, disse Rui Baptista, assessor de Imprensa do Primeiro-ministro, Passos Coelho, falando à AIM, depois de confirmar a audiência.
Rui Baptista escusou-se, entretanto, confirmar a assinatura de qualquer acordo durante o encontro entre Passos Coelho e Salvador Namburete.
O embaixador de Moçambique em Portugal, Jacob Nyambir, que acompanhou o ministro Salvador Namburete na audiência, confirmou o encontro mas sublinhou que 'hoje não foi assinado nenhum acordo'. Há boas perspectivas para que o dossier seja concluído nas próximas semanas, em Maputo'.


Em causa está a venda dos 15 por cento das acções detidas pelo Estado português, depois da reversão da HCB para o Estado moçambicano em 2006, em que Moçambique passou a deter 85 por cento do capital do empreendimento.
A assinatura do acordo da venda dos 15 por cento das acções da HCB, divididas em 7,5 para a REN (Redes Energéticas de Portugal) e 7,5 por cento para uma empresa moçambicana, estava prevista para Novembro de 2011, durante a visita do Chefe do Estado moçambicano, Armado Guebuza, a Portugal, mas acabou não acontecendo por 'razões técnicas'.
Segundo notícias veiculadas nos jornais portugueses e moçambicanos, o negócio não terá sido fechado devido a um diferendo no preço, já que Lisboa pretende que a venda seja feita a preços de 2006, o que significaria 140 milhões de euros, enquanto Moçambique defende que as acções valem apenas 117,5 milhões de euros, menos 22,5 milhões de euros da verba exigida por Portugal.
Recentemente, a REN anunciou que mantém o interesse na compra de 7,5 por cento da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, aguardando apenas a conclusão do negócio entre o Estado português e o moçambicano.
“A decisão foi tomada há vários meses: logo que haja acordo (entre o Estado português e o Estado de Moçambique) no preço dos 15 por cento, a REN, por si, está pronta para avançar com a compra dos 7,5 por cento”, afirmou Rui Cartaxo, da REN.
Falando aos jornalistas, Rui Cartaxo mostrou-se confiante que o negócio seja fechado em breve, adiantando que a entrada no capital da hidroeléctrica deverá ser o primeiro investimento a realizar já com os novos accionistas – a State Grid (chinesa) e a Oman Oil Company (do Oman) –, em Moçambique.
“Estamos a aguardar que o negócio seja fechado entre o Estado português e o moçambicano, o que contamos que aconteça em breve”, sublinhou.
Em Moçambique, a REN quer fazer parte do grande projecto de desenvolvimento das infra-estruturas eléctricas, estando preparada para fazer parcerias com empresas moçambicanas, incluindo a EDM – Electricidade de Moçambique.
DM/SG

Fonte:http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2012/03/pm-aborda-hcb-com-ministro-mo%C3%A7ambicano-da-energia.html
Um galego é um português que se rendeu ou será que um português é um galego que não se rendeu?
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Lusitano89

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Re: Relações Portugal-Moçambique
« Responder #22 em: Maio 08, 2012, 09:25:26 pm »
Moçambique é «uma das chaves» para Portugal sair da crise diz presidente da AICEP


O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) defendeu hoje que Moçambique é “uma das chaves” para a saída da crise de Portugal, sendo um país “cheio de potencialidades” no qual se deve apostar.

Moçambique é um “país cheio de potencialidades, que se encontra num momento crítico positivo de mudança de patamar económico e esse momento crítico [está] alinhado com o nosso momento de internacionalização”, defendeu Pedro Reis durante a abertura de uma sessão de trabalho sobre o mercado moçambicano, a decorrer na Exponor, organizado com o apoio da AEP.
 
Para o presidente da AICEP “se a diversificação dos mercados estratégicos [de Portugal] é uma porta para o futuro, para a saída da crise do país, Moçambique é claramente uma das suas chaves”.
 
Também Paulo Nunes de Almeida, vice-presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP) defendeu que “Moçambique está na moda neste momento”, lembrando a necessidade de diversificar os mercados de exportação de Portugal que mostra uma “grande dependência” dos países da União Europeia.
 
De acordo com dados hoje divulgados por Fernando Carvalho, diretor do Centro de Negócios da AICEP em Moçambique, aquele país tem um PIB estimado em 12 mil milhões de dólares, correspondendo a cerca de 400 dólares por habitante.
 
Se nos últimos anos a taxa do PIB tem assistido a um crescimento de sete a oito por cento, sempre acima das taxas dos países subsaarianos, a perspetiva do FMI é que este crescimento se mantenha em torno dos oito por cento nos próximos anos.
 
Moçambique tem também revelado “capacidade de resistência à crise” que afetou os mercados internacionais a partir de 2007, notando-se uma tendência para reduzir a inflação que se prevê chegar aos sete por cento no final de 2012.
 
A partir de 2008 assistiu-se um “crescimento assinalável” no nível de exportações de Portugal que é o quinto principal fornecedor de Moçambique, tendo em 2010 sido o principal investidor naquele país.
 
Nos próximos 10 anos, prevê a AICEP, os investimentos, privados e públicos, em Moçambique poderão rondar os 80 mil milhões de dólares, existindo um “conjunto vasto de oportunidades” nas áreas da construção e obras públicas, energia, máquinas e equipamentos, habitação e turismo, logística e serviço às empresas, agricultura e produtos de consumo.

Lusa
 

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Re: Relações Portugal-Moçambique
« Responder #23 em: Junho 03, 2012, 11:15:44 pm »
Será Moçambique o mercado do momento?


É o terceiro maior produtor de gás natural do mundo e está ainda no pódio mundial, com direito a medalha de ouro, no que toca à produção de carvão. Moçambique tem um território que corresponde a mais do dobro da Alemanha e tem uma faixa costeira com cerca de 2.470 kms. Mas em matéria de números, as surpresas não ficam por aqui. Com uma população de 22 milhões de habitantes, este mercado representa, do ponto de vista empresarial - e tendo em conta a sua situação geo-política - bem mais.
 
"O mercado pode atingir 250 milhões de habitantes - a população da região da África austral", quem o afirma é Jacob Jeremias Nyambir, Embaixador de Moçambique em Portugal, que, em entrevista "Ideias em Estante", emitida no ETV, defende que os portugueses devem aproveitar mais o mercado moçambicano. "Eu digo sempre que têm que aproveitar este mercado". E a valer pelos últimos dados estatísticos parece que os portugueses começam a olhar com interesse empresarial e laboral para este país, onde as afinidades linguística, cultural e legal favorecem o fluxo migratório. O movimento não é de hoje. É certo, porém, que actualmente "temos dado entre 30 a 40 vistos por dia", afirma Nyambir. Sobre quantos portugueses ficam a trabalhar em Moçambique, o embaixador, sempre diplomático, não adianta números. Mas consta que chegam a Moçambique mensalmente 150 portugueses para trabalhar.
 
Quem também está de olhos postos neste mercado, rico em minas, em pescado, em agricultura - e de uma forma geral "rico nos bens escassos do momento", ou dito de outra forma, nas matérias primas "que interessam ao mundo"- são os norte-americanos. E, honra seja feita, estão a entrar em Moçambique também via Portugal, como afirma, em entrevista ETV, o embaixador norte-americano em Portugal, Allan Katz, que é mentor do evento "Access Africa Forum - Portugal a gateway to Africa".
 
Este evento, que vai na 2ªedição, decorreu ontem em Lisboa, no CCB, e contou com a presença de muitos empresários portugueses e estrangeiros.
"Temos muitos projectos em Moçambique e considero o país muito atractivo", diz Luís Quintas, administrador da Solidal, grupo que importa entre 35 a 40 milhões de euros de alumínio.
 
Os casos de interesse repetem-se. A história das grandes cidades emergentes também. À parte de todos os atractivos empresariais, que são muitos e que tanto justificam, Maputo, por exemplo, começa hoje a ser uma cidade cara e onde elementos de ONG internacionais convivem com emigrantes, com locais (cada vez mais bem preparados e qualificados) e com toda uma vaga de gentes e de interesses que faz questão de estar neste - até há bem pouco tempo - discreto país. Como defende Susan Cain, autora do livro "Silêncio", que será lançado dia 15 de Junho em Portugal, "é o poder dos introvertidos num mundo que não pára de falar".
 

Moçambique em números
 
Moçambique tem um território de 799.390 km2 ( mais do dobro da Alemanha)
 
População: 22 milhões de pessoas (estima-se que poderá dobrar nos próximos 25 anos)
 
Faixa Costeira - Toda a faixa Este, com cerca de 2.470 quilómetros é banhada pelo Oceano Índico;
 
Recursos Naturais - Energia Hidroeléctrica, gás natural, carvão, minerais (titânio, grafite, ...), madeiras e produtos piscatórios;
 
Principais Exportações - Camarões; Algodão; Cajú; Açúcar e Chá;
 
- A economia moçambicana cresceu 9% ao ano,, em média, na última década.
 
Cerca de 80% da economia advém da agricultura.
 
- O tempo médio de abertura de um negócio no país é de 13 dias.
 
PIB = 9586 Milhões de dólares (2011)
 
- Rendimento por habitante = 428 Dólares.
 
- As importações têm um peso de 43,2% do PIB; a balança comercial do país é equivalente a 75,3% do Pib
 
- Em 2010 as exportações Portuguesas com destino a Moçambique aumentaram 18%
 
- A esperança média de vida = 49 Anos;
 
- Cerca de 2 Milhões de moçambicanos utilizam o telemóvel e apenas 600 mil utulizam a internet.

Diário Económico
 

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« Responder #24 em: Agosto 07, 2012, 04:58:19 pm »
Soares da Costa reforça actividade em Moçambique com encomenda de 21,7 Milhões de €€


O grupo Soares da Costa anunciou hoje a adjudicação da construção de pontes e a correção de estradas de acesso, em Moçambique, no valor de 21,7 milhões de euros, um reforço em 19 por cento da carteira naquele mercado.

Em comunicado ao mercado, o grupo Soares da Costa informou que foram adjudicadas à sua subsidiária Sociedade de Construções Soares da Costa as obras de construção das pontes sobre os rios Sangaze, Pompwe, Macuca e Chidge, na Província de Sofala, e das pontes sobre os rios Muira, Tsanzabue e Nhagucha na Província de Manica, em Moçambique.
 
“O valor das obras ascende a 21,7 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 19 por cento à carteira do grupo Soares da Costa em Moçambique”, anunciou a construtora liderada por António Castro Henriques.
 
Segundo a Soares da Costa, a empreitada, que foi adjudicada pela Administração Nacional de Estradas (ANE), tem por objeto a conceção/construção de nove obras de arte, sendo seis com tabuleiro em betão armado, pré-esforçado de comprimentos variáveis), bem como a correção das estradas de acesso e outros trabalhos de natureza diversa.

Lusa
 

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Re: Relações Portugal-Moçambique
« Responder #25 em: Agosto 24, 2012, 09:23:18 pm »
Paulo Portas quer dar «ânimo» aos empresários portugueses e não «melancolia»


O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, disse hoje em Maputo que está em Moçambique "para dar ânimo aos empresários portugueses, e não melancolia", aludindo aos números da execução orçamental em Portugal.

"Os empresários portugueses que aqui estão, estão a ganhar todos os dias a sua luta para exportarem mais, para defenderem postos de trabalho, portanto, eu vou dar-lhes uma palavra de ânimo e não de melancolia", disse Portas à Lusa.
 
O ministro respondia a uma pergunta sobre a mensagem que vai levar aos empresários portugueses, durante um encontro no domingo, em Maputo, com empresas que participam na FACIM, numa altura de derrapagem dos números da execução orçamental relativos a julho.
 
"Os empresários portugueses, os quadros portugueses que conseguem triunfar, arriscando, internacionalizando, exportando mais, colocando os seus produtos, fazendo investimento, estão a dar um contributo extraordinário à nossa economia e por isso mesmo, eu vou, não só dar-lhes ânimo, como vou ouvir os problemas deles", acrescentou.
 
Paulo Portas que recusou falar de assuntos de política nacional, como a privatização da RTP, por se encontrar "no exterior", chegou hoje a Maputo para participar na abertura, na segunda-feira, da FACIM2012, amais importante feira económica de Moçambique, que este ano tem um número recorde de empresas portuguesas, cerca de 140.
 
"As trocas comerciais entre Portugal e Moçambique estão a viver um momento extraordinário, nunca antes conhecido", disse o ministro, após um encontro com o seu homólogo moçambicano Oldemiro Balói.
 
Como exemplo desse momento, referiu que no primeiro semestre deste ano Portugal já exportou para Moçambique mais 30% do que em 2011, que tinha sido um ano recorde de vendas nacionais ao país do Índico.
 
"A minha prioridade é a diplomacia económica, é ajudar as empresas, as marcas e os produtos portugueses a ganharem mercados no exterior, a internacionalizarem-se, isso significa defender postos de trabalho em Portugal", disse Paulo Portas.

Lusa
 

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« Responder #26 em: Agosto 27, 2012, 12:04:05 am »
AICEP estuda expansão da delegação para o norte do país


A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) está a ponderar o reforço da sua delegação em Moçambique, expandindo serviços para o norte do país, disse hoje à Lusa um administrador da organização.

A expansão terá em conta a geografia dos recursos naturais no país, como a prospeção de gás natural, no norte, e a extração de carvão no centro de Moçambique.
 
"Estamos a fazer esse planeamento para o próximo ano e, eventualmente, reforçar o nosso centro de negócios em Moçambique e arranjarmos uma antena para o norte, que é onde muita coisa se está a passar por causa do gás e do carvão", disse à Lusa Manuel Brandão, que está em Maputo para participar na FACIM 2012, que na segunda-feira arranca nos arredores da capital moçambicana.
 
Em Cabo Delgado, norte de Moçambique, a GALP participa num consórcio liderado pela italiana ENI que prospeta um lote "com reservas incalculáveis" de gás natural.
 
Um pouco mais a sul, a reabilitação do porto de Nacala, para escoar carvão de Tete está a ser acompanhada pela expansão do aeroporto internacional da cidade, para o qual a TAP já anunciou a intenção de voar.
 
No centro do país, a extração de carvão por grandes companhias mineiras internacionais, como a brasileira Vale e a anglo-australiana Rio Tinto, tem arrastado para a região muitas empresas portuguesas fornecedoras de serviços.
 
Manuel Brandão disse que ainda não foi definida a localização da nova "antena".
 
"Temos que ver com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, mas nesta nova colaboração que a agência tem, dada a sua integração no MNE, é algo que estamos a estudar", disse
 
Atualmente, a AICEP tem um centro de negócios em Maputo, no edifício onde funciona a embaixada, dirigido por um delegado que o administrador da agência descreveu hoje como "bastante competente e reconhecido pelas empresas" que se deslocam à capital moçambicana.

Lusa
 

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« Responder #27 em: Outubro 18, 2012, 12:20:20 am »
REN admite sair de Cahora Bassa em 2013


A REN admite sair da hidroelétrica de Cahora Bassa já em 2013, participação que será trocada pela entrada em novos projetos em Moçambique, disse o presidente da empresa, Rui Cartaxo.

“É possível” fazer a troca ainda em 2013, disse o presidente da gestora das redes energéticas aos jornalistas, em Nova Iorque, à margem do ‘Dia de Portugal’ em Wall Street.
 
A REN concluiu em julho a compra de 7,5 por cento da Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB) por 38 milhões de euros, participação que admitiu,desde logo, vender para entrar em novos projetos em Moçambique.
 
Portugal tinha até este ano 15 por cento da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, tendo sido vendida essa parcela em partes iguais à Eletricidade de Moçambique (EDM) e à portuguesa REN.
 
No comunicado enviado em abril ao mercado, a REN afirmou que pretendia participar no projeto de infraestruturas de transporte de eletricidade em Moçambique pelo que podia vir a adquirir “participações em sociedades detidas, direta ou indiretamente pela EDM”, o que poderia implicar a alienação à EDM “por parte da REN da sua participação de 7,5 por cento no capital social da HCB”.
 
A atividade da REN em Moçambique vai passar por fornecer infraestruturas de energia em Moçambique e exportação para África do Sul.
 
Quanto ao financiamento de 800 milhões de euros com o China Development Bank, um dos compromissos assumidos pela empresa chinesa State Grid aquando da aquisição de 25% do capital da gestora das redes energéticas nacionais, Rui Cartaxo repetiu que 400 milhões são para refinanciamento da dívida financeira da REN.
 
Os restantes 400 milhões, adiantou, serão destinados a investir em Portugal: “Serão utilizados em projetos de eletricidade e gás natural, todos em Portugal”.
 
Do pacote de financiamento negociado de 1.000 milhões, a REN fica ainda com 200 milhões de euros para novos projetos a identificar.
 
O presidente da REN disse ainda que a empresa não está a pensar voltar a emitir obrigações destinadas ao público em geral para breve. “No curto-prazo não. Temos os problemas de refinanciamento resolvidos”, afirmou.

Lusa
 

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Cabecinhas

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Re: Relações Portugal-Moçambique
« Responder #28 em: Outubro 20, 2012, 02:13:19 am »
E assim se vai tudo... é triste!
Um galego é um português que se rendeu ou será que um português é um galego que não se rendeu?
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Lusitano89

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Re: Relações Portugal-Moçambique
« Responder #29 em: Fevereiro 25, 2013, 09:03:30 pm »
Empresas portuguesas procuram oportunidades em Moçambique até 7 de Março


Um conjunto de 170 empresas nacionais, que representam um milhão de euros de investimento, vai participar durante as próximas duas semanas na quinzena empresarial Moçambique-Portugal para exploração de oportunidades naquele país africano.

De acordo com dados da Associação Industrial Portuguesa (AIP), participam na iniciativa 170 empresas e 220 empresários, percorrendo Maputo, Beira e Nampula com o objetivo de “recolha e partilha de informação e identificação e concretização de oportunidades e parcerias de negócios e de exportação nos sectores económicos que integram a grande quinzena empresarial”.
 
Os setores envolvidos na quinzena da AIP vão da construção à agricultura e pescas, passando pelo imobiliário, segurança, ambiente, mobiliário e decoração, de acordo com comunicado da organização.
 
A quinzena empresarial vai incluir a realização, em simultâneo, da primeira edição da Intercasa Concept Moçambique e da segunda Tektónica Moçambique.
 
Dias 05 e 06 de março, a encerrar o percurso, vai ter lugar o Fórum Agroalimentar Moçambique, onde vai estar presente a ministra da Agricultura, Assunção Cristas.
 
“A quinzena empresarial Moçambique-Portugal é o resultado de meses de investimento num formato exclusivo, preparado para maximizar o número de contactos e de oportunidades de negócio para as empresas que nela participam”, afirmou, em comunicado, a diretora-geral da AIP – Feiras Congressos e Eventos, Maria João Rocha de Matos.

Lusa
 

 

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