Ex-militares revelam muitas dificuldades de reintegração

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Ex-militares revelam muitas dificuldades de reintegração
« em: Maio 30, 2004, 01:28:45 pm »
DN

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Ex-militares revelam muitas dificuldades de reintegração
MANUEL RICARDO FERREIRA CORRESPONDENTE EM NOVA IORQUE
No dia em que foi inaugurado, em Washington, um memorial em honra dos 16 milhões de americanos que serviram nas forças armadas durante a II Guerra Mundial - e dos 405399 soldados que perderam a vida a combater a Alemanha, o Japão e a Itália -, os EUA foram varridos por uma onda de notícias sobre as suas forças armadas.

O ambiente de emoção e patriotismo evidente entre as cerca de 100 mil pessoas que estiveram ontem na cerimónia de Washington não é suficiente para camuflar os problemas agora revelados.

Exemplo desses problemas encontra-se no longo artigo do Los Angeles Times sobre o que sucede aos ex-combatentes que não conseguem adaptar-se à rotina da paz. Sobretudo, quando se observa que 23% dos sem-abrigo - quase 9% da população dos EUA - são antigos militares que acabaram nas ruas. A ponto de o Departamento de Assuntos dos Veteranos afirmar hoje que os ex-combatentes do Vietname que estão sem abrigo, representam o dobro dos 58 mil soldados que morreram em combate. Números aos quais se têm de somar aqueles que combateram no Afeganistão e no Iraque.

O que é que justifica esta situação? No artigo do Times, Jocelyn Stewart ensaia uma resposta: «ninguém pode apontar uma causa para a transformação dos veteranos em sem-abrigo. Porque as razões variam: custo da habitação, desemprego, toxicodependência e pouca formação. Além dos ferimentos de guerra, do stress pós-traumático e das relações familiares despedaçadas». Mas não é tudo. Às más notícias provenientes dos teatros de guerra, há a juntar os erros desnecessários e comportamentos vergonhosos, como o dos abusos sobre prisioneiros.

FOGO AMIGO Nesta matéria, há um caso que é elucidativo. O de Pat Tillman, jogador de futebol americano que recusou um contrato milionário para se alistar nos Rangers, e que foi morto a 22 de Abril, no Afeganistão. Segundo o Arizona Republic e o Argus of Fremont, Tillman foi vítima de «fogo amigo».

Apontado como um exemplo de patriotismo por ter trocado a carreira profissional pelo serviço militar, Tillman irá agora receber a mais alta condecoração do Exército a titulo póstumo, o que não fará esquecer o facto de ter sido morto pelos seus camaradas.

Já no Iraque, elementos da Polícia Militar dos EUA revelaram ter visto membros dos serviços secretos militares encorajarem o abuso de prisioneiros. Não só em Abu Ghraib, mas também noutras quatro cadeias, escreviam ontem vários diários.

Entre as técnicas utilizadas apontam-se as torturas a que foi sujeito um general iraquiano, metido dentro de um saco de dormir, com a boca tapada e que acabou por morrer. Estrangulamentos, espancamentos e arranque de cabelos de prisioneiros num campo do Exército próximo de Samarra ou espancamentos e imobilizações de presos em posições dolorosas na cadeia do aeroporto de Bagdad são alguns dos exemplos citados.
 

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Fábio G.

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« Responder #1 em: Maio 31, 2004, 12:25:09 pm »
Pode-se dizer que o patriotismo de Pat Tillman falou mais alto que o dinheiro e isso custou-lhe a vida, injustamente.

CM

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Abatido nas montanhas afegãs
EX-VEDETA DE FUTEBOL MORTO POR FOGO AMIGO


 
Pat Tillman era um dos mais respeitados desportistas do futebol americano, com contratos milionários que rondavam os 3,6 milhões de dólares. Em Maio de 2002, decidiu defender o país da ameaça terrorista.  
 
O cabo Pat Tillman
Alistou-se nas forças especiais e partiu para o Afeganistão, em busca da honra e glória. Ali morreu, em Abril último, vítima de 'fogo amigo'.

Segundo fonte do Pentágono, o Exército dos EUA deverá revelar em breve os resultados do inquérito à morte de Tillman, que morreu no passado dia 22 de Abril, durante um intenso tiroteio no Sul do Afeganistão, quando o pelotão que integrava foi vítima de uma emboscada perto de Khowst, junto à fronteira com o Paquistão. O pelotão perseguia um grupo de guerrilheiros taliban e da al-Qaeda.

Nas primeiras informações que avançou, o Pentágono afirmou que Tillman tinha morrido em combate. Não foi bem assim, ao que parece.

No feroz tiroteio entre os militares norte-americanos e os guerrilheiros afegãos, o futebolista terá sido atingido mortalmente por um seu camarada de armas. Aos 27 anos, Tillman 'enterrou' no Afeganistão os ideais patrióticos que o levaram a tomar arrojada decisão de servir o país em combate. Um seu irmão também se alistou e partiu para as longínquas montanhas afegãs. Pouco antes de partir, Tillman recusou mesmo um contrato no valor de 3,6 milhões de dólares para continuar ao serviço dos Arizona Cardinals. Em contrapartida, o salário que recebia no Exército não ultrapassava os 18 mil dólares anuais.

Refira-se ainda que foram anunciadas as mortes em combate de mais quatro soldados norte-americanos estacionados em território do Afeganistão.
 

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Fábio G.

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« Responder #2 em: Maio 31, 2004, 12:44:28 pm »
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Washington Inaugura Memorial da II Guerra Mundial
Segunda-feira, 31 de Maio de 2004

O Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, prestou sábado homenagem aos esforços feitos por milhões de compatriotas seus durante a II Guerra Mundial, de 1939 a 1945. As suas palavras foram dirigidas a dezenas de milhares de antigos combatentes concentrados em Washington, incluindo seu pai, George, que foi piloto da Armada durante aquele conflito, e o candidato presidencial John Kerry, que participou na guerra do Vietname.

A ocasião escolhida foi a inauguração de um monumento, o memorial nacional da II Guerra Mundial, determinada pelo Congresso em 1993, e que fica no Mall, no centro de Washington. "Estes foram os modestos filhos de um país pacífico", disse o Presidente à multidão. "Deram os melhores anos da sua vida à maior missão que o país jamais aceitou".

Cerca de 200.000 pessoas, entre antigos combatentes e suas famílias ou amigos, concentraram-se no centro de Washington para esta cerimónia. Anteriormente, o ex-Presidente George Bush intervira durante um serviço religioso na Catedral Nacional, dizendo que a sua geração foi notável pelos desafios que enfrentou, mas que os americanos de hoje poderão alcançar o mesmo nível.

O actual chefe da Administração, nascido um ano depois da II Grande Guerra ter terminado, pediu a todos os antigos combatentes que aceitassem os agradecimentos da nação. Nick Childs, da BBC, notou que esta cerimónia se verificou numa altura difícil da História norte-americana, com muitos cidadãos a combaterem e a morrerem no Iraque.

Alguns dos antigos combatentes rejeitam paralelos entre os dois conflitos, pois entendem que o que hoje em dia se está a fazer no teatro de guerra iraquiano não é a mesma coisa que combater o Exército do III Reich, que ameaçava ocupar uma grande parte da Europa, desde a França até à União Soviética.

Bush vai estar em 5 e 6 de Junho na região francesa da Normandia, para celebrar o sexagésimo aniversário do desembarque dos aliados, no Dia D.
 

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Fábio G.

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« Responder #3 em: Junho 05, 2004, 12:40:22 pm »
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Dezenas de Milhares nas Ruas de Roma para Assinalar o "Dia B"
Por PEDRO CALDEIRA RODRIGUES
Sábado, 05 de Junho de 2004

Dezenas de milhares de pessoas, sob a vigilância atenta das forças policiais, desfilaram ontem pelas ruas de Roma em protesto contra a visita do Presidente dos Estados Unidos, que ontem iniciou na capital italiana um difícil desafio diplomático na Europa.

Como geralmente sucede nestas ocasiões, a polémica relacionada com a deslocação do chefe da Casa Branca também se estendeu ao número de participantes na manifestação, registada nas vésperas das celebrações dos 60 anos do dia D, o desembarque aliado na Normandia em 1944.

Aliás, a iniciativa decorreu sob o signo do "Dia B": "Bush, não obrigado" e "Bush vai para casa" foram algumas das frases que obtiveram mais eco entre os participantes. A polícia referiu-se inicialmente a sete mil pessoas, depois admitiu 25 mil, enquanto os organizadores asseguraram que entre 150 mil e 200 mil desceram às ruas, revelou a BBC.

"Não à guerra, não a Bush" foi outra das palavras de ordem mais escutadas no desfile, enquadrado por forças policiais fortemente equipadas e que se iniciou ao início da tarde, após um apelo da esquerda moderada e radical, de sindicatos e de diversas associações não-governamentais.

Os relatos referem-se a uma manifestação calma apesar de ser perceptível um clima de tensão, atribuído às declarações emitidas na véspera pelo primeiro-ministro Silvio Berlusconi, que admitiu a ocorrência de actos de violência. Acabaram por ser registadas algumas escaramuças protagonizadas por jovens com a face coberta, que atiraram garrafas e pedras em direcção aos contingentes policias ou contra edifícios governamentais, enquanto tentavam ser controlados pelos serviços de ordem da manifestação. O tráfico rodoviário também foi bloqueado pelos participantes em diversos pontos da cidade.

"Estou aqui para apoiar a resistência palestiniana e iraquiana contra a opressão americana", referiu uma jovem manifestante, escutada por um repórter da AFP. "A Itália segue os Estados Unidos como um cachorro e come agora sozinha na tigela que a Espanha entretanto abandonou", sugeriu outro jovem, numa referência ao apoio do actual Governo de direita italiano à política da administração Bush.

A Itália possui um contingente militar estacionado no Sul do Iraque, enquanto três civis italianos permanecem desde há algumas semanas na posse dos seus captores. Um italiano foi já executado como represália pelo envolvimento de Roma no conflito, e o grupo que detém estes três homens ameaçou executá-los caso os italianos não protestassem nas ruas contra o Presidente norte-americano e o Governo de Berlusconi.

Roma esteve na primeira linha das manifestações mundiais contra a invasão e ocupação militar do Iraque, com três milhões de manifestantes em 15 de Fevereiro de 2003 e mais de 500 mil em 20 de Março passado.

O sermão de João Paulo II
Logo após a sua chegada pela manhã, e protegido por um excepcional dispositivo de segurança, George W, Bush dirigiu-se ao Vaticano para um encontro com o Papa João Paulo II, que lhe fez um verdadeiro "sermão" sobre a questão do Iraque.

O chefe da Casa Branca foi assim confrontado com o pedido de uma "rápida normalização do Iraque com a participação activa da comunidade internacional e em particular das Nações Unidas".

O Sumo Pontífice, apesar de muito debilitado, reafirmou desta forma as teses do Vaticano, que denunciou desde o início a invasão e ocupação militar anglo-americana do Iraque. "Na ausência de semelhante compromisso, nem a guerra nem o terrorismo poderão ser vencidos", prosseguiu o Papa, que também evocou a necessidade de "relançar a esperança de paz na Terra Santa".

De forma implícita, João Paulo II também condenou perante Bush as torturas infligidas a prisioneiros iraquianos pelos militares norte-americanos, quando recordou "a divulgação dos acontecimentos deploráveis destas últimas semanas e que perturbaram a consciência cívica e religiosa de todos".

O terceiro encontro entre o chefe da Igreja católica e o dirigente norte-americano, que se fez acompanhar pela sua mulher Laura, ficou assinalado por um pequeno incidente: Bush chegou atrasado 15 minutos, mas não há registos de ter sido repreendido por esta falta.

O Presidente dos EUA, de religião protestante, está em campanha para a sua reeleição num país que inclui 60 milhões de católicos. O líder da hiperpotência norte-americana, garantiu a AFP, optou mesmo por alterar a sua agenda para poder encontrar o Sumo Pontífice, que parte para a Suiça este fim-de-semana.
 

 

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