Corrupção em Portugal

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DC 38

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Re: Marinho Pinto e a Exclusividade do Cargo de Bastonário
« Responder #75 em: Julho 20, 2008, 01:00:38 am »
Citação de: "Normando"
Então o Sr. Bastonário da Ordem dos Advogados fez aprovar para si próprio uma remuneração de 6000 euros para exercer o cargo em exclusividade (mais um subsídio de reintegração quando o mandato terminar) e hoje qual não é o meu espanto quando o vejo na SIC a falar enquanto advogado de uma das arguidas no caso de alegada negligência médica no Hospital de Lagos. Em que ficamos, senhor Bastonário?


 :bang:

Pois este Sr. pode dizer muita coisa certa, agora a forma como o diz é que deixa muito a desejar   :sil:
"Sem a loucura que é o Homem, mais que a besta sadia cadáver adiado que procria..." F.Pessoa (in Mensagem)
 

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Lancero

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« Responder #76 em: Agosto 01, 2008, 05:35:08 pm »
Recebido por e-mail. Desconheço seriedade ou verdade.

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O Estado a que o Bloco Central de Interesses conduziu o país:

 Mais uma Golpada - ERSE

Era uma vez um senhor chamado Jorge Viegas Vasconcelos, que era presidente de uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, organismo que praticamente ninguém conhece e, dos que conhecem, poucos devem saber para o que serve. Mas o que sabemos é que o senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo porque, segundo consta, queria que os aumentos da electricidade ainda fossem maiores.

Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregadora, quaisquer reparos, subsídios ou outros quaisquer benefícios. Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim. Na verdade, ele vai para casa com 12 mil euros por mês - ou seja, 2.400 contos - durante o máximo de dois anos, até encontrar um novo emprego.

Aqui, quem me ouve ou lê pergunta, ligeiramente confuso ou perplexo: «Mas você não disse que o senhor Vasconcelos se despediu?». E eu respondo: «Pois disse. Ele demitiu-se, isto é, despediu-se por vontade própria!». E você volta a questionar-me: «Então, porque fica o homem a receber os tais 2.400contos por mês, durante dois anos? Qual é, neste país, o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?».

Se fizermos esta pergunta ao ministério da Economia, ele responderá, como já respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». E que, «de acordo com artigo 28 dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos». Ou seja: sempre que os estatutos da ERSE foram mais vantajosos para os seus gestores, o estatuto de gestor público não se aplica.

Dizendo ainda melhor: o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de terem o estatuto de gestores públicos, criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, como seja, por exemplo, ficarem com um ordenado milionário quando resolverem demitir-se dos seus cargos. Com a bênção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes.

Trata-se, obviamente, de um escândalo, de uma imoralidade sem limites, de uma afronta a milhões de portugueses que sobrevivem com ordenados baixíssimos e subsídios de desemprego miseráveis. Trata-se, em suma, de um desenfreado, abusivo e desavergonhado abocanhar do erário público.

Mas voltemos à nossa história. O senhor Vasconcelos recebia 18 mil euros mensais, mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo. 18 mil euros seriam mais de 3.600 contos, ou seja, mais de 120 contos por dia,  sem incluir os subsídios de férias e Natal e ajudas de custo.

Aqui, uma pergunta se impõe: Afinal, o que é - e para que serve - a ERSE? A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético. E pergunta você, que não é trouxa: «Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc.?».

Parece que não. A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço. Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores. Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE?
Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento bovino, aguentará tão pesada canga?
E tão descarado gozo?
Politicas à parte estou em crer que perante esta e outras, só falta mesmo manifestarmos a nossa total indignação.
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

Respeito
 

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typhonman

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« Responder #77 em: Agosto 01, 2008, 09:13:07 pm »
Fod*-** se for verdade é o cumulo dos cumulos!!! Que revolta!  :twisted:  :twisted:  :twisted:
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele
 

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Luso

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« Responder #78 em: Agosto 01, 2008, 10:44:14 pm »
Paleio leva-o o vento.
Continuo a aguardar pelos generais, se é que os há com eles no sítio.
Caso contrário é comer e calar.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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legionario

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« Responder #79 em: Agosto 03, 2008, 06:15:23 pm »
é um fartar vilanagem !!!
Que democracia é esta ? Ainda aqui ha dias fiquei parvo a ouvir o bastonario da ordem dos advogados a enumerar as mordomias dos juizes !
Os meus pais trabalharam toda a vida como escravos para terem uma reforma de m... e ainda por cima sao obrigados a assistir a isto ?
O meu pai ja se arrependeu mil vezes de ter festejado nas ruas a revoluçao dos cravos. Agora diz que nem 10 Salazares nos podiam valer.
IN HOC SIGNO VINCES
 

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vmpsm

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« Responder #80 em: Agosto 07, 2008, 02:27:05 pm »
Citação de: "Luso"
Paleio leva-o o vento.
Continuo a aguardar pelos generais, se é que os há com eles no sítio.
Caso contrário é comer e calar.


Duas questões:

- Em caso de golpe militar será que conseguiríamos evitar uma intervenção estrangeira?

- Quem tomaria as rédeas do poder após o golpe? Ou seria uma espécie de governo de junta militar?
 

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Cabecinhas

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« Responder #81 em: Agosto 07, 2008, 02:54:25 pm »
O mais certo seria um governo de junta militar até se ter as condições necessárias para se ter eleições livres...
Um galego é um português que se rendeu ou será que um português é um galego que não se rendeu?
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dremanu

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« Responder #82 em: Agosto 07, 2008, 03:18:03 pm »
Inacreditável.
"Esta é a ditosa pátria minha amada."
 

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Pimenta

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« Responder #83 em: Agosto 07, 2008, 03:20:26 pm »
Citar
O mais certo seria um governo de junta militar até se ter as condições necessárias para se ter eleições livres...


Como foi após o 25 de Abril
 

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nelson38899

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« Responder #84 em: Agosto 07, 2008, 03:29:43 pm »
Claro, e depois ias levar em ombros, os mesmos que estragaram a nossa democracia.
Meu senhores tudo na vida tem sempre resolução e no caso da corrupção à duas soluções:

-Entrar dentro das instituições e tentar muda-las por dentro
-Desistir e emigrar para a Suíça ou Suécia
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
Agostinho da Silva
 

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Knyght

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Re: Corrupção em Portugal
« Responder #85 em: Agosto 07, 2008, 06:43:24 pm »
Citação de: "Xerif3"
Um exemplo de corrupção que é do conhecimento GERAL pelo menos no Norte, é as chamadas "Cunhas" dadas às Escolas de Condução, que por sua vez corrompem os Engenheiros para facilitar a aprovação dos candidatos a condutores na prova prática.

Esta realidade eu conheço a minha namorada fui a primeira vez a exame, chumbou quando ligou-me tuda triste, sou mesmo burra devia ter perdido o amor ao dinheiro, tenho exame marcado outra vez para a semana e vou passar.
E "passou" os €€€ e teve logo a carta.
Eu fiquei parvo aqui só acontecia quando os tipos eram ultra azelhas e tinham falhado no exame vezes sem conta.
Orgulho-me de não pertencer ao norte, pelo menos questão em particular!
 

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typhonman

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Re: Corrupção em Portugal
« Responder #86 em: Agosto 07, 2008, 07:20:32 pm »
Citação de: "Knyght"
Citação de: "Xerif3"
Um exemplo de corrupção que é do conhecimento GERAL pelo menos no Norte, é as chamadas "Cunhas" dadas às Escolas de Condução, que por sua vez corrompem os Engenheiros para facilitar a aprovação dos candidatos a condutores na prova prática.
Esta realidade eu conheço a minha namorada fui a primeira vez a exame, chumbou quando ligou-me tuda triste, sou mesmo burra devia ter perdido o amor ao dinheiro, tenho exame marcado outra vez para a semana e vou passar.
E "passou" os €€€ e teve logo a carta.
Eu fiquei parvo aqui só acontecia quando os tipos eram ultra azelhas e tinham falhado no exame vezes sem conta.
Orgulho-me de não pertencer ao norte, pelo menos questão em particular!



Amigo, se fosse so no norte, olhe o Português que queira ser corrupto tanto é no norte como no sul...
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele
 

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vmpsm

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« Responder #87 em: Agosto 07, 2008, 09:10:07 pm »
Citação de: "Cabecinhas"
O mais certo seria um governo de junta militar até se ter as condições necessárias para se ter eleições livres...


Eleições livres com os mesmos partidos do sistema actual?

Eleições livres em que apenas há a ilusão de sufrágio universal livre como acontece actualmente?
 

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vmpsm

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« Responder #88 em: Agosto 07, 2008, 09:17:15 pm »
Citação de: "nelson38899"
Claro, e depois ias levar em ombros, os mesmos que estragaram a nossa democracia.
Meu senhores tudo na vida tem sempre resolução e no caso da corrupção à duas soluções:

-Entrar dentro das instituições e tentar muda-las por dentro
-Desistir e emigrar para a Suíça ou Suécia


Que raio de opções.

Perante a primeira tenho frequentemente a noção da minha pequenez face ao "sistema" instalado. E olhe que já ando a tentar mudar as coisas há algum tempo (naquilo que de facto está ao meu alcance).

Perante a segunda nem ponho essa opção. Esta é a minha casa e não tenciono abandona-la.

Enfim há dias melhores e dias piores e há dias em que o desânimo é de facto grande.
 

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P44

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« Responder #89 em: Setembro 30, 2008, 11:22:43 am »
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Vereadora que pagava 146 euros de renda à Câmara de Lisboa recebe reforma de 3350

30.09.2008 - 10h45 Ana Henriques
A vereadora do PS responsável Acção Social da Câmara de Lisboa, que até ao final do ano passado pagava 146 euros de renda à autarquia por uma casa de duas assoalhadas no centro da cidade, na Rua do Salitre, tem uma reforma de cerca de 3350 euros.

Ana Sara Brito deu ontem uma conferência de imprensa para explicar uma situação que durou 20 anos e que "nunca pôs em causa" os seus "valores éticos". É por isso que não se demite: "Continuarei, apesar de alguns não o desejarem, com a mesma determinação, a trabalhar de acordo com o programa eleitoral."

Sem esclarecer todos os aspectos da questão, a autarca explicou que quando tentou alugar a casa, em 1987 - era então vereadora da Acção Social pela primeira vez -, percebeu que o seu proprietário, um privado, tinha problemas com o município que o impediam de o fazer. "Apresentei a situação a Abecasis", o então presidente da câmara, que, actuando como se o imóvel pertencesse ao município, lho arrendou. Como? Porquê? Sara Brito invocou motivos "pessoais" para não responder, não tendo também esclarecido que tipo de problema deu à autarquia o direito de se tornar senhoria de um imóvel que pertencia a um particular.

Questionada sobre se tinha necessidade da casa há 20 anos, era então enfermeira de profissão além de vereadora, respondeu que sim. E 20 anos depois, quando auferia uma pensão que, segundo a declaração de rendimentos que entregou em 2006 no Tribunal Constitucional, se eleva aos 46.883 euros anuais, ainda tinha necessidade de uma renda camarária de 146 euros? "Não era uma casa de habitação social", repetiu várias vezes. O imóvel integrava-se no património disperso do município, até hoje gerido com critérios discricionários. A renda, inicialmente inferior aos 146 euros, foi sendo aumentada de acordo com a lei até chegar a este montante, "A casa foi-me atribuída legalmente. O contrato de arrendamento era legal", disse Sara Brito.

Para evitar que estes e outros casos do género se repitam, a Câmara de Lisboa promete ser mais rigorosa daqui em diante na entrega de casas. Também presente na conferência de imprensa, o presidente da autarquia, António Costa, fez questão de referir que todos os escândalos sobre a matéria vindos até agora a público se referem a habitações atribuídas em mandatos anteriores ao seu. E que desde que começou a governar o município os critérios de entrega de casa sempre foram objectivos: quando os habitantes se encontram em prédios municipais a ameaçar ruína, quando têm problemas de saúde graves comprovados e várias outras condições.

Recordando que as autoridades estão na câmara a investigar vários destes processos, António Costa anunciou que pediu à Comissão Nacional de Protecção de Dados para divulgar a lista do património disperso do município, renda e nome do inquilino.


in PUBLICO
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

 

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