Relações Portugal-Angola

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« Responder #15 em: Junho 21, 2008, 11:04:08 am »
Acho muito bem que Portugal estreite relaçoes economicas com Angola,  ( e com os Palop em geral).
Fico muito satisfeito quando ouço noticias como esta.

Portugal, neste caso, tem uma mais-valia importante que é o "savoir-faire" neste e noutros dominios. Estou a pensar nomeadamente nas energias renovaveis e nas comunicaçoes.

Os investimentos que Portugal faça ou possa fazer em Angola e nos paises lusofonos têm um retorno assegurado . Paises como a China ja o  perceberam e ocupam cada vez mais o espaço africano.
IN HOC SIGNO VINCES
 

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André

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« Responder #16 em: Junho 26, 2008, 06:43:27 pm »
Empresa algarvia vai exportar estação de tratamento de águas para Angola

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Uma empresa algarvia vai exportar uma Estação de Tratamento de Água (ETA) para Angola que vai permitir abastecer de água potável a 40 mil pessoas do município de Bailundo.

O equipamento foi concebido pela empresa Hubel Indústria da Água em parceria com outras empresas angolanas e nacionais e vai ser enviado para aquele país ainda este Verão ao abrigo do programa do governo angolano «Água para Todos», que visa implementar no país estruturas de abastecimento de água.

Segundo disse à Lusa fonte do Grupo Hubel, responsável pelo projecto desenvolvido em conjunto com outras empresas, a estrutura vai ser expedida de navio para Angola e após a instalação, deverá começar a fornecer água no espaço de um mês e meio.

Sem saber precisar quando será feita a instalação do equipamento em Angola nem o montante do negócio, a mesma fonte referiu que neste momento a estrutura está a ser desmontada em módulos no Algarve e as peças a ser numeradas.

«A estrutura foi montada nas nossas instalações e está a ser desmontada por módulos para facilitar o processo de montagem lá», disse, referindo que a empresa algarvia só irá ao terreno para fazer o arranque do sistema.

Nessa altura, especialistas da empresa vão assegurar a transferência de know-how, formando técnicos locais para garantir o correcto funcionamento do sistema e sua utilização.

O transporte do equipamento em contentores até África deverá demorar algumas semanas e assim que for instalado, começará a fornecer água no espaço de um mês e meio a dois meses.

Concebida para abastecer a população do município de Bailundo, abrangendo cerca de 40 mil pessoas, a estação é composta por um sistema de filtros em paralelo e está dimensionada para um caudal diário de três mil metros cúbicos.

A estrutura vai ser instalada junto a um rio, onde a água será captada e transportada através de condutas para a estação, onde é sujeita ao processo de tratamento.

Depois do tratamento, a água é armazenada em dois reservatórios, um junto ao local da estação e outro a uma distância de cerca de oito quilómetros.

Integrada no mesmo programa governamental está actualmente a ser desenvolvida uma ETA para o município de Huambo, para Caquila e M'Banza Calumbo, com capacidade de abastecimento para 10 mil pessoas.

Lusa

 

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André

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« Responder #17 em: Julho 31, 2008, 06:09:44 pm »
Imobliliária portuguesa investe 137 milhões de euros em Angola

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A Bascol vai investir cerca de 137 milhões de euros, em parceria com investidores angolanos, em empreendimentos imobiliários em Angola até 2011, disse à Agência Lusa o director internacional da empresa, Ricardo Romanholo.

O mais vultuoso dos projectos, adiantou à Lusa o responsável pelos negócios internacionais da Bascol, é um condomínio de «alto luxo», com uma área total de 46 mil metros quadrados, um investimento de 120 milhões de dólares (77 milhões de euros).

«Será claramente uma aposta na qualidade do produto, com condições de conforto - térmico, acústico... - ao nível de tudo o que estamos habituados a fazer em Portugal», disse à Lusa o arquitecto de origem brasileira.

Além de apartamentos com uma área entre os 50 e os 215 metros quadrados, o condomínio incluirá zonas de escritório, de comércio e de lazer (piscina, ginásio, spa, creche, entre outros equipamentos).

O preço, referiu, rondará os 5.000 dólares (cerca ded 3.200 euros) por metro quadrado, atirando assim o valor dos apartamentos para entre os 250 mil dólares (160 mil euros) e os 1,07 milhões (684 mil euros).

Segundo o director internacional da Bascol, a construção vai arrancar em Setembro, devendo estar concluída dentro de dois anos.

«A ideia é transpor para lá o que fazemos em Portugal. Queremos estar em Angola por algum tempo», afirmou Romanholo, que se manifestou interessado em explorar oportunidades de investimento nos arredores da capital.

No centro de Luanda, lamenta, é hoje cada vez mais difícil encontrar terrenos para construção a preços comportáveis para promotores de média dimensão, como é o caso da Bascol.

Para o bairro do Golf, entre a Talatona e Nova Vida, onde recentemente foi inaugurado o Hospital da Divina Providência, está a ser projectado um empreendimento de habitação e comércio vocacionado para a classe média, com vários equipamentos complementares, como ginásio e creche.

São 41 mil metros quadrados, com plano de pormenor aprovado e cujo pedido de licenciamento deverá dar entrada no início de 2009.

O investimento de 60 milhões de dólares (39 milhões de euros) deverá arrancar no próximo ano, prevendo-se um prazo de construção de dois anos.

Já no final do próximo ano deverá estar operacional um «retail park» composto por nove armazéns, todos em condomínio fechado, na zona da Camama.

Destinado a pequenas indústrias e distribuidores, este projecto num formato novo para a capital angolana deverá representar um investimento de nove milhões de dólares (5,8 milhões de euros), referiu Romanholo.

Outros 16 milhões de euros deverão ser investidos num centro comercial a céu aberto na zona da Nova Vida, que inclui também edifícios de habitação, um projecto que aguarda licenciamento.

A promotora imobiliária continua à procura de terrenos na capital angolana, principalmente para implantar escritórios, mas assume que consegui-los, actualmente, «é um problema», devido à elevada procura que elevou os preços a níveis nunca antes vistos.

Lusa

 

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Lince

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« Responder #18 em: Agosto 20, 2008, 09:30:34 am »
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Entrevista a Pedro Gonçalves 00:05

“Angola deve ser segundo mercado doméstico”

Nas entrevistas de Verão, Pedro Gonçalves fala da internacionalização e das grandes obras públicas.

Bruno Proença

As grandes obras públicas têm animado o debate político nacional nos últimos anos. Não há consenso em torno do TGV ou do novo aeroporto. As decisões são permanentemente colocadas em causa. Para Pedro Gonçalves, CEO da Soares da Costa, esta é uma originalidade nacional que atrasa o desenvolvimento do país. A outra é a dependência do Estado. O gestor fala da internacionalização das empresas portuguesas, do papel de Angola e da má fama das construtoras.

Continuamos a discutir o arranque de grandes projectos como o novo aeroporto ou o TGV. Não conseguimos largar a eterna questão: deve ou não seguir-se este modelo de desenvolvimento?
A permanente e recorrente discussão é uma originalidade dos portugueses. E por vezes o betão em Portugal, em vez de cinzento, toma outras cores que variam conforme o tempo que se vive… E depois, passados dez anos, encontramos infra-estruturas que foram altamente polémicas e agora são unânimes. Todo o investimento público deve ser debatido. Não me choca que as infra-estruturas em concreto sejam discutidas. Choca-me é a generalização. O erro é cair em excessos ou discursos diametralmente opostos. Ou seja, ninguém pode hoje achar que o desenvolvimento económico de Portugal pode viver exclusivamente de um investimento em infra-estruturas. Mas também ninguém pode afirmar com convicção que um país, por muitas outras carências que tenha, pode parar em termos do desenvolvimento dos equipamentos colectivos ligados à mobilidade e acessibilidades. Hoje olhamos para a zona oeste, perto de Lisboa,  e vemos uma série de empreendimentos turísticos. Isso teria acontecido sem a rede viária que foi construída naquela zona?

Esse é o problema do país: está sempre a discutir e a pôr em causa as opções que toma.
Exactamente. Estamos a falar de investimentos cujo impacto para as contas do país tem que ser olhado tendo em conta o seu ciclo de vida. Não faz sentido que a nossa geração, de uma forma completamente irracional, deixe contas para as gerações futuras. Mas também não faz sentido limitar a capacidade de realização de investimentos àquilo que a nossa geração é capaz de pagar. Estamos a falar de investimentos que vão ter uma projecção para gerações futuras. Por isso, à partida, não há nada de condenável relativamente aos investimentos que vão ser pagos no futuro.

É por isso que não me choca que haja modelos, designadamente aquele que está a ser lançado para as concessões rodoviárias ou o da alta velocidade, que levam a que a obra seja paga através de uma renda ao longo do seu ciclo de vida. Este é um dilema com que as empresas se debatem no dia-a-dia. Não haveria empresas a crescer num mundo moderno se o investimento fosse baseada no que existe no seu cofre ou conta bancária.

Há, na classe política nacional, demasiada facilidade em cair na demagogia?
Não me atrevo a usar uma palavra tão forte. Mas que estes temas são muitas vezes usados como arma de arremesso na confrontação partidária, é verdade. Uma das chaves dos países que têm tido um desenvolvimento mais sustentado é precisamente a criação de consenso. Não são precisos pactos escritos; não vamos usar fantasmas que não são necessários. Basta um sentido que passe por dois aspectos fundamentais. O primeiro é o de assumir que, em cada momento, as acções de um poder legitimado pelo voto devem ser respeitadas pelos governos que lhe sucedem. E o segundo é que o mercado das diferenças das forças políticas se faça mais pelo lançamento de ideias novas do que pelo apontar de aspectos negativos a quem está no poder. E aqui ainda nos falta algum amadurecimento democrático.

Relativamente aos projectos em concreto, em relação ao novo aeroporto parece haver consenso, já apareceram consórcios… Mas relativamente ao TGV, o preço que terá de ser cobrado aos utentes não será competitivo face ao avião. Isso põe em causa a viabilidade financeira do projecto?
O modelo em que o Governo decidiu lançar o concurso separa a Parceria Público-Privada para a infra-estrutura – paga por uma renda – da parte de operação. De acordo com os dados da Rave, a ligação Lisboa-Madrid, do ponto de vista de equilíbrio da conta de operação, apresenta-se numa situação mais apertada do que Lisboa-Porto – que demonstra preços competitivos, é rentável e até liberta alguma margem para cobrir custos de investimento.

Mas não há exemplos de infra-estruturas de transportes públicos em que as receitas de operação são susceptíveis de pagar o investimento. Talvez um dos maiores equívocos a esse nível foi o do Túnel da Mancha, que passou anos de injecções de fundos, de mudança de estruturas accionistas…. Hoje é um dado assumido que o custo da infra-estrutura tem que ser tomado pelas entidades públicas como um custo associado ao desenvolvimento do país, da região, da cidade.

Neste caso, até é uma ligação à rede europeia.
Por isso mesmo, o projecto tem uma forte comparticipação de fundos comunitários: a Europa entendeu que devia mobilizar fundos para algo que considera estratégico. Um segundo aspecto deve ser visado para todos os promotores de projectos: tanto quanto possível, as receitas de operação (que decorrem do pagamento pelos utilizadores) devem cobrir os custos na maior percentagem possível. Em linhas de longo curso, deve cobri-los na totalidade. Nos transportes urbanos – em que há um efeito de competição com o transporte privado e a necessidade e objectivo estratégico de tornar o transporte público mais atraente – os objectivos em termos europeus são bastante mais moderados: as melhores práticas apontam para taxas de cobertura de 60%.

Em relação à linha de TGV Lisboa-Madrid, sem querer entrar em domínios em que não tenho todos os dados, há um efeito indutor de tráfego a partir do momento em que estes equipamentos entram em serviço. Dificilmente podemos prever o que será, daqui a dez ou 15 anos, a zona raiana envolvente de Évora. Como vai evoluir a partir do momento em que estiver a uma hora de Lisboa e duas de Madrid – para não falar na sua ligação a outros pontos intermédios do território espanhol. Isto vai conduzir a toda uma alteração de hábitos de mobilidade. Alguém que vive em Évora pode trabalhar em Lisboa e fazer um percurso de trabalho-casa idêntico ao que faz quem hoje vive em Cascais ou Sintra.

Em relação ao novo aeroporto, a questão da rentabilidade é mais unânime, mas o modelo de privatização da ANA tem sido mais polémico, até por causa do aeroporto Sá Carneiro.
Encontramos os dois modelos quando olhamos para países europeus. Ou seja, qualquer dos dois tem virtualidades e tem que se analisar o mais adequado ao caso concreto. Ponderação que cabe ao Governo. Nós aguardamos a conclusão e o modelo de negócio que vai ser apresentado. É uma equação onde se jogam dois termos: um é olhar cada um dos aeroportos individualmente e o seu potencial de desenvolvimento; o outro é perceber até que ponto um efeito rede acaba por se traduzir num melhor encaixe financeiro para o Estado. Quero acreditar que o modelo a ser lançado será aquele que, na análise qualificada, se traduz na opção mais interessante e mais satisfatória para os interesses do país.

Mas não têm preferência?
Não. Não vale a pena escamotear que a Soares da Costa entendeu dar o seu contributo para esse debate. Mas não vamos constituir-nos como ‘lobby’ no sentido de uma solução. Aceitaremos o que for opção do Governo e, em função do modelo de negócio proposto, assim nos organizaremos para participar no ou nos concursos.


“O GOVERNO ESTÁ A DAR UMA MENSAGEM POSITIVA”

Saíram na semana passada os números do PIB na UE. Mais uma vez, o sector da construção aparece como salvador do investimento.    
Quando o Governo fala de investimento, não fala só da construção e nos grandes projectos. Há investimento privado que não terá a mesma visibilidade dos grandes projectos mas que tem contribuído sustentadamente para o crescimento. Por outro lado, há também a exportação de bens e serviços, que tem contribuído para uma trajectória de sinal positivo da economia, ao contrário do que se passou noutros países da Europa – como vimos agora na apresentação das contas semestrais. A grande virtualidade de alguns destes investimentos e da sua realização é a de constituírem um sinal. As decisões de investimento, mesmo privadas, são muito marcadas por sinais psicológicos. Haver uma mensagem clara do Governo de que, não obstante o ciclo negativo para a economia, os projectos se mantêm, é bom. É um sinal aos investidores privados para que, à sua escala, não abdiquem de avançar com as decisões e estratégias anteriormente traçadas.


http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/ ... 56653.html
Cumprimentos

 

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André

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« Responder #19 em: Agosto 27, 2008, 04:40:29 pm »
Estradas construídas pela MonteAdriano inauguradas

Quase 170 quilómetros de estradas construídas pela MonteAdriano Engenharia e Construção (MAEC) na Província angolana de Huambo, no valor de 70 milhões de euros, abriram terça-feira ao trânsito, informou hoje a construtora portuguesa.

As vias Huambo-Caala, Huambo-Alto Hama e Huambo-Bailundo, bem como arruamentos na Província de Huambo, foram inauguradas na terça-feira, numa cerimónia que contou com a presença do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.

O grupo MonteAdriano, que está estruturado em cinco áreas de negócio - Engenharia e Construção, Agregados e Indústria, Ambiente, Concessões, Promoção Imobiliário e Serviços -, está presente em Angola, Cabo Verde, Marrocos e Roménia.

Em 2007, a área internacional da construtora da Póvoa de Varzim representou cerca de 25 por cento do total do volume de negócios do grupo, que ascendeu a 284 milhões de euros.

O grupo MonteAdriano registou um lucro de 12,9 milhões de euros em 2007.

Lusa

 

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André

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« Responder #20 em: Outubro 17, 2008, 04:11:29 pm »
Quinze empresários da região Centro visitam Luanda para prospecção de mercado

Quinze empresários do centro do país partem sábado para Angola onde vão reunir-se com os principais grupos financeiros angolanos para estimular a captação de investimentos para aquela região e detectar negócios e parcerias.

A missão empresarial vai estar uma semana em Angola no âmbito do Projecto "Centro Internacional" organizado pelo Conselho Empresarial do Centro/Câmara de Comércio e Indústria do Centro (CEC/CCIC), presidido por António Almeida Henriques.

"Esta missão tem um duplo objectivo: procurar negócios e parcerias e encontrarmo-nos com os principais grupos financeiros angolanos para estimular o investimento na nossa região centro, nomeadamente na hotelaria e na indústria", disse à Lusa António Almeida Henriques, acrescentando que também vai aproveitar para estar com os grupos portugueses presentes em Angola, como a Martifer, o Grupo Lena e a Visabeira.

De acordo com o responsável, a comitiva portuguesa integra empresários dos sectores agro-alimentar, energia, saúde, metalomecânico, saúde, comércio e infra-estruturas, entre outros.

"Além de Angola, a Câmara de Comércio está também a organizar mais três missões empresariais de Pequenas e Médias Empresas (PME) portuguesas em França, Cabo Verde e Brasil até ao final do ano", adiantou.

Segundo António Almeida Henriques, as missões enquadram-se na estratégia da Câmara de Comércio que se baseia em três pilares: aproximação do mercado português dos vários mercados, sobretudo os de língua oficial portuguesa (PALOP), captação de investimentos e contacto com as comunidades portuguesas no mundo, nomeadamente na África do Sul, Venezuela, Estados Unidos, Brasil, Europa e Canadá.

"Queremos conseguir captar esses empresários de origem portuguesa para parcerias ou participações práticas em Portugal", disse António Almeida Henriques.

O projecto "Centro Internacional" é financiado pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), Programa Operacional Regional do Centro, Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME, na modalidade de projectos conjuntos, com o apoio da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

Lusa

 

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André

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« Responder #21 em: Janeiro 29, 2009, 06:50:58 pm »
Portugal continuará a apostar no mercado angolano

Angola continua a ser uma "forte aposta" das empresas portuguesas, nomeadamente nas áreas tecnológicas, de biotecnologias e farmacêuticas, mesmo num cenário de contracção da economia angolana previsto pelo Banco Mundial para 2009, disse à Lusa o presidente da AICEP.

"Mesmo num cenário de abrandamento económico, Angola é um país em reconstrução e necessita de parcerias em todos os sectores e níveis de investimento. Por isso continua a ser uma forte aposta para as empresas portuguesas", disse o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Basílio Horta.

O responsável falava um dia depois de a Lusa ter divulgado um relatório do economista chefe do Banco Mundial em Angola, Ricardo Gazel, que traça um cenário de uma eventual contracção da economia angolana em 2009, pela primeira vez nos últimos anos, devido ao recuo "dramático" das receitas petrolíferas.

Contudo, Basílio Horta desvaloriza o cenário macroeconómico e lembra que Angola tem sido um mercado com uma evolução muito rápida e com necessidades crescentes não apenas nas áreas de negócio mais tradicionais de bens e serviços, mas também nas áreas mais tecnológicas, como as tecnologias de informação, as biotecnologias e as farmacêuticas.

"Uma coisa é certa. Os países mais bem posicionados em termos competitivos e com capacidade produtiva vão conseguir resistir e vão obter ganhos substanciais quando a crise abrandar. É aqui que reside a responsabilidade da AICEP para com as empresas portuguesas e, em particular, as Pequenas e Médias Empresas: fazer com que desenvolvam mais e melhores negócios em Angola, mesmo num contexto de relativa contracção da economia provocada pela crise global que se repercutirá necessariamente em Angola", sublinhou.

Basílio Horta salientou ainda que as relações entre Portugal e Angola devem ser vistas "num contexto dinâmico" e frisou o "crescente interesse dos empresários angolanos por Portugal, em áreas como a energia, a banca, o imobiliário e o turismo", considerando-o "um bom sinal".

"As exportações portuguesas para Angola têm aumentado cerca de 32 por cento ao ano. Por outro lado, o investimento angolano no país, em 2008, foi três vezes superior ao de 2007. A economia angolana, impulsionada pelos activos excedentes provenientes da actividade petrolífera, mostra que privilegia cada vez mais Portugal para a sua internacionalização e reforça as participações accionistas em empresas portuguesas", disse.

No entanto, o relatório de Janeiro do economista do Banco Mundial refere que a quebra nominal do PIB angolano pode atingir os 17 por cento em relação a 2008, com a média anual do preço do petróleo a 50 dólares e o sector não-petrolífero a crescer a 10 por cento ao ano, e 23 por cento num cenário do barril a 40 dólares.

Mas apesar de reconhecer que o preço do petróleo é incerto, Basílio Horta lembrou que "o governo angolano estimou, no seu orçamento para 2009, um preço médio de 55 dólares/barril, o que não será provavelmente difícil de atingir nos próximos meses".

"Claro que a noção de que haverá um abrandamento no crescimento do PIB é percepcionada por todos em Angola, especialmente no PIB petrolífero. Contudo, o futuro da economia angolana depende muito mais da diversificação de sectores económicos. É de notar que mesmo neste ambiente de crise, o governo prevê um crescimento de 16 por cento no PIB não petrolífero: quantas economias podem, em 2009, dizer o mesmo?", questionou.

Certo é que, para Basílio Horta, os angolanos estão "numa fase de internacionalização" da sua economia, "mesmo considerando a anunciada redução do valor do barril de petróleo".

Lusa

 

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André

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« Responder #22 em: Março 11, 2009, 06:24:04 pm »
Parceria Estratégica «é o Eldorado» diz embaixador António Monteiro


A parceria estratégica luso-angolana proposta pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, é "o novo Eldorado para Portugal", disse hoje à agência Lusa o embaixador António Monteiro.

"Angola é o primeiro parceiro extra-comunitário de Portugal, com um investimento de 780 milhões de euros em 2008. Uma parceria estratégica é o novo o Eldorado para Portugal", afirmou o diplomata - que foi o artífice dos Acordos de Bicesse (1987-91) - valorizando o "especial relacionamento" luso- angolano, "sem quebras" nas últimas duas décadas.

Acerca do "timing", rematou: "Tem de ser agora, chegou o momento".

Para o também embaixador António Martins da Cruz, a parceria estratégica luso-angolana tem de passar pela criação de "cumplicidades" ao nível dos decisores políticos dos dois países, que se projectem no quotidiano das relações mútuas.

"Trata-se de criar cumplicidades ao nível dos decisores políticos dos dois países, que se projectem no quotidiano das relações mútuas, indo além do quadro da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP). O reforço das relações mútuas tem de ser feito em todos os planos e já", frisou à Lusa Martins da Cruz - assessor diplomático de Aníbal Cavaco Silva durante uma década em São Bento e chefe da diplomacia portuguesa no governo de José Manuel Durão Barroso.

Martins da Cruz, que valorizou o "timing" da proposta do Presidente da República, afirmou que "o governo de [José] Sócrates - com duas deslocações a Luanda, em Maio de 2006 e Julho de 2008 - está a proceder de forma correcta na prioridade dada às relações luso-angolanas nos planos político, económico e da defesa".

"Uma parceria estratégica com Angola completaria o quadro multilateral das relações com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)", acrescentou.

Sobre a definição de parceria estratégica, Martins da Cruz disse tratar-se de "um acordo entre países que implica consultas quase permanentes e um diálogo muito fluido em matérias de política externa, segurança, defesa, economia, comércio externo e cultura".

"A sua articulação é feita através de cimeiras anuais entre chefes de governo, com base numa rede de acordos que, de preferência, abranjam a totalidade das áreas governativas, com trabalho em conjunto", disse ainda.

Lembrando a integração de Portugal na União Europeia e na Aliança Atlântica (NATO) e de Angola na Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) e na Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP), Martins da Cruz acentuou que os dois países podem pôr em prática experiências e encontrar interfaces para além suas das fidelidades regionais, potenciando-as".

"As empresas portuguesas utilizam Angola como plataforma regional para investimento, por exemplo, na República Democrática do Congo (RDCongo), Namíbia, ou Zâmbia, aproveitando a afirmação regional de Luanda, enquanto os angolanos têm em Lisboa uma voz activa na Europa", concluiu.

Lusa

 

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« Responder #23 em: Março 13, 2009, 03:24:40 pm »
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13 Março 2009 - 00h30
A Voz da Razão

Aldeia dos macacos

Não me repugna que Portugal faça negócios com Angola: se excluíssemos os países autoritários da nossa lista de compradores (China, Marrocos, etc.), desconfio de que a balança comercial tombava de vez.

O que repugna é o rastejamento do Estado perante qualquer ditador ou torcionário. E, já agora, esta senda histórica de procurarmos lá fora a solução para os nossos dramas estruturais. Foi assim com os Descobrimentos, ou seja, com a África e a Índia, páginas gloriosas que enterraram o desenvolvimento sério da nossa agricultura e indústria, permitindo apenas um Estado perdulário e balofo. Foi assim com o Brasil. Foi assim com Bruxelas. E agora que Bruxelas dá sinais de crise, temos Angola. Há 600 anos que andamos nisto:saltitando de galho em galho, até à queda final.

João Pereira Coutinho, Colunista


http://www.correiodamanha.pt/noticia.as ... 98FD18F87A
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Chicken_Bone

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« Responder #24 em: Março 13, 2009, 03:39:27 pm »
P44: no dia em que colocares alguma resposta positiva, irei bater palmas. Isto se ainda não for velho demais e já não tiver forças.

Angola: país vai «escapar a recessão» este ano

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Previsões do Governo apontam para um aumento real do PIBAngola vai escapar à recessão em 2009, garantiu o ministro da Economia angolano, que prevê um crescimento da economia do país acima dos três por cento.

O país «não vai viver uma recessão», disse esta sexta-feira, em Luanda, Manuel Nunes Júnior, sublinhando que as previsões do Governo apontam para um aumento real do Produto Interno Bruto (PIB), escreve a Lusa.

«O crescimento económico vai continuar em números superiores à taxa de crescimento da população», declarou, lembrando que o crescimento demográfico para o país em 2009 vai ser de três por cento.

Manuel Nunes Júnior remeteu para mais tarde o anúncio de um número preciso para o crescimento angolano, afirmando que será sempre superior aos três por cento.

«O número exacto [do crescimento económico de Angola] será apresentado quando for a altura de tratarmos do Orçamento de Estado rectificativo, que será feito em meados deste ano», salientou.

O Orçamento de Estado ainda em vigor apresenta como valor de referência o preço do barril de petróleo nos 55 dólares e, segundo Manuel Nunes Júnior, Angola executou o primeiro trimestre com o preço de referência nos 35 dólares.

Num relatório divulgado na semana passada, o BPI aponta para um desaceleração da economia angolana este ano, na ordem dos três por cento, enquanto a Economist Intelligence Unit aponta para menos 2,3 por cento. Já o escritório do Banco Mundial admite também a possibilidade de «crescimento negativo» em 2009 e o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê uma variação positiva do PIB na ordem dos quatro por cento positivos, mas que já deu indicações de pretender rever.


http://www.agenciafinanceira.iol.pt/not ... iv_id=1730
"Ask DNA"
 

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« Responder #25 em: Março 13, 2009, 07:33:47 pm »
Citação de: "Chicken_Bone"
P44: no dia em que colocares alguma resposta positiva, irei bater palmas. Isto se ainda não for velho demais e já não tiver forças.


Bad luck, não gosta passe á frente, eu agora considero-me um discípulo do Medina Carreira...faça como se calhar faz quando ele fala na TV, mude para a RTP1 que dá boa propaganda do governo...lá tudo são rosas...

Eu sei que o dinheiro compra a dignidade de (quase) todos...

Felizmente que há mais "ovelhas negras", como eu...

aqui vai mais um..

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13 Março 2009 - 00h30
Direito ao Assunto
A ilusão angolana
José Eduardo dos Santos, o presidente nunca eleito de Angola, passou por Lisboa e sentiu-se verdadeiramente em casa. Não houve órgão de soberania que não lhe prestasse homenagem. Nenhum jornal, rádio ou televisão deixou de lhe dedicar a primeira página ou a abertura do noticiário. O poeta laureado do PS comparou-o a D. Afonso Henriques. Para Santos, foi "espectacular". E para nós? Talvez revelador.

Revelador, em primeiro lugar, da mudança da nossa bússola diplomática. O norte já não está na Europa. O bom aluno de Jacques Delors é hoje o bom anfitrião de qualquer tiranete com petróleo na quinta, seja ele Khadafi, Chávez ou Santos. Houve quem tivesse o devido fanico moral. Mas a questão não é só ética.

Explicaram-nos que Angola nos comprou muita coisa. O problema é que isso foi no ano passado. Angola, como a Líbia ou a Venezuela, é petróleo. Com o preço do barril a descer, comprará o mesmo?

Mas há mais: fazer negócios com a Líbia, a Venezuela ou Angola não é fazer negócios com um país – é trocar favores com um partido, uma família, uma pessoa. Os empresários, nestes casos, são sempre membros de comitivas oficiais. Estes episódicos Eldorados, dependentes da protecção e dos rendimentos ocasionais de um déspota, não são uma alternativa ao trabalho de nos tornarmos realmente competitivos numa economia global. Temos obrigação de nos poupar a mais essa ilusão.
Rui Ramos, Historiador


http://www.correiodamanha.pt/noticia.as ... 27B0C98746
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Chicken_Bone

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« Responder #26 em: Março 13, 2009, 08:12:34 pm »
Pelo que tenho visto, cá no fórum, as ovelhas negras são aqueles que não estão sempre a "mandar vir ".
Se interessante, pelo menos eu acho, se sugerisses formas específicas de combater as tretas sobre as quais mandas vir. Talvez assim, nasça alguma coisa das tuas críticas. Por favor, não penses que digo que tens que ter soluções, já que não é o teu trabalho nem a tua qualificação, mas se tens opinião, talvez tenhas sugestões.
     
Presidente da Sonangol admite entrada em empresas portuguesas de energia
Citar
O presidente da Sonangol, Manuel Vicente, admitiu hoje que a empresa poderá entrar no sector da energia em Portugal, considerando que esse cenário faz todo o sentido já que a companhia estatal angolana se move nesta área.


" A Sonangol é uma empresa de energia, quiçá venha a estar em empresas deste sector em Portugal", disse Manuel Vicente em declarações aos jornalistas no final de uma cerimónia em São Bento, residência oficial do primeiro-ministro português, onde terminou a visita do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, a Portugal.

Questionado se as empresas a que se referia serão a EDP ou a EDP Renováveis, Manuel Vicente escusou-se a adiantar mais.

A Sonangol já é parceira da Galp Energia, uma vez que é um dos principais accionistas da Amorim Energia, por sua vez accionista da Galp.

http://www.noticiaslusofonas.com/view.p ... ory=Angola
"Ask DNA"
 

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P44

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« Responder #27 em: Março 14, 2009, 10:38:59 am »
a mim o que me chateia é que somos praticamente a nova provincia ultramarina de Angola :twisted:

uma coisa é fazer negócios, outra é a subserviência a um ditadorzeco , um mafioso , um escroque de todo o tamanho, mas enfim, continuem

dignidade e vergonha na cara para quê? afinal o dinheiro compra tudo
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nelson38899

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« Responder #28 em: Março 14, 2009, 12:19:49 pm »
Citação de: "P44"
a mim o que me chateia é que somos praticamente a nova provincia ultramarina de Angola :twisted:

uma coisa é fazer negócios, outra é a subserviência a um ditadorzeco , um mafioso , um escroque de todo o tamanho, mas enfim, continuem

dignidade e vergonha na cara para quê? afinal o dinheiro compra tudo


P44,já à muito tempo te oiço a criticar tudo, algumas vezes dou-te razão outras vezes não, mas relaxa que apesar de tudo nós vamos avançando. voltando ao tópico neste momento angola é a nossa Espanha, pois é um país que tem tudo por fazer tem muito dinheiro, que está a crescer enquanto outros estão a ir pelo cano abaixo. Pessoalmente eu apoio a politica Angola, Angola, Angola pois Espanha já era e só assim é que nos safamos. Quando o filão Angola acabar eu espero que apareça outro país para poder-mos continuar a desenvolver as nossas exportações e assim a nossa economia.
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
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Cabeça de Martelo

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« Responder #29 em: Março 14, 2009, 12:36:18 pm »
Citar
José Eduardo dos Santos, o presidente nunca eleito de Angola


 :?:
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

 

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