Relações Portugal-Angola

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Re: Relações Portugal-Angola
« Responder #60 em: Julho 24, 2014, 08:17:02 pm »
Ministro da Economia garante que investimento angolano em Portugal é bem-vindo


O ministro da Economia português, António Pires de Lima, afirmou hoje que o investimento angolano em Portugal é "bem-vindo" e que as relações empresariais entre os dois países só "sobem de intensidade" porque as relações políticas "são fluídas".

De visita a Luanda, o governante realçou as "relações muito intensas" que se verificam atualmente entre os dois países e garantiu que os investimentos angolanos são desejados em Portugal. "O investimento angolano é bem-vindo em Portugal, aliás nós temos dado prova disso mesmo ao aceitar, com muito gosto, investimento angolano em muitas e diferentes áreas da economia portuguesa. Áreas de caráter estratégico", realçou.

O governante falava aos jornalistas durante a visita à Feira Internacional de Luanda (FILDA), que hoje dedicou o dia a Portugal, que com mais de 100 empresários nacionais é o pais mais representado no certame, entre cerca de 40 representações. O ministro voltou a enfatizar os números repetidos vários vezes ao longo desta semana, no âmbito da FILDA, sobre os quase 9.000 empresários portugueses que operam em Angola e o recorde de 7.500 milhões de euros nas trocas comerciais entre os dois países, em 2013.

"[As relações] estão cada vez num patamar mais levado, do ponto de vista comercial, do ponto de vista empresarial, e isso não seria possível obviamente se as relações políticas não fossem umas relações fluidas", afirmou Pires de Lima, durante a visita à FILDA, que até domingo conta com quase um milhar de expositores.
Portugal é o único país presente com um pavilhão próprio, de 3.000 metros quadrados, entre os sete existentes no recinto da feira, em Luanda. Angola é hoje o primeiro destino das exportações portuguesas fora da União Europeia, mas as importações de produtos angolanos por Portugal também tem vindo a crescer, segundo o Ministério da Economia.

"Eu creio que os dois países têm muito em ganhar, no respeito mútuo das suas autoridades, da sua independência, em incrementarem não só as relações comerciais - acho bom que Angola cada vez mais exporte para Portugal, assim como gosto de ver as exportações portuguesas crescerem para Angola - mas também ao nível do investimento. Que as relações sejam cada dia mais equilibradas", disse Pires de Lima. "E esta reciprocidade comercial, esta reciprocidade no investimento, é seguramente uma boa medida da intensidade crescente, intensidade boa, das relações entre Angola e Portugal", acrescentou.

Ainda assim, face à introdução da nova pauta aduaneira angolana, que representa entraves à importação de produtos, o ministro admitiu a necessidade de acompanhar a situação e de os empresários nacionais "apostarem", como "caminho a longo prazo", nas parcerias locais.

Lusa
 

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Re: Relações Portugal-Angola
« Responder #61 em: Julho 25, 2014, 02:37:39 pm »
Empresários dizem que 'mini-crises' não afetam relações Portugal/Angola


O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola, Carlos Bayan Ferreira, afirmou à Lusa que as relações económicas e comerciais entre os dois países continuam a crescer, apesar das "minicrises".

Sublinhando que, de ambos os lados, os empresários "estão habituados a trabalhar com dificuldades", o dirigente sustentou, em declarações à margem da Feira Internacional de Luanda (FILDA), que decorre na capital angolana até domingo, que as trocas comerciais não foram afectadas por questões políticas.

"Ao longo destas minicrises que se passaram as relações económicas, comerciais, de investimento, não pararam, continuaram. A economia tem sido o principal motor das relações entre Portugal e Angola", disse Carlos Bayan Ferreira.

O Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, anunciou em Outubro de 2013, em Luanda, o fim da parceria estratégica com Portugal.

Actualmente, estão instalados em Angola, segundo dados oficiais, cerca de 8.800 empresas portuguesas e 2013 registou o recorde de 7.500 milhões de euros nas trocas comerciais entre os dois países.

As exportações angolanas para Portugal estão a crescer e no sentido contrário Angola é o principal mercado das exportações portuguesas fora da União Europeia.

Apesar da dimensão destas trocas comerciais, o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola afirma que, antes da incursão no mercado angolano, os empresários devem ter preocupações redobradas.

"A pessoa que vem para cá não pode vir em desespero, à procura da sobrevivência. Vem para aqui à procura do seu futuro e do futuro do desenvolvimento de Angola", aponta, recordando a necessidade, recíproca para os empresários angolanos que querem avançar para Portugal, de encontrar parceiros locais.

"A filosofia é essa, investindo em parceiros locais, e penso que estamos a caminhar nesse sentido. Independentemente dos incidentes que acontecem, nunca gostamos deles, dizemos aos empresários para não desistir", sublinhou.

Em Angola, a qualidade e quantidade dos quadros nacionais, ainda "insuficientes para todas as necessidades", além da falta de infra-estruturas, são os principais problemas identificados pela Câmara de Comércio e Indústria.

"Angola é um país de muitas potencialidades mas também tem muitos riscos. Mas investir sem risco, não é um investimento. Vir para cá sem preparação financeira e técnica não é bom caminho e é melhor escolher outro país", afirma Carlos Bayan Ferreira.

Dos governantes, nomeadamente portugueses - no âmbito da FILDA visitaram Luanda, esta semana, o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, e o ministro da Economia, António Pires de Lima -, os empresários esperam apenas que não sejam "colocadas barreiras".

"Tudo o que é burocracia a mais atrasa novos investimentos, atrasa novos postos de trabalho, atrasa o desenvolvimento da economia e das nossas relações comerciais. É só isso que pedimos", rematou.

Lusa
 

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Re: Relações Portugal-Angola
« Responder #62 em: Agosto 23, 2014, 06:03:33 pm »
Bancos angolanos a operar em Portugal expandem-se e lucram


Os bancos angolanos que operam há mais tempo em Portugal averbaram um lucro combinado de nove milhões de euros no primeiro semestre.

As três instituições mais representadas em Portugal somaram lucros de nove  milhões de euros na primeira metade do ano. De acordo com dados do jornal Público, ao todo existem actualmente cinco bancos a operar no mercado nacional: Banco BIC Portugal, Atlântico Europa, Banco Angolano de Investimentos Europa (BAI Europa), Banco Angolano de Negócios e Comércio (BANC) e, Banco de Negócios Internacional Europa (BNI Europa). Este último é o mais recente interveniente, tendo começado as operações a 15 de Julho. Já o BANC entrou em Portugal em Novembro do ano passado, e ainda não apresentou contas semestrais.

Neste momento o mais lucrativo é Banco BIC Portugal, o que se explica pela sua dimensão: desde que comprou o BPN tornou-se num dos maiores bancos no mercado nacional, uma vez que a operação lhe trouxe escala e permitiu operar ao nível do retalho (depósitos). Nos primeiros meses deste ano, a instituição financeira liderada por Mira Amaral (e que tem Isabel dos Santos, filha do presidente angolano, como um das sócios, com 25% do capital) apresentou um resultado líquido de 3,63 milhões de euros, detalha a diário num artigo publicado neste sábado.

Este valor é ainda positivo se se tiver em conta que, em idêntico período de 2013, o BIC teve um prejuízo de  2,5 milhões de euros. O break-even  do banco foi atingido Outubro  desse ano 2013, com  resultado positivo acumulado, nesse mês, de 600 mil euros. No final do exercício, o BIC conseguiu chegar aos lucros (2,5 milhões de euros).
Em segundo lugar, e tendo em conta os resultados semestrais consultados pelo jornal, surge o Atlântico Europa, que ultrapassou o BAI  Europa (o primeiro marcar presença no mercado nacional, em 1998). O primeiro teve uma evolução positiva de 6,4% face ao primeiro semestre de 2013, chegando aos 2,87 milhões de euros de resultados líquidos, ao contrário do BAI Europa, que recuou 7,5% para 2,56 milhões.

Detido por Carlos da Silva (que é também vice-presidente do conselho de administração do BCP) e pela petrolífera estatal angolana Sonangol, o Atlântico tem vindo a crescer desde que chegou a Lisboa, em 2009.

Entre outros negócios, a instituição esteve ligada à entrada de António Mosquito na construtora Soares da Costa. Um elo em comum entre os dois bancos é a Sonangol, já que a maior empresa angolana é também o maior accionista do BAI, com 8,5% do capital.

Diário Digital
 

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Re: Relações Portugal-Angola
« Responder #63 em: Outubro 27, 2014, 02:45:25 pm »
Empresa lusa cria aldeias autossuficientes em Angola


Uma empresa de Paredes de Coura já instalou em Angola mais de 15.000 metros quadrados em módulos pré-fabricados, estruturas que estão a permitir a criação, mesmo onde não há energia elétrica, de pequenas aldeias e hospitais autossuficientes.
 
Em entrevista à Lusa, Paulo Alves, presidente do grupo Transcoura, que trabalha na área do transporte das mercadorias mas tem apostado cada vez mais nos pré-fabricados, explicou que companhia portuguesa chegou a Angola a 2007, onde começou a trabalhar em conjunto com parceiros locais.
 
Atualmente, a Transcoura já fornece entidades públicas angolanas e organizações não-governamentais (ONG's). "Conseguimos criar uma aldeia ou uma vila totalmente autónoma, independentemente de haver energia elétrica ou não", contou o responsável.
 
Segundo Paulo Alves, os módulos pré-fabricados construídos pela empresa nacional podem ser acoplados para formarem casas, escolas, clínicas e até pequenos hospitais por intermédio de um sistema que garante ainda o tratamento de água e o fornecimento de eletricidade.
 
"Imagine o que é estar longe de tudo, sem energia para ter um frigorífico e manter as vacinas em bom estado. É isto que estamos a fazer", congratulou-se o presidente da Transcoura, que destacou, como projetos mais emblemáticos, os das clínicas, cantinas e dormitórios instalados em Sumba (na província do Cuanza Sul) e no Soyo (Zaire), soluções autossuficientes que são rápidas de implementar e acessíveis financeiramente.
 
Paulo Alves adiantou que a empresa também tem "fornecido para a polícia e para o exército" e já instalou em Angola cerca de um milhar destes módulos, de produção e montagem própria, um negócio que está, entretanto, a ser expandido para Moçambique.
 
A Transcoura Angola fatura anualmente mais de três milhões de euros, nomeadamente através do transporte logístico, com cerca de 20 pesados que operam de Luanda para todo o país. Contudo, a área dos pré-fabricados, que também desenvolve em Portugal, tem vindo a crescer cada vez mais.

Lusa
 

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Re: Relações Portugal-Angola
« Responder #64 em: Novembro 28, 2014, 12:27:50 pm »
Estaleiros nacionais constroem 30 barcos para Angola


Os estaleiros Atlantic Eagle e Nautiber, da Figueira da Foz e de Vila Real de Santo António, respetivamente, deverão fornecer quase trinta embarcações de pesca a Angola que deverão ser entregues entre Agosto e Dezembro de 2015.

As construtoras navais integram a comitiva portuguesas presente na primeira edição da Feira Internacional de Pescas e Aquicultura de Angola e serão responsáveis pela construção de barcos de pesca artesanal e de pesca de cerco.

A Atlantic Eagle Shipbuilding, concessionária dos antigos Estaleiros Navais do Mondego, na Figueira da Foz, está a finalizar a negociação com o Governo angolano de uma encomenda de 25 embarcações para pesca artesanal, de dez metros de comprimento, em alumínio.

"É uma potencial encomenda, embora ainda não esteja contratualizada. Mas já está apalavrada seriamente com o Ministério das Pescas", explicou Carlos Costa, administrador da Atlantic Eagle em declarações à agência Lusa.

A construção das embarcações será feita em Portugal, na empresa que emprega 60 trabalhadores na Figueira da Foz.

Já a Nautiber – Estaleiros Navais do Guadiana, de Vila Real de Santo António, está a construir quatro embarcações em fibra de vidro para pesca de cerco, de 20 a 25 metros, cada uma avaliada em 1,7 milhões de euros.

A entrega das embarcações está prevista entre os meses de Agosto e Dezembro de 2015, estando destinadas a armadores das províncias de Luanda, Benguela e Namibe.

Boas Notícias
 

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Re: Relações Portugal-Angola
« Responder #65 em: Dezembro 13, 2014, 06:17:09 pm »
El Confidencial fala em inversão da história e coloca Portugal como colónia africana


O tecido empresarial português mais importante está hoje em mãos estrangeiras, resume o jornal espanhol El Confidencial. O país perdeu peso na Galp, na PT, no BCP, na EDP, no BPI, na ANA, na Cimpor, entre outros negócios. Num artigo sobretudo dedicado à análise dos interesses angolanos em Portugal, o jornal espanhol fala em inversão da história e das posições dos países, com Portugal a parecer agora uma colónia angolana.

Embora a presença das ex-colónias em Portugal ainda seja baixa, estas já entraram em setores estratégicos. E a principal protagonista é mesmo “a princesa” Isabel dos Santos, filha de José Eduardo dos Santos e a mulher mais rica de África, segundo a Forbes. Só em Portugal, a angolana detém participações na petrolífera Galp, no BPI e na NOS, além de estar presente no banco privado angolano (BIC), com sede em Lisboa. No mês passado, Isabel dos Santos lançou uma OPA de 1,2 mil milhões de euros à PT.

Mas não é só Isabel dos Santos que se destaca nos investimentos em Portugal. Continuando no círculo fechado do poder presidencial angolano, sobressaem o general Manuel Hélder Vieira Dias, chefe da Casa Militar, com investimento no setor imobiliário, e ainda o atual vice-presidente da República e ex-CEO de Sonangol, Manuel Vicente, a quem se atribui uma forte ligação a empresas energéticas portuguesas. Também o empresário António Mosquito marca presença na Controlinveste (DN, JN, Dinheiro Vivo, TSF, entre outros órgãos de comunicação).

Os grandes grupos empresariais portugueses estão agora compostos por uma “burguesia angolana” que cresceu graças aos lucros do petróleo, diz o mesmo jornal, referindo que “não é à toa que são os investidores estrangeiros que mais peso têm no PSI-20, com posições de cerca de 3.000 milhões de euros”.

E num Portugal a ressacar dos ajustes orçamentais impostos pela troika (FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia) o crescimento das antigas colónias é uma via de escape. Em 2011, o primeiro ano de ajuda externa, emigraram para estas ex-colónias entre 120 a 150 mil portugueses. Por outro lado, estes países são também uma fonte de receita. O jornal espanhol cita Celso Filipe, subdiretor do Jornal de Negócios, que situa o investimento angolano em Portugal entre os seis mil e os dez mil milhões de euros, “que podem ser mais, pois existem muitos investimentos de natureza pessoal, por exemplo no negócio imobiliário, impossíveis de quantificar”.

Observador
 

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Re: Relações Portugal-Angola
« Responder #66 em: Janeiro 11, 2015, 02:11:13 pm »
Queda do petróleo afunda exportações angolanas para Portugal


As compras de Portugal a Angola desceram 49,4% de Janeiro a Outubro, passando de 2,4 mil milhões de euros para 1,2 mil milhões de euros, fazendo a balança comercial melhorar para 1,3 mil milhões.

De acordo com os últimos dados disponíveis no site da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), com base nos números do Instituto Nacional de Estatística, as exportações de Portugal para Angola subiram 2,4%, de 2,5 para 2,6 mil milhões de euros, o que, aliado à forte descida das compras de produtos angolanos, na sua esmagadora maioria petróleo, fez o saldo da balança comercial passar de 71,6 milhões para 1,362 mil milhões de euros.

Os últimos dados disponíveis no site da AICEP comprovam que foi a diminuição do preço do petróleo, nos últimos meses, que fez a diferença no saldo das relações comerciais entre os dois países, o que aliás é confirmado pela Galp que, em declarações à Lusa em Dezembro, tinha já explicado isso mesmo.

A paragem técnica da refinaria de Sines e a descida do preço do petróleo, a par das "alterações de competitividade económica" do petróleo angolano, explicam a quebra das compras de Portugal a Angola até Setembro, diz a Galp.

Em resposta, em Dezembro, às questões enviadas pela Lusa relativamente à quebra das compras de Portugal a Angola, que desceram 44,8%, de 2,1 para 1,1 mil milhões de euros, de Janeiro a Setembro, a Galp explicou que "adquire um cabaz de crude de diversas origens, sendo que as alterações de proveniência registadas em determinado período reflectem essencialmente as alterações de competitividade económica dos crudes de cada região face às alternativas existentes no mercado em cada momento".

Além da "competitividade", a Galp explicou também que nos primeiros nove meses deste ano, houve "dois outros factores que contribuíram de forma extraordinária para a diminuição das importações de crude, não só de origem angolana, como de todas as proveniências".

O primeiro "foi a desvalorização das cotações do crude, o que faz com que essas importações caiam em valor", em virtude de o preço médio do barril de petróleo ter descido quase 40% no ano passado.

A paragem técnica da refinaria de Sines durante perto de dois meses "também provocou uma diminuição na procura de crude por parte do aparelho refinador da Galp Energia", conclui a petrolífera, nas explicações dadas à Lusa a propósito da quebra das importações portuguesas de produtos angolanos, e que são constituídas na quase totalidade pelo petróleo.

Lusa
 

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Re: Relações Portugal-Angola
« Responder #67 em: Abril 27, 2015, 07:13:04 pm »
Estado arrisca perder 21 milhões no conflito dos diamantes com Angola
Citação de: "Público"
Parpública já teve de injectar 14,4 milhões de euros na SPE, e há mais sete milhões de créditos da banca. Viabilidade da empresa que explorava diamantes com o Estado angolano depende de tribunal arbitral.

O diferendo entre a Sociedade Portuguesa de Empreendimentos (SPE) e Angola, antigos sócios no negócio de exploração de diamantes, pode vir a custar 21 milhões de euros ao Estado português (além da perda do capital social). Isto porque a SPE, controlada maioritariamente pela Parpública (holding que agrega participações empresariais do Estado português), tem apenas como activo os 49% que detinha na Sociedade Mineira do Lucapa (SML), empresa que operava no nordeste de Angola, em parceria com a empresa estatal angola Endiama.

Desde que a Endiama revogou a licença de exploração à SML, em Outubro de 2011 (um acto classificado pela SPE como “ilegal e inamistoso”, com Angola a defender a legitimidade da decisão, após um agravamento dos desentendimentos em relação aos investimentos no negócio), a empresa só tem sobrevivido graças aos apoios financeiros da Parpública, enquanto tenta encontrar uma solução para o problema. Só que, entretanto, já passaram cerca de três anos e meio, com tentativas de negociação e embates na justiça pelo meio. De um lado, a SPE. Do outro, a Endiama e o Estado angolano.

De acordo com o relatório e contas (R&C) referente a 2014, aprovado em assembleia-geral no dia 14 deste mês, verifica-se que o processo da SPE contra a Endiama que decorria num tribunal arbitral acabou por não chegar ao fim. Isto porque a empresa angolana recorreu aos tribunais ordinários, impedindo assim que o tribunal arbitral desenvolvesse a sua actividade. Uma estratégia classificada pela SPE de “ilegítima, ilegal” e inconstitucional.  

Agora, resta à SPE a segunda frente de ataque, também via tribunal arbitral, mas desta feita contra o próprio Estado angolano. Tendo em vista o pagamento de uma indemnização pela revogação de licença de exploração de diamantes (o retomar da parceria já está fora de questão), o R&C revela que, após um processo "particularmente moroso", já foi possível "constituir definitivamente o Tribunal [arbitral] em 20 de Maio de 2014". Em Julho, a empresa dominada pelo Estado português (com 81%), avançou com a sua petição inicial.

Não foi possível, no entanto, apurar se o diferendo já foi ou não considerado pelo árbitro presidente (que não terá nacionalidade angolana ou portuguesa) e pelos respectivos árbitros das partes envolvidas.

De acordo com o R&C da SPE, a que o PÚBLICO teve acesso, a estratégia do Estado angolano parece ser idêntica à da sua empresa, a Endiama. O documento aprovado pelos accionistas portugueses fala de “acções que têm sido colocadas nos tribunais ordinários”, também tidas pela SPE como “ilegais”, mas que "ainda não conseguiram paralisar" o tribunal arbitral.

Para já, na rubrica "perspectivas para 2015", a SPE sublinha que a decisão do tribunal arbitral "determinará de forma decisiva o futuro do conflito". "Embora subsista a convicção da razão que assiste à SPE não se pode deixar de associar a esta decisão algum grau de incerteza", atesta o documento.

[continua]
Fonte: http://www.publico.pt/economia/noticia/estado-arrisca-perder-21-milhoes-no-conflito-dos-diamantes-com-angola-1693700

Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 

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« Responder #68 em: Novembro 09, 2015, 02:05:17 pm »
Barragem de Laúca anima construtoras portuguesas em Angola


A incerteza e a preocupação têm sido constantes neste ano entre os trabalhadores e as empresas de construção em Angola. Com a crise no petróleo, o país travou a fundo os investimentos públicos em estradas, escolas e outras obras necessárias à reconstrução, originando inclusive despedimentos entre os construtores. Nesta semana, a adjudicação de mais 730 milhões de euros de obra na segunda maior barragem de Angola, em Laúca, província do Cuanza Norte, foi motivo de comemoração para a brasileira Odebrecht e para as portuguesas subcontratadas.

Somague Angola, Teixeira Duarte, EPOS, Tecnasol, Ibergru e e COBA são algumas das empresas portuguesas a laborar no megaempreendimento de 3,7 mil milhões de euros, dos quais cerca de 123 milhões são contratados à Odebrecht, que, por sua vez, contratou as portuguesas para 5% do valor das empreitadas.

Na semana passada, o governo angolano aprovou mais um contrato para o projeto de execução, fornecimento, construção e colocação em serviço do sistema de transporte de energia associado à barragem de Laúca.

"A barragem de Laúca, a maior obra de engenharia em curso no país - e a segunda maior barragem em construção no continente africano -, tem sido um exemplo de sucesso de cooperação de empresas dos países lusófonos. Esta é uma obra importante para a economia angolana e para todos os intervenientes no projeto: empresa brasileira, empresas angolanas e empresas portuguesas", comentou Wagner Santana, responsável pela execução da nova fase.

Para as empresas portuguesas, Angola representa cerca de 40% da faturação em mercados externos, o que significa pelo menos dois mil milhões de euros anuais, de acordo com estimativas da AECOPS - Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços.

A barragem de Laúca, cuja construção teve início há cerca de 18 meses, deverá produzir mais de dois mil megawatts de energia já em 2017. O projeto inicial incluía três contratos: o do desvio do rio Kwanza, a construção da obra principal e a componente eletromecânica. A construção está já praticamente a 50% da concretização e só em betão envolverá o equivalente à edificação de 40 estádios de futebol, 2800 casas ou 465 edifícios de oito pisos, explica a Odebrecht.

Dos mais de sete mil trabalhadores que atualmente vivem no maior estaleiro de obras de Angola, em Laúca, cerca de 820 são portugueses, entre os quais 145 técnicos e engenheiros. Os trabalhadores dispõem de cinema, ginásio, banco, supermercado, lan house com acesso à internet e jogos de vídeo, sala de jogos, cozinha e refeitório para 15 mil refeições diárias e até uma estação de tratamento de águas só para a obra. Entre portugueses, brasileiros e angolanos, nos trabalhos da barragem o português é a língua dominante.

Nos anos mais recentes, as empresas de construção e a engenharia portuguesas têm estado envolvidas em projetos de obras públicas particularmente emblemáticos em Luanda, como a recuperação da Fortaleza de São Miguel, concluída pela Soares da Costa, ou as obras do novo edifício da Assembleia Nacional, a cargo da Teixeira Duarte, e a requalificação da marginal de Luanda e da ilha do Cabo, do consórcio Mota-Engil/Soares da Costa.

DN
 

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« Responder #69 em: Setembro 16, 2018, 08:15:12 pm »
António Costa em Luanda para recuperar "relação de irmãos"


 

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« Responder #70 em: Setembro 17, 2018, 10:53:24 am »
António Costa em Angola para "falar do futuro"


 

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« Responder #71 em: Setembro 17, 2018, 04:00:54 pm »
PM português em Luanda para uma reaproximação definitiva


« Última modificação: Setembro 17, 2018, 04:03:54 pm por Lusitano89 »
 

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« Responder #72 em: Setembro 18, 2018, 10:37:27 am »
Encontro entre PM português e presidente angolano


 

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« Responder #73 em: Setembro 18, 2018, 06:49:25 pm »
o mister Ganga no seu melhor !!!
 

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« Responder #74 em: Setembro 19, 2018, 11:23:15 am »
Portugal e Angola em sintonia após visita de Costa


 

 

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