Relações Portugal-China

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comanche

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Relações Portugal-China
« em: Agosto 30, 2007, 02:32:30 pm »
Portugal compra à China perto de 115 milhões de euros em bens por mês


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Portugal gastou uma média mensal de 156,6 milhões de dólares (114,81 milhões de euros) em importações da China na primeira metade do ano, não vendendo à China nem metade desse valor, demonstram dados que o governo chinês hoje adiantou.

Segundo estatísticas que o ministério do Comércio chinês (Mofcom) facultou à Lusa em Pequim, Portugal importou na primeira metade de 2007 bens chineses no valor total de 940 milhões de dólares (689,4 milhões de euros) e exportou para o gigante asiático 352,49 milhões de dólares (258,48 milhões de dólares).

Ainda assim, segundo os números do Mofcom, Portugal quase que conseguiu duplicar as exportações para a China, dos 187,54 milhões de dólares (137,53 milhões de euros) na primeira metade de 2006 para os 352,49 milhões de dólares (258,49 milhões de euros), uma subida de cerca de 88 por cento.

Comparando as primeiras metades de 2006 e 2007, as vendas da China para Portugal aumentaram menos, de 742,91 milhões de dólares (544,809 milhões de euros) para os 940 milhões de dólares (689,35 milhões de euros), ou seja, cerca de 26,5 por cento.

No total, de acordo com as estatísticas do Mofcom, o comércio bilateral entre a China e Portugal atingiu 1.292,49 milhões de dólares (947,85 milhões de euros) no primeiro semestre de 2007, mais 39 por cento do que no mesmo período de 2006.

Segundo os dados do Ministério chinês do Comércio (Mofcom), o volume comercial entre a China e Portugal representa 6,79 por cento do total do comércio entre a China e os 27 países da União Europeia, que atingiu na primeira metade do ano os 19,007 mil milhões de dólares (13,939 mil milhões de euros).

O comércio entre a China e Portugal representa também cerca de 6,85 por cento do total dos 18,85 mil milhões de dólares (13,82 mil milhões de euros) que constituem o volume comercial entre a China e os países de língua portuguesa.

 

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Lancero

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« Responder #1 em: Agosto 30, 2007, 02:42:55 pm »
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China’s trade with Portuguese-speaking nations totals US$18.8 billion in first half   [ 2007-08-30 ]  


Macau, China, 30 Aug – Bilateral trade between China and Portuguese-speaking countries rose by around 60 percent in the first half of 2007 to a total of US$18.8 billion, Portuguese news agency Lusa reported from Macau Wednesday.

Citing a non-identified official source, the agency said that “bilateral trade between Chin and the Portuguese-speaking nations continues to develop at a peak and should quickly reach the targets set last September in Macau to reach US$50 billion by 2009.”

Trade between China and the Portuguese-speaking countries saw strong growth from October 2003 when the Chinese government decided to give Macau the responsibility for promoting the development of economic relations with Lusophone countries by hosting the Economic and Commercial Forum and carrying out cooperation activities in several areas.

Between 2003 and 2006, trade more than tripled to a total of US$34 billion in 2006.

At the last ministerial meeting of the Forum, held in September 2006 in Macau, China, Portugal, Brazil, Angola, Mozambique, Cape Verde, Guinea Bissau and East Timor - Sao Tome and Principe was not present as it has diplomatic ties with Taiwan – decided to boost ties in the areas of government, trade, investment, corporate, agriculture and fisheries, infrastructure construction, natural resources, human resources and development.

The ministers from each country reiterated that “Macau should continue to actively carry out the role of platform in boosting economic and commercial cooperation between Chin and the Portuguese-speaking countries."

At the Macau Forum, China also committed to open up a credit line worth some US$100 million for development of infrastructures in African countries with Portuguese as an official language. (macauhub)


Fonte
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

Respeito
 

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comanche

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« Responder #2 em: Setembro 05, 2007, 04:24:47 pm »
Portugal/China: Secretário de Estado do Comércio satisfeito com abertura chinesa para reequilibrar saldo comercial entre os dois países.


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Lisboa, 05 Set (Lusa) - O secretário de Estado do Comércio, Fernando Serrasqueiro, manifestou hoje a sua satisfação com a abertura negocial da China para reequilibrar o saldo negativo da balança comercial entre os dois países, desfavorável a Portugal.

"Foi uma reunião simpática em que falámos globalmente das exportações portuguesas e do reequilíbrio do saldo comercial", disse o governante no final de um encontro em Lisboa com o vice-ministro do Comércio da República Popular da China, Liao Xiaoqui.

Segundo Serrasqueiro, a reunião em que se abordaram as relações económicas bilaterais, o aprofundamento da cooperação empresarial, as prioridades da Presidência Portuguesa da União Europeia em relação a este país asiático e a realização da 10ª Cimeira UE/China, foi "muito positiva".

"A China prometeu actuar ao nível de um conjunto de medidas para que o saldo comercial negativo português se atenue", garantiu o governante.

Para Serrasqueiro, "a China quer que comércio internacional com Portugal se caracterize pelo benefício mútuo".

"Para o comércio ser justo tem de ser equilibrado e um desequilíbrio tão acentuado não poderá subsistir", adiantou.

Para os próximos três anos, a meta de Portugal é duplicar o volume de negócios das exportações para a China.

O secretário de Estado referiu também que a China pediu uma lista de produtos portugueses destinados à exportação que vai ser ainda entregue pela AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

"Portugal pode exportar, entre outros produtos, moldes, maquinaria e tecnologias de informação e comunicação para a China. São produtos em que temos vantagens comparativas e competitivas", sublinhou.

Além disso, referiu que os dois responsáveis governamentais falaram da Cimeira UE/China e da Cimeira empresarial UE/China que se realizam na mesma data.

"Queremos que a Cimeira empresarial UE/China, seja um ponto forte no conjunto da Cimeira global".

Sobre o Centro de Distribuição de Macau disse também que foi um dos assuntos abordados pelos responsáveis dos dois países.

"Já formalizámos um acordo com uma empresa [de comércio internacional] em Zhuai, que tem delegações por todo a China, e agora falta fazermos a escritura, resolver outros pormenores, e pô-lo a funcionar", adiantou.

O governante português referiu igualmente que este Centro de Distribuição se vai localizar em Zhuai.

Serrasqueiro adiantou que na reunião se falou de que Portugal vai sugerir que a África seja um dos pontos que irá constar da ordem de trabalhos na Cimeira UE/África.

"O Fórum Cooperação de Macau é uma das peças de intervenção económica fundamental da China em África", sublinhou.

"A China é muito sensível às questões sobre a Africa. Daí que o Fórum [que integra também o Brasil e os restantes países de expressão portuguesa] seja já uma ligação institucionalizada com os países africanos", disse.

 

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comanche

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« Responder #3 em: Setembro 10, 2007, 11:33:12 pm »
Contactos na China vão aumentar receitas para portos portugueses

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Os contactos estabelecidos na China vão permitir aumentar as receitas dos portos portugueses entre 8 e 12 por cento até 2009, afirmou a secretária de Estados dos Transportes, em Pequim.
 


Em declarações à agência Lusa, Ana Paula Vitorino, destacou a competitividade dos portos portugueses e considerou que o impacto nas receitas poderá ser ainda maior "dependendo do tipo de mercadorias".

"Os portos portugueses afirmam-se, não pela dimensão, mas pela localização e pela capacidade que têm tido de conseguirem tempos altamente competitivos em relação a outros portos europeus", sublinhou.

A secretária de Estado assinou hoje um memorando de entendimento com o vice-ministro chinês das Comunicações para a cooperação económica entre os dois países, com especial enfoque no sector maritímo-portuário e presidiu à assinatura de um protocolo de colaboração entre o porto de Sines e o porto de Tianjin, que serve a zona de Pequim.

Segundo a secretária de Estado, a utilização dos portos portugueses pelas companhias chinesas permite-lhes uma redução de custos na cadeia logística, com tempos de carga e descarga mais baixos e tempos de espera e de acessos aos destinos também mais reduzidos.

Depois da manifestação de interesse do governo chinês em "estreitar laços", os portos portugueses poderão esperar que o movimento de navios e cargas com destino ou origem na China cresça três a seis vezes até 2009, para um total de 7,3 milhões de toneladas de contentores.

Entre os cinco maiores portos portugueses, Sines é o que tem maiores ambições na captação de tráfego marítimo chinês, que deverá passar a representar quase ujm quinto do movimento total.

Não porque o porto de Sines esteja a ser privilegiado mas porque é, entre os portos portugueses, o que oferece as condições mais indicadas para o tráfego inter-continental.

"O porto de Sines tem um papel bem definido no sistema portuário português, é o porto natural de águas profundas e oferece grande capacidade de `transhipment"", explicou Ana Paula Vitorino.

Assim, o porto de Sines poderá acolher em 2009, mais de 5 milhões de toneladas de contentores, contra as actuais 500 mil, com origem ou destino na China. O porto de Sines tem em curso investimentos como a expansão do terminal XXI, de contentores, que inclui a aquisição de equipamento que permitirá operar os maiores porta-contentores do mundo.

Na comitiva de Ana Paula Vitorino, além da presidente do conselho de administração do porto de Sines, Lídia Sequeira, estão incluídos os presidentes dos portos de Lisboa, de Setúbal e um administrador do porto de Leixões.

"Todos os portos portugueses serão beneficiados com o aumento do tráfego, porque cada um deles tem as suas especificidades", garantiu Ana Paula Vitorino.

Fora da visita ficou o porto de Aveiro, porque não movimenta carga contentorizada.

Mas o memorando de entendimento hoje assinado pelos dois governantes, "não se limita ao sector marítimo-portuário", sublinhou a secretária de Estado portuguesa.

"Cobre um conjunto de matérias que vão do transporte marítimo à construção e gestão portuária, mas também à construção e manutenção de auto-estradas, pontes e túneis, a sistemas inteligentes de transportes, formação e informação, logística e outros domínios do interesse para ambos os países".

A delegação portuguesa parte terça-feira para Xangai, onde deverá visitar as obras da Expo 2010 e onde está prevista uma bolsa de contactos entre empresários.

 
 

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comanche

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« Responder #4 em: Setembro 14, 2007, 01:01:46 am »
Tráfego da China viabiliza expansão do Porto de Sines

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Estão criadas as condições para o porto de Sines receber navios porta contentores de grande dimensão com origem na China até ao final do ano. E a prazo viabilizar os planos de expansão do único porto nacional de águas profundas. A garantia foi ontem dada pelo administrador-delegado da PSA, empresa do Porto de Singapura que é concessionária do terminal XXI, Jorge Almeida, na sequência da visita oficial da secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, à China.

A PSA está em negociações avançadas com os dois grandes operadores marítimos chineses para contratos regulares de transporte (uma vez por semana): a China Shipping, e a COSCO. Apesar de não ter sido assinado a carta de intenção prevista com a China Shipping, o responsável da PSA sublinhou que as reuniões tiveram resultados acima das expectativas, tendo ficado claro o interesse das companhias marítimas chinesas em utilizar Sines no tráfego para a Europa e Península Ibérica.

A China Shipping quer mesmo um acordo de exclusividade ou privilégio no terminal dois, já em fase de concurso, mas essa é uma matéria para negociações, na medida que tem um custo operacional associado, realça, já que a PSA quer atrair os operadores globais para a sua concessão e está a conversar com mais empresas. Para as grandes companhias, é importante a exclusividade, pois permite minimizar o risco de tempos de espera que custam aos grandes navios cerca de 100 mil euros por dia.

Se houver um contrato de exclusividade com a China Shipping no cais dois, no caso da oferta ser irrecusável, então uma carreira regular terá de ficar para a terceira fase do terminal, explica Jorge Almeida. O que é positivo, diz, é que o interesse de vários operadores permite não só viabilizar a expansão do terminal, como a terceira fase prevista no contrato e eventualmente até novos terminais, já que Sines não tem limitações para crescer.

A conclusão do segundo cais - um investimento de 35 a 40 milhões de euros previsto para o Verão de 2008 - dará ao Porto de Sines a capacidade para receber carreiras regulares mais navios, super porta-contentores, e responder às necessidades destes grandes operadores. Mas antes, e até ao final do ano, deverá haver navios a chegar do Extremo Oriente, graças à instalação do novo pórtico da PSA, que está já a caminho a partir de Singapura, e que permite receber os maiores navios com 20 fileiras de contentores. A instalação está prevista para Outubro.

Hoje, o tráfego entre a China e Portugal é da ordem das 100 mil toneladas, mas a maioria chega por portos estrangeiros em especial, via Espanha, sendo que as companhias chinesas querem também reforçar a sua quota, hoje marginal, nesse tráfego. A ligação directa desta carga aos portos nacionais vai permitir às empresas nacionais poupar em custos de transhipment . | A jornalista viajou a convite da Secretaria de Estado
 

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zocuni

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« Responder #5 em: Setembro 14, 2007, 11:21:53 pm »
Tudo bem,

Será que agora vamos ter o "porto dos trezentos". :nice:

Abraços,
zocuni
 

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comanche

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« Responder #6 em: Setembro 29, 2007, 02:35:34 pm »
Portugal pede a Pequim para agir sobre junta militar birmanesa



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A embaixada de Portugal na China apelou junto do governo chinês para que Pequim pressione o governo birmanês a terminar com a repressão sangrenta das manifestações no país, disseram hoje diplomatas europeus na capital chinesa.
 


"Portugal, enquanto presidente em exercício da União Europeia (UE), fez na sexta-feira diligências junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros na China, dando conta da preocupação da UE pelos acontecimentos na Birmânia", disseram as mesmas fontes à Agência Lusa em Pequim.

Portugal, Alemanha e Eslovénia, os dois outros países membros da troika comunitária, "pediram à China que faça tudo dentro do possível para influenciar a junta militar no poder a por termo à repressão armada dos protestos pacíficos", segundo as mesmas fontes, que pediram o anonimato devido às regras do serviço diplomático do país que representam.

As diligências formais que Portugal levou a cabo seguem-se aos apelos da UE e dos Estados Unidos para que a China, a Índia e outros outros países da região façam uso de toda a sua influência para acalmar a situação na Birmânia.

Na repressão armada da maior onda de contestação ao regime birmanês nos últimos 20 anos, a junta militar no poder matou já pelo menos 13 pessoas e fez centenas de prisioneiros, causando uma leva de indignação mundial.

A China subiu hoje de tom os apelos à calma na Birmânia, com o próprio primeiro-ministro chinês a apelar à estabilidade no país, a primeira vez que a liderança de topo chinesa comenta o assunto.

Segundo um comunicado na página do governo chinês na Internet, Wen Jiabao destacou a importância dos "meios pacíficos" para a estabilidade, e da "democracia e desenvolvimento" na Birmânia.

"A China espera que todas as partes envolvidas na Birmânia demonstrem moderação e espera que a estabilidade volte através de meios pacíficos para a promoção da reconciliação nacional e para chegar à democracia e ao desenvolvimento", disse Wen durante um encontro com o primeiro-ministro britânico Gordon Brown, segundo o comunicado.

Na sexta-feira, a comissária europeia para as Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner, apelou à China para pressionar a Birmânia.

"Estão a ser feitos esforços para exercer influência e penso que a China tem vindo a trabalhar de forma discreta, mas queremos memo um solução eficiente e imediata, para ter-mos a certeza de que não há mais mortos e feridos", disse a comissária em entrevista a uma rádio alemã.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

 
 

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comanche

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« Responder #7 em: Janeiro 10, 2008, 02:20:50 pm »
Portos: Pequim saúda novo serviço directo de carga entre a China e Portugal

Pequim, 10 Jan (Lusa) - A abertura da nova linha de transporte marítimo de mercadorias entre a China e o porto de Sines reflecte o aumento da visibilidade do comércio entre a China e Portugal, disse hoje à Agência Lusa um responsável oficial chinês.



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"A abertura do novo serviço demonstra que o comércio sino-português está já a atrair a atenção do sector dos transportes navais", disse à Agência Lusa o director para os assuntos regionais do Departamento Internacional do Ministério das Comunicações da China, Wei Win.

A armadora suíça Mediterranean Shipping Company (MSC) inaugura hoje um novo serviço regular directo entre a China e Sines, que permitirá reduzir a duração do transporte entre o gigante asiático e porto português.

A nova linha, que nasce na sequência de uma recente viagem à China da secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, reduz para 20 dias a ligação desde Xangai, o centro económico e industrial da China e para 17 dias a ligação a partir de Hong Kong, segundo informações da MSC e da Autoridade do Porto de Singapura, concessionária do terminal de Sines.

A chegada hoje a Sines do navio MSC Bengal marca o arranque da nova ligação, que será "por enquanto só de importação", como disse à Lusa em Dezembro o director da MSC Portugal, Carlos Vasconcelos.

Com sede na cidade Suiça de Genebra, a MSC é a segunda empresa armadora do mundo no transporte de contentores, com 362 navios porta-contentores.

 

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comanche

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« Responder #8 em: Janeiro 17, 2008, 11:24:24 am »
Vinhos do Alentejo: Exportações para a China aumentaram 34,9 por cento em 2007

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Évora, 17 Jan (Lusa) - As exportações de vinho do Alentejo para a China aumentaram 34,9 por cento em 2007, em comparação com 2006, apesar das dificuldades encontradas no mercado chinês, segundo a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA).

Em 2007, de acordo com a CVRA, os produtores do Alentejo exportaram 532.530 litros de vinho para aquele país asiático, mais 137.837 litros que em 2006, mantendo o quinto lugar no "ranking" dos países importadores dos vinhos desta região.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da CVRA, Joaquim Madeira, reconheceu hoje que o mercado da China está em crescimento, mas "apresenta dificuldades, sendo mais apetecível para as grandes potencias produtoras".

O director-geral da Adega Cooperativa de Borba, Francisco Henriques, manifestou idêntica opinião, afirmando que o mercado chinês "continua bastante dinâmico", apesar de ser difícil.

"O mercado da China é difícil, porque é preciso investir bastante quer em termos de marketing, quer na apresentação dos vinhos e na dinamização da marca", disse.

Apesar das dificuldades, segundo o mesmo responsável, a adega de Borba pretende "alargar as exportações, obtendo novos clientes no mercado chinês".

O presidente da CVRA congratulou-se por a Adega de Borba estar a fazer "um importante trabalho de divulgação e comercialização dos vinhos alentejanos na China".

Entre os produtores de vinho do Alentejo que exportam para a China está a Sociedade Agrícola Quinta do Carmo, uma empresa do grupo francês Rothchild e do empresário Joe Berardo, instalada nos arredores de Estremoz, que começou em 2006 a exportar vinhos de "gama alta" para aquele mercado do Oriente.

Por outro lado, de acordo com a CVRA, os vinhos do Alentejo aumentaram, nos últimos dois anos, as exportações para fora da União Europeia (UE) em 46,8 por cento.

Angola, que importou mais de dois milhões de litros em 2007, passou a liderar o "ranking" dos países importadores dos vinhos do Alentejo, destronando os Estados Unidos do primeiro lugar que detinha há cerca de uma década e que passou para a terceira posição.

No ano passado, os vinhos do Alentejo exportaram para fora da UE 8,12 milhões de litros, mais 2,58 milhões do que em 2006.

Segundo a CVRA, o aumento "apenas diz respeito a vinhos certificados com Denominação de Origem, daí que não tenham sido contabilizados os valores relativos aos vinhos de mesa e a granel".

Em 2007, as exportações para Angola aumentaram 69,1 por cento, em relação a 2006.

Angola, Brasil, Estados Unidos, Suiça, China e Canadá são, respectivamente, os actuais primeiros seis mercados dos vinhos da região alentejana.

 

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comanche

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« Responder #9 em: Agosto 19, 2008, 03:12:31 pm »
China: Investidor português aposta no clube China Doll para revolucionar noite de Pequim

Vera Penêda, Agência Lusa

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Pequim, 19 Ago (Lusa) - O China Doll, um dos novos clubes nocturnos de referência em Pequim, nasceu com investimento português para criar um espaço e uma marca de diversão artística que estão a modificar a noite na capital chinesa.

"'The Art of Play' é o conceito do China Doll", contou em entrevista à Agência Lusa Nuno Gonçalves Pedro, o investidor português que participou na estratégia, financiamento e definição da marca do novo clube.

A imagem preta e encarnada da pequena boneca chinesa pretende ser o símbolo de uma vida nocturna onde a arte contemporânea e a diversidade musical se juntam para algumas das festas nocturnas mais badaladas da capital chinesa.

Além de Nuno Gonçalves Pedro, cerca de 15 investidores chineses e estrangeiros de diferentes áreas profissionais, incluindo a premiada actriz chinesa Ai Wan e o célebre designer Wu Ying, fundaram o China Doll.

"Eu estava muito interessado no mundo dos clubes, tenho negócios em comum com um dos fundadores, que me mostrou o plano do China Doll e acabei por envolver-me no projecto", referiu o elemento do conselho estratégico da empresa, satisfeito com a iniciativa.

"Sentia falta de um clube em que me sentisse em casa", contou Nuno Gonçalves Pedro, que está na China há cerca de dois anos, onde trabalha numa consultora internacional, depois de ter vivido em Lisboa, Madrid, Paris e Londres.

O espaço amplo inclui uma pista de dança, uma zona lounge e oito salas VIP, numa atmosfera intimista de cor em que os amantes da vida nocturna dançam entre obras de arte e brindam sentados em peças de design de autor.

"O clube em si é uma obra de arte desenvolvido pelo nosso designer e por artistas chineses, e todas as peças artísticas que ali se encontram, estão à venda e podem comprar-se", explicou o sócio português.

No interior do China Doll ouvem-se vários idiomas, cruza-se gente entre os 25 e os 40 anos, todos estão vestidos para a festa, bem dispostos e com cocktails na mão.

Segundo Nuno Gonçalves Pedro, "além da diversidade musical do house, hip hop ou afro trazida por Dj's de todo o mundo, também são as pessoas e o ambiente que fazem do China Doll um espaço eclético".

O clube chinês tem como objectivo cativar um grupo de pessoas que asseguram uma ligação entre o Ocidente e o Oriente na noite de Pequim.

"Existe uma convergência entre o público chinês que privilegia as artes, a cultura e a vontade de levar a China para a dimensão internacional, e os estrangeiros que vivem há algum tempo na China", especificou, acrescentando que "são pessoas bem sucedidas, de espírito aberto e apreciadoras de arte".

Com aposta no conceito de zonas exclusivas a "membros do clube" e praticamente sem recurso à publicidade, o China Doll quer cultivar uma atmosfera privada inspirada na cena nocturna de Londres.

"Queríamos um espaço intimista, onde as pessoas se sentem em casa, muito à semelhança do que existe em Londres. Como não existia em Pequim, tentámos criá-lo", justificou.

A página de internet, a publicidade de boca-a-ouvido e as relações com os meios de comunicação são as apostas para encher a casa desde que a abertura aconteceu em Junho.

"Todas as semanas temos atingido recordes. Aos sábados, somos o clube número 1 da cidade, mas temos casa cheia três a quatro noites por semana", disse o sócio, sem revelar o valor do investimento.

O China Doll ocupa 1600 metros quadrados no último andar de um centro comercial na avenida de Sanlitun, uma zona célebre pela diversão nocturna, que beneficiou de uma forte renovação comercial e habitacional para receber os Jogos Olímpicos de Pequim.

O investidor português garantiu que o China Doll aproveitou o momento dos Jogos para abrir as portas mas assegurou que não é mais um clube da moda, mas "uma marca que veio para ficar e que daqui a cinco ou 10 anos ainda será reconhecida na noite de Pequim".

Lusa/Fim.

 

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HSMW

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« Responder #10 em: Novembro 30, 2008, 05:52:36 pm »
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A China vai exigir o código-fonte a todas as empresas que exportem hardware para o seu país


A China vai começar a pedir o código-fonte de todos os produtos que importa a todos os fabricantes de hardware. A medida, ainda em estudo, vai excluir do imenso e apetitoso mercado chinês todas as empresas que se recusarem a ceder ao governo de Pequim o código-fonte dos seus produtos. Segundo a China, tratar-se-á de “um sistema de acreditação obrigatória para produtos de segurança de TI (Tecnologias de Informação)”.

Contudo, a alegação de que vai permitir que o governo chinês “impeça que vírus e hackers coloquem sistemas fora-de-serviço”, não é credível. Desde logo, porque a China é da maiores fontes mundiais de virus e de hackers, e depois porque no âmbito desta medida, o governo terá acesso ao código-fonte usado para construir, p.ex. leitores de cartões e sistemas de reconhecimento de voz e íris que poderão depois ser usados pelo Governo para aumentar a espionagem sobre os seus próprios cidadãos e levar mais uns bons milhares para “campos de reeducação”. E como se não bastasse… Na posse desta informação, o que impedirá o cada vez mais numero “ciber-exército” de hackers do exército chinês de usar esta informação para aumentar os seus ataques contra sistemas informáticos Ocidentais?
Apesar destas bem fundadas reservas, não acreditamos que as empresas que exportam para a China tenham a devida força para resistir a esta medida, tal é a dimensão do mercado chinês. Pois se no passado, empresas como a Yahoo e a Google (”do no evil”) cederam a estas pressões e ou entregaram utilizadores dos seus sistemas diretamente para o sistema prisional chinês ou se aceitaram censurar a página de resultados do www.google.cn, então como acreditar que resistirão desta vez? Bem… talvez o façam… é que se cederem o seu código-fonte ao governo chinês… quanto tempo acham que este vai deixar passar até o reenviar para empresas de TI chinesas, e assim, talvez os acionistas e gestores destas empresas multinacionais tenham argumentos bastantes para resistir a esta nova pressão chinesa. Veremos… Já a partir de maio de 2009.
Fonte: www.movv.org


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Chicken_Bone

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« Responder #11 em: Novembro 30, 2008, 06:38:36 pm »
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Há 1 mes ou algo do genero, o Google, Yahoo e outras mais assinaram um acordo em q n cederiam a censura chinesa.
"Ask DNA"
 

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« Responder #12 em: Novembro 30, 2008, 08:47:58 pm »
Citação de: "Chicken_Bone"
Só para contribuir para informaçao:

Há 1 mes ou algo do genero, o Google, Yahoo e outras mais assinaram um acordo em q n cederiam a censura chinesa.

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André

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« Responder #13 em: Janeiro 21, 2009, 06:29:02 pm »
China quer aumentar importações de produtos competitivos portugueses

O chefe da diplomacia chinesa, Yang Jiechi, afirmou hoje que a China quer intensificar as relações económicas e comerciais com Portugal através da importação de produtos competitivos e da cooperação em diferentes áreas.

"A China gostaria de intensificar a cooperação com Portugal na parte económica e comercial (...) importar mais produtos competitivos, como circuitos integrados, cortiça e condensadores (...) e explorar a cooperação nas áreas das energias renováveis, logística portuária e da protecção do meio ambiente", disse Yang Jiechi à imprensa após um encontro em Lisboa com o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado.

O ministro chinês prometeu ainda "incentivar as empresas chinesas capazes e reputadas a irem a Portugal e procurarem novas oportunidades de negócios".

Yang Jiechi sublinhou, como Luís Amado, o "balanço muito positivo" de 30 anos de relações diplomáticas entre Portugal e a China, aniversário que se assinala dentro de dias, e a intenção de ambos de reforçar o diálogo político.

Questionado sobre a candidatura de Portugal a um lugar não-permanente no Conselho de Segurança da ONU no biénio 2011-2012, uma das principais prioridades da política externa portuguesa, o ministro chinês sublinhou o papel "muito positivo" de Portugal no âmbito internacional mas disse apenas que "a China está a estudar seriamente o pedido".

Lusa

 

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Chicken_Bone

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(sem assunto)
« Responder #14 em: Abril 12, 2009, 02:31:44 am »
Para nao abrir outro topico...

Países emergentes compram casas de luxo em Portugal


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Onda de grandes aquisições começou há um anoO mercado das casas de luxo em Portugal está a viver um período de alguma euforia como já não se via há muitos anos, diz o «Expresso».

A onda de grandes aquisições começou há cerca de um ano quando um conhecido empresário chinês com negócios em Portugal pagou 10 milhões de euros pelo palácio Quinta Patiño, no Estoril.

Há pouco mais de uma semana, um representante da família real dos Emirado Árabes Unidos visitou Lisboa com o intuito de comprar um palacete por uma quantia de «muitos milhões de euros», de acordo com o gestor da Sothebys, Tiago Queiroga. Esta mesma empresa está a finalizar um negócio com uma conhecida figura pública austríaca para a compra de uma casa apalaçada na baía de Cascais, datada de 1886. O preço estimado é de 7 milhões de euros.

Mas não fica por aqui. Há também chineses e angolanos às compras no país.


http://www.agenciafinanceira.iol.pt/not ... iv_id=1730
"Ask DNA"
 

 

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