Chaimite no "Operacional"

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Miguel Silva Machado

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Chaimite no "Operacional"
« em: Fevereiro 06, 2009, 07:40:38 pm »
Já estão online os dois artigos sobre a história da Chaimite no www.operacional.pt
Do nascimento ao fim da guerra em África:
http://www.operacional.pt/chaimite-v-200-parte-i/

Do 25 de Abril de 1974 ao Kosovo em 2009:
http://www.operacional.pt/chaimite-v-20 ... conclusao/

Miguel Silva Machado
miguelmachado@operacional.pt
Miguel Silva Machado
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Nuno Calhau

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« Responder #1 em: Fevereiro 06, 2009, 09:09:10 pm »
Finalmente, já era tempo de se fazer justiça a uma viatura que tantos préstimos e bons serviços têm dado ao país!Obrigado aos autores.

Um Abraço.

PS

Para quando a versão saxónica?

Pergunto, pois existe uma desinformação internacional da viatura.
 

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Lightning

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« Responder #2 em: Fevereiro 06, 2009, 09:42:56 pm »
Achei curioso as chaimites camufladas dos Comandos :lol: .
 

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Miguel Silva Machado

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« Responder #3 em: Fevereiro 07, 2009, 02:46:08 pm »
Obrigado a ambos.
Pois Nuno Calhau isso que diz é infelizmente verdade...e não só (mas também) em relação à Chaimite. Aliás em relação a esta viatura é um mal que não acontece só em lingua inglesa mas também na nossa. Um dos objectivos do trabalho é repor no seu lugar muitas "verdades" que o não são.
Veremos se a seu tempo se avança para o inglês e francês. Para já é em português mas está divulgado na web, logo em todo o lado se tem acesso à informação.
Esse também é um dos objectivos do "Operacional", dar informação correcta, confirmada, sobre os asuntos que aborda.
Um Abraço,
MMachado
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Miguel Silva Machado
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« Responder #4 em: Fevereiro 07, 2009, 06:18:52 pm »
Excelente.
Registo, com muito agrado, o que creio ser um renovado interesse por este veículo, produto nacional e que muito nos orgulhou.
São estes documentos, são outros que há bem poucas semanas foram publicados numa revista de carácter civil, cujo autor creio ser o forista Pedro Monteiro, é a descoberta, na zona de Sintra, do protótipo da Bravia Comando Mark II, que me levam a aplaudir.
Só um pequeno reparo: em 1981, a Força de Fuzileiros do Continente, tinha mais que 4 chaimites. Há um dia em que vou à escola e, alí, estavam nos edifícios velhos 3 ou 4 chaimites, sendo que pelo menos uma era o  famoso porta-morteiros ( tinha uns 4 ou 6 canos acima da torre ) e a pintura era mais clara. De seguida, vou à Força e na garagem ( ao fundo da parada, junto ao portão, após o refeitório, à direita de quem desce ) estavam mais 4 ou 5 chaimites, pelo menos. Disto lembro-me muito bem.
Cumprimentos,
 

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Miguel Silva Machado

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« Responder #5 em: Fevereiro 08, 2009, 07:15:18 pm »
Caro João Silveira. Obrigado pelos comentários. Quanto às Chaimites dos Fuzileiros o que eu afirmo é de fonte oficial (Marinha) e confirmado por outras fontes nomeadamente pelo fabricante. Não vou naturalmente duvidar grtutitamente do que me diz mas a memória por vezes prega-nos partidas a todos. Por isso num trabalho desta natureza tento sempre confirmar o que me dizem por mais do que uma fonte. Foi o caso. Agora se me mostrar fotos de 10 Chaimites com as cores dos fuzileiros ou me disser as suas matriculas (eu sei as 4 que eles tiveram), garanto que altero os dados escritos no artigo. Admito sempre que posso ter errado, mas é naturalmente necessário provas.
Um Abraço,
MMachado
Miguel Silva Machado
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« Responder #6 em: Fevereiro 09, 2009, 10:16:59 pm »
Caro Silva Machado:
Apresento-lhe os meus cumprimentos.
Nada me leva a duvidar daquilo que afirma, bem antes pelo contrário, mas também não posso apresentar provas que o levem a alterar a informação que resulta dos documentos que dispõe.
Quanto à memória, neste caso, acho que a imagem ficou suficientemente vincada. Mas...
Até poderemos, eventualmente, ambos teremos razão! como?  não é de excluir que pelas unidades de fuzileiros tenha havido trânsito de viaturas, homens e equipamentos de outras unidades, do exército ou até mesmo de aliados, em situações muito pontuais, tais como exercícios, e sabe-se lá se, tendo acontecido, não foi uma situação pontual?
Por isso, contra factos não há argumentos e os factos estão do seu lado.
E por isso incentivo-o, a si e a todos os que disponham de elementos relevantes, que façam o favor de continuar a nos facultar estes pedaços que vão dando alento ao nosso orgulho e que atestam que, quando queremos, também podemos.
Um abraço,
 

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Miguel Silva Machado

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« Responder #7 em: Fevereiro 09, 2009, 10:43:35 pm »
Sem dúvida alguma João Oliveira e Silva. Se houver novos elementos, serão "anexados ao processo", sem o minimo problema. O que me interessa não é ter razão é descobrir a verdade.
Um Abraço,
MMachado
Miguel Silva Machado
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Daniel

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« Responder #8 em: Fevereiro 10, 2009, 09:50:15 am »
Interessante aquele projecto do Tigre II da Bravia, realmente tem algumas semelhanças aos actuais MRAP, projecto que se naquela epoca tivesse ido para a frente, tinha tido sucesso concerteza. c34x
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

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Nuno Calhau

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« Responder #9 em: Fevereiro 10, 2009, 06:21:21 pm »
Caro Miguel.

Para quando a edição em "papel" do segundo artigo?

Sairá também na "Revista do Exercito", presumo?

Um Abraço.
 

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Miguel Silva Machado

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« Responder #10 em: Fevereiro 11, 2009, 09:10:34 pm »
O artigo já saiu completo no Jornal do Exército embora com menos fotos que nesta versão online no www.operacional.pt e com menos um ou outro detalhe que aqui acrescentei.
Um Abraço,
MMachado
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Lancero

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« Responder #11 em: Março 30, 2009, 04:06:05 pm »
Espero ansioso pelo livro ;)

Citar
Negócio das 'chaimites' tornou-se fiasco de milhões
por Manuel Carlos Freire

Documentos e testemunhos inéditos fazem nova luz sobre o fabrico em série das famosas 'Chaimites', viaturas blindadas portuguesas que se transformaram num ícone da Revolução dos Cravos pelo papel desempenhado nessa época

A produção portuguesa das viaturas blindadas de transporte Chaimite V-200 não chegou às duas centenas de unidades, mas podia ter sido um negócio muito rentável se o seu mentor, o ex-oficial do Exército português Donas-Bôtto, "tivesse tomado as mais correctas opções de gestão e comercialização" da fábrica.

A afirmação é do tenente-coronel Miguel Machado, oficial na reserva que investiga há mais de um ano - para publicar em livro - a história da viatura que foi construída com base em projectos roubados à norte-americana Cadillac-Gage (fabricante das V-100 que o Exército português quis comprar, mas cujo negócio foi por água-abaixo devido às imposições colocadas por Washington relativamente ao seu uso em África).

"Pelas minhas contas, feitas até agora, foram fabricadas 173 viaturas, das quais terão sido vendidas apenas 152", referiu Machado ao DN, acrescentando: "A V-200 foi uma oportunidade desperdiçada porque poderia ter sido um sucesso de vendas no mercado internacional."

"Se a BRAVIA [empresa criada em 1967 para produzir as Chaimites] tivesse correspondido, as encomendas teriam sido às centenas (...) porque Portugal era um dos países que não estava nem com os americanos nem com a [já extinta] URSS", adiantou o militar, assinalando que até o contrato com o Exército português "sofreu sucessivos atrasos".

Construída com a ajuda de engenheiros e técnicos norte-americanos ligados à produção da V-100 americana, que Donas-Bôtto conseguiu atrair para Portugal, a Chaimite acabou por ser "avaliada e encomendada por parte desses países [não alinhados] que, em alguns casos, queriam centenas de viaturas: a Líbia queria cerca de 700, o Iraque 400, o Peru comprou 84 e não recebeu nem metade, as Filipinas terão recebido 10 de uma encomenda de 60, o Líbano 21 de uma encomenda de 30, o Equador encomendou duas dezenas e não recebeu nenhuma, a Malásia desistiu da encomenda aparentemente por duvidar da capacidade de manutenção da BRAVIA, a Venezuela queria comprar mais de 80, tanto a Espanha como a África do Sul estiveram interessados", frisou.

Este oficial dedicou-se à investigação da Chaimite porque "não há fontes escritas já publicadas que sejam seguras", à excepção, reconheceu, do livro Elefante Dundum (2006), da autoria do major Mendes Paulo. "Fui a primeira pessoa a consultar muitos documentos sobre este assunto", o que nalguns casos provocou demoras de "meses pelas devidas autorizações", contou o oficial.

De acordo com os documentos encontrados em arquivos oficiais, a África do Sul quis comprar um exemplar da V-200 portuguesa - alegadamente para a produzir à revelia da BRAVIA. "O Governo português autorizou a venda, o preço foi estabelecido, mas Donas-Bôtto suspeitou que [os sul-africanos] a queriam fabricar localmente e impediu o negócio", propondo que a avaliação da Chaimite fosse feita em Portugal", explicou Miguel Machado.

Destaque ainda, entre os muitos episódios recolhidos por Miguel Machado sobre a história da V-200, para o da ida dos técnicos americanos (que a estavam a fabricar ilegalmente) à sua embaixada em Lisboa, queixando-se de Donas-Bôtto por questões salariais - revelando o que estavam a fazer e que foi usado posteriormente em tribunal.

Exército ainda tem 48 'V-200' operacionais

As Forças Armadas portuguesas usam as 'Chaimite' desde 1971, quando entraram na Guerra Colonial, chegando ao fim de vida útil na missão do Kosovo

Trinta e oito anos depois da entrada em operação das Chaimites, na guerra da Guiné (1971), o Exército português ainda tem meia centena dessas viaturas de transporte de pessoal a funcionar.

Com nove delas destacadas no Kosovo, onde cumprem a última missão operacional atribuída a essa viatura militar já com lugar na história das Forças Aramdas portuguesas, o Exército ainda tem Chaimites colocadas nos regimentos de Infantaria de Viseu e Vila Real, no Regimento de Cavalaria de Braga, na Escola Prática de Cavalaria (Abrantes) - onde se conserva em funcionamento a "Bula", que retirou Marcelo Caetano do quartel do Carmo a 25 de Abril de 1974 - e no Regimento de Manutenção (Entroncamento).

Construída para operar nos conflitos africanos, a Chaimite acabou por ser maioritariamente usada na Europa - Bósnia e Kosovo - pelas Forças Armadas portuguesas.

A Força Aérea, segundo Miguel Machado, foi o primeiro ramo militar a querer comprar as V-200 (1967) para as tropas pára-quedistas, mas o Governo "não autorizou". A luz verde apenas foi dada ao Exército para adquirir 28 Chaimites à recém-criada BRAVIA - que entregou as primeiras três viaturas desse contrato em 1970 e já com grande atraso face ao calendário definido no contrato, observou o investigador.

As primeiras Chaimites chegaram à Guiné em 1971, seguindo-se Angola e Moçambique (sempre em pequeno número) até 1974. Com os Comandos como principais utili-zadores, a V-200 voltou à guerra (Bósnia, 1996) com os pára-quedistas



http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/inter ... id=1185585
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

Respeito
 

 

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