F-35 JSF

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« Responder #15 em: Junho 28, 2004, 12:28:34 pm »
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Se calhar as nações que receberem esses Block 2 deviam criar um programa de modernização independente da FANA.


Para se mexer em qualquer avião é necessária a aprovação do construtor.

A juntar a isto, o JSF vai ter ainda mais medidas de "protecção", de modo a impedir a propagação da tecnologia americana ( palavras deles). Até há usn rumores de botões que impeçam o avião de trabalhar ou que autodestruam componentes sensíveis. Provavelmente são apenas boatos, mas ilustram a confiança dos EUA nos seus aliados...
I hope that you accept Nature as It is - absurd.

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« Responder #16 em: Julho 02, 2004, 05:05:32 pm »
Até os ingleses se sentem enganados pelos americanos no negócio dos JSF:

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British sidelined in deal for jet fighter

Richard Norton-Taylor and David Gow
Monday June 28, 2004
The Guardian

British defence industry sources have slammed the way the government negotiated a £10bn contract to buy the American joint strike fighter for the Navy's planned two new aircraft carriers.

It could mark the "end of the UK in the manned aircraft business", they warned. A senior source added: "We got legged over. The Americans are industrial and political gorillas."

The Ministry of Defence is planning to buy 150 JSFs for the two carriers which were themselves due to cost £2.9bn. BAE Systems, the project's original prime contractor, has warned that it would cost £4bn to build two 60,000-tonne carriers.

Britain has contributed £2bn towards the JSF's development costs.

But the contract means that Lockheed Martin - the plane's manufacturer - will maintain the aircraft, also known as the F35, and produce any updated version for 50 years, the sources say.

"It's a bloody sight more than game, set and match. It's like eternity," said an industry source.

Sources say that the government gave away far too much to the Americans at a time when the US was poised to go "way beyond Europe's reach" in terms of technological capability and investment.

Under the JSF deal, Lockheed can refuse to give Britain the software codes for the aircraft which make up its avionics system and other information about its performance, industry sources say.

The problem is coming to a head with a highly protectionist amendment to the US defence authorisation bill now before Congress. Industry sources say it would put up a "solid wall".

Lord Bach, the arms pro curement minister, has attacked the US for putting up market barriers which would harm British industry and military capability.

He said the amended bill "ignores the two-to-one balance of defence trade" enjoyed by the US. He added: "Many in the UK view such moves as an insult and affront to the solidarity that we have shown to the US."

Lord Bach, who claims support from the Bush administration for the UK's stance and to have made progress on the JSF issue, said also that delays in implementing easier transfers of technology from the US to Britain meant delivery was "now long overdue" and "the frustration we feel and the message it sends are counter-productive".

Today he will signal greater union involvement in the government's defence industrial policy by announcing the pending appointment of a senior official to a key government-industry body.

Lord Bach will tell the shipbuilding conference of engineering union Amicus that John Wall, the union's national secretary for aerospace and defence, is to serve on the National Defence Industries Council. His formal appointment is expected later this year.

The council helped draw up the government's defence industrial policy which puts a premium on employment, manufacturing capability and intellectual property in decisions about multi-billion pound military contracts.

Mr Wall's appointment, promoted by Geoff Hoon, defence secretary, is further evidence that ministers are strengthening the hands of the unions - and making British jobs a priority - in awarding such contracts. Amicus is expected to criticise ministers tomorrow for their spending record on defence procurement - and the drive by British arms companies to invest in the US.



A situação do JSF não está bonita, não senhor...
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R.P. Feynman
 

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Luso

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« Responder #17 em: Julho 03, 2004, 02:49:28 pm »
Por mim, os americanos que guardem a sua tecnologia onde não brilha o sol...
Tais posturas são inaceitáveis.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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« Responder #18 em: Julho 03, 2004, 09:38:49 pm »
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Por mim, os americanos que guardem a sua tecnologia onde não brilha o sol...
Tais posturas são inaceitáveis.


É verdade. E o mais insultouso é que eles abriram o projecto do JSF como inaugurando uma nova era na construção aeronaútica mundial, prometendo aos países participantes que haveria encomendas de componentes às suas empresas.

Passados alguns anos o que se passa ?

Está atrasado e mais caro que o previsto ( mas isto já é habitual) e todas os contratos têm sido entregues a empresas americanas, com algumas raras excepções inglesas e israelitas. E os seus mais fiéis aliados arriscam-se a receber aviões de 2º nível, algo que ninguém gosta ( aquando do F-16, também havia uma "monkey version" mas ninguém o quis). E pior ainda, tudo indica que devido a preocupações com o controlo da sua tecnologia, todas as reparações aos aparelhos terão de ser efectuados ou na América ou pela Lockheed, aumentando ainda mais a dependência destes países em relação aos EUA ( como se fosse possível!).
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Luso

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« Responder #19 em: Julho 04, 2004, 10:55:47 am »
Espero que a EADS esteja a fazer estudos para um novo caça ou upgrades ao Eurofighter de modo a aumentar-lhe as características stealth.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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papatango

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« Responder #20 em: Julho 04, 2004, 11:45:34 am »
Eu diria que o problema principal das marinhas europeias não são as características Stealth dos aviões, mas sim o facto de não haver um substituto claro para o Harrier.

Sem um avião STOVL, os projectos de porta-aviões e navios que possam operar o Harrier (como o projecto Italiano ou o LL espanhol) têm o futuro comprometido na sua vertente de navio de projecção de força, com componente naval.

Os Franceses e os Ingleses, estão a ultrapassar esse problema, com a construção de porta-aviões CTOL (com catapultas), mas quem pensava em aviões STOVL para porta-aviões mais pequenos está com problemas. Como já referi noutro tópico, a proliferação de marinhas com capacidade de operar aviões embarcados, é vista pelos Estados Unidos como uma ameaça á sua capacidade de dominio dos mares.

Os países com capacidade para operar aviões embarcados são:

Estados Unidos
Russia
Reino Unido
França
Espanha
Italia
Brasil
India

A China deverá estar em condições de aderir ao grupo e o Japão pode facilmente juntar-se-lhe.

Outros paises que já operaram porta aviões  e que podem voltar a opera-los são a Australia, o Canadá e a Argentina.

Não se sabe o que fará um governo alemão de direita relativamente á defesa e se voltará a considerar a possibilidade de operar meios de projecção de forças, que poderiam por exemplo passar pela utilização de algo parecido com os LHD holandeses.

Como já concuímos, países como Portugal, Grécia, Holanda, Turquia, poderiam ter meios com estas características.

Os americanos não têm aliados, têm interesses. Nunca nos podemos esquecer disso.

Cumprimentos
 

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Dinivan

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« Responder #21 em: Julho 04, 2004, 11:53:07 am »
Al parecer los ingleses se están cansando del programa JSF y han puesto en marcha un programa de construcción de nuevos Harrier:

The VAAC Harrier - the Royal Navy's next generation of aircraft.

The latest Harrier offers simpler handling, reduced training and reduced risk of pilot error.
 
 
 
 
VAAC Harrier about to take off
 
 
 
Under the hood of the latest Harrier is a revolutionary new system called vectored-thrust aircraft advanced flight control (VAAC). Designed by QinetiQ's predecessor, DERA, with funding from the US-UK Joint Strike Fighter (JSF) Office, VAAC uses advanced "fly by wire" technology to turn over many of the Harrier's flight characteristics to computers. This makes the aircraft much simpler to fly and enables engineers to fine-tune it quickly for improved handling, based on pilot feedback between sorties. It also provides valuable data for use in flight simulators.

The Harrier, with its unique swing-nozzle engines, continues to be the leading "Short Take Off, Vertical Landing" (STOVL) aircraft, and remains essential to the US Marine Corps, Royal Navy and RAF. Its two-seater cockpit has been modified to accommodate VAAC, which enables the rear pilot to assume full control of the aircraft.

The key implications of the system are:



It allows the testing of different flying modes in real-flight environments.
Modifications to the software and flying experience, including pilot feedback, can be incorporated quickly and easily between flights.
It offers STOVL capability without the need for the Harrier's tricky "third nozzle" lever, making flying the aircraft much simpler.


VAAC helps pilots to hold the Harrier's speed, bank, altitude, climb, dive angle, hover height, side-slip direction, descent and ascent. This means simpler handling, reduced training and reduced risk of pilot error. Ultimately, the system will save lives and airframes, and increase pilot / airframe performance by optimising the use of controls.

JSF engineers have already benefited from collaborative research carried out by QinetiQ and NASA into advanced control laws of flight. Now the VAAC Harrier is enabling the first shipboard evaluation of that work.
 
 
Anything is possible - just ask

 
This project is a prime example of how we are currently working in partnership and applying our knowledge and technology. We could do the same for you. Whatever your requirements or problems, we have the ideas, know how and solutions.



http://www.qinetiq.com/home/case_studies/defence/vaac_harrier.html
 

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JNSA

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« Responder #22 em: Julho 04, 2004, 12:11:45 pm »
Citação de: "papatango"
Eu diria que o problema principal das marinhas europeias não são as características Stealth dos aviões, mas sim o facto de não haver um substituto claro para o Harrier.

Sem um avião STOVL, os projectos de porta-aviões e navios que possam operar o Harrier (como o projecto Italiano ou o LL espanhol) têm o futuro comprometido na sua vertente de navio de projecção de força, com componente naval.

Os Franceses e os Ingleses, estão a ultrapassar esse problema, com a construção de porta-aviões CTOL (com catapultas), mas quem pensava em aviões STOVL para porta-aviões mais pequenos está com problemas. Como já referi noutro tópico, a proliferação de marinhas com capacidade de operar aviões embarcados, é vista pelos Estados Unidos como uma ameaça á sua capacidade de dominio dos mares.

O ponto que focou, papatango, é extremamente importante, pois se as Forças Aéreas europeias podem facilmente adquirir outros aviões para operar em bases terrestres (EF2000, Rafale, Grippen, etc), o mesmo não acontece para as unidades embarcadas.

Mas aqui acho que poderão ter uma ajuda involuntária do outro lado do Atlântico - a influência do USMC. A verdade é que os Marines não se podem dar ao luxo de ficar sem o F-35B, sob pena de perderem uma enorme parte da sua capacidade de projecção de força. Não podemos esquecer os 12 Wasp/Tarawa, que em caso de guerra, podem dar um enorme incremento de força aos CV/CVN. Os Marines sabem que os F-35B têm sofrido muito com os problemas de peso, com custos crescentes. Uma forma de contrabalançar isto pode ser tentar evitar que os europeus abandonem a compra do avião, para manter uma produção mais elevada, e consequentemente, um preço mais baixo.

Assim, eventualmente, o peso político dos Marines direccionado para a defesa do F-35B poderá acabar por ajudar involuntariamente os europeus.

Se isso não acontecer, então a capacidade de projecção de força na Europa ficará seriamente diminuida... Será que isso seria um incentivo para uma maior cooperação entre Forças Armadas Europeias, para permitir custear  porta-aviões CTOL(CATOBAR) ou STOBAR?...


....

Dinivan, essa notícia é interessante... Nunca tinha ouvido falar do VAAC. Mas pelo que deu para ler, parece ser mais um avião de testes de tecnologias para eventualmente, realizar upgrades no Harrier, ao mesmo tempo que permite fazer estudos para o F-35B - veja esta passagem:

Citar
JSF engineers have already benefited from collaborative research carried out by QinetiQ and NASA into advanced control laws of flight. Now the VAAC Harrier is enabling the first shipboard evaluation of that work.



Assim, não creio que seja verdadeiramente uma alternativa ao F-35B. Embora seja bom ver que se o JSF der para o torto, os países europeus ainda podem ter algo com que contar. Seria no entanto um avião claramente inferior ao F-35, sem ter características stealth, o que reduziria a sua capacidade de operação contra aeronaves e defesas anti-aéreas de última geração... Mas sempre é melhor do que nada...
 

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Luso

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« Responder #23 em: Julho 04, 2004, 01:31:47 pm »
Pergunto-me se a "prova de conceito" do F35 STOVL parece ter funcionado, porque não se concee outro aparelho do mesmo tipo?
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« Responder #24 em: Julho 04, 2004, 02:16:47 pm »
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Pergunto-me se a "prova de conceito" do F35 STOVL parece ter funcionado, porque não se concee outro aparelho do mesmo tipo?

O conceito STOVL do F-35 é muito, mas mesmo muito parecido ( até se fala em cópia) ao do Yak-141, que nunca netrou em produção  8)

Sinceramente, e apesar de todos os problemas do F-35B, como o JNSA  parece-me disse há demasiados interessados para o projecto naufragar. No entanto, aposto que o resultado final será um aparelho caro e atrasado, que não cumpre as expectativas originais ( tal como aconteceu com os primeiros Harrier's).

Citar
Espero que a EADS esteja a fazer estudos para um novo caça ou upgrades ao Eurofighter de modo a aumentar-lhe as características stealth.


O Eurofighter já tem algumas medidas stealth, no hemisfério frontal e orientadas para o combate AA. Claro que nada que se compara ao F-35.

Já agora, não conhecem a história do Lampyridae?

http://www.eads.net/frame/lang/en/1024/xml/content/OF00000000400004/8/96/516968.html

http://www.invisible-defenders.org/programs/various/lampyridae/lampyridae.htm


Os rumores são que quando os americanos viram o protótipo "obrigaram" os alemães a cancelá-lo...
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R.P. Feynman
 

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« Responder #25 em: Julho 04, 2004, 02:50:15 pm »
Citação de: "papatango"
Eu diria que o problema principal das marinhas europeias não são as características Stealth dos aviões, mas sim o facto de não haver um substituto claro para o Harrier.

Sem um avião STOVL, os projectos de porta-aviões e navios que possam operar o Harrier (como o projecto Italiano ou o LL espanhol) têm o futuro comprometido na sua vertente de navio de projecção de força, com componente naval.

Os Franceses e os Ingleses, estão a ultrapassar esse problema, com a construção de porta-aviões CTOL (com catapultas), mas quem pensava em aviões STOVL para porta-aviões mais pequenos está com problemas. Como já referi noutro tópico, a proliferação de marinhas com capacidade de operar aviões embarcados, é vista pelos Estados Unidos como uma ameaça á sua capacidade de dominio dos mares.

Os países com capacidade para operar aviões embarcados são:

Estados Unidos
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Reino Unido
França
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A China deverá estar em condições de aderir ao grupo e o Japão pode facilmente juntar-se-lhe.

Outros paises que já operaram porta aviões  e que podem voltar a opera-los são a Australia, o Canadá e a Argentina.

Não se sabe o que fará um governo alemão de direita relativamente á defesa e se voltará a considerar a possibilidade de operar meios de projecção de forças, que poderiam por exemplo passar pela utilização de algo parecido com os LHD holandeses.

Como já concuímos, países como Portugal, Grécia, Holanda, Turquia, poderiam ter meios com estas características.

Os americanos não têm aliados, têm interesses. Nunca nos podemos esquecer disso.

Cumprimentos


Concordo plenamente, Papatango...
Um Forte Abraço.
André Finken Heinle
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"Em condições normais, corro para vencer e venço. Em situações adversas, também posso vencer. E, mesmo em condições muito desfavoráveis, ainda sou páreo." (AYRTON SENNA)
 

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« Responder #26 em: Julho 04, 2004, 02:50:44 pm »
Citação de: "JNSA"
Citação de: "papatango"
Eu diria que o problema principal das marinhas europeias não são as características Stealth dos aviões, mas sim o facto de não haver um substituto claro para o Harrier.

Sem um avião STOVL, os projectos de porta-aviões e navios que possam operar o Harrier (como o projecto Italiano ou o LL espanhol) têm o futuro comprometido na sua vertente de navio de projecção de força, com componente naval.

Os Franceses e os Ingleses, estão a ultrapassar esse problema, com a construção de porta-aviões CTOL (com catapultas), mas quem pensava em aviões STOVL para porta-aviões mais pequenos está com problemas. Como já referi noutro tópico, a proliferação de marinhas com capacidade de operar aviões embarcados, é vista pelos Estados Unidos como uma ameaça á sua capacidade de dominio dos mares.

O ponto que focou, papatango, é extremamente importante, pois se as Forças Aéreas europeias podem facilmente adquirir outros aviões para operar em bases terrestres (EF2000, Rafale, Grippen, etc), o mesmo não acontece para as unidades embarcadas.

Mas aqui acho que poderão ter uma ajuda involuntária do outro lado do Atlântico - a influência do USMC. A verdade é que os Marines não se podem dar ao luxo de ficar sem o F-35B, sob pena de perderem uma enorme parte da sua capacidade de projecção de força. Não podemos esquecer os 12 Wasp/Tarawa, que em caso de guerra, podem dar um enorme incremento de força aos CV/CVN. Os Marines sabem que os F-35B têm sofrido muito com os problemas de peso, com custos crescentes. Uma forma de contrabalançar isto pode ser tentar evitar que os europeus abandonem a compra do avião, para manter uma produção mais elevada, e consequentemente, um preço mais baixo.

Assim, eventualmente, o peso político dos Marines direccionado para a defesa do F-35B poderá acabar por ajudar involuntariamente os europeus.

Se isso não acontecer, então a capacidade de projecção de força na Europa ficará seriamente diminuida... Será que isso seria um incentivo para uma maior cooperação entre Forças Armadas Europeias, para permitir custear  porta-aviões CTOL(CATOBAR) ou STOBAR?...


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Dinivan, essa notícia é interessante... Nunca tinha ouvido falar do VAAC. Mas pelo que deu para ler, parece ser mais um avião de testes de tecnologias para eventualmente, realizar upgrades no Harrier, ao mesmo tempo que permite fazer estudos para o F-35B - veja esta passagem:

Citar
JSF engineers have already benefited from collaborative research carried out by QinetiQ and NASA into advanced control laws of flight. Now the VAAC Harrier is enabling the first shipboard evaluation of that work.


Assim, não creio que seja verdadeiramente uma alternativa ao F-35B. Embora seja bom ver que se o JSF der para o torto, os países europeus ainda podem ter algo com que contar. Seria no entanto um avião claramente inferior ao F-35, sem ter características stealth, o que reduziria a sua capacidade de operação contra aeronaves e defesas anti-aéreas de última geração... Mas sempre é melhor do que nada...


Também é um ponto de vista interessante...
Um Forte Abraço.
André Finken Heinle
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« Responder #27 em: Julho 04, 2004, 04:23:59 pm »
Citação de: "Spectral"
 

O conceito STOVL do F-35 é muito, mas mesmo muito parecido ( até se fala em cópia) ao do Yak-141, que nunca netrou em produção


Houve colaboração entre Yakovlev e a Lockheed-Martin e é por isso que existe muita semelhança entre o Yak-141 e o F 35 B.
Eu não percebo muito de aviação mas julgo que poderia haver Joint Ventures entre A EADS (por exemplo) e Yakovlev de modo a ser desenvolvido em conjunto o Yak-141. Aliás, julgo que o projecto Yak-141 avança muito lentamente pois quer a Marinha russa quer a Força Aérea não têm grande interesse no avião. Já houve anteriores casos de sucesso de cooperação entre firmas russas e europeias, por exemplo entre a Yakovlev e a Aermacchi para o avião de treino (Yak-130, a two-seat jet trainer with ground attack capability developed by Yakovlev Design Bureau in cooperation with Aeromacchi).

The Yak-141, being the world’s first supersonic STOVL (short take-off/vertical landing) aircraft, has three engines: one lift-cruise R-79 with a thrust of 15500kg and two small-sized RD-41 of 4100kg each. The powerplant allows the plane to lift off vertically with a weight of up to 15800kg. Alternatively, the Yak-141 can perform short take-offs (60-120m) with a weight of up to 19500kg. In the latter case the combat radius increases by 1.5-2 times and patrol time in the combat zone by two times. The pilot can use afterburner even when the nozzles are deflected. The Yak-141’s integral flight-control system sets power and deflection of the nozzles so as to optimise making vertical/short take-offs and landings.
The Yak-141M was meant primarily for ground-basing. Introduction of new flight regimes, as well as new take-off/landing techniques, has entailed changes in the airframe, leading to a new design, the Yak-141M. The Yak-141 had its maiden flight some 25 years ahead of the timeframe set by foreign manufacturers for creation of such a plane. After the show in Farnborough, Yakovlev design bureau worked together with Lockheed on Joint Strike Fighter (JSF) programme. As a result, Lockheed’s final JSF proposal resembles... the Yak-141M.
Yakovlev have recently announced their intention to restart development of the Yak-41, apparently as a result of renewed interest from the Russian Ministry of Defence (a similar revival of the twin-turboprop Yak-44 AEW aircraft is also being considered).
A more advanced version, has also been designed, with the emphasis now on Air Force rather than Navy service. This version has an extensively modified airframe, with a strong emphasis on stealth (there is a distinct resemblance to the F-22), a much more powerful engine, and more fuel and payload.







Será que as firmas europeias, em colaboração com a Yakovlev, não são capazes de construir esta beleza? Julgo que o problema é mais político e de preconceitos do que técnico.


Role : Supersonic VTOL fighter  
Engines : 1 R-79V-300, 152.0 kN and 2 RD-41, 41.8 kN  
Lenght, m : 18.3  
Wingspan, m : 10.1  
Wing area, m2 : 31.7  
Maximum take-off mass, kg : 19,500  
Empty mass, kg : 11,650  
Max speed, kmph : 1,850  
Range with max.fuel, km : 2,100  
Range with max.payload, km : 1,400  
Ceiling, m : 15,500  
Crew, prs : 1  
Payload Capacity, kg : 1,000kg (VTOL) or 2,650kg (STOL) of weapons on six hardpoints  

Cumprimentos
JLRC
 

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« Responder #28 em: Julho 04, 2004, 06:07:24 pm »
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Houve colaboração entre Yakovlev e a Lockheed-Martin e é por isso que existe muita semelhança entre o Yak-141 e o F 35 B.
Eu não percebo muito de aviação mas julgo que poderia haver Joint Ventures entre A EADS (por exemplo) e Yakovlev de modo a ser desenvolvido em conjunto o Yak-141. Aliás, julgo que o projecto Yak-141 avança muito lentamente pois quer a Marinha russa quer a Força Aérea não têm grande interesse no avião. Já houve anteriores casos de sucesso de cooperação entre firmas russas e europeias, por exemplo entre a Yakovlev e a Aermacchi para o avião de treino (Yak-130, a two-seat jet trainer with ground attack capability developed by Yakovlev Design Bureau in cooperation with Aeromacchi).

Tanto quanto sei, o Yak-141 está morto e enterrado. Qualquer tentativa para o tornar operacional deveria encontrar ainda mais dificuldades que o F35B , e seria sempre um avião menos capaz.
O seu problema foi a falta de interesse da Rússia que escolheu o Su-33.

Já agora, a parceria italo-russa para o Yak-130 também já acabou. Tanto a Sukhoi ( que agora controla a Yakovlev) como a Aermacchi apresentam agora modelos ligeiramente diferentes um do outro ( não me lembro agora da  designação do avião italiano).
I hope that you accept Nature as It is - absurd.

R.P. Feynman
 

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JLRC

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« Responder #29 em: Julho 14, 2004, 12:06:43 am »
Lockheed Starts F-35 Forward-Fuselage Assembly
 
 
(Source: Lockheed Martin; issued July 12, 2004)
 
 
 FORT WORTH, Texas --- Workers at Lockheed Martin’s mile-long factory in Fort Worth have begun assembling the forward fuselage for the F-35 Joint Strike Fighter, a next-generation, supersonic stealth aircraft designed to replace current-generation fighters that are nearing the end of their service lives.  
 
Shortly after 8 a.m. on Monday, July 12, workers loaded an F-35 structural bulkhead into an assembly tool, marking the official start of forward-fuselage production for the aircraft. Assembly of the F-35’s wings will begin at the plant in a few weeks.  
 
“Today, we are witnessing the dawn of an extensive re-equipping of U.S. and allied tactical air forces. This is an important moment in the security of our country and that of our allies. It is a very big step,” said Tom Burbage, Lockheed Martin executive vice president and F-35 JSF program general manager. “We’re in this for the long haul. The F-35 assembly that began in this plant this morning will still be going strong a generation from now.”  
 
“The F-35 springs from a long line of distinguished aircraft that have been produced in this factory,” said Dain M. Hancock, president of Lockheed Martin Aeronautics Company.  
 
Lockheed Martin and its principal industrial partners Northrop Grumman and BAE Systems are employing an array of advanced and highly accurate manufacturing machines to help the F-35 achieve its goals of affordability, quality and assembly speed. Assembly of the center fuselage began in May at Northrop Grumman’s facility in Palmdale, Calif. BAE Systems will begin assembling the aft-fuselage and tails later this year in Samlesbury, England. Those subassemblies will be shipped to Fort Worth, where they will be mated with the wings and forward fuselage for final assembly. The F-35’s first flight is planned for 2006.  
 
The F-35 will set new standards for assembly precision and pace. New milling machines are accurate to within 50 microns -- about one-third the width of a human hair -- to ensure that the F-35’s outer shape is exact and meets its low observability (stealth) requirements. During full-rate production, assembly time for an F-35 is expected to be less than half that of current-generation fighters.  
 
Three F-35 variants -- a conventional takeoff and landing (CTOL), a short- takeoff/vertical-landing (STOVL) and a carrier variant (CV) -- each derived from a common design will ensure that the F-35 meets the performance needs of the U.S. Air Force, Marine Corps, Navy, the U.K. Royal Air Force and Royal Navy, and allied defense forces worldwide, while staying within strict affordability targets.  
 
Among the aircraft the F-35 will replace are the AV-8B Harrier, A-10, F-16, F/A-18 Hornet and the United Kingdom’s Harrier GR.7 and Sea Harrier.  
 
Lockheed Martin is developing the F-35 in conjunction with Northrop Grumman and BAE Systems. Companies worldwide are participating in the F-35’s development.  
 
Lockheed Martin Aeronautics Co., a business area of Lockheed Martin, is a leader in the design, research and development, systems integration, production and support of advanced military aircraft and related technologies. Headquartered in Bethesda, Md., Lockheed Martin employs about 130,000 people worldwide and is principally engaged in the research, design, development, manufacture and integration of advanced technology systems, products and services. The corporation reported 2003 sales of $31.8 billion.