Relações Portugal-África

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Lusitano89

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Re: Relações Portugal-África
« Responder #45 em: Abril 11, 2014, 05:41:10 pm »
Empresa lusa desenvolve sistema para governo africano


Uma empresa de tecnologia portuguesa foi escolhida pelo Governo do Botswana, no sul de África, para desenvolver o sistema de informação que gere a identificação e saúde animal daquele país.
 
Trata-se da Digidelta Software, com sede em Leiria, que, desta forma, conquista mais um mercado internacional, assegurando o fornecimento do Sistema Nacional de Identificação e Rastreabilidade Animal (BAITS - Botswana Animal Identification and Traceability System) ao Governo do Botswana.
 
Depois de analisar diversos sistemas concorrentes, criados por algumas das mais reputadas empresas internacionais que operam no setor da agropecuária, o Ministério da Agricultura do Botswana decidiu optar pela solução apresentada pela Digidelta Software.
 
Trata-se de um sistema idêntico ao PISA (Programa Informático de Saúde Animal), o sistema oficial adotado pelo Estado Português para a gestão da saúde animal em todo o território nacional desde 1990.
 
No Botswana, o projeto já se encontra em fase de implementação, traduzindo-se numa plataforma web que permite às Autoridades Veterinárias fazer a gestão da identificação animal de bovinos no seu território, bem como a gestão do seu estado sanitário.
 
Além disso, o BAITS visa também assegurar o cumprimento da legislação fundamental para um dos objetivos económicos do Botswana -  a exportação de gado para a Comunidade Europeia. A primeira versão deverá ser apresentada ao público no decorrer dos próximos meses.
 
Com um quadro de apenas 14 colaboradores, a Digidelta acredita que este contrato possa potenciar novos negócios, bem como alguma visibilidade aos níveis nacional e internacional.  "Estamos todos muito orgulhosos por ter alcançado mais um importante marco no âmbito da sua internacionalização", refere Carlos Neves, CEO da empresa.
 
"Depois da conquista do mercado de Marrocos em 2013, a venda de mais um sistema, desta vez para o Botswana, vem dar solidez à imagem de competência internacional, um dos grandes objetivos desta empresa", acrescenta.
 
A Digidelta Software desenvolve sistemas de informação a partir de Leiria há mais de 20 anos. Desde 2011, tem vindo a desenvolver projetos para autoridades veterinárias de diversos países nos vários continentes.

Para além de Marrocos, onde, em 2013, venceu um concurso público no valor de 1,6 milhões de euros, já teve oportunidade de apresentar as suas soluções, a convite das autoridades locais, em países como Turquia, México, Estónia, Lituânia, Cabo Verde, Angola, e Moçambique.

Boas Notícias
 

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Lusitano89

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Re: Relações Portugal-África
« Responder #46 em: Abril 22, 2014, 09:50:20 pm »
Há 10 empresas com negócios na Guiné Equatorial


Num país rico em petróleo e gás, mas com necessidades básicas de infra-estruturas, há dois sectores que captaram o interesse de empresas portuguesas: a energia e a construção. Segundo dados solicitados pelo SOL à Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), existem dez empresas portuguesas a operar na Guiné Equatorial, sobretudo naquelas áreas de actividade.

O sector energético pesa 90% do Produto Interno Bruto do país e, com as receitas do petróleo, a Guiné Equatorial tem um dos PIB per capita mais elevados do mundo. Mas as falhas na distribuição dos rendimentos gerados no país são evidentes. Metade da população não tem acesso a saneamento e, para diversificar a economia, o Governo do país tem em curso um plano de investimentos até 2020, cuja primeira fase passou pelas infra-estruturas.

Procura de negócios

Algumas empresas portuguesas, sobretudo no ramo da construção, tentaram aproveitar a oportunidade, mas os negócios com o país de Teodoro Obiang são pouco expressivos. Uma delas foi a Soares da Costa. Criou em 2010 uma empresa para acompanhar o sector da construção e infra-estruturas do país, mas essa sociedade “não tem volume de facturação, pois está ainda numa fase de conhecimento e análise do mercado”, adiantou ao SOL fonte oficial do grupo.

Existem outras empresas de menor dimensão no sector: a sociedade Armando Cunha, a Etermar, a Zagope e a MSF. A Cavex planeia e implementa equipamentos industriais, a Geoibéricos trabalha em topografia e o arquitecto Miguel Saraiva desenha edifícios.

Mas o "peso pesado" no país é a Galp. Além de importar petróleo bruto para refinar em Portugal, participa num consórcio internacional com a Sonagás, empresa estatal da Guiné Equatorial, e os alemães da E.On. Está num projecto de liquefacção de gás natural, mas estão ainda a ser feitos testes às reservas da concessão, para decidir se o investimento compensa.

País tem riscos

Resta a sociedade de advogados Miranda, que constituiu em 2005 uma empresa que agrega advogados e consultores jurídicos na Guiné Equatorial, a Solege. “Os clientes são geralmente empresas do sector petrolífero que apoiamos a partir de Lisboa ou localmente, sobretudo no aconselhamento para se estabelecerem no país”, explicou ao SOL Catarina Távora, sócia da Miranda.

O balanço da actividade é “positivo”, porque a entrada na Guiné deu experiência para chegar a outros mercados francófonos. Mas, no início, o “esforço e investimento foram penosos, desde logo porque sempre tivemos a preocupação de respeitar e fazer respeitar as leis do país”, admite a advogada.

Para uma sociedade de advogados, entrar num país onde não se fala português e onde nunca estiveram em vigor leis portuguesas, ou sequer inspiradas na legislação lusa, fez com que os riscos e custos aumentassem “exponencialmente”.

Catarina Távora sublinha que a Guiné Equatorial pode ser uma oportunidade para outras empresas portuguesas, se o país for encarado como uma “plataforma” para outros mercados no Golfo da Guiné ou mesmo no resto de África. Mas deixa um aviso: é preciso aconselhamento prévio. “Uma empresa estrangeira que opere na Guiné Equatorial sem conhecer as suas obrigações normalmente compromete irremediavelmente a sua reputação perante as autoridades locais” e está sujeita a multas, cancelamento de licenças e disputas judiciais.

SOL
 

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Re: Relações Portugal-África
« Responder #47 em: Maio 16, 2014, 07:24:58 pm »
Portugal e Guiné Equatorial mais próximos


Portugal assinou um acordo com a Guiné Equatorial para permitir ligações aéreas entre Lisboa e Malabo.

A Guiné Equatorial está mais próxima de Portugal. Depois de ter anunciado a intenção de entrar para a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa), o país liderado pelo ditador Teodoro Obiang Nguema ratificou ontem um acordo que vai permitir a abertura de uma ponte aérea entre Lisboa e Malabo.

O acordo foi assinado pelo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Luís Campos Ferreira, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné Equatorial, Agapito Mba Mokuy.

A White, companhia "charter" do grupo Omni, vai passar a assegurar uma ligação semanal entre Lisboa e a capital da Guiné Equatorial.

A Ceiba, a companhia de bandeira da Guiné Equatorial, está proibida de voar para o espaço aéreo europeu, cabendo por isso à White realizar a operação.

A ex-colónia espanhola é um dos maiores produtores de petróleo de África e é liderada desde 1979 pelo Presidente Teodoro Obiang, que é acusado por várias organizações internacionais de violar os direitos humanos.

Recentemente a Guiné Equatorial decretou o Português como uma das línguas oficiais do país, a par do Espanhol e Francês, para formalizar o pedido de adesão à CPLP. Além disso, o presidente Obiang assinou uma moratória que suspende a pena de morte naquele país.

SOL
 

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Re: Relações Portugal-África
« Responder #48 em: Maio 25, 2014, 07:27:04 pm »
Consultora portuguesa Sinfic ganha negócio de 15 milhões de €€ no Congo


A consultora portuguesa Sinfic ganhou um projeto de «cartografia censitária, no registo da população» da República Democrática do Congo (RDC), no valor de 15 milhões de euros, disse este domingo à Lusa um administrador da empresa.

O projeto internacional terá «uma duração de 14 meses para o censo da população e da habitação», que se estima em «cerca de 70 milhões de pessoas» em todo o território da RDC, precisou o administrador com o pelouro da internacionalização, Paulo Amaral.

A Sinfic vai «iniciar agora o recrutamento» e seleção dos «colaboradores locais», que vão utilizar «tecnologia de ponta», através de uma parceria da consultora e da Fujitsu, para «cadastrar e registar os dados da população» num equipamento tipo Tablet, acrescentou Paulo Amaral. O projeto na RDC, liderado pela consultora portuguesa, foi «ganho em concurso público internacional» por um valor de «cerca de 15 milhões de euros», devido à «plataforma de tecnologia inovadora e desenvolvida especificamente para o levantamento censitário», argumentou.

A plataforma tecnológica desenvolvida, registada como Bawoo, recorre a localização geográfica do sistema norte-americano «GPS (Global Position System) e do russo Gnoss», revelou ainda o responsável.

O trabalho «inovador no Congo está a abrir portas» em Angola, Brasil, Moçambique, Tunísia e «agora mesmo em Marrocos», acrescentou o administrador Paulo Amaral. A faturação da Sinfic, no contexto do grupo, foi de 60 milhões no último ano com Portugal a representar apenas 10 milhões do total de proveitos da empresa, concluiu Paulo Amaral.

Lusa
 

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Re: Relações Portugal-África
« Responder #49 em: Maio 29, 2014, 06:53:17 pm »
PwC recomenda a empresas portuguesas aposta em Moçambique como alternativa a Angola


A consultora PricewaterhouseCoopers (PwC) defende que as empresas portuguesas devem intensificar os investimentos em Moçambique, que vai ter um "crescimento muito significativo" e serve como diversificação face a Angola, o maior destino dos negócios portugueses em África.

"Moçambique vai ser dos países que vão crescer significativamente nos próximos três a cinco anos em África", disse Manuel Lopes da Costa, especialista da consultora, na apresentação do estudo sobre o potencial dos negócios na África subsaariana e lusófona, num seminário organizado pela Associação Industrial Portuguesa (AIP), que hoje decorre em Lisboa.

"As empresas portuguesas preferiram transacionar com Angola, mais do que com Moçambique, por causa do atraso ainda maior nas infraestruturas moçambicanas, e porque fariam negócios melhores e mais rapidamente, mas não podemos descurar Moçambique", disse o representante da PwC, que hoje apresenta oficialmente um conjunto de estudos sobre o potencial regional de cada um dos países lusófonos.

Moçambique "vai ser importante para as empresas portuguesas diversificarem os investimentos, até porque há sempre riscos quando os investimentos estão concentrados no mesmo país", sublinhou.

"Temos uma presença muito diminuta face ao que podíamos ter" em Angola e em Moçambique, salientou o responsável, que fez uma breve apresentação dos principais indicadores da balança comercial entre Portugal e estes países, notando que só 5% das importações de Moçambique são provenientes de Portugal, e Portugal exporta apenas 2% das compras moçambicanas ao exterior.

No que diz respeito às áreas onde será mais rentável para as empresas portuguesas apostarem em Moçambique, Lopes da Costa salientou a agricultura, as pescas, a indústria extrativa, a construção, a energia, a hotelaria e turismo e as infraestruturas.

Por outro lado, os maiores desafios passam pela "dificuldade na obtenção de crédito, acesso limitado à eletricidade e atraso no início da exploração de blocos de GPL e reservas de carvão", de acordo com a PwC.

No caso de Angola, as áreas preferenciais para investimento são a agricultura, as pescas, o petróleo, a geologia, as infraestruturas, o comércio, a hotelaria e o turismo, e o ambiente, salientou a PwC, apresentando exemplos como os do peixe fresco e marisco, "que são levados de avião de Portugal todos os dias, o que é inacreditável".

Importante, salientou, é não ficar em Luanda: "O país está por fazer, o espaço de Luanda está ocupado, há muita concorrência, os empresários têm de sair do círculo à volta de Luanda e ver que as oportunidades ainda lá estão".

Quanto às dificuldades dos empresários, elas passam essencialmente pela falta de mão-de-obra qualificada, reduzida abertura da economia, uma forte estratégia protecionista e pela dificuldade de repatriamento de lucros.

Lusa
 

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Re: Relações Portugal-África
« Responder #50 em: Novembro 24, 2014, 06:42:57 pm »
Empresas portuguesas procuram oportunidades na Suazilândia


Uma missão de trinta empresas portuguesas a operar em Moçambique desloca-se na quarta-feira à Suazilândia, em busca de oportunidades de investimento no país vizinho, informou hoje a AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) em Maputo.

Segundo uma nota de imprensa da AICEP Portugal Global, que promove a iniciativa em parceria com a Embaixada de Portugal na capital moçambicana e com a SIPA (Swaziland Investment Promotion Authority), a missão integra empresas de construção e obras públicas, energia, materiais de construção, máquinas, consultoria em engenharia, ambiente e arquitectura, tecnologias de informação, equipamentos hospitalar, metalomecânica, produtos alimentares e bebidas, gestão de recursos humanos e serviços financeiros.

Na manhã de quarta-feira, decorre um seminário na capital da Suazilândia, Mbabane, com as presenças do embaixador de Portugal em Maputo, José Augusto Duarte, e da directora-geral da SIPA, Phumelele Dlamini, no qual serão abordadas "as oportunidades de investimento e negócio para as empresas portuguesas na Suazilândia, bem como o ambiente de negócios neste país", refere a nota de imprensa.

No mesmo dia, as empresas que integram a missão terão a oportunidade de realizar encontros com firmas e instituições suazis.

Lusa
 

 

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