Projectos Brasileiros (que não foram para a frente)

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Cabeça de Martelo

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« Última modificação: Junho 14, 2008, 05:09:19 pm por Cabeça de Martelo »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #1 em: Junho 14, 2008, 05:06:59 pm »
Carro de Combate TAMOYO

 :arrow: http://br.youtube.com/watch?v=burhN0cj9Ck

Citar
Carro de Combate Médio brasileiro desenvolvido na década de 80 pela empresa Bernardini S/A. com o CTEX(Exército Brasileiro).
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #2 em: Junho 14, 2008, 05:08:17 pm »
CC OSÓRIO

 :arrow: http://br.youtube.com/watch?v=hFUuQy1yBD0

Citar
Carro de Combate EE-T1 OSÓRIO desenvolvido pela ENGESA S/A. na década de oitenta.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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HSMW

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« Responder #3 em: Junho 14, 2008, 05:48:26 pm »
Humm... Interessante o Charrua.
Isso desenvolvido em conjunto com Portugal...  :cry:
http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #4 em: Junho 14, 2008, 06:08:33 pm »
Segundo um Sargento Brasileiro com que eu falo com alguma regularidade, o Charrua foi feito para ser superior em tudo em relação ao M-113 (VBTP usado pelo Exército Brasileiro e Português).

Só criei este tópico para mostrar alguns projectos super interessantes que não forma em frente, por causa da péssima classe politica Brasileira. :evil:

Os Brasileiros têm capacidade e Know-How, é pena é serem governados daquela forma.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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zocuni

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« Responder #5 em: Junho 14, 2008, 11:40:40 pm »
Projectos interessantes.Gostei muito do Charrua dos outros nem tanto.A empresa que fabricava o Osório,a ENGESA pelo que sei faliu,no governo do Sarney.

Abraços,
zocuni
 

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ShadIntel

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« Responder #6 em: Junho 14, 2008, 11:54:34 pm »
É uma pena o dinheirão gasto em desenvolvimento, para que não dê em nada. Também eu gostaria de ver Portugal participar num projecto como o Charrua, mas gastar milhões de euros para acabar assim... Alguém acredita que os nossos políticos valem mesmo mais que os Brasileiros ?  :evil:
 

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zocuni

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« Responder #7 em: Junho 14, 2008, 11:58:33 pm »
Citação de: "ShadIntel"
Alguém acredita que os nossos políticos valem mesmo mais que os Brasileiros ?  :evil:


Eu não só acredito como tenho certeza,conheço ambos.

Abraços,
zocuni
 

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papatango

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« Responder #8 em: Junho 15, 2008, 03:08:20 am »
O Charrua era interessante, mas basicamente era um M-113. Ele foi desenhado pela mesma empresa que ganhou efectuou a modernização dos M-113 brasileiros. Mas o Charrua apresentou vários problemas de desenvolvimento e para prosseguir teria que ter tido mais investimento.

O Osório foi uma novela que «encheu» muita gente. O carro de combate foi desenvolvido à pressa para um concurso na Arábia Saudita e como tinha uma peça francesa de 120mm chegou a mostrar-se  superior em tiro e mobilidade ao Abrams americano armado com o canhão L-7 de 105mm (Os Estados Unidos negavam-se a vender o Abrams com canhão de 120mm). Ele tinha uma peça principal de calibre 120 e era por isso superior ao Abrams e tinha um peso muito inferior ao Challenger britânico (que também tinha peça de 120) ganhando em mobilidade.
Como era mais moderno, ele também era superior ao AMX-30 da França.
Mas não era superior ao M1-A1 com peça de 120mm (a mesma do Leopard-2) que finalmente foi apresentada aos sauditas.

O Tamoyo também foi um desenvolvimento de uma empresa que se especializou na modernização de carros de combate.
Ele era (ou seria) o equivalente brasileiro do TAM argentino, com alguma vantagem no campo da blindagem. Era adequado para o cenário sul americano, mas já nos anos 80 era um veículo ultrapassado.

Com o fim da URSS e a disponibilidade de tanques T-72 e T-80 a preços de saldo, qualquer modelo brasileiro ficou fora do mercado.

O mais interessante de todos os veículos brasileiros dos anos 80 e o único que era realmente uma inovação, chamou-se Sucuri e era um veículo blindado 6x6, armado com uma peça de 105mm.

Também o Ógum da Engesa, que chegou a ser vendido em pequena quantidade, era um conceito interessante que parece ter sido copiado pelos alemães.
http://image2.sina.com.cn/jc/pc/2003-09-25/29/3_27-29-461-697_20030925145610.jpg
 

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zocuni

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« Responder #9 em: Junho 15, 2008, 12:13:05 pm »
Citação de: "papatango"
O Charrua era interessante, mas basicamente era um M-113. Ele foi desenhado pela mesma empresa que ganhou efectuou a modernização dos M-113 brasileiros. Mas o Charrua apresentou vários problemas de desenvolvimento e para prosseguir teria que ter tido mais investimento.


Papatango.Daria para explicar o porquê do Charrua ser basicamente um M-113 e que problemas apresentou?Grato,pela atenção.

Abraços,
zocuni
 

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papatango

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« Responder #10 em: Junho 15, 2008, 04:50:23 pm »
Todo o veículo tem uma História e uma herança.
Normalmente os construtores gostam de afirmar que um novo equipamento é na realidade um sistema completamente diferente, mas isso é normalmente uma mistura de orgulho e necessidade de publicidade.

A empresa Motopeças não tinha nenhum historial e nenhuma herança técnica para lá do programa de repotenciamento do M-113.

A Motopeças abriu o M-113 e concebeu um kit para o veículo, utilizando peças fabricadas no Brasil. Quando se participa num projecto como esse, passa-se a conhecer o veículo quase como se fosse o fabricante.

É a experiência com o M-113 que permite à Motopeças avançar para o Charrua com algumas ideias inovadoras (e outras nem tanto)[1]. A mais inovadora foi por exemplo a inclusão de hidrojactos para locomover o veículo na água. Mas mante-lo na água parece ter sido o problema principal. A flutuabilidade do veículo precisava ser muito melhor estudada. O Charrua para alguns era demasiado baixo, o que afectava a flutuabilidade.

Em minha opinião, como ocorreu com outros veículos brasileiros, ele precisava de ter tido uma encomenda de algumas unidades de pré-série para estudar os defeitos, para depois de corrigidos passar à produção em série. Ou seja, ele precisava de tempo e dinheiro. Tempo e dinheiro que ninguém lhe deu. Como um veículo como o Charrua não era prioritário e o exército brasileiro tinha o M-113, a vantagem era nenhuma.
A crise interna no Brasil e o fim da URSS fizeram o resto.

Cumprimentos




[1] - Como sabemos o Charrua era bastante maior que o M-113 (17.5 contra 11 toneladas) e esse foi um dos problemas. O M-113 não foi feito para fuzileiros navais e uma das ideias era construir um veículo que pudesse servir para os fuzileiros. O Charrua não flutuava bem em rios, e no mar seria um desastre. Os próprios URUTU dos fuzileiros tiveram o mesmo problema. Chegaram a receber respiradores especiais para evitar que entrasse água, mas os respiradores aumentavam ainda mais a instabilidade.
« Última modificação: Junho 18, 2008, 04:46:59 pm por papatango »
 

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zocuni

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« Responder #11 em: Junho 15, 2008, 05:52:26 pm »
Muito obrigado,Papatango

Estou perfeitamente esclarecido sobre um assunto que não dominava.Tem sentido o que escreve.

Abraços,
zocuni
 

 

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