Novo Plano de Defesa do Brasil

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Daniel

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« Responder #30 em: Dezembro 23, 2008, 08:03:20 pm »
Brasil/França: Lula da Silva e Sarkozy fecham parceria estratégica, com destaque para área militar
23 de Dezembro de 2008, 17:27

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Rio de Janeiro, Brasil, 22 Dez (Lusa) -- Os Presidentes do Brasil e da França assinaram hoje mais de 10 acordos em diferentes áreas, com destaque para a militar, e consideraram como histórico o fortalecimento da parceria bilateral.

"Hoje é um dia histórico na relação entre França e Brasil. Na área de defesa, estamos a dar um salto tecnológico necessário para reestruturar as Forças Armadas e implementar a Estratégia Nacional de Defesa (lançada na semana passada pelo Governo brasileiro)", disse o Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

"Um Brasil poderoso será um elemento de estabilidade para o mundo todo", salientou, por seu turno, o Presidente francês Nicolas Sarkozy.

O acordo assinado entre os dois países na área de defesa engloba a aquisição pelo Brasil de quatro submarinos convencionais franceses - os Scorpènes, o desenvolvimento de um submarino nuclear, a construção de um estaleiro e de uma base para submarinos nucleares no Rio de Janeiro, além da compra de 50 helicópteros de transporte EC-725.

"É uma nova etapa na Marinha. Nós estamos perseguindo a construção de um submarino de propulsão nuclear desde há 30 anos e este sonho está ser concretizado hoje", afirmou à Lusa o comandante da Marinha do Brasil, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto.

O oficial não revelou os valores do contrato de longa duração (20 anos), mas fontes militares informaram à Lusa que o acordo na área naval envolve cerca de 6,5 milhões de euros e contará com financiamentos externos.

A parceria estratégica entre Brasil e França poderá incluir também a aquisição de 16 a 36 caças supersónicos numa primeira etapa.

As análises técnicas da Aeronáutica sobre os três modelos que disputam a concorrência -- os Rafale da França, os FA-18 Hornet, da norte-americana Boeing e o Gripen da sueca Saab -- deverão estar concluídas em Julho de 2009.

Segundo fontes da Força Aérea, cada caça varia entre 70 milhões a 120 milhões de dólares e a aquisição implicará em transferência de tecnologia para o Brasil.

Outros acordos que merecem destaque referem-se a parcerias para o desenvolvimento sustentável da Amazónia, a criação de um centro franco-brasileiro sobre a biodiversidade amazónica e a cooperação na luta contra o garimpo ilegal de ouro na região da Guiana Francesa.

Os dois países fortalecerão ainda a parceria na área nuclear, espacial, comercial, cultural, de biocombustíveis e na promoção de ambas as línguas.

A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

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feluzpaz

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« Responder #31 em: Janeiro 04, 2009, 02:14:57 am »
alguns realmente sofre de "dor de cotovelo" :(
 

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Daniel

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« Responder #32 em: Janeiro 04, 2009, 04:57:37 am »
feluzpaz
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alguns realmente sofre de "dor de cotovelo"


Quer explicar melhor :roll:
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Paisano

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Re: Novo Plano de Defesa do Brasil
« Responder #33 em: Abril 01, 2010, 04:17:48 pm »
Seminário Segurança Internacional - Perspectivas Brasileiras:

Citação de: "Marino in Fórum Defesa Brasil"
Os vídeos do seminário estão disponíveis, no link VÍDEO AO VIVO do site.
O link direto é:
http://itv.netpoint.com.br/segurancaint ... l.asp?id=2

VALE A PENA VER.
Há algumas informações espetaculares, como o Diretor da Finep dezendo qual país não transfere tecnologia, e mais, faz de tudo para não conseguirmos.
Ganha uma bala juquinha quem adivinhar.
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Snowmeow

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Re: Novo Plano de Defesa do Brasil
« Responder #34 em: Abril 12, 2010, 07:26:35 pm »
Citação de: "Paisano"
Seminário Segurança Internacional - Perspectivas Brasileiras:

Citação de: "Marino in Fórum Defesa Brasil"
Os vídeos do seminário estão disponíveis, no link VÍDEO AO VIVO do site.
O link direto é:
http://itv.netpoint.com.br/segurancaint ... l.asp?id=2

VALE A PENA VER.
Há algumas informações espetaculares, como o Diretor da Finep dezendo qual país não transfere tecnologia, e mais, faz de tudo para não conseguirmos.
Ganha uma bala juquinha quem adivinhar.
Precisa de dica? :roll:
Eu já sei sem precisar ver o vídeo (97 minutos e 38 segundos!)
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Paisano

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Re: Novo Plano de Defesa do Brasil
« Responder #35 em: Abril 24, 2011, 04:31:32 pm »
Globo News Painel - Especialistas Debatem a Política de Defesa Nacional - 23/04/2011:

http://g1.globo.com/videos/globo-news/g ... l/1492420/
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HaDeS

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Re: Novo Plano de Defesa do Brasil
« Responder #36 em: Maio 16, 2011, 12:04:50 am »
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Brasil devassado
Sem um satélite próprio, o País depende de estrangeiros para proteger suas riquezas, fluir informações militares e até controlar o tráfego aéreo

Claudio Dantas Sequeira

Apesar dos avanços e recuos, uma das prioridades do governo brasileiro é reaparelhar as Forças Armadas. Pelos planos, em breve o Brasil ganhará um submarino de propulsão nuclear para patrulhar a costa, em especial a região do pré-sal, um grupo de caças de quinta geração para proteger o espaço aéreo do país; e armamentos de última geração para equipar os soldados que monitoram a porosa fronteira brasileira. Como em qualquer país com um poderio militar moderno, o plano do governo prevê que toda a comunicação entre as três forças seja feita via satélite, permitindo a troca rápida e segura de informações. Na teoria, a estratégia de defesa brasileira parece não ter falhas graves e obedece aos procedimentos das melhores forças armadas do mundo. Na prática, no entanto, existe um nó difícil de ser desatado e que, em tese, compromete todo o investimento bilionário que o País se prepara para fazer.

Ao contrário das principais nações desenvolvidas e emergentes do mundo, o Brasil não tem controle nem ao menos sobre um dos quase mil satélites que estão em órbita no mundo hoje. A Índia, por exemplo, tem seis deles dedicados a ela e a China, outros 60. Hoje, todas as informações brasileiras que trafegam pelo espaço – sejam elas militares, governamentais ou de empresas privadas nacionais – passam por satélites privados, controlados por uma única empresa, a Star One, do bilionário mexicano Carlos Slim. Na prática, o Brasil é um simples locador de um retransmissor espacial que tem como função principal gerar lucros para o seu dono. Em uma situação de conflito, seja ele militar ou econômico, em última instância o locador tem o poder de simplesmente cortar o sinal do satélite, fazendo com que todo o moderno aparato militar que o País pretende adquirir se torne completamente inútil.

Desde que o Brasil perdeu o controle sobre seus satélites, com a privatização da Embratel em 1998, nenhum caso semelhante ocorreu. Mas o que preocupa especialistas brasileiros em segurança é a mera possibilidade de que isso venha a acontecer. “Não há como negar, é uma ameaça à segurança nacional”, diz o engenheiro José Bezerra Pessoa Filho, do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e ex-diretor da Associação Aeroespacial Brasileira (AAB). Sua opinião é compartilhada por diversos analistas e autoridades. “São informações fundamentais para a proteção de milhares de pessoas”, afirma Thyrso Villela, diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB).

A dependência a satélites estrangeiros não é um problema restrito à área militar. O governo também depende da boa vontade alheia, ao custo de vários milhões de dólares, para obter dados meteorológicos vitais para a prevenção de desastres naturais como enchentes, furacões e tempestades tropicais. Ficam ameaçadas também a transmissão de dados bancários e as comunicações sobre tráfego aéreo, que em poucos anos terá de ser feito via satélite, conforme determina o padrão internacional. Algumas vozes argumentam que os contratos comerciais firmados pelo governo com empresas de satélites, como a Star One que comprou a Embratel, contêm salvaguardas que garantem a prestação do serviço. Nesse sentido, o descumprimento das cláusulas contratuais prevê multas milionárias. No entanto, numa situação extrema, seja de guerra ou de catástrofe natural, quem vai pagar a fatura pela perda de vidas humanas? O histórico recomenda cautela.

Ao menos em duas ocasiões o Brasil sofreu os efeitos da dependência. Em 1982, durante a Guerra das Malvinas, um dos satélites meteorológicos que fornecia imagens para o governo foi reposicionado pelos Estados Unidos e deixou de fornecer informações sobre o clima em todo o Hemisfério Sul durante dois meses. Em 2005, por conta do furacão Katrina, os americanos precisaram usar toda a potência de varredura de seus satélites para rastrear o fenômeno, reduzindo a frequência das imagens da América do Sul e do Brasil. “Se fossemos atingidos naquela época por um evento da magnitude do ciclone Catarina, que varreu a região Sul em 2004, ficaríamos no escuro”, afirma Villela, da AEB.

A história de dependência começou com a privatização do sistema Telebrás, em 1998. A Embratel, que operava os satélites BrasilSat, passou às mãos da americana Verizon e depois da América Movil, do magnata mexicano Carlos Slim, dona da Star One. Embora fossem satélites comerciais, o governo brasileiro detinha dois transponders de banda X, exclusivos para comunicações militares, instalados nesses satélites. Com a privatização da estatal, todo o controle passou para as mãos privadas.

Há, logicamente, salvaguardas pelas quais a operação desses satélites é feita somente por brasileiros. Mas os militares não têm controle sobre esses equipamentos, não podem desligar o satélite ou mudar sua posição. “As salvaguardas servem para mitigar o problema da soberania”, reconhece o coronel da reserva Edwin Pinheiro da Costa, chefe da seção de Telemática do Ministério da Defesa e responsável pelo Sistema de Comunicações Militares (Siscomis). Vale lembrar que a Verizon foi arrolada nos EUA numa polêmica sobre fornecimento de dados telefônicos de seus clientes ao FBI e a agências de inteligência do governo.

Uma das diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa (END) é o desenvolvimento do Satélite Geoestacionário Brasileiro, o SGB. Para tirar o projeto do papel é preciso empenho político e recursos financeiros. Uma das tentativas é construir um foguete próprio capaz de lançar o satélite brasileiro. As primeiras tentativas terminaram com a destruição da Base de Alcântara, no Maranhão, após a explosão de um protótipo. O mais próximo que o Brasil chegou para voltar a ter satélites próprios foi uma minuta de intenções para firmar uma parceria com a França. No entanto, as negociações para que o acordo saia estão paradas há dois anos. Enquanto isso, todo o sistema de comunicações do País continua nas mãos do bilionário Carlos Slim.






Fonte: Revista Isto É
 

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Snowmeow

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Re: Novo Plano de Defesa do Brasil
« Responder #37 em: Maio 16, 2011, 01:20:49 am »
Isso é gravíssimo... :shock:
E QUEM privatizou a Embratel? Com certeza, não foi o Lula. ¬¬
FHC e seus puxa-sacos achavam que ele (FHC) era um deus só porque ele foi o coordenador do Plano Real. E, com isso, quase vendeu o Brasil inteiro para as mãos estrangeiras.
A prioridade zero da END deve ser o satélite, antes de qualquer outra coisa!
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mafets

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Re: Novo Plano de Defesa do Brasil
« Responder #38 em: Maio 10, 2019, 11:18:02 am »
https://www.forte.jor.br/2019/05/07/forcas-armadas-terao-corte-de-43-no-orcamento/?fbclid=IwAR1zKgNB-EPHx4h0N4H0c3x8odWrj9zmYUoCw_HAjTxfMnIfH01NnFHapho

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O almoço de hoje dos comandantes militares em Brasília foi bem indigesto. Os generais foram comunicados de um corte de 43% no orçamento das Forças Armadas.

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo, disse que terá que ser buscada uma saída.

Os comandantes saíram sem ter ideia de como pôr em prática um corte desta dimensão.

Comentário de um dos generais presentes: “Nem no governo do PT aconteceu um corte desse tamanho.”

O presidente Jair Bolsonaro e o general Augusto Heleno estavam presentes, e esse foi o assunto central do almoço.



Saudações
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

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