Israel lança ofensiva em Gaza

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Lusitano89

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Re: Israel lança ofensiva em Gaza
« Responder #165 em: Julho 17, 2014, 09:30:59 pm »
Israel anuncia ofensiva terrestre sobre Gaza


O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou esta quinta-feira que deu instruções ao exército para realizar uma manobra ofensiva sobre Gaza, por terra, confirmou hoje uma fonte do gabinete do PM israelita. «O primeiro-ministro e o ministro da defesa deram instruções para iniciar a operação terrestre esta noite, no sentido de atingir os túneis de terror [que vão] desde Gaza a Israel», refere o comunicado, citado pela Reuters.

De acordo com um comunicado das forças armadas de Israel, a operação vai incluir «infantaria, corpos armados, unidades de engenheiros, artilharia e serviços secretos, combinados com suporte aéreo e naval».Testemunhas e residentes de Gaza reportaram «ataques de artilharia pesada, bombardeamentos navais e fogo de helicóptero» ao longo da fronteira.

Militantes israelitas e palestinianos têm travado há vários dias uma guerra violenta na fronteira daquela faixa densamente povoada. Enquanto Israel fala «mais de 1.300 rockets disparados a partir de Gaza, as autoridades de Saúde na Palestina chamam a atenção para os «233 mortos» na sequência de ataques aéreos e navais.

Um civil israelita morreu atingido por fogo palestiniano, refere a agência de notícias.

Antes do pôr-do-sol esta quinta-feira, cerca de uma dúzia de Palestinianos entraram num dos túneis e emergiram numa localidade israelita. Pelo menos um morreu quando uma aeronave bombardeou o grupo, referiram os militares.

Lusa
« Última modificação: Julho 31, 2014, 12:25:36 am por Lusitano89 »
 

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mafarrico

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Re: Israel lança ofensiva em Gaza
« Responder #166 em: Julho 21, 2014, 10:41:07 pm »
http://aohr.org.uk/index.php/en/all-rel ... srael.html

400 british arms export licences to israel

Created on Monday, 21 July 2014 02:37

17 British companies sell spare parts
and military technology to the Israeli army

Britain profiting from Israeli massacres

As Israeli intensifies its assault on the Gaza Strip, the annual Farnborough International Air Show was inaugurated on the 14th of July 2014 with the participation of Israel which is represented by Elbit Systems, Rafael and the Israeli Aerospace Industries (IAI), companies which manufacture weapons that kill Palestinians. Meanwhile Arab delegations attended the event to procure the most weaponry. The Air Show concluded on the 20th of July 2014.

The CEO of IAI, Yossi Weiss,announced during the Air Show that his company was working round the clock to meet Israel’s security needs. IAI manufactured a radar for Operation Protective Edge and will manufacture 811 pairs of wings for the US F35 fighter jets according to a contract signed with Lockheed Martin which supplies Israel with F16 fighters.


The Israeli company Rafael announced it was conducting negotiations with the British ministry of defence to supply its fighter jets with new targeting pod systems. Rafael had recently signed a 15-year contract with the British ministry of defence to supply it with Litening Targeting Pods.

These shows provide Israel with a golden opportunity to strike deals to sell weapons it had developed and tested on Palestinians, especially during offensives on the Gaza Strip. These contracts, worth billions, demonstrate that countries which purchase weapons from Israel choose to ignore the crimes committed by Israel against the Palestinians.

A British arms export controls parliamentary committee's annual report published in 2013 revealed that more than 3,000 current export licenses for arms and military equipment worth more than £12bn were  approved for 27 countries classified by the Foreign Office as "of concern" because of their poor human rights record but that no measures have been taken to rescind these contracts .

According to the report, Israel received the bulk of this equipment, valued at nearly £8bn in the form of 400 export licenses. Weapons include components for body armour, parts for "all-wheel drive vehicles with ballistic protection", assault rifles, pistols, military support vehicles, crowd-control ammunition, a spare parts for tanks, and F16 and Apache fighter jets, and combat drones.

In 2005, the British ministry of defense granted U-TacS, a Leicester-based company, a license to manufacture Wachkeeper (WK450) combat drones. U-TacS’s parent companies are Elbit Systems Ltd, an Israeli company, and Thales UK Ltd.  The value of the contract was one billion pounds.  In 2010, the ministry of defense signed with Elbit Systems Ltd. a contract worth 70 million pounds for maintenance services, training and logistical support. Britain had signed a contract to rent Hermes and Heron combat drones for use in Afghanistan.

On the 21st of April 2009, the then secretary of state David Miliband admitted in an official statement that the equipment Israel used in attacking Gaza during Operation Cast Lead 200-2009 “almost certainty’ had components manufactured in UK. He added that equipment used in the attack on Gaza contained British-supplied components included in cockpit displays in US F-16 combat aircraft sold to Israel, and components for the fire control and radar systems, navigation equipment and engine assemblies for US Apache .

He also admitted that the equipment also included armored personnel carriers adapted from Centurion tanks sold to Israel in the late 1950s and components for the 76mm guns and radar in Israeli Sa'ar-class corvettes which took part in the operation in addition to supplying Israeli reconnaissance satellites used in preparing for the attack with British components.

None of the abovementioned contracts has been suspended even following Operation Cast Lead and Operation Pillar of Cloud on Gaza and the current operation, nicknamed Protective Edge, thus confirming that the British government is in stark violation of the rules that govern arms sales to countries which breach human rights.

It ought to be mentioned that 17 companies with headquarters or branches in the UK provide Israel with spare parts for F16 and Apache fighter jets, tanks, naval ships, and other military and security equipment.

F16 and naval ships with components manufactured in the UK have so far killed 223 Palestinians during the most recent offensive on Gaza, 46 of them children, 26 women and 14 elderly people. The rest were innocent civilian men. The random attacks have also injured 1887 Palestinians, many of them remain in critical condition, in addition to destroying 1800 homes and 89 public buildings.

Arab Organization for Human Rights in the UK (AOHR UK) calls upon the British government to take a legal and moral stand vis-à-vis the Israeli crimes against innocent civilians in Gaza by suspending all military contracts with the Israeli government.

AOHR UK considers the British government’s decision to continue to supply Israel with military technology which is then used to murder innocent civilians a breach of all human rights laws and could mean that  British officials are complicit in the crimes against humanity committed by Israel.

AOHR UK also urges EU countries to suspend all military deals with Israel especially Israel’s participation in the Horizon 2020 military and security research programme sponsored by the EU at a cost of 80 billion Euros.


Arab Organisation for Human Rights in UK (AOHR UK)
"All the world's a stage" William Shakespeare

 

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Edu

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Re: Israel lança ofensiva em Gaza
« Responder #167 em: Julho 22, 2014, 01:00:05 pm »
https://www.youtube.com/watch?v=GCcV7AtYgwo#t=13

A educação pode ser a base do bem, pode também ser a base do mal.

A educação em Israel está cada vez mais parecida com a educação dada na Alemanha Nazi.
 

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Lusitano89

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Re: Israel lança ofensiva em Gaza
« Responder #168 em: Julho 23, 2014, 02:07:52 pm »
Nações Unidas admitem que Israel pode estar a cometer crimes de guerra


Israel pode estar a violar a lei internacional na Faixa de Gaza, alerta a alta comissária da Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, na reunião de emergência desta comissão agendada para esta quarta-feira, a pedido dos palestinianos, do Egipto e do Paquistão.

A destruição de casas e hospitais e a morte de civis e crianças “são apenas alguns exemplos onde parece existir uma forte possibilidade de o Direito Internacional Humanitário estar a ser violado e estarem a ser cometidos crimes de guerra”, disse Navi Pillay.

A alta comissária condenou também o disparo indiscriminado de “rockets” e morteiros por parte do Hamas, que põem em risco a vida de civis em Israel. "Todos estes incidentes têm de ser devidamente investigados de forma independente”, acrescentou.

“Os residentes de Gaza não são nossos inimigos. Israel está plenamente comprometido com a lei internacional”, disse o embaixador israelita, Eviatar Manor, durante o debate, reforçando que a intenção israelita é destruir as infra-estruturas militares do Hamas. Eviatar Manor disse ainda que os israelitas têm o direito de se defender e acusou o Hamas de estar a cometer crimes de guerra.

Esforços diplomáticos e ofensiva continuam

No terreno, a ofensiva terrestre entrou no 16º dia. Esta quarta-feira já há registo da morte de cinco palestinianos, entre os quais duas crianças.

No plano diplomáticos, depois de se encontrar com autoridades israelitas em Tel Aviv, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, chegou a Jerusalém para um encontro com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

O objectivo destas reuniões é discutir um eventual cessar-fogo em Gaza. “Estamos a fazer progressos mas ainda há trabalho por fazer”, disse John Kerry à chegada.

Renascença
 

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Lusitano89

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Re: Israel lança ofensiva em Gaza
« Responder #169 em: Julho 28, 2014, 01:03:10 pm »
A terceira invasão de Gaza, em cinco anos
Alexandre Reis Rodrigues



A operação que Israel tem em curso na Faixa de Gaza (Operation Protective Edge) é a terceira com a mesma natureza e finalidade nos últimos cinco anos. Deveriam ter permitido eliminar a capacidade de o Hamas atingir o território israelita com rockets ou dissuadi-lo de continuar a ameaçar a segurança de Israel. No entanto, não têm conseguido mais do que reduzir temporariamente o nível dessa ameaça, numa espécie de ciclo de “altos e baixos” em que os baixos, afinal, são os períodos em que o Hamas repõe o seu arsenal, com a ajuda dos seus aliados tradicionais, o Irão e a Síria.

O gráfico acima torna bem patente essa situação, ao mostrar dois picos de ameaça, em 2008 e 2012, anos de intervenção militar israelita (Operations Cast Lead e Pillar of Defense, respetivamente) e os períodos intermédios de relativa acalmia. O ano de 2014 constituirá um novo pico, com o número de ataques a aproximarem-se rapidamente, com o decurso da atual operação, dos níveis máximos atingidos anteriormente e a acentuarem a tendência, que vem de trás, de crescimento do alcance e maior sofisticação dos rockets. Nos primeiros seis dias da operação Cast Lead, o Hamas disparou 800 rockets, mais do que tinha disparado nos primeiros 21 dias da operação anterior (2008). Nos primeiros seis dias da operação em curso, alvejou Israel com 1300 rockets (o triplo dos disparados no primeiro semestre deste ano), grande parte deles com alcances duplos dos anteriores, o que permite atingir o triângulo formado pelas cidades de Haifa, Telavive e Jerusálem.

Israel procura fazer o que é necessário para não dar ao Hamas qualquer esperança de que poderá conseguir uma vitória, mesmo simbólica, mas os sucessos táticos que tem conseguido nestas intervenções não estão a alterar a situação a seu favor, ao nível estratégico. Na verdade, não estão sequer a reforçar o poder dissuasão implícito à posse de uma poderosa e sofisticada máquina militar e uma capacidade de intervenção que tem provocado sistematicamente muita destruição e morte no lado palestiniano.

O poder militar que Israel conseguiu desenvolver permitiu-lhe livrar-se dos seus inimigos tradicionais na região, com quem acabou por estabelecer acordos de paz que nenhum deles questiona, mas não chegará para se libertar das capacidades assimétricas do Hamas ou do Hezbollah, ou pelo menos impedir o crescente grau de perturbação em que vive hoje parte importante da população israelita, devido à insegurança criada pelo maior alcance dos rockets palestinianos.

O impasse continuará com a “batalha pela opinião pública internacional” cada vez mais acesa. Por um lado, com Israel a tentar passar a imagem de que tudo faz para não atingir inocentes, tendo o cuidado de alertar os residentes para abandonarem residências que serão próximos alvos da aviação israelita. Um dos slogans preferidos é lembrar que enquanto os israelitas usam armas para proteger a sua população, o Hamas faz precisamente o contrário: usa a população para proteger as suas armas. Não obstante este esforço, Israel não está a conseguir evitar aparecer aos olhos do mundo como o agressor nem ser referido na Comissão de Direitos Humanos da ONU, sob o princípio de que «the actions of one party do not absolve the other party of the need to respect its obligations under international law».

O Hamas tem tido, a seu favor, uma cobertura noticiosa internacional que tem destacado amplamente o sofrimento por que passa a população palestiniana. Parece evidente a qualquer observador que, não obstante todos os possíveis cuidados das Forças Armadas de Israel, têm sido cometidos erros, nalguns casos grosseiros, sendo isso o que “vende mais jornais” e acaba por prevalecer na opinião pública. O problema é que também tende a fazer esquecer que o Hamas continua a ser considerado como uma organização terrorista que recusa reconhecer o direito à existência do Estado de Israel.

No final desta operação, Israel vai reclamar ter atingido todos os seus objetivos militares, garantindo, como fez noutras ocasiões, que eliminou todos túneis e todos os locais de armazenamento e de lançamento de rockets. O Hamas, por seu lado, vai realçar o crescente alcance do seu arsenal de rockets e o facto de continuar a impedir que Israel use de forma decisiva a superioridade da sua poderosa e sofisticada máquina militar. A não serem tiradas as devidas ilações desta situação, o que implicará alterações de postura política e, sobretudo, o reconhecimento de que não existe uma solução militar para o conflito, o desfecho desta operação não vai alterar os termos do conflito nem evitar que o ciclo de violência seja retomado, como aconteceu em situações anteriores.

Jornal Defesa
« Última modificação: Julho 30, 2014, 01:51:48 pm por Lusitano89 »
 

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Re: Israel lança ofensiva em Gaza
« Responder #170 em: Julho 28, 2014, 09:42:05 pm »
Netanyahu prepara Israel para "longa campanha"


O primeiro ministro israelita, Benjamin Netanyahu, dirigiu-se hoje aos cidadãos israelitas alertando que estes devem preparar-se para uma "longa campanha" contra o Hamas.

"Temos de estar preparados para uma campanha prolongada contra o Hamas" disse hoje o chefe do Governo israelita numa comunicação ao país transmitida pela televisão. Segundo Netanyahu a solução para o conflito consiste na desmilitarização do grupo radical islâmico palestiniano Hamas e dos seus aliados. O alerta vem na sequência de três semanas de conflitos entre Israel e o Hamas. Só hoje, quatro pessoas foram mortas na região de Eshkol por um morteiro disparado a partir da Faixa de Gaza e mais de dez pessoas, incluindo sete crianças, morreram num bombardeamento a um campo de refugiados em Chatti e a um hospital no norte de Gaza. "Este é um dia difícil e doloroso" lamentou o primeiro-ministro de Israel, afirmando que "os cidadãos de Israel não podem viver com a ameaça constante dos rockets e dos túneis transfronteiriços".

Pouco antes, segundo a AFP, os líderes ocidentais haviam afirmado a vontade de "redobrar os seus esforços" e "aumentar a pressão" para que haja um cessar-fogo na Faixa de Gaza. Nesse sentido, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, declarou durante a tarde desta segunda-feira que os esforços internacionais para se conseguir um cessar-fogo devem conduzir-se ao "desarmamento do grupo islâmico Hamas". O chefe da diplomacia americana afirmou que um cessar-fogo pode mesmo ser alcançado durante o Eid al Fitr, a celebração muçulmana que marca o fim do Ramadão e que começa hoje, o que permitiria a entrada em Gaza de medicamentos e alimentos.

Hoje ainda, os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU, reunidos de emergência em Nova Iorque, adotaram uma declaração por unanimidade apelando a um "cessar-fogo humanitário imediato e incondicional" em Gaza. Os 15 países apelaram igualmente ao "respeito pleno do direito humanitário internacional, sobretudo no que respeita à proteção dos civis". O Conselho de Segurança apontou ainda "a necessidade de fornecer imediata assistência humanitária à população palestiniana na Faixa de Gaza", nomeadamente aumentando as contribuições para a UNRWA (agência da ONU para os refugiados palestinianos).

Parecem assim desvanecer-se quaisquer esperanças de um fim rápido para a ofensiva israelita que já matou cerca de 1050 palestinianos - mais de três quartos deles civis - e fez 6200 feridos em Gaza. Segundo a ONU, as crianças representam 20% das vítimas civis palestinianas deste conflito. Do lado israelita há, até ao momento, sete vítimas mortais a registar entre os civis e 43 entre os militares

DN
 

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Re: Israel lança ofensiva em Gaza
« Responder #171 em: Julho 29, 2014, 01:27:22 pm »
Coreia do Norte nega que negoceie armas com o Hamas e Hezbollah


A Coreia do Norte denunciou as alegações de que o país fornecia mísseis ao Hamas e material para apoiar o Hezbollah como 'pura ficção' e um esforço 'sinistro' para ligar Pyongyang aos conflitos no Médio Oriente.

A informação do Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano foi difundida na segunda-feira pela agência KCNA, e segue uma informação divulgada no fim de semana pelo britânico Daily Telegraph, o qual citava fontes de segurança ocidentais indicando que o movimento islamita Hamas tinha realizado um pagamento inicial à Coreia do Norte para adquirir mísseis adicionais e equipamentos de comunicação.

Além disso, a informação é veiculada dias depois de um juiz de um tribunal federal em Washington ter determinado que a Coreia do Norte forneceu armamento ao Hezbollah no Líbano.

Lusa
 

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Re: Israel lança ofensiva em Gaza
« Responder #172 em: Julho 30, 2014, 01:49:38 pm »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: Israel lança ofensiva em Gaza
« Responder #173 em: Agosto 02, 2014, 01:39:39 pm »
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"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Re: Israel lança ofensiva em Gaza
« Responder #174 em: Agosto 03, 2014, 05:54:22 pm »
Combates contra os israelitas.
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Re: Israel lança ofensiva em Gaza
« Responder #175 em: Agosto 05, 2014, 02:53:09 pm »
Terminou aqui?


E vai começar aqui?  :roll:
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Re: Israel lança ofensiva em Gaza
« Responder #176 em: Agosto 08, 2014, 12:18:23 am »
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"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Re: Israel lança ofensiva em Gaza
« Responder #177 em: Agosto 08, 2014, 02:30:05 pm »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: Israel lança ofensiva em Gaza
« Responder #178 em: Agosto 12, 2014, 11:53:36 pm »
Um conflito insolúvel?
Alexandre Reis  Rodrigues


Continua a especular-se sobre o que levou Israel a decidir uma nova intervenção militar na Faixa de Gaza. A terceira em cinco anos. As causas diretas mais frequentemente referidas são o rapto de três jovens israelitas no West Bank (12 de junho), depois assassinados, o contínuo disparo de rockets sobre território israelita, com alcances a pôr em causa a segurança dos mais importantes centros populacionais, e a questão dos túneis sob o muro de separação construído por Israel, quer para “furar” o bloqueio, quer para permitir infiltrações para ações terroristas. É possível – acrescentam alguns observadores – que Telavive, no seu processo de decisão, tenha entrado em conta, a favor da intervenção, com o interesse em alterar o contexto que permitiu o acordo entre o Hamas e a Autoridade Palestiniana para a formação de um governo de unidade, o que contrariaria o interesse israelita da manter os palestinianos divididos.

Sobre as motivações do Hamas para provocar Israel e desafia-lo a uma  nova intervenção também têm sido adiantadas algumas tentativas de explicação.  Alega-se a situação cada vez mais difícil em que a organização se encontra, quer em termos económicos, quer em termos políticos, a nível interno e externo. Perante o descontentamento crescente em que vive a população da Faixa de Gaza, a liderança do movimento poderá ter sentido necessidade de recuperar o espaço que estaria a perder para organizações jihadistas1 mais radicais. Outra razão poderá derivar do receio de uma onda de perdas de apoio internacional, na sequência da do Egipto, a partir do momento em que a Irmandade Muçulmana foi afastada pelos militares.2 Sob essas novas circunstâncias, o Hamas poderá ter concluído que precisaria de se reafirmar política e militarmente, em mais uma tentativa de alterar a dinâmica do conflito.3

Possivelmente, não foi nenhuma destas circunstâncias específicas que desencadeou a situação. Israel, mesmo sabendo que o conflito não tem um desfecho militar,
precisa de reafirmar periodicamente que nunca permitirá que o Hamas consiga alguma vantagem, qualquer que seja o progresso que faça no campo das suas capacidades de afetar a integridade territorial de Israel. Continuará a intervir sempre que a avaliação da situação o leve a concluir que o Hamas se refez do revés sofrido na operação anterior, tendo, por exemplo, conseguido repor o seu arsenal de rockets.

Por outro lado, o Hamas precisa de obrigar Israel a ter presente que nada o impedirá de continuar a desafiar a enorme vantagem militar dos israelitas e a pôr em causa a segurança do seu território. Não se trata do tipo de ameaça que representa o Irão e para a qual Telavive tem orientado o essencial do seu esforço militar mas é uma ameaça que acaba por ter um impacto significativo na rotina dos israelitas, mesmo não tendo elevado grau de letalidade.4 Embora com custos enormes para a martirizada população da Faixa de Gaza, o Hamas acaba por retirar dividendos políticos da forma como a opinião pública tende, consensualmente, a considerar desproporcionadas e desumanas as intervenções israelitas.5
 
Nestes termos, parece-me pouco relevante a importância que alguns atribuem à identificação das causas do reacender da luta. Algumas das razões acima avançadas tiveram respostas diretas e proporcionais por parte de Israel. Nomeadamente o anúncio de recusa do reconhecimento de qualquer futuro governo palestiniano que inclua o Hamas (organização terrorista) e a prisão de cerca de quinhentos membros do Hamas, na sequência do rapto das três crianças, ao que, aliás, um grupo radical de judeus retaliou queimando um jovem palestiniano. Para manter as linhas acima identificadas, as duas partes apenas precisam de pretextos, não de razões profundas, para usar a força na altura mais conveniente. Como se tem visto, pretextos nunca têm faltado.

A questão importante que se põe é saber se as conversações em curso vão continuar a centrar-se apenas na gestão do conflito ou se vão tentar entrar no âmbito da sua solução. Para já não parece possível passar da primeira opção. Na verdade, não se descortinam circunstâncias que permitam antecipar um desfecho diferente do que tiveram as duas anteriores intervenções de Israel. Ou seja um período de acalmia numa luta que será retomada brevemente.

Washington tem usado uma linguagem invulgarmente crítica 6 em relação a aspetos específicos da postura militar israelita e veio agora insistir com a ideia de que o
bloqueio à Faixa de Gaza não pode continuar. Esta situação gera alguma esperança entre os que pensam que essa exigência, juntamente com um ponto final na expansão dos colonatos israelitas no West Bank, é a aproximação necessária para criar um clima de negociações. No entanto, malgrado a “novidade” desta maior pressão não se espera que o contexto que tem prevalecido venha a sofrer qualquer alteração substantiva. Israel, baseando-se no argumento que faz uma leitura da ameaça diferente da dos EUA, vai continuar a ignorar diplomaticamente as críticas que recebe, como aliás aconteceu em anteriores situações (passando por Reagan,
Clinton e Bush).7
 
Telavive deu um passo politicamente importante para as conversações em curso ao retirar as tropas que tinha na Faixa de Gaza mas essa decisão pouco altera a situação militar de facto. Primeiro porque continuam ao longo da fronteira, depois porque o fim das operações em terra não significa o fim das operações militares. O dispositivo aéreo e naval pode retomar de imediato os ataques à Faixa de Gaza, como aliás se tem visto em resposta ao retomar do disparo de rockets..

A situação poderia alterar-se se as partes vissem qualquer vantagem em fazer concessões mas não se imagina que isso possa acontecer proximamente. Israel não vendo qualquer espaço de entendimento com o Hamas não vai fazer concessões que comprometeriam o que tem conseguido ao longo do tempo para reduzir a vulnerabilidade da sua geografia. Essa vulnerabilidade, não lhe permite, no curto prazo, aceitar o levantamento do bloqueio à Faixa de Gaza sem o compromisso do Hamas em renunciar à violência e a aceitação da sua desmilitarização prévia.

Numa perspectiva de longo prazo, não se imagina também que Israel venha a aceitar o regresso às fronteiras de 1967. Sabe que a supremacia militar que, presentemente, tem a nível regional pode alterar-se no futuro e deixar o País numa situação novamente precária. Israel considera que as fronteiras de 1967, deixariam os seus dois principais centros populacionais (Telavive e Haifa) numa situação inaceitável de alvo fácil a um ataque externo.

Do lado palestiniano, o grande obstáculo continua a girar à volta da recusa do Hamas em reconhecer o Estado de Israel e da inflexibilidade com que costuma lidar com todas as questões, inviabilizando qualquer negociação. A menos que surja qualquer alteração muito significativa não se espera que desista do objetivo que faz a sua razão de ser. É preciso lembrar, em qualquer caso, que o problema central em cima da mesa é a criação do Estado Palestiniano e aí surge o problema das fronteiras e a ocupação do West Bank, aspeto em que o Governo israelita insiste em consolidar, não obstante a condenação internacional que essa postura tem gerado. Este assunto coloca Israel em confronto também com a Autoridade da Palestina.

As perspetivas continuarão muito sombrias. Para ser possível fazer uma aproximação ao problema no sentido de o resolver de uma forma duradoira em vez de apenas o gerir seria necessário tratar da questão da Faixa de Gaza em conjunto com o tema do West Bank. Não há sinais de que se esteja próximo das condições necessárias para seguir esse caminho.


1
 Numa entrevista conduzida por uma jornalista da CNN, no verão passado, um dirigente de um dos
grupos radicais já se pronunciava do seguinte modo: «In years to come we will govern Gaza. Hamas
became agentes of israelis»
2
 Um apoio chave é o do Irão que, de algum modo esfriou, com a crise Síria, que o Hamas vê sobretudo
sob uma perspetiva sunita. O apoio não terminará, no entanto, porque o Irão não pode perder a
influência e poder que tem, por seu intermédio, no Médio Oriente e especialmente em Israel.
3
 Elliott Abrams avança com a interpretação de que o Hamas desencadeou a guerra para obter ajuda
financeira («War for cash»), sob a perspetiva que no final da muita destruição provocada pela
intervenção israelita virá uma espécie de “Plano Marshall” que para além da reconstrução permitirá
pagar aos 43000 palestinianos que tem na sua folha de salários, dos quais 13000 são combatentes.

4
 O Hamas tem-se mostrado interessado sobretudo em desestabilizar o dia-a-dia dos israelitas. Tem
trocado letalidade por alcance, reduzindo a carga das ogivas dos seus rockets para atingir zonas mais
distantes.
5
 Segundo uma recente sondagem do “Pew Research Center”, nos EUA 40% dos inquiridos continua a
considerar que o Hamas é o primeiro responsável pela situação. As responsabilidades vão para Israel
apenas por 19% e para ambos por 14%. Noutras sondagens, as opiniões mostram-se divididas entre a
aprovação e a condenação de Israel, com tendência de crescimento para a segunda hipótese
Percentagem a favor varia entre 39% e 50%). A Europa, regra geral, mostra-se mais crítica e leva a sua
desaprovação para o caminho das manifestações. Portugal mostra-se alheado.
6
«The suspicion that militants are operating nearby does not justify strikes that put at risk the lives of
so many innocent civilians».

7
 Israel vai continuar a receber o apoio necessário dos EUA para manter a vantagem militar que tem na
região.


Jornal Defesa
 

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FranciscoDuarte

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Re: Israel lança ofensiva em Gaza
« Responder #179 em: Maio 05, 2015, 03:57:50 pm »
Relatório apresentado pelo grupo "Quebrando o Silêncio" admite que tropas israelitas eram instruídas para ignorar danos e baixas entre os civis durante a invasão de Gaza do ano passado. A IDF já declarou o relatório não apresenta provas credíveis e que já havia efectuado as suas próprias investigações sobre o assunto.

http://pt.blastingnews.com/internaciona ... 79769.html
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