Relações Portugal-Médio Oriente

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Re: Relações Portugal-Médio Oriente
« Responder #15 em: Outubro 25, 2010, 11:08:40 pm »
Ministro da Economia no Qatar à procura de investimentos


O ministro da Economia, Vieira da Silva, considerou hoje que estão criadas as condições para que em 2011 Portugal e o Qatar reforcem a cooperação económica de modo a que este país comece a investir em Portugal.

"Devemos assinar brevemente memorandos de entendimento nas áreas de turismo, relações económicas, energia e telecomunicações", para reforçar as relações de cooperação e tentar captar investimento para o país, disse à agência Lusa Vieira da Silva, que está em visita oficial ao Qatar.

Vieira da Silva, que se reuniu hoje com o primeiro ministro e o ministro da Indústria e Energia do Qatar, considerou a "visita muito produtiva", dado que o primeiro ministro do Qatar reafirmou o interesse do seu país em investir em Portugal.

"O primeiro ministro do Qatar fez um apelo aos responsáveis do seu país e aos de Portugal para que trabalhem nesse sentido", afirmou.

No encontro bilateral esteve também em discussão a possibilidade de cooperação entre entidades de ambos os países noutras áreas do mundo, como África ou América Latina.

O ministro português foi ao Qatar acompanhado por responsáveis do BES, do BCP, da REN, da EDP, entre outros.

Lusa
 

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Re: Relações Portugal-Médio Oriente
« Responder #16 em: Janeiro 15, 2011, 12:03:35 am »
Abu Dhabi na mira das empresas portuguesas


Colocar produtos na 'cidade das renováveis' de Abu Dhabi é o objectivo da missão portuguesa que se desloca à maior Cimeira da Energia do mundo.

A missão, além de representantes do ministério da Economia, da Agência de Energia - ADENE, do Gabinete para a Mobilidade Eléctrica (GAMEP), inclui uma delegação de empresários da EDP, EFACEC, Eneida, Amorim Isolamentos, Solar Plus, Martifer Solar, Novabase, Tekever, a Janz e o Instituto de Soldadura e Qualidade.

"A missão portuguesa tem vários intuitos: para começar a participação numa feira [World Future Energy Summit] global, onde se cria oportunidades de negócio para o mundo inteiro, depois há a possibilidade de captar investimento para projectos portugueses", disse o secretário de Estado da Energia, Carlos Zorrinho, à margem
de uma reunião preparatória com as 10 empresas.

"Alguns fundos desta região [Emirados Árabes Unidos, especialmente Dubai e Abu Dhabi] mostram interesse em projetos concretos, que estejam em fase avançada de execução e que tenham retornos garantidos", acrescentou.

No entanto, há excepções. Pelo menos um projecto português de inovação tecnológica, disse Zorrinho, tem levantado interesse na região: a rede de mobilidade elétrica portuguesa, o Mobi-e.

O responsável do Gabinete da Mobilidade Eléctrica em Portugal (GAMEP), João Dias, revelou que a empresa que gere o maior projecto de Masdar, a cidade carbono-zero que Abu Dhabi está a construir, classificou recentemente o Mobi-e como um "projecto fascinante".

"Masdar ainda não escolheu uma rede de carregamento para os carros eléctricos que terá a circular nas suas ruas", disse João Dias, acrescentando que a missão portuguesa poderá mostrar na feira uma solução em tempo real.

"Como já temos a rede em Portugal poderemos mostrar no pavilhão português tudo a funcionar em tempo real: com o cartão de carregamento, o sistema de gestão da operação", disse o mesmo responsável. E a solução criada em Portugal, completou, pode ser facilmente replicada noutros locais.

"É a vantagem de não termos um projecto-piloto limitado a uma cidade, como noutros países. A nossa solução estende-se por todo o território e isso não há em nenhum outro país, o que pode 'vender' a ideia", disse João Dias.

A missão portuguesa inclui uma visita à cidade de Masdar, cuja conclusão está prevista para cerca de 2020, e conta com um outro apoio: a visita oficial ao país do primeiro-ministro, José Sócrates, que está agendado para ser um dos chefes de Estado e Governo que inauguram a World Future Energy Summit.

A feira, uma das maiores do mundo do sector, deverá receber mais de 25 mil visitantes, 100 delegações oficiais, mais de 4.600 CEO e directores das maiores empresas do mundo e constitui mais uma oportunidade para Portugal mudar o seu perfil exportador para este país.

Portugal representa 0,06% das importações do Abu Dhabi, essencialmente materiais de construção, pedra e ladrilhos.

Diário Económico
 

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Re: Relações Portugal-Médio Oriente
« Responder #17 em: Janeiro 15, 2011, 05:18:51 pm »
Governo e empresários portugueses viajam para os Emirados e Qatar


Sócrates, vários ministros e dirigentes do BES, CGD, EDP, TAP e Efacec, entre outras empresas, partem domingo rumo ao Qatar e aos Emirados Àrabes Unidos.

O primeiro-ministro José Sócrates inicia domingo uma visita oficial ao Golfo Pérsico para incentivar as exportações e a internacionalização das empresas portuguesas com deslocações previstas ao Qatar e aos Emiratos Árabes Unidos, disse fonte governamental à Lusa.

Naquela que é a sua primeira deslocação aquela zona do globo, José Sócrates estará domingo em Doha, capital do Qatar, em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos na segunda e terça-feira. Na viagem oficial está incluída uma comitiva de 60 empresários de diversas áreas de actividade, desde o sector financeiro, passando pelas energias renováveis, imobiliário, construção civil e gestão hoteleira.

De entre a vasta representação empresarial, destaca-se a forte presença do sector bancário com a deslocação de Ricardo Salgado, presidente do BES, Faria de Oliveira, presidente da CGD, José Amaral, administrador do BPI, e Duarte Pita Ferraz, do BCP.

O sector da energia estará também representando por Manuel Ferreira de Oliveira, presidente da Galp, Rui Cartaxo, presidente da REN, Luís Filipe Pereira, presidente da Efacec, Carlos Costa, presidente da Martifer, António Costa e Silva, da Partex, ou de Cruz Morais, administrador da EDP.

Neste périplo de três dias, José Sócrates será também acompanhado, entre outros, por Fernando Pinto (TAP), João Castro (Visabeira), Jorge Sá Couto (JP Sá Couto), João Reis (Lanidor) ou Tiago Neiva de Oliveira (Cabelte).

Esta é uma visita em que o primeiro-ministro far-se-á acompanhar por vários ministros, entre os quais Teixeira dos Santos (Finanças), Vieira da Silva (Economia), Luís Amado (Negócios Estrangeiros) e António Mendonça (Obras Públicas e Transportes), em que está previsto encontros bilaterais com os respetivos homólogos nos dois países.

Fonte governamental afirmou que esta visita pretende reforçar a presença de empresas portuguesas naquela área do globo de forma a posicionarem-se para o «enorme investimento» que ambos países estão a programar para a próxima década e que culminará com a realização do campeonato do mundo de futebol no Qatar em 2022.

Na segunda-feira, José Sócrates fará a abertura da Cimeira Mundial de Energia onde estará presente como orador ao lado de chefes de Estado e de Governo de outros países.

A Cimeira Mundial de Energia, que decorre entre 17 e 20 de janeiro, vai juntar personalidades como o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, o presidente da Islândia, Ólafur Ragnar Grimsson, a princesa Victoria da Suécia, o Grão-Duque Guilherme do Luxemburgo ou o presidente do Paquistão Asif Ali Zardari.

Lusa
 

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« Responder #18 em: Janeiro 16, 2011, 04:53:27 pm »
Sócrates garante que não foi ao Qatar vender a dívida


O primeiro-ministro assegurou hoje no Qatar que o objectivo da sua visita ao país é desenvolver oportunidades de investimento.
 
José Sócrates garantiu hoje, no Qatar, que a sua visita a este país do Golfo Pérsico não se destina a vender dívida pública portuguesa.

"Discutimos sobre as oportunidades de investimento que existem em Portugal para as empresas do Qatar e para as empresas portuguesas no Qatar", afirmou o primeiro-ministro quando questionado sobre os jornalistas à saída de um encontro com o seu homólogo do Qatar.

Visivelmente crispado com a insistência dos jornalistas a respeito do tema da dívida, Sócrates lembrou que a visita ao emirado do Golfo estava prevista há cerca de seis meses e que não está relacionada com um eventual "pedido de ajuda".

"A dívida pública portuguesa está no mercado e investir nela não é uma ajuda mas um investimento", acrescentou o governante.

Sócrates chegou ontem ao Qatar onde ficará este domingo, seguindo depois para Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, para uma visita de dois dias.

Na comitiva do primeiro-ministro vão 60 empresários de diversas áreas de actividade, desde o sector financeiro, passando pelas energias renováveis, imobiliário, construção civil e gestão hoteleira.

Diário Económico
 

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Re: Relações Portugal-Médio Oriente
« Responder #19 em: Abril 27, 2012, 07:30:27 pm »
Emirados Árabes querem diversificar investimentos em Portugal


O ministro dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos disse hoje que gostaria de diversificar os investimentos em Portugal.

"Os investimentos em Portugal são novos mas nós gostaríamos de os expandir e diversificar a nossa presença em Portugal e há um elemento em que nos deveríamos focar: a forma que podemos trabalhar juntos aqui e em outros países", afirmou o sheikh Abdullah Bin Zayed Al Nhyan, após um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, em que foram assinados acordos de cooperação nas áreas das energias renováveis, educação e investigação científica.
 
"Estamos aqui com uma grande delegação e que representa o sector publico mas também o sector privado dos Emirados Árabes Unidos. As áreas de que falámos hoje foram portos e aeroportos. Analisamos também oportunidades em que podemos estar unidos nas telecomunicações, no sector bancário, que é também muito interessante para os Emirados, e falámos também do sector da energia e das oportunidades que existem em Portugal", explicou ainda o chefe da diplomacia árabe.
 
"Assinamos um acordo sobre energias renováveis e este é um sector que nos une. Portugal é mundialmente conhecido nas energias renováveis e este é um dos sectores em que podemos trabalhar em conjunto, quer em Portugal quer em países terceiros também", disse ainda o sheikh Abdullah.
 
"Portugal e os Emirados Árabes Unidos trabalham afincadamente para que o comércio entre os dois países cresça muito. E quero deixar claro que Portugal vê como forma muito favorável o investimento dos Emirados Árabes Unidos e coloca à disposição dos investidores o programa de privatizações", disse Paulo Portas aos jornalistas após a cerimónia de assinatura dos protocolos em que estiveram presentes, além de empresários dos Emirados, Faria de Oliveira, presidente da GALP, Leonor Beleza, da Fundação Champalimaud, o banqueiro Ricardo Salgado e Pedro Reis, da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).
 
O programa do ministro dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos tinha previsto para hoje um encontro com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, no Palácio de São Bento, seguido de uma deslocação ao Ministério das Finanças para uma reunião com o ministro Vítor Gaspar.
 
Ao fim do dia, visita a Fundação Calouste Gulbenkian e finalmente desloca-se à sede da EDP, em Lisboa.

Lusa
 

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Re: Relações Portugal-Médio Oriente
« Responder #20 em: Maio 29, 2012, 08:37:16 pm »
Assinado acordo sobre transporte aéreo entre Portugal e Qatar


Portugal e o Qatar assinaram na segunda-feira um acordo sobre transporte aéreo que visa «agilizar a cooperação» e contribuir para o desenvolvimento de serviços aéreos entre os dois países, disse à Lusa fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
«O Acordo sobre transporte aéreo entre a República Portuguesa e o Estado do Qatar visa agilizar a cooperação no domínio aéreo, constituindo um importante impulso ao desenvolvimento de serviços aéreos regulares entre os dois países», afirmou fonte da diplomacia portuguesa.

«As matérias abrangidas incluem segurança aérea, troca de estatísticas, reconhecimento de certificados e licenças, entre outros», disse a mesma fonte.

O acordo que foi assinado pelo embaixador de Portugal em Doha e o director da Autoridade da Aviação Civil do Qatar prevê, segundo a fonte do MNE, o incremento «do fluxo de pessoas, bens e serviços com benefícios económicos para os dois estados».

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, visitou o Qatar em Dezembro de 2011 onde contactou com empresários portugueses, tendo estabelecido os primeiros contactos com o governo de Doha.

Lusa
 

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Re: Relações Portugal-Médio Oriente
« Responder #21 em: Junho 16, 2012, 01:57:17 pm »
Empresários iranianos visitam Porto de Leixões em busca de oportunidades


Uma comitiva de empresários iranianos visita hoje o Porto de Leixões, em Matosinhos, no âmbito de uma missão em busca de oportunidades de negócio e parcerias em Portugal, revelou a Associação Empresarial de Portugal (AEP). Liderada pelo governador da província de Hormozgan, a comitiva iraniana conclui hoje uma visita de negócios de dois dias ao Porto e a Matosinhos, tendo sido acolhida na AEP e mantido contactos com perto de nove dezenas de empresas portuguesas de diversos sectores, interessadas em estabelecer parcerias ou em exportar para o Irão.

Fonte da associação disse à Lusa que os materiais de construção, serviços de engenharia, pescas e aquacultura, energias renováveis, turismo e infra-estruturas e gestão portuária «são as actividades económicas que mais interessam» aos representantes das 24 empresas da missão iraniana, que integra vários responsáveis institucionais e da administração regional.

«Os nossos materiais de construção e toda a fileira casa têm ali atractivas oportunidades de negócio, uma vez que está prevista a edificação de cerca de 56.000 habitações, nos próximos anos, na província de Hormozgan, economicamente uma das mais fortes do país», destacou o presidente da AEP, José António Barros.

Adicionalmente, disse, «todas as actividades relacionadas com a economia do mar, a começar pelas pescas e a aquacultura e a acabar na operação portuária, despertaram o interesse» da comitiva iraniana.

Com novos encontros empresariais marcados para segunda-feira em Lisboa, a comitiva dedica-se hoje a conhecer os recursos tecnológicos do Porto de Leixões, numa deslocação de trabalho onde participará também o presidente e a autoridade portuária de Shahid Rajaee, um complexo descrito por José António Barros como sendo «muito maior que Leixões», com 2.400 hectares de superfície e 36 terminais de carga.

Na missão iraniana, a terceira que desde 2008 é recebida na AEP, participam ainda o embaixador da República Islâmica do Irão em Lisboa, Hossein Gharibi, e o presidente do Portugal-Iran Business Council, Nader Haghighi.

O sector da construção, com oito empresas, é o mais representado, seguindo-se-lhe as empresas de turismo (cinco), de serviços de engenharia e do sector agro-alimentar (quatro cada), indústria pesada (duas) e mineração (uma).

Depois de em 2009 e 2010 ter realizado duas missões à capital iraniana, Teerão, e a Isfahan, a terceira cidade do país, a AEP diz projectar levar «este ano ou no princípio de 2013» uma nova comitiva de empresários portugueses ao Irão.

«Dando seguimento aos contactos agora estabelecidos, muito provavelmente iremos, desta vez, à província de Hormozgan, cujo tecido empresarial tem características muito parecidas com o que temos no Norte de Portugal», adiantou à Lusa José António Barros.

Lusa
 

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Re: Relações Portugal-Médio Oriente
« Responder #22 em: Junho 24, 2012, 07:30:42 pm »
Iraque vem a Lisboa apresentar oportunidades de negócio


As possibilidades de investimento e cooperação entre empresas portuguesas e iraquianas em áreas como a construção, as obras públicas e a energia estarão em foco no primeiro Fórum Económico Portugal-Iraque, que decorre na segunda-feira, em Lisboa. O fórum é organizado pela Câmara de Comércio e Industria Árabe-Portuguesa (CCIAP), em cooperação com a Federação das Câmaras de Comércio do Iraque, e conta com mais de 100 empresas portuguesa inscritas, disse à Lusa o secretário-geral da CCIAP.

«É altura de trazer para cá [Portugal] empresários iraquianos para nos dizerem quais são as suas necessidades e em que é que podemos ajudar», afirmou Allaoua Karim Bouabdellah, acrescentando que o objetivo do fórum é «dar o pontapé de saída para a cooperação» entre os dois países, de modo a que possam ser estabelecidas relações «sólidas e duradouras».

O secretário-geral da CCIAP afirmou que, no final do fórum, será assinado um protocolo de cooperação entre a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, a Federação das Câmaras de Comércio do Iraque, o Instituto de Investimento Iraquiano e a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa.

«O objetivo deste protocolo é facilitar a informação dos dois lados, de modo a que seja possível saber o que está a passar-se em termos de obras no Iraque» para que as empresas portuguesa possam «participar no desenvolvimento e reconstrução do país», explicou Allaoua Karim Bouabdellah.

O plano de investimento quinquenal iraquiano, para o período entre 2010 e 2014, contempla reformas nos setores dos hidrocarbonetos, o desenvolvimento dos campos de petróleo e das infraestruturas dos oleodutos, bem como a reconstrução das infraestruturas básicas (como estradas e habitações), o restabelecimento da energia e do abastecimento de água, o desenvolvimento da indústria transformadora, os projetos de obras públicas e as parcerias público-privadas, segundo uma informação divulgada pela CCIAP.

No total, estes projetos deverão mobilizar um investimento de «cerca de 190 mil milhões de dólares [cerca de 151 mil milhões de euros, à taxa de câmbio atual], repartidos entre o governo e o setor privado», de acordo com a mesma fonte.

O primeiro Fórum Económico Portugal-Iraque contará com as presenças dos ministros da Economia, Álvaro Santos Pereira, e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, bem como de um conjunto de representantes do governo iraquiano e de responsáveis de empresas portuguesas.

Lusa
 

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Re: Relações Portugal-Médio Oriente
« Responder #23 em: Junho 25, 2012, 06:35:10 pm »
Paulo Portas apela ao investimento do Iraque em Portugal


O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros disse hoje em Lisboa que Portugal quer captar investimento iraquiano e fortalecer as relações com Bagdad.
«Portugal prevê abrir um consulado honorário no Iraque focado na Economia e está nos planos do Governo a presença diplomática», anunciou Paulo Portas perante os ministros da Construção e dos Recursos Hídricos do Governo iraquiano, que participam em Lisboa no I Fórum Económico Portugal-Iraque, organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Árabe-Portuguesa.

«Estamos abertos ao investimento na nossa economia, procuramos não apenas aumentar as exportações mas também promover a nossa economia ao investimento gerador de riqueza», referiu Paulo Portas, que disse aos empresários iraquianos e aos membros do governo de Bagdad que Portugal tem uma política de vistos especial para os investidores estrangeiros.

«Aqueles que transferirem para o nosso sistema financeiro determinadas somas de capital; aqueles que adquirirem no nosso país propriedades ou casas ou investirem em postos de trabalho em Portugal terão autorizações de residência excepcionalmente favoráveis», disse Paulo Portas, que se mostrou favorável a negociações sobre um acordo de dupla tributação entre os dois Estados.

«Investir em Portugal é um ato de confiança no nosso país que os portugueses sabem devidamente reconhecer e creio que há muita gente com património que quer poder ter um título de residente na Europa que se tudo correr bem pode ser definitivo e que permite usufruir com tranquilidade aquilo que Portugal tem de atractivo», disse ainda o ministro dos Negócios Estrangeiros.

«As exportações portuguesas para o Iraque ainda são pequenas, mas estão a crescer muito significativamente. Nos primeiros quatro meses de 2012 as exportações para o Iraque cresceram 362 por cento. O número é grande porque a base de partida é reduzida mas mostra um caminho: aumentar as relações comerciais entre os nossos dois países», explicou Paulo Portas.

«Há cinco anos apenas sete empresas exportavam para o Iraque, neste momento são mais de trinta. O Iraque está a passar a mensagem de que é um mercado importante e que as empresas portuguesas estão a fazer essa aposta», afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros.

«Queremos uma economia mais internacionalizada e um dos sinais positivos de antecipação de confiança está a acontecer com as exportações de Portugal que estão a crescer significativamente e ainda mais significativamente para mercados não tradicionais e não europeus. Não desprezamos os mercados tradicionais, mas temos uma estratégia concertada para sermos competitivos em mercados novos onde temos uma efectiva possibilidade de crescimento. É o caso dos mercados do Golfo e o caso de um país tão importante como o Iraque», sublinhou Paulo Portas.

«Conhecem bem a capacidade dos portugueses quando se trata de construir e promover pontes e estabilizar uma situação difícil porque, como sabem, militares portugueses da GNR ajudaram na reconstrução do Iraque», afirmou Paulo Portas sem nunca se ter referido ao conflito de 2003 que opôs as forças internacionais e o regime de Saddam Hussein.

Lusa
 

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Re: Relações Portugal-Médio Oriente
« Responder #24 em: Dezembro 15, 2012, 10:28:31 pm »
É possível exportar «ainda mais» para o Golfo Pérsico diz Paulo Portas


As exportações portuguesas para a região do Golfo Pérsico aumentaram este ano 30 por cento em relação a 2011 e “é possível” exportar mais, disse hoje em Mascate o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

Paulo Portas, à margem dos encontros com as autoridades do Sultanato de Omã, disse aos jornalistas que na região do Golfo Pérsico “somam-se já” mais de 500 empresas portuguesas (Omã, Dubai, Kuwait e Emiratos Árabes Unidos), e que o valor das exportações aumentou 30 por cento em relação a 2011 e que “ainda é possível exportar mais para estes países onde há forte poder de compra e forte crescimento económico”.

Paulo Portas referiu-se também aos interesses de Omã em Portugal e o investimento do sultanato na privatização da Rede Elétrica Nacional (REN)

“Quando se verifica um investimento tão importante como o que fez o sultanato de Omã na REN, significa apostar no país. Eles percebem que Portugal tem uma localização que é estratégica: é uma ponte para a Europa, para África é uma ponte para a América Latina. Portugal tem muito boa reputação histórica na região do Golfo” disse Portas sublinhando também que as autoridades locais vêm com agrado uma maior presença de Portugal na região.

“De todas as entidades políticas com quem estive hoje e com quem estarei amanhã, sobretudo nos ministérios económicos, querem empresas portuguesas com maior presença aqui em Omã e eu acho que este ano vamos dar um impulso. Se este ano já crescemos trinta por cento, para o ano, as exportações vão ser ainda maiores” disse ainda Paulo Portas que iniciou hoje em Mascate, capital do sultanato de Omã, uma deslocação ao Golfo Pérsico, que se vai prolongar até ao dia 21, com viagens ao Kuwait, Dubai e ainda aos Emirados Árabes Unidos.

Hoje, Portas encontrou-se com Sayyed bin Mahmoud Al-Said, vice-ministro para o Conselho de Ministros do sultanato em que esteve presente o chefe da diplomacia de Omã.

“Somos amigos de há cinco séculos. Temos mais de 500 anos de conhecimento mútuo e de referências comuns e de uma mútua amizade”, recordou Paulo Portas durante um encontro entre empresários promovido pela Companhia de Petróleo de Omã em que anunciou a assinatura de um acordo que vai evitar a dupla tributação entre o sultanato e Portugal tendo-se referido igualmente à política de vistos do Estado português.

“Há uma nova política de vistos que visa o investimento. Portugal oferece acesso ao Espaço Shengen a cidadãos que não são da União Europeia”, disse Portas, para investidores que se interessem por “áreas ligadas ao imobiliário, que tenham projetos industriais e que criem emprego em Portugal”.

Lusa
 

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« Responder #25 em: Dezembro 16, 2012, 03:23:55 pm »
Portuguesa recomenda Golfo Pérsico como "território para comandar" negócios


Luísa Rita Rackham, empresária portuguesa em Omã há mais de dez anos recomenda o Golfo Pérsico como território para investimentos e afirma que ser mulher não a impede de “comandar” negócios. “Abri uma empresa com estatuto de investimento estrangeiro e ao estabelecer a companhia com essas características, que exigem 400 mil dólares de capital social inicial, posso desenvolver negócios em qualquer ponto do Golfo e ninguém me pode recusar o visto. Mesmo como mulher”, disse à Lusa a empresária que acompanha a delegação empresarial portuguesa que se encontra em Mascate, capital de Omã.

“Não sinto nenhuma dificuldade por ser mulher, sinto-me extremamente respeitada pela comunidade de negócios omani”, acrescentou Luísa Rita, casada com um inglês que se dedica igualmente à empresa de agenciamento que fundaram em 2004, após alguns anos como diretora de marketing de empresas internacionais.

“Estive em 2001 pela primeira vez em Omã como diretora de marketing de uma empresa de marketing relacionada com eventos de desportos motorizados e decidi ficar no golfo”, explica a portuguesa que viveu durante cinco anos na Arábia Saudita antes de se fixar em Mascate.

“Criei uma empresa, a ‘Al-Luar’. Eu queria uma empresa com nome árabe e se disser o nome muito depressa quer dizer Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas em árabe. Por várias vezes, no início, quando dizia o nome da empresa tinha logo acesso ao diretor geral da empresa porque pensavam que eu era general das Forças Armadas, mas agora sou mais cuidadosa”, conta.

A empresa da portuguesa dedica-se à importação, exportação, tratamento burocrático de alfandegamento e desalfandegamento de mercadorias nos portos ou no aeroporto de Omã e “sobretudo” ao agenciamento.

“Identifico empresas de pequena e média dimensão portuguesas que não têm capacidade comercial para poder internacionalizar-se com velocidade e tento dar-lhes oportunidades de negócio através dos meus contactos. Para as ajudar no primeiro arranque”, explica.

Luísa Rita Rackham diz que a crise afetou Omã em 2008 mas que os “retrocessos” económicos estão a ser compensados atualmente e os projetos que tinham sido “congelados”estão a arrancar outra vez.

“Aqui há consumo e circula dinheiro na economia. As pessoas podem queixar-se da inflação porque afetou o mundo inteiro quando o preço do barril de petróleo aumentou acima dos 100 dólares mas há um entusiasmo que não morreu, ao contrário do que acontece em Portugal”, diz a empresária que concorda com a aposta das empresas portuguesas nesta região do mundo.

“Faz todo o sentido porque temos excelentes empresas em Portugal e Omã é uma oportunidade. A internacionalização pode ser uma dificuldade ao princípio mas há empresários aqui que lhes podem dar apoio”, concluiu Luísa Rita.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, o presidente da Agência de Investimento para o Comércio Externo de Portugal (AICEP), e cerca de 50 empresários iniciaram no sábado uma visita ao Golfo Pérsico, como deslocações ao Kuwait, Dubai e Emiratos Árabes Unidos, além da primeira paragem de 48 horas na capital do Sultanato de Omã.

No sábado, Paulo Portas encontrou-se em Mascate com Sayyed bin Mahmoud Al-Said, vice-ministro para o Conselho de Ministros do sultanato em que esteve presente o chefe da diplomacia de Omã.

“Somos amigos de há cinco séculos. Temos mais de 500 anos de conhecimento mútuo e de referências comuns e de uma mútua amizade”, sublinhou Paulo Portas durante um encontro entre empresários promovido pela Companhia de Petróleo de Omã em que anunciou a assinatura de um acordo que vai evitar a dupla tributação entre o sultanato e Portugal tendo-se referido igualmente à política de vistos do Estado português.

“Há uma nova política de vistos que visa o investimento. Portugal oferece acesso ao Espaço Shengen a cidadãos que não são da União Europeia”, disse Portas, para investidores que se interessem por “áreas ligadas ao imobiliário, que tenham projetos industriais e que criem emprego em Portugal”.

Hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros vai encontra-se com o ministro do Petróleo e Gás de Omã antes da partida para o Kuwait.

Lusa
 

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Re: Relações Portugal-Médio Oriente
« Responder #26 em: Dezembro 16, 2012, 03:42:40 pm »
Omã manifestou interesse no setor agro-alimentar e na construção naval portuguesa


O sultanato de Omã mostrou-se interessado em áreas relacionadas com os produtos agro-alimentares e construção naval portuguesa, disse hoje à Lusa o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal. “Ao ser um país portuário, Omã, tem interesse na construção naval e isso é um dado importante para os nossos estaleiros no sentido do fabrico ou simplesmente manutenção de embarcações de pequena e média dimensão” disse Pedro Reis, que acompanha, desde sábado, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros na deslocação a vários Estados do Golfo Pérsico, acrescentando que o agro-alimentar é um dos sectores de interesse por parte das autoridades de Mascate.

“A outra área em que nos foi sugerido interesse é toda a área agro-alimentar e nesse sentido promovemos uma série de reuniões com importadores que queremos levar agora a Portugal. Nas áreas dos vegetais e de alguns produtos já transformados como polpas de fruta, sumos e derivados de cereais. Depois há toda a área das tecnologias de informação e conhecimento, sobretudo, na rede de comunicações e há também interesse em farmacêuticas e análises médicas”, explicou o presidente da AICEP no final da visita a Mascate.

Pedro Reis diz ainda que encontra similitudes entre Omã, Portugal e Singapura porque, afirma, funcionam como plataformas logísticas para grandes blocos regionais.

“Singapura faz isso para o sudeste asiático e China, Portugal está a posicionar-se para a África e América Latina e Omã está a fazer isso para o Golfo Pérsico, Norte de África e na aproximação à Índia através da implementação de zonas francas e de uma rede de estruturas portuárias”, acrescentou o presidente da AICEP, sublinhando o crescimento económico do sultanato.

“Omã aumentou quase quatro vezes o seu Produto Interno Bruto (PIB): tinha 20 biliões de dólares e passou para 73 biliões de dólares, mas curiosamente isso não foi só apenas à conta do gás e do petróleo que se associam muito a estes Estados, mas foi também muito por consequência de se terem posicionado numa plataforma logística desta região. Sendo assim, 50 por cento da economia deixou de depender do petróleo e do gás”, concluiu.

A delegação do Ministério dos Negócios Estrangeiros português termina a visita a Omã e viaja hoje para o Kuwait onde vai permanecer durante 48 horas.

Lusa
 

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Re: Relações Portugal-Médio Oriente
« Responder #27 em: Dezembro 17, 2012, 01:32:49 pm »
Portugal vai ter acesso a informação empresarial "antecipada" no Kuwait


Portugal vai ter acesso a informações antecipadas sobre concursos públicos e estabelecer canais sobre projectos de obras públicas no Kuwait disse hoje à Lusa Pedro Reis, da AICEP. O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, que acompanha o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, ao Golfo Pérsico disse que os contactos que vão ser estabelecidos no Kuwait vão permitir, entre outros, fornecer às empresas portuguesas, informação antecipada sobre concursos públicos na área da construção.

“Conseguimos sensibilizar o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Kuwait a ajudar-nos a posicionar as nossas empresas de construção, engenharia e projecto e nesse sentido vamos ter uma reunião com uma série de empresas para que eles nos ajudem para termos informação, logo à cabeça, dos concursos públicos e construir canais para que as nossas empresas possam concorrer aos futuros projectos do Kuwait, seja como empreiteiros, seja também para subempreitadas para empresas portuguesas trabalharem para grandes grupos” do Kuwait disse Pedro Reis que considera ser informação “atempada” para os portugueses se poderem posicionar.

Após uma visita ao Sultanato de Omã, a delegação do ministro dos Negócios Estrangeiros, acompanhada por cerca de 50 empresários, cumpre a partir de hoje, e até terça-feira, a visita ao Kuwait com encontros previstos com membros do governo do emirato.

“O Kuwait tem uma economia diferente. Na lógica dos grandes fundos soberanos do Kuwait, vamos ter duas reuniões muito interessantes: uma com a Kuwait Investment Aithority, que é um potentado financeiro e uma reunião com a United Investment da família Al Barrah e que já está em Portugal e a quem queremos apresentar-lhes mais activos imobiliários”, disse ainda à Lusa, o presidente da AICEP.

No âmbito empresarial, Pedro Reis disse também que se vão realizar hoje uma série de encontros bilaterais, entre empresas portugueses e o emirado, “nomeadamente a nível das tecnologias de informação e comunicação e da banca”.

Hoje, a delegação portuguesa vai encontrar-se com o chefe de Estado do Kuwait, Al Jaber Al-Sabah, o primeiro-ministro Al-Hamad al Sabah e ainda com o chefe da diplomacia do emirato onde vão ser assinados um memorando de entendimento sobre supressão de vistos em passaportes diplomáticos e especiais e um memorando de entendimento na área do desporto.

Paulo Portas vai ainda estar presente no seminário empresarial e tem previsto um encontro com membros da comunidade portuguesa radicada no Kuwait.

Lusa
 

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Re: Relações Portugal-Médio Oriente
« Responder #28 em: Dezembro 20, 2012, 02:10:33 pm »
Dez empresas portuguesas com negócios e parcerias no Golfo Pérsico


Cinco empresas portuguesas assinaram negócios e outras cinco firmaram parcerias com empresas de Estados do Golfo Pérsico visitados pela delegação do ministério dos Negócios Estrangeiros esta semana, de acordo com o presidente da AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, Pedro Reis.

O responsável disse hoje aos jornalistas no Dubai, a última escala da deslocação ao Golfo Pérsico do ministro dos Negócios Estrangeiros, que cinco empresas portuguesas assinaram negócios e outras cinco acordaram parcerias durante a visita à região, nos últimos dias.
 
"A Aquapor fez uma parceria muito importante que cobre Omã, o Bahrain, e o Kuwait, e que prevê a construção de estações de tratamento de águas residuais; um outro contrato foi celebrado entre uma empresa de vigilância eletrónica, a Eneida, nos Emirados Árabes Unidos e também uma empresa portuguesa de sinalética fechou um negócio nos Emirados no âmbito desta visita", referiu Pedro Reis.
 
A GCC, empresa de análises clínicas do Porto, celebrou um contrato para dois negócios do setor para o mercado do Sultanato de Omã. A Vivafit, ginásios para mulheres, assinou uma parceria também para o Omã, e é possível, segundo a AICEP, seguir-se a implantação de uma cadeia de ginásios nos mercados da zona.
 
"O contrato da Groundforce na área da logística de aeroportos, integrando a área rodoviária e aeronáutica, com o fundo Shuaa do Dubai, pode dar outro patamar à Groundforce, consolidando o seu negócio e os seus postos de trabalho em Portugal", adiantou ainda Pedro Reis, referindo-se ao contrato assinado nos Emiratos Árabes Unidos.
 
Na área da construção civil, o Grupo Catarino celebrou uma parceria para se posicionar em obras na região do Golfo Pérsico, seja diretamente como empreiteiros, seja funcionando como subempreiteiros de grande grupos locais. E uma empresa de telhas cerâmicas também fechou um negócio de venda para a região.
 
Finalmente, durante a visita ao Golfo Pérsico que termina na sexta-feira, foi anunciado o investimento de 200 milhões de euros do fundo Al Bahra, do Kuwait, no Algarve.
 
"Temos já situações muito concretas, são cinco negócios concretizados e cinco parcerias celebradas. Isto pode levar, juntamente com as três missões que vamos organizar em Portugal no primeiro trimestre - trazendo depois ao Golfo as empresas imobiliárias, banca e empresas listadas no PSI 20 - que se suba, ainda mais, o investimento, seja do Kuwait, do Qatar, do Omã em Portugal", sublinhou o presidente da AICEP.

Lusa
 

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Re: Relações Portugal-Médio Oriente
« Responder #29 em: Abril 06, 2013, 08:50:05 pm »
Arábia Saudita "é um mercado com elevado potencial" para as empresas portuguesas


O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) considerou, em declarações à Lusa, que a Arábia Saudita é "um mercado elevado potencial" para as empresas portuguesas. Pedro Reis integra uma missão empresarial liderada pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo, que visita a Arábia Saudita hoje e domingo, acompanhado de 53 empresas.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, que tutela a diplomacia económica, cancelou a sua presença na visita à Arábia Saudita devido à decisão do Tribunal Constitucional, que foi conhecida na sexta-feira à noite.

"Ocupando actualmente a 34.ª posição no ranking das nossas exportações de bens e serviços, a Arábia Saudita é um mercado com elevado potencial para as empresas portuguesas, aliás, como se comprova pelo elevado número de empresas que integram esta missão", disse à Lusa Pedro Reis.

No ano passado, as exportações portuguesas totalizaram 133 milhões de euros, registando um crescimento de 43% face a 2011, quando foram de 93 milhões de euros.

"O crescimento médio entre 2008 e 2012 foi de 12%, ou seja, estamos perante um crescimento sustentado, com margem de progressão nos próximos anos e esta missão, seguramente, irá contribuir para solidificar o relacionamento económico e comercial bilateral".

Nesta missão "estão previstas reuniões bilaterais entre empresas portuguesas e autoridades e empresas sauditas, além de um amplo seminário empresarial que reunirá um conjunto alargado de empresários e instituições sauditas que terão oportunidade de conhecer melhor a oferta nacional, em diversos sectores".

Segundo Pedro Reis, esta missão integra empresas da área agro-alimentar, construção e engenharia, saúde, sector financeiro, tecnologias de informação e comunicação e energia.

O presidente da AICEP sublinhou que os países árabes da zona do Golfo Pérsico têm vindo a ganhar expressão no panorama das exportações nacionais e nesse âmbito a agência "organizou já diversas missões empresariais a países como Omã, Kuwait, Qatar, Dubai, Emirados Árabes Unidos".

A visita "à Arábia Saudita é mais um passo no reforço da estratégia de diversificação de mercados", um dos "eixos fundamentais da actuação da AICEP e que tem sido uma das pedras de toque da nova diplomacia económica de Portugal".

O aprofundamento dos laços entre Portugal e a Arábia Saudita pretende "estimular e reforçar um clima de negócios mais favorável à realização das parcerias comerciais entre as empresas dos dois países".

Lusa
 

 

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