Israel lança ofensiva em Gaza

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bokaido

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« Responder #105 em: Janeiro 08, 2009, 08:03:07 pm »
Sr. dremanu, nada tenho contra si, e retiro o meu insulto.

Mas afirmações como
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Está situação é mais um exemplo de como os Árabes são BURROS, não aprendem
são também insultuosas.

Seja comedido nas suas palavras, eu farei o mesmo.
Ó Estrela, queres cometa?
 

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TOMSK

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« Responder #106 em: Janeiro 08, 2009, 08:36:11 pm »
Nunca vi tanta discussão e insulto num tópico que nada tem a ver directamente com Portugal... :lol:
 

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Lightning

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« Responder #107 em: Janeiro 08, 2009, 08:38:44 pm »
 

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HSMW

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« Responder #108 em: Janeiro 08, 2009, 09:55:21 pm »
E era assim que devia ser se não tivessem atacado Israel.
http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Portucale

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« Responder #109 em: Janeiro 08, 2009, 11:24:27 pm »
Na minha opinião discutir quem são os herdeiros da terra em questão é um pouco desajustado.
É uma das áreas do mundo com mais história, muito á custa da religião, cheia de intervenientes e todos eles querem o seu 'pedaço'.

Vivemos no ano de 2009.
Há que lidar com a situação actual, encontrar uma solução para o futuro e estou certo quando digo que nenhum dos interessados esquecerá o seu passado nesse local.

Existe muita gente interessada na região, alguns aparentemente nem lá estão, pelo menos fisicamente.
Uns querem a terra outros estão lá pela religião, todos têm sangue nas mãos, uns mais do que outros é verdade.

Somos seres racionais, ditos inteligentes, talvez seja tempo de o provar novamente.
Resolver este conflito seria um exemplo de evolução por parte de nós seres humanos.
Falta remar para o mesmo lado, o da paz e do desenvolvimento.

É necessário convergir para uma ideia clara.
Ambos os povos, os palestinianos e os Israelitas, têm de viver lá, em estados vizinhos e independentes.

Os árabes e os persas têm de reconhecer Israel.
Deve nascer um verdadeiro estado palestiniano incluindo a Faixa de Gaza e a Cisjordania sem colonatos.

Reconheço que existe uma questão para a qual não existe uma resposta simples: Jerusalém.
Mas o caminho faz-se caminhando, por isso, com o tempo também será possivel encontrar uma solução para essa questão.

É necessário estabelecer pontes de ligação e apoiar os que pretendem a paz.

O grande desafio é a existência de movimentos, em ambos os lados, que não reconhecem a possibilidade da existência dos 'outros'.
Infelizmente alguns de esses movimentos têm real poder.

É o caso do Hamas, neste momento, a sua acção não é nada construtiva e não deve receber muita compreensão.
Era uma organização 'politica', com claro caracter social e militar, mas politica.
Adoptou pela violência ao fazer um golpe dentro do seu próprio estado pela força das armas.
As actuais ideias do Hamas não são portas para a paz.

Termino com uma palavra de dor por todos os inocentes, de ambos os lados, que estão a sofrer.
Eis aqui
quase cume da cabeça da Europa toda
O Reino Lusitano
onde a Terra se acaba
e o Mar começa.

Versos de Camões
 

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bokaido

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« Responder #110 em: Janeiro 08, 2009, 11:28:48 pm »
Pois, é fácil aceitar que alguém divida o seu país em pedaços, entregue as melhores áreas agrícolas e os montes Golã a outro povo, e ficar de braços cruzados.

E os judeus, nobres e tb nada radicais, nunca tentariam colonizar o resto do território. Até na faixa de Gaza tentaram instalar colonatos..
Ó Estrela, queres cometa?
 

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André

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« Responder #111 em: Janeiro 08, 2009, 11:52:23 pm »
Citação de: "bokaido"
Pois, é fácil aceitar que alguém divida o seu país em pedaços, entregue as melhores áreas agrícolas


 :shock:

Naquela zona não há bons ou maus terrenos agricolas já que aquilo é seco, os israelitas precisam de disparar com peças de artilharia para as nuvens para haver rega ...  :lol:  :lol:

 

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legionario

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« Responder #112 em: Janeiro 09, 2009, 09:47:03 am »
A animosidade dos arabes contra Israel é tao grande e està tao interiorizada em cada filho da Palestina que nao acredito na eficacia de qualquer acordo escrito entre as duas partes ; havera sempre um motivo para...

Devo aqui recordar, pois parece que ha aqui muita gente sem informaçao (ou sem Razao), que o Hamas recomeçou os tiros contra Israel porque este pais nao estava a respeitar o acordo precedente que impunha o desencravamento de Gaza. Israel nunca deixou de cercar Gaza e de limitar os acessos a este territorio a tal ponto que muitas organizaçoes internacionais de defesa dos direitos do homem e até organizaçoes e personalidades catolicas comparam Gaza a um enorme campo de concentraçao. Nestas condiçoes, acredito ainda menos na Paz !

Nao se trata aqui (como foi ja evocado) de se ser de "direita" ou de "esquerda" ,  "prò" ou "contra" este ou aquele, mas sim de uma questao de justiça. Enquanto os Palestinos nao tiverem um estado tao livre como o é Israel, havera guerra !  

E mesmo depois de haver um estado Palestino independente, Israel vai ter que fazer um longo trabalho de aproximaçao com os vizinhos arabes; tao longo e penivel como aquele que suportou a Alemanha depois da guerra, com o seu longo cortejo de "meas culpas", indemnizaçoes etc aos judeus. Desta vez serao os judeus a ter que fazer essa travessia do deserto.
IN HOC SIGNO VINCES
DEUS VULT
 

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« Responder #113 em: Janeiro 09, 2009, 10:41:09 am »
ninguém fala por exemplo, na construção incessante de colonatos israelistas na Cisjordânia, á revelia de "n" resoluções da ONU :roll:
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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André

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« Responder #114 em: Janeiro 09, 2009, 12:14:56 pm »
:arrow:  Embaixador de Israel diz que crítica da força é «argumento estúpido»

O novo embaixador de Israel em Portugal classificou de «argumento estúpido e cínico» a crítica ao uso desproporcionado da força pelos soldados israelitas na faixa de Gaza e considerou positivo qualquer passo para acabar com os combates.

Ehud Gol, que assumiu funções em Lisboa esta semana, disse à agência Lusa não compreender os que utilizam «esse argumento estúpido» de um uso desproporcionado da força por parte de Israel na ofensiva militar à faixa de Gaza lançada a 27 de Dezembro e que, de acordo com fontes palestinianas, já causou a morte a mais de 700 pessoas no território.

«O que é que é desproporcionado? Se morressem 600 judeus seria proporcional? Não compreendo os que utilizam esse argumento estúpido. É um argumento cínico», declarou o diplomata em entrevista à Lusa.

«Quando o (movimento islamita palestiniano que controla a faixa de Gaza) Hamas pede pela libertação de (soldado israelita capturado em 2006 por grupos armados palestinianos) Gilad Shalid mil pessoas isto é proporcional? Onde é que estão todos esses que nos criticam por sermos desproporcionados?», questionou o embaixador israelita.

Ehud Gol referiu que «nos últimos oito anos foram disparados 8.000 rockets Kassam e Katiushas (sobre Israel)», para questionar ainda: «o que seria proporcional? Que bombardeássemos 8.000 vezes Gaza?»

O diplomata assinalou que Israel não iniciou o ataque e declarou que «o elemento desproporcionado» é o movimento islamita pôr «os terroristas (…) entre a população civil (da faixa de Gaza)».

«Nos últimos 12 dias quase 800 rockets caíram sobre Sderot, Ashkelon, Beersheba, Gedera (cidades do sul de Israel), e têm como alvo civis. Seria proporcional se bombardeássemos jardins-de-infância e escolas?», disse ainda, para aconselhar «os que criticam Israel» a «abrir os olhos e olhar a verdade e criticar o Hamas e os outros que estão envolvidos no terrorismo e tentam matar mulheres e crianças em Israel».

Considerando que «1,5 milhões sofrem em Gaza por causa do Hamas e um milhão (população no sul) sofre em Israel por causa do Hamas», Ehud Gol defendeu que «qualquer passo para acabar com a luta é positivo».

Por isso, salientou que o governo israelita agradece «a qualquer líder no mundo que esteja disposto a fazer algo para se alcançar uma coexistência pacífica».

Desse modo o Estado hebreu acolheu «favoravelmente a abordagem do presidente Hosni Mubarak (egípcio), e presidente Nicolas Sarkozy (francês), para acabar com o conflito agora», disse.

Um plano elaborado pelo presidente egípcio, em coordenação com o seu homólogo francês, prevê «um cessar-fogo imediato por um período limitado» para permitir a abertura de corredores humanitários, a continuação dos esforços egípcios para uma trégua permanente e acordos para tornar seguras as fronteiras da faixa de Gaza antes da sua eventual reabertura.

Israel espera com a ofensiva conseguir «limitar a capacidade do Hamas para continuar com as suas actividades terroristas contra o sul de Israel», mas para o embaixador do país em Portugal «a chave para uma solução é acabar com o contrabando de armas através da fronteira com o Egipto, por Rafah».

«Se os egípcios estiverem dispostos a dar os passos necessários e juntamente com uma força internacional se pudesse garantir que nenhum armamento era contrabandeado do Egipto para Gaza alcançaríamos outra era e seria muito mais fácil para nós e também muito mais fácil para o povo de Gaza», afirmou.

A propósito, recordou que Israel deixou Gaza há três anos. «Não foram só os soldados israelitas (…), cerca de 20.000 colonos deixaram a área de Gaza por decisão do governo, abandonámos as nossas sinagogas, as nossas escolas, os nossos centros, tudo foi destruído porque queríamos ficar fora de Gaza e deixá-la aos palestinianos para chegar ao dia em que um Estado palestiniano fosse criado».

«Mas em vez de aproveitar esse desafio e tentar viver em coexistência e harmonia connosco, o Hamas fez um golpe contra a Fatah, mesmo se no início o processo fosse democrático (…), não faz diferença porque se transformou num caos e ditadura», adiantou.

Em Janeiro de 2006 o Hamas venceu as eleições para o Conselho Legislativo Palestiniano derrotando a Fatah, movimento de que é membro o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, e em Junho de 2007 o movimento islamita tomou o controlo da faixa de Gaza derrotando as forças da Fatah no território.

«Vencer o Hamas não é só do interesse de Israel. Claro que é nosso interesse directo porque somos alvo das suas actividades terroristas, mas não tem ideia de quantos palestinianos no Estado palestiniano desejam o dia em que o Hamas desapareça, especialmente os palestinianos que vivem em Gaza e que estão sujeitos ao terror e violência do Hamas em Gaza», salientou Ehud Gol.

Adiantou que também «vários países moderados no mundo árabe (…) gostariam de ver o desaparecimento desta organização Hamas, porque também é importante para eles o processo em que a região avance e possa envolver-se em negociações».

«Se tudo acalmar, Gaza pode transformar-se na Hong Kong do Médio Oriente. Esse é o nosso objectivo, mas eles (o Hamas) transformaram-no num inferno», declarou o diplomata israelita, sublinhando que o sonho de Israel há 60 anos (desde a sua criação) é viver em «paz e tranquilidade com os (seus) vizinhos».

Lusa

 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #115 em: Janeiro 09, 2009, 12:27:41 pm »
Estes videos explicam algumas das coisas que estão a acontecer em Gaza.

 :arrow: http://www.youtube.com/watch?v=LCVr7MBhgj0

 :arrow: http://www.youtube.com/watch?v=qvBf-Vh4pNg
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Cabecinhas

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« Responder #116 em: Janeiro 09, 2009, 10:12:06 pm »
Talvez não será o sítio mais indicado, mas serve para se ter uma ideia da expansão das religiões desde 3000AC
http://mapsofwar.com/images/Religion.swf
Um galego é um português que se rendeu ou será que um português é um galego que não se rendeu?
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HaDeS

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« Responder #117 em: Janeiro 10, 2009, 06:55:24 am »
 

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« Responder #118 em: Janeiro 10, 2009, 10:23:47 am »
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ONU arrasa estratégia de Israel

Hamas envia ao Egipto delegação de alto nível para analisar proposta de cessar-fogo
00h09m
ORLANDO CASTRO

Indiferente aos apelos e acusações internacionais, nomedamente da ONU, Israel continua a usar tudo quanto pode para reduzir o Hamas, e com ele a Faixa de Gaza, a cinzas. Confirma-se a tese de Telavive de que nada ficará como dantes.

Ontem a ONU revelou, entre outros casos, que as Forças Armadas israelitas bombardearam uma casa na Faixa de Gaza onde os próprios soldados de Israel tinham colocado, no dia anterior, cerca de 110 palestinianos, sendo 50 crianças, supostamente para estarem em segurança. No ataque morreram 30.

Perante a cortina de ferro imposta por Israel à comunicação social internacional, que continua longe do epicentro da guerra, são as organizações internacionais como a Cruz Vermelha e a ONU que contam o que se passa em Gaza.

As revelações destas organizações estão, aliás, a provocar mais estragos na estratégia militar israelita do que o próprio Hamas. Embora tanto a ONU como outras organizações humanitárias estejam a abandonar a zona de conflito por, afirmam, terem passado a ser também alvo dos militares de Israel, o que já viram e revelaram ao Mundo está a ser demolidor para Telavive.

O Governo de Ehud Olmert admite, tal como foi agora pedido pelos Repórteres Sem Fronteiras e por mais de meia centena de meios de comunicação internacionais, dar luz verde à entrada dos jornalistas na Faixa de Gaza. No entanto, tal só deverá acontecer depois de Israel ter atingido a esmagadora maioria dos objectivos estabelecidos.

Objectivos esses que, segundo o Gabinete de Segurança, ainda carecem de mais alguns dias de ofensiva. Enquanto isso não acontecer, Israel continuará a não aceitar, como fez agora, o pedido de cessar-fogo estabelecido na resolução aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

"Israel nunca aceitou nem aceitará que sejam forças externas a dizer como deverá defender os seus cidadãos. Por isso, os nossos militares continuarão a operar de acordo com os nossos interesses", afirma Olmert.

"Os disparos de mísseis contra os cidadãos do sul apenas provam que a resolução da ONU não será respeitada pelas organizações terroristas palestinianas", afirmou o primeiro-ministro israelita, acrescentando que "se os terroristas não cumprem, Israel também não pode nem deve cumprir".

Entretanto, deverão hoje chegar ao Cairo altos representantes do Hamas que vão analisar a proposta do Egipto para um cessar-fogo, segundo revelou Mussa Abu Marzuk, vice-chefe da organização radical islâmica.

Mussa Abu Marzuk afirmou também que o Hamas "não poderia aceitar ou rejeitar uma resolução do Conselho de Segurança da ONU para a qual não foi consultado".

Por outro lado, a alta-comissária dos Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, ex-juíza do Tribunal Penal Internacional, quer que seja feita uma investigação "credível e independente" ao que se passou na Faixa de Gaza desde o passado dia 27 de Dezembro, afirmando que as violações do direito humanitário internacional podem constituir crimes de guerra, "para os quais a responsabilidade penal individual pode ser invocada".


http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/I ... id=1069817
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ShadIntel

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« Responder #119 em: Janeiro 10, 2009, 10:38:15 am »
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GUERRA EM GAZA

João Miranda
Investigador em biotecnologia - jmirandadn@gmail.com

O conflito israelo-palestiniano gera discussões intermináveis na Internet e nos jornais entre os defensores do lado israelita e os defensores do lado palestiniano. Discute-se quem tem o direito à terra, quem iniciou as várias fases do conflito, quem é mais democrático ou quem usa métodos mais reprováveis. Estes debates acabam frequentemente na propaganda e no insulto. Reproduzem, em detalhe, as dezenas de anos do conflito e ajudam a perceber porque é que ele se eterniza. Se, a milhares de quilómetros de distância, existem portugueses que se recriminam por causa de um assunto que não lhes diz directamente respeito, então é natural que quem se encontra no terreno recorra à guerra e ao terrorismo. A análise da questão da legitimidade, em que se procura determinar uma solução para o conflito com base no direito das partes aos territórios em disputa, está condenada ao fracasso. Por um lado, essa abordagem não tem em conta uma situação militar que favorece Israel. Por outro lado, os descendentes dos imigrantes israelitas adquiriram entretanto direitos sobre a terra em que se fixaram. Já não é possível repor a situação anterior à criação do Estado de Israel em 1948, a não ser que se recorra à violação em massa dos direitos humanos. Tudo se conjuga, portanto, para que as recriminações históricas, que a opinião pública tanto aprecia, não conduzam a uma resolução pacífica do conflito. O conflito israelo- -palestiniano não vai ter uma solução justa, e muito menos uma solução consistente com o romantismo e o moralismo dos defensores da chamada causa palestiniana. Terá de ter uma solução realista, muito próxima daquela que os líderes israelitas estão dispostos a aceitar. Os líderes israelitas aceitam a criação de um Estado palestiniano em troca de garantias de paz. O Hamas defende a eliminação do Estado de Israel e o regresso dos palestinianos aos territórios que detinham há 60 anos. Estes objectivos são utópicos e irrealistas. O Hamas é neste momento o principal obstáculo à paz.

DN
 

 

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