Relações Portugal-Angola

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ShadIntel

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« Responder #30 em: Março 14, 2009, 01:59:40 pm »
Citação de: "Cabeça de Martelo"
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José Eduardo dos Santos, o presidente nunca eleito de Angola

 :?:

Não foi eleito no sentido tradicional do termo, ou seja vencendo uma eleição com mais de 50,01% dos votos.
Sucedeu a Agostinho Neto em 79, e foi "eleito" em 92 apesar de não ter havido segunda volta das eleições.
 

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legionario

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« Responder #31 em: Março 15, 2009, 07:41:00 pm »
Temos que vencer os nossos escrupulos quando negociamos com ditaduras e conseguir pôr os nossos principios de lado SE ganharmos mais com isso. Se formos a unica virtuosa do planeta tambem  é originalidade a mais , nao é ?

O principal critério que devemos seguir nao deve ser o moral ou o ético, mas sim o de maiores vantagens para nos. Eu sei que é pecado e parece mal  dar tanta confiança a ditadores corruptos, mas ja se sabe : em Roma, sê romano ! temos que jogar com as mesmas regras dos outros. Depois de sermos ricos ai ja temos tempo e meios para criticar, fazer a moral e até filosofar :)
IN HOC SIGNO VINCES
 

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Chicken_Bone

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« Responder #32 em: Março 15, 2009, 07:56:47 pm »
Sim legionario, concordo contigo. Alem de que as relações país-país são, geralmente mais prolongadas do que governos.

As empregas portuguesas respondem à sociedade portuguesa e portanto querem serem vistos como entidades com grande responsabilidade social e, consequentemente tentam melhorar as sociedades onde estão presentes, como a Angola. Ou mesmo os trabalhadores das empresas tentam replicar um pouco da sua sociedade aí.

Além do mais, não é ficando isolado que um país evolve. Angola ou Portugal não são excepções.
"Ask DNA"
 

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André

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« Responder #33 em: Abril 14, 2009, 03:43:35 pm »
Empresários portugueses devem fazer apostas "mais acutilantes" fora de Luanda


O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros e deputado angolano João Miranda defendeu hoje em Lisboa que os investidores portugueses não se devem cingir aos "quilómetros quadrados de Luanda", devendo fazer apostas "mais acutilantes" nas restantes regiões de Angola.

"Os investidores, quando se deslocam a Angola não devem olhar Angola um espaço confinado em alguns quilómetros quadrados de Luanda. Angola tem mais de um milhão de quilómetros quadrados, várias cidades e é aí que as apostas deviam ser mais acutilantes", defendeu João Miranda.

O ex-chefe da diplomacia angolana falava à margem do seminário "Angola, país do Futuro - Venha descobrir as suas oportunidades de negócios", organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa.

Questionado sobre os melhores sectores em que os empresários portugueses podem investir em Angola, o deputado do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) destacou a produção de alimentos e medicamentos e sua distribuição, a formação profissional, no domínio da gestão empresarial, novas tecnologias de informação e entretenimento.

"São sectores em que vale a pena apostar", disse, referindo, contudo que se trata de áreas pouco procuradas pelos empresários estrangeiros, que preferem "aqueles sectores que mais rapidamente lhe trazem dividendos", como a construção civil.

Questionado sobre as garantias que o Governo angolano pode dar aos investidores numa altura de crise económica, João Miranda realçou "a segurança, os incentivos fiscais e aduaneiros e também as garantias de transferência dos dividendos".

No entanto, João Miranda ressalvou que o Governo de Angola tem poucos meios para combater a crise, acrescentando que cabe aos empresários e à comunidade internacional fazê-lo.

Ainda assim, considerou, no que diz respeito aos empresários portugueses, "as vantagens são óbvias porque os negócios têm crescido".

O deputado deu como exemplo as remessas dos portugueses que trabalham em Angola, destacando que "quadruplicaram nos últimos três anos e vão crescer nos próximos tempos, o que quer dizer que a crise não baterá tanto assim à porta daqueles que trabalham bem".

Questionado sobre as dificuldades de que os empresários se queixam quando pretendem investir em Angola, o ex-chefe da diplomacia angolana referiu que "em qualquer mercado há sempre alguns percalços para quem começa a criar um negócio".

"Mas isso não se refere apenas a estrangeiros, mesmo os nacionais têm algumas dificuldades que é preciso transpor", afirmou, considerando que esses problemas devem "ser um estímulo e não impedir" o investimento.

O ministro da economia angolana, Manuel Nunes Júnior, disse, no início de Março, em Lisboa, que as previsões do Governo angolano apontam para um crescimento da economia superior a três por cento este ano, quando, antes da crise mundial as estimativas apontarem para um crescimento de dois dígitos, como aconteceu desde 2005.

Lusa

 

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comanche

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« Responder #34 em: Abril 23, 2009, 10:48:48 pm »
Portugal tem «muitos interesses» na África Austral

Ministro Luís Amado quer papel mais forte de Portugal no desenvolvimento económico daquela parte do Mundo

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O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, defendeu esta quinta-feira em Luanda, em declarações à Agência Lusa, o fortalecimento do papel de Portugal no desenvolvimento económico da África Austral e Central, onde o país tem «muitos interesses».

Luís Amado falava à chegada ao aeroporto de Luanda, onde vai presidir ao II Seminário Diplomático da África Austral, estas quinta e sexta-feira, que envolve diplomatas, empresários e convidados.

O chefe da diplomacia portuguesa apontou como primeiro objectivo deste encontro «dar continuidade a um trabalho de reflexão e preparação de toda a presença portuguesa nesta vasta região da África Austral e África Central».

Luís Amado lembrou que na realização deste seminário, o segundo depois de uma primeira edição em 2007, realizado em Pretória, África do Sul, «Portugal tem muitos interesses nesta vasta região». O ministro salientou que nesta parte do Mundo está «uma população expatriada muito significativa».

«Portugal tem as suas maiores empresas nesta região, tem uma língua que é da região e de trabalho das organizações regionais, onde há grande interesses económicos e comerciais portugueses», complementou.

Ainda no âmbito do seminário, Amado sublinhou que «a perspectiva é aproveitar a sinergia de todos os recursos que estão nesta região, políticos, diplomáticos, económicos, empresariais, para fortalecer o papel de Portugal no desenvolvimento económico desta vasta região africana».

Neste encontro, participa ainda o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação. João Gomes Cravinho apontou, também em declarações à Lusa na quarta-feira, o encontro como um momento para analisar as prioridades da política externa na região, nomeadamente «os interesses empresariais».

«Portugal é um país que não pode olhar só para um ou dois ou três países. Aquilo que nós fizemos ao longo dos anos e particularmente durante a presidência portuguesa da União Europeia (no segundo semestre de 2007) deu-nos no continente africano uma projecção que nós temos agora de saber aproveitar», disse Gomes Cravinho.

 

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comanche

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« Responder #35 em: Abril 28, 2009, 11:08:18 pm »
Angola e Portugal estão atentos a novas áreas de cooperação



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Luanda – A cooperação entre  Angola e Portugal tem sofrido um processo de evolução satisfatória e  ambos países estão atentos a identificação de novas áreas no futuro, afirmou hoje o secretário de Estado dos  Negócios  Estrangeiros e Cooperação de Portugal, João Cravinho.
João Cravinho, que falava  em entrevista exclusiva à Angop, disse que a evolução positiva da cooperação entre Portugal e Angola deveu-se também à actualização da metodologia, com uma melhor identificação das áreas.
Neste sentido, realçou que agora, passados alguns anos, os resultados estão a corresponder com o que se tinha estabelecido como objectivos.
Acrescentou que a cooperação entre os dois países estava muito dispersa, abarcando distintos domínios, mas sem objectivos claros e com afectação de recursos relativamente pequena, sendo pois uma cooperação fragmentada e pouco objectiva.
No entanto, frisou que actualmente existe uma cooperação mais focalizada e virada para o que são as mais valias específicas portuguesas na área do apoio ao bom funcionamento da administração pública, do sector da justiça, do ensino e formação.
João Cravinho referiu que quinta-feira (dia 23) teve lugar um encontro com a vice-ministra angolana das Relações Exteriores, Exalgina Gamboa, no qual foi acertada a realização de outras reuniões, ainda no presente ano, no sentido de se identificar novas direcções para a cooperação entre Portugal e Angola.
Para o governante luso, de uma forma global, a avaliação que se pode fazer da execução dos projectos previsto é boa, isto no quadro do Programa Indicativo de Cooperação, assinado no início de 2007 e referente ao período 2007-2012.
No entanto, acrescentou que há alguns domínios onde tem de ser acelerado e, entre estes, o da colocação de professores portugueses em Angola, com o objectivo de formarem docentes angolanos.
“Serão colocados formadores portugueses no Uíge, Benguela, Moxico e Cunene, mas o grande problema tem haver com o alojamento”, referiu.
Porém, adiantou que esta questão está próxima de ser solucionada nas distintas províncias, prevendo-se que até ao final do primeiro semestre do corrente ano estejam em Angola cerca de 30 professores, que desempenharão as funções de coordenadores para que no início de 2010 estejam no país entre 180 a 200 docentes.
Em relação ao sector da justiça, disse que tem havido um trabalho bastante interessante entre os ministérios dos dois países e graças a esta cooperação foi colocado a disposição de Angola um sistema informático designado Habilus para a gestão dos processos que transitam em julgado.
Este projecto, explicou, é desenvolvido numa cooperação triangular com os EUA e foi fundamental em Portugal na redução substancial dos tempos de espera, aguardando-se o mesmo impacto em Angola.
O governante luso destacou ainda o lançamento do Centro de Investigação de Saúde em Angola (CISA), no sábado, que terá um financiamento da parte portuguesa de 800 mil euros anuais, nos três primeiros anos.
Para João Cravinho, o CISA, apesar de possuir também uma valência de apoio aos habitantes de Caxito (Bengo), onde será instalado, vai permitir o desenvolvimento de soluções apropriadas para os problemas de saúde que serão extensivas a toda população angolana.
Esta instituição, deu a conhecer, estará ligada em rede a sete outros centros semelhantes no continente africano, que estão na linha da frente em investigação sobre saúde em África, como os centros do Kenya, Moçambique, e Ghana.
No que toca aos programas da administração do Estado, o secretário dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal disse que esta é uma área onde o seu país poderá oferecer um grande contributo, porque as matrizes da administração pública são semelhantes e existem experiências que poderão ser partilhadas com os angolanos.
Neste sentido, apresentou como exemplo o trabalho desenvolvido para o planeamento em Angola e também no apoio às tarefas nesta área, no que toca as responsabilidades deste ministério em matéria de integração na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
Falando também sobre a cooperação no sector das finanças referiu que ela é extensiva aos diferentes domínios, tais como as alfândegas, gestão orçamental, entre outras áreas.
Por este motivo, João Cravinho referiu que as relações entre os dois países são excelentes, mas que ainda há muito por se explorar na cooperação entre Angola e Portugal.


http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_p ... 564bc.html
 

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André

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« Responder #36 em: Maio 22, 2009, 02:36:09 pm »
Portugueses batem chineses na requalificação da Baía de Luanda



Soares da Costa e Mota Engil conquistam requalificação de ex-libris de Luanda.

São mais 100 milhões de euros em caixa para duas construtoras portuguesas no mercado angolano. Mas, mais que isso, a vitória do consórcio da Mota-Engil/Soares da Costa na empreitada para a requalificação da baía de Luanda vai funcionar como um destacado cartão de visita, não só porque se trata de um projecto há muito pretendido pelas autoridades de Luanda, mas também porque demonstrou a capacidade competitiva das empresas portuguesas, que venceram duas construtoras chinesas na recta final.

"É com muita satisfação que soubemos da adjudicação deste empreendimento. É um trabalho de grande responsabilidade e queremos estar à altura deste novo desafio. É um concurso muito importante porque a baía de Luanda é o "ex libris" de Angola", sublinhou Jorge Coelho, administrador executivo da Mota-Engil, em declarações ao Diário Económico.

A empreitada tem um prazo de execução previsto de dois anos e Jorge Coelho prevê ter máquinas no terreno para iniciar as obras já no próximo mês de Junho, tendo já sido escolhido o director para o projecto. No entanto, não deverá ser necessário deslocar para Angola equipamentos ou recursos humanos suplementares significativos para executar esta obra.

A requalificação da baía de Luanda é um projecto que tem já vários anos no papel. Entre muitas ideias e discussões, o plano foi finalmente aprovado em Setembro de 2007 pelo Conselho de Ministros do governo angolano, tendo-se iniciado o processo de concurso público para a construção das vertentes marítima e terrestre do projecto em Novembro seguinte.

No caso da vertente terrestre, cujo concurso foi ganho pelo consórcio Mota/Soares da Costa, com posições de 50% cada, concorreram numa fase inicial um total de 13 construtoras e/ou consórcios. A 'short list' seleccionou três grupos, tendo saído vencedor o agrupamento português em detrimento de duas concorrentes chinesas. O contrato foi assinado em Luanda no sábado, numa cerimónia que contou com a presença de Higino Carneiro, ministro das Obras Públicas de Angola, e de Francisca do Espírito Santo, governadora da província de Luanda.

Este projecto não inclui qualquer componente de 'project finance' a cargo das construtoras portuguesas, pelo que o financiamento será da responsabilidade da empresa que adjudicou este empreendimento, a Sociedade Baía de Luanda, empresa de direito privado angolano, que conta na sua estrutura accionista com a Sonangol e o Banco Privado do Atlântico, ligado à petrolífera angolana.

Também o BCP irá participar no esquema de financiamento montado para levar por diante este projecto, embora fonte do banco contactada pelo Diário Económico não tenha conseguido fornecer mais detalhes sobre a participação do banco português.

A Baía de Luanda

O projecto prevê o alargamento da Avenida Marginal e do Largo 17 de Setembro, com a criação de seis faixas de rodagem e infra-estruturas de gestão e manutenção da rede rodoviária a implementar.

Criação de 12 novos parques com estacionamento para 1.600 viaturas.

Criação de 127 mil metros quadrados de zonas verdes.

Construção de dois prédios, um com 37 pisos, outro com 24, para escritórios, comércio e habitação. Mais dois edifícios com funções múltiplas, como hotelaria e centro de convenções.

Diário Económico
« Última modificação: Maio 22, 2009, 06:58:53 pm por André »

 

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« Responder #37 em: Maio 22, 2009, 03:59:51 pm »
Angola é o melhor exemplo daquilo que nos portugueses podemos fazer em todo o espaço Lusofono. Este  é o nosso espaço natural.
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Lusitano89

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Re: Relações Portugal-Angola
« Responder #38 em: Julho 14, 2010, 08:45:09 pm »
Angola tem muitas oportunidades para empresas lusas


O presidente do Banco BPI, Fernando Ulrich, considerou hoje que existem muitas oportunidades para as empresas portuguesas que pretendam fazer negócios no país africano, destacando o sector da construção e das infra-estruturas, mas também a agricultura e o sector extractivo.
"Há muitas oportunidades no sector da construção e das infra-estruturas, tal como na prestação de serviços ao sector petrolífero e energético, em geral", disse à agência Lusa o banqueiro, apontando igualmente para o sector agrícola.

"Na agricultura também [há boas oportunidades], fruto da guerra que Angola viveu durante 30 anos e que deixou a agricultura ficar bastante para trás. Agora, há não só grande necessidade mas, sobretudo, grande potencial na agricultura e na pecuária", salientou Ulrich.

O presidente do BPI também puxou pelo sector extractivo, recordando que "Angola é muito rica em recursos naturais", e realçou ainda os serviços de bens de consumo, concluindo que "há muito por fazer em Angola".

O banqueiro falou à Lusa no final de um evento dedicado à economia angolana, que decorreu esta manhã em Lisboa, com o foco apontado para as exportações portuguesas para aquele país africano.

"A questão para uma empresa investir em Angola já não é ter um parceiro, mas sim qual", frisou o director central da unidade de desenvolvimento de negócio do BPI, Costa Lima, durante a sua intervenção na conferência.

O responsável salientou que o governo angolano concede "incentivos fiscais e aduaneiros muito importantes".

Angola é a sexta maior economia africana e uma das que tem maiores reservas de água, segundo Costa Lima, que garantiu que, naquele país, "o investimento estrangeiro é muito bem-vindo".

Portugal tem um peso de 18% nas importações angolanas, "um papel fundamental e que tem permanecido estável nos últimos anos", frisou o director do BPI, ainda que tenha lembrado que Angola é apenas o 169.º melhor país do mundo para fazer negócio, segundo a lista do Banco Mundial, que contempla 181 países.

"Os processos são demorados e lentos. É preciso paciência e é por isso que os chineses se dão bem lá", disse, em tom descontraído.

Ulrich, por seu turno, fez questão de sublinhar que "os angolanos são resistentes aos negócios de circunstância, mas muito receptivos numa óptica de médio e longo prazo, sobretudo, se implicarem a transferência das operações para lá".

"A paciência é um factor importantíssimo para fazer negócios em Angola", concordou o líder do BPI, mas retorquindo que "os portugueses gostam de Angola, ao passo que os chineses têm um poder negocial muito forte".

"Por isso, quem precisa e tem paciência são os portugueses, e não os chineses", lançou Ulrich, reforçando que "há uma empatia entre portugueses e angolanos", explicada pelas ligações históricas entre os dois povos.

Lusa
 

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Re: Relações Portugal-Angola
« Responder #39 em: Julho 17, 2010, 04:55:19 pm »
Exportações portuguesas para Angola utilizaram 65% da linha de seguro de crédito de 1.000 milhões de euros


As empresas portuguesas já utilizaram 650 milhões dos mil milhões de euros que o Estado disponibiliza para seguros de crédito sobre as exportações para a Angola, com projetos sobretudo no setor da construção e da reabilitação.

Segundo fonte oficial do ministério das Finanças, “até à data foram aprovados 37 projetos, que representam cerca de 65 por cento da linha de seguro de crédito comercial”, criada para apoiar a exportação de bens e serviços de origem portuguesa para Angola, com um montante até mil milhões de euros.

Os setores da construção e reabilitação de infraestruturas, da construção naval e das tecnologias de informação são os mais representativos nos projetos aprovados ao abrigo desta convenção.

De acordo com o ministério de Teixeira dos Santos, a linha de crédito com um montante de 100 milhões de euros, que prevê o financiamento de projetos integrados no Programa de Investimentos Públicos angolano com a participação de empresas portuguesas ou incorporação bens e serviços de origem nacional, deu até luz verde a dois projetos que absorveram metade do valor disponibilizado.

A pensar no intensificar das relações entre os dois países, o Governo lançou uma linha de crédito comercial de 500 milhões de euros destinada ao financiamento de projetos de capacitação, remodelação, reabilitação e construção ou reconstrução de infraestruturas, por parte de empresas portuguesas, em parceria com angolanas, e importações de bens de equipamento de origem portuguesa ou com incorporação nacional significativa.

“Esta linha de crédito pode ainda aplicar-se à regularização das dívidas do Estado angolano às empresas de construção portuguesas, mediante iniciativa do Estado de Angola”, adiantou à Lusa fonte oficial do Ministério das Finanças.

Estas linhas de crédito ganham destaque quando o Governo angolano decidiu apostar no regime de parceria público-privada (PPP) nas concessões rodoviárias.

“Desde 2002 que lançamos um programa de infraestruturas e o que tivemos como perspetiva foi ligar o país com estradas em boas condições de circulação e conseguimos hoje fazer o país circular”, explicou o ministro do Urbanismo e Construção de Angola.

“Fruto deste trabalho que desenvolvemos, assumimos uma dívida acima dos 4 mil milhões de dólares [3,1 mil milhões de euros, à taxa de câmbio atual]. É muito dinheiro que o Estado investiu nas concessões rodoviárias”, acrescentou José da Silva Ferreira, em conferência de imprensa no final de uma cerimónia que serviu para assinar um conjunto de protocolos de entendimento sobre os dois países na temática das Obras Públicas.

O Presidente da República, Cavaco Silva, visita a Angola, a convite do Presidente José Eduardo dos Santos, de 19 a 22 de julho, à qual se seguirá a participação, no dia 23, na VIII Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CPLP.

Ionline
 

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Lusitano89

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Re: Relações Portugal-Angola
« Responder #40 em: Março 25, 2011, 07:54:29 pm »
Vendas da cerveja Sagres triplicam num ano em Angola


O presidente executivo da Sociedade Central de Cervejas (SCC) disse hoje que a venda da cerveja Sagres cresceu 200% no mercado angolano entre Janeiro de 2010 e o primeiro mês deste ano.

Esse aumento representa um acréscimo de venda de 30 milhões de litros de cerveja, sensivelmente o mesmo número em euros no que respeita ao retorno financeiro, declarou Alberto da Ponte aos jornalistas no final da apresentação da nova campanha publicitária da Sagres.

'Sagres Somos Nós' é o lema da nova campanha e é também a nova assinatura da marca, "mesmo em documentos internos", realçou Alberto da Ponte, estimando que o valor total da campanha multi-plataforma implicou um investimento de três milhões de euros.

Alberto da Ponte advertiu para a necessidade das empresas portuguesas se internacionalizarem, porque o mercado interno está na globalidade "estagnado ou em decréscimo".

A campanha publicitária foi idealizada pela agência de publicidade BAR e conta com nomes conhecidos do grande público como Luís Figo, João Manzarra, Soraia Chaves, Rita Andrade e a banda Expensive Soul.

Lusa
 

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« Responder #41 em: Abril 15, 2011, 07:05:42 pm »
Sonae oficializa entrada do Continente em Angola


A Sonae e a Condis, empresa detida maioritariamente por Isabel dos Santos, assinaram hoje uma parceria estratégica para criar uma rede de hipermercados Continente para Angola. Para tal será constituída uma joint-venture, em que a empresária angolana deterá a maioria do capital, tal como o SOL já tinha avançado na edição de 11 de Março, ficando com 51% do total. O grupo português assumirá os restantes 49% e a gestão operacional do projecto.

«O investimento requerido será conduzido, preferencialmente, numa óptica de capital light, isto é, não incluirá, o investimento na componente imobiliário, existindo já investidores locais com interesse em se associar ao desenvolvimento do projecto», afirma a retalhista portuguesa em comunicado enviado à Comissão do Mercado e Valores Mobiliários.

«Esta parceria insere-se no quadro de desenvolvimento estratégico definido para a Sonae, aportando uma oportunidade de crescimento internacional muito relevante ao mesmo tempo que permite o reforço da diversificação do estilo de investimento», continua no mesmo documento, que não avança mais detalhes sobre a operação em Angola.

O projecto aguarda agora a apreciação final das autoridades angolanas competentes.

SOL
 

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Re: Relações Portugal-Angola
« Responder #42 em: Julho 21, 2011, 11:34:00 pm »
Portas pede aos empresários portugueses que olhem para Angola


O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, pediu hoje aos empresários e investidores portugueses que olhem para Angola do ponto de vista económico "não apenas como uma oportunidade conjuntural, mas como um investimento estrutural". Paulo Portas falava aos representantes de cerca de uma centena de expositores portugueses na Feira Internacional de Luanda, que hoje teve o dia dedicado a Portugal.
No seu discurso, o governante português disse que olhar desta forma para Angola permitirá acompanhar um processo de desenvolvimento, "que é para ficar e que será tanto mais sólido, quando adoptar esta perspectiva de ficar".

"Queria também chamar a atenção para a possibilidade e oportunidade que as empresas portuguesas têm ao fazer matching com empresas angolanas, constituindo verdadeiras parcerias de não se esgotarem no mercado angolano, mas de poderem abrir a mercados regionais em África, que abrem, multiplicam e maximizam as nossas potencialidades económicas", referiu.

O MNE português aproveitou para informar os presentes sobre os passos dados em relação à problemática dos vistos, uma das maiores preocupações e reclamações de investidores e empresas portuguesas em Angola.

Segundo Paulo Portas, tanto ele como o seu homólogo, têm a "percepção prática de que às vezes há problemas que se podem evitar e que se pode encontrar um sistema de concessão de visto mais rápido, mais homogéneo e que ajude as empresas, o investimento, o planeamento e a previsibilidade".

"Sou uma pessoa extremamente focada, gosto de olhar para os problemas em concreto, separar os problemas entre aqueles que não se resolvem e aqueles que se podem resolver e se estou aqui também é para começar a resolver problemas de uma forma mutuamente vantajosa", afirmou.

"É bom para Portugal e para Angola que a vida dos empresários, quadros e trabalhadores portugueses que estão aqui corra bem e seja ágil, da mesma maneira que é bom para Angola que o investimento de Angola em Portugal seja bem visto e seja bem-vindo, é a isso que eu chamo uma relação de ganhos mútuos", ressaltou.

O ministro português frisou a situação difícil que Portugal atravessa, lembrando, contudo, que é "provisória", e que pode ser ultrapassada através de uma política convidativa ao investimento no mercado português, bem como de intensificação do apoio à internacionalização, à exportação e colocação de empresas, marcas e produtos portugueses noutros mercados.

"Portugal não tem neste momento uma situação que permita dar-se ao luxo de não fazer aquilo que é preciso e portanto todas as instituições do Estado, a começar pela economia e a diplomacia, têm que se articular para dar prioridade àquilo a que se convencionou chamar diplomacia económica", salientou.

"Para fazer diplomacia é preciso acima de tudo ajudar as empresas no exterior, saber vender a economia portuguesa no exterior, saber vender os produtos e as marcas portuguesas no exterior, encontrar um matching e ajudar a encontrar oportunidades, reportar a capacidade de captação de investimento estrangeiro. Tudo isto é ser diplomata de Portugal no século XXI", completou Paulo Portas.

O chefe da diplomacia portuguesa chegou hoje a Luanda, onde participará esta sexta-feira na reunião de Conselho de Ministros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Lusa
 

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miguelbud

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Re: Relações Portugal-Angola
« Responder #43 em: Novembro 20, 2011, 11:59:23 am »
Grupo Moviflor prepara expansão em Angola para 2013

O grupo português vai abrir a segunda loja em Luanda e construir uma nova plataforma logística naquele país.

A Moviflor, marca portuguesa de mobiliário e artigos de decoração, prepara-se para reforçar a presença internacional. A directora-geral da marca, Teresa Albuquerque, revela ao Diário Económico que "um dos nossos objectivos no futuro próximo é abrir mais uma loja em Luanda". Sem adiantar valores de investimento, a mesma responsável avança que a abertura da segunda loja em Angola está prevista para o início de 2013, sendo este um projecto exclusivo da Moviflor naquele país .

Teresa Albuquerque explica que Angola está em forte crescimento e é um mercado "onde a marca Moviflor sempre teve um grande reconhecimento, mesmo antes de abrir a primeira loja, em 2008". O nível de aceitação e o aumento da procura dos angolanos pelos produtos da marca justificam a decisão de abrir mais uma loja.

A expansão da Moviflor passa ainda, avança a mesma responsável sem revelar valores de investimento, pela construção de "uma nova plataforma logística, que nos permitirá melhorar o abastecimento do mercado angolano".

Cerca de 50% dos produtos vendidos pela Moviflor em Angola são fabricados em Portugal, por empresas nacionais, um valor em linha com a realidade nacional (52%). No entanto, Teresa Albuquerque, adianta que "em 2012, pretendemos aumentar ainda mais este valor e continuar a apoiar esta indústria que é tão importante para o nosso País e que é responsável por tantos postos de trabalho".

Sobre a entrada em novos mercados, a mesma responsável apenas admite: "A internacionalização é um dos objectivos da Moviflor."

Quanto ao negócio em Portugal, onde detém uma quota de mercado de 18%, a directora-geral da empresa considera que a recente abertura em Évora "é uma oportunidade para crescermos, tanto na possibilidade de estarmos mais próximos dos clientes como de marcarmos presença numa nova região, o Alentejo". A marca tem agora 28 lojas em Portugal, sendo que a "expectativa é que as vendas da loja de Évora representem cerca de 4,5% do total".

A actual conjuntura económica não assusta a directora-geral da Moviflor. "O momento que vivemos pode representar uma oportunidade para todo o mercado. As pessoas passam mais tempo em casa", explica.

Teresa Albuquerque garante que o grupo vai continuar "a apoiar os consumidores" e espera ter "o apoio dos portugueses a uma marca 100% portuguesa e que é tão importante para a indústria de mobiliário em Portugal".

http://economico.sapo.pt/noticias/grupo ... 31302.html
 

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Lusitano89

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Re: Relações Portugal-Angola
« Responder #44 em: Novembro 28, 2011, 09:36:42 pm »
Angola deve mais de mil milhões de euros a Portugal


A dívida de Angola a Portugal totaliza 1,04 mil milhões de euros, anunciou o ministro das Finanças angolano.

Carlos Alberto Lopes, convidado do programa "Espaço Público", transmitido aos domingos à noite pela Televisão Pública de Angola (TPA), acrescentou que Angola deve no total 23,5 mil milhões de euros.

Daquele valor, 13 mil milhões dizem respeito à dívida externa e os restantes 10,5 mil milhões a dívida interna, resultante de emissões de obrigações e bilhetes de Tesouro, que servem para financiar o Programa de Investimento Público em curso e antecipar as receitas em função dos planos mensais de caixa, respectivamente.

Quanto aos maiores credores externos, além de Portugal, Angola deve 4,2 mil milhões de euros à China, outros 1,3 milhões de euros ao Brasil e ainda 902 milhões de euros a Espanha, especificou Carlos Alberto Lopes.

O parlamento angolano aprovou na generalidade, no dia 15, o Orçamento Geral de Estado para 2012, que contempla receitas e despesas no valor estimado em 4,42 triliões de kwanzas (34,12 mil milhões de euros).

Actualmente está em curso o processo de debate na especialidade, com a votação final agendada para 9 de Dezembro.

No passado dia 25, o vice-ministro do Planeamento, Pedro Luís da Fonseca, as Finanças, salientou que o OGE2012 "está no limite dos recursos" que foi possível mobilizar.

O Orçamento Geral do Estado prevê uma taxa de crescimento da economia de 12,8% em 2012, enquanto a meta de inflação está estimada em 10%.

Lusa
 

 

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