Myanmar

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André

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Myanmar
« em: Setembro 26, 2007, 09:55:59 pm »
Conselho de Segurança reúne-se de emergência

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O Conselho de Segurança da ONU foi hoje convocado de urgência para consultas sobre a antiga Birmânia, que decorrem a partir das 20:00 em Lisboa, anunciou hoje o chefe da diplomacia francesa.
Bernand Kouchner - cujo país é membro permanente, com direito a veto, e detém a presidência mensal dos 15 - anunciou, em declarações à imprensa, a decisão de convocar o Conselho de Segurança, coincidindo com o início da repressão dos manifestantes em Yangum.

O homem forte do Quai d´Orsay explicou que o pedido da reunião partiu de embaixadores de membros europeus do Conselho de Segurança, nomeadamente o Reino Unido, por ordem do primeiro-ministro Gordon Brown.

«Poderá ser aprovada uma resolução de condenação» da junta militar no poder em Rangum desde há quase duas décadas, precisou Kouchner, frisando a necessidade de reforçar os mecanismos de vigilância naquele país asiático através do apoio à missão local da ONU.

Uma equipa da organização coordena em território birmanês o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O secretário-geral da ONU, o sul-coreano Ban Ki-moon, nomeou seu enviado especial para a Birmânia o nigeriano Ibrahim Gambari, que conduzirá o processo.

Por outro lado, de acordo com o porta-voz da Casa Branca, Gordon Johndroe, a administração de George W.Bush considerou «muito perturbadoras» as informações recebidas acerca da repressão dos manifestantes em curso na Birmânia e lançou um apelo à contenção da junta militar.

«A serem exactas as informações até agora recebidas - que dão conta de pelo menos cinco mortos, dois dos quais monges, e duas dezenas de feridos, além de 80 pessoas espancadas, detidas e levadas por militares para penitenciárias - a situação é muito perturbadora», afirmou.

À espera de desenvolvimentos, o porta-voz adiantou que a Casa Branca instou a junta militar birmanesa a respeitar os direitos humanos e a aceitar um período de transição política pacífico para a democracia.

Johndroe interveio um dia depois de Bush reforçar o «pacote» de sanções contra o regime birmanês, por si classificado de «reino do terror».

As cargas contra os manifestantes em Rangum passaram por espancamentos na via pública, lançamento de gás lacrimogéneo para dispersar os mais radicais e, in extremis, por disparos com armas de fogo.

O pagode de Sule, centro dos protestos, está desde as primeiras horas da manhã cercado pelas forças de segurança, com todos os acessos bloqueados por camiões.

O grande pagode de Shedagon foi palco de agressões dos militares a manifestantes que tentavam derrubar barreiras de segurança.

No bairro comercial de Alhone, testemunhas disseram ter visto bonzos feridos a tiro serem levados pelos militares e no Sanchaung houve confrontos entre civis e as forças de segurança para impedir mais detenções.

Uma denúncia veemente do estado a que as coisas chegaram foi lançada pela Liga Nacional para a Democracia (LND), da Nobel da Paz (1991) Aung San Suu Kyi, em prisão domiciliária desde há quatro anos e transferida na última madrugada para a cadeia de alta segurança de Insein.

A LND destacou num comunicado que a brutalidade exercida sobre os monges budistas há uma semana envolvidos nos protestos diários é vista como «o mais grave dos crimes» pela população birmanesa.

O texto convidou a junta militar a enveredar pelo diálogo, para dar «imediatamente» uma saída à crise.

Diário Digital / Lusa


P.S - O encarceramento de Aung San Suu Kyi parece-se com o do caso do Nelson Mandela na África do Sul.

 

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« Responder #1 em: Setembro 26, 2007, 09:59:57 pm »
UE e EUA pedem fim da violência e diálogo com Suu Kyi

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A União Europeia e os Estados Unidos aprovaram hoje uma declaração conjunta sobre a Birmânia em que apelam para o fim da violência e para um diálogo com as forças pró-democracia, incluindo Aung San Suu Kyi.
«Apelamos às autoridades para que ponham fim à violência e para que abram um processo de diálogo com os dirigentes pró-democracia, incluindo Aung San Suu Kyi e representantes das minorias étnicas», lê-se na declaração, divulgada na página internet da presidência portuguesa da UE.

Aung San Suu Kyi, líder da Liga Nacional para a Democracia (LND, oposição), venceu as últimas eleições legislativas na Birmânia, realizadas em 1990, resultado que nunca foi aceite pela Junta Militar que governa o país desde 1962. Suu Kyi, Nobel da Paz em 1991, está sob prisão domiciliária desde Junho de 2003.

A UE e os Estados Unidos instam também «a China, a Índia, a ASEAN (Associação de Países do Sudeste Asiático) e outros na região a usarem a sua influência em apoio do povo birmanês».

A declaração expressa a solidariedade da UE e dos EUA com o povo birmanês e manifesta «profunda preocupação com informações segundo as quais as forças de segurança dispararam e atacaram manifestantes pacíficos».

«Condenamos toda a violência contra manifestantes pacíficos e recordamos aos líderes nacionais a sua responsabilidade pessoal pelas suas acções», declaram.

Washington e os 27 referem ainda a visita à Birmânia prevista para breve do enviado especial do secretário-geral da ONU, o nigeriano Ibrahim Gambari, pedindo a cooperação da Junta Militar, e subscrevem os apelos para que o Conselho de Segurança discuta o assunto com urgência e considere a possibilidade de um reforço de sanções ao regime.

A visita de Gambari foi entretanto anunciada pela porta-voz do secretário-geral, que decidiu enviá-lo de urgência na sequência da deterioração da situação.

O Conselho de Segurança da ONU tem previsto reunir-se hoje às 19:00 TMG (20:00 em Lisboa) para consultas sobre a situação na Birmânia, onde o exército e a polícia reprimiram hoje com tiros para o ar e granadas de gás lacrimogéneo uma manifestação de dezenas de milhares de civis e de monges budistas.

Também os representantes permanentes (embaixadores) dos Estados-membros da União Europeia vão analisar quinta-feira, em Bruxelas, um possível reforço das sanções contra o regime militar na Birmânia.

A decisão de inscrever o tema na reunião no chamado COREPER (Comité dos Representantes Permanentes), a instância que prepara as decisões do Conselho de Ministros dos 27, decorre do agravamento da situação na Birmânia, disse à Lusa fonte da presidência portuguesa da UE.

Diário Digital / Lusa

 

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« Responder #2 em: Setembro 26, 2007, 10:06:17 pm »
Rússia considera crise como um «assunto interno»

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A crise na Birmânia, onde a Junta Militar reprimiu hoje uma manifestação de milhares de pessoas, «é um assunto interno» que não ameaça «a segurança regional e internacional», declarou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.
«Consideramos estes acontecimentos como um assunto interno da Birmânia e partimos do princípio que a situação vai estar completamente normalizada muito em breve», lê-se num comunicado do Ministério.

«Defendemos, como anteriormente, que os processos em curso na Birmânia não apresentam riscos para a paz e a segurança internacional e regional», acrescenta.

A Rússia é, com a China, um dos apoios mais importantes do regime militar que governa a Birmânia desde 1962 e que hoje reprimiu manifestações pacíficas de dezenas de milhares de pessoas tanto na capital, Yangum, como nas cidades de Sittwe (oeste) e de Mandalay (norte).

Fontes dos budistas birmaneses no estrangeiro asseguram que pelo menos cinco monges e três civis foram mortos na sequência da carga policial contra os manifestantes. Diversas fontes indicam que o número de feridos deverá ascender à centena.

A poucas horas do início, em Nova Iorque, de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação, o chefe da diplomacia francesa, Bernard Kouchner, cujo país preside actualmente àquele órgão, apelou à China e à Índia para que «não tolerem mais» o regime birmanês e para que «façam pressão» para o fim da repressão.

«Podemos reforçar as sanções, porque não, mas o que é mais importante é que os países da região não tolerem mais, como têm feito, um regime ditatorial deste tipo», disse Kouchner à imprensa, à margem da Assembleia-Geral das Nações Unidas.

«Os generais birmaneses são pouco sensíveis à atenção do mundo e à solidariedade. Agora, é verdadeiramente precisa uma pressão dos países da região. Sobretudo se houver, e eu espero que não, uma repressão forçosamente sangrenta», acrescentou.

Segundo Kouchner, houve «uma evolução (na posição) da China» que «assume a sua preocupação» com a situação.

Também a Índia manifestou hoje a sua preocupação com os desenvolvimentos registados nas últimas horas.

Diário Digital / Lusa


Lá estão os rissois a desconversar. Claro que os Monges não vão desestablizar a região. Mas já era de esperar devido a sua postura como por exemplo em relação à Bielorússia ou ao Irão.  :roll:

 

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« Responder #3 em: Setembro 26, 2007, 10:13:34 pm »
Nobel da Paz colocada em prisão de segurança máxima

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Mantida em prisão domiciliária desde 2003, devido à sua oposição à Junta Militar que governa o país, a Nobel da Paz e líder do partido Liga Nacional para a Democracia (LND), Aung San Suu Kyi, foi transferida para a prisão de segurança máxima de Insein, nos arredores da cidade de Yangun. Segundo as últimas informações, a transferência de Suu Kyi aconteceu durante as últimas manifestações populares contra a ditadura birmanesa.

Apesar de ter já sido instaurado o recolher obrigatório no país e da Junta Militar ter feito sair os militares para a rua, com a missão de desmobilizar a população, monges e civis continuam a protestar de modo pacífico nas ruas das principais cidades, recebendo como resposta tiros, bombas de gás lacrimogéneo, espancamentos e detenções.

Diário Digital

 

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« Responder #4 em: Setembro 26, 2007, 11:45:24 pm »
Lisboa consulta 27 sobre aumento sanções contra o Myanmar

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Os representantes permanentes (embaixadores) dos Estados-membros da União Europeia vão analisar quinta-feira, em Bruxelas, um possível reforço das sanções contra o regime militar em Myanmar, disse à Lusa fonte da presidência portuguesa.
A decisão de inscrever o tema na reunião no chamado COREPER (Comité dos Representantes Permanentes), a instância que prepara as decisões do Conselho de Ministros dos 27, decorre do agravamento da situação na Birmânia, segundo a mesma fonte.

Lisboa já tinha decidido quarta-feira inscrever na agenda da próxima reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 que tem lugar a 15 de Outubro, no Luxemburgo, a questão do eventual reforço das sanções europeias contra o regime militar de Myanmar.

O presidente em exercício do Conselho de Ministros da União Europeia, Luís Amado, sublinhou hoje a importância de manter «a enorme pressão internacional» que está a ser feita sobre o Myanmar para que a actual crise não degenere em violência.

«Estamos a acompanhar os desenvolvimentos e a participar na enorme pressão que está a ser feita sobre as autoridades birmanesas» para que a situação não degenere, disse Luís Amado num contacto telefónico com a Agência Lusa.

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, em Nova Iorque para a Assembleia-Geral da ONU, frisou que tem estado «a acompanhar de perto a situação» e que, em nome da presidência da UE, levantou a questão na troika UE-China que se reuniu segunda-feira à margem da Assembleia.

«Enquanto presidência levantámos o problema junto do governo chinês (...) para transmitirmos a preocupação da UE em relação a uma escalada que possa degenerar em violência», disse.

A comunidade internacional tem multiplicado os apelos à Junta Militar  para que dê mostras de contenção e não reprima as manifestações pacíficas dos últimos dias, mas a Junta desafiou hoje esses apelos decretando o recolher obrigatório nocturno e reprimindo os manifestantes com tiros para o ar e granadas de gás lacrimogéneo.

Questionado sobre a resposta a dar a estes desenvolvimentos, Amado insistiu na pressão internacional, quer «directamente junto das autoridades birmanesas» quer «junto dos países com mais influência sobre a Junta Militar», no sentido de «suspender quaisquer mecanismos repressivos» e «agir no respeito pelo direito à manifestação e ao exercício das liberdades individuais e civis».

Em comunicado divulgado terça-feira, a Presidência portuguesa da UE exprimiu a sua solidariedade com o povo birmanês, elogiando a coragem dos manifestantes, e pediu às autoridades que «respeitem esses direitos» e «não recorram à violência».

O pacote de sanções europeias actualmente em vigor contra a junta militar birmanesa inclui a proibição de emissão de vistos para várias pessoas ligadas ao actual regime político, um embargo de venda de armas e proibição de as empresas europeias de financiarem as empresas públicas da Birmânia.

Diário Digital / Lusa

 

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« Responder #5 em: Setembro 27, 2007, 02:04:57 pm »
Exército dispara para dispersar manifestantes

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O exército disparou hoje tiros de advertência para dispersar cerca de 70.000 manifestantes das ruas de Rangum, depois de ter dado 10 minutos aos manifestantes para se retirarem, sob pena de sofrerem medidas extremas.
Segundo testemunhas, pelo menos um homem foi morto a tiro, apesar de aparentemente os disparos terem sido para o ar, nas imediações do pagode de Sule, em Rangum.

De acordo com a página digital da estação de televisão britânica Sky News, os soldados usaram gás lacrimogéneo contra os manifestantes.

Nas imagens difundidas pela Sky News, centenas de manifestantes - já não maioritariamente monges - fogem dos soldados, sob nuvens de gás.

Cerca de 200 soldados encontram-se no centro da cidade, segundo testemunhas, citadas pela Sky.

Os militares percorrem o centro da cidade, com megafones, e aconselham as pessoas a regressarem a casa, enquanto disparam tiros de advertência.

Segundo testemunhas, citadas pela Sky, a polícia, munida de bastões, agrediu cerca de 1.000 pessoas que protegiam quatro monges, em Rangum.

As manifestações em Rangum, principal cidade da Birmânia, têm-se sucedido nos últimos dias, na maior demonstração de contestação ao regime, em duas décadas, depois de milhares de estudantes pro-democracia terem sido mortos em 1988 pela junta militar.

Recorrendo ao uso da força pela primeira vez, este mês, a segurança birmanesa atacou dois mosteiros budistas, em Rangum, durante a madrugada e, segundo testemunhas, deteve entre 200 e 500 monges, relata a Sky News.

Myint Thein, porta-voz do partido da líder da oposição e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, em prisão domiciliária nos últimos 18 anos, foi também detido.

Diário Digital / Lusa

 

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« Responder #6 em: Setembro 27, 2007, 02:14:03 pm »
PE condena regime de Yangum e apela a sanções económicas

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O Parlamento Europeu aprovou hoje com 563 votos a favor, três contra e quatro abstenções, uma resolução que condena o governo da Birmânia pela repressão violenta dos manifestantes que se opõe ao regime totalitário.
Os eurodeputados apelam ainda à comunidade internacional, «incluindo a China» para que prepare sanções económicas contra o regime de Rangum.

O reforço das sanções contra a Birmânia (actualmente denominada Myanmar) está já na agenda próximo Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros, presidido por Luís Amado, marcado para 16 de Outubro, no Luxemburgo.

As manifestações em Rangum, principal cidade da Birmânia, têm-se sucedido nos últimos dias, na maior demonstração de contestação ao regime, em duas décadas, depois de milhares de estudantes pro-democracia terem sido mortos em 1988 pela junta militar.

Em 1990 o Parlamento Europeu tinha concedido o prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento à líder da oposição e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, em prisão domiciliária nos últimos 18 anos.

Diário Digital / Lusa
« Última modificação: Setembro 27, 2007, 05:41:11 pm por André »

 

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« Responder #7 em: Setembro 27, 2007, 04:48:18 pm »
Nove mortos nas manifestações de hoje

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Nove pessoas morreram hoje durante a repressão dos protestos populares contra a junta militar no poder em Myanmar, anunciou a imprensa oficial. Entre os mortos, todos civis, encontra-se um fotojornalista japonês Kenji Nagai, de 50 anos, da agência de notícias japonesa APF.

Trata-se do primeiro cidadão estrangeiro morto desde o início das violências em Yangum, onde, pelo segundo dia consecutivo, as forças de segurança dispararam com fogo real para tentar dispersar as manifestações.

Milhares de pessoas hostis à junta militar manifestaram-se de novo hoje, a maioria delas estudantes, em pelo menos cinco bairros da antiga capital birmanesa.

Dezenas de pessoas foram presas e outras tantas sofreram agressões físicas.

Diário Digital


O que seria de esperar de um regime maquiavélico (Todos os meios justificam os fins). Enfim lamentável.  :(

 

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« Responder #8 em: Setembro 27, 2007, 05:46:31 pm »
Cidadão português reside em Yangum, desconhece-se se está no país

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Pelo menos um cidadão português reside no Myanmar, mas desconhece-se se se encontra actualmente no país, disse hoje à agência Lusa o embaixador de Portugal em Banguecoque.
Num contacto telefónico que estabeleceu com a Agência Lusa em Lisboa para rectificar uma informação que dera anteriormente, o embaixador António Faria e Maya disse que um cidadão português está registado nos serviços consulares em Banguecoque como residente no Myanmar.

Trata-se de um arquitecto, casado com uma cidadã birmanesa, com três filhos, que tem um escritório em Yangum e outro na cidade chinesa de Xangai.

«É o único cidadão português inscrito na secção consular», disse Faria e Maya.

O diplomata disse que a embaixada desconhece neste momento se o português, que em Agosto se deslocou em férias a Portugal, se encontra actualmente em Yangum, por não ter sido possível ainda um contacto com o arquitecto, que está a ser tentado.

Esta manhã, Faria e Maya tinha dito à Lusa que não havia a indicação de haver portugueses a residir no Myanmar, mas posteriormente foi informado sobre o português pelo encarregado da secção consular de Banguecoque, que se encontra no Cambodja a participar num seminário sobre Direitos Humanos promovido pela União Europeia.

Faria e Maya é também o representante diplomático de Portugal no Myanmar.

No contacto estabelecido esta manhã, Faria e Maya referira que alguns empresários portugueses, alguns dos quais residentes na Tailândia, se deslocam ocasionalmente ao Myanmar.

«Neste momento, nenhum dos empresários que residem na Tailândia se encontra no Myanmar», disse.

A embaixada em Banguecoque continua sem informação de que turistas portugueses se encontrem actualmente no Myanmar, tendo Faria e Maya reafirmado que, se for o caso e se alguém precisar de assistência diplomática, «deve dirigir-se a qualquer posto consular ou diplomático de um Estado membro da União Europeia».

Diário Digital / Lusa

 

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« Responder #9 em: Setembro 27, 2007, 07:49:43 pm »
Myanmar autoriza visita de enviado da ONU, ASEAN exige fim da violência

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As autoridades do Myanmar decidiram autorizar a entrada no país do enviado especial da ONU, o nigeriano Ibrahim Gambari, anunciou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros de Singapura, que assegura a presidência da ASEAN. O anúncio foi feito por George Yeo no final de uma reunião de três horas dos chefes da diplomacia da Associação das Nações do Sueste Asiático (ASEAN), de que faz parte o Myanmar, realizada em Nova Iorque à margem da 62ª Assembleia Geral da ONU.

Os ministros da ASEAN «saudaram a garantia» dada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do Myanmar de que será dado um visto de entrada na Birmânia a Ibrahim Gambari, quando o enviado especial da ONU chegar a Singapura, disse Yeo aos jornalistas.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, decidiu enviar de urgência Ibrahim Gambari ao Myanmar, na sequência da deterioração da situação no país, onde quarta-feira os militares começaram a reprimir as manifestações lideradas por monges budistas.

A televisão estatal birmanesa anunciou hoje a morte de nove pessoas, oito manifestantes e um jornalista japonês, na sequência da intervenção das forças da ordem.

George Yeo disse ainda que os ministros dos Negócios Estrangeiros da ASEAN exigiram que a Junta Militar birmanesa «cesse imediatamente» com a violência contra os manifestantes.

«Eles ficaram chocados ao saberem que estão a ser utilizadas armas automáticas e exigiram que o governo birmanês cesse imediatamente de utilizar a violência contra os manifestantes», declarou Yeo.

A ASEAN fez saber ao governo birmanês que a actual crise afecta a «credibilidade da associação», acrescentou.

Além da Birmânia e Singapura, integram a ASEAN o Brunei, Cambodja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Tailândia e Vietname.

A ASEAN tem mantido uma atitude prudente em relação ao Myanmar, conforme o princípio da organização de não ingerência nos assuntos internos de cada Estado membro.

A reunião de hoje em Nova Iorque ocorreu depois de a ASEAN ter sido acusada de passividade face à repressão violenta das manifestações no Myanmar.

À última hora, o chefe da diplomacia birmanesa, U Nyan Win, decidiu não participar na reunião em Nova Iorque, fazendo-se representar por um elemento do seu ministério, disse à AFP um diplomata da ASEAN.

Os ministros da ASEAN deverão ainda manter encontros separados com a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, que lhes deverá pedir que pressionem a Junta Militar birmanesa para que cesse a repressão e inicie um diálogo com a oposição política, segundo responsáveis norte-americanos.

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« Responder #10 em: Setembro 27, 2007, 08:01:57 pm »
Sinais «claros» de divergência entre militares

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Na antiga Birmânia, há agora sinais «claros» de divergências entre os militares que estão no poder. A revelação foi feita pelo embaixador de Portugal em Banguecoque, que revelou que o chefe da junta militar já mandou para fora do país a família.

Em declarações à TSF, o embaixador de Portugal em Banguecoque disse que, na antiga Birmânia, há agora sinais mais «claros» de profundas divergências entre os miilitares que estão no poder.

Segundo adiantou António Faria e Maya, o chefe da junta militar já mandou, por exemplo, para fora do país toda a família.

«Há alguns indícios de haver, neste momento, divergências, no seio da junta militar», disse o responsável, acrescentando que «na segunda-feira, embarcaram para a Tailândia a mãe e todos os filhos do general-chefe da junta militar».

«Isto significa que não é propriamanente pelo medo das manifestações pacíficas que estão em curso, mas muito além daquilo que seria uma remodelação de fachada de que se tem falado, nos últimos tempos, de colocar na junta militar gente mais jovem para que os outros mais antigos não percam a face num diálogo que, mais tarde ou mais cedo, tem que haver com representantes de todos os movimentos de protesto», considerou.

O embaixador disse ainda que, neste momento, não há um balanço final dos confrontos de hoje entre a polícia e os monges, dando conta dos números que são conhecidos na imprensa da Tailâdia, bem como as informações que são a ser transmitadas por organizações não-governamentais.

«Desta vez, a polícia de choque entrou com violência, à bastonada, falando-se, esta manhã, na existência de pelo menos de 30 mortos em Yangum», adiantou, acrescentando que «os monges foram detidos».

TSF

 

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« Responder #11 em: Setembro 27, 2007, 08:11:31 pm »
Tensão em Myanmar chegou à Internet

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A tensão em Myanmar chegou à internet, com os acontecimentos a passarem das ruas para a web, através de blogues ou imagens captadas pelas câmaras de telemóvel. Em resposta, a Junta Militar tentou desligar a rede, impedindo a divulgação do que se passa.

Segundo o «The Guardian», nas últimas 24 horas verificaram-se encerramentos de cyber-cafés e cortes nas ligações de telemóveis.

«Estava a receber e-mails há três dias mas agora parece que perdi a ligação», referiu ao jornal o director da divisão asiática dos «Repórteres Sem Fronteiras», Vincent Brussels, adiantando que «aqueles que ainda conseguem aceder estão a ter problemas com a rapidez do serviço».

Em causa está o facto de a internet estar a ser veículo privilegiado para a divulgação da tensão que se vive nas ruas de Myanmar, fazendo uso da tecnologia, nomeadamente as câmaras dos telemóveis.

Um jornalista britânico radicado em Banguecoq, que fez a cobertura dos acontecimentos de 1988, afirmou à Reuters que a diferença para os dias de hoje «é da noite para o dia».

«Agora há uma população inteira de jornalistas equipados com toda a espécie de equipamentos de captura de informação, desde telemóveis a equipamento vídeo, que não existia em 1988», referiu.

SOL

 

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« Responder #12 em: Setembro 27, 2007, 11:53:39 pm »
Perfil deste país do Sudeste Asiático

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Geografia

País do Sudeste Asiático que, até 1989, foi denominado Birmânia. Banhado pelo golfo de Bengala e pelo mar das Andaman, faz fronteira com o Bangladesh, a noroeste, a Índia, a norte, a China, a nordeste, e o Laos e a Tailândia, a leste. Abrange uma área de 678 500 km2. As cidades mais importantes são Yangum, a capital, com 4 454 500 habitantes (2004), Mandalay (1 176 900 hab.), Moulmein (405 800 hab.), Pegu (200 900 hab.) e Bassein (215 600 hab.). O país é bastante montanhoso no Norte e mais plano no Sul, destacando-se a planície aluvial drenada pelo rio Irrawadi que termina num extenso delta.

História

A população de Myanmar é descendente de tribos mongóis que se instalaram na região no século VII. Estas tribos constituíram um Estado unificado em 1054, com a fundação da dinastia Pagan por Anawrahta, introdutor do budismo no país.

Em 1287, a Birmânia é invadida pelos mongóis de Kublai Khan. A região  fragmenta-se em pequenos estados até sua reunificação em 1752, sob a liderança de Alangpaya.

Foi anexado pelo Reino Unido em 1885, após três guerras de fronteira, e transformou-se numa província indiana. Durante a Segunda Guerra Mundial, o país foi ocupado pelos japoneses entre 1942 e 1944. A 4 de Janeiro de 1947 tornou-se independente e abandonou a Commonwealth.

Em 1962 foi instaurado um regime socialista, depois de um golpe militar. Os maiores sectores económicos foram imediatamente nacionalizados, a rápida industrialização fracassou e o isolamento do resto do mundo foi aumentando. No final da década de 1980, a corrupção e a má administração do Governo tornaram o Myanmar num dos países mais pobres do mundo. Em 1990 realizaram-se as primeiras eleições multipartidárias em trinta anos. A Liga Nacional para a Democracia (LND) obteve a vitória, mas as forças militares continuaram a controlar o poder, depois de impedirem os líderes do partido, Tin U e Suu Kyi (filha do líder nacionalista Aung San, assassinado em 1947), de governar. Tin U exilou-se no Oeste, enquanto Suu Kyi foi mantida, desde 1989, sob prisão domiciliária.

A comunidade internacional condenou sistematicamente as acções sangrentas levadas a cabo pelo regime militar. Em 1991, Suu Kyi foi galardoada com o Prémio Nobel da Paz e, em 1995, surpreendentemente, foi libertada. Nos anos seguintes, Suu Kyi apelou à comunidade internacional para isolar o regime militar no poder, na sequência da política de repressão e de contínuas perseguições aos activistas da oposição. Contudo, apesar de alguns embargos, o regime foi tendo o beneplácito das organizações em que se pretendia integrar. Conversações mantidas entre Aung San Suu Kyi e os líderes militares desde 2000 (o que não acontecia desde 1994) são consideradas como um sinal positivo para o futuro político do país.

Clima

O clima é tropical de monção com uma estação seca que ocorre de Novembro a Abril e na qual as temperaturas são mais baixas sempre que se fazem sentir os ventos frios que sopram do interior. A estação húmida é dominada pela monção de sudeste que origina forte precipitação e se faz sentir de Maio a Outubro.

Economia

A economia do Myanmar assenta, sobretudo, na agricultura e no comércio. As culturas dominantes são o arroz, a cana-de-açúcar, os legumes, o amendoim, a banana, o sésamo, o milho, a batata, o algodão, o tabaco e a juta. O país tem várias jazidas de prata, de cobre, de chumbo, de zinco, de tungsténio, de estanho, de petróleo, de gás natural, de rubis, de safiras e de esmeraldas. A indústria abrange o cimento, os produtos petrolíferos, o açúcar refinado, o óleo de amendoim, os produtos alimentares, as bebidas, os fertilizantes, o vestuário e os cigarros. Os produtos mais exportados são o arroz, a teca (madeira), os metais e as pedras preciosas. O gás natural poderá, a curto prazo, ser um forte produto no quadro das exportações. O turismo começa a ser uma actividade com reflexo na economia. Os principais parceiros comerciais são a China, Singapura, o Japão, a Índia e a Tailândia.

População

A população está estimada em 47 382 633 (est. 2006) habitantes, o que corresponde a uma densidade de aproximadamente 63,24 hab./km2. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respectivamente, de 17,91%o e 9,83%o. A esperança média de vida é de 60,97 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,549 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) não foi atribuído (2001). As maiores etnias do país são a birmanesa (69%), a chan (9%) e a karen (6%). A religião maioritária é a budista (89%). A língua oficial é o birmanês.

 

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André

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« Responder #13 em: Setembro 28, 2007, 02:09:22 pm »
Unidade militar recusa a disparar contra monges

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Uma unidade militar estacionada em Mandalay, a segunda maior cidade do Myanmar, recusou hoje ordens governamentais para disparar sobre monges desarmados, disseram à Agência Lusa fontes no interior do país.

«A unidade número 33 estacionada em Mandalay recusou atirar para matar contra os monges que se manifestavam. Pelo menos um pelotão recusou terminantemente», disse à Agência Lusa em Pequim uma fonte no interior do país, que solicitou o anonimato por razões de segurança, contactada através de um fórum na Internet.

Segundo a mesma fonte, a unidade militar recusou acatar a ordem governamental para abandonar Mandalay, dada no seguimento do boicote anterior.

As informações da fonte birmanesa foram confirmadas à Agência Lusa em Pequim por um empresário chinês com familiares na cidade - grande centro de emigração da China - e pelo chefe de redacção da publicação independente The Irrawady, Kiaw Zwa Moe, cuja redacção de jornalistas birmaneses cobre os acontecimentos hora a hora a partir do Norte da Tailândia.

«Temos também informações de que a unidade 33 terá recusado sair de Mandalay, mas estas não estão ainda confirmadas«, disse Kiaw Zwa Moe.

As manifestações dos monges em Mandalay surgem como resposta à entrada de elementos do Exército em mosteiros da cidade, que espancaram os religiosos, a pontapé e a murro, que rezavam sentados em frente à estátua de Buda.

Kiaw Zwa Moe previu que o governo vai hoje tentar esmagar ainda com mais força as manifestações pró-democracia, até porque estão já em marcha novos protestos em Yangum, a maior cidade do país.

Segundo o jornalista, uma nova manifestação começou já a formar-se em frente ao Traders Hotel, o mais luxuoso de Yangum, na principal artéria comercial da cidade que termina no Pagode Sule, onde têm decorrido as manifestações dos últimos dias.

À frente da manifestação pacífica estão líderes da Liga Nacional para a Democracia, o partido de Aung San Suu Kyi, que venceu as eleições democráticas de 1990, cujos resultados que a Junta Militar anulou.

«O plano dos manifestantes é negociar com os militares e pedir-lhes que não disparem contra os manifestantes pacíficos», disse Kiaw Zwa Moe.

«Não se sabe o que vão dizer estes tropas. E mesmo se estes concordarem, sobram os outros no resto da área. A tensão está a tornar-se cada vez maior«, disse o jornalista.

Diário Digital / Lusa

 

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André

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« Responder #14 em: Setembro 28, 2007, 04:42:49 pm »
Manifestações não levarão à queda do regime diz ONU

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A comunidade internacional deve apostar no diálogo com as autoridades birmanesas, aproveitando esta «janela de oportunidade», dado ser improvável que os protestos mudem o regime, disse hoje à Lusa o relator espacial da ONU para a antiga Birmânia.
Entrevistado telefonicamente pela Agência Lusa em Nova Iorque, o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro pediu «cuidado» na análise que se faz do exterior sobre a situação na antiga Birmânia, afirmando que «este não é o momento de ameaças».

«Esta situação começou de um incidente específico, que se foi alargando, envolvendo primeiro monges, e depois logo estudantes, activistas, membros de partidos políticos», recordou.

«Não chamaria a isto um levantamento da população e não vejo nenhuma possibilidade destas manifestações levarem a uma mudança de regime», disse o relator especial das Nações Unidas para os Direitos Humanos em Myanmar.

Isso não invalida, no entanto, que os protestos criem «uma janela de oportunidade» que se for bem aproveitada «pode permitir alguma evolução positiva no sentido da abertura do regime», mas se for mal aproveitada «pode resultar numa repressão pesada».

O facto, disse, do representante especial do secretário-geral da ONU chegar a Yangum já no sábado, explicou, é «um bom sinal» de «alguma pequena abertura ao diálogo do governo».

Cabe no entanto à comunidade internacional aproveitar a situação actual para corrigir os erros do passado na sua política relativamente ao Myanmar, onde o regime sobrevive, tanto pelo isolamento e posição geopolítica, como pela «dificuldade da comunidade ocidental em lidar» com o tema, insistiu.

«As políticas foram pouco coordenadas em relação ao Myanmar (como é hoje denominada a Birmânia pelo regime militar). Ainda que a comunidade internacional consiga dialogar e ter acções comuns em relação a outros regimes totalitários, em relação a este não consegue», sublinhou.

«Está na hora de se rever as abordagens e se caminhar para uma situação de maior diálogo em que, por exemplo, a China pode ser um interlocutor», frisou o diplomata brasileiro.

Paulo Sérgio Pinheiro defendeu os esforços internacionais devem passar por acções conjuntas e «parcerias efectivas» entre o grupo ocidental e países da ASEAN e por um diálogo «continuado, construtivo e discreto com a China».

«Acho que a crise oferece uma janela de oportunidade, mas é também um momento que exige grande sobriedade», explicou, notando o «diálogo muito positivo no Conselho de Direitos Humanos da ONU».

«O momento não é de fazer ameaças. Cada país pode decidir a abordagem que quiser mas na minha perspectiva não vejo outra alternativa ao diálogo para desmontar o perigo da crise», afirmou.

Perante a forte mediatização dos recentes protestos, insiste que a comunidade internacional deve optar por uma «posição firme, mas de diálogo».

Avenidas «em que se possa efectivamente ouvir o governo, contribuir para o diálogo com os manifestantes e assim evitar uma repressão brutal com consequências muito negativas para o país e a região».

O exército birmanês dispararou quinta-feira sobre milhares de manifestantes que se têm concentrado em protestos em várias cidades do país nos últimos dias, tendo morrido pelo menos 15 pessoas, entre elas um fotógrafo japonês que, de acordo com testemunhas foi baleado acidentalmente e morto, com outro tiro, à queima-roupa.

Os protestos começaram inicialmente com monges, descontentes com um ataque a um grupo de monges e, posteriormente, condenando o aumento do preço dos combustíveis.

Diário Digital / Lusa