Aeroporto na Base da Força Aérea em Monte Real?

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mafets

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Re: Aeroporto na Base da Força Aérea em Monte Real?
« Responder #75 em: Abril 22, 2017, 04:22:33 pm »
Um aeroporto em cada esquina... já! ;D ;) http://observador.pt/2017/04/19/deputados-do-psd-voltam-a-questionar-governo-sobre-base-aerea-de-monte-real-2/
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Deputados do PSD voltam a questionar Governo sobre Base Aérea de Monte Real
19/4/2017, 16:02206
Os deputados do PSD voltaram a questionar o Governo sobre a abertura da Base Aérea de Monte Real e a possibilidade de essa estrutura ser usada por voos de baixo custo, sublinhando a importância que estrutura ser usada por voos de baixo custo, sublinhando a importância que este facto teria para a região.

Na pergunta enviada ao ministro do Planeamento e Infraestruturas, os deputados recordam que em fevereiro questionaram a tutela sobre as previsões para a abertura da Base Aérea de Monte Real à aviação civil.

Na resposta, dada em março, o ministro referiu que “o Governo considera que o debate sobre a eventual utilização civil da Base Aérea de Monte Real não deve ser concomitante com o projeto atualmente em curso para a Base Aérea do Montijo, pelo impacto que tal perspetiva teria na operacionalidade das Forças Armadas”, citam os deputados.

Na opinião dos subscritores, esta “não responde às questões formuladas na pergunta apresentada em fevereiro”, pois consideram que a “eventual opção por uma determinada base aérea para ser utilizada por voos civis deve ter por base estudos onde sejam analisadas as várias opções”.

Os deputados reforçam com a opção do papa Francisco, que irá aterrar na Base Aérea de Monte Real, para a sua deslocação ao Santuário de Fátima, em maio, o que “constitui mais uma prova da importância estratégica da abertura” desta base à aviação civil.

A sua localização geográfica, no Centro de Portugal, próxima do Santuário de Fátima e de vários locais classificados como Património Mundial (Batalha, Tomar, Alcobaça e Coimbra) “não pode continuar a ser ignorada, numa altura em que o Turismo aparece como um fator de grande importância estratégica para Portugal”.

“A existência de um Aeroporto de baixo custo no Centro de Portugal seria um investimento âncora de grande importância que iria potenciar ainda mais toda esta região”, salientam os deputados, ao questionarem o ponto de situação dos estudos para que a Base Aérea de Monte Real possa ser usada por voos de baixo custo e se foi levantado algum problema ao nível de segurança, que impeça a abertura da estrutura à aviação civil.

Outras perguntas colocadas foram: “Caso não tenha sido levantado nenhum problema ao nível da segurança, o Governo pretende contribuir para tornar possível a abertura da base aérea de Monte Real à aviação civil? Pretende o Governo avançar, no curto prazo, com a utilização civil da Base Aérea de Monte Real e da Base Aérea de Montijo à aviação civil? Caso a resposta à pergunta anterior seja positiva, quais os motivos porque o Governo ainda não fez qualquer referência à Base Aérea de Monte Real, apesar da sua grande importância estratégica?”.


Saudações
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

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nelson38899

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Re: Aeroporto na Base da Força Aérea em Monte Real?
« Responder #76 em: Abril 23, 2017, 04:19:27 pm »
Por mim transformava-se todos aeródromos, Bases militares em aeroportos internacionais!

Ao mesmo tempo pegava-se na base do alfeite e todos os cais da marinha e transformavam-se em portos para receber os barcos de cruzeiro e iates.

Já agora todos os quartéis (policia, exercito e GNR), podiam virar hostels, enquanto os hospitais poderiam virar hotéis de 5 estrelas, para os reformados do norte da Europa!

Para reduzir os custos corre-se com todos os portugueses e contrata-se gente do sudoeste asiático.

E finalmente ficamos com um país virado apenas para o turismo. 
« Última modificação: Abril 23, 2017, 04:21:08 pm por nelson38899 »
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
Agostinho da Silva
 

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Alvalade

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Re: Aeroporto na Base da Força Aérea em Monte Real?
« Responder #77 em: Abril 23, 2017, 04:36:22 pm »
Com o rumo em que estamos, no dia em que ocorrer uma desgraça que afaste os turistas estamos bem tramados.
 
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Re: Aeroporto na Base da Força Aérea em Monte Real?
« Responder #78 em: Abril 23, 2017, 08:50:21 pm »
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Um aeroporto em cada esquina... já! ;D ;) http://observador.pt/2017/04/19/deputados-do-psd-voltam-a-questionar-governo-sobre-base-aerea-de-monte-real-2/

Se os senhores deputados estão assim tão cheios de ......... por um novo aeroporto com a desculpa de irem a Fátima têm um local mais a jeito nestas coordenadas: 39º 34' 57'' N e 8º 39' 51'' O

Eles até têm várias notícias sobre o assunto se pesquisarem no Google e deve sair mais barato que estar a transformar Monte Real numa base para a Ryannair e a Easyjet.

por exemplo:
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/ourem/fatima-pode-ter-aeroporto

http://omirante.pt/semanario/2010-03-18/sociedade/2010-03-17-aerodromo-de-fatima-da-lugar-a-terrodromo-para-testes-a-veiculos-de-competicao

Cumprimentos,

E já agora uma pequena alteração com mais um link do pessoal lá da terra que discutia o assunto na altura(2009).
´http://ocastelo.org/2009/04/aeroporto-na-gi.html

« Última modificação: Abril 23, 2017, 08:55:23 pm por perdadetempo »
 

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ARIES

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Re: Aeroporto na Base da Força Aérea em Monte Real?
« Responder #79 em: Abril 23, 2017, 09:04:50 pm »
Calma, estejam descansados, as autarquias de Lisboa e do Porto nunca vão deixar que seja criado um aeroporto na região centro.
 

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perdadetempo

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Re: Aeroporto na Base da Força Aérea em Monte Real?
« Responder #80 em: Abril 24, 2017, 07:45:03 pm »
Calma, estejam descansados, as autarquias de Lisboa e do Porto nunca vão deixar que seja criado um aeroporto na região centro.

Isso até será a verdade no aspecto em que nunca vão querer que isso seja feito, até porque com a quantidade de pessoal emigrado e descendentes  entre Aveiro e Leiria existia um grupo considerável de clientes que se arriscavam a perder se aparecesse um aeroporto no centro. Mas o Porto não passa da capital do Porto e não do norte como eles gostam de se chamar e Lisboa manda menos do que gosta de pensar. Se na verdade continuarem a ir para a frente com a história da regionalização, ou as associações de municípios com reais capacidades financeiras como parecem ser os ventos dominantes, as regras mudam. A única coisa positiva será não haver dinheiro para grandes "projectos", e os autarcas serem bichos incapazes de se entenderem.

Quanto à base de Monte Real deve estar segura pelo simples facto de  não haver espaço para criar uma área para um aeroporto civil sem demolir um terço da base. E os caças estão lá por uma razão.

Cumprimentos,

 
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nelson38899

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Re: Aeroporto na Base da Força Aérea em Monte Real?
« Responder #81 em: Outubro 08, 2017, 04:21:23 pm »
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O Município da Marinha Grande divulgou no mês passado as conclusões de um estudo sobre a abertura da Base Aérea de Monte Real ao tráfego civil, que conclui que se trata de uma “operação viável”.

O relatório final do “Estudo de viabilidade da abertura do Aeroporto de Monte Real ao Tráfego Civil” foi apresentado na última reunião da Câmara e conclui que, em termos de resultados operacionais, estima-se que seja uma operação viável, com uma TIR (taxa interna de rentabilidade) de ~8 – 10% (seguindo uma visão conservadora) e em linha com aeroportos internacionais com uma dimensão semelhante que se verificou, em âmbito de projeto, serem aeroportos com estruturas e operações eficientes.

A autarquia explica que o projeto teve como objectivo definir um estudo para apoiar a Câmara Municipal da Marinha Grande na análise da viabilidade do alargamento da Base Aérea n.º 5 (BA5) de Monte Real ao tráfego civil.
https://newsavia.com/abertura-de-monte-real-ao-trafego-comercial-e-viavel-mostra-estudo-de-autarquia/
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Agostinho da Silva
 

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asalves

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Re: Aeroporto na Base da Força Aérea em Monte Real?
« Responder #82 em: Outubro 08, 2017, 08:39:36 pm »
Com tanta treta ainda vão conseguir gastar mais uns milhões para depois ficarem como Beja e depois culparem o estado por não subsidiar os voo por completo.
 

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Clausewitz

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Re: Aeroporto na Base da Força Aérea em Monte Real?
« Responder #83 em: Outubro 09, 2017, 03:00:05 am »
Beja, Montijo, Monte Real, Coimbra. Depois das auto-estradas, os aeroportos. Tudo altamente viável, como sempre, até que chegue a fatura ao contribuinte. Neste caso, como ficaria a viabilidade do tráfego e uso militar?
 

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tenente

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Re:
« Responder #84 em: Outubro 09, 2017, 07:34:15 pm »
Mas não se esqueçam que quem na prática tem mais poderes são as forças armadas.

Numa ditadura assim é mas, por cá assim não é, caro triton !!!!
 

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tenente

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Re: Aeroporto na Base da Força Aérea em Monte Real?
« Responder #85 em: Outubro 09, 2017, 07:39:26 pm »
Beja, Montijo, Monte Real, Coimbra. Depois das auto-estradas, os aeroportos. Tudo altamente viável, como sempre, até que chegue a fatura ao contribuinte. Neste caso, como ficaria a viabilidade do tráfego e uso militar?

E achas que se fosse para a frente o aeroporto na BA6 os (des)governantes se preocupavam ????
Não vi qq tipo de preocupação no caso da BA3 .
O Povo, NÓS, estamos cá para pagar essa e outras, muitas faturas, das excelentes decisões da trampa que os incompetentes dos nossos decisores Politicos tem tomado nas últimas décadas !!  :down: :down:
Venham de lá mais aeroportos que os que temos são poucos e melhor ainda quando a RYR e a EZY reduzirem o volume de voos para/de Portugal, o que vai acontecer num futuro próximo, então é que é de apostar em termos mais aeroportos e se possível a menos de 50 kms de distância entre eles, para uma melhor concorrência,  :rir: :rir: :rir: :rir: somos mesmo uma Nação muito rica  :banana: :banana: :banana: :banana:  !!!!!

Abraços
« Última modificação: Outubro 09, 2017, 07:46:05 pm por tenente »
 

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Charlie Jaguar

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Re: Aeroporto na Base da Força Aérea em Monte Real?
« Responder #86 em: Março 18, 2018, 12:07:25 pm »
Voltam à carga por Monte Real.

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Força Aérea aconselha a olhar para Beja antes de abrir Monte Real à aviação civil
18 DE MARÇO DE 2018 01:00
Manuel Carlos Freire

A Força Aérea recebeu com naturalidade a recomendação dos deputados, aprovada em janeiro deste ano, para o governo estudar a abertura da base da zona de Leiria à aviação civil, mas recomenda prudência no processo

A Força Aérea aconselha prudência na abertura da base de Monte Real à aviação civil, uma recomendação aprovada pelo Parlamento em janeiro, e pede que seja estudado o exemplo do aeroporto de Beja antes de serem tomadas decisões. O responsável máximo daquele ramo, o general Manuel Rolo, reconhece ao DN que "era bom que o país tivesse aeroportos em todo o lado", mas o chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA) observa que "há outros aspetos" a ter em consideração antes de avançar para um projeto em que depois não se consigam rentabilizar os investimentos de dezenas de milhões de euros. A recomendação ao governo foi proposta pelo PSD em sede da comissão parlamentar de Obras Públicas e sem que a comissão parlamentar de Defesa fosse ouvida. O texto foi aprovado com os votos dos sociais-democratas e dos partidos de esquerda - BE, PCP e Verdes - que apoiam o governo socialista. O PS absteve-se, juntamente com o CDS e o PAN. O texto foi depois publicado no jornal oficial no passado dia 15 de fevereiro.

Fátima Ramos (PSD), uma das autoras da proposta, afirma ao DN que "faz todo o sentido usar aquela infraestrutura aeroportuária num país que não é rico" e porque se localiza numa região onde "há vários polos de atração turística e com boas margens de crescimento", alguns dos quais são mesmo património da UNESCO (como é o caso do Convento de Cristo em Tomar). Acresce a proximidade do Santuário de Fátima, que o Papa visitou em maio de 2017 depois de aterrar precisamente na base aérea de Monte Real, lembra a deputada. O dinamismo económico de alguns concelhos da região centro, onde há zonas "com grande desertificação" devido às "assimetrias em termos de distribuição populacional e de riqueza", beneficiariam muito de um aeroporto civil que serviria como "projeto-âncora" para o seu desenvolvimento real nos próximos anos, sustenta Fátima Ramos. Questionado sobre esta recomendação, o CEMFA reafirma a posição de princípio que a Força Aérea assume há anos perante um projeto defendido por várias entidades civis da região centro: "Continuamos a ser parte da solução." Mas, alerta o general, convém que os promotores "olhem para Beja e vejam qual a viabilidade de projetos desses".

Note-se que a base aérea de Beja, na sequência de um acordo feito no final de 2003 entre os ministérios da Defesa e das Obras Públicas, foi objeto de "um avultado investimento" para permitir o seu uso pela aviação civil. Em abril de 2016, cinco anos depois de o terminal civil de Beja entrar em funcionamento, a empresa gestora dos aeroportos, ANA, reconheceu a necessidade de rever o projeto: "Foram sendo efetuadas operações comerciais exploratórias, no entanto, apesar dos esforços efetuados, a diminuta procura por parte da aviação comercial levou a repensar a atividade do aeroporto e a vocacioná-lo para outro tipo de operação."

20 milhões para adaptação

No caso da base de Monte Real (BA5), próxima de Leiria e afeta à defesa aérea do país com duas esquadras de caças F16, "está encontrado o espaço" mas falta "identificar se corresponde às expectativas e tem viabilidade financeira e de clientela", assinala Manuel Rolo. Embora sem muito espaço para crescer e acomodar o tráfego aéreo civil, "a lógica é sempre tentar compatibilizar os desígnios nacionais" de defesa militar da República com os do seu desenvolvimento socio-económico, reconhece o CEMFA, que já tem na mesa um processo de reestruturação interna imposto pela transformação da base do Montijo num aeroporto complementar ao de Lisboa. Certo é que, em setembro passado, a Câmara Municipal da Marinha Grande divulgou um "estudo de viabilidade da abertura do aeroporto de Monte Real ao tráfego civil" que dava luz verde ao projeto.

O documento prevê um custo estimado de 20 milhões de euros para adaptação das infraestruturas existentes: reforço da pista, um terminal de passageiros, placas de estacionamento, hangar de manutenção, controlo de acessos, reservatórios de combustível, reforço do pessoal na torre de controlo e das capacidades de luta contra incêndios. Quanto aos dados, o estudo aponta para cinco mil movimentos por ano e cerca de 600 mil passageiros. A evolução a longo prazo prevê cerca de nove mil movimentos anuais e a presença de 1 a 1,2 milhões de passageiros. Em termos financeiros, "estima--se que seja uma operação viável, com uma taxa interna de rentabilidade de 8% a 10%" na previsão mais conservadora "e em linha com aeroportos internacionais com uma dimensão semelhante".

A deputada Fátima Silva acrescenta ao DN que não são conhecidas reservas de impacto ambiental contra o uso da BA5 pela aviação comercial. "Nunca foram levantados problemas" dessa natureza, enfatiza, embora reconhecendo que as autoridades terão de se pronunciar nesse domínio. Eleita por Coimbra e consciente dos problemas em torno da linha da Lousã, Fátima Silva assume que "o custo-benefício" da obra "terá de ser analisado. Não defendo que se faça de forma cega", mas como "da parte da Defesa há abertura para estudar o assunto" e as estimativas indicam que esse alargamento"pode ser feito com um investimento reduzido - compete ao governo fazer o estudo ou mandar" que se faça, argumenta a deputada do PSD.

https://www.dn.pt/portugal/interior/forca-aerea-aconselha-a-olhar-para-beja-antes-de-abrir-monte-real-a-aviacao-civil-9195329.html
Saudações Aeronáuticas,
Charlie Jaguar

         "PER ASPERA AD ASTRA"
               (Por Caminhos Árduos, Até Às Estrelas)
 

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tenente

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Re: Aeroporto na Base da Força Aérea em Monte Real?
« Responder #87 em: Março 18, 2018, 06:34:46 pm »
Voltam à carga por Monte Real.

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Força Aérea aconselha a olhar para Beja antes de abrir Monte Real à aviação civil
18 DE MARÇO DE 2018 01:00
Manuel Carlos Freire

A Força Aérea recebeu com naturalidade a recomendação dos deputados, aprovada em janeiro deste ano, para o governo estudar a abertura da base da zona de Leiria à aviação civil, mas recomenda prudência no processo

A Força Aérea aconselha prudência na abertura da base de Monte Real à aviação civil, uma recomendação aprovada pelo Parlamento em janeiro, e pede que seja estudado o exemplo do aeroporto de Beja antes de serem tomadas decisões. O responsável máximo daquele ramo, o general Manuel Rolo, reconhece ao DN que "era bom que o país tivesse aeroportos em todo o lado", mas o chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA) observa que "há outros aspetos" a ter em consideração antes de avançar para um projeto em que depois não se consigam rentabilizar os investimentos de dezenas de milhões de euros. A recomendação ao governo foi proposta pelo PSD em sede da comissão parlamentar de Obras Públicas e sem que a comissão parlamentar de Defesa fosse ouvida. O texto foi aprovado com os votos dos sociais-democratas e dos partidos de esquerda - BE, PCP e Verdes - que apoiam o governo socialista. O PS absteve-se, juntamente com o CDS e o PAN. O texto foi depois publicado no jornal oficial no passado dia 15 de fevereiro.

Fátima Ramos (PSD), uma das autoras da proposta, afirma ao DN que "faz todo o sentido usar aquela infraestrutura aeroportuária num país que não é rico" e porque se localiza numa região onde "há vários polos de atração turística e com boas margens de crescimento", alguns dos quais são mesmo património da UNESCO (como é o caso do Convento de Cristo em Tomar). Acresce a proximidade do Santuário de Fátima, que o Papa visitou em maio de 2017 depois de aterrar precisamente na base aérea de Monte Real, lembra a deputada. O dinamismo económico de alguns concelhos da região centro, onde há zonas "com grande desertificação" devido às "assimetrias em termos de distribuição populacional e de riqueza", beneficiariam muito de um aeroporto civil que serviria como "projeto-âncora" para o seu desenvolvimento real nos próximos anos, sustenta Fátima Ramos. Questionado sobre esta recomendação, o CEMFA reafirma a posição de princípio que a Força Aérea assume há anos perante um projeto defendido por várias entidades civis da região centro: "Continuamos a ser parte da solução." Mas, alerta o general, convém que os promotores "olhem para Beja e vejam qual a viabilidade de projetos desses".

Note-se que a base aérea de Beja, na sequência de um acordo feito no final de 2003 entre os ministérios da Defesa e das Obras Públicas, foi objeto de "um avultado investimento" para permitir o seu uso pela aviação civil. Em abril de 2016, cinco anos depois de o terminal civil de Beja entrar em funcionamento, a empresa gestora dos aeroportos, ANA, reconheceu a necessidade de rever o projeto: "Foram sendo efetuadas operações comerciais exploratórias, no entanto, apesar dos esforços efetuados, a diminuta procura por parte da aviação comercial levou a repensar a atividade do aeroporto e a vocacioná-lo para outro tipo de operação."

20 milhões para adaptação

No caso da base de Monte Real (BA5), próxima de Leiria e afeta à defesa aérea do país com duas esquadras de caças F16, "está encontrado o espaço" mas falta "identificar se corresponde às expectativas e tem viabilidade financeira e de clientela", assinala Manuel Rolo. Embora sem muito espaço para crescer e acomodar o tráfego aéreo civil, "a lógica é sempre tentar compatibilizar os desígnios nacionais" de defesa militar da República com os do seu desenvolvimento socio-económico, reconhece o CEMFA, que já tem na mesa um processo de reestruturação interna imposto pela transformação da base do Montijo num aeroporto complementar ao de Lisboa. Certo é que, em setembro passado, a Câmara Municipal da Marinha Grande divulgou um "estudo de viabilidade da abertura do aeroporto de Monte Real ao tráfego civil" que dava luz verde ao projeto.

O documento prevê um custo estimado de 20 milhões de euros para adaptação das infraestruturas existentes: reforço da pista, um terminal de passageiros, placas de estacionamento, hangar de manutenção, controlo de acessos, reservatórios de combustível, reforço do pessoal na torre de controlo e das capacidades de luta contra incêndios. Quanto aos dados, o estudo aponta para cinco mil movimentos por ano e cerca de 600 mil passageiros. A evolução a longo prazo prevê cerca de nove mil movimentos anuais e a presença de 1 a 1,2 milhões de passageiros. Em termos financeiros, "estima--se que seja uma operação viável, com uma taxa interna de rentabilidade de 8% a 10%" na previsão mais conservadora "e em linha com aeroportos internacionais com uma dimensão semelhante".

A deputada Fátima Silva acrescenta ao DN que não são conhecidas reservas de impacto ambiental contra o uso da BA5 pela aviação comercial. "Nunca foram levantados problemas" dessa natureza, enfatiza, embora reconhecendo que as autoridades terão de se pronunciar nesse domínio. Eleita por Coimbra e consciente dos problemas em torno da linha da Lousã, Fátima Silva assume que "o custo-benefício" da obra "terá de ser analisado. Não defendo que se faça de forma cega", mas como "da parte da Defesa há abertura para estudar o assunto" e as estimativas indicam que esse alargamento"pode ser feito com um investimento reduzido - compete ao governo fazer o estudo ou mandar" que se faça, argumenta a deputada do PSD.

https://www.dn.pt/portugal/interior/forca-aerea-aconselha-a-olhar-para-beja-antes-de-abrir-monte-real-a-aviacao-civil-9195329.html

Este CEMFA dá luta e percebe da poda, valha-nos isso, para por um pouco de ordem nesta bagunça de especialistas da treta que acham que c/ vinte milhões, conseguem fazer as infraestruturas mencionadas, só mesmo para rir é outro aeroporto como está a ser BEJA.  :G-beer2:

Abraços
 

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mafets

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Re: Aeroporto na Base da Força Aérea em Monte Real?
« Responder #88 em: Março 18, 2018, 07:10:36 pm »
Voltam à carga por Monte Real.

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Força Aérea aconselha a olhar para Beja antes de abrir Monte Real à aviação civil
18 DE MARÇO DE 2018 01:00
Manuel Carlos Freire

A Força Aérea recebeu com naturalidade a recomendação dos deputados, aprovada em janeiro deste ano, para o governo estudar a abertura da base da zona de Leiria à aviação civil, mas recomenda prudência no processo

A Força Aérea aconselha prudência na abertura da base de Monte Real à aviação civil, uma recomendação aprovada pelo Parlamento em janeiro, e pede que seja estudado o exemplo do aeroporto de Beja antes de serem tomadas decisões. O responsável máximo daquele ramo, o general Manuel Rolo, reconhece ao DN que "era bom que o país tivesse aeroportos em todo o lado", mas o chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA) observa que "há outros aspetos" a ter em consideração antes de avançar para um projeto em que depois não se consigam rentabilizar os investimentos de dezenas de milhões de euros. A recomendação ao governo foi proposta pelo PSD em sede da comissão parlamentar de Obras Públicas e sem que a comissão parlamentar de Defesa fosse ouvida. O texto foi aprovado com os votos dos sociais-democratas e dos partidos de esquerda - BE, PCP e Verdes - que apoiam o governo socialista. O PS absteve-se, juntamente com o CDS e o PAN. O texto foi depois publicado no jornal oficial no passado dia 15 de fevereiro.

Fátima Ramos (PSD), uma das autoras da proposta, afirma ao DN que "faz todo o sentido usar aquela infraestrutura aeroportuária num país que não é rico" e porque se localiza numa região onde "há vários polos de atração turística e com boas margens de crescimento", alguns dos quais são mesmo património da UNESCO (como é o caso do Convento de Cristo em Tomar). Acresce a proximidade do Santuário de Fátima, que o Papa visitou em maio de 2017 depois de aterrar precisamente na base aérea de Monte Real, lembra a deputada. O dinamismo económico de alguns concelhos da região centro, onde há zonas "com grande desertificação" devido às "assimetrias em termos de distribuição populacional e de riqueza", beneficiariam muito de um aeroporto civil que serviria como "projeto-âncora" para o seu desenvolvimento real nos próximos anos, sustenta Fátima Ramos. Questionado sobre esta recomendação, o CEMFA reafirma a posição de princípio que a Força Aérea assume há anos perante um projeto defendido por várias entidades civis da região centro: "Continuamos a ser parte da solução." Mas, alerta o general, convém que os promotores "olhem para Beja e vejam qual a viabilidade de projetos desses".

Note-se que a base aérea de Beja, na sequência de um acordo feito no final de 2003 entre os ministérios da Defesa e das Obras Públicas, foi objeto de "um avultado investimento" para permitir o seu uso pela aviação civil. Em abril de 2016, cinco anos depois de o terminal civil de Beja entrar em funcionamento, a empresa gestora dos aeroportos, ANA, reconheceu a necessidade de rever o projeto: "Foram sendo efetuadas operações comerciais exploratórias, no entanto, apesar dos esforços efetuados, a diminuta procura por parte da aviação comercial levou a repensar a atividade do aeroporto e a vocacioná-lo para outro tipo de operação."

20 milhões para adaptação

No caso da base de Monte Real (BA5), próxima de Leiria e afeta à defesa aérea do país com duas esquadras de caças F16, "está encontrado o espaço" mas falta "identificar se corresponde às expectativas e tem viabilidade financeira e de clientela", assinala Manuel Rolo. Embora sem muito espaço para crescer e acomodar o tráfego aéreo civil, "a lógica é sempre tentar compatibilizar os desígnios nacionais" de defesa militar da República com os do seu desenvolvimento socio-económico, reconhece o CEMFA, que já tem na mesa um processo de reestruturação interna imposto pela transformação da base do Montijo num aeroporto complementar ao de Lisboa. Certo é que, em setembro passado, a Câmara Municipal da Marinha Grande divulgou um "estudo de viabilidade da abertura do aeroporto de Monte Real ao tráfego civil" que dava luz verde ao projeto.

O documento prevê um custo estimado de 20 milhões de euros para adaptação das infraestruturas existentes: reforço da pista, um terminal de passageiros, placas de estacionamento, hangar de manutenção, controlo de acessos, reservatórios de combustível, reforço do pessoal na torre de controlo e das capacidades de luta contra incêndios. Quanto aos dados, o estudo aponta para cinco mil movimentos por ano e cerca de 600 mil passageiros. A evolução a longo prazo prevê cerca de nove mil movimentos anuais e a presença de 1 a 1,2 milhões de passageiros. Em termos financeiros, "estima--se que seja uma operação viável, com uma taxa interna de rentabilidade de 8% a 10%" na previsão mais conservadora "e em linha com aeroportos internacionais com uma dimensão semelhante".

A deputada Fátima Silva acrescenta ao DN que não são conhecidas reservas de impacto ambiental contra o uso da BA5 pela aviação comercial. "Nunca foram levantados problemas" dessa natureza, enfatiza, embora reconhecendo que as autoridades terão de se pronunciar nesse domínio. Eleita por Coimbra e consciente dos problemas em torno da linha da Lousã, Fátima Silva assume que "o custo-benefício" da obra "terá de ser analisado. Não defendo que se faça de forma cega", mas como "da parte da Defesa há abertura para estudar o assunto" e as estimativas indicam que esse alargamento"pode ser feito com um investimento reduzido - compete ao governo fazer o estudo ou mandar" que se faça, argumenta a deputada do PSD.

https://www.dn.pt/portugal/interior/forca-aerea-aconselha-a-olhar-para-beja-antes-de-abrir-monte-real-a-aviacao-civil-9195329.html

Este CEMFA dá luta e percebe da poda, valha-nos isso, para por um pouco de ordem nesta bagunça de especialistas da treta que acham que c/ vinte milhões, conseguem fazer as infraestruturas mencionadas, só mesmo para rir é outro aeroporto como está a ser BEJA.  :G-beer2:

Abraços

Ao contrário desta senhora deputada que é mais "uma a fazer número" e que não percebe peva disto, mas ao que parece vê os "20 milhões" como a terra da oportunidade (para alguém),  e o resto que se lixe.  8) ::)

Saudações

P.S. Um Aeroporto na Pedra da Anicha. Isso é que era (a presidente por enquanto só um terminal de cruzeiros,  mas tenho fé que ainda chega lá)...  ;D :jok:

« Última modificação: Março 18, 2018, 08:49:05 pm por mafets »
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

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Charlie Jaguar

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Re: Aeroporto na Base da Força Aérea em Monte Real?
« Responder #89 em: Abril 23, 2018, 07:39:12 pm »
Em visita hoje à BA5, o Ministro da Defesa considera prematuro abrir bases aéreas como a de Monte Real ao tráfego aéreo civil.

https://www.dinheirovivo.pt/empresas/ministro-da-defesa-considera-prematuro-partilhar-bases-com-avioes-civis/
Saudações Aeronáuticas,
Charlie Jaguar

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