Portugal vende mais alta tecnologia que Espanha

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dremanu

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Portugal vende mais alta tecnologia que Espanha
« em: Julho 07, 2004, 03:51:24 pm »
Portugal vende mais alta tecnologia que Espanha

Estudo da Comissão Europeia revela

Um estudo da Direcção de Investigação da Comissão Europeia, recentemente divulgado, revela que, em percentagem de exportações, Portugal vendeu em 2001 mais alta tecnologia ao estrangeiro do que a Espanha ou a Grécia. De acordo com este documento, nesse ano 6.8 por cento das exportações nacionais eram de alta tecnologia, enquanto em Espanha esse indicador era de 6.1 e na Grécia de 5.5 por cento. O valor português, contudo, situa-se bastante abaixo da média da União Europeia, que é de 19.8 por cento.

“Acredito que seja essa a realidade”, diz Joaquim Martins, presidente da Cefamol, apontando os moldes, os componentes para a indústria automóvel e produtos de electrónica (como os comandos para televisões) como alguns dos exemplos de alta-tecnologia (high-tech) exportada por Portugal, nomeadamente através das empresas da região da Marinha Grande/Leiria. “Desenvolvemos produtos. Há investimentos constantes em tecnologia, investigação e desenvolvimento no sector dos moldes que, neste contexto, não se poderá comparar, por exemplo, com a maioria dos têxteis ou calçado”.

Victor Oliveira, responsável do Grupo Vangest, na Marinha Grande, não se mostra surpreendido pelo facto de Portugal exportar mais alta-tecnologia que a Grécia. “Em relação a Espanha, fico surpreendido”, admite, embora frise não haver no estudo explicações sobre o que é entendido por alta-tecnologia. Contudo, assinala, é um facto que a Marinha Grande é um pólo que tem no seu seio empresas onde a aposta na inovação e na tecnologia vem de há longa data.

Álvaro Torre, administrador da GS Moldes, também na Marinha Grande, diz que a percentagem exportada por Portugal “é interessante” e “prova que temos muita gente capaz de promover e desenvolver tecnologia”. Na sua opinião, o que nos falta são apoios para ir mais longe”. O empresário, que se mostrou surpreendido por neste aspecto estarmos à frente de Espanha, lembra que o mercado nacional “é muito pequeno, mas lançar--se na exportação com novos produtos, inovadores e de alta tecnologia, requer coragem”.

Portugal e os países do alargamento

Em relação aos países que farão parte da União Europeia alargada, e segundo o mesmo estudo, Portugal tem um perfil mais tecnológico nas suas exportações do que a Polónia, a Letónia, a Eslovénia e a Eslováquia, mas mais fraco que o da República Checa, Estónia, Hungria e Malta. O caso desta ilha é “paradigmático”, já que se trata do país com maior peso da tecnologia na exportação em todo o mundo (mais de 54 por cento das suas exportações), o que o coloca à frente da Irlanda e das três grandes potências económicas – Estados Unidos, Japão e União Europeia. Para aquela situação contribuiu o facto de Malta ter apostado numa “forte especialização internacional em componentes electrónicos desde os anos 80”.
A quota de exportações tecnológicas portuguesas no mercado mundial é contudo muito pequena (0.15 por cento) e inferior à quota espanhola (0.64 por cento). No entanto, analisando--se a dinâmica de melhoria da quota mundial de exportações neste sector, Portugal consta entre os dez países com uma taxa mais elevada de crescimento anual no período entre 1996 e 2001, tendo crescido mais de seis por cento ao ano, enquanto a quota espanhola naquele período “diminuiu cerca de cinco por cento ao ano”.

Cefamol e parceiros mostram inovação e tecnologia

A indústria portuguesa de moldes “ocupa um lugar de destaque” no que se refere ao desenvolvimento e inovação técnica e tecnológica, consideram os responsáveis da associação Cefamol. “A comprová-lo” estão as estatísticas realizadas pela ISTMA (associação mundial de moldes e ferramentas especiais), que apresentam Portugal como um dos países que “mais investe em novos equipamentos e tecnologias em relação ao volume da sua facturação anual”. Assim, consideram os responsáveis da associação, “torna-se importante promover esta capacidade e as empresas portuguesas que se distinguem dos seus concorrentes internacionais por uma oferta alargada da cadeia de valor e por uma diferenciação dos seus produtos e serviços”. É por isso que “Portugal não podia deixar de estar presente” no pavilhão Research & Technology da feira de Hannover, Alemanha, que começou segunda-feira e se prolonga até sábado. Na feira marcará presença uma participação conjunta da Cefamol, Centimfe e ICEP, “representando Portugal e a sua capacidade empreendedora, através de um stand onde serão apresentados projectos de carácter tecnológico e de inovação organizacional, desenvolvidos no nosso País pelas instituições e empresas representativas do sector, incluindo parcerias internacionais em desenvolvimento”.

Raquel de Sousa Silva

Jornal de Leiria
22/04/2004
"Esta é a ditosa pátria minha amada."
 

 

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