Notícias do Exército Brasileiro

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Re: Exército Brasileiro
« Responder #45 em: Outubro 23, 2010, 02:36:03 am »
SantaCatarinaBR -  Roberto Godoy fala sobre ASTROS 2020, AV/MT-300 e AVIBRAS
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Reportegem exibida dia 04/08/2010 no TV ESTADÃO, o jornalista Roberto Godoy  fala sobre o desenvolvimento do novo
ASTROS 2020 e do míssil de cruzeiro AV/MT-300, ele também comenta a crise que abalou a AVIBRAS e a sua recuperação com venda de ações para o estado.
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A Avibras e o Exército firmaram parceria para desenvolver um conjunto lançador de foguetes de artilharia de saturação. A nova arma, o sistema Astros 2020, utiliza mísseis com alcance de 300 km.
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HSMW

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Re: Exército Brasileiro
« Responder #46 em: Novembro 09, 2010, 09:38:55 pm »
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"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Cabeça de Martelo

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Re: Exército Brasileiro
« Responder #47 em: Novembro 11, 2010, 03:58:58 pm »
Explicação em relação ao video:

Citar
Bom eu vou tentar dar uma explicação lógica para a cena estranha.

Era um reconhecimento de itinerário (muito comum para tropa de cavalaria mecanizada). O inimigo deixou uma arma automatica batendo a rua para ganhar tempo. O Gc fez contato com a automatica, a VBTP disparou e neutralizou com a .50 e o GC desembarcou para avaliar a situação. Mas não me pareceu um assalto. Se aquilo foi um assalto, foi um assalto meio estranho. Bastava dar a volta pelo morro e pegava a automatica pela retaguarda. Acho que só desembarcaram para avaliar a situação e embarcou novamente. Acho que é isso.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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ACADO

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Re: Exército Brasileiro
« Responder #48 em: Novembro 13, 2010, 05:09:23 am »
A pergunta aqui é:
Porque é que 2 homens so com uma metralhadora em .308 haveriam de atacar um blindado????

tudo o resto tb seria descutivel, mas so por ai ve-se q quem planeou a coisa nao pensou muito bem a coisa. Mas pronto, temos de dar o desconto.
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Re: Exército Brasileiro
« Responder #49 em: Novembro 28, 2010, 09:39:42 pm »
SantaCatarinaBR - Blindados fabricados no Brasil na década de 80: MBT Osorio , MBT Tamoyo e VBTP Charrua

MBT EE-T1 OSÓRIO:
O MBT (Medium battle tank) EE-T1 Osório foi um carro de combate pesado (MBT -- Main Battle Tank), desenvolvido na década de 80 pela empresa brasileira Engesa, produtora dos famosos EE-9 Cascavel e EE-11 Urutu, que estão em uso ainda em vários países. Projetado com financiamento próprio para fazer parte de uma concorrência para a Arábia Saudita, em Julho de 1987, um protótipo do Osório com canhão de 120mm competiu com o britânico Challenger, o americano M1 Abrams e o francês AMX-40, derrotando todos os oponentes. Em 1988, no Abu Dhabi, o Osório repetiu a façanha, desta vez derrotando também o MBT italiano C-1 Ariete. Quando os Sauditas estavam prestes a fechar negócio, os EUA entraram em campo, alegando que o Brasil não respeitava acordos internacionais e, principalmente, que negociava com nações consideradas inimigas pelos EUA. A Arábia Saudita acabou não fechando o acordo com a ENGESA e terminou por comprar o M1 Abrams mesmo.
O restante da história quase todo mundo já conhece: a Engesa acabou falindo, porque investiu sozinha no projeto do carro e o Exército Brasileiro não tinha dinheiro para comprá-lo (cada um custava cerca de US$ 1 milhão). Anos depois da falência da empresa, dois dos protótipos do Osório quase viraram sucata, mas hoje estão preservados, aos cuidados do EB.

MBT TAMOYO:
O MBT (Medium battle tank) Tamoyo era o verdadeiro blindado de origem nacional para o Exército Brasileiro (ao passo que o Osório era um veículo de exportação). Seu projeto foi desenvolvido pela Bernardini S.A. Indústria e Comércio com o apoio do Centro Tecnológico do Exército (CTEx). Os estudos começaram em 1979 na mesma época que a empresa desenvolvia o processo de repontencialização dos M-41 do EB. O primeiro protótipo ficou pronto em tempo recorde e foi apresentado em 7 de maio de 1984. Melhorias foram acrescentadas e erros corrigidos. Assim nasceu os Tamoyo II (que aparece no vídeo acima) e o Tamoyo III. Mas o final da história todos conhecem. O EB acabou não adquirindo o veículo e a Bernardini fechou as portas em 2001.

VBTP CHARRUA:
O VBTP Charrua foi concebido visando dar uma maior flexibilidade e grande agilidade as unidades de Fuzileiros Blindados do Exercito, pois possui também a capacidade de ser anfíbio, podendo transpor rios e lagos com grande facilidade, coisa comum no extenso território brasileiro

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Canachi

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Re: Exército Brasileiro
« Responder #50 em: Novembro 29, 2010, 11:07:29 am »
MBT(carro de combate principal).
 

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Cabeça de Martelo

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Re: Exército Brasileiro
« Responder #51 em: Novembro 29, 2010, 05:53:04 pm »
MBT? Ó meus senhores vamos lá falar Português, tanto em Portugal como no Brasil chama-se a isso Carro de Combate. :|
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papatango

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Re: Exército Brasileiro
« Responder #52 em: Novembro 29, 2010, 09:52:11 pm »
Além de que, MBT, quer dizer Main Battle Tank e não Medium Battle Tank.

O termo é discutível, evidentemente. Este tipo de viatura é normalmente designado em inglês de «Tank» ou tanque.
Em Portugal, e creio que no Brasil também, adoptou-se a designação francesa (que apareceu ao mesmo tempo da inglesa, para os carros médios e ligeiros). Os franceses deram-lhe o nome de «Char», traduzido para carro.

O problema, é que na língua portuguesa a palavra carro transformou-se em sinónimo de automovel/viatura, o que em francês se designa voiture/automobile.
No entanto, insiste-se na utilização do «termo carro de combate» para designar o «Char» francês.

É típico também o facto de os militares continuarem a falar de uma «peça anti-carro», para designar uma peça anti-tanque. Como o carro na língua portuguesa é apenas uma viatura, qualquer peça é anti-carro e a designação acaba ficando completamente obsoleta e desprovida de sentido prático.
Já na língua francesa, anti-char, continua a fazer todo o sentido, porque os franceses continuam a chamar os tanques de «char» e em francês «char» não é sinónimo de carro.

Em Portugal somos especialmente conservadores e desprovidos de imaginação, ao ponto de continuarmos a chamar de autometralhadora uma viatura 8x8 armada com uma peça de 105mm.

Precisaremos de outra reorganização feita por militares estrangeiros para alterar algumas das designações :roll:  :roll:
 

Re: Exército Brasileiro
« Responder #53 em: Novembro 30, 2010, 05:10:36 am »
Nossa o "MBT (Medium battle tank)" deu mais assunto que o video... :mrgreen:
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Cabeça de Martelo

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Re: Exército Brasileiro
« Responder #54 em: Novembro 30, 2010, 08:47:01 am »
Desculpa-me lá Santa Catarina, mas o Exército Brasileiro usa o termo Carro de Combate e não essa designação anglo-saxónica. Vamos começar a chamar os bois pelos nomes... :wink:
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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AtInf

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Re: Exército Brasileiro
« Responder #55 em: Novembro 30, 2010, 11:47:59 am »
Citação de: "papatango"
Em Portugal somos especialmente conservadores e desprovidos de imaginação, ao ponto de continuarmos a chamar de autometralhadora uma viatura 8x8 armada com uma peça de 105mm.
Desculpem-me a ignorância, mas chamamos autometralhadora a qual viatura?
Autometralhadora uma 8x8 armada com uma peça de 30mm ( Pandur ) ainda vá, mas 8x8 e com 105mm???
 

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ShadIntel

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Re: Exército Brasileiro
« Responder #56 em: Novembro 30, 2010, 12:25:07 pm »
Citação de: "AtInf"
Desculpem-me a ignorância, mas chamamos autometralhadora a qual viatura?
Autometralhadora uma 8x8 armada com uma peça de 30mm ( Pandur ) ainda vá, mas 8x8 e com 105mm???
A confusão vem da designação do GAM (Grupo de AutoMetralhadoras), hoje integrado no Regimento de Cavalaria nº6. O nome da unidade nunca foi mudado desde os tempos das AML-60/-90 de origem francesa.

Hoje em dia, são os V-150 (que estava previsto serem substituídos pelos Pandur com peça de 105mm), que são indirectamente designados por... autometralhadoras.
 

Re: Exército Brasileiro
« Responder #57 em: Janeiro 03, 2011, 05:24:27 am »
Um interessante exercício de criatividade do artista 3D Gino Marcomini.

Aviso aos mais incautos: de acordo com o site do artista "nada do que está exposto aqui tem ligação com o projeto do veículo real. As proporções do veículo, assim como seus equipamentos e demais detalhes foram feitos a partir de referências fotográficas, inclusive tendo como referências outros veículos. O conteúdo desta página não apresenta qualquer vínculo com as empresas que estão participando do desenvolvimento deste veículo."










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Cabeça de Martelo

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Re: Exército Brasileiro
« Responder #58 em: Janeiro 06, 2011, 12:59:13 pm »
Citar
CIGS – Projeto Búfalo



Hiram Reis e Silva, Itacoatiara, AM, 31 de dezembro de 2010.

Colunista parceiro e  colaborador do Plano Brasil


 “A selva não pertence ao mais forte e sim ao mais habilidoso, ao mais resistente e ao mais sóbrio”


- Transporte de Material em ambiente de Selva

Baseado em publicações da Divisão de Doutrina e Pesquisa do CIGS

O Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) ,desde a sua criação, procurava solucionar a questão do transporte de armas, munição, água, rações e equipamentos por frações de tropa empenhadas em operações na selva. A procura de um meio de transporte eficiente e de baixo custo baseou suas pesquisas na utilização de bicicletas e animais de carga que pudessem ser adestrados para esse fim.

A primeira tentativa realizada, durante o Comando do Coronel Gélio Fregapani, pretendia utilizar uma anta treinada desde pequena para se adaptar às necessidades operacionais observadas pelas tropas na Amazônia. Foi adaptada uma cangalha especial fixada às costas do animal dentro da qual se colocavam pequenos pesos, mas o animal jamais se adaptou e corcoveava até se ver livre da carga, não se sujeitando ao adestramento.

Nos idos de 1983, foi desenvolvido um projeto utilizando-se muares. O animal foi conduzido para a Base de Instrução Número 1, localizada no quilômetro 55 da Rodovia AM 010. Depois de serem estabelecidas metas e um cronograma de trabalho, iniciou-se a fase prática. O primeiro teste avaliou o comportamento do muar sob uma carga de 60 quilos de suprimentos, montado sobre cangalhas confeccionadas com palha. O animal deveria realizar um deslocamento “através selva” de, aproximadamente, 2.000 metros. Ao chegar ao primeiro socavão, a cerca de 800 metros da base, onde existia um chavascal, o animal empacou e se negou a ir em frente. Como os muares apresentavam sérios problemas de natureza veterinária e limitações para vencerem obstáculos naturais bastante comuns na selva amazônica, o projeto foi abandonado pela inaptidão do animal para o ambiente de selva.

Mais recentemente, no ano de 2000, a Divisão de Doutrina e Pesquisa desenvolveu outro projeto empregando a bicicleta para o transporte de carga. Esta idéia surgiu a partir do estudo de técnicas especiais utilizadas pelos vietcongs na guerra contra os USA, no final da década de 60 e início dos anos 70. As resistentes bicicletas de fabricação soviética eram viáveis no Vietnã, onde a fisiografia da selva possibilitava a abertura de trilhas e o largo emprego da mão de obra farta e barata. Devido ao grande esforço físico despendido pelo homem para empurrar a bicicleta, ela não foi aprovada como sendo uma opção para a logística no interior da selva.

- Histórico do Projeto Búfalo

Com a continuidade dos estudos chegou-se finalmente ao búfalo, animal já adaptado com sucesso na Amazônia, rústico e com diversas características que foram ao encontro das necessidades militares para o emprego de animais. O chamado Projeto Búfalo nasceu em 2000, e tem demonstrado ser uma das soluções para as necessidades das tropas de selva brasileiras devido à resistência do animal, sua adaptação ao ambiente e, principalmente, à sua capacidade de transportar 400 kg ou mais de carga no lombo, ou até três vezes isso, quando tracionando carroças.

A primeira e única informação a respeito do emprego do búfalo, que não fosse para o consumo humano, foi baseada em uma foto de um cartão postal. Neste cartão retratava-se a utilização do animal para fins de patrulhamento pela 5ª Companhia Independente da Polícia Militar (5ª CIPM ) na cidade de Soure, na ilha do Marajó- PA. Foram realizados alguns contatos preliminares para tentar viabilizar a doação e o transporte de um animal de Soure para o CIGS. Devido ao alto custo e a falta de um contato mais aproximado, optou-se por tentar conseguir um animal nas proximidades de Manaus. Foi doado um casal de búfalos com 4 meses de idade, da raça Mediterrâneo. Os animais foram transportados de Itacoatiara para o CIGS no dia 12 de junho de 2000 e, imediatamente, enviados para a Vila do Puraquequara e, de lá, em embarcação boiadeira, até a Base de Instrução Número 4. A Divisão de Doutrina e Pesquisa apresentou ao Comandante uma proposta de trabalho que permitiu dar os primeiros passos para o Projeto, único no mundo, empregando-se animais selvagens para o transporte de carga no interior da floresta.

Desde o início, foi observado que todos os militares envolvidos deviam possuir algumas características que viessem a facilitar o andamento dos trabalhos, tais como: paciência – para enfrentar a teimosia que os animais apresentavam para realizar determinadas atividades; rusticidade – para encarar as dificuldades do terreno por onde os animais se deslocavam; vigor físico – para empurrar, puxar, carregar o material, as carroças, os bolsos carregados com material, nadar com os animais nos igarapés etc. Além dessas características, deve demonstrar desprendimento e iniciativa – para enfrentar as reações adversas apresentadas pelos animais que eram inusitadas e, muitas vezes, com relativo risco para a integridade física do homem, cabendo a eles decidirem qual a melhor forma de se atingir o objetivo proposto. Com relação ao efetivo a ser empregado no Projeto, pode-se concluir que é necessário um homem para cada animal, na fase de adestramento, ou seja, desde os primeiros passos com a condução na corda, trabalho nas trilhas, nos igarapés, na alimentação dentre outras inúmeras atividades.

- Colete Tático Transportador

No início do Projeto, o objetivo primordial era domesticar os animais, passando para eles características que viessem a facilitar o cumprimento das metas estabelecidas na Proposta de Trabalho apresentada. Desde a fase inicial, foi buscado o desenvolvimento de um colete que pudesse acondicionar o material que iria ser carregado, ou seja, no primeiro momento era fundamental que o animal se acostumasse com algo sobre o seu lombo. Para tanto, foi desenvolvido um tipo de colete denominado pela equipe como “colete tático transportador”. Os coletes desenvolvidos permitiram que fossem administrados gradativos pesos sobre o lombo dos búfalos, acondicionados em bolsos de tamanhos variados – todos confeccionados em lona bastante resistente.



Com o andamento dos trabalhos, houve a necessidade de aprimoramento destes materiais. A cada nova investida na selva, uma nova idéia surgia e era aplicada de imediato. Com o início dos trabalhos de tração, houve a necessidade de aquisição de carroças especificamente fabricadas para este fim. Procurando-se conhecer a viabilidade e a adequação dos animais para o transporte humano, foram adquiridas, da ilha de Soure -PA, duas celas especificamente fabricadas para este fim.

- Conclusão

A experiência de emprego de tropa de carregadores, durante a Operação Mura, realizada pelo 1º Batalhão de Infantaria de Selva no ano de 2000, utilizando-se militares do 12º Batalhão de Suprimentos para compor esta fração, mostrou que o homem não suportou, como se esperava, as adversidades do terreno. Após 10 dias de deslocamento com um peso médio de 30 Kg para ressuprir cachês em pontos locados dentro da área de combate, a tropa se encontrava estafada e sem condições de prosseguir na missão. Aliado a este fato, cabe ressaltar que além de ter que carregar o material a ser ressuprido, o carregador tem que levar o seu material individual (ração, munição, material de higiene, roupa de muda, dentre outros). Assim, os 30 Kg que serão ressupridos mais o material do homem, eleva-se para cerca de 41,5 kg. Verificou-se que a média de deslocamento de uma tropa a pé em terreno variado, que é de 1km/h, ficou reduzida a 0,6 km/h, tendendo a diminuir, à medida que parte da tropa apresentava sintomas de estafa, impondo-se a necessidade de se dividir o peso entre aqueles homens que ainda permaneciam na missão de carregadores.



O emprego tático do búfalo em operações na selva tem por objetivo tê-lo como um colaborador, um facilitador, enfim um meio alternativo para o transporte das mais variadas cargas possíveis. Dessa forma, sua colaboração está em retirar o peso do homem, economizando esforços por parte da tropa empregada no ressuprimento, possibilitando a manutenção e o aumento do poder de combate, alongando a permanência do homem em condições de combater por mais tempo e em melhores condições. Poderá estar enquadrado em fração de qualquer nível ou com uma equipe de ressuprimento sem restrições quanto ao horário de emprego, bem como no terreno a ser percorrido, tendo em vista que o animal tem boa visão à noite e já é adaptado à vida aquática. Quanto à alimentação, não há necessidade de grandes preocupações da tropa em querer ressupri-lo, pois ele come de tudo e possui a capacidade de sintetizar proteínas de vegetais inferiores, precisando de pouco complemento alimentar, o qual ele mesmo poderá transportar.

Solicito Publicação

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)

Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)

Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)

Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)

Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional


Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

E–mail: hiramrs@terra.com.br

Fonte Plano Brasil.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: Exército Brasileiro
« Responder #59 em: Janeiro 22, 2011, 11:20:31 am »
O passado, o presente e o futuro da cavalaria no Exército Brasileiro:

 :arrow: http://www.ecsbdefesa.com.br/defesa/fts/FBEBP.pdf

Muito interessante!
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

 

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