Relações Portugal-Venezuela

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Lusitano89

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Re: Relações Portugal-Venezuela
« Responder #60 em: Maio 29, 2010, 08:10:44 pm »
Empresas portuguesas fecham acordos de 1.500 milhões de €€ na Venezuela


As empresas portuguesas vão hoje assinar, no âmbito na visita de Sócrates a Hugo Chávez, contratos no valor de 1.500 milhões de euros.

As empresas integram a comitiva do primeiro-ministro, José Sócrates, que chegou hoje à Venezuela para uma visita oficial.

Entre os contratos que vão ser assinados estão 520 mil computadores Magalhães, avaliados em 102 milhões de euros.

Desbloqueou-se ainda a situação do Grupo Lena para a construção de 12.500 casas pré-fabricadas, no valor de 980 milhões de dólares.

A EDP firmou ainda um acordo para o Puerto Caribe sobre estudos para as energias renováveis na Venezuela, no valor de 10 milhões de euros.

Há ainda uma concessão para o porto de La Tuaira no valor de 9 milhões de euros e ainda os contratos assinados pela Efacec no valor de 510 milhões de dólares.

Uma encomenda no valor de 150 milhões de dólares com a Corporación Eléctrica, bem como uma relativa a uma centra eléctrica, chave na mão, de 360 MGW, avaliada em 360 milhões de dólares.

A EIP (Electricidade Industrial Portuguesa) também assinou um projecto para redes de alta tensão na ordem de 30 milhões de dólares.

No ramo alimentar devem ser fechados ainda 15 contratos, no valor de 35 milhões de dólares.

Estão ainda a decorrer negociações na área dos medicamentos e também na área de fornecimentos de barcos para os estaleiros navais, avaliados em 130 milhões de dólares.

Diário Económico
 

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nelson38899

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Re: Relações Portugal-Venezuela
« Responder #61 em: Maio 29, 2010, 08:42:14 pm »
[offtopic]

Luso farias o projecto de uma casa para o Chavez??

[/offtopic]
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
Agostinho da Silva
 

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Lusitano89

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Re: Relações Portugal-Venezuela
« Responder #62 em: Junho 21, 2010, 10:16:55 pm »
Petróleo da Venezuela valeu contratos de 262 milhões de €€ a Portugal


As vendas de petróleo da Venezuela a Portugal serviram para financiar a compra de produtos e serviços a empresas nacionais, no valor de 262 milhões de euros. Esta é a soma das verbas depositadas pelo país num fundo em Portugal, em 2008 e 2009, após os primeiros acordos de cooperação bilaterais assinados.

O valor foi revelado pelo vice-ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros. Temir Porras Ponceleón chefiou a delegação que participou, em Portugal, na quarta reunião de acompanhamento dos acordos entre os dois países. O responsável diz que os fundos depositados pela Venezuela, em Portugal, correspondem à venda de dois milhões de barris por ano e admitiu que, em 2010, o valor possa ser semelhante ao de 2009: 114 milhões de euros. Sobre atrasos na concretização de alguns acordos com empresas portuguesas, o governante admite que a execução desses negócios não é independente do preço do petróleo. A Venezuela decidiu trabalhar com Portugal, mas essa colaboração pode ser mais ou menos intensa em função da situação económica, explicou.

Depois de reuniões com a equipa portuguesa liderada pelo ministro da Economia, Vieira da Silva, foi ontem assinado um contrato para o fornecimento de 300 mil contadores, pela empresa Janz, no valor de 14 milhões de euros. Foram igualmente assinados compromissos para compras a empresas portuguesas do sector agro-alimentar (Sovena, Cerealis, Ramirez, Primor, Montebravo e Sapropor) de massa, óleo de soja e conservas de sardinha e pernil de porco sem osso. O valor é de 45 milhões de euros. A maioria dos contratos com empresas nacionais beneficia de financiamentos de bancos portugueses, com destaque para a Caixa Geral de Depósitos que tem uma linha de crédito de 200 milhões de euros para a Venezuela.

Foram ainda assinalados progressos nos dois maiores projectos atribuídos a empresas nacionais e que são financiados por fundos do Estado venezuelano: a construção de 12 512 casas pré-fabricadas e o fornecimento de 525 mil computadores Magalhães. No primeiro projecto atribuído ao Grupo Lena, ficaram acordados aspectos técnicos e o contrato, de 800 milhões de euros, estará em condições de ser assinado.

Ionline
 

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Daniel

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Re: Relações Portugal-Venezuela
« Responder #63 em: Outubro 22, 2010, 04:47:48 pm »
Hugo Chávez: Presidente venezuelano e José Sócrates visitam domingo Estaleiros de Viana


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22 de Outubro de 2010, 15:22

Viana do Castelo, 22 out (Lusa) -- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, visita domingo os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), empresa que há dias assinou um contrato para a construção de dois navios asfalteiros, no 128 milhões de euros, para aquele país sul-americano.

Fonte oficial da administração dos Estaleiros adiantou hoje à Lusa que Hugo Chavez, acompanhado pelo primeiro ministro português, José Sócrates, inteirar-se-á do projeto daqueles navios e visitará também o navio Atlântida, que poderá igualmente ser vendido à Venezuela, num negócio que, a concretizar-se, rondará os 35 milhões de euros.

O Atlântida foi encomendado pelo Governo dos Açores, está pronto e deveria significar um encaixe de 46,4 milhões de euros para os ENVC, mas em abril de 2009 o cliente anunciou que desistia do contrato, por o navio apenas atingir 16,5 nós de velocidade, quando deveria atingir pelo menos 18.

A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

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Lusitano89

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Re: Relações Portugal-Venezuela
« Responder #64 em: Outubro 27, 2010, 12:34:29 pm »
Chávez diz que acordos com Portugal são legítimos, transparentes e beneficiam todos


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, defendeu hoje os acordos assinados no fim de semana com Portugal, vincando que são legítimos, transparentes e beneficiam todos.

«Ninguém pode dizer, repito, que estamos a oferecer nada, nem uma gota de petróleo. São acordos legítimos, transparentes e claros que beneficiam todos, mas há que explicar ao povo», disse.

O presidente da Venezuela falava no palácio presidencial de Miraflores durante uma alocução transmitida em simultâneo e de maneira obrigatória pelas rádios e televisões do país e na qual explicou o alcance dos acordos assinados no périplo que realizou à Rússia, Bielorrússia, Ucrânia, Irão, Síria e Portugal.

Hugo Chávez fazia alusão a algumas críticas de cronistas da imprensa venezuelana sobre o périplo que realizou e que davam a entender que em alguns casos a Venezuela poderia estar a oferecer petróleo em troca de apoio anti-imperialista (norte-americano), mas que em nenhum dos casos fizeram referência directa ou indirecta aos acordos com Portugal.

«Estamos a fazer um mecanismo parecido com Portugal, estamos a enviar petróleo, derivados de petróleo e faz-se um fundo com uma percentagem da factura petrolífera. Eles (Lisboa) pagam uma percentagem, a outra percentagem que é 20 por cento passa para o fundo através do qual vamos financiar muitas coisas», disse.

Como exemplo do financiamento através do fundo, Hugo Chávez, citou a compra de um grande ferry a Portugal.

«Tremendo ferry, compadre, que vem para cá. Já vejo Garcia Carneiro (governador luso-descendente do Estado de Vargas)», disse.

Hugo Chávez explicou que a rota prevista para o novo ferry é do porto de La Guaira até às ilhas de Orchila, Los Roques e Margarita.

«Eu quero meter todos esses meninos pobres de La Guaira, as famílias mais pobres, no tremendo ferry, a classe média também. São 800 pessoas. Aí está um modelo do ferry que já pronto está a partir de Portugal, (será) uma linha de ferry, turismo popular, turismo venezuelano», frisou.

Hugo Chávez, que antes fez alusão ao início de exportações de café para países asiáticos, referiu que o primeiro ministro português, José Sócrates, não gosta de café, mas do chocolate venezuelano e explicou ainda que a Venezuela vai importar computadores e medicamentos de Portugal.

Lusa
 

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chaimites

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Re: Relações Portugal-Venezuela
« Responder #65 em: Outubro 28, 2010, 05:07:11 pm »
Portugal/Venezuela: Chávez deu exemplar do "maravilhoso" Magalhães à primeira dama da Síria

 -- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, reafirmou hoje a sua admiração pelo "maravilhoso" computador Magalhães, ao qual diz fazer publicidade em todo o mundo, tendo mesmo dado um exemplar à primeira dama da Síria no início do ano letivo.
 

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P44

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Re: Relações Portugal-Venezuela
« Responder #66 em: Janeiro 08, 2011, 12:04:32 pm »
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08-01-2011 - 11:40h
Acordos assinados entre Portugal e Venezuela ainda por concretizar
Em causa a construção de 12.500 casas e dois navios de transporte de asfalto por parte de empresas portuguesas

A construção de 12.500 casas na Venezuela acordada em Outubro ainda não arrancou, tal como a construção de dois navios de transporte de asfalto, mas já a JP Sá Couto está a negociar um novo fornecimento de Magalhães, noticia a Lusa.

No final de Outubro de 2010, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, esteve em Portugal durante dois dias, numa visita que terminou com a assinatura de vários acordos e memorandos de entendimento.

Na altura, foi assinado um acordo com o Grupo Lena que prevê a construção de 12.500 habitações e instalação três fábricas na Venezuela, um negócio avaliado em 900 milhões de dólares (694 milhões de euros).

Contactada pela Lusa, fonte oficial do Grupo Lena afirmou não existir, neste momento, nada a acrescentar sobre o tema, remetendo pormenores para o comunicado divulgado pela empresa.

No comunicado, o Grupo Lena refere que «o plano de construção prevê um conjunto de dois volumes de quatro pisos, com oito apartamentos cada, perfazendo um total de 16», dividindo-se os apartamentos em duas tipologias diferentes - T2 e T3 -, mas sem referir prazos.

Durante a visita do presidente venezuelano foi também assinado um memorando de entendimento para o fornecimento à Venezuela de mais 1,5 milhões de computadores Magalhães nos próximos três anos.

O gestor da área Magalhães da JP Sá Couto, Luís Pinto, disse à Lusa que «os números para este ano ainda não estão fechados», mas garantiu que «serão superiores ao do ano passado».

Em 2010, foram entregues 525.000 portáteis, que na Venezuela foram baptizados com o nome «Canaima», um valor superior aos 350.000 entregues em 2009.

Luís Pinto disse que «as entregas vão decorrer de acordo com o plano a definir após encerramento das negociações».

A visita de Hugo Chávez ficou ainda marcada pela formalização da compra de dois navios de transporte de asfalto pelo Governo de Caracas aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, num negócio avaliado em 130 milhões de euros.

Fonte da comissão de trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo disse à Lusa que a construção dos dois navios ainda não começou, estando a aguardar o desbloqueamento da primeira tranche.

http://diario.iol.pt/politica/venezuela ... -4072.html
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Lusitano89

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Re: Relações Portugal-Venezuela
« Responder #67 em: Fevereiro 20, 2011, 12:50:45 pm »
Portugal renova acordo petrolífero com a Venezuela


Portugal renovou o acordo petrolífero com a Venezuela e conseguiu mais 200 milhões de dólares para as exportações de produtos portugueses, anunciou hoje em Caracas o secretário de Estado do Comércio português, Fernando Serrasqueiro.

«Foi possível dar continuidade aos projectos que já existiam, designadamente renovar o acordo para o fornecimento de crude pela Venezuela, que serve de base ao fornecimento de produtos portugueses(...). Assim, fizemos uma alocação de cerca de mais de 200 milhões de dólares para pagamentos de produtos e projectos portugueses e simultaneamente foi decidido aumentar o fornecimento de computadores Canaima (nome local dos portáteis Magalhães) em cerca de mais 550 mil», disse.

Fernando Serrasqueiro falava numa conferência de imprensa, no Ministério de Relações Exteriores da Venezuela, à margem da reunião da V Comissão de Acompanhamento Bilateral, que decorreu em Caracas.

«Também se acordou mais um conjunto de propostas de fornecimentos de diferentes produtos portugueses, quer da área alimentar, quer da área da logística, quer também em termos de cabos ópticos», frisou, vincando o bom relacionamento existente entre Lisboa e Caracas.

«Quero saudar o Governo da Venezuela pela oportunidade que nos deu de aprofundarmos as relações que são excelentes e mantermos este clima de diálogo ao longo dos últimos anos», disse.

Fernando Serrasqueiro explicou que foi identificado o local para que a empresa portuguesa Lena, inicie as obras do primeiro grupo de habitações sociais, na localidade de Cúa, Valles del Tuy, a sul de Caracas, no âmbito de um projeto, já assinado, para a construção de 6.256 unidades habitacionais.

«Os cafés Delta tentaram estabelecer aqui uma cooperação ao nível da aquisição de café e eventualmente a construção de uma fábrica de máquinas para café em cápsulas, as negociações iniciaram-se e vão prolongar-se pelos próximos tempos e é mais uma área que podemos acrescentar àquelas (...) em que temos vindo a trabalhar», frisou.

O secretário de Estado do Comércio de Portugal precisou «que as negociações para a compra do ferry Atlântida estão praticamente concluídas» e que «o acordo para as modificações que o barco necessita para os interesses venezuelanos e a posterior vinda, a curto prazo, para a Venezuela» deverá ser assinado nos próximos dias.

Sobre a reunião, adiantou que «foram dois dias de sessões intensas em que participaram algumas dezenas de empresários portugueses» e que foi dado «mais um passo, não só para um relacionamento de amizade mas também em termos económicos (...), um projecto que nasceu há uns anos atrás e que teve o envolvimento directo do Presidente da Venezuela (Hugo Chávez) e do primeiro-ministro de Portugal (José Sócrates)».

No entender de Serrasqueiro, «este bom relacionamento também permite que a comunidade portuguesa possa rever-se» nele.

«É uma comunidade que tem um bom relacionamento com a população que aqui vive, mas que sabendo desta excelente relação que existe entre Portugal e a Venezuela sente-se mais segura, mais integrada e plenamente reconhecida, porque sempre ouvimos do Governo venezuelano palavras de agrado pelo trabalho dos portugueses aqui», concluiu.

Lusa
 

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nelson38899

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Re: Relações Portugal-Venezuela
« Responder #68 em: Fevereiro 20, 2011, 09:48:48 pm »
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Há dois anos parado no cais dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, depois de rejeitado pelo Governo dos Açores, o ferry Atlântida deverá ser entregue, dentro de sete meses, à Venezuela, num negócio que renderá aos cofres da empresa pública 42,5 milhões de euros.

A informação foi avançada ao DN por José Luís Serra, um dos administradores dos ENVC, e resultado do acordo alcançado pela delegação da empresa que reuniu em Caracas, no fim-de-semana, liderada pelo presidente do Conselho de Administração, Carlos Veiga Anjos.

Recorde-se que em Dezembro de 2009, Governo Regional dos Açores e a empresa pública com sede em Viana acordaram resolver o diferendo em torno do Atlântida (e também do segundo ferry, Anticiclone), com o pagamento, pelos ENVC de 40 milhões de euros. O acordo agora alcançado na Venezuela deverá ser oficializado quinta ou sexta-feira. Com este negócio, que até fica acima daquilo que o construtor naval ainda tem de pagar aos Açores, os ENVC vão assumir as "necessárias obras de adaptação" do ferry Atlântida, nomeadamente na porta de desembarque do navio, que tinha sido feita à medida dos portos dos Açores, entre outras modificações. "Tratam-se de obras relativamente simples de se fazer, por isso temos esse prazo curto para a entrega", explicou José Luís Serra. Para trás fica um ano de negociação, envolvendo Empordef, administração dos ENVC e, até, José Sócrates, que acompanhou Chávez na visita aos estaleiros de Viana, e ao navio, a 24 de Outubro de 2010.

"Tremendo ferry, compadre, que vem para cá", afirmou Hugo Chávez nos seus habituais programas de rádio e televisão em que se dirige à nação. Neste caso, o presidente da Venezuela garantia a compra de um grande ferry a Portugal e até explicou que a rota prevista para o novo ferry é do porto de La Guaira até às ilhas de Orchila, Los Roques e Margarita. "Eu quero meter todos esses meninos pobres de La Guaira, as famílias mais pobres, no tremendo ferry, a classe média também. São 800 pessoas. Aí está um modelo do ferry que já pronto está a partir de Portugal, (será) uma linha de ferry, turismo popular, turismo venezuelano", frisou.

Chávez que visitou o interior do Atlântida e desde logo garantiu a compra do navio, que agora será efectivada, num negócio que inicialmente apontava para os 35 milhões de euros, mas que ficará afinal por 42,5 milhões de euros. Luxuoso e com capacidade para 750 pessoas, o navio deveria ter seguido em Maio de 2009 para os Açores, mas o Governo Regional decidiu romper o contrato com os ENVC, alegando incumprimento por parte da empresa de Viana, mas Chávez não parece preocupado e durante a visita chegou mesmo a perguntar: "Quantos dias leva para chegar daqui à Venezuela nele?". O Atlântida, nome que deverá ser alterado à chegada ao destino, no final do ano, representa uma parte substancial dos acordos rubricados por Portugal com a Venezuela, e que conseguiu mais 200 milhões de dólares para as exportações de produtos portugueses.

Negociações lideradas em Caracas pelo secretário de Estado do Comércio português, Fernando Serrasqueiro. "Foi possível dar continuidade aos projectos que já existiam, designadamente renovar o acordo para o fornecimento de crude pela Venezuela, que serve de base ao fornecimento de produtos portugueses", explicou. Foi assim decidido aumentar o fornecimento de computadores Canaima (nome local dos portáteis Magalhães) em cerca de mais 550 mil, e já foi identificado o local para que a empresa portuguesa Lena, inicie as obras do primeiro grupo de habitações sociais, na localidade de Cúa, Valles del Tuy, a sul de Caracas, no âmbito da construção de 6.256 unidades habitacionais. "Também se acordou mais um conjunto de propostas de fornecimentos de diferentes produtos portugueses, quer da área alimentar, quer da área da logística, quer também em termos de cabos ópticos", frisou o secretário de Estado, durante uma conferência de imprensa em Caracas, vincando o bom relacionamento existente entre os dois países. "Quero saudar o Governo da Venezuela pela oportunidade que nos deu de aprofundarmos as relações que são excelentes e mantermos este clima de diálogo ao longo dos últimos anos", disse.

dn.pt
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
Agostinho da Silva
 

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Re: Relações Portugal-Venezuela
« Responder #69 em: Agosto 30, 2011, 06:38:40 pm »
Consórcio português assinou contrato para ampliar porto venezuelano


O consórcio Tdmota, integrado pela Teixeira Duarte e Mota Engil, assinou segunda-feira um contrato com uma empresa estatal venezuelana para a modernização e ampliação do porto de La Guaira, 30 quilómetros a norte de Caracas.
O contrato, de quase 400 milhões de dólares (275 milhões de euros), foi assinado pela capitã de navio e presidente da Puertos Litoral Central (PLC), Elsa Gutiérrez, e o representante do consórcio, Luís Alves.

No ato estiveram presentes, entre outros, o ministro luso-venezuelano de Transporte e Comunicações, Francisco Garcês, e o embaixador de Portugal em Caracas, Mário Lino da Silva.

Os trabalhos naquele porto, o mais importante do país, deverão iniciar-se em Janeiro de 2012 e têm uma duração prevista de 30 meses.

Francisco Garcês disse que permitirão ampliar as capacidades de negociação e exportação de produtos da Venezuela para outros países, além de optimizar os tempos de carga e descarga.

«Asseguramos o crescimento e intercâmbio tecnológico, o compromisso social, como parte desta ampliação, que inclusive é como que a criação de um novo porto», frisou.

O ministro explicou que actualmente podem atracar barcos de até duas mil TEU (Twenty-foot Equivalent Unit), ou seja de até dois mil contentores, e que depois da ampliação «poderão chegar até aos 6.500 TEU», estimando-se uma movimentação de até 600 mil contentores por ano.

«Actualmente descarregam-se 11 contentores por hora. Com esta obra passarão para 79 contentores por hora, o que significa um notório aumento, que se traduzirá na diminuição dos tempos de descarga», explicou.

Durante a assinatura do acordo, o embaixador de Portugal em Caracas, Mário Lino da Silva, sublinhou que a execução da obra dará uma nova imagem e infra-estrutura ao porto, contribuindo para o desenvolvimento da Venezuela.

«Este projecto vai permitir a complementaridade com o social e com o processo de mudança e desenvolvimento que a Venezuela está levando», disse.

Em declarações à Agência Lusa, o representante da Tdmota, Luís Alves, explicou que em Maio de 2008, durante a visita a Caracas do ex-primeiro ministro José Sócrates, os ministérios de Transporte e Comunicações de Portugal e de Infra-estruturas da Venezuela assinaram uma carta de intenções para desenvolver o projecto.

«Em Novembro desse mesmo ano assinamos o contrato para estudos e projecto, e agora para a construção e fornecimento de equipamentos do molhe este. Os trabalhos de campo vão começar em Janeiro de 2012, mas a mobilização de equipamentos vai começar imediatamente», disse.

Segundo aquele responsável, a assinatura do acordo «é a consolidação de um projecto, que permite consolidar as relações entre Portugal e a Venezuela, e tem a Teixeira Duarte como empresa líder do consórcio».

O contrato prevê a construção de um cais de 693 metros.

Em Setembro de 2010, o Ministério de Transporte e Comunicações da Venezuela assinou um acordo semelhante com a empresa chinesa Harbourd Engineering Company, para modernizar o porto de Puerto Cabello, o segundo mais importante do país, situado no Estado venezuelano de Carabobo.

Em 19 de Agosto último, a Venezuela negociou com a empresa chinesa National Machinery Industry Corporation a aquisição de 272 máquinas e equipamentos especializados para os portos venezuelanos, por mais de 25 milhões de dólares.

Lusa
 

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Re: Relações Portugal-Venezuela
« Responder #70 em: Setembro 06, 2011, 06:47:24 pm »
Missão portuguesa visitará Caracas em 22 e 23 de Setembro


Uma missão da Associação Empresarial de Portugal, composta por representantes de nove empresas e vários setores, com destaque para os materiais de construção, visitará Caracas entre 22 e 23 de setembro.

A deslocação foi anunciada segunda-feira pela representação local do ICEP em Caracas e do programa constam encontros de negócios e contactos institucionais com agente económicos que operam na capital da Venezuela.

«A visita, que tem por objetivo a identificação de novos mercados e oportunidades de negócio, é mais uma iniciativa para apoiar as empresas no seu processo de internacionalização e conquista de quotas de atividade no exterior e decorre no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional, Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME», explica-se no comunicado em que se divulgou a iniciativa.

Lusa
 

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Re: Relações Portugal-Venezuela
« Responder #71 em: Outubro 21, 2011, 07:36:53 pm »
Nova vaga de exportações com a Venezuela vale até 5.000 Milhões de €€€


O Governo reativou a comissão Portugal-Venezuela para acompanhar o acordo entre os dois países, tendo como potencial volume de negócios sete mil milhões de dólares, disse hoje à Lusa o secretário de Estado adjunto da Economia.

«A constituição desta comissão mista permitiu reatar de uma forma intensa a relação comercial e institucional entre os dois países. A reunião de hoje, onde acorreram umas largas dezenas de empresas e empresários, denota bem o interesse que as empresas portuguesas têm em relação a este mercado», declarou o secretário de Estado adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional, Almeida Henriques.

O secretário de Estado afirmou que «do ponto de vista de volumes de negócios existentes está-se a falar de sete mil milhõesde dólares, cerca de 5 mil milhões de euros de dólares de negócios em discussão», sendo o essencial o reatar da cooperação e a parceria entre os ministérios da Economia e dos Negócios Estrangeiros.

Lusa
 

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« Responder #72 em: Outubro 30, 2011, 01:15:41 pm »
Desbloqueada a compra de um milhão de barris de petróleo pela GALP à Venezuela


A compra de um milhão de barris de petróleo pela GALP à Venezuela foi desbloqueada no âmbito da visita do ministro dos Negócios Estrangeiros português a Caracas, disse hoje à Lusa fonte diplomática. O porta-voz do Ministério de Estado e dos Negócios Estrangeiros (MENE) disse que Paulo Portas, que começa hoje uma visita de dois dias à Venezuela, pretende «contribuir para abrir novas oportunidades de negócio».

Os dois países querem «trabalhar activamente» em sectores relacionados com «combustíveis, energia, obras públicas, portos, sector agro-alimentar, tecnologias da educação e tecnologias da informação», afirmou.

«O primeiro sinal da existência de um bom ambiente neste relacionamento foi o facto de se ter desbloqueado a compra de 1 Milhão de barris de petróleo pela GALP. Em 2011 ainda não se tinha concretizado qualquer negócio do género, e este valor alimenta o programa petróleo por exportações. Ou seja, um valor entre 50 e 100 M euros desta compra fica na Caixa Geral de Depósitos para apoiar e impulsionar as exportações portuguesas para a Venezuela», disse Miguel Guedes à Lusa.

Explicou ainda que esta visita a Caracas acontece na sequência de «trabalho diplomático discreto que decorreu ao longo dos últimos três meses».

«Para preparar esta visita, o ministro dos Negócios Estrangeiros teve dois encontros com o homólogo venezuelano Nicolau Maduro (um deles no Peru, por ocasião da posse do Presidente peruano – reuniram-se na embaixada da Venezuela - e outro, durante uma escala de Nicolau Maduro em Lisboa há três semanas», afirmou o porta-voz do chefe da diplomacia portuguesa.

«A mensagem do novo governo português foi clara: Portugal quer ter as melhores relações com a Venezuela, onde vivem mais de 300 mil portugueses e a política de presença de empresas portuguesas na Venezuela é para manter e incrementar», disse o porta-voz.

Miguel Guedes anunciou que ficou acordado «reactivar a comissão mista Portugal-Venezuela que estava parada desde o início do ano e marcar a visita do ministro dos Negócios Estrangeiros à Venezuela quando o trabalho prévio já fosse suficiente para abrir uma nova geração de oportunidades de negócio entre os dois países».

De acordo com a mesma fonte, «a comissão mista reuniu-se na passada semana no Ministério dos Negócios Estrangeiros. Do lado venezuelano esteve o vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros e do lado português estavam o secretário de Estado da Economia, Almeida Henriques, e o secretário de Estado-adjunto do MENE, Morais Leitão», afirmou.

«Participaram nesta reunião cerca de 65 empresas portuguesas» e ficou decidido fazer-se a «31 de Outubro uma segunda parte da reunião, desta vez em Caracas», disse.

Paulo Portas chegou «em simultâneo com uma missão empresarial do AICEP à Venezuela» e pretende «organizar em Caracas vários grupos de trabalho entre empresas portuguesas e ministérios e organizações venezuelanas», disse.

Sendo assim, Paulo Portas «convidou as empresas portuguesas, as da missão empresarial e as que já estão instaladas, para encontros na embaixada. O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros quer que as embaixadas sejam a vanguarda das exportações, da internacionalização das pequenas e médias empresas e que procedam à captação de investimento estrangeiro», concluiu.

Lusa
 

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Malagueta

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Re: Relações Portugal-Venezuela
« Responder #73 em: Novembro 02, 2011, 03:07:51 pm »
Caracas renovou acordo para abastecimento de petróleo a Portugal
11h19m
A Venezuela renovou na terça-feira o Acordo de Cooperação Económica e Energética, assinado em Maio de 2008 com Portugal, que prevê que Caracas abasteça petróleo a Lisboa e que originou a criação do Fundo Binacional Petrolífero.

Paulo Portas e o ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros, Nicolas Maduro
 
O acordo foi assinado pelo vice-ministro venezuelano de hidrocarbonetos do Ministério de Energia e Petróleo, Iván Orellana, e Mário Lobos, diretor geral de actividades económicas do Ministério de Economia de Portugal numa sessão presidida pelo ministro luso dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas e o seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro.

Segundo fontes diplomáticas o Fundo Binacional Petrolífero financia as exportações portuguesas de diversas áreas, nomeadamente a de produtos alimentares.

A Governação do Estado de Bolívar (sudeste de Caracas) e a empresa Metalcértima acordaram criar uma segunda linha de fabrico de materiais para a construção civil, nomeadamente blocos de argila, aumentando a produção diária de 248 para 496 toneladas. O mesmo projecto será repetido no Estado de Falcón (nordoeste de Caracas) com a construção de uma fábrica com uma linha de produção de 248 toneladas diárias.

Por outro lado O ministro venezuelano de Turismo, Alejandro Fleming e a portuguesa Brifur assinaram uma ata de compromisso para o abastecimento de mobiliário e equipamento para os hotéis administrados pela venezuelana Venetour e a reactivação de hotéis mantendo o seu carácter histórico.

Pdvsa-Gas, filial da estatal Petróleos da Venezuela e a empresa portuguesa Domingos da Silva Teixeira Visabela comprometeram-se a desenvolver um projecto de engenharia para o abastecimento de gás directo em Cumaná (leste de Caracas).

A venezuelana Corpoelec e Eletricidade Industrial Portuguesa vão desenvolver conjuntamente uma linha de transmissão de 400 KVA com 98 quilómetros de longitude e a ampliação de uma subestação.

Por outro lado, a Corpoelec negociou com a Efacec a aquisição e instalação de subestações eléctricas móveis de diferentes dimensões e com Cabelteara o abastecimento de 240 mil metros de cabo pré-ensamblado


A renovação da cooperação petrolífera faz parte dos 13 acordos assinados esta terça-feira, entre eles um memorando de entendimento entre a empresa Bolivariana de Portos e a empresa Administração de Portos de Douro Leixões de Portugal, que adiciona a formação de pessoal e transferência de conhecimentos como complemento de um projecto em curso de consórcio português liderado pela Teixeira Duarte para a ampliação e modernização do Porto de La Guaira (norte de Caracas).

Por outro lado o ministério venezuelano de Ciência, Tecnologia e Indústrias Intermédias assinou uma ata compromisso com a Teixeira Duarte para a construção de uma fábrica de computadores portáteis Canaima (nome local dos Magalhães).

Um outro acordo assinado entre o mesmo ministério e a empresa Youtsu prevê a aquisição de 180 mil peças e partes para a fábrica de computadores e de 450 mil computadores a serem distribuídos por alunos do 5º ano de escolaridade, elevando para dois milhões o número de portáteis comprados pela Venezuela.

Os acordos prevêem ainda que a Yans envie para Caracas 140 mil contadores de energia com os seus acessórios fazendo a respectiva instalação. Estes contadores têm a característica de permitir fazer o controlo do consumo eléctrico à distância.

Caracas e Lisboa avançam ainda na última fase de detalhes de um acordo para a construção de uma fábrica de antibióticos.
 

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nelson38899

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Re: Relações Portugal-Venezuela
« Responder #74 em: Novembro 02, 2011, 03:30:39 pm »
Estas propostas fazem me lembrar o socrates!

E o mais certo é darem em nada.
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
Agostinho da Silva
 

 

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