Artilharia de Costa

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cavalinho

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RAC-8ª Bataria de Albarquel
« Responder #15 em: Maio 02, 2008, 03:12:14 am »
Boa noite a todos
Falar do Regimento de Artilharia de Costa é como falar de um pedaço da minha vida.Conheço-o como a palma da minha mão.Já passaram 25 anos fui 2º Furriel Miliciano deste Regimento, com a especialidade de Chefe de Peça CTR-15 M902 (Costa tiro rápido 1902), durante 18 meses conheci todas as Batarias que compunham este Regimento já extinto, e que na altura já faziam parte da nossa história da Artilharia.É com imensa tristeza que verifico a morte lenta e destruíção de um património-histórico bastante valioso que urge musealizar e obrigatóriamente preservar.
Em 1985 fui destacado para o Grupo Sul para a 7ª Bataria-Outão e nos ultimos 6 meses desse mesmo ano, fui nomeado comandante de destacamento da 8ª Bataria-Albarquel.Cuidei dela como se fosse a minha própria casa por isso recebi um louvor do RAC que guardo com bastante carinho, quando da visita de uma delegação de Generais e coronéis espanhois do Regimento de Artilharia  Cóstera de Cádiz.Tenho imensas histórias para contar dentro do possivel,.... e se eu souber disponham qualquer tipo de informação sobre....o tiro, as peças, as guarnições, os exercícios, cenas do quotidiano, a organização,as recrutas, a história...etc.
Já agora sabiam que a alcunha de todos os artilheiros da 8ª Bataria de Albarquel eram ...as "Toupeiras", precisamente porque a vida militar fazia-se toda debaixo do chão nos tuneis de acesso ás peças; as casernas,ao bar, ao refeitório..etc?!
Outra curiosidade..em Albarquel existia(não sei se ainda existe) um tunel com um raro elevador/passadeira de munições, em madeira com alças de aço e cabedal, que em 1985 era práticamente o unico na peninsula ibérica.A manutenção do mesmo era efectuada com oleo queimado, encerado, e com duas pessoas demorava mais ou menos uma semana de manutenção.A energia era fornecida por uma geradora a gasoleo "Lister",dáva-se á manivela normalmente pegava á 2ª tentativa(faziam-se apostas) e o barulho da geradora ecoando pelos tuneis, muitas vezes competia com o barulho das peças.
Em 1985 tinha comigo 25/33 militares na 8ª Bataria Albarquel  havia trabalho para todos, mas tambem muito descanso para todos era tudo uma familia de "Toupeiras".
Outro facto curioso é o de, tanto eu como todos aqueles que passaram pelo Rac já fazerem parte da história da Artilharia de Costa, em 1985 era especialista de uma arma/Peça de artilharia de 1902 que teoricamente disparava 14 tiros por minuto.Como chefe de peça nunca fiz 14 tiros por minuto(dependia da velocidade de carregamento da peça por parte da guarnição composta por 7 militares, e havia competição ao segundo, entre peças e chefes das 3 peças que compunham a Bataria )
A conversa já vai longa fica prometido uma próxima
Um abraço a todos
João Castro
(alcunha o "cavalinho".....um dia eu conto o porquê desta alcunha.....já lá vão 25 anos, não é Furriel Casaca???!!!!)
 

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jjoao2k

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Re: RAC-8ª Bataria de Albarquel
« Responder #16 em: Maio 03, 2008, 07:43:35 pm »
É verdade, as peças estão a apodrecer, comparando as fotografias de 1986, em que as peças estavam pintadinhas e limpinhas, e as mais recentes. em que a ferrugem é visível mesmo a grande distancia.
Fui destacado para a 7º Bataria em Agosto de 1986, onde estive 12 meses. Também passei lá uns bons tempos, apesar do isolamento a que estavamos sujeitos. A Albarquel ia pouco, e só como Cabo de viatura na altura de levar as refeições, mas lembro-me das instalações, era tudo debaixo de chão, mas pelo menos estavam ali encostadinhos à praia  :wink:
Um abraço
José João
 

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cavalinho

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totalmente de acordo
« Responder #17 em: Maio 04, 2008, 01:02:03 am »
Citação de: "LM"
Obrigado a todos pelas informações - sabia, obviamente, da existência do RAC e de "algo" em Alcabideche mas confesso que não tinha ideia de ter havido tanto e ainda haver tantos vestígios! A 10 minutos de casa! Pena talvez não se conservar pelo menos 1 bateria, a norte e a sul ,como local "museológico".



totalmente de acordo!!!
 

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cavalinho

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Fogos Reais em Artilharia de Costa
« Responder #18 em: Maio 04, 2008, 02:55:43 am »
Os fogos reais realizavam-se no meu tempo(1984/1985) em Maio e em Novembro.O trafego maritimo e aério nas zonas de Setubal ;Lisboa e Cascais, como é obvio, eram suspensos durante o dia de fogos reais e a população era avisada nas áreas de influencia das peças....abrir as janelas acautelar objectos frágeis dentro das residencias etc. Aliás o comando do RAC distribuía folhetos com alguma antecedencia com todas essas informações.
Uns dias antes dos fogos limpavam-se as peças da massa consistente que as protegia com enormes caldeiros de agua quente, com escovilhões enormes e panos (esta operação de limpesa dava bom trabalho). :o .... no meu tempo isso aconteceu duas vezes.... foi uma gloria... :evil: no chefe de peça.Outras vezes o tiro ía parar a sitíos menos desejáveis (como hortas em Alcabideche), na lingua de areia do farol do Búgio com alguns ricochetes. :oops: ...os mostradores e a leitura dos mesmos feita pelo cabo  estavam correctas.... afinal o que tinha falhado?......Quando efectuado o 1º tiro, o oculo do cabo apontador tinha-se deslocado da régua metálica e ninguem se apercebeu desse facto!!Na preparação do 2º tiro os novos dados/coordenadas foram introduzidas nos mostradores de leitura deslocando o oculo....mais as correcções nos mostradores de leitura....e...como regra, o cabo apontador fez o seu serviço...movimentou a peça olhando sempre através do oculo e procurou o alvo e fez-se o tiro....claro está o desvio no oculo de um centimetro ou milimetro  corresponde a: lá ao fundo, no mar, a desvios de metros e Kilometros..........conclusão....o 3º tiro foi bem melhor!!!!  :twisted:
 

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Mueda

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« Responder #19 em: Maio 30, 2008, 12:26:10 am »
 

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Duarte

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« Responder #20 em: Maio 30, 2008, 06:00:14 am »
Caros colegas Cavalinho e jjoao2k

Gostaria de ler mais sobre as vossas experiências no RAC. Sempre tive muito interesse pela artilharia de costa, e também lamento o estado em que estão as antigas baterias. :(

Um abraço
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«Os chamados partidos políticos, por definição e exigências da sua vida própria, não representam nem podem servir a unidade nacional» Salazar
 

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EB

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« Responder #21 em: Maio 30, 2008, 10:04:58 am »
O Jornal Expresso, em 1996, fez uma reportagem sobre a Artilharia de Costa para a sua revista.
Não sei é precisar o mês de publicação.

Por acaso, na altura, destaquei as páginas dessa reportagem. Assim que conseguir ter tempo e acesso a um scanner, vou postá-las aqui. É só ter oportunidade para tal....  :wink:

Cumprimentos.
"Dos Fracos Não Reza a História"
 

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luigi

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« Responder #22 em: Junho 06, 2008, 01:10:36 pm »
olá a todos.
coloquei as restantes fotos que tirei à bataria do Outão-
http://commons.wikimedia.org/wiki/7%C2% ... Out%C3%A3o

Estou a tentar entrar na Bataria de Albarquel para ver se consigo fazer uma boa reportagem fotográfica.
Depois vos avisarei
 

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jjoao2k

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« Responder #23 em: Junho 12, 2008, 01:31:42 pm »
Citação de: "luigi"
olá a todos.
coloquei as restantes fotos que tirei à bataria do Outão-
http://commons.wikimedia.org/wiki/7%C2% ... Out%C3%A3o

Estou a tentar entrar na Bataria de Albarquel para ver se consigo fazer uma boa reportagem fotográfica.
Depois vos avisarei


Caro Luigi
Gostei de ver as fotos, principalmente a da pista (http://commons.wikimedia.org/wiki/Image:Bataria_Out%C3%A3o_02.JPG), onde se vê alguns dos equipamentos de treino e o topo do forte.
Esta area era a area de patrulha nocturna menos desejada para quem fazia serviço de guarda, havia uma casota de observação do lado direito (em relação à foto) onde por vezes, alguns, convencidos de que o Cabo só voltaria ali daí a 2 horas para o render, recolhiam para fazerem uma pequena soneca, uns eram bem sucedidos, outros nem por isso. É que nem sempre o Oficial de Serviço ficava afastado dos locais onde devia haver um sentinela, e alguns foram apanhados, e claro, castigados, geralmente o castigo era mais serviços e não tinham permissão para sair do quartel por algum tempo, tinham a obrigação de se apresentar ao Oficial de Serviço a horas determinadas.

O castigo de não ir a casa por algum tempo, para alguns pode parecer coisa simples, talvez , desde que seja por nossa opção e não nos seja imposto.

Lembro-me de um dia estar de serviço, e ao fazer a ronda nocturna pela pista reparei que o soldado estava a chorar. Pensei que lhe tinha acontecido alguma coisa, que se tinha aleijado ou outra coisa grave. Mas o que ele tinha era saudades de casa. Depois de estar com ele ali à conversa, lá se acalmou e lá consegui perceber o motivo. Habituado a ir todos os dias a casa, estava naquele momento a cumprir um castigo de 30 dias sem poder sair da Bataria. Estar ali na pista à noite a olhar para Setubal, onde morava, era para ele uma autêntica tortura.
Estava a cumprir castigo por estar embriagado em serviço e acho que disse algumas palavras menos correctas quando o oficial o confrontou, o que agravou ainda mais.

Desde o meu 1º dia ali que a arrogancia era "marca registada" deste camarada, valentão, sempre pronto a diminuir e humilhar quem tivesse menos tempo que ele na bataria, porque como devem saber ou pelo menos ter ouvido dizer "na tropa a velhice é um posto".
A ultima pessoa que eu esperaria ver naquele estado de espirito era ele. Foi remédio santo, se me permitem usar esta expressão, depois da nossa conversa e de sofrer aquele castigo, algo mudou nele, passou a ser mais amigável e mais responsável.

Acho que a atitude inicial dele era um genero de defesa, tal como o Scolari dizia à dias "a melhor defesa é o ataque", mas depois de se ter colocado numa situação de fragilidade, ele compreendeu, que não perdeu a sua dignidade por ter mostrado arrependimento das acções e saudades da familia, por isso não fazia sentido continuar com toda aquela agressividade e arrogancia para com os outros.

Desculpem-me a história, que provavelmente nada terá a ver com o tema do post, a não ser a localização, mas quando olhei para a imagem da pista foi deste episódio que me lembrei, do soldado a chorar com saudades da familia.

Um abraço a todos
José João
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #24 em: Junho 12, 2008, 02:25:42 pm »
Parecia que estava a falar de uma certa pessoa que pertenceu ao meu pelotão. Ter sido eliminado do curso de Atiradores foi remédio santo, baixou muito a crista.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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carlos22

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« Responder #25 em: Junho 24, 2008, 03:24:21 am »
Boas pessoal!

Estava a pesquisar acerca do extinto R.A.C. na net quando encontrei esta página.

O meu pai fez grande parte da sua carreira militar no R.A.C. (mais de 20 anos, durante muito tempo o cabo Domingos, hoje em dia já reformado 1º sargento Domingos) sendo de serviço material e, se bem me lembro de quando em pequeno o acompanhava, passava grande parte do tempo fazendo manuntenção às peças deslocando-se até com frequência à Madeira aquando de exercicios de fogos reais etc..

Passei muito tempo a acompanhar o meu pai na 6º Bataria na fonte da telha, no outão e em Oeiras mesmo no comando, mas sinceramente, onde me sentia melhor era na Fonte da Telha. Todo o ambiente militar em que desde pequeno me vi envolvido acabou por me incentivar e tive uma passagem de oito anos pelos Pupilos do Exército onde fiz grande parte dos estudos, quer académicos, quer de preparação para a vida...

O que queria dizer é qualquer dúvida que tenham ou curiosidade digam que eu perguntarei ao meu pai e eu mesmo tentarei responder aquilo de que ainda me lembro apesar de já se terem passado "alguns" anos..

Na altura sendo míudo todo aquele ambiente me ficou marcado na memoria e custa-me imenso ver as peças degradadas após apenas cerca de 10 anos da desactivação...
 

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luigi

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« Responder #26 em: Junho 25, 2008, 06:13:14 pm »
olá a todos,
obrigado pela vossa partilha. Gostaria de fazer um artigo na wikipedia  acerca do RAC e gostava de pedir a ajuda de todos nessa elaboração.

Outra questão: alguém  consegue arranjar o modelo, marca dos canhões das baterias do RAC, bem como mapas ?
Eu consegui que me emprestassem um anuário de 1996 do RAC, só que tenho as caracteristicas, mas não o modelo.
 

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Duarte

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« Responder #27 em: Junho 26, 2008, 02:43:18 am »
Uma artigo na Wikipedia é uma óptima ideia. Já lá vão muitos anos, mas vamos lá ver se me lembro de algo de útil..

O RAC era constituído pelos Grupos Norte e Sul. O Grupo Norte enacrregava-se da defesa aos acessos a Lisboa, o grupo Sul defendia Setúbal. O Comando do Regimento estava em Oeiras. Não sei se existia, como em todos os outros regimentos da época, um Grupo de Comando e Serviços e um Grupo de Instrução? Se alguém puder esclarecer, seria óptimo.

Havia duas baterias de 152.4mm, cada uma com 3 pecas Vickers (6 polegadas) gentilmente cedidas pelo Reino Unido nos anos 50 ao abrigo da NATO. Uma no Outão, pertencia ao Grupo Sul, outra Parede, pertencente ao Grupo Norte.

Havia ainda baterias de 150mm (Krupp?) modernizadas nos anos 50 na Lage, Raposeira e Albarquel.

Houve ainda uma única peça dupla de 152.4mm Vickers instalada no Bom Sucesso.

Houve também peças Vickers de 9.2 polegadas (234mm) que foram usadas no RAC (baterias de Alcabideche- Grupo Norte, e na Fonte da Telha - Grupo Sul) de três peças cada bateria.

 bateria Alcabideche - 3 x Vickers 234mm
 bateria Parede - 3 x Vickers 152.4mm simples
 bateria Lage - 3 x  Krupp 150mm
 bateria Bom Sucesso - 1 x Vickers 152.4mm dupla
 bateria Albarquel -3 x Krupp 150mm
 bateria Raposeira  -3 x Krupp 150mm
 bateria Fonte da Telha (Raposa?) - 3 x Vickers 234mm
 bateria Outão - 3 x Vickers 152.4mm simples

Algum erro? falta alguma? Quanto pessoal tinha um bateria? Qual a orgânica de cada bateria?
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papatango

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« Responder #28 em: Junho 26, 2008, 05:12:06 pm »
Citação de: "Komet"
Parecem-me ser um excelente alvo para a aviação inimiga Smile Ainda para mais bem juntinhos e sem um bunker de betão armado por cima...

A artilharia do Outão estava ali desde há muitos séculos.
Desde que se entendeu que a tomada de Setubal era da maior importância para tomar Lisboa.

Em 1580, quando os espanhóis nos invadiram, já o forte do Outão disparava contra os navios espanhóis e foi dos primeiros a ser reconstruido depois de 1640.

Na verdade, a defesa antiaérea era considerada secundária, porque o objectivo das baterias era garantir o mar livre e o acesso à baía de Setubal.
De qualquer das formas durante a II guerra mundial, não havia munição suficiente para as peças.

= = =
Tenho tentado recolher alguma informação sobre fortes e fortalezas, para utilização futura, mas entretanto surgiu-me uma dúvida relativamente a «Fonte da Telha»

Não encontro os restos das instalações no Google, mas encontro as instalações da Costa da Caparica...
Ainda se vêm 12 posições de artilharia, mas segundo me disseram tratava-se de peças anti-aéreas.

Já falei com pessoal do RAA-1 de Queluz, mas não me conseguiram adiantar nada de concreto.
Alguém já procurou a localização das baterias no Google?

Albarquel:


Outão:


Alcabideche:
 

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Lancero

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« Responder #29 em: Junho 26, 2008, 05:47:19 pm »
papatango, procure aqui - www.raaa1.pt. No historial descrevem o plano inicial de defesa AA de Lisboa e a localização das batarias.
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Respeito
 

 

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