43 mil licenciados trabalham em áreas desqualificadas

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Chicken_Bone

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(sem assunto)
« Responder #15 em: Abril 04, 2009, 09:57:16 pm »
há muitos cursos que têm saída. não vejo porque esse de biofísica molecular não terá. parece-me que o pessoal só está a pensar que não o terá porque o estão a analisar de uma perspectiva Portuguesa e, logo extremamente reducionista.

Falando em perspectivas (ou falta delas):
Da «rádio-alcatifa» à «falta de mundo» dos licenciados


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Executivos da Bial e da Sonae.com manifestaram-se contra os trabalhadores «acomodados» e defenderam proximidade com os funcionáriosO mote era «Recursos humanos: Gestão de crise ou crise de gestão» e Miguel Portela, director do departamento da Bial, e Luís Reis, CEO da Sonae.com, tomaram-lhe o gosto e aproveitaram para falar do que tem faltado a Portugal a nível empresarial e do que se revela fundamental para ultrapassar a crise. Com grandes críticas à acomodação e à falta de «open mind» dos trabalhadores portugueses, os dois executivos insistiram na necessidade de formação constante.

A ligação universidades/necessidades do mercado de trabalho também mereceu críticas por parte de Miguel Portela e Luís Reis nas «conversas ao pequeno-almoço», organizadas pelo IPAM. O CEO da Sonae.com sublinhou que as escolas «deviam pôr as pessoas a pensar, a saber reagir ao desconforto, à diferença». Os cursos superiores, acrescentou, «são demasiado fáceis. As pessoas só sabem até onde podem ir se forem levadas ao seu limite».

«A muitos licenciados "falta mundo". Para muitos, o mundo acaba no fim da rua da aldeia dele». Esta imagem fornecida por Luís Reis serviu para demonstrar como os portugueses se «agarram desesperadamente ao seu cantinho».

O CEO da Sonae.com deu um exemplo: «Num processo de recrutamento, perante a "ameaça" de que podem ser colocados em qualquer ponto do país, metade desiste. À metade que fica, dizemos que podem ser colocados em qualquer ponto do mundo e metade vai embora. Dos candidatos iniciais restam-nos normalmente 25 por cento». Daí o desabafo: «Devia ser proibido aos recém-licenciados namorar ou casar nos próximos dez anos».

Miguel Portela corroborou esta linha de pensamento e acrescentou outro dado: «Faltam ideias inovadoras que se transformem em ideias de negócio a nível mundial».

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Sobre a formação contínua, Luís Reis sublinhou que o «melhor sinal que as empresas podem dar para mostrar que estão para ficar é tornar as pessoas mais competentes. Ou seja, apostar na formação, valorizar as pessoas, até para estarem mais habilitadas no caso de, um dia, terem de ir embora».

A importância da «rádio-alcatifa»

Em relação aos departamentos de recursos humanos, a chamada «rádio-alcatifa» - uma expressão usada dentro da Sonae e que significa a forma como as informações correm dentro da empresa de forma não-oficial, desde o «quem-anda-com-quem» até às conversas de café sobre quem vai ser promovido e como está a empresa - foi a «rainha» desta conversa ao pequeno-almoço.

O director de Recursos Humanos da Bial gostou da expressão e sublinhou que também ele gosta de contactar e «sentir» todos os trabalhadores, de os acompanhar e conhecer as suas ideias. «As grandes ideias não vêm das administrações, mas de quem trabalham. E às vezes até podem ser ideias estúpidas, mas são um grande sucesso».

O departamento de recursos humanos, acrescentou Luís Reis, «deve assumir-se como um calibrador de fluídos, uma máquina de válvulas que permite alinhar as pessoas com os objectivos da organização. Deve ser um instrumento fundamental de criação de transparência».


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