7 de Setembro de 2016 - 194 anos de Independência do Brasil

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7 de Setembro de 2016 - 194 anos de Independência do Brasil
« em: Setembro 07, 2007, 02:58:28 am »
« Última modificação: Setembro 08, 2016, 03:07:21 am por Paisano »
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« Responder #1 em: Setembro 07, 2007, 04:01:35 am »
Assim nasceu a independência*

Fonte: Zero Hora/Agência RBS

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Embora o país tenha começado a romper os grilhões coloniais no instante em que D. João VI abriu os portos "às nações amigas", em janeiro de 1808, os fatos quer antecederam a independência do Brasil estão diretamente ligados à Revolução Liberal do Porto, que eclodiu em agosto de 1820.

Portugal era então governado pelo marechal inglês Beresford, que expulsara os franceses do país. Indignados com a situação - e com o fato de custearem a permanência de D. João VI no Brasil -, os revoltosos se aproveitaram da ida de Beresford ao Rio para deflagar o movimento. Além de forçar D. João VI a retornar a Portugal a junta provisória que assumiu o controle do país decidiu reconvocar as Cortes Gerais Extraordinárias e Constituintes da Nação Portuguesa, que, noutros tempos, eram reunidas em épocas de crise. E foi graças à intransigência das Cortes que os fatos se precipitaram, não deixando aos brasileiros outra opção que não a luta pela independência. Como Portugal não tinha uma Constituição, D. João VI foi forçado a jurar uma nova, que se baseava na Constituição espanhola de 1812.

Pelas novas regras do jogo, o Brasil - que, desde 1808, ocupava uma posição de supremacia no império português - perdia seus privilégios e teria de voltar a se submeter inteiramente ao governo da metrópole. Mas o novo regime, representativo, permitiria a participação brasileira no governo de Lisboa. O problema era que, de acordo com as novas leis, as colônias eram sub-representadas e as eleições, indiretas. Assim sendo, das 181 cadeiras das Cortes, apenas 72 poderiam ser ocupadas por deputados brasileiros - e, entre esses, havia os que eram francamente favoráveis à metrópole. Apesar dessas vantagens, as Cortes sequer esperaram que todos os representantes do Brasil chegassem a Lisboa para, em 7 de março de 1821 - com somente 46 dos 72 brasileiros presentes no plenário -, votar a emenda que simplesmente dissolvia o reino do Brasil.

Na verdade, não era difícil perceber que o propósito básico das Cortes era "recolonizar" o Brasil. Em sessões tensas e tumultuadas, com os deputados quase trocando sopapos, as Cortes decidiram que o Brasil não apenas deixaria de ser um reino unido a Portugal como também o vice-reinado, com sede no Rio de Janeiro, não seria reestabelecido. Em vez de possuir um governo central, o Brasil seria dividido em províncias autônomas, cujos governadores (militares) seriam nomeados pelas próprias Cortes.

Foram eliminadas também todas as agências, repartições públicas e tribunais de justiça estabelecidos depois de 1807. Além disso, estavam sumariamente demitidos todos os juízes, advogados, escreventes e burocratas que ocupavam esses postos. E, como se não bastasse, as Cortes exigiam o retorno imediato a Lisboa do príncipe regente já que, na opinião dos deputados, não tendo mais o Brasil um governo central, a presença de D. Pedro no Rio passava a ser figurativa. Mas as Cortes decidiram também que não havia lugar para D. Pedro em Portugal: o príncipe deveria fazer, incognitamente, "uma viagem pela Inglaterra, França e Espanha para aprofundar sua educação, de modo a, algum dia, poder ocupar condignamente o trono lusitano".

Uma declaração de guerra não teria efeito maior: enquanto o Brasil se preparava para entrar no século 19, as Cortes propunham um retorno ao século 17. Embora as determinações fossem absurdas e injustas, D. Pedro estava decidido a cumpri-las. Afinal, as tropas portuguesas estacionadas no Rio e os comerciantes lusitanos residentes no país assim o exigiam. Mas então, em janeiro de 1822, o príncipe recebeu uma petição escrita por José Bonifácio e assinada por toda a junta provincial de São Paulo. Era um documento poderoso, que clamava que o príncipe desafiasse as Cortes e permanecesse no Brasil. O texto, comovente, emocionou D. Pedro - e mudou o rumo da história do Brasil.

*Eduardo Bueno
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« Responder #2 em: Setembro 07, 2007, 11:00:15 am »
Bem, não é à toa então que o fizeram, todavia, ver as coisas à distância sem conhecer o contexto é complicado...
Mas o que interessa é aprendermos com os erros.
Lamento esta data e os motivos que lhe deram origem.
Mas o que agora desejo é que o Brasil ocupe com vigor a sua presença no mundo e que a toda a sua população possa viver melhor.

E que os dois países saibam corrigir os erros do passado.

Começo a ter a percepção que, com um módico de autonomia, o Império poderia ainda hoje existir. Respeitando as diferenças, reforça-se a união.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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« Responder #3 em: Setembro 07, 2007, 11:26:56 am »
Temos que agradecer aos brasileiros por terem ficado com uma parte muito consideravel das elites portuguesas, conhecidas pela sua qualidade.

Temos que lamentar que não ficaram com as elites todas, e ainda sobrou bastante para nós ... :mrgreen:
 

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Paisano

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« Responder #4 em: Setembro 07, 2007, 01:35:42 pm »
Independência ou Morte*

Fonte: Zero Hora/Agência RBS

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O ano de 1822 começou dramaticamente para D. Pedro. Foi no dia 1º de janeiro que ele recebeu o manifesto escrito por José Bonifácio e assinado por toda a junta provincial da cidade. Até então, apesar de alguns cartazes espalhados pelas ruas do Rio e das manifestações cada vez mais entusiásticas que vinham recebendo nas ruas ou no teatro, D. Pedro não registrara nenhum sinal de apoio à sua permanência no Brasil. Mas a carta de Bonifácio era impactante. Segundo ela, as Cortes de Lisboa, baseadas "no despropósito e no despotismo" buscavam impor ao Brasil "um sistema de anarquia e escravidão". Movidos por uma "nobre indignação", os paulistas estavam "prontos a derramar a última gota do seu sangue e a sacrificar todas as suas posses para não perder o adorado príncipe", em quem colocavam "suas bem-fundamentadas esperanças de felicidade e honra nacional".

Os cariocas, que pensavam da mesma maneira, organizaram um abaixo-assinado com 8 mil nomes e o entregaram ao príncipe uma semana depois, numa cerimônia realizada ao meio-dia de 9 de janeiro. Depois de ler o documento, D. Pedro anunciou solenemente sua decisão: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, dia ao povo que fico". Reunido em frente ao Paço Municipal, o povo saudou a decisão do príncipe. No dia 11, as tropas portuguesas tentaram obrigar o príncipe a embarcar para Lisboa. Apoiado pelo povo e por tropas leais, D. Pedro resistiu. A independência, agora, era uma questão de tempo.

Marcam a aproximação entre D. Pedro e a facção mais conservadora da elite brasileira, formada por homens que, em sua maioria, tinham freqüentado a Universidade de Coimbra e partilhavam da idéia de um império luso-brasileiro. Cinco dias depois de expulsar do Rio as tropas lusas, comandadas pelo general Avilez, D. Pedro organizou um novo ministério e, para liderá-lo, escolheu José Bonifácio de Andrada e Silva. Em 1º de agosto, declarou inimigas todas as tropas enviadas de Portugal sem o seu consentimento. No dia 14, partiu para São Paulo para contornar uma crise na província. No dia 2 de setembro, no Rio, a esposa de D. Pedro, D. Leopoldina, leu as cartas chegadas de Lisboa com as abusivas decisões da Corte. Reuniu os ministros e enviou mensageiros a D. Pedro.

No dia 7 de setembro, o príncipe recebeu as cartas às margens do Ipiranga e concluiu que era a hora de romper com a metrópole. Depois de ler, amassar e pisotear as cartas, D. Pedro montou "sua bela besta baia", cavalgou até o topo da colina e gritou à guarda de honra: "Amigos, as cortes de Lisboa nos oprimem e querem nos escravizar... Deste dia em diante, nossas relações estão rompidas". Após arrancar a insígnia portuguesa de seu uniforme, o príncipe sacou a espada e gritou: "Por meu sangue, por minha honra e por Deus: farei do Brasil um país livre". Em seguida, erguendo-se nos estribos e alçando a espada, afirmou: "Brasileiros, de hoje em diante nosso lema será: Independência ou morte". Eram 4 horas da tarde de 7 de setembro de 1822.

No dia seguinte, inicou a viagem de retorno ao Rio, onde chegou no tempo recorde de cinco dias, deixando toda a tropa 10 horas para trás. Na capital, foi saudado como herói. A 1º de dezembro, aos 24 anos, foi coroado não rei, mas imperador, para mostrar que, apesar do direito monárquico, também fora eleito pelo "povo".

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« Responder #5 em: Setembro 07, 2007, 02:35:58 pm »
Siga poniendo, que la historia está interesante  :wink:

Parabienes a Brasil
 

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comanche

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« Responder #6 em: Setembro 07, 2007, 03:29:55 pm »
Que o Brasil siga no caminho do desenvolvimento e do progresso.


Parabéns.
 

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« Responder #7 em: Setembro 07, 2007, 03:56:43 pm »
A Constituinte e a Constituição*

Fonte: Zero Hora/Agência RBS

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Ao colocar no trono um rei português, o Brasil fez uma transição relativamente tranqüila do regime colonial para o monárquico. Mas ao longo dos dois anos que se seguiram ao grito do Ipiranga, um conflito entre conservadores e radicais eclodiria na Assembléia Constituinte, eleita para elaborar a Constituição da nova nação. A Constituinte começou a se reunir no Rio em maio de 1823. Na abertura dos trabalhos, D. Pedro citou uma frase colocada por Luís XVII na Carta Constitucional da França que definia bem seus propósitos: o imperador do Brasil juraria defender a futura Constituição "se ela fosse digna do Brasil e dele próprio". Era um sinal claro do que viria a acontecer.

A postura da maioria dos constituintes pode ser definida como "liberal-democrata": seu objetivo era instituir uma monarquia constituinte que respeitasse os direitos individuais e delimitasse claramente o poder do monarca. Mas D. Pedro queria poder de veto e controle total sobre o Legislativo. Por isso, surgiram desavenças entre o imperador e os constituintes. A disputa acabou com a vitória do mais forte: em 12 de novembro de 1823, D. Pedro destituiu a Constituinte e mandou o Exército invadir o plenário. Muitos deputados foram presos e exilados - entre eles o ex-todo-poderoso José Bonifácio. O Brasil independente entrava na era do arbítrio e da exceção.

Um projeto de Constituição foi rapidamente elaborado e, em 25 de março de 1824, era promulgada a primeira Carta Magna do Brasil - e ela perduraria, quase inalterada, até até fevereiro de 1891. A Constituição de 1824 estabeleceu um governo monárquico, hereditário e constitucional representativo. O imperador, inviolável e sagrado, não estava sujeito a responsabilidade legal alguma; exercia o Poder Executivo com os ministros (escolhidos por ele) e o moderador com seus conselheiros. Também podia escolher um entre os três senadores eleitos por Província e suspender ou convocar os conselhos Provinciais e a Assembléia Geral.

A eleição para a Câmara dos Deputados (eleitos pelo "povo", por voto indireto" era temporária; a eleição para o Senado era vitalícia (e, graças a manobras políticas, o imperador acabava apontando não um mas os três senadores de cada província). Para ser eleitor era preciso ter pelo menos 25 anos e 100 mil-réis de renda anual. Para ser deputado era necessário ter 200 mil-réis de renda anual e, para ser senador, a renda necessária era de 800 mil-réis por ano. Os presidentes das províncias eram diretamente escolhidos pelo imperador. D. Pedro I compusera o Hino da Independência. Agora, o país iria dançar conforme sua música. O Brasil era independente, mas ainda vivia na era do absolutismo ilustrado.

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« Responder #8 em: Setembro 07, 2007, 04:09:44 pm »
Um príncipe brasileiro*

Fonte: Zero Hora/Agência RBS

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Ao retornar de uma audiência com o regente de Portugal D. João VI, o embaixador da França em Lisboa, Andoche Junot, anotou no diário: "Meu Deus! como é feio! Como é feia a princesa! Meu Deus! Como são todos feios! Não há um só rosto gracioso entre eles, exceto o do príncipe herdeiro". Junot, que dali a três anos invadiria o país, estava se referindo ao garoto Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon. O segundo filho varão de D. João e Carlota Joaquina nascera no dia 12 de outubro de 1789, na sala D. Quixote do palácio de Queluz. Antônio, primogênito de D. João, morreu aos seis anos, em 1801, tornando D. Pedro o segundo na linha sucessória. Apesar disso, nem o regente nem D. Carlota se preocuparam com a educação do filho. Em 1808, depois que D. Pedro se mudou com os pais para o Brasil, esse desleixo assumiu proporções quase criminosas. Criado solto, na Quinta da Boa Vista ou na fazenda Santa Cruz (propriedade tomada dos jesuítas, a 80 km do Rio), Pedro andava sozinho na mata, brigava a pau e soco com outras crianças, bolinava as escravas. ali, tornou-se um exímio mas imprudente cavaleiro: caiu do cavalo 36 vezes.

A rudeza desses primeiros anos, pode ter agravado a epilepsia congênita: aos 18 anos, D. Pedro já sofrera seis ataques da doença. Alguns, durante cerimônias oficiais - que o príncipe não tolerava (no beija-mão, ele a estendia a adultos, mas, se uma criança se aproximava, ele a socava no queixo). Mas, desde a infância, Pedro revelou-se ser um sujeito despojado e de bom coração. Andava com roupas de algodão e chapéu de palha, tomava banho nu na praia do Flamengo, ria, debochava e zombava com quer que fosse.

Era mau poeta e mau latinista, mas bom escultor e excelente músico: tocava clarinete, flauta, violino, fagote, trombone e cravo. Também tocava um instrumento e um ritmo malditos: o violão e o lundu, que aprendera em lugares mal-afamados do Rio, como a taverna da Corneta, an rua das Violas, onde o príncipe conheceu aquele aquele que viria a ser seu melhor amigo, Francisco Gomes da Silva, o Chalaça. Deve ter sido lá também que Pedro teve sua iniciação sexual. E, depois que começou, não parou mais: por toda a vida, D. Pedro foi um amante latino, dândi liberal que tomava o que gostava - cavalos, mulheres ou roupas. Mas quem convivera com ele concordava com algumas de suas últimas palavras: "Orgulho-me de ser verdadeiro, humano e generoso e de ser capaz de esquecer as ofensas que me são feitas".

As amantes

A partir dos 16 anos, D. Pedro adquiriu fama de amante insaciável. Os nobres portugueses e ricos brasileiros escondiam as filhas quando o príncipe passava. A primeira da série de incontáveis amantes foi a bailarina francesa Noémi Thierry, com quem D. Pedro teve um filho (natimorto), antes que a Corte enviasse a moça de volta a Paris.

Embora tenha tenha tido relações sexuais - ou tentando ter - com praticamente qualquer mulher que visse pela frente, a grande paixão de D. Pedro foi Domitila de Castro, que ele fez Marquesa de Santos e que lhe deu quatro filhos. D. Pedro e Domitila, uma "sensual luso-brasileira de seios e quadris volumosos", conheceram-se em São Paulo, dias antes de o príncipe proclamar a independência. D. Pedro a levou para morar em frente do palácio. O caso tornou-se público. D. Leopoldina morreu - de desgosto segundo o povo. Forçado a se casar de novo, D. Pedro dispensou a amante, em 1829. Mas não sem escânda-lo: ao descobrir que o imperador tinha um caso com sua irmã, Maria Bendita, Domitila tentou matá-la. A marquesa voltou para São paulo, casou e morreu aos 70 anos.

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« Responder #9 em: Novembro 19, 2007, 02:17:57 pm »
Citação de: "Luso"
Bem, não é à toa então que o fizeram, todavia, ver as coisas à distância sem conhecer o contexto é complicado...
Mas o que interessa é aprendermos com os erros.
Lamento esta data e os motivos que lhe deram origem.
Mas o que agora desejo é que o Brasil ocupe com vigor a sua presença no mundo e que a toda a sua população possa viver melhor.

E que os dois países saibam corrigir os erros do passado.

Começo a ter a percepção que, com um módico de autonomia, o Império poderia ainda hoje existir. Respeitando as diferenças, reforça-se a união.


Interessante.

Como podería ser isso Luso?

  Abraços!
"Eu não tenho que lhes dizer. Quem ganhou a Guerra os senhores sabem: foi a Artilharia"
(PATTON - sobre a 2ª GM)
 

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« Responder #10 em: Setembro 07, 2008, 02:25:22 am »
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« Responder #11 em: Setembro 07, 2008, 03:07:24 am »
O Grito do Ipiranga (1888) - Autor: Pedro Américo

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« Responder #12 em: Setembro 07, 2008, 03:52:35 am »
Dragões da Independência

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Os primórdios e fundamentos mais remotos datam da criação dos Esquadrões de Cavalaria de Guarda dos Vice-Reis em 1763, quando, com a instituição do Vice-Reinado no Brasil, a sede do governo transferiu-se da Bahia para o Rio de Janeiro.

O 1º Vice-Rei, Conde da Cunha, ao instalar o governo no Rio de Janeiro, cuidou de organizar força militar capaz de prover a sua segurança e preservar a autoridade de seu cargo. Criou, então, a 1ª Companhia de Cavalaria de Guarda dos Vice-Reis, Unidade composta por elementos de escol.

Seu sucessor, Conde de Azambuza, organizou a 2ª Companhia que com a 1ª, veio constituir o Esquadrão de Guarda dos Vice-Reis.

Entre 1769 e 1779, o Marquês do Lavradio preocupou-se em dar à força militar da Colônia maior eficiência e desenvolvimento, assim, reorganizou o Esquadrão, dando-lhe a denominação de Esquadrão de Cavalaria de Guarda do Vice-Rei do Estado. Com essa denominação, subsistiu até 1808, quando serviu de núcleo para a organização do 1º Regimento de Cavalaria do Exército, permanecendo no Rio de Janeiro.

O 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (1º R C Gd) é, seqüência histórica ininterrupta do mesmo Regimento Regular de Cavalaria de Minas, Regimento de cuja fileira partiu ao martírio o Alferes Joaquim José da Silva Xavier – Tiradentes.

A data escolhida para a criação do atual 1º R C Gd foi o 13 de maio de 1808, data natalícia de Dom João VI, então Príncipe Regente. O fato de ter sido escolhido esse dia para ser lavrado o decreto de sua criação bem revela a intenção real de distinguir e prestigiar essa Unidade.

Convencido o Príncipe de que não se podia ter um bom Exército sem Cavalaria, convencido ainda mais de que, para bem guarnecer a sede do Governo, havia urgência de se ter uma boa Cavalaria para perseguir e destroçar o inimigo no caso de um desembarque, resolveu criar um Corpo dessa Arma, que recebeu a denominação de 1º Regimento de Cavalaria do Exército.

Cumpre bem lembrar que os Dragões da Independência presenciaram o brado de Independência do Brasil, dado por Dom Pedro I, às margens do riacho Ipiranga, em 7 de setembro de 1822, imagem imortalizada pela obra pictórica de Pedro Américo. O 1° R C Gd tem a distinção de envergar, até hoje, o uniforme histórico da Imperial Guarda de Honra de Dom Pedro I.

O uniforme, idealizado por Debret, foi inspirado nas fardas brancas dos Dragões Austríacos, possivelmente por ser a imperatriz Leopoldina a Arquiduquesa D'Austria.

Posteriormente, em 1824, o então 1º Regimento de Cavalaria do Exército passou a denominar-se 1º Regimento de Cavalaria de Linha.

A 20 de fevereiro de 1827, a Unidade interveio na Batalha do Passo do Rosário, incorporada à 4ª Brigada de Cavalaria, apresentando destacada atuação e perdendo muitos oficiais e praças.

Em 1831, o 1º Regimento de Cavalaria de Linha e o 2º Regimento de Cavalaria de Linha, aquele sediado na Capital do Império e este sediado em Vila Rica-MG, foram transformados no 1º Corpo de Cavalaria, sediado inicialmente em Minas e, em 1835, no Rio de Janeiro. Entretanto, em 1839, passou a denominar-se 1º Regimento de Cavalaria Ligeira.

No ano da Proclamação da República, em 1889, o 1º Regimento de Cavalaria Ligeira passou a ser designado 1º Regimento de Cavalaria, e em 1908, passou a denominar-se 1º Regimento de Cavalaria Independente. Já em 1915, voltou a ser designado 1º Regimento de Cavalaria, permanecendo na Capital da República daquela época.

Por meio de um decreto de 20 de agosto de 1936, o então 1º Regimento de Cavalaria passou a ostentar a denominação histórica “Dragões da Independência”. Era a concretização da idéia do historiador Gustavo Barroso que apresentou, como Deputado à Câmara Federal de 1917, um projeto de lei no qual sugeriu esse título ao Regimento e a distinção de envergar, nas paradas e grandes solenidades, o uniforme da Imperial Guarda de Honra. Essa foi criada oficialmente com um Decreto de 1º de dezembro de 1822, para ser a Guarda de Honra de Dom Pedro I.

O decreto nº 9.425, de 4 de julho de 1946, alterou a designação do 1º Regimento de Cavalaria Divisionário para 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, denominação que permanece até os dias atuais. Em 1968 foi transferido da cidade do Rio de Janeiro, do então estado da Guanabara, para Brasília-DF, ficando subordinado ao Comando Militar do Planalto.

Nas diversas fases da evolução política do Brasil, desde o início do século XIX, os Dragões da Independência sempre estiveram presentes.

O 1º Regimento de Cavalaria de Guardas tem como atual Comandante o Ten Cel Cav Carlos Alberto do Couto Ramos Fico .

Brasão e Estandarte:





Uniformes Históricos:


Oficial


Graduado


Soldado

Imagem:



Fonte:
www.presidencia.gov.br/
www.exercito.gov.br/
www.sgex.eb.mil.br/
http://img.olhares.com
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« Responder #13 em: Setembro 07, 2008, 04:19:39 am »
Muito interessante e muito bem postado,Paisano. :D

Abraços,
zocuni
 

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« Responder #14 em: Setembro 07, 2009, 12:54:40 am »
Hino da Independência:

Música: S.M.I, Dom Pedro I - Imperador do Brasil.
Letra: Evaristo Ferreira da Veiga e Barros.


« Última modificação: Outubro 02, 2009, 07:26:03 pm por Paisano »
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