Sukhoi T-50(PAK-FA)

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André

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« Responder #15 em: Novembro 09, 2007, 12:54:28 pm »
Portugal sendo membro da NATO/OTAN, daria mais jeito comprar material militar a um estado-membro dessa organização, do que a países em que raramente/nunca compramos material militar. :wink:

 

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Johnnie

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« Responder #16 em: Novembro 09, 2007, 01:50:52 pm »
Bem ao comprando os Kamovs e os Berievs para o combate aos incendios já se terá aberto o precedente :roll:

Eu por mim não me importava nada de ver uns Flankers com a cruz de cristo
«When everything is coming your way... You are in the wrong lane!!!!"
 

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lurker

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« Responder #17 em: Novembro 09, 2007, 04:23:44 pm »
Há dois ou três problemas com a compra de material russo.
Com o o ShadIntel referiu, a Rússia está politicamente muito mais distante de nós que a UE ou mesmo os EUA.
Divergências entre a posição de Portugal/UE e a posição da Rússia podem  levar a que a Rússia nos corte o fornecimento de manutenção, munições, upgrades, etc de material militar.

Depois há a questão da integração com as forças NATO.
A NATO tem uma série de standards, a Rússia tem os seus.
Tudo o que tiver a ver com comunicações tem obrigatoriamente que ser trocado por material compatível com NATO.
E depois há o armamento e acessórios: misseis, bombas, pods, whatever. Ou usamos armamento russo ou temos de integrar o armamento NATO.
Enfim, um pequeno pesadelo.

Os Kamov ou os hipotéticos Beriev são casos completamente diferentes.
Politicamente, têm menos importância porque são para uso interno.
Em termos de standards, tanto o KA-32A11BC como o BE-200 têm como objectivo respeitar as normas EASA.
 

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Johnnie

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« Responder #18 em: Novembro 09, 2007, 05:43:31 pm »
Não deve ser nada que os israelitas não consigam dar a volta  :twisted:
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nelson38899

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« Responder #19 em: Novembro 09, 2007, 06:19:15 pm »
boas

OU nós, se o estado disponibilizar verbas, acredito que em Portugal haja industrias que possam dar a volta a esses problemas.
 As nossas fragatas JB tambem não usam radares russos, devido a uma dividia que a russia tinha e não houve problemas quanto a isso.

Cump.
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
Agostinho da Silva
 

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lurker

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« Responder #20 em: Novembro 09, 2007, 10:02:40 pm »
Citação de: "Johnnie"
Não deve ser nada que os israelitas não consigam dar a volta  :twisted:


Se lhes pagarmos o suficiente, acredito bem que sim.

Nelson, até duvido que haja empresas em Portugal que detenham a capacidade de fazer isso.
Teria de ser por si um processo de aprendizagem.

As João Belo têm radares de origem russa? (desconhecia totalmente)
 

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ShadIntel

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« Responder #21 em: Novembro 09, 2007, 10:17:53 pm »
Citação de: "lurker"
As João Belo têm radares de origem russa? (desconhecia totalmente)


 :arrow:  http://www.areamilitar.net/DIRECTORIO/nav.aspx?nn=2
 

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antoninho

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« Responder #22 em: Novembro 09, 2007, 10:27:24 pm »
Então não usam mais os radares Thomson(Thales) e Racal....
 

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JLRC

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« Responder #23 em: Novembro 10, 2007, 01:37:17 am »
Citação de: "nelson38899"
 
As nossas fragatas JB tambem não usam radares russos,
Cump.


Tem toda a razão, não usam radares russos mas sim 1/KH 1007, 1/DRBV 22 A, 1/DRBV 50 e 1/DRBC 31.
 

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« Responder #24 em: Novembro 10, 2007, 04:49:36 am »
Citação de: "lurker"
Há dois ou três problemas com a compra de material russo.
Com o o ShadIntel referiu, a Rússia está politicamente muito mais distante de nós que a UE ou mesmo os EUA.
Divergências entre a posição de Portugal/UE e a posição da Rússia podem  levar a que a Rússia nos corte o fornecimento de manutenção, munições, upgrades, etc de material militar.

Depois há a questão da integração com as forças NATO.
A NATO tem uma série de standards, a Rússia tem os seus.
Tudo o que tiver a ver com comunicações tem obrigatoriamente que ser trocado por material compatível com NATO.
E depois há o armamento e acessórios: misseis, bombas, pods, whatever. Ou usamos armamento russo ou temos de integrar o armamento NATO.
Enfim, um pequeno pesadelo.

Os Kamov ou os hipotéticos Beriev são casos completamente diferentes.
Politicamente, têm menos importância porque são para uso interno.
Em termos de standards, tanto o KA-32A11BC como o BE-200 têm como objectivo respeitar as normas EASA.

Na deixa do (correctíssimo) post do colega lurker, gostaria de acrescentar algo que entendo ser conclusivo.

Só existem duas formas de operar aeronaves militares russas (ou de origem soviética).
Uma é a dos países pobres. As aeronaves russas exigem pouco suporte tecnico para um ritmo de operações normal, e quase sempre apoiados por tecnicos contratados que por sua vez usam os praças dessas FAs para o "trabalho de braços". Quando chega à altura das maiores inspecções só há 2 hipóteses: ou é tudo desmontado e enviado para a fábrica ou então encosta até não haverem mais para voar e compra-se de novo.
(Nota: os TBO (Time between overhaul) dos aparelhos russos é consideravelmente menor que a maioria dos ocidentais)

A outra forma, é a dos países em (grande) desenvolvimento, os chamdos "ricos de 3ºmundo" como a India por exemplo, que contraria a "dependência" do fornecedor com a implantação de inúmeros centros industriais. Mais exemplos: vejam o que se passa com as frotas de helicopteros Mil no México e Peru.

Agora imaginem só as OGMA (ou o dinheiro que teria de lá ser investido!) ter de lidar com uma frota de elefantes brancos dentro da FAP!!

E, novamente voltando ao post do lurker, teremos que acrescentar sempre os outros "pesadelos" políticos e sobretudo operacionais de ter uma frota "mista" na linha da frente.

Obviamente que não faz qualquer sentido equacionar nas próximas décadas qualquer compra relevante de material militar de outra proveniência que não a Ocidental.


Cumptos
A realidade não alimenta fóruns....
 

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nelson38899

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« Responder #25 em: Novembro 10, 2007, 04:05:56 pm »
boas

Queria pedir desculpa, pelo meu erro quanto aos radares das fragatas da classe JB,  :oops:.
Eu quando estava a referir-me ao material russo, isso deve-se simplesmente às noticias que vieram à uns anos na comunicação social, sobre a russia pagar uma divida a Portugal em armamento.
Quanto à industria Portuguesa de armamento, pelo que sei, tem alguma boa capacidade ao nivel informático e ao nivel das comunicações e estrutural. Eu sei que os colegas forista tem uma ideia má da nossa industria, mas o que vem a publico é apena má industria, pois é isso que vende jornais.

Cump.
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Agostinho da Silva
 

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Sintra

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« Responder #26 em: Novembro 10, 2007, 05:11:30 pm »
Citação de: "Cabeça de Martelo"
As informações que este homem tem, até a mim me espanta! :lol:


 :evil:
 

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Leonidas

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« Responder #27 em: Novembro 12, 2007, 11:20:03 pm »
Saudações guerreiras

Citar
Há dois ou três problemas com a compra de material russo.
Com o o ShadIntel referiu, a Rússia está politicamente muito mais distante de nós que a UE ou mesmo os EUA.
Divergências entre a posição de Portugal/UE e a posição da Rússia podem levar a que a Rússia nos corte o fornecimento de manutenção, munições, upgrades, etc de material militar.

O mesmo não pode suceder-se com os EUA em relação a nós? Experimente, tente só tirá-los dos Açores e verá as consequências. Aliás, da maneira como estão as coisas e como o futuro se avizinha, nem será necessário os americanos se chatearem com embargos. Não tarda nada ainda vamos ter F-16 montados no Museu do ar. Aqueles dos caixotes. O plano tecnológico já chegou aos museus. É o progresso.    

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Depois há a questão da integração com as forças NATO.
A NATO tem uma série de standards, a Rússia tem os seus.
Tudo o que tiver a ver com comunicações tem obrigatoriamente que ser trocado por material compatível com NATO.
E depois há o armamento e acessórios: misseis, bombas, pods, whatever. Ou usamos armamento russo ou temos de integrar o armamento NATO.
Enfim, um pequeno pesadelo.


Nada nos impede de termos material de outras origens fora Nato e que não seja compatível com os restantes menbros da Nato. Isso ficou provado quando se compraram  parte dos hélis para os incêndios. Qualquer que seja o material não Nato e não compatível, se forem utilizados só por nós e dentro das nossas fronteiras isoladamente, não há crise, embora pouco recomendável.  

A questão das incompatibilidades é fácil de se resolver. Há duas hipóteses:
1ª adquirir-se material compatível em paralelo ao existente não compatível.
2ª Arranjar compatibilidade no material existente com os restantes Nato. A Roménia fê-lo com cerca de 100 unidades Mig-21, transformando-os em 3 versões.  A “C” esteve no Báltico, onde estão agora os F-16 tugas. Veja todas as frotas operacionais de Mig-29 dos países Nato.
Os chineses têm ou vão ter 3 AWACS de origem russa, modernizados pelos israelitas e servirão uma miríade de aeronaves de origem russa e chinesa.

Citar
Os Kamov ou os hipotéticos Beriev são casos completamente diferentes.
Politicamente, têm menos importância porque são para uso interno.
Em termos de standards, tanto o KA-32A11BC como o BE-200 têm como objectivo respeitar as normas EASA.

Em caso de guerra até no momento em que se provar que há abuso na utilização do simbúlo da Cruz Vermelha, não julgue que nada escapará ao abate.  

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Na deixa do (correctíssimo) post do colega lurker, gostaria de acrescentar algo que entendo ser conclusivo.

Só existem duas formas de operar aeronaves militares russas (ou de origem soviética).
Uma é a dos países pobres. As aeronaves russas exigem pouco suporte tecnico para um ritmo de operações normal, e quase sempre apoiados por tecnicos contratados que por sua vez usam os praças dessas FAs para o "trabalho de braços".Quando chega à altura das maiores inspecções só há 2 hipóteses: ou é tudo desmontado e enviado para a fábrica ou então encosta até não haverem mais para voar e compra-se de novo.
(Nota: os TBO (Time between overhaul) dos aparelhos russos é consideravelmente menor que a maioria dos ocidentais)

Acho que neste mundo ninguém nasce ensinado e dadas as dificuldades de alguns países em terem técnicos qualificados, não significa que não possam ter uma força aérea, como muito bem escreveu. Apenas existem esses pormenores e em não havendo alternativa a uma manutenção eficaz, opta-se pelo envio a um local qualificado para o efeito. Não sei onde isso possa constituir problema na utilização e muito menos a origem do material. Causa transtorno e sai caro, mas não é de maneira nenhum impeditivo para não haver aviões. O melhor exemplo disso e caricato, para ser soft, foi o que se passou com uns hélis de origem indonésia que foram “arranjados” nas OGMA, estando Portugal em conflito aberto com a Indonésia por causa da questão de Timor Leste.  

Será também conveniente ver o que se passa nalguns países europeus que operam os Mig-29, por exemplo. O caso da Hungria é interessante. Ainda mais interessante é o caso da Eslováquia.

Polónia, Hungria, Eslováquia, bulgária e algum outro que me possa ter escapado, assinaramn contratos de manutenção com a Rússia. Até agora não houve problemas

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A outra forma, é a dos países em (grande) desenvolvimento, os chamdos "ricos de 3ºmundo" como a India por exemplo, que contraria a "dependência" do fornecedor com a implantação de inúmeros centros industriais. Mais exemplos: vejam o que se passa com as frotas de helicopteros Mil no México e Peru.


A Índia, nesse aspecto, só recentemente é que se tornou credível. É verdade que eram os de origem soviética que mais caíam porque também eram os que existiam/existem em maior quantidade. Só tiveram cerca de 1000 aparelhos em determinada altura. Nem o facto de fabricar os Mig-21 sob licença e que representou mais ou menos 40% do total da frota, foi impeditivo que houvessem acidentes desnecessários e que tivessem em qualquer frota uma elevada taxa de aviões encostados ás boxes. Ao que parece na Alemanha os F-104 caíam que nem tordos. Escusado será falar na sua insuspeita origem, no entanto, ninguém está livre de problemas, logo a questão nada tem que ver com a origem.

Até o F-22 já teve o seu acidente, daquele que me lembro. Só de chapa e pintura foram cerca de 3 milhões de dólares.

Ainda bem que fala nos hélis. Especialmente o modelo Mi-8/17, considerado de extrema fiabilidade e utilizado até pela CIA. Há um país sul-americano que até tem uma estação equipada para todo o tipo de intervenções, e se não estiver errado, em diversos modelos de hélis russos. Se não a memória não me atraiçoa, acho mesmo que até é o Peru. Quanto ao México, o único Mi-26 existente já tá de volta aos ares.
 

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Agora imaginem só as OGMA (ou o dinheiro que teria de lá ser investido!) ter de lidar com uma frota de elefantes brancos dentro da FAP!!


O mesmo dinheiro que terá forçosamente de ser investido com outra qualquer aeronave que venha a existir. Já agora, que tonalidade estarão a adquirir os F-16?  

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E, novamente voltando ao post do lurker, teremos que acrescentar sempre os outros "pesadelos" políticos e sobretudo operacionais de ter uma frota "mista" na linha da frente.


A Alemanha utilizou os Mig-29 cerca de 15 anos na sua luftwaffe e passou-os aos polacos que têm maior frota de Mig-29 Nato. A hungria até já tem o gripen.

Citar
Obviamente que não faz qualquer sentido equacionar nas próximas décadas qualquer compra relevante de material militar de outra proveniência que não a Ocidental.


Quanto custará um Il-76(versão mais moderna)? Quanto custará um A400M, C-17?

Cumprimentos
« Última modificação: Novembro 13, 2007, 08:15:56 pm por Leonidas »
 

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JLRC

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« Responder #28 em: Novembro 13, 2007, 02:03:18 am »
Citação de: "Leonidas"
 
 O melhor exemplo disso e caricato, para ser soft, foi o que se passou com uns hélis de origem indonésia que foram “arranjados” nas OGMA, estando Portugal em conflito aberto com a Indonésia por causa de questão de Olivença.  
 

 :shock:  :shock:  :shock:
 

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zocuni

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????
« Responder #29 em: Novembro 13, 2007, 02:10:34 am »
Citação de: "Sintra"
Eu sou é do TSCDUADTDJ (Tipos Sem Cheta Depois Do Ultimo Aumento Das Taxas De Juros)...  :?:

Abraços,
zocuni