Presente e futuro da Marinha de Guerra Portuguesa

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papatango

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« Responder #315 em: Junho 01, 2009, 04:03:05 pm »
A marinha portuguesa não era uma «marinha do caraças». Era uma marinha minimamente adequada às necessidades que o país tinha e que eram necessidades que outros países maiores e com muito mais dinheiro que Portugal não tinham.

Tratava-se de uma marinha que do ponto de vista da tecnologia utilizava navio de segunda linha. Exemplo disso foram as fragatas da classe João Belo, que eram adequadas para operações a longa distância (aliás foram concebidas para isso pelos franceses).

Uma marinha de um país com possessões pelo mundo fora tem que fazer opções difíceis. A verdade é que nenhum país da NATO tinha uma situação como a portuguesa.

Mas a verdade, é que para a função e para as missões que a marinha deveria cumprir, ela funcionou como era esperado que funcionasse.

A única força que se lhe opôs com meios que a poderiam desafiar, foi a força naval da Guiné Conacry com as suas lanchas lança-mísseis.
Todos sabemos o que aconteceu às lanchas lança-mísseis e sabemos que a única forma de proteger a Guiné Conacry, consistiu no envio de uma fragata da União Soviética (creio que un navio da classe Koni, esteve naquele país).

A marinha não era super poderosa, mas a verdade é que cumpriu a sua missão. Quando Castro quis enviar tropas directamente para Luanda, foram os navios portugueses que o impediram de o fazer.

Portugal controlou as águas territoriais das suas ex-colónias até ao último minuto e até que a bandeira portuguesa esteve hasteada em terra.

O que é que a marinha tinha que fazer além disso ?



Tem apenas uma mancha nesse periodo, e essa mancha fica em Timor, quando da invasão indonésia, mas mesmo aí, a marinha não fez nada não porque não pudesse mas porque politicamente não quiseram que fizesse e temiam que acontecessa a mesma coisa que na India.

Claro que hoje sabemos que a marinha com a fragata e a corveta que estavam em Timor poderia ter varrido os C-130 indonésios dos céus e complicar a invasão indonésia. Sabemos que a Indonésia não tinha como atacar os navios portugueses, porque não tinha aviões de combate  operacionais capazes de atingir Timor e o seu único submarino que flutuava, não era capaz de submergir.

Quando os indonésios capturaram Dili, e conforme escreveu a imprensa australiana, o mais moderno (recente) navio de guerra do hemisfério sul, era a corveta Baptista de Andrade, e o navio não disparou um único tiro.

Mas esse é um problema politico, e nada tem a ver com as opções de compra da marinha.


Cumprimentos
 

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luis filipe silva

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« Responder #316 em: Junho 01, 2009, 06:12:53 pm »
Valha-me S. Papatango!... Tudo o que eu queria dizer, e a dificuldade em me exprimir não me deixava.
Mas como para este pessoal navios construídos havia pouquíssimo tempo, e com as restrições à compra de material por parte dos nossos aliados, claro que os navios portugueses não prestavam para nada. Uma das piores do Mundo, dizem alguns... Não tinham mísseis, dizem outros...Os submarinos não tinham Tomahwk só falta isso...
O português não sabe mesmo o que quer, ou o que é necessário ou suficiente para cada teatro de guerra. Bolassss.
Comprou-se o que se poude e a quem quiz vender(Alemanha, França, Espanha e África do Sul). Acreditem que na época mais ninguém nos vendia nada.
Em 1976 estavam duas corvetas em Timor, uma delas a João Roby. A partir da invasão indonésia, passaram a estar baseadas em Ataúro. Normalmente uma estava em Timor e a outra em Darwin.
-----------------------------
saudações:
Luis Filipe Silva
 

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sivispacem

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« Responder #317 em: Junho 01, 2009, 08:24:51 pm »
Vamos lá a ver, que as emoções estão porventura demasiado ao alto aqui....

Que eu saiba e/ou tivesse notado ninguém fez a mínima crítica à Marinha Portuguesa, a de hoje ou de ontem. Muito antes pelo contrário!! Simplesmente foi referido que a qualidade (e quantidade) dos meios postos à sua disposição sempre deixou muito a desejar!
Isto decorre da falta de investimento nas FA's que é timbre do Estado Português, porventura decorrente da penúria selectiva do mesmo...

Agora - e desculpem-me a teimosia - é para mim um facto inegável que em meados dos anos 70 Portugal tinha uma das piores - falando da qualidade e quantidade dos meios navais!! - marinhas da Nato e que a situação hoje, apesar de ligeiramente melhor, ainda continua a ser essa (Letónias e Luxemburgos excluídos, claro está)
Compare-se os meios da nossa Marinha com os do Canadá, UK, Espanha, França, Alemanha, Itália, Turquia, Grécia, Noruega e Holanda e depois falem o que quiserem!

E se analisarmos esses mesmo meios distribuídos por área de ZEE.... bom, é melhor nem falarmos nisso.

Ninguém fez criticas (ou insinuações) à actuação ou aos resultados obtidos nas guerras de África, em Timor ou agora. Agora se eu tiver 2 ovos para dar de jantar a 10 convidados ninguém se pode admirar que seja dito que os meus convidados passaram fome, por melhor omelete que eu tenha sabido fazer....

Cpmts
Carlos Ferreira
 

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papatango

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« Responder #318 em: Junho 01, 2009, 09:27:16 pm »
Eu acho que não há nenhumas emoções altas.

A questão é aliás muito simples.
A marinha portuguesa em meados dos anos, e isto quer dizer 1975, estava envolvida na politica, mas do ponto de vista do equipamento, estava equipada com os navios que Portugal podia adquirir para desempenhar as missões que era necessário desempenhar.

Em 1975, as João Belo tinham entre 5 e 7 anos, as Baptista de Andrade estavam a ser entregues e as João Coutinho tinham quatro a cinco anos de idade.
Eram 14 navios praticamente novos em folha, (e não conto as três Pereira da Silva) que não tinham mísseis, porque na realidade para as missões principais eles não eram necessários.

Em 1975, ocorreu o culminar de um processo que se iniciou com o inicio da guerra em África. A marinha mínima que Portugal precisava para manter África ficou operacional já a África tinha deixado de existir.
Naquela altura, não era possível adquirir mísseis Exocet, senão os franceses provavelmente teriam vendido esses mísseis, porque não tinham os mesmos prúridos dos americanos ou dos britânicos.

O que pretendo afirmar, é que as opções tomadas não foram assim tão absurdas. Foram as opções possíveis perante uma realidade extremamente adversa.

Pagámos caro o atraso tecnológico que foi o resultado da opção por uma politica de aquisição de navios minimamente eficientes, mas com uma electrónica relativamente ultrapassada.

Esse atraso e os problemas que foram causados pela adaptação do país às necessidades de mais de uma década de guerra só vão desaparecer quando forem abatidos os últimos navios que representam essa época.

Mas como já referi noutro post, na verdade a situação não é assim tão grave como se poderia fazer crer, principalmente considerando a dimensão do país.
O que aliás vai de encontro ao que muitos aqui já entenderam e já advogaram.

Dos países indicados, apenas um tem dimensão inferior à de Portugal. E esse país, descobriu petróleo e mesmo assim só há alguns anos substituiu as fragatas iguais às que Portugal tinha ao serviço nos anos 70 e que foram substituidas pelas Vasco da Gama.

Num país como Portugal, o ramo mais importante das forças armadas é a marinha, pelo menos enquanto Portugal exista, ou o mais provável, até que o Atlântico seque... :mrgreen:
 

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« Responder #319 em: Junho 01, 2009, 11:06:26 pm »
Citação de: "papatango"
Eu acho que não há nenhumas emoções altas.

A questão é aliás muito simples.
A marinha portuguesa em meados dos anos, e isto quer dizer 1975, estava envolvida na politica, mas do ponto de vista do equipamento, estava equipada com os navios que Portugal podia adquirir para desempenhar as missões que era necessário desempenhar.

Em 1975, as João Belo tinham entre 5 e 7 anos, as Baptista de Andrade estavam a ser entregues e as João Coutinho tinham quatro a cinco anos de idade.
Eram 14 navios praticamente novos em folha, (e não conto as três Pereira da Silva) que não tinham mísseis, porque na realidade para as missões principais eles não eram necessários.

Em 1975, ocorreu o culminar de um processo que se iniciou com o inicio da guerra em África. A marinha mínima que Portugal precisava para manter África ficou operacional já a África tinha deixado de existir.
Naquela altura, não era possível adquirir mísseis Exocet, senão os franceses provavelmente teriam vendido esses mísseis, porque não tinham os mesmos prúridos dos americanos ou dos britânicos.

O que pretendo afirmar, é que as opções tomadas não foram assim tão absurdas. Foram as opções possíveis perante uma realidade extremamente adversa.

Pagámos caro o atraso tecnológico que foi o resultado da opção por uma politica de aquisição de navios minimamente eficientes, mas com uma electrónica relativamente ultrapassada.

Esse atraso e os problemas que foram causados pela adaptação do país às necessidades de mais de uma década de guerra só vão desaparecer quando forem abatidos os últimos navios que representam essa época.

Mas como já referi noutro post, na verdade a situação não é assim tão grave como se poderia fazer crer, principalmente considerando a dimensão do país.
O que aliás vai de encontro ao que muitos aqui já entenderam e já advogaram.

Dos países indicados, apenas um tem dimensão inferior à de Portugal. E esse país, descobriu petróleo e mesmo assim só há alguns anos substituiu as fragatas iguais às que Portugal tinha ao serviço nos anos 70 e que foram substituidas pelas Vasco da Gama.

Num país como Portugal, o ramo mais importante das forças armadas é a marinha, pelo menos enquanto Portugal exista, ou o mais provável, até que o Atlântico seque... yu23x1
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Ricardo

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« Responder #320 em: Junho 27, 2009, 08:50:55 pm »
 

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« Responder #321 em: Junho 28, 2009, 10:18:15 am »
Citação de: "Ricardo"
http://barcoavista.blogspot.com/2009/06/modernizacao-da-armada.html


Aquisição de Draga-minas?

Nunca ouviu falar da compra draga-minas por Portugal ultimamente.
"A Patria não caiu, a Pátria não cairá!"- Cromwell, membro do ForumDefesa
 

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« Responder #322 em: Junho 28, 2009, 12:47:29 pm »
essa dos draga-minas para mim tb é nova
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Ricardo

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« Responder #323 em: Junho 28, 2009, 01:38:30 pm »
 

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« Responder #324 em: Junho 28, 2009, 02:05:26 pm »
O forum armada diz que a NPO-2000 tem capacidade de lançar minas, mas não tem capacidade para as varrer.
Provavelmente os navios que poderam ter capacidade de varrer minas são os futuros LFC que têm um tamanho semelhante a navios
draga-minas, mas esta possível capacidade dos LFC nunca foi referênciada oficialmente.
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luis filipe silva

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« Responder #325 em: Junho 28, 2009, 04:13:25 pm »
Caro Ricardo.
Isso é uma lista bastante antiga, que previa ainda as duas FFG AAW Oliver H. Perry, e mais uma que ninguém sabe qual é.
-----------------------------
saudações:
Luis Filipe Silva
 

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« Responder #326 em: Junho 29, 2009, 09:33:59 am »
Citação de: "luis filipe silva"
Caro Ricardo.
Isso é uma lista bastante antiga, que previa ainda as duas FFG AAW Oliver H. Perry, e mais uma que ninguém sabe qual é.


essa lista na melhor das hipóteses é de inicios de 2004 , dado que ainda constam TRÊS JB, e a Capelo foi abatida em Abril de 2004...
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-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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paraquedista

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« Responder #327 em: Junho 29, 2009, 05:18:31 pm »
No entanto e de notar, que esse quadro indica que se trata do "Sistema de Forcas Naval Aprovado"...o que se faz apenas de tempos a tempos.
 

 

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