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« em: Março 18, 2009, 10:31:34 am »
Estaleiros do mundo
 

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« Responder #1 em: Março 18, 2009, 10:50:33 am »
Citação de: "Feinwerkbau"
 

Se o estado português investisse nos transportes navais como o espanhol, trabalho nunca faltaria aos ENVC... aliás, não tem faltado, por alguma razão será.
Quem são os principais clientes desses estaleiros? Good question, não?
Já agora, não me arranja emprego aí, já que estão tão bem de saúde?

Mas como estamos em off topic, podiamos combinar um dia e dava um salto ao lado de cá do ribeiro pra discutir o estado da construção naval galega e ainda sou gajo pra pagar "unhas cañas"!!  :twisted:


El Estado Español ya no tiene buques de tranporte civil, las navieras del Estado fueron privatizadas hace años. El Estado no encarga buques de transporte, por tanto.

Los encargos del Estado a los astilleros privados gallegos han consistido en varias patrulleras para la Guardia Civil, la Armada y el Servicio de Vigilancia Aduanera, además de un buque oceanográfico para el ministerio de Ciencia&Tecnología, otro para la Xunta de Galicia y poca cosa más.

El grueso de los encargos para los astilleros gallegos a día de hoy (2009) tienen su origen en navieras privadas, algunas de ellas de paises como Noruega, Dinamarca, Polonia, Alemania o Venezuela. Suman más de 300.000 tm de buques y 150 nuevas construcciones sólo en la Ría de Vigo, que generan unos 8500 empleos

Fuentes: http://www.lavozdegalicia.es/vigo/2009/ ... 597958.htm

http://www.lavozdegalicia.es/vigo/2009/ ... 597962.htm

El sector público se concentra en Navantia, que en Galicia tiene los astilleros de Ferrol y de Fene (cercanos a Ferrol). Nada tienen que ver con los astilleros privados
« Última modificação: Março 18, 2009, 11:39:49 am por manuel liste »
 

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manuel liste

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« Responder #2 em: Março 18, 2009, 11:33:10 am »
Unos ejemplos de construcción naval civil made in Galicia:

Sea Cloud Hussar, 65 millones de euros. En construcción por la Factoría Naval de Marín (Pontevedra)

www.elpais.com



Martín i Soler, 89 millones de euros. Astilleros Hijos de J. Barreras (Vigo)

http://www.balearia.org/documentos/balearia+.pdf

www.diariodeibiza.es



Amaranta. Yate de 45 m. de eslora construido por Astilleros M. Cíes (Vigo). El yate de lujo más grande y caro contruido hasta el momento en España

www.embelezzia.com



Bourbon Oceanteam 101, 50 millones de euros. Astilleros Metalship&Docks (Vigo)

http://www.oceanteam.nl/?page=vessels



Sarmiento de Gamboa, 22 millones de euros. Astillero Freire (Vigo)

http://weblogs.madrimasd.org/ciencia_ma ... 69420.aspx

 

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MARIA JOSE

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« Responder #3 em: Março 18, 2009, 11:37:43 am »
El buen momento por el que atraviesa la construccion naval militar en España, no es un proceso que surge de la nada. Es una larga carrera que parte de mediados de los 60 y que ha mantenido una actividad constructiva a lo largo del tiempo.
Sin construir buques  ese saber hacer se pierde y una vez perdido hay  que empezar de nuevo, desde lo más bajo.
Navantia tiene asegurados pedidos hasta 2013/2014, pero si esa capacidad constructiva , no se mantiene  despues de esas fechas por falta de pedidos regresariamos en muy poco tiempo al punto de partida.
Los tres astilleros de la empresa tienen en construccion en este momento, los siguientes buques:

Ferrol
-dos fragatas F310 para Noruega en armamento a flote
-un LHD para la armada española en armamento a flote
-una fragata F-100 para la armada española en grada
-dos Lhd para australia en periodo de confeccion de bloques

Cartagena
- Un submarino en pruebas de mar para una marina extrangera , de los 4/2 construidos .
-tres submarinos en distintas fases de construccion , de los cuatro contratados para la armada española.

Bahia de Cadiz

-Un AOR en armamento a flote para la armada española
-dos patrulleros en armamento a flote para la armada venezolana
-un patrullero en grada para venezuela de un pedido de ocho
Un patrullero de vigilancia de zona  BAM en gradapara la armada española de un pedido firmado para 4 buques ampliable a 12.

Mas la ayudas tecnica para la fabricacion en australia de 3 F100 y  6 submarinos escorpene para la marina india.

Las perspectivas de contratación para 2009 se limitan a un AOR para la armada noruega y 10 LCM para los LHD australianos.
« Última modificação: Março 18, 2009, 02:00:34 pm por MARIA JOSE »
 

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MARIA JOSE

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« Responder #4 em: Março 18, 2009, 12:00:30 pm »
Digo una cosa que en un foro español me costaría la cabeza.
Si se quiere mantener la viabilidad de Navantia, a medio plazo , habria que tomar medidas duras pero que asegurarían su futuro.
La empresa tiene un exceso de capacida constructiva instalada que lastra su porvenir.
Seria preciso con valentia dejar en dos los astilleros y suprimir los de la bahia de cadiz.
Cartagena se prodria hacer cargo perfectamente de la especialidad de los del sur: Lanchas y patrulleros y Ferrol de la construccion de AOR,s y ajustando todavia más, Fene se podria vender.
 

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manuel liste

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« Responder #5 em: Março 18, 2009, 12:43:19 pm »
Hijos de J. Barreras de Vigo propuso comprar Fene y construir allí ferries más grandes de los que puede hacer en Vigo por falta de espacio. Le dijeron nones. Ahora está acometiendo una ampliación de sus instalaciones en Vigo para poder fabricar buques de hasta 250 metros de eslora. Y mientras tanto, en Fene a verlas venir y a pintar las barandillas del astillero.

Esa es la situación de lo que queda de la construcción naval pública civil en España. Que entierren ya ese cadaver, por favor
 

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Feinwerkbau

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« Responder #6 em: Março 18, 2009, 01:29:05 pm »
bem, tenho que defender a minha dama :d


http://www.envc.pt

Os ENVC são uma empresa de construção e reparação naval de tamanho médio em actividade desde 1944, localizada na cidade de Viana do Castelo, na costa Atlântica no norte de Portugal. Ocupam uma área de 400.000 m2 e empregam aproximadamente 900 trabalhadores, sendo o maior Estaleiro de construção naval de Portugal.

Desde a sua fundação que desenvolve os seus próprios projectos, o que lhe confere actualmente uma grande capacidade para projectar, construir, converter e reparar navios sofisticados e de diferentes tipos.

Desde que iniciou a sua  actividade   já construiu mais de 200 navios de vários tipos : batelões, rebocadores, ferry-boats, navios de pesca, carga a granel, porta-contentores, transportadores de cimento, navios tanques, LPG, transportadores de produtos químicos e vasos de guerra.






A força de trabalho dos ENVC é composta por técnicos de nível médio e superior com larga experiência na construção, conversão e reparação naval, reflectindo os mais de 60 anos de História  deste Estaleiro.

Os ENVC cobrem uma área total de 294.000 m2, sendo 43.000 m2 ocupados por oficinas e armazéns.

São nove os Serviços que compreendem a força produtiva dos ENVC:

Serviço de Processamento de Aço
Serviço de Pré-Fabricação
Serviço de Montagem e Instalação
Serviço de Soldadura
Serviço de Encanamentos
Serviço de Mecânica
Serviço de Electricidade
Serviço de Apoio Fabril
Serviço de Ensaios e Provas

Serviço de Processamento de Aço


É responsável por:

Articular com o responsável do parque de materiais, o planeamento e ordem de carregamento de chapas e perfis atempadamente;
Executar:
         o corte de chapas e perfis;
         o fabrico de pequenos conjuntos;
         a enformação de perfis;
         o fabrico de painéis direitos;
         a enformação e quinagem de chapas;
         o fabrico de subconjuntos.
   
Corte de chapas (Plasma)    Processamento de perfis    Processamento de perfis    








Serviço de Pré-Fabricação

É responsável por:

Executar:
        o fabrico de aprestamento do casco, sistemas e equipamentos;
         o fabrico de blocos e anéis;
         a montagem do pré-aprestamento do casco.



Serviço de Montagem e Instalação


É responsável por:

Instalação de blocos e anéis em doca;
Montagem de aprestamento do casco.
 



Serviço de Soldadura
É responsável por:

Assumir a coordenação da soldadura, de acordo com os requisitos da qualidade;
Elaborar o estudo prévio dos desenhos em colaboração com a Direcção Técnica definindo à partida, as juntas, os processos, as sequências de soldadura, de modo a elaborar, fazer aprovar, distribuir e controlar a execução de tabelas, cadernos e instruções de soldadura;
Efectuar ou submeter às Sociedades  Classificadoras as qualificações de   processos de soldadores.
Controlar e enquadrar os soldadores das empresas subempreiteiras que laboram dentro ou fora da Empresa.
     

Serviço de Encanamentos

É responsável por:
Assumir a coordenação da execução e montagem dos encanamentos para os sistemas de fluídos dos navios;
Executar as quarteladas destinadas aos encanamentos a integrar no navio;
Interligar com encanamentos os equipamentos e unidades dos sistemas dos navios;
Efectuar testes de funcionamento aos sistemas de encanamentos instalados.  
      


Serviço de Mecânica

É responsável por:

Assumir a coordenação da execução dos componentes e artefactos mecânicos do navio, e respectiva montagem dos equipamentos de aprestamento
Elaborar, a partir de informação técnica fornecida pelos fabricantes ou Armadores, a preparação de trabalho necessária para a correcta montagem dos principais equipamentos do navio;
Efectuar testes de funcionamento aos artefactos mecânicos instalados;
Montar e alinhar máquinas e outros meios e equipamentos mecânicos do navio.



Serviço de Electricidade
É responsável por:

Assegurar a coordenação da execução dos artefactos para a instalação eléctrica dos navios, e respectiva montagem e ligação dos equipamentos e acessórios;
Executar o aprestamento eléctrico de estruturas metálicas, a partir de elementos informativos recebidos;
Promover a montagem de equipamentos, a passagem de cabos e a interligação dos equipamentos eléctricos e electrónicos;
Efectuar testes de funcionamento aos artefactos eléctricos instalados



Serviço de Apoio Fabril

É responsável por:

Coordenar a movimentação e manobra de navios, gerindo todo o equipamento restrito as docas e cais de acostagem;
Solicitar e controlar o subempreiteiro na montagem e desmontagem de andaimes;
Promover as condições necessárias para a iluminação, ventilação e desgasificação volantes dos locais de trabalho;
Gerir os resíduos oleosos provenientes dos navios e reparações, garantido a sua remoção, armazenamento temporário e, posterior, encaminhamento para destino final, através de operador devidamente licenciado;
Coordenar as actividades de acabamentos da empresa, nomeadamente, tratamento de superfícies, isolamentos, revestimentos e carpintarias;
Coordenar e executar o plano de pinturas de cada construção.





Serviço de Ensaios e Provas

É responsável por:

Acolher, coordenar e apoiar a Fiscalização dos Armadores, as Sociedades de Classificação e os Técnicos dos Equipamentos;
Coordenar e acompanhar, em conjunto com o Controlo de Qualidade, a aprovação dos ensaios e provas efectuadas no navio;
Coordenar a preparação e elaboração das provas, à muralha, de estabilidade e de mar, do navio


Principais construções

http://www.envc.pt/portfolio/portfolio.htm

Carteira de Encomendas

NPO - 6

http://www.envc.pt/marinha/npo2000/npo2000.htm

NCP - 2

http://www.envc.pt/marinha/ncp2000/ncp2000.htm

LFC - 5

http://www.envc.pt/marinha/lfc/lfc.htm

2  Navios para transporte de contentores ISO / carga a granel de 10.000 tdw

http://www.envc.pt/constcurs.htm

2  Navios Ro-Ro Car & Passenger

http://www.envc.pt/constcurs.htm

2 Mega Iates de Luxo

http://www.envc.pt/navios/n260/navio260.htm
 

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MARIA JOSE

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« Responder #7 em: Março 18, 2009, 01:53:53 pm »
Gracias por la informacion.
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #8 em: Março 18, 2009, 02:17:23 pm »
Todo este tópico é fantástico. Infelizmente o meu conhecimento sobre este tema é nulo, por isso só posso dizer para os que gostam e sabem algo do tema continuem a debater sobre esta área.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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manuel liste

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« Responder #9 em: Março 18, 2009, 03:16:13 pm »
Eu não sou profissional do tema, mas depois de décadas olhando navios em construção um pouco de gosto se liga  :lol:
 

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comanche

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« Responder #10 em: Março 21, 2009, 09:21:26 pm »
Salva-vidas português é topo de gama mundial
18-01-2009

Consegue fazer a rotação sobre si próprio no caso de se virar no mar




Citar
O «Diligente» está ancorado em Sagres, é o mais recente navio salva-vidas made in Portugal e é considerado um topo de gama mundial equiparando-se às fragatas «Vasco da Gama» ou aos «F 16» da Força Aérea.


Com os irmãos-gémeos «Vigilante», ancorado em Peniche, e o «Atento», no porto marítimo de Viana do Castelo, o «Diligente», em Sagres, remata um trio de navios, que apesar da pequena dimensão, têm a enorme missão de salvar vidas humanas no mar.

O salvamento de seres humanos é o principal objectivo, mas esta embarcação também pode ajudar no trânsito marítimo da zona de Sagres, onde existe um esquema de separação de tráfego com navios de vários nacionalidades a circularem, ou mesmo prevenir e combater poluição nos mares, explicou o comandante Marques Pereira, da Polícia Marítima.

Com uma autonomia de 240 milhas náuticas (mais de 400 quilómetros), que dá para chegar à Zona Económica Exclusiva (ZEE), o «Diligente» veio substituir o salva-vidas «Rainha D.ª Amélia», cuja autonomia era apenas de 80 milhas.

O «Rainha D.ª Amélia», que ainda está no porto da Baleeira, em Sagres, vai ser alvo de melhorias dos equipamentos, e depois é enviado para o porto de Vila Real de Santo António, junto a Espanha, onde não existe nenhuma embarcação deste nível.

«Com duas embarcações salva-vidas rápidas, a região do Algarve aumenta consideravelmente a capacidade de salvamentos no mar», sustentou Reis Ágoas, a Autoridade Marítima da zona sul.

Inafundável

A característica mais revolucionária do novo salva-vidas, construído no Arsenal do Alfeite, estabelecimento fabril da Marinha, localizado na margem sul do Tejo, é ser inafundável.

O navio consegue fazer a rotação sobre si próprio no caso de se virar no mar, voltando à tona da água e mantendo em simultâneo a segurança dos náufragos que transporta.

Os três navios da classe «vigilante» têm capacidade para recuperar até 12 náufragos em mares de grandes alturas de onda e mais um deitado em maca, além da tripulação do navio constituída por quatro pessoas.

Com um custo a rondar um milhão de euros, o «Diligente» tem também sistema de detecção de incêndios e de inundações, pode transportar 200 litros de água fresca, casa de banho, e tem capacidade para 1.600 litros de combustível.

Esta embarcação, à semelhança das suas congéneres de Peniche e Viana, tem uma estrutura em liga de alumínio, mede 14,5 metros de comprimento total, 4,3 metros de boca.

Considerado, na brincadeira, por alguns oficiais da marinha como o equivalente ao «F 16» da Força Aérea, consegue deslocar-se a elevadas velocidades - 31 nós o que equivale a cerca de 60 quilómetros por hora -, tendo um deslocamento máximo de 18 toneladas e propulsão por dois motores accionados através de veios universais.

Com intercomunicador para coordenar as operações de salvamento, câmaras de vídeo para a casa das máquinas, bordos e popa, ar condicionado, radar e GPS, o navio salva-vidas tem todas as características para melhor servir a Marinha Portuguesa, nomeadamente na actualização de meios do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), defendeu o Comandante Marques Pereira.




Podem ver notícia e video aqui,

http://diario.iol.pt/sociedade/salva-vi ... -4071.html
 

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Heraklion

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« Responder #11 em: Agosto 01, 2009, 12:53:55 am »
Será que não vão voltar a construir navios em Lisboa??
Alguém têm informações sobre isso?
Nos liberi sumus;
Rex noster liber est;
Manus nostrae nos liberverunt
 

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chaimites

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Re: Estaleiros
« Responder #12 em: Agosto 15, 2012, 02:21:17 am »
Estaleiros do Atlantico sul  (Brasil)

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O Navio Que Não Navega

 O orgulho do PT, o maior navio do mundo, aquele que não navega e nunca navegará, mas que custou uma boa grana, tanto na construção do monstrengo, como de seus derivados, ou ainda nos votos que trouxe ao Partido quando foi apresentado e, ainda está sendo, como uma grande obra do PT. Não há dúvida de que muitas serventias poderão ser dadas a este monumento da navegação, entre elas uma boa prisão em águas continentais para abrigar futuramente os membros do PT.

Em 7 de maio de 2010, ao lado da sucessora que escolhera e do governador pernambucano Eduardo Campos, o presidente Lula estrelou no Porto de Suape um comício convocado para festejar muito mais que o lançamento de um navio: primeiro a ser construído no país em 14 anos, o petroleiro João Cândido fora promovido a símbolo da ressurreição da indústria naval brasileira.

Produzida pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS), incorporada ao Programa de Modernização e Expansão de Frota da Transperto (Promef) e incluída no ranking das proezas históricas do PAC, a embarcação com 274 metros de comprimento e capacidade para carregar até um milhão de barris de petróleo havia consumido a bolada de R$ 336 milhões – o dobro do valor orçado no mercado internacional.

Destacavam-se na plateia operários enfeitados com adesivos que registravam sua participação no parto de mais uma façanha do Brasil Maravilha. Seria uma festa perfeita se o colosso batizado em homenagem ao marinheiro que liderou em 1910 a Revolta da Chibata não tivesse colidido com a pressa dos PT e a incompetência dos técnicos. Assim que o comício terminou, o petroleiro foi recolhido ao estaleiro antes que afundasse ─ e nunca mais tentou flutuar na superfície do Atlântico.

O vistoso casco do João Cândido camuflava soldas defeituosas e tubulações que não se encaixavam, além de um rombo cujas dimensões prenunciavam o desastre iminente. Se permanecesse mais meia hora no mar, Lula seria transformado no primeiro presidente a inaugurar um naufrágio.

A assessoria de imprensa da Transpetro se limita a informar que não sabe quando o João Cândido vai navegar de verdade. O Estaleiro Atlântico Sul, criado com dinheiro dos pagadores de impostos, não tem nada a dizer. Nem sobre o petroleiro avariado nem sobre os outros 21 encomendados pelo governo. No fim de 2011, o EAS adiou pela terceira vez a entrega do navio. A Petrobras, que controla a Transpetro, alegou que os defeitos de fabricação só podem ser consertados no exterior.

Quando o presidente era Nilo Peçanha, João Cândido comandou uma rebelião que exigia a abolição dos castigos físicos impostos aos marinheiros. Passados 102 anos, Dilma e Lula resolveram castigá-lo moralmente com a associação de seu nome a outro espanto da Era da Mediocridade: depois do trem-bala invisível, o governo inventou o navio que não navega

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Transpetro suspende contrato com o EAS

Após aplicar multa pelo atraso da entrega do navio João Cândido, a Transpetro decide suspender o contrato com o Estaleiro Atlantio Sul. O contrato ficará suspenso até o dia 30 de agosto de 2012, prazo que o EAS terá para cumprir as exigências contratuais. Logo abaixo, está a carta da Tranpetro sobre a decisão.

A Transpetro informa que suspendeu a execução dos Contratos de Compra e Venda de 16 dos 22 navios petroleiros encomendados ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS), que integram o Programa de Modernização e Expansão da Frota da Companhia (Promef).

Os contratos permanecerão suspensos até o dia 30 de agosto de 2012, prazo em que o EAS terá de comprovar o cumprimento das seguintes condições:

* um parceiro técnico com comprovada experiência na construção de navios;
* um plano de ação e cronograma confiável de construção dos navios;
* um projeto de engenharia para os navios que atenda às especificações
técnicas contratuais.

   

 O EAS é um dos supostos  pretendentes á reprivatização dos ENVC
 

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Lusitano89

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Re: Estaleiros
« Responder #13 em: Abril 09, 2019, 12:16:40 am »