Nova Fábrica de Computadores no norte de Portugal

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AC

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« Responder #15 em: Agosto 07, 2008, 12:24:19 am »
A concepção do hardware é, basicamente, estrangeira: é um Classmate projectado pela Intel.
O sistema operativo poderá ser Windows ou uma distribuição portuguesa de Linux (Caixa Mágica).
O software educativo será de concepção largamente nacional creio eu.

Quanto à questão da incorporação nacional, a única afirmação que vi a ser citada foi do PM e, de facto, a questão da incorporação nacional a 100% referia-se ao médio prazo. Contudo, mesmo aí é impossível.
Desde componentes básicos como resistências e condensadores aos mais complexos circuitos integrados que irão ser necessários, ninguém em Portugal produz isso nem se prevêm instalação para a sua produção.
A excepção pode ser a RAM, uma vez que a Quimonda (ex-Infineon, ex-Siemens) tem uma fábrica em Vila do Conde.
Blocos como leitor de DVD, disco rígido e LCD também não são nem se prevê a produção nacional.
O mundo é terrivelmente global hoje em dia. :)
 

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André

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« Responder #16 em: Agosto 17, 2008, 06:21:03 pm »
"Magalhães" pode triplicar facturação da JP Sá Couto

A produção do novo computador portátil "Magalhães" pela empresa de informática JP Sá Couto irá permitir a construção de três novas linhas de produção, a contratação de, pelo menos 90 trabalhadores, e triplicar da facturação, refere um artigo da RTP este domingo.
A empresa produtora do portátil "Magalhães", um projecto concebido em parceria com a Intel no quadro do programa e.escola, admite triplicar a facturação na sequência das vendas do novo computador.

Segundo João Paulo Sá Couto, a empresa facturou 96,5 milhões de euros em 2007 e, excluindo o "efeito Magalhães", deverá atingir um volume de negócios de 130 milhões de euros este ano.

Com a produção do "Magalhães" o crescimento das vendas podem chegar a mais 100 milhões de euros para Portugal e outros 100 ou 200 milhões para os mercados externos.

Lusa

 

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PedroM

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« Responder #17 em: Setembro 02, 2008, 11:09:05 pm »
JP Sá Couto na Venezuela para vender 'Magalhães'
Os irmãos João Paulo e Jorge Sá Couto estão na Venezuela esta semana a negociar o contrato para a compra dos computadores produzidos na sua fábrica de Matosinhos. O embaixador venezuelano em Lisboa diz que o país está interessado em comprar os portáteis portugueses e precisa de 600 mil

O negócio poderá estar concluído nas próximas semanas

A Venezuela poderá comprar a Portugal mais de 600 mil unidades do novo computador Magalhães, admitiu ao DN o embaixador daquele país em Lisboa, Enrique Ricón Romero. "Estas são as necessidades do país, tendo em conta o número de estudantes das escolas venezuelanas a que se destina este tipo de computador. Neste momento estamos num processo de avaliação, depois da vinda a Portugal, no mês passado de um delegação técnica que visitou a fábrica de Matosinhos. Mas acho que vamos comprar o Magalhães", afirmou Enrique Ricón Romero.

Segundo o diplomata, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, gostou do computador português, que é mais pequeno do que o produzido na Venezuela, podendo assim ser mais facilmente utilizado por crianças mais pequenas. Aliás, o Magalhães apresentado no início de Agosto em Lisboa, numa cerimónia que contou com a presença do primeiro ministro português, José Sócrates, e do presidente da Intel, Craig Barret, foi concebido para crianças entre os seis e os dez anos.

Os irmãos João Paulo e Jorge Sá Couto estão já na Venezuela para negociarem o contrato com as autoridades daquele país, tal como confirmaram fontes da JP Sá Couto. Preços e prazos de entrega são alguns dos aspectos que estão a ser discutidos neste momento. Até porque as encomendas poderão ser faseadas. O contrato, segundo a imprensa venezuelana, poderá ser assinado dentro de semanas. Apesar da compra daquele equipamento a Portugal estar a gerar críticas por parte da indústria local .

Se assim for, a Venezuela poderá ser o primeiro mercado para onde a JP Sá Couto exportará o pequeno portátil produzido na sua fábrica, em consórcio com a Pológica. Um computador que , de acordo com declarações já feitas pelos responsáveis da empresa, será totalmente português, com excepção do processador, que é da Intel.

As negociações com a Venezuela para a venda dos computadores nacionais estão a ser desenvolvidas no âmbito de um memorando de entendimento assinado pelos governos dos dois países, no decurso da última visita de Hugo Chávez a Lisboa, em Julho, que previa a venda de equipamento informático para aquele mercado. Tudo ao abrigo do acordo que possibilita a troca de produtos e serviços portugueses por petróleo venezuelano.

Por enquanto, a JP Sá Couto tem assegurada a venda de 500 mil unidades para as escolas portuguesas, no âmbito do programa e.escolinha. E até ao final do ano promete colocar o portátil de baixo custo à venda nas lojas nacionais.

A empresa, entretanto, está também a negociar a venda para outros mercados europeus, PALOP, alguns países da América Latina e para a Líbia, no âmbito de um acordo já assinado pelo Governo português com aquele país.
http://dn.sapo.pt/2008/09/02/economia/j ... magal.html
 

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comanche

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« Responder #18 em: Setembro 27, 2008, 01:47:06 am »
"Magalhães": Cinco horas de espera para primeiros compradores no início da venda ao público

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Lisboa, 27 Set (Lusa) - Cinco horas foi o tempo que Mónica Chaves aguardou ansiosamente para se tornar na primeira compradora do computador portátil "Magalhães" que começou a ser vendido ao público às 00:00 de hoje na loja Fnac do Centro Comercial Colombo.

"Assim que saí do trabalho vim para cá [Fnac Colombo] para comprar o 'Magalhães' para o meu filho, que faz anos para a semana", explicou à Agência Lusa Mónica Chaves, de 32 anos.

"Cheguei eram 19:00 e o meu marido [quarto na fila de espera] veio quando saiu do trabalho para comprar o computador para o meu outro filho, o mais novo", disse.

"É um investimento no futuro dos meus filhos e acho que valeu bem a pena a espera" afirmou sorridente, já com o seu exemplar do "Magalhães" nos braços.

"O meu filho vai delirar quando vir o computador. Eu disse-lhe que ia a uma consulta, ele nem imagina", disse.

Companheira de espera e segunda cliente a receber um "Magalhães", Albertina Regedor, 38 anos, chegou apenas 15 minutos depois e travou amizade com Mónica Chaves.

"Vim do meu trabalho para comprar o computador para o meu filho Daniel, que tem 5 anos e aproveitar o desconto para comprar par ao mais velho, que já tem 18", disse à Lusa.

O tempo de espera deu para jantar, conversar e até travar amizade.

"Como estávamos aqui juntas acabamos por travar amizade e trocar histórias. Sempre ajuda a passar o tempo", disse.

O "Magalhães" começou a ser vendido às 00:00 de hoje apenas nas lojas da Fnac dos centros comerciais Colombo (Lisboa) e NorteShopping (Matosinhos), com duas versões do computador: uma idêntica à do programa "e-escolinhas" (com a designação "Descobrir Portugal") e outra com software para iniciação à Internet e aos programas Word e Excel ("60 Minutos") destinado "aos mais velhos" que nunca tiveram contacto com um computador.

O preço é de 285 euros para as duas versões e os primeiros 500 clientes, 250 em Lisboa e igual número no Porto, recebem vale para compras na Fnac de 86 euros.

Os primeiros 3.000 "Magalhães" foram entregues terça-feira em escolas do primeiro ciclo de 16 concelhos, a preços que variam entre os zero e os 50 euros, consoante o escalão da acção social escolar de cada aluno.
 

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comanche

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« Responder #19 em: Outubro 09, 2008, 12:05:10 am »
Ultraportáteis: Pólo de atração para a indústria de software



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O ClassMate PC nasceu como uma plataforma direcionada para os mercados emergentes, mas a versão portuguesa (Magalhães) se transformou num projeto interessante para os países desenvolvidos", afirmou Lila Ibrahim, diretora geral de Plataformas da Intel.

A executiva esteve em Portugal, na semana passada, para a entrega dos primeiros 3000 portáteis que serão utilizados por alunos do ensino básico, num acordo firmado entre a Intel e o governo do país.

Mais do que a distribuição do hardware, expões a executiva, a Intel acredita na viabilidade de projetos paralelos a partir do uso da plataforma, entre eles, o ensino a distância.

Para Lila Ibrahim, o projeto Magalhães pode vir a se transformar no pólo de atração para o mercado desenvolvedor de software. "Há um grande potencial de aplicações que podem ser criadas para atender esse mercado educacional", sustentou a diretora Geral de Plataformas Intel.

Do ponto de vista de hardware, a fabricante já trabalha para agregar funções especiais às novas versões do classmate PC, entre elas, maior resistência à quedas, teclados resistentes a liquidos, em função de o equipamento ser destinado para o uso de crianças. "Já há cientistas trabalhando para reforçar a tecnologia e adequá-la ao segmento de educação", completou Lila Ibrahim.



http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=16210&sid=78
 

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comanche

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« Responder #20 em: Outubro 12, 2008, 12:07:13 am »
«Magalhães»: Argentina também quer computadores portáteis portugueses

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Buenos Aires, 03 Out (Lusa) - A Argentina vai ser o próximo país a receber os computadores portáteis portugueses Magalhães, revelou à Lusa o secretário de Estado das Comunidades.

António Braga, que se encontra desde a passada terça-feira a efectuar uma visita de oito dias à Argentina, acrescentou que uma equipa técnica estará em Buenos Aires, entre os próximos dias 12 e 14, para fazer uma demonstração às autoridades argentinas.

"Há uma vontade demonstrada pelo ministro da Educação (Juan Carlos Tedesco) e por vários responsáveis do Governo da Argentina para conhecer (o conceito e o projecto)", disse.

"Creio que Portugal tem aqui mais uma oportunidade de expandir as suas capacidades no que diz respeito também às novas tecnologias, como vem sendo demonstrado, e tem tido muito sucesso em diferentes países, como recentemente se demonstrou com a Venezuela", acrescentou.

A equipa técnica portuguesa que chega no próximo dia 12 a Buenos Aires vai fazer a demonstração das capacidades e do "conjunto da oferta do negócio que está subjacente".

Estão neste caso a possibilidade da capacidade de produção, pela Argentina, de conteúdos e de alguns componentes, "de modo a que também nesta forma de cooperação entre os dois países se possa fazer a transferência de tecnologia", precisou o governante português à Lusa.

"É um passo importante que poderá vir a concretizar-se, também nessa forma de cooperação entre os dois governos", adiantou.

Se o negócio for por diante, as trocas comerciais bilaterais, altamente favoráveis à Argentina, poderão além de crescer, contribuir para um maior equilíbrio da balança comercial.

"A Argentina é um país com muito interesse nesse domínio e as trocas comerciais entre os dois países levarão um incremento razoável, fazendo com que haja, por essa via, um equilíbrio" das trocas comerciais, destacou António Braga.

Lusa/fim

 

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Luso

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« Responder #21 em: Outubro 16, 2008, 06:43:19 pm »
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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comanche

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« Responder #22 em: Outubro 23, 2008, 10:07:29 pm »
Tecnologia: JP Sá Couto negoceia com 11 países exportação do "Magalhães", Angola e Líbia mais perto da compra


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Lisboa, 23 Out (Lusa) - A JP Sá Couto, que produz os computadores "Magalhães", está a desenvolver contactos com 11 países para a exportação do portátil, mas as negociações estão mais avançadas com Angola e Líbia, disse hoje o administrador da empresa.

Em conferência de imprensa em Lisboa, João Paulo Sá Couto disse que a empresa tem desenvolvido contactos com Moçambique, Angola, Líbia, Argentina, Emirados Árabes Unidos, Bélgica, Luxemburgo, Hungria, Roménia, Macau e Cabo Verde tendo em vista a exportação do portátil destinado a crianças entre os seis e os 10 anos de idade.

No entanto, segundo precisou o responsável à margem da conferência, é com a Líbia e Angola que as negociações estão mais avançadas.

"Há muitos países interessados no "Magalhães" e estas negociações demoram muito tempo", disse João Paulo Sá Couto, acrescentando que o objectivo da empresa "não é apenas fazer um negócio pontual".

"A única coisa que nós queremos é que todos os países que neste momento têm negociações connosco tenham o projecto "Magalhães" em mente e o projecto de educação", explicou, acrescentando que a empresa "quer exportar um projecto de educação idêntico ao de Portugal".

A este propósito, João Paulo Sá Couto deu como exemplo a encomenda de um milhão de computadores para a Venezuela que deverá também incluir "transferência de tecnologia, know how [conhecimento] e serviços", mas escusou-se a adiantar mais pormenores.

Questionado sobre a possível exportação do portátil português para o Brasil, o administrador da JP Sá Couto, disse que é a Portugal Telecom (PT) que está a desenvolver contactos.

"No Brasil, pelo que li, a PT terá alguns contactos. Nós também não conseguimos ir aos países todos, não temos capacidade para isso. Por isso, se tivermos parceiros que queiram levar o "Magalhães" para outros países, para nós é óptimo", referiu.

João Paulo Sá Couto disse ser cedo para avançar números para as encomendas, mas admitiu que "talvez" venham a ser inferiores à da Venezuela.

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comanche

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« Responder #23 em: Outubro 28, 2008, 11:22:58 pm »
Vivo entrega notebooks portugueses a escolas brasileiras


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São Paulo, 27 out (Lusa) - O notebook português Magalhães chegou ao Brasil nesta segunda-feira, por meio da Vivo, que tem a Portugal Telecom como acionista. Os aparelhos foram entregues a 25 estudantes de uma escola de São Paulo.

Estes foram os primeiros de centenas de computadores que serão entregues à Escola Estadual Ennio Voss, na capital paulista, e à Escola Anísio Teixeira, de Salvador, segundo o projeto Rede de Inclusão Digital da Vivo.

O Rede Vivo de Inclusão Digital poderá ser um primeiro passo para a produção e distribuição do computador da empresa portuguesa de informática JP Sá Couto no Brasil.

"Esperamos que muito rapidamente estejamos falando não de centenas, mas de dezenas de milhares de computadores", afirmou o presidente da Vivo, Roberto Lima, em declarações à Agência Lusa.

O dirigente acrescentou que a forma como será desenvolvida a estratégia de massificação de notebooks com acesso à banda larga, incluindo o Magalhães, ainda está sendo estudada, sendo certo que deverá também passar por parcerias com empresas brasileiras de alta tecnologia, como a Positivo.

Projeto

"O nosso objetivo é criar condições para que as pessoas possam se conectar, cada vez mais, a qualquer hora e em qualquer lugar", afirmou Roberto Lima, durante a apresentação do projeto.

O exemplo dos programas portugueses E-Escolas e E-Escolinhas - que permite a estudantes e professores do ensino fundamental comprar computadores portáteis com ligação à internet, a baixo custo - serviu de inspiração à Vivo.

"Estamos acelerando o passo, baseados no programa muito bem sucedido em Portugal”, o presidente da Vivo, acrescentando que a empresa quer fazer com que mesmo as crianças de regiões remotas da região Norte tenham acesso à internet.

A cerimônia contou ainda com a presença do ministro português das Obras Públicas e Comunicações, Mário Lino, que vai participar da cúpula Brasil-Portugal, em Salvador.

Dirigindo-se às crianças presentes, o ministro luso explicou o motivo do nome Magalhães e estabeleceu uma analogia entre os desafios da época do navegador português e os que surgem atualmente com as novas tecnologias.

 

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PedroM

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« Responder #24 em: Abril 21, 2009, 02:22:08 pm »
Artigo publicado hoje no Expresso on-line. Certamente mais um tótó que não ouve o Medina Carreira...

Guru da tecnologia lança rasgados elogios ao 'Magalhães'
"O Programa Magalhães é a mais sofisticada e avançada implementação das tecnologias de informação em educação no mundo", afirma o canadiano Don Tapscott que hoje participa no Fórum Mundial das Telecomunicações em Lisboa.  

Tapscott diz que o Magalhães transforma significativamente o ambiente das salas de aula
Luís Faustino
O guru canadiano de tecnologia Don Tapscott defende que todas as crianças em Portugal precisam de ter acesso ao Programa Magalhães e às redes a ele ligadas, sublinhando que os resultados poderão ser muito positivos para o país.
"Não há nada mais importante para um país, neste momento na história, do que dar às suas crianças o seu direito de nascença que é ter acesso a um novo meio de comunicação que melhora a sua aprendizagem e experiência humana", diz em entrevista à agência Lusa o especialista canadiano que está hoje em Portugal no âmbito do Fórum Mundial das Telecomunicações que terá lugar em Lisboa.
Por isso, acrescenta, todas as crianças em Portugal "precisam ter acesso ao Programa Magalhães e às redes a que se liga", pois, se for utilizado correctamente "os resultados serão muito importantes e positivos para o país".
"O Programa Magalhães é a mais sofisticada e avançada implementação das tecnologias de informação em educação no mundo", frisa.
É que, para Tapscott, o velho modelo de aprendizagem do tipo - "eu sou um professor, tenho o conhecimento, e tu és o estudante, não sabes nada" - "é inapropriado" para a nova geração de jovens que "cresceu com interactividade e colaboração".
"Quando visitei salas de aula da última vez que estive em Lisboa, vi os alunos a utilizar o computador Magalhães e vi um ambiente de aprendizagem muito diferente, onde os alunos estão motivados a aprender, adaptado a cada um dos estudantes e onde todos colaboram. Este é o futuro. Toda a minha investigação mostra isto, mas estamos a avançar muito devagar em todo o mundo", sublinha o especialista, destacando Portugal como um exemplo.
Tapscott defende ainda que uma das coisas mais importantes que um país pode fazer "é assegurar que os cidadãos mais novos têm acesso à Internet, porque quando os mais novos crescem a utilizar a tecnologia isso afecta o desenvolvimento cerebral de formas muito positivas".
"As crianças conseguem usar computadores desde muito pequenos. Não estou a falar de crianças com um ano, mas quando entram no jardim de infância deviam ter acesso à tecnologia, que vão aprender instantaneamente. Porque para eles não é tecnologia, é como o ar", diz.
Segundo o canadiano, o tempo que passam agora online é tipicamente o tempo que passavam em frente à televisão.
"Eu chamo a esta geração mundial a 'geração net'. São uma geração de nativos digitais, eu sou um imigrante digital, eu cheguei ao mundo digital como um imigrante. Eles cresceram no mundo digital. Esta é uma geração muito diferente. A sua cultura é diferente, a maneira como interagem com a tecnologia é diferente e se queremos vencer no século XXI devemos assegurar que todos os jovens têm acesso à Internet e é por isso que o Programa Magalhães é tão importante", sublinha.
De acordo com Tapscott, a atitude perante Portugal "está a mudar", sendo o país hoje "claramente" um líder na utilização de tecnologias de informação e da Internet.
Ainda assim, Tapscott deixa alguns conselhos a Portugal: "O país precisa de uma rede de alta velocidade de próxima geração, de utilizadores activos e informados, de tecnologia nas escolas para mudar o modelo de aprendizagem e pedagogia e de políticas para proteger a privacidade e assegurar que a tecnologia serve as pessoas", frisa.
"O Governo deve ser um utilizador-modelo, não só para transformar a operação do Governo mas para mudar a forma de governar e a democracia", salienta.
   
http://aeiou.expresso.pt/guru-da-tecnol ... --=f509951
 

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Cabecinhas

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« Responder #25 em: Abril 21, 2009, 02:45:48 pm »
Eu não acredito no Magalhães desde o inicio, ainda não tinha ouvido o MC a dizer que desejava que eles todos se avariassem.

Sou sim a favor de salas de aula apetrechada como deve de ser com novas tecnologias. Isto leva a que cada vez mais se vejo os parques infantis com menos crianças, a que elas se fechem em casa e não comuniquem com o mundo verdadeiro, etc e tal

Se calhar isto é um conceito que vingava nos países nórdicos onde os país acompanham as crianças no desenvolvimento escolar e pessoal e não no nosso, onde nós somos mais do estilo "livre" deixa andar que tanto nos caracteriza.
Um galego é um português que se rendeu ou será que um português é um galego que não se rendeu?
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TOMSK

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« Responder #26 em: Abril 21, 2009, 03:02:33 pm »
Partindo do princípio que a frase inicial é uma inversão propositada, aqui o "tótó" que houve o Medina Carreira acha que o Sr.HMC tem decerto razão nas suas declarações, que tem que ser entendidas no contexo em que se inserem.

"Eu acho que cada coisa tem o seu tempo. E acho que as crianças tem que começar a saber ler, escrever, contar e entender.
E depois é que vão para os Magalhães"
- Medina Carreira, Nós Por Cá - 05/01/2009

E sabendo a especificidade dos alunos e do ensino português, qualquer pessoa com independência e conhecimento do assunto, sabe que ele tem razão.

É provável que o canadiano ache isto muito positivo.
E é positivo, sem dúvida.
Mas precisamos de bases. Que é o que não temos, e que Medina Carreira defende.

Mas olhe, aproveite e quando se encontrar com o o Sr. José Sócrates mostre-lhe esta óptima notícia, que concerteza ele aproveitará para a habitual propaganda.

Outra coisa. Sei que muito lhe fez impressão o Medina Carreira ter dito que o Magalhães  " felizmente vai ser destruído rapidamente".
Pois bem, deve saber que nas últimas notícias ficámos a saber que o Magalhães anda a fazer muito sucesso nas casas de penhores e na Feira da Ladra....
Afinal o homem tinha razão, está a ver?
 

 

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