Problemas com FALCON do Presidente da República

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« Responder #45 em: Fevereiro 25, 2008, 04:33:50 pm »
O problema da compra de Airbus ou equivalentes para funções de reabastecimento e transporte é que não temos movimento suficiente por ano ( em termos de horas de voo) nem carga/pessoal que justifique a sua compra. Basta pensar que mesmo as deslocações semanais para as Lajes em C-130 não levam mais de 40 pessoas...
 

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Lancero

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« Responder #46 em: Fevereiro 26, 2008, 11:09:05 am »
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Defesa: Lei Programação Militar não prevê renovação de frota de Falcon, Governo admite ponderar    

   Lisboa, 26 Fev (Lusa) - A Lei de Programação Militar (LPM), que define  os investimentos de médio e longo prazo das Forças Armadas até 2023, é omissa  sobre a renovação da frota de Falcon.  

 

   A última revisão da LPM foi aprovada em 2006 e contém um programa de  investimentos de 55 mil milhões de euros, quantia que está concentrada para  os primeiros 12 anos de aplicação da lei.  

 

   Em entrevista ao Rádio Clube Português, na segunda-feira, o ministro  da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, admitiu que, após o incidente com o  avião no voo do Presidente Cavaco Silva para a Jordânia, há uma semana e  meia, a substituição possa ser ponderada, mas não adiantou nem como nem  quando.    

 

   "A questão tem que se pôr, deve ser ponderada e depois decidida", afirmou  Severiano, admitindo que qualquer decisão "não é imediata".    

 

   Os três jactos Falcon 50 da Força Aérea têm cerca de 20 anos, mas o  seu valor de mercado é muito variável, cinco a dez milhões de euros, disse  à Lusa fonte da empresa que representa a Falcon em Portugal, Vilsene.  

 

   O preço de um Falcon 50 "usado" varia segundo vários critérios como  as horas voadas ou a manutenção, por exemplo, além de factores como a eventual  negociação de compra de aviões - "como um negócio qualquer", segundo a fonte  da Vilsene.  

 

   Os três Falcon 50 ao serviço da Força Aérea foram comprados em 1989  e 1991 para serem utilizados durante a primeira presidência da União Europeia  (UE), em 1992, e já não se fabricam.  

 

   A marca Dassault Falcon é um dos vários fabricantes de jactos e tem  várias alternativas para este tipo de transporte VIP como o Falcon 2000,  com capacidade para 16 passageiros e que custa 35 milhões de dólares (23,6  milhões de euros), segundo fonte da empresa.  

 

   O Falcon 900, com uma configuração para este tipo de transporte, também  para 16 pessoas, tem um custo de mercado de 40 milhões de dólares (cerca  de 27 milhões de euros), segundo a mesma fonte da Vilsene.  



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Defesa: Partidos compreensivos com renovação de Falcon, apenas PCP tem reservas

Lisboa, 26 Fev (Lusa) - O incidente com o Falcon que transportou o Presidente Cavaco Silva para a Jordânia reabriu o debate sobre renovação dos aviões "VIP" do Estado, hipótese em que apenas o PCP tem reservas.  

 

    PS, PSD, CDS e Bloco de Esquerda, apesar de algumas diferenças de tom, não se opõem à solução do problema, colocado depois dos incidentes, nos últimos meses, com as aeronaves operadas pela Força Aérea e em serviço há cerca de 20 anos.  

 

    O deputado comunista António Filipe é claro ao afirmar que "o PCP não defende a aquisição de novos Falcon, mas sim a adequada manutenção dos existentes".

 

    Depois do incidente no voo para a Jordânia, há semana e meia, que obrigou o Presidente da República a fazer uma escala em Itália, Cavaco Silva afirmou que já nenhum Presidente ou chefe de governo se desloca naqueles aparelhos com mais de duas décadas de serviço.  

 

    "Nem na Europa, nem em África", comentou Cavaco aos jornalistas.  

 

    Os partidos com representação parlamentar ouvidos pela Lusa, à excepção do PCP, não se opõem abertamente à renovação da frota.  

 

    Miranda Calha, o deputado socialista que preside à comissão parlamentar de Defesa, foi o mais directo na resposta à Lusa sobre a necessidade de renovação dos Falcon: "Sim, são aviões com 20 anos. Se continuarem os problemas, deve repensar-se a sua modernização".  

 

    Em declarações à Agência Lusa, o coordenador da comissão política do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, considera "normal" a renovação dos aviões "se se concluir ser necessário".  

 

    "São despesas que em alguns casos são necessárias", disse Francisco Louçã, afirmando que, da parte dos bloquistas, a questão "não suscitará um grande debate político".  

 

    À direita, o deputado democrata-cristão João Rebelo afirmou que o CDS-PP não irá "levantar objecções" à modernização dos Falcon, "aviões com uma idade apreciável".  

 

    João Rebelo defende que a substituição dos aviões deve, no entanto, ser feita com base em estudos técnicos da Força Aérea e encontrar um enquadramento orçamental, nomeadamente através da Lei de Programação Militar (LPM), que define os investimentos a médio e longo prazo.  

 

    Do PSD, o deputado Correia de Jesus diz que o partido "não tem uma posição aprofundada sobre o assunto", mas admite que a avançar com essa solução, teria que ser "enquadrada no reequipamento das Forças Armadas".  

 

    O incidente no Falcon há uma semana e meia com o Presidente Cavaco Silva foi o terceiro em três meses.  

 

    Em 16 de Dezembro de 2007, o primeiro-ministro, José Sócrates, chegou atrasado a Argel para uma visita oficial de seis horas a Argélia a avaria no Falcon.  

 

    Em Novembro, também se registou um incidente com o avião em que viajava o ministro da Defesa Nacional, Nuno Severiano Teixeira, rumo à Lituânia.
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

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P44

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« Responder #47 em: Fevereiro 26, 2008, 11:10:32 am »
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Lei Programação Militar não prevê renovação de frota de Falcon,


fácil, cancela-se o NAVPOL :lol:
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Lancero

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« Responder #48 em: Fevereiro 29, 2008, 08:18:50 pm »
Mais uma avaria de um Falcon, com o MAI em S. Tomé (vi agora numa televisão que já não lembro qual)
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

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Charlie Jaguar

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« Responder #49 em: Fevereiro 29, 2008, 10:16:51 pm »
Citação de: "Lancero"
Mais uma avaria de um Falcon, com o MAI em S. Tomé (vi agora numa televisão que já não lembro qual)


Telejornal da RTP1.  :arrow: http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?he ... 34&tema=27
Saudações Aeronáuticas,
Charlie Jaguar

         "PER ASPERA AD ASTRA"
               (Por Caminhos Árduos, Até Às Estrelas)
 

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piri-piri

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« Responder #50 em: Março 11, 2008, 07:27:20 pm »
Citação de: "P44"
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Lei Programação Militar não prevê renovação de frota de Falcon,

fácil, cancela-se o NAVPOL :lol:


o falcon é menor prioridade que o navpol
até porque não sendo um aparelho de combate pode ser alugado sem grande problema.
Uma outra solução seria a aquisição partilhada com uma operadora civil (tap ou pga) em regime de locação. a operação civil ajudaria a pagar a aeronave num menor espaço de tempo, resultando numa solução menos onerosa. Com esta solução seria ainda possível adquirir aeronaves de maiores dimensões, além de ser mais fácil a actualização, modernização e substituição dos meios
 

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Luso

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« Responder #51 em: Março 12, 2008, 09:28:34 am »
Tem alguma graça assistir a debates de "bem-pensantes", os quais nunca resistem ao ataque fácil à compra dos submarinos, já defendem necessidade de se manter a dignidade dos "supremos representantes da nação" com Falcons de último modelo.

As Forças Armadas são decididamente meros funcionários do Ministério Estrangeiro dos Negócios Nacionais e/ou seguranças desses mesmos "supremos representantes".
« Última modificação: Março 12, 2008, 11:24:20 am por Luso »
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Lancero

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« Responder #52 em: Março 12, 2008, 11:07:11 am »
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Defesa:"Nenhuma situação com aviões Falcon colocou em perigo as aeronaves" - FAP

Lisboa, 11 Mar (Lusa) -  A Força Aérea Portuguesa revelou hoje que nenhuma das "situações" (avarias) verificadas nos últimos meses com a sua frota de aviões Falcon colocou em perigo a segurança das aeronaves.  

 

    A informação, avançada à Lusa por um porta-voz da FAP, reporta-se a todos os incidentes ocorridos durante o transporte de altas individualidades do Estado português, em missões no estrangeiro, nomeadamente o Presidente da República, Cavaco Silva, e o Primeiro-Ministro, José Sócrates.  

 

    O último incidente com um Falcon operado pela FAP ocorreu durante a viagem do Presidente da República à Jordânia em Fevereiro.  

 

    Na ocasião, o avião presidencial foi focado a proceder a uma aterragem de emergência na base aérea italiana de Bindisi quando o piloto do Falcon detectou uma anomalia nos instrumentos relativos ao combustível da aeronave.

 

    Questionado sobre se não era chegado o momento de substituir os Falcon da FAP, o Presidente não respondeu directamente, mas disse que na Europa já nenhum Presidente ou chefe de governo se desloca naqueles aparelhos com mais de duas décadas de serviço.  

 

    O Chefe de Estado recordou duas aterragens de emergência que fez numa anterior versão dos Falcon quando era primeiro-ministro na década de 80.

 

    O incidente com o Falcon que transportou o Presidente  para a Jordânia reabriu o debate sobre renovação dos aviões "VIP" do Estado, hipótese em que apenas o PCP tem reservas.  

 

        PS, PSD, CDS e Bloco de Esquerda, apesar de algumas diferenças de tom, não se opõem à solução do problema, colocado depois dos incidentes, nos últimos meses, com as aeronaves operadas pela Força Aérea e em serviço há cerca de 20 anos.  

 

        Os partidos com representação parlamentar ouvidos pela Lusa, à excepção do PCP, não se opõem abertamente à renovação da frota.  

 

        Miranda Calha, o deputado socialista que preside à comissão parlamentar de Defesa, foi o mais directo na resposta à Lusa sobre a necessidade de renovação dos Falcon: "Sim, são aviões com 20 anos. Se continuarem os problemas, deve repensar-se a sua modernização".  

 

        O coordenador da comissão política do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, considera "normal" a renovação dos aviões "se se concluir ser necessário".

 

        João Rebelo defende que a substituição dos aviões deve, no entanto, ser feita com base em estudos técnicos da Força Aérea e encontrar um enquadramento orçamental, nomeadamente através da Lei de Programação Militar (LPM), que define os investimentos a médio e longo prazo.  

 

        O incidente no Falcon há uma semana e meia com o Presidente Cavaco Silva foi o terceiro em três meses.  

 

        Em 16 de Dezembro de 2007, o primeiro-ministro, José Sócrates, chegou atrasado a Argel para uma visita oficial de seis horas a Argélia a avaria no Falcon.  

 

        Em Novembro, também se registou um incidente com o avião em que viajava o ministro da Defesa Nacional, Nuno Severiano Teixeira, rumo à Lituânia.


        A Lei de Programação Militar (LPM), que define os investimentos de médio e longo prazo das Forças Armadas até 2023, é omissa sobre a renovação da frota de Falcon.  

 

        A última revisão da LPM foi aprovada em 2006 e contém um programa de investimentos de 55 mil milhões de euros, quantia que está concentrada para os primeiros 12 anos de aplicação da lei.  

 

        O ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, admitiu, após o incidente com o avião no voo do Presidente Cavaco Silva para a Jordânia, que a substituição possa ser ponderada, mas não adiantou nem como nem quando.  

 

        "A questão tem que se pôr, deve ser ponderada e depois decidida", afirmou Severiano, admitindo que qualquer decisão "não é imediata".  

 

        Os três jactos Falcon 50 da Força Aérea têm cerca de 20 anos, mas o seu valor de mercado é muito variável, cinco a dez milhões de euros, disse à Lusa fonte da empresa que representa a Falcon em Portugal, Vilsene.  

 

        O preço de um Falcon 50 "usado" varia segundo vários critérios como as horas voadas ou a manutenção, por exemplo, além de factores como a eventual negociação de compra de aviões - "como um negócio qualquer", segundo a fonte da Vilsene.  

 

        Os três Falcon 50 ao serviço da Força Aérea foram comprados em 1989 e 1991 para serem utilizados durante a primeira presidência da União Europeia (UE), em 1992, e já não se fabricam.  

 

        A marca Dassault Falcon é um dos vários fabricantes de jactos e tem várias alternativas para este tipo de transporte VIP como o Falcon 2000, com capacidade para 16 passageiros e que custa 35 milhões de dólares (23,6 milhões de euros), segundo fonte da empresa.  

 

        O Falcon 900, com uma configuração para este tipo de transporte, também para 16 pessoas, tem um custo de mercado de 40 milhões de dólares (cerca de 27 milhões de euros), segundo a mesma fonte da Vilsene.  

 
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

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PereiraMarques

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« Responder #53 em: Março 16, 2008, 06:50:44 pm »
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O velho avião do Estado
Falcon: Muitas horas de voo...
 
A discussão sobre a substituição dos aviões VIP do Estado não foi oficialmente aberta, mas é público que os incidentes se sucedem
Dezanove voltas ao Mundo; 750 mil quilómetros percorridos; 9030 horas de voo. Todos são sinónimos da ‘corrida’ aérea, (só) em 2007, dos três Falcon 50 para transporte VIP do Estado – voavam em média 720 horas anuais. Nunca foram tão solicitados, nem na fase da candidatura portuguesa ao ‘Euro 2004’, quando José Sócrates (então ministro-adjunto do primeiro-ministro) visitou vários países usando aviões VIP do Estado.
 
Acontece que, desde Novembro último, registaram-se três incidentes com os Falcon onde voavam o próprio José Sócrates, primeiro-ministro, antes o seu ministro da Defesa e depois o Presidente da República.

“Quem terá de se pronunciar sobre a necessidade de substituição dos Falcon, em primeira instância, é o Governo. Por enquanto nós garantimos a segurança de voo e, cabe-nos também, garantir as operações e a manutenção da qualificação dos tripulantes. Agora, é de bom senso, porque as aeronaves têm um ciclo de vida que não é ‘ad eternum’, que alguém – que não a Força Aérea Portuguesa (FAP) – pondere a substituição” – acautela o porta-voz da FAP.

“Já é tempo de os substituir – alega o ex-Presidente da República Jorge Sampaio – até porque com a actual intensidade da vida internacional, este meio de transporte tornou-se imprescindível.” A Sampaio sucedeu há dois anos Cavaco Silva – o primeiro-ministro responsável pela compra dos três aviões VIP, dois em 1989 e um terceiro em 1991, quando Mário Soares era Chefe de Estado. “Eu próprio – recorda Jorge Sampaio – pedi a certa altura à Casa Militar um estudo de renovação dos Falcon 50... de facto, já então me parecia razoável substituir os velhos Falcon 50 por uma solução mista, combinando, por um lado, um aparelho do mesmo género mas mais moderno e capaz de maior autonomia e, por outro, um aparelho maior, susceptível de transportar comitivas mais extensas ou mesmo tropas em missões internacionais.”

E foi por razão desta última viagem à Jordânia que o actual Presidente da República, Cavaco Silva, disse descontraidamente aos jornalistas que – “nem na Europa, nem em África” – já nenhum membro de governo ou Chefe de Estado usava estes aviões. Dias antes, a 15 de Fevereiro, um segundo Falcon da FAP foi buscar Cavaco à base aérea italiana de Brindisi. O primeiro, aterrara lá porque foi detectada uma anomalia no indicador de combustível. “Iam dois pilotos na cabina e outros dois nos lugares dos passageiros e eles riam-se”, descreveu aos jornalistas o Chefe de Estado, acrescentando que riu também.

“O que se passa a bordo do avião é matéria reservada” – fez saber o assessor de Imprensa de Cavaco Silva. Mas nem sempre as viagens são feitas pelo avião VIP que a FAP opera. Ao Brasil, o Presidente foi em voos comerciais da TAP; até à Índia, fretou um avião. Viaja muitas vezes na “carreira”, onde, por tradição, Cavaco aproveita para cumprimentar os jornalistas a bordo e a comitiva. “E quando quer conversar não tem problemas em fazê-lo num voo, ou noutro”, acrescenta o mesmo assessor. “É natural que o senhor Presidente da República possa ler dossiês e fazer leituras, pedir esta ou aquela informação a quem o acompanha (no Falcon).”

SEGURANÇA DOS FALCON

Serão seguros os Falcon? “O Ministro da Defesa Nacional mantém a mesma convicção de que os Falcon são seguros, como aliás foi reiterado pela Força Aérea Portuguesa”, informou o gabinete de Imprensa. Antes, Severiano Teixeira disse, em entrevista ao Rádio Clube Português, que “a questão tem que se pôr, deve ser ponderada e depois decidida”. Mas, “não é imediata”.

A FAP confirma – “por enquanto” – a segurança deste modelo da marca francesa Dassault, que entretanto já não se fabrica. “Desvalorizamos estes incidentes. Trataram-se apenas de falhas técnicas (umas tinham a ver com os instrumentos do sistema de combustível, sistemas hidráulicos...) e não de avarias, muito menos situações de emergência que colocassem em causa a segurança de voo”, diz o porta-voz.

Já somam três incidentes em três meses: antes do sucedido com o Presidente da República, o primeiro-ministro chegou atrasado a Argel na visita oficial de Dezembro; um mês antes, outro incidente no voo para a Lituânia com o ministro da Defesa a bordo. Mas se a decisão sobre a sua substituição cabe ao Governo – segundo a FAP, – quem decide se o avião deve ou não aterrar é o próprio comandante a bordo.

“Nalguns destes casos, o piloto decidiu aterrar por precaução”, explica a mesma fonte da FAP. Todos os procedimentos são relatados depois. Só se age de modo diferente no caso de emergência, segundo as regras da aviação.

A FUNÇÃO

Comprados – de acordo com o Decreto-Lei n.º 72/89, de 3 de Março, – “considerando o elevado interesse público de, em circunstâncias especiais, se dispor de meios aéreos que facilitem o cumprimento de diversas tarefas nacionais, a efectuar pelos representantes máximos da soberania da Nação ou por outras altas entidades nacionais (...)”, principalmente, pela presidência portuguesa da União Europeia, em 1992.

Os Falcon levam, no máximo dez pessoas. “É cómodo – uma pessoa vai mais distendida do que num voo comercial. Acho que oito leva à vontade. A partir daí as coisas são um pouco mais complicadas” – explicou uma fonte governamental. “Na parte da frente tem lugares todos seguidos onde as pessoas podem falar entre si, mas enfim... na parte de trás, há uns quatro lugares – no máximo cinco – que fazem um círculo, onde as pessoas podem falar e até podem abrir uma mesa de refeições, onde se pode pôr documentos.”

“Nessa parte de trás até dá para as pessoas trabalharem um bocadinho, reunirem e falarem. Aliás, a táctica habitual, quando vai o primeiro-ministro, um ministro ou até o senhor Presidente é irem atrás com as pessoas com quem precisam de trabalhar.”

Jorge Sampaio recorda, a este propósito, que “as viagens de ida eram quase sempre utilizadas para rever dossiês ou aspectos que se prendiam com as próprias deslocações – ora um discurso, ora um programa, ora alguma questão mais sensível a passar em revista e a discutir com os colaboradores; o regresso era em geral mais descontraído e aproveitado para retemperar forças.” E acrescenta “por graça” que, em dez anos, recorda “o sabor especial dos pastéis de nata estaladiços que serviam a bordo do Falcon, independentemente da hora ou destino do voo...”

Quando o general Ramalho Eanes foi Presidente da República não havia, naturalmente, nenhum Falcon 50. Antes, foram comprados, em 1984, os Falcon 20 que nunca usou. “As necessidades de deslocamento aéreo eram resolvidas por recurso a meios aéreos militares – o C-130 no caso de deslocações de longo curso. Nessas utilizações o único facto que há, e que não é significativo, é que numa das vezes, em que regressávamos da Venezuela, um dos motores do C-130 avariou, sem que a tripulação conseguisse imobilizar a hélice (pôr o motor “em bandeira”). Esta situação pode criar condições de incêndio e isso terá determinado que muito perto dos Açores eu tivesse constatado que voava muito perto de nós um outro C-130. O tempo largo de companhia levou-me a perguntar o que se passava e foi-me, então, explicado que a missão do avião era uma missão de prevenção e segurança, para o caso do C-130 em que voava ter qualquer problema grave.”

Tal como com o helicóptero ‘Puma’ que, em 1982, transportou o Papa João Paulo II, era acoplado ao C-130 um ‘kit VIP’ – uns bancos semelhantes aos dos voos comerciais. “O kit disponível para os C-130 era extremamente incómodo porque não tinha considerado que, em viagens longas, em que normalmente se dorme por certos períodos, os apoios da cabeça são indispensáveis” – acrescenta o general Ramalho Eanes.

O DESGASTE

Segundo fonte ministerial, os Falcon 50 acusam o desgaste dos anos. “Francamente o Estado não está muito bem servido. Mas em termos de políticas públicas, não sei se faz sentido comprar novos aviões.” Com igual prudência, o consultor em Portugal da empresa fabricante dos Falcon – a Dassault – afirma que tudo o que tem sido dito “não quer dizer que os aviões sejam maus, ou não sejam próprios.” Ainda assim, acredita que o Falcon 7X seria o “natural” sucessor dos actuais. Só que a um preço de 32,4 milhões de euros. A marca francesa tem mais dois modelos: o Falcon 2000 e o 900, para transporte de 16 passageiros, ao preço de 23,6 e 27 milhões de euros respectivamente.

Para o consultor da Dassault, vender os nossos aviões não iria render mais de 6,5 milhões de euros cada. Desvalorizaram: “foram mantidos fora da linha de manutenção da Dassault – na OGMA, Indústria Aeronáutica de Portugal, S.A. – e têm modificações. Qualquer pessoa pode comprar um avião, tem é que homologá-lo no Instituto Nacional de Aviação Civil.”

Pouco depois do incidente com o Falcon onde Cavaco seguia, foi publicado um diploma que prevê 43 milhões de euros em três anos com a manutenção das aeronaves da FAP. A Resolução do Conselho de Ministros n.º 29/2008, determina “que a adjudicação seja feita por ajuste directo à OGMA (...).

A propósito de uma possível renovação dos Falcon 50, o PS, PSD, PP e BE “não se opõem abertamente à renovação da frota” – segundo a Lusa. O deputado do PCP António Filipe afirma que “não há uma questão política com os Falcon.” Acrescenta que “quando se concluir que as condições de segurança não estão asseguradas, haverá que pensar na sua substituimção.”

FICAM PARA A HISTÓRIA MOMENTOS DRAMÁTICOS E OUTROS DE VIRAGEM NO FUTURO DO PAÍS: O DRAMA DO CASO CAMARATE

Há acidentes na história da aviação que ficaram gravados na memória dos portugueses: a morte de Sá Carneiro (então primeiro-ministro) surpreendeu o País e ficaram mesmo por explicar as circunstâncias em que o avião onde seguia se despenhou em Camarate, em Dezembro de 1980; ou o falecimento em 1986 de Samora Machel, o guerrilheiro líder da Frelimo.

SEM DRAMATISMOS

Sem dramatismos, o anterior ministro dos Negócios Estrangeiros Freitas do Amaral disse que as viagens pioravam o seu problema de costas. Demitiu-se após admiti-lo. Noutros tempos, Salazar só terá ido até Espanha e de comboio. Nunca terá voado.

OS GIGANTES DA AVIAÇÃO DE ESTADO INTERNACIONAIS

O Boeing 747-200B, passa a ser “Air Force One” quando o Presidente norte-americano está a bordo. Aníbal e Maria Cavaco Silva com o vice-presidente dos EUA, na campanha das nossas Presidenciais de 2006.

SÓ EXISTEM TRÊS

Portugal só tem os três Falcon 50 ao serviço dos representantes nacionais. Outros países que mantêm este modelo: a França - embora usem também dois Airbus A319 e dois Falcon 900; Itália, que tem três Airbus; Espanha que tem Falcons 20 e 900, e dois Airbus A320.

JORGE SAMPAIO

“Fiz inúmeras viagens de Falcon, passei muitas horas a bordo dessas aeronaves que me transportaram aos quatro cantos do Mundo, com o conforto possível (...). Lembro-me de uma quase interminável viagem de regresso da África do Sul, com uma paragem no Cairo; de uma deslocação a Cuba para participar numa Cimeira Ibero-Americana; de incontáveis percursos na Europa e, claro, de trajectos, vezes sem conta, entre Lisboa-Porto ou Faro” - Conta Jorge Sampaio

1989/91: RADIOGRAFIA AOS NOSSOS FALCON 50

Dois Falcon 50 foram comprados em 1989 e um terceiro em 1991 por Cavaco Silva, então primeiro-ministro. Eram os transportes VIP que interessavam ao País, na presidência portuguesa da União Europeia. Estes aviões fazem também evacuação sanitária (em 2007, no Afeganistão e Açores) e transportam órgãos humanos para hospitais do território continental.

1963 - PUMA: Dos 13 ‘Pumas’ iniciais sobraram dez. O Papa João Paulo II viajou, na primeira visita ao País, em Maio de 1982, num ‘Puma’ com ‘kit VIP’.

1977 - C-130: Adquiridos em 1977, os três C-130 da Força Aérea Portuguesa tinham a possibilidade de acoplar um ‘kit VIP’ – uns bancos semelhantes aos dos voos comerciais, embora que mais desconfortáveis –, para poder transportar altas figuras de Estado. Eram os C-130 e os C-212 Aviocar que, desde o final da década de 70 e até meados dos anos 80, faziam de transporte VIP.

1984 - FALCON: Comprados em 1984, os Falcon 20 serviram o Estado como transporte VIP até à chegada dos Falcon 50. Depois, estes passaram a fazer a calibragem de aeródromos.

2006 - MERLIM: Os ‘Puma’ foram substituídos em 2006 pelos EH – 101 Merlin, os Rolls-Royce de hélices no ar. O Presidente dos EUA tem uma frota de Merlins.

NÚMEROS

9030 Horas voaram os três Falcon 50 do Estado só em 2007. Portugal presidiu à União Europeia no segundo semestre.

750 Quilómetros percorridos apenas durante o ano de 2007; o que equivale a cerca de 19 voltas à Terra em linha recta.

2165 Horas percorreram os três Falcon 50 durante os três anos de 2004 a 2006. A média anual é de 721 horas de voo.

INTERIOR DE LUXO

As aeronaves destinadas ao transporte de altas individualidades de Estado, normalmente têm bons acabamentos interiores. O luxo abunda.

ESPAÇO À MEDIDA

No interior, entre bancos, uma pessoa caminha bem.

USADOS DA FEDEX

Os Falcon 20 foram adquiridos, usados, à distribuidora FedEX.

MÁRIO SOARES

Foi enquanto Presidente da República que Mário Soares os estreou.

SANITÁRIOS MAIS PEQUENOS

Este modelo da Falcon tem os sanitários na parte da frente. Os modelos que se seguiram já instalam um espaço maior, na retaguarda do avião. No caso dos aviões VIP do Estado, este espaço privado é mais pequeno.

LUGARES CONFORTÁVEIS

É mais difícil para os ocupantes do Falcon conversarem quando sentados nos bancos laterais. Mas o conforto permite descansar e até ler documentação importante.

SOFÁS PARA REUNIÕES

No sofá da parte de trás do Falcon podem sentar-se quatro ou cinco pessoas. A mesa de apoio serve também para reuniões.

MEDIDAS COMPARADAS

O Falcon 50 mede 18,52 metros, cerca de três carros e meio iguais ao de Sócrates, o VW Phaeton.  
Bruno Contreiras Mateus


 :arrow: http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... idCanal=19
 

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Menacho

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« Responder #54 em: Março 16, 2008, 08:57:35 pm »
Esta informacao no es correcta:

Citar
Espanha que tem Falcons 20 e 900, e dois Airbus A320.


Espanha solo tienen ya falcon 900 (trimotores) en numero de 6 si no recuerdo mal, y dos A-310 VIP.

Tambien se dispone para transporte VIP de 2 CN-235 asi como varios Pumas y Superpumas.

Los Falcon 20 fueron dados de baja para transporte VIP hace ya algun tiempo.

Cumprimentos.
 

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(sem assunto)
« Responder #55 em: Março 17, 2008, 02:47:04 am »
Citação de: "Menacho"
Esta informacao no es correcta:

Los Falcon 20 fueron dados de baja para transporte VIP hace ya algun tiempo.

Cumprimentos.

Mas continuam sim a operar os Falcon 20 na muitíssima importante missão de treino EW!

Meus amigos, todas estas notícias sobre os Falcon da FAP que têm surgido nos media recentemente não merecem mais do que os minutos que nós lhe damos enquanto as lemos. Nada mais, garanto-vos.
O que não quer dizer que amanhã não apareça um concurso para a aquisição de meios para os substituir... :roll:  Se é que me percebem...


Cumptos
A realidade não alimenta fóruns....
 

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ruben lopes

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« Responder #56 em: Junho 04, 2008, 03:52:30 pm »
a LPM  é revista de dois em dois anos!
a proxima vez que será revista é em 2009, por isso pode se lá incluir a substituição dos falcon 50 :D  (e também dos falcon 20, acho que também deveriam substitui-los.)
ruben lopes
 

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lexivia

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« Responder #57 em: Junho 04, 2008, 08:12:13 pm »
Citação de: "ruben lopes"
a LPM  é revista de dois em dois anos!
a proxima vez que será revista é em 2009, por isso pode se lá incluir a substituição dos falcon 50 :D  (e também dos falcon 20, acho que também deveriam substitui-los.)


Caro forista, sou obrigado a discordar. Pelo que percebi pelas minhas leituras nos foruns os Falcons não são "equipamentos militares", são operados e mantidos pela Força Aérea pelo que as verbas para a substituição não deverão ser (pelo gostaria que não fosse) incluída na LPM, nem que seja por não lapidar mais o orçamento desta.
Um abraço!
 

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raphael

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« Responder #58 em: Junho 05, 2008, 09:57:39 pm »
Realmente os Falcon 50 quando não estão a transportar os VIPs do Governo, ou seja, "Executar operações de transporte aéreo especial (por exemplo: transporte de altas entidades)", fazem o transporte urgente de orgãos para transplantes, além de algumas evacuações aeromédicas de emergência.
Por isso para não sobrecarregar a parcela da LPM da FAP deveriam ser adquiridos por outro orçamento e em vez de 03 bastariam 02 novos mas com um bom contrato de manutenção.
Quanto à ainda utilização do Falcon 20.... para EW (Electronic Warfare?) era quase isso era "Executar acções de verificação e calibração de ajudas-rádio." ... essa missão actualmente e executada por uma firma norte-americana em aeronave bi-motor que periódicamente se desloca às Bases Aéreas e executa essa missão. Os Falcon 20 já foram alienados... há uns anos!!
Um abraço
Raphael
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Rui Monteiro

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« Responder #59 em: Setembro 03, 2008, 02:53:36 pm »
É por estas e por outras que esta republica nos sai dos bolsos todos os dias e anda toda a gente contente LOLOL Sabia que o Rei de Espanha nas suas deslocações viaja em aviões da Ibéria e paga o seu bilhete ? Por alguma razão a Coroa Espanhola gasta 9 milhões de Euros anuais e a casa civil do Gazolineiro gasta 16 milhões, digam então que uma republica é mais barata  :P
Causa Monarquica : http://www.causa-monarquica.tk
Forum Realistas : http://www.realistas.org
Instituto da Democracia Portuguesa : http://www.democraciaportuguesa.org/
 

 

Substituição dos Falcon 50

Iniciado por Alvalade

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Última mensagem Dezembro 05, 2018, 10:26:47 am
por mafets