Sector Vinícola

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Lusitano89

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Re: Sector Vinícola
« Responder #60 em: Setembro 10, 2011, 01:27:19 pm »
Região Demarcada do Douro brilha em certame internacional


Os vinhos da Região Demarcada do Douro e Ribeira do Douro, a par dos néctares da Rioja (Espanha), foram as “estrelas” do concurso Arribes 2011, certame que elege os “melhores” vinhos da região transfronteiriça do Douro.

 Os vinhos portugueses obtiveram “uma excelente pontuação”, conquistando prémios em oito das nove categorias a concurso.

“Os prémios conquistados pelos produtores de vinho da região do Douro, vem mais uma vez atestar a qualidade dos vinhos ali produzidos e dar a conhecer aos apreciadores o trabalho dos vitivinicultores durienses na elaboração dos seus néctares”, disse à Lusa o promotor do certame, José Luís Pascual.

A região DOC do Douro arrecadou, a par da região espanhola da Rioja, os 10 galardões a concurso, nas diversas categorias.

O júri do concurso premiou ainda mais 19 vinhos portugueses entre verdes e regionais de Trás-os-Montes, Beira Interior e Tejo.

Nesta VII edição do certame, marcaram presença 351 vinhos, que foram avaliados por um conjunto de jurados através de um “prova cega”.

O júri do concurso foi composto por 15 personalidades ligadas ao sector vitivinícola, oriundas de países como Espanha, Portugal, Alemanha e Estados Unidos.

O prémio Arribes está integrado na Rota Internacional do Vinho, entidade que agrega cerca de 70 parceiros portugueses e espanhóis de sectores que vão desde a restauração, produtos endógenos, produção de vinho e azeite ou turismo em espaço rural e meio ambiente.

“Para o próximo ano, vamos aumentar o número de vinho a concurso e por esse motivo queremos ser um dos maiores concursos de vinhos da Península Ibérica ”, rematou José Luís Pascual.

Os dois países ibéricos “unidos” são capazes de organizar rotas turísticas que projetem a região transfronteiriça para os mercados internacionais, já que os produtos ali produzidos começam a ser conhecidos e procurados pelos mercados externos.

Para os apreciadores de vinhos, “as iniciativas promovidas pelos três organismos ibéricos associados entre si são encaradas como uma forma de potenciar o enoturismo numa região com história e potencial ambiental”.

A entrega dos prémios “Arribes 2011” está agendada para o dia 12 de novembro, numa gala transfronteiriça que ocorrerá em Trabanca, Espanha.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: Sector Vinícola
« Responder #61 em: Setembro 17, 2011, 07:57:53 pm »
Vitivinicultores durienses querem ajuda de Cavaco Silva para resolução dos problemas


Os vitivinicultores do Douro querem pedir ajuda ao Presidente da República para a resolução dos problemas da Casa do Douro e de toda a região que, nesta vindima, foi confrontada com o corte na produção de vinho do Porto. Cavaco Silva está hoje no distrito de Vila Real, para uma visita que inclui uma passagem pelo Peso da Régua, cidade que, desde julho, já foi palco de duas manifestações de pequenos e médios produtores de vinho durienses.

Vítor Herdeiro, vice-presidente da Associação dos Vitivinicultores Independentes do Douro (AVIDOURO), disse à Agência Lusa que os lavradores querem pedir ajuda ao Chefe de Estado para a resolução dos problemas que afectam a mais antiga região demarcada do mundo.

O responsável destacou as questões relacionadas com a Casa do Douro (CD) porque, segundo defendeu, é necessário voltar a atribuir competências à instituição representativa de cerca de 30 mil vitivinicultores durienses.

Isto para, acrescentou, «um reequilíbrio entre as forças, a produção e o comércio».

O Governo PS apresentou um acordo, em que propunha a entrega dos vinhos empenhados da CD ao Estado para a regularização da sua dívida (110 milhões de euros) e um adiantamento de 1,3 milhões de euros ao organismo duriense para apoiar no pagamento dos ordenados em atraso.

O acordo nunca foi aprovado pelo Conselho Regional de Vitivinicultores da instituição. As negociações foram entretanto suspensas por causa das eleições de 5 de Junho.

Entretanto, o Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território afirmou que a «situação actual da CD está a ser acompanhada de perto» pela ministra, Assunção Cristas, e pelo secretário das Florestas e Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo, «estando neste momento em análise qual a melhor solução a apresentar à CD».

Com uma CD «forte», Vítor Herdeiro acredita que seria mais fácil lutar pelos lavradores que, nesta vindima, foram confrontados, com um corte de 25 mil pipas no benefício, ou seja, na quantidade de mosto que cada produtor pode destinar ao vinho do Porto.

O Conselho Interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) fixou em 85 mil o número de pipas a beneficiar.

Ao mesmo tempo, acrescentou, a região regista uma quebra generalizada na produção de vinho por causa das intempéries e doenças, que obrigaram a muitos tratamentos na vinha.

«E, enquanto o preço do vinho tem vindo a decrescer de ano para ano, os custos de produção, desde combustíveis aos produtos para tratamentos estão sempre a subir», salientou.

Em 2001, o preço médio pago à produção foi de 1.106 euros e, em 2010, rondou os 930 euros. Vítor Herdeiro reivindicou, pelo menos, 1.250 euros por pipa de vinho beneficiado. «Isso ia ajudar muito a região», salientou. No final da vindima, a AVIDOURO vai organizar um plenário de vitivinicultores para analisar a situação.

«Se tivermos que vir para a rua e de uma forma mais agressiva, iremos fazê-lo, porque não nos resta outra alternativa», concluiu.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: Sector Vinícola
« Responder #62 em: Outubro 01, 2011, 01:21:25 am »
"Vão desaparecer 15 mil pequenos produtores de vinho", alerta associação de vitivinicultores do Douro


Vítor Herdeiro, vice-presidente da Associação dos Vitivinicultores Independentes do Douro (Avidouro), garante que a longo prazo a região vai perder cerca de 15 mil vitivinicultores devido às injustiças e restrições do mercado e à falta de um plano de emergência.

"Se houver uma doença generalizada na vinha ou uma tempestade, o dinheiro para cobrir esses custos sai todo do nosso bolso", lamenta Vítor Herdeiro, que reivindica há vários anos por um plano de emergência.

"É preciso que se tomem medidas, que não se façam só estudos. Caso contrário, a Região Demarcada do Douro vai perder 15 mil vitivinicultores nos próximos anos", assevera.

O vice-presidente da Avidouro alerta também para os problemas que advêm do novo limite à produção imposto pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP).

No início de setembro, o organismo aplicou mais uma restrição de 25 mil pipas à produção de benefício - a quantidade de mosto que pode ser transformado em Vinho do Porto. O responsável afirma que a situação pode conduzir a uma crise social na região, já que em dez anos os produtores deixaram de vender 12 milhões de garrafas, o que corresponde a uma perda de 37 milhões de euros.

A medida foi justificada como sendo “ajustada face à conjuntura e às necessidades do Vinho do Porto", defendeu, na altura, Luciano Vilhena Pereira, presidente do IVDP.

A Avidouro lamenta ainda a discrepância entre os valores pagos aos agricultores e a receita obtida pelo comércio. "Os produtores são explorados. Esta situação indigna-nos", confessa.

Vítor Herdeiro dá um exemplo. "Os exporadores pagam ao produtor 600 euros por uma pipa de vinho do Porto e depois vendem-na por 1500", diz, explicando que a margem de lucro dos vitivinicultores é muito pequena e, por vezes, nula.

Sapo
 

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chaimites

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Re: Sector Vinícola
« Responder #63 em: Outubro 01, 2011, 01:03:37 pm »
15 mil produtores fazem 1 grande produtor!

Este sempre foi um grande mal da agricultura em geral em Portugal  os produtores tuem que deixar de olhar só para a sua quintinha!

 Quem quer sobreviver tem que criar "marca" e colocar ele próprio os  seus produtos no mercado, caso contrário só  vai estar a trabalhar para o lucro de outros.
 

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miguelbud

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Re: Sector Vinícola
« Responder #64 em: Outubro 06, 2011, 01:36:29 pm »
Empresas de vinho verde querem captar turistas das ‘low-cost’

A Rota dos Vinhos Verdes está a ser reestruturada para potenciar o turismo e o vinho.

A Quinta da Aveleda, propriedade emblemática da região do vinho verde, foi recentemente escolhida para um jovem americano pedir a namorada em casamento. A pretendida é uma consumidora habitual do vinho Casal Garcia, marca da Aveleda que tem nos Estados Unidos o seu principal mercado de exportação, conta fonte oficial da empresa de Penafiel. Esta é uma história singular que se destaca entre os cerca de dez mil turistas que anualmente visitam a Aveleda.

Outras empresas da região do vinho verde estão apostadas em receber turistas, nacionais e estrangeiros. O crescimento das rotas aéreas das ‘low-cost' vieram potenciar o turismo no Norte do País, assim como a entrada em funcionamento do novo terminal de cruzeiros do Porto de Leixões.

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) quer aproveitar este fluxo de visitantes e também a maior notoriedade do vinho verde, que no primeiro semestre deste ano viu as exportações crescerem 8% para mais 20,7 milhões de euros. Isto sem esquecer o turista nacional.

E as empresas agradecem. O Palácio da Brejoeira, um ‘ex-libris' do Alto Minho, classificado como património nacional, abriu ao público no Verão do ano passado e em seis meses ultrapassou as 12 mil visitas, conta o administrador da empresa, Emílio Magalhães.

http://economico.sapo.pt/noticias/empre ... 28311.html
 

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Lusitano89

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Re: Sector Vinícola
« Responder #65 em: Outubro 31, 2011, 11:33:21 am »
Região do Tejo quer aumentar 50% exportações para China


Os produtores da região vitivinícola do Tejo querem aumentar em 50% as exportações de vinho para a China nos próximos três anos até aos 600 mil litros, disse à agência Lusa Teresa Batista, responsável pelo marketing da região. Com oito produtores em Cantão, cidade chinesa capital da província de Guangdong, adjacente a Macau e Hong Kong, Teresa Batista salienta a importância do mercado chinês nas exportações da região que correspondem ao segundo mercado mais importante a seguir a Angola.

"Para Angola exportámos em 2010 cerca de 600.000 litros e para a China, o nosso segundo maior mercado 335.000 litros, mas queremos aumentar cerca de 50% nos próximos três anos e ter no mercado chinês o mesmo volume que tivemos em Angola no ano passado", disse.

A mesma responsável salientou que no primeiro semestre de 2011, e comparativamente ao mesmo período de 2010, as exportações de vinho do Tejo para a China aumentaram 28%.

Além do aumento das exportações, a região do Tejo quer ter ainda mais produtores a exportar para a China, um mercado onde incluem as Regiões Administrativas Especiais de Hong Kong e Macau.

"No início deste ano eram 13 os produtores a exportar, agora já são 17 e queremos aproveitar estar mostra em Cantão para subir para 20", disse.

Depois de Cantão, os produtores do Tejo seguem para Macau onde fazem duas mostras, uma destinada a profissionais e outra ao público em geral e, depois, para Hong Kong, onde vão participar, com um stand próprio, numa feira de vinhos entre 3 e 5 de Novembro, "o que acontece pela primeira vez".

"São mercados a consolidar, a continuar a trabalhar para reforçar a nossa posição e para ter mais um canal de entrada na China, também para a província de Guangdong que oferece um grande potencial de desenvolvimento", considerou.

Teresa Batista disse ainda que o mercado chinês é "para continuar a trabalhar no futuro" e defendeu Macau também como uma base para os produtores da sua região.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: Sector Vinícola
« Responder #66 em: Novembro 23, 2011, 07:21:11 pm »
Riberalves investe 5 milhões em adega vitivinícola


A ministra da Agricultura inaugurou hoje em Torres Vedras uma adega vitivinícola, um investimento de cinco milhões de euros do Grupo Riberalves, que pretende exportar metade da produção já em 2012. A AdegaMãe, do Grupo Riberalves, tem 40 hectares de vinhas e uma adega com uma área de 4500 hectares, onde a arquitectura e a arte convivem com a tecnologia de ponta associada à maturação dos vinhos e com a paisagem de vinhedos, virando-se por isso para a aposta no enoturismo. Os promotores começaram já a comercializar o vinho tinto Dory 2010 e preparam-se para iniciar em 2012 a produção do vinho branco Dory 2011.

Bernardo Alves, director-geral da empresa, disse à Lusa que os objectivos para 2012 passam por facturar um milhão de euros, ao comercializar "metade da produção no mercado interno e outra metade no mercado externo", principalmente Angola, Moçambique, Brasil, China, Suíça, EUA, Inglaterra e países escandinavos.

Em 2010 e 2011, as vindimas renderam em cada ano 400 mil litros de vinho, mas a adega tem capacidade para 1,2 milhões de litros.

O investimento, localizado no concelho que mais vinho produz no país, permitiu criar sete postos de trabalho directos e mais 20 indirectos, associados aos trabalhos agrícolas sazonais.

Assunção Cristas considerou que o investimento constitui um projecto agrícola que "alia tradição e modernidade à arquitectura e ao enoturismo".

A ministra sublinhou a importância dos vinhos como um dos subsectores agrícolas estratégicos para o crescimento da economia no país, ao adiantar que os vinhos representam 16% da produção agrícola nacional, facturando por ano mil milhões de euros.

A manutenção da taxa do IVA nos 13% para o vinho é, segundo a governante, o "sinal do empenho do Governo em querer contribuir para o crescimento económico".

Nas exportações, os vinhos geram uma receita de 650 milhões de euros por ano, um valor que deverá crescer em 2011. "Temos um aumento este ano de 4% na venda dos vinhos, face às estratégias de internacionalização dos nossos vinhos, que estão a ser catalogados como os novos vinhos da Europa", disse Assunção Cristas.

Lusa
 

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Malagueta

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Re: Sector Vinícola
« Responder #67 em: Novembro 29, 2011, 03:42:59 pm »
Vinho já representa 650 milhões de euros por ano em exportações


Crescimento:  O vinho, as frutas e o azeite são alguns dos produtos que mais contribuem para as exportações no sector agro-alimentar.  
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Em média são comprados cerca de dois milhões de euros em vinho, por dia, às empresas nacionais.  Apesar de ser um país de dimensão média, Portugal assume-se como o 38º maior fornecedor mundial.  Só nos últimos cinco anos, as exportações aumentaram de 2,6 para 3,7 mil milhões de euros.


Artigo na integra

http://www.portugalglobal.pt/PT/Portuga ... 291111.pdf
 

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miguelbud

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Re: Sector Vinícola
« Responder #68 em: Dezembro 12, 2011, 06:21:17 pm »
Exportações de Vinhos vão crescer 12% este ano

As exportações de vinhos portugueses vão crescer este ano 12% em termos de volume e 4% em termos de valor em relação a 2010, segundo dados do Instituto do Vinho e da Vinha (IVV) divulgados hoje.

Francisco Mateus, do IVV, apresentou hoje, no Fórum Nacional da ViniPortugal, que decorre no Centro Nacional de Exposições em Santarém, as projecções de crescimento das exportações de vinhos portugueses até 2014.

Segundo disse, até Setembro, Portugal exportou um total de 461 milhões de euros de vinhos, mais 4% que em 2010.

De acordo com as projecções matemáticas, no período 2012/2014 as exportações de vinhos portugueses vão continuar a crescer 1% ao ano em termos de volume e 5% em termos de valor."Se as projecções se concretizarem, podemos chegar a 2014 com vendas no valor de 750 milhões de euros", afirmou.

Retirando os vinhos do Porto e da Madeira, as perspectivas apontam para um valor de 458 milhões de euros (que praticamente duplica o valor de 2005).

Em relação aos vinhos com denominação de origem, em 2011 as exportações cresceram 7% em termos de volume e 10% em termos de valor, devendo em 2014 atingir os 170 milhões de euros.

Francisco Mateus disse ainda que os espumantes, que representam ainda quantidades muito pequenas em termos de exportações, podem vir a ser "uma alegre surpresa para o sector", estimando-se que em 2014 se chegue aos 20 milhões de euros de exportações.

A sessão de abertura do Fórum Nacional da ViniPortugal contou com a presença do secretário de Estado da Agricultura, que garantiu o empenho do Governo na continuação da aposta na reestruturação e promoção do sector.

José Diogo Albuquerque congratulou-se com o facto de a Comissão Europeia manter nas propostas para a Política Agrícola Comum pós 2013 o envelope financeiro para a Organização Comum do Mercado do Vinho.

O secretário de Estado realçou ainda o peso que o sector tem tido no Plano de Desenvolvimento Rural (Proder), conquistando 20% das verbas destinadas à modernização das explorações.

"É importante que o Proder no futuro possa continuar a veicular estas ajudas, mas de uma forma mais constante, mais cadenciada, mais simples, com menos medidas e com regras mais simples", disse.

http://economico.sapo.pt/noticias/expor ... 33515.html
 

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Re: Sector Vinícola
« Responder #69 em: Dezembro 25, 2011, 12:53:20 pm »
Exportações de vinhos do Alentejo sobem 34,5%


Os vinhos do Alentejo aumentaram de Janeiro a Outubro deste ano as exportações para os principais mercados fora da União Europeia (UE) em 34,5 por cento, com Angola a liderar o "ranking", segundo a CVRA. Comparando os dados com igual período de 2010, a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) revelou que os países que mais aumentaram o volume de importações foram Angola, em primeiro lugar, com 82,5 por cento de aumento, seguido da China (juntamente com Macau e Hong Kong) com 44 por cento, e Brasil e Canadá, com 14,9 e 10,2 por cento, respectivamente.

O director de marketing da CVRA, Tiago Caravana, disse à Agência Lusa que Angola, Brasil, Estados Unidos, China e Canadá são, actualmente, por esta ordem, os cinco principais mercados de destino dos vinhos do Alentejo.

"Felizmente para os vinhos do Alentejo, os nossos principais mercados de exportação, à excepção dos Estados unidos, são os países que estão a apresentar maior crescimento económico a nível mundial", salientou Tiago Caravana.

O director de marketing da CVRA considerou que Angola foi o mercado que registou este ano, até Outubro, um "maior aumento" das importações dos vinhos alentejanos, realçando que "não era esperado um crescimento tão grande".

Em relação ao Brasil, Tiago Caravana referiu que esperavam "um crescimento maior", mas ressalvou que os dados de 2011 ainda não estão totalmente apurados, considerando que o mercado brasileiro "tem potencial para crescer muito".

"O mercado dos Estados Unidos, apesar da crise, teve um pequeno crescimento", observou.

Segundo a CVRA, a Rússia e a Noruega tiveram "um elevado aumento a nível percentual", embora com "números brutos" inferiores, comparativamente com Angola, China, Brasil e Canadá.

Para a Noruega, por exemplo, já foi exportado este ano, até Outubro, cinco vezes mais vinho do que em igual período de 2010.

A CVRA considera que "estes fortes aumentos são bastante positivos para o país e demonstrativos da saúde dos vinhos portugueses, em particular dos vinhos do Alentejo, cada vez mais bem representados nos mercados mundiais".

Lusa
 

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Re: Sector Vinícola
« Responder #70 em: Janeiro 08, 2012, 04:00:01 pm »
Angola é o principal destino dos vinhos do Alentejo


Angola é o principal destino de exportação dos vinhos do Alentejo. Vendas para o país aumentaram 82,5% entre Janeiro a Outubro de 2011.

O director de marketing da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), Tiago Caravana, revelou à Agência Lusa que, de Janeiro a Outubro do ano passado, foram exportados para Angola 3,2 milhões de litros de vinho do Alentejo.

Um volume de exportações que, disse, faz daquele país africano o "maior importador de vinhos portugueses".

"A tendência é para crescer ainda mais a exportação de vinho do Alentejo para Angola, visto que a economia daquele país está a evoluir e existe uma parte da população que já consome, com frequência, vinhos de qualidade", salientou.

Segundo Tiago Caravana, é essencialmente o "vinho de qualidade" do Alentejo, sobretudo o tinto, que é "apreciado" em Angola e que está a ser exportado para aquele país africano, com tendência para um crescimento.

Os vinhos do Alentejo, juntamente com os vinhos verdes, lembrou, foram pioneiros na promoção de vinhos portugueses em Angola e a CVRA já promove anualmente em Luanda, desde há alguns anos, provas de vinhos da região.

A CVRA adiantou que, de Janeiro a Outubro de 2011, os vinhos alentejanos aumentaram as exportações, em 34,5%, para os principais mercados fora da União Europeia (UE), com Angola a liderar o "ranking".

Comparando com igual período de 2010, referiu a CVRA, os países que mais aumentaram o volume de importações, além de Angola (82,5%), foram a China (juntamente com Macau e Hong Kong) com 44%, e o Brasil e Canadá, com 14,9% e 10,2%, respectivamente.

Tiago Caravana explicou que Angola, Brasil, Estados Unidos, China e Canadá são, actualmente, por esta ordem, os cinco principais mercados de destino dos vinhos do Alentejo.

Na lista de mercados de exportação para fora da União Europeia seguem-se a Suíça, Rússia, Japão, Cabo Verde, Moçambique, Austrália, Suazilândia, Venezuela, Noruega e São Tomé e Príncipe.

Os vinhos da região são também vendidos para o mercado da União Europeia e para "muitos outros destinos" como Singapura, Timor-Leste, México, Guiné-Bissau, Índia e Namíbia, frisou.

O Alentejo abrange oito sub-regiões vitivinícolas: Portalegre, Borba, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Vidigueira, Moura, Évora e Granja/Amareleja.

Lusa
 

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Re: Sector Vinícola
« Responder #71 em: Fevereiro 18, 2012, 08:53:28 pm »
Vinho precisa de promoção mais eficaz para exportar, diz secretário de Estado


O secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo, defendeu hoje a necessidade de os vinhos portugueses serem promovidos de “forma eficaz” para exportar mais, cabendo ao Governo a articulação com as organizações do setor.

“Portugal tem muitos vinhos, muitos de alta qualidade. Muitas vezes não temos é oportunidade de os promover e de arranjar forma eficaz na sua promoção. É isso que falta a muitos produtos portugueses, nomeadamente ao vinho”, frisou Daniel Campelo.

O secretário de Estado falava aos jornalistas no Porto, onde esteve no evento “Essência do Vinho”, em representação do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e Ordenamento do Território.

“Todas ações de promoção são importantes para promoção, sobretudo junto dos exportadores, porque temos de exportar mais vinho português. Temos excelentes vinhos mas há ainda um défice de conhecimento do vinho português no estrangeiro”, alertou.

Daniel Campelo referiu-se ainda a um encontro recente com o vice-ministro da Agricultura da China, no qual este lhe disse que “era importante” que os vinhos portugueses “tivessem mais notoriedade no estrangeiro, onde ainda há algum desconhecimento” sobre eles.

Questionado sobre o papel do Governo na promoção do setor, Daniel Campelo esclareceu que “é ao nível da articulação com as organizações do setor que o Governo tem de trabalhar”.

“O Governo tem de se articular com o setor. É uma ação que não compete só ao Governo. O Governo tem alguns mecanismos de incentivo, alguns organismos que se dedicam a essa tarefa, mas temos de articular esse esforço com os empresários e empresas, porque é com eles que o produto tem de funcionar”, afirmou.

Dinheiro Vivo
 

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« Responder #72 em: Março 04, 2012, 06:47:30 pm »
Potencial do mercado dos EUA entusiasma portugueses


As exportações de vinho português para os Estados Unidos têm crescido continuamente, com bom acolhimento da crítica especializada e consumidores, e produtores de vinhos, AICEP e ViniPortugal mostram-se entusiasmados com o potencial do mercado.

A delegação portuguesa à principal feira de vinhos de Nova Iorque, a Wine Expo, entre sexta-feira e domingo na cidade norte-americana, é este ano mais pequena do que em 2011, mas a ViniPortugal, que representa as empresas do setor, vai investir em 2012 mais do que nunca no mercado norte-americano.

«Os vinhos portugueses aqui são bem aceites, cada vez mais consumidores e profissionais os conhecem, este ano foi recorde em termos de prémios ganhos nas revistas do setor - Wine Spectator, Wine and Spirits, Wine Enthustiast - e tudo isso são fatores de sucesso para a nossa aposta nos Estados Unidos», disse à Lusa Sónia Fernandes, da ViniPortugal.

O menor número de expositores, em relação aos 47 de recorde do ano passado, deve-se ao facto de as datas terem coincidido com a feira ProWein na Alemanha, mas «os produtores clarmente estão a apostar imenso no mercado norte-americano», diz Sónia Fernandes.

As vantagens dos vinhos portugueses estão na diferença de ter castas únicas ao país, como Trincadeira ou Touriga, uma boa relação preço-qualidade e a própria cultura do país, «aberta, convidativa», adianta.

O setor tem estado a crescer sobretudo graças às exportações, que tendem a aumentar e, enquanto grande parte do país se debate com a crise, este setor «está com saúde», segundo a representante da ViniPortugal.

A ViniPortugal reduziu este ano os mercados em que vai investir em promoção, reservando as maiores fatias para os Estados Unidos (2,5 milhões de euros) e Brasil (um milhão de euros).

«2012 vai ser o grande ano dos vinhos portugueses nos Estados Unidos, porque corresponde a uma grande aposta de todas as instituições encarregadas da promoção do vinho», disse à Lusa o delegado do AICEP, Rui Boavista Marques.

As exportações de vinho subiram 6 por cento em 2010 e 7 por cento em 2011, e os dados dos primeiros meses do ano permitem ter «confiança de que vai continuar essa tendência», adianta o delegado do AICEP para o mercado norte-americano.

Com escritório no país há mais de 13 anos, a Aveleda, tem nos Estados Unidos um «mercado estratégico» e um «trampolim», com as exportações a crescerem de maneira «exponencial nos últimos anos».

«Se há país onde se pode ser ambicioso é nos Estados Unidos, posso dizer com alguma segurança», disse à Lusa Francisco Guedes, da Aveleda.

A delegação portuguesa incluiu ainda outros grandes exportadores como a Esporão, Caves Messias, Croft Port, Sogrape Vinhos e Dão Sul, mas também mais pequenas como a Herdade da Malhadinha Nova.

Maria Stevens, da José Maria da Fonseca, já tinha vendido cerca de 25 caixas de marcas como Periquita ou Domini a consumidores antes do final do primeiro dia da feira.

Destacava em particular a «receção fantástica» ao Douro Domini, que recentemente obteve 90 pontos do conhecido crítico Robert Parker, «um orgulho para empresa e para Portugal».

Já para a brasileira Gabriela Paiva, a Wine Expo foi a primeira experiência no mercado norte-americano, representando 16 produtores de várias regiões com a sua empresa recém-criada, Tambuladeira, que em seis meses exportou «cinco contentores para o Brasil».

«Falta vinho português aqui, os vinhos são poucos, a maior parte estão na prateleira da Espanha quase, e acho que tem um mercado gigante aqui. Todos os que provam adoram», disse à Lusa.

Lusa
 

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Re: Sector Vinícola
« Responder #73 em: Abril 24, 2012, 08:50:16 pm »
Sogrape investe seis milhões de €€ no Chile


A Sogrape, o maior grupo português do sector dos vinhos, está a construir uma nova adega no Chile, onde detém a Vinã los Boldos. Este investimento ascende a 4,5 milhões de dólares (cerca de 3,4 milhões de euros) e deverá estar concluído em Outubro, avança o presidente-executivo do grupo, Salvador Guedes, ao Diário Económico. O grupo prevê ainda terminar, no próximo ano, a reestruturação de 150 hectares de vinha na propriedade chilena, programa que levou à aplicação de mais de três milhões de euros. No total, a Sogrape está a investir mais de seis milhões de euros no Chile.
 
As operações internacionais da Sogrape representaram cerca de 20% das vendas registadas no ano passado, que atingiram 180 milhões de euros. Ainda assim, o volume de negócios da empresa registou um decréscimo de 4% face a 2010, o que se deveu nomeadamente à quebra de 10% nas vendas no mercado interno. Já os resultados líquidos cresceram 9,9% para 10,3 milhões.
 
A construção da nova adega do grupo liderado por Salvador Guedes resulta dos danos causados pelo terramoto, que assolou o país sul-americano no início de 2010. A Vinã los Boldos, adquirida em 2008, foi mais uma aposta do grupo português no chamado "novo mundo" dos vinhos. A primeira incursão do grupo nacional nesta região deu-se há 15 anos, com a compra da argentina Finca Flichman. Em 2007, a empresa expandiu a actividade internacional à Nova Zelândia, através da aquisição da Framingham.

Diáeio Económico
 

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Lusitano89

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Re: Sector Vinícola
« Responder #74 em: Maio 09, 2012, 12:30:44 pm »
China de olho nos vinhos portugueses


No último ano foram vários os produtores de vinhos portugueses que decidiram entrar ou reforçar a sua presença no mercado chinês. Em 2011, as exportações para a China duplicaram para 8 milhões de euros e a perspectiva, para os próximos anos, é que as vendas ascendam a 24 milhões por ano a a partir de 2014. Este mercado continua a ser, contudo, de pequena expressão para o sector vinícola português. A China produz 80% dos vinhos que consome, ou seja, apenas 20% vem de países terceiros, estando França, Austrália e Chile no topo das preferências dos chineses. «A imagem dos vinhos portugueses ainda não é muito conhecida», disse ao SOL David Chow, CEO da Altavis Fine Wines, uma das maiores importadoras chinesas de vinhos de luxo.

Para resolver este problema e conquistarem os consumidores chineses, David Chow recomenda que os produtores e entidades do sector luso invistam mais na promoção dos vinhos no país, como por exemplo em provas e nas cadeias de retalho, «mas tudo dependendo do budget, claro».

De visita a Portugal, a propósito do seminário Mercados Estratégicos para os Vinhos Portugueses, que se realizou na semana passada em Guimarães, David Chow adiantou ao SOL que a Altavis «ainda não importa vinhos portugueses, mas está à procura de parcerias», não revelando mais detalhes.

O CEO também não adianta números relativos à facturação da Altavis. Comenta apenas que a maior parte dos vinhos que distribui é oriunda de França, Itália e Chile, e que os de Bordéus são os mais procurados. Os preços variam entre os 10 e os 40 mil euros.

SOL
 

 

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