Relações Angola-China

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Relações Angola-China
« em: Setembro 29, 2007, 02:49:08 pm »
Angola e China assinam novo acordo para infra-estruturas


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O governo angolano e o EXIMBANK da China assinaram, nesta sexta-feira em Luanda, um segundo acordo de cooperação, no valor de 2 mil milhões de dólares para continuar a implementar o programa de reconstrução de infra-estruturas no país africano, noticia a agência Lusa.

Diário Económico Online

O acordo foi assinado antes da delegação chinesa deixar a capital angolana, depois de uma visita de dois dias. Rubricaram o documento o ministro angolano das Finanças, José Pedro de Morais, e o presidente do EXIMBANK, Li Ruogu.

Durante o encontro, o governante angolano considerou "satisfatória" a cooperação no âmbito do crédito anterior da China, tendo destacado que, da primeira fase dos 106 projectos aprovados, 21 já foram concluídos. No segundo acordo, salientou o ministro angolano, serão introduzidos "projectos de grande envergadura", nomeadamente a conclusão do edifício do Palácio de Justiça, do campus universitário da Universidade Agostinho Neto, projectos de telecomunicações e a construção de barcos de pesca.

"A cooperação (com a China) está a correr bem e Angola deu prioridade, na primeira fase, aos sectores dos transportes, energia eléctrica, construção de escolas e à estrada que liga a cidade do Caxito ao Uíge", comentou José pedro de Morais.

Angola e o EXIMBANK da China desenvolvem, desde 2003, um programa de cooperação avaliado em 2 mil milhões de dólares, para financiar projectos inscritos no Programa de Investimentos Públicos.

O primeiro acordo começou a ser implementado em 2004, com 2 mil milhões de dólares.
 

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André

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« Responder #1 em: Março 12, 2009, 11:03:42 pm »
China disponível para abrir linha de crédito superior a mil milhões de dólares


O Banco de Desenvolvimento da China está disponível para abrir uma linha de crédito de mais de mil milhões de dólares (cerca de 775 milhões de euros) para Angola, vocacionada para a agricultura, afirmou o presidente da instituição financeira.

A abertura da linha de crédito foi hoje discutida em Luanda entre o presidente do banco, Chen Yuan, e o chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos.

"Estamos prontos para conceder a linha de crédito avaliada em mais de mil milhões de dólares, mas pensamos que o montante é insuficiente e que poderá ser aumentado para atender às necessidades concretas de Angola nos domínios da agricultura, produção de cereais e processamento de produtos agrícolas", sublinhou o banqueiro chinês após o encontro, citado pela Angop.

Segundo o mesmo responsável, as negociações vão continuar "em breve", e os primeiros financiamentos de projectos concretos angolanos poderão acontecer ainda este ano.

Chen Yuan frisou ainda a confiança depositada no Governo de Angola e as "muito boas" perspectivas de cooperação entre os dois países.

No encontro participaram ainda o presidente da Comissão de Reestruturação da Agência Nacional de Investimento Privado (ANIP), Aguinaldo Jaipme, e o embaixador angolano na China, João Bernardo.

A visita de Chen Yuan prolonga-se até sexta-feira.

A China tem vindo a financiar alguns dos principais projectos de reconstrução do país, nos domínios de transportes, educação ou saúde.

O montante total destes empréstimos, através do banco de promoção do comércio externo (Eximbank), ronda actualmente os 5.000 milhões de dólares.

O encontro do Presidente angolano com o responsável do Banco de Desenvolvimento da China acontece um dia depois de José Eduardo dos Santos ter terminado uma visita a Portugal.

Em Lisboa, além de um acordo para a criação de um banco formado pela Caixa Geral de Depósitos e pela Sonangol, para sustentar a modernização de infra-estruturas de Angola, foram assinados acordos de crédito às exportações portuguesas.

O primeiro duplica para mil milhões de euros a cobertura de riscos de crédito à exportação de Portugal para Angola, outro uma linha de crédito de 500 milhões de euros.

Lusa

 

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Lusitano89

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Re: Relações Angola-China
« Responder #2 em: Abril 15, 2010, 07:51:52 pm »
China dá dinheiro a Angola em troca de petróleo


As relações comerciais entre Angola e a China são benéficas para ambos porque dão a Luanda dinheiro para a reconstrução do país e a Pequim o petróleo que necessita, defendeu hoje o professor José Francisco Pavia.

"Angola precisa de créditos para a reconstrução. Quem tem dinheiro para emprestar é a China. A China, para alimentar o desenvolvimento económico, necessita de petróleo e Angola fornece-o", afirmou.

José Francisco Pavia falava na conferência internacional "A política externa de Angola no novo contexto internacional", que decorre hoje em Lisboa.

Segundo o professor, Angola é "o maior parceiro comercial da China em África".

"Desde 2002 até 2009 terão sido transacionados cerca de 10 mil milhões de dólares (7,3 mil milhões de euros) entre os dois países", afirmou.

José Francisco Paiva disse ainda que Angola é "o maior fornecedor de petróleo em Pequim", tendo ultrapassado a Arábia Saudita no ano passado.

Em contrapartida, o Governo angolano tem cumprido a promessa de reconstruir o país, que ficou devastado pela guerra.

"Quem foi recentemente a Luanda pôde verificar um processo de reconstrução assombroso: há estradas, autoestradas, hospitais, escolas, tudo construído com créditos chineses", disse, acrescentando que muitas obras estão a ser feitas por empresas chinesas, o que já gerou algum descontentamento.

"Tem havido queixas em Angola nos últimos tempos, nomeadamente por trabalhadores angolanos que se queixam de ser maltratados, de não terem cargos de chefia e até de terem surgido incidentes de cariz social", afirmou.

O professor disse ainda que o Governo angolano quis mostrar a Pequim que não está excessivamente dependente dos créditos chineses ao assinar, em 2009, com o Fundo Monetário Internacional (FMI) um empréstimo de 1,4 mil milhões de dólares (mil milhões de euros).

Referindo-se ao "que muito se tem escrito e criticado" sobre esta relação, José Francisco Paiva sublinhou que a China encontrou em África países com "políticas descomplexadas e descontraídas quantos aos seus problemas internos".

"A China prefere as relações descomplexadas, nomeadamente na questão dos direitos humanos, com os parceiros africanos", afirmou.

A conferência internacional "A política externa de Angola no novo contexto internacional" está a decorrer na Universidade Lusíada, em Lisboa, e termina hoje ao final da tarde.

Lusa
 

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Re: Relações Angola-China
« Responder #3 em: Setembro 26, 2010, 07:26:33 pm »
Luanda apela ao investimento chinês


O vice-presidente angolano, Fernando da Piedade Dias dos Santos, exortou hoje os empresários chineses a investir em Angola, afirmando que «o ambiente macro-económico» do país «garante estabilidade e segurança»
«As reformas económicas, fiscais e sociais em curso, reconhecidas internacionalmente, demonstram e bem o atual ambiente macro-económico do nosso país», disse Dias dos Santos na sessão solene comemorativa do Dia de Angola na Expo2010, em Xangai.

Dias dos Santos salientou que desde o estabelecimento da paz em Angola, em 2002, o governo angolano está «totalmente empenhado na reconstrução e construção» do país, nomeadamente das suas vias ferroviárias, estradas e pontes.

«Contamos com diversos parceiros, nacionais e estrangeiros, com destaque para a República Popular da China, que, através das suas instituições financeiras e empresas, tem cooperado para a reconstrução e desenvolvimento de Angola», disse.

Discursando na mesma sessão, um governante chinês referiu que Angola «tem abundantes recursos naturais» e é, desde 2006, «o maior parceiro comercial da China em África».

«A confiança política bilateral não tem parado de aumentar e a cooperação tem sido coroada de êxito em todos os sectores», disse Wang Changshun, vice-ministro da Aviação Civil.

O vice-presidente angolano visitou a Expo2010 acompanhado por sete ministros do seu país.

A Expo2010, dedicada ao tema Better City, Better Life (Melhores Cidades, Maior Qualidade de Vida), é a maior exposição universal de sempre, com mais de 240 países e organizações internacionais, e pretende ser também a mais concorrida.

Cerca de 56 milhões de pessoas já visitaram o certame, 'apenas' menos oito milhões do que o actual recorde (64 milhões), estabelecido em 1970 na Expo de Osaka, no Japão.

'Nova Angola, Vida Melhor' é o lema da participação angolana na Expo2010.

Aberta no passado dia 1 de Maio, a Expo2010 decorre até 31 de Outubro numa área de 528 hectares (dez vezes a Expo 98, em Lisboa), ao longo das duas margens do rio que atravessa Xangai.

Lusa
 

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Re: Relações Angola-China
« Responder #4 em: Agosto 19, 2012, 06:07:46 pm »
Interesses económicos vão continuar a dominar relações com a China


O director do Centro de Estudos Chineses da Universidade de Stellenbosch na África do Sul, Sven Grimm, considera que os interesses fundados no petróleo e nas infraestruturas vão continuar a dominar as relações sino-angolanas após as eleições gerais em Angola.

«Mesmo que estivéssemos perante uma alteração de governo após as eleições em Angola [a 31 de Agosto] - o que eu não antevejo - os chineses iriam muito provavelmente fazer negócios lá, a bem da salvaguarda dos seus próprios interesses no país», disse à agência Lusa Sven Grimm.

Para o director do centro de investigação com sede na África do Sul, o pragmatismo chinês nos negócios e a sua política de não ingerência nos assuntos internos dos países têm sido «o motor das relações económicas com Angola» e com África em geral.

«Angola tem e tinha o que a China precisa: petróleo. E Angola precisava de infraestruturas», lembrou.

Politicamente, «Angola não era o parceiro natural da China», até porque «ao longo dos anos o gigante asiático tanto apoiou o MPLA [Movimento Popular de Libertação de Angola], como as forças da oposição, nomeadamente durante a Guerra Fria», quando o partido de José Eduardo dos Santos estava mais próximo da União Soviética.

Mas o «legado histórico» foi ultrapassado porque «os benefícios económicos eram claros para ambos os países e havia a vantagem adicional de a China não fazer muitas perguntas sobre a governação» em Angola.

«O interesse da China surgiu numa altura ótima para o Governo angolano. Aconteceu depois da guerra civil, quando o país tinha necessidades urgentes de infraestruturas que a China podia oferecer. Na prática, era trocar recursos naturais por infraestruturas sem ter de passar [pelas condições] dos empréstimos internacionais», adiantou.

Mais de uma década depois, e intensificada a relação entre os dois países, a grande questão está em «como torná-la sustentável e numa situação ganhadora para ambas as partes», referiu.

«Se olharmos para as casas construídas à volta de Luanda, por exemplo, estas não foram bem recebidas ou não foram realmente feitas para serem usadas conforme foram planeadas. Há projetos concluídos, mas que ainda não beneficiaram o país», analisou.

Segundo o investigador, «o equilíbrio será muito determinado pelo lado angolano. Tudo o que acontecer em Angola terá de ser conduzido pelos angolanos».

Para Sven Grimm, ainda que grande parte da reconstrução de Angola tenha sido dada por concluída pelo Governo, ainda há muito a fazer no interior do país, e novas áreas a explorar, como a agricultura.

A chave estará «na sustentabilidade», tanto da relação com Angola, assim como com todo o continente africano.

«Foi interessante ouvir o Presidente sul-africano dizer, na última reunião do FOCAC [Fórum de Cooperação China-África], em Pequim, que a relação comercial entre a China e África não é sustentável porque os africanos exportam matérias-primas para a China, e recebem bens manufaturados da China, e que essa situação tem de mudar. E isso é muito verdade para Angola», aditou.

Angola é o maior fornecedor de petróleo à China e o maior parceiro comercial em África de Pequim.

O montante dos empréstimos e linhas de crédito concedidos pela China a Angola desde 2004, através de vários bancos estatais, rondava há um ano os 15 mil milhões de dólares (12,1 mil milhões de euros ao câmbio atual), disse em 2011 o embaixador chinês em Luanda, Zhang Bolun.

No início deste ano, foi anunciado um fundo de mil milhões de dólares da China para apoio a empresas chinesas nos países lusófonos.

De acordo com as estatísticas dos Serviços da Alfândega da China, no dia 1 de agosto, as trocas comerciais entre Pequim e Luanda cifraram-se em 19,9 mil milhões de dólares (16,1 mil milhões de euros), na sequência de um crescimento de 51,2 por cento relativamente aos primeiros seis meses de 2011.

As aquisições chinesas sofreram até junho um incremento anual de 51,8 por cento para 18,2 mil milhões de dólares (14,8 mil milhões de euros), ao passo que as vendas para Angola sofreram uma subida superior a 45 por cento até 1,6 mil milhões de dólares (1,3 mil milhões de euros).

Lusa
 

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Re: Relações Angola-China
« Responder #5 em: Agosto 22, 2013, 06:15:57 pm »
Isabel dos Santos advoga colaboração mais estreita entre Angola e China


A empresária angolana Isabel dos Santos considerou hoje que a indústria e o setor mineiro são as próximas áreas de colaboração entre Angola e China, destacando que o relacionamento é positivo ao nível empresarial, mas também governamental.

«O próximo passo no relacionamento é os investidores industriais (chineses) que queiram fazer fábricas ou até nas minas», respondeu a filha do presidente angolano quando questionada, numa entrevista ao jornal China Daily, sobre quais serão, na sua opinião, as áreas onde o relacionamento entre os dois países mais espaço tem para crescer.

Questionada sobre se Angola já tem as condições básicas para acolher um processo de industrialização, Isabel dos Santos respondeu: «Absolutamente. Nos últimos anos temos construído milhares de quilómetros de estradas, temos aeroportos, portos, portanto este é o momento certo».

Durante a mesma entrevista, feita no Gabão, Isabel dos Santos disse que a cooperação entre Angola e a China é muito positiva, lembrando os 20 mil chineses a trabalhar no país, «principalmente na área da construção civil», e o facto de o Banco de Desenvolvimento da China, o principal braço financeiro do Executivo chinês, considerar que Angola é «um dos principais parceiros», tendo já aberto «não só várias linhas de crédito para financiar os empreendimentos chineses em Angola, mas também para ajudar ao crescimento e a projetos de desenvolvimento angolano».

Sobre a possibilidade de investir na China ou na Ásia, Isabel dos Santos considerou a ideia «muito interessante».

Lusa
 

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Re: Relações Angola-China
« Responder #6 em: Setembro 09, 2013, 01:38:53 pm »
Ministro dos Negócios Estrangeiros angolano visita a China


O ministro dos Negócios Estrangeiros angolano, Georges Chicoti, inicia na próxima semana a primeira visita oficial à China, para «aprofundar a cooperação bilateral», disse hoje fonte diplomática à agência Lusa em Pequim. A visita, de 16 a 18 de setembro, realiza-se a convite do homólogo chinês, Wang Yi.

Numa recente entrevista à Rádio Nacional de Angola, Georges Chicoti descreveu a China como «um parceiro importante» do seu país.

«Vamos olhar para toda a nossa cooperação e, também, definirmos como é que será o nosso futuro», afimou o MNE angolano acerca da sua deslocação à China.

Angola e China estabeleceram relações diplomáticas em janeiro de 1983. Trinta anos depois, Angola é um dos principais fornecedores de petróleo à China e cerca de 260 mil chineses trabalham naquele país africano, sobretudo em obras públicas e construção de infraestruturas

Quase 40 por cento das exportações angolanas de petróleo vão para a China, representando 16 por cento das importações chinesas daquela matéria-prima, realçou em 2012 o jornal China Daily, num suplemento de oito páginas sobre Angola.

Em novembro passado, por ocasião do Dia Nacional de Angola, o embaixador angolano em Pequim, João Garcia Bires, manifestou a «mais sincera gratidão» ao «pronto apoio» da China ao programa de «reconstrução nacional» lançado pelo Governo angolano há uma década, depois de «uma guerra prolongada e destruidora».

«Sob a clarividente direção do Partido Comunista, a China respondeu prontamente e sem pré-condições ao apelo do Governo angolano para assistência económica, financeira e técnica para a reconstrução do país. O apoio do Governo chinês aconteceu numa altura crucial», disse.

Segundo fontes chinesas, o montante dos empréstimos e linhas de crédito concedidos pela China à Angola desde 2004, através de vários bancos estatais, ronda os 15 mil milhões de dólares (11,14 mil milhões de euros).

Lusa
 

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Re: Relações Angola-China
« Responder #7 em: Junho 07, 2017, 07:06:17 pm »
China concede perdão parcial da dívida a Angola


 

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Re: Relações Angola-China
« Responder #8 em: Janeiro 15, 2018, 10:48:02 am »
China não está preocupada com a dívida de Angola


 

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Re: Relações Angola-China
« Responder #9 em: Janeiro 15, 2018, 03:27:49 pm »
China não está preocupada com a dívida de Angola



Pudera! A China fica com a parte de leão do petróleo produzido para pagar as dívidas! Acresce que os angolanos negociaram a extracção com as grandes companhias, sem se preocuparem do que aconteceria quando o preço caísse muito e estas empresas deixassem de extrair petróleo porque não era rentável ou tão rentável como antes (colapso das receitas de Angola).

Juntando as 2 situações, ficam com pouco petróleo a negociar no mercado, para além do que vai para a China a preço de amigo para saldar as dívidas!!!!

https://www.reuters.com/article/angola-oil-finance/growing-chinese-debt-leaves-angola-with-little-spare-oil-idUSL5N16H3EV
 

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Re: Relações Angola-China
« Responder #10 em: Agosto 15, 2018, 03:35:19 pm »
Huawei está a estudar aumento do investimento em Angola


A multinacional chinesa de tecnologias Huawei está a analisar o aumento do investimento em Angola, também com a diversificação de projetos empresariais, tendo o vice-presidente da empresa, Ping Guo, salientado o "potencial" de crescimento do país.

A intenção foi expressa por Ping Guo num encontro com o Presidente angolano, João Lourenço, em que lhe indicou a vontade da multinacional chinesa reforçar o investimento em Angola nos vários domínios das tecnologias de informação e no fornecimento de soluções tecnológicas nas áreas económica e social do país.

À saída do encontro, Ping Guo não avançou especificamente onde a empresa pretende investir, limitando-se a indicar que há “várias propostas bem desenhadas” para o mercado angolano, estando em curso um estudo para “melhorar a Angola do futuro”.

O diretor-geral da Huawei em Angola, Ryan Li, que integrou a delegação, disse que, nesta fase, o essencial vai ser melhorar todos os recursos tecnológicos existentes em Angola e otimizá-los para um futuro melhor nos vários setores da vida.

“O mercado angolano tem grande margem para crescer. A nossa tarefa deve ser agora a de ver como vamos melhorar este processo”, disse Ryan Li, que entende que, a cumprir estes passos, vai ser possível melhorar o mercado angolano no que a soluções diz respeito.

Ryan Li adiantou que a multinacional chinesa projeta, para o futuro, a construção, em Angola, de um centro de referência de pesquisa e desenvolvimento.

A Huawei é a fornecedora da rede de transmissão de Angola e detentora de aplicativos e soluções tecnológicas inovadoras para a saúde, educação e agricultura.

“Temos de olhar para este conjunto de soluções e ver o que podemos fazer juntos para irmos melhorando os serviços que prestamos aos cidadãos”, sublinhou, por sua vez, o ministro das Telecomunicações angolano.

José Carvalho da Rocha, que acompanhou o vice-presidente da Huawei à audiência com o Chefe de Estado angolano, assinalou que aquela empresa continua a manifestar o seu grande interesse em continuar a trabalhar no mercado nacional, onde tem apresentado as suas soluções.

“O que vamos fazer agora é colocar as nossas equipas técnicas a trabalhar e a identificar o que devemos fazer, além do que já temos estado a fazer com a Huawei”, disse.

Relativamente a uma possível instalação no país de um centro de referência tecnológico para a montagem de ‘smartphones’ (telemóveis ‘inteligentes’), computadores e equipamentos, José Carvalho da Rocha disse que nada ainda foi avançado e que todas as propostas e intenções apresentadas pela Huawei vão ser discutidas ao longo desta semana.

A Huawei Technologies, que tem mais de uma centena de filiais em todo o mundo, é uma empresa multinacional de equipamentos para redes e telecomunicações com sede na cidade de Shenzhen, localizada na província de Guangdong, na China. É fornecedora de equipamentos para redes e telecomunicações do mundo.

Em novembro de 2017, a multinacional chinesa lançou o Programa “Huawei Academia” na Universidade Católica de Angola, com o propósito de ajudar os estudantes a iniciar uma carreira, preparando-os para o mercado de trabalho.

Os jovens na academia vão beneficiar numa primeira fase de cursos básicos para iniciantes (Hiper e Wer).

A academia criada pela multinacional chinesa, dará acesso a todos os estudantes, independentemente da sua formação de base e do curso em que estejam a frequentar.

A formação tem permitido aos jovens desenvolverem o conhecimento e habilidades no setor das tecnologias de informação e comunicação e dotá-los de certificação da Huawei mundialmente reconhecida.


:arrow: https://24.sapo.pt/tecnologia/artigos/huawei-esta-a-estudar-aumento-do-investimento-em-angola
 

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Lusitano89

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Re: Relações Angola-China
« Responder #11 em: Agosto 23, 2018, 11:40:23 am »
Angola quer apoio financeiro chinês para formação e equipamento nas Forças Armadas


O Governo angolano solicitou à China apoio financeiro para continuar com o seu programa de formação, preparação e reequipamento dos quadros das Forças Armadas Angolanas (FAA), disse fonte governamental angolana.

O pedido, segundo o secretário de Estado para os Recursos Materiais e Infraestruturas do Ministério da Defesa angolano, Afonso Carlos Neto, enquadra-se na cooperação e visão estratégica a longo prazo para executar os projetos relacionados com a formação, reequipamento e construção de recursos humanos, materiais e infraestruturas.

A posição foi manifestada quarta-feira durante a abertura da 5.ª reunião do Comité Conjunto de Cooperação da Ciência, Tecnologia e Indústria de Defesa Angola-China, na qual a parte chinesa esteve representada pelo vice-chefe da Administração Estatal de Ciência, Tecnologia e Indústria de Defesa Nacional da China, Xu Zhanbin.

A reunião ocorre a pouco menos de duas semanas do Fórum China-África, que decorrerá em Pequim no início de setembro e no qual o Presidente de Angola marcará presença.

Afonso Carlos Neto justificou o pedido face à persistente crise financeira mundial e à falta de um pacote de financiamento institucional, que estão a dificultar a execução de projetos e programas do setor da Defesa.

Sobre a solicitação de Angola, o responsável chinês assegurou que a China “está disponível e disposta” a cooperar com a parte angolana para aprofundar as relações bilaterais, a analisar, até sexta-feira, os projetos parados em Angola e definir um plano de trabalho futuro, incluindo também as áreas da comunicação bilateral e da promoção dos projetos da indústria militar chinesa.

A 4.ª reunião do Comité Conjunto de Cooperação da Ciência, Tecnologia e Indústria de Defesa foi realizada em Pequim a 18 de setembro de 2015, e completada pela reunião extraordinária que teve lugar em Luanda, entre 14 a 17 de Maio de 2016, em que foi definido um conjunto de projetos e programas que serão analisados na reunião da capital angolana.

As relações entre Angola e China datam de 1983.

Angola, desde 2007, é o maior parceiro comercial africano da China, com quem coopera nos domínios militar, agrícola, académico, agroindustrial, infraestrutural, petrolífero e tecnológico.

No quadro das boas relações bilaterais, o gigante asiático absorve cerca de metade do petróleo extraído em solo angolano, e conta com mais de 250 mil trabalhadores em Angola, sobretudo na construção e reparação de infraestruturas, nomeadamente caminhos-de-ferro, estradas e habitações.


:arrow: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/angola-quer-apoio-financeiro-chines-para-formacao-e-equipamento-nas-forcas-armadas
 

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Lusitano89

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« Responder #12 em: Outubro 10, 2018, 02:52:39 pm »
China concede mais um empréstimo a Angola


 

 

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