Relações Portugal-China

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Re: Relações Portugal-China
« Responder #60 em: Agosto 01, 2012, 02:24:08 pm »
China aumentou em 64% compras a Portugal


A China comprou a Portugal até Junho produtos no valor de 778 milhões de dólares (633 milhões de euros), mais 63,9 por cento do que no primeiro semestre de 2011, indicam dados oficiais hoje divulgados. Já para Portugal - terceiro parceiro comercial da China no universo lusófono - seguiram, até junho, mercadorias chinesas avaliadas em 1,2 mil milhões de dólares (997 milhões de euros) - menos 11,8 por cento em relação ao período homólogo do ano passado -, segundo as estatísticas dos Serviços da Alfândega da China.

Com efeito, o volume das trocas comerciais luso-chinesas atingiu 2 mil milhões de dólares (1,6 mil milhões de euros) na primeira metade do ano, reflectindo um crescimento anual na ordem dos 7,4 por cento.

Entre Janeiro e Junho, as trocas comerciais entre a China e os oito países de língua portuguesa aumentaram 22 por cento em termos anuais, alcançando 63,7 mil milhões de dólares (51,8 mil milhões de euros).

Os dados divulgados incluem São Tomé e Príncipe, apesar do país manter ligações com Taiwan e não participar directamente no Fórum Macau.

A China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa no ano de 2003, altura em que estabeleceu o fórum que se reúne ao nível ministerial de três em três anos.

Lusa
 

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Re: Relações Portugal-China
« Responder #61 em: Setembro 23, 2012, 01:00:29 pm »
Portugueses esperam vender 10 milhões de sumos na China


A Sumol-Compal, considerada o maior fabricante português de bebidas não-alcoolicas, espera vender cerca de 10 milhões de embalagens de sumo por ano na China continental até 2015, indicou hoje à agência Lusa um quadro da empresa.

"Os nossos objetivos são mais elevados, mas a partir dos quinhentos contentores por ano, o mercado torna-se interessante", disse o responsável da Sumol-Compal para a Asia e Americas, Júlio Gomes. Um contentor tem 1.600 caixas de 12 embalagens.

Embora a empresa seja conhecida em Macau há uma década, só em 2008 começou a tentar implantar-se no resto da China, em particular em Xangai, Cantão, Pequim e outras grandes cidades.

"É um mercado muito atraente, devido à sua dimensão, e um mercado muito curioso em relação a tudo o que é estrangeiro, mas também difícil. A distribuição é um grande problema", realçou.

Segundo Júlio Gomes, o consumo anual de sumos na China ronda os 15 mil milhões de litros (13 litros per capita), e mais de 80 por cento das vendas são asseguradas por marcas locais, mais baratas que as importadas.

"Temos que ser muito persistentes e investir tempo para ganhar a confiança dos clientes. A primeira coisa é tentar perceber a cultura chinesa e, sem esquecer os nossos valores, tentar adaptar-nos à forma de funcionar dos chineses", acrescentou.

A Sumol-Compal contratou, entretanto, um agente chinês para acompanhar as operações da empresa na China e que está por ora sedeado na capital chinesa.

Ainda este ano, os cinco supermercados de uma cadeia de Pequim muito frequentada pela comunidade estrangeira começarão a vender os sumos da Sumol-Compal: "O primeiro contentor chega já em outubro", adiantou Júlio Gomes.

O investimento daquela empresa coincide com um bom momento das exportações portuguesas para a China.

Pelas contas da Administração-geral das Alfândegas Chinesas, nos primeiros sete meses de 2012, as exportações portuguesas aumentaram 59,46 por cento em relação a igual período de 2011, para 737,75 milhões de euros.

Lusa
 

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Re: Relações Portugal-China
« Responder #62 em: Outubro 11, 2012, 02:07:42 pm »
Vestuário português à conquista de Xangai


Seis empresas portuguesas de têxteis e vestuário estão representadas na Intertextile Xangai 2012, numa das maiores participações de sempre naquele certame internacional, que decorrerá de 22 a 25 de Outubro, anunciou hoje à agência Lusa uma responsável do sector. «Todas as empresas já vendem para a China e lá estaremos com o nosso pavilhão e a nossa marca, "From Portugal"», disse Sofia Botelho, directora da Seletiva Moda, o organismo da Associação de Têxteis e Vestuário de Portugal encarregue de promover o país nas feiras internacionais.

A Intertextile Xangai 2012, organizada pela Messe Frankurt, reunirá cerca de mil expositores de 28 países e regiões, da Argentina ao Vietname. Descrita como «capital económica da China», Xangai é a maior e mais cosmopolita cidade chinesa, com cerca de 23 milhões de habitantes

Arco, Lemar, Riopele, Somelos, Teviz e Troficolor são as empresas portuguesas representadas na Intertextile Xangai 2012, considerado um dos mais concorridos certames do género no continente asiático.

A feira coincide com um bom momento das exportações portuguesas para a China.

Segundo a Administração-Geral das Alfandegas Chinesas, as vendas de Portugal para a China cresceram 52,8% nos primeiros oito meses de 2012, ultrapassando os mil milhões de dólares (778 milhões de euros), um valor que em 2011 só foi atingido no final do ano.

«Os números são animadores e mostram que as empresas portuguesas estão agora mais atentas à China», comentou na altura o embaixador português em Pequim, José Tadeu Soares.

No caso dos tecidos, o aumento das exportações para a China situa-se nos 70 a 80 por cento, segundo fontes do sector.

«A confecção, na China, é mais barata, mas a nossa matéria-prima e o que temos para oferecer - design, moda, inovação, qualidade e serviço - é um valor acrescentado», realçou na primavera passada em Pequim a directora da Seletiva Moda.

Lusa
 

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Re: Relações Portugal-China
« Responder #63 em: Outubro 31, 2012, 11:46:11 am »
Produtos portugueses à venda em supermercados de Xangai


Chocolates, águas minerais, conservas e outros produtos portugueses vão começar a ser vendidos em Xangai a partir de Novembro, em nove supermercados especializados em comidas e bebidas importadas, anunciou hoje à agência Lusa um gestor da cadeia chinesa. "Os produtos alimentares portugueses têm alta qualidade, são muito saborosos e competitivos", afirmou o vice-director-geral da City Shop, Richard Zhang, que concluiu esta semana uma visita de oito dias a Portugal.

A viagem, organizada pelo Consulado-geral de Portugal em Xangai e pela delegação local da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), envolveu contactos com 12 empresas do setor, em várias cidades portuguesas.

"Os primeiros produtos que importámos de Portugal são chocolates e águas minerais, que já estão na alfândega [em Xangai] e que esperamos começar a vender na próxima semana", adiantou Richard Zhang.

"Encomendámos também sumos de frutas e conservas de peixe, que deverão chegar ainda em Novembro, e contamos vender cada vez mais produtos portugueses", acrescentou.

Fundada em 1995, a City Shop faturou cerca de 48 milhões de euros no ano passado e já abriu também uma loja em Pequim.

Descrita como "capital económica da China", Xangai é também a maior e mais cosmopolita cidade chinesa, com cerca de 23 milhões de habitantes.

Segundo Richard Zhang, a maioria dos clientes da City Shop (60 por cento) é constituída por estrangeiros residentes em Xangai, mas os outros 40 por cento pertencem às novas "classe média e média alta" da cidade.

Pelas contas portuguesas, as exportações para a China de produtos alimentares "made in Portugal" quase triplicaram nos últimos três anos, somando 23 milhões de euros em 2011, mas, no conjunto, o sector representa menos de três por cento do total.

Nos primeiros oito meses deste ano, as exportações portuguesas para a China cresceram 52,8% em relação a igual período de 2011, ultrapassando os 1.000 milhões de dólares (778 milhões de euros).

Lusa
 

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« Responder #64 em: Janeiro 11, 2013, 04:15:38 pm »
Bank of China abre primeira delegação em Portugal em Março




O Bank of China tenciona abrir a primeira delegação em Portugal em Março próximo, revelou hoje a presidente do PS, Maria de Belém Roseira, após um encontro em Pequim com o líder daquela instituição financeira estatal chinesa. "O presidente do Bank of China transmitiu-nos que já recebeu autorização da entidade reguladora portuguesa, o Banco de Portugal, e tenciona abrir a primeira delegação em Março", disse Maria de Belém Roseira à agência Lusa.

Será a primeira delegação de um banco chinês em Portugal, mas "há vários contactos" entre bancos dos dois países, salientou a presidente do PS.

"O sistema financeiro português é muito apreciado pela sua solidez, organização e modernização", acrescentou.

Maria de Belém Roseira termina no sábado uma visita de seis dias à China, a convite do Partido Comunista Chinês, acompanhada por quadros dirigentes do PS e dez empresários.

É a primeira delegação do género desde que os dois partidos estabeleceram relações políticas, há cerca de três décadas.

"Temos um relacionamento franco e amigo com o Partido Comunista Chinês, o que cria uma base de confiança para aprofundar as oportunidades económicas", afirmou a presidente do PS.

O Bank of China é o quarto maior banco estatal chinês, com operações em mais de trinta países.

Em Pequim, Maria de Belém Roseira encontrou-se também com o presidente do China Development Bank, que concedeu um empréstimo à EDP no valor de mil milhões de euros e que voltará a emprestar mil milhões de euros no início de 2014, tal como ficou acordado por altura da privatização. Já o Bank of China concedeu um empréstimo à EDP de 800 milhões de euros.

A visita da delegação do PS à China ocorre num bom momento das relações económicas luso-chinesas.

Nos primeiros onze meses de 2013, as exportações portuguesas para a China cresceram 34,39% em relação a igual período do ano passado, excedendo pela primeira vez os mil milhões de euros, indicam estatísticas chinesas.

Segunda maior economia mundial, a China está hoje entre os dez maiores mercados de Portugal, numa subida de mais de 20 lugares em relação a 2000.

A China Three Gorges, pagou cerca de 2,7 mil milhões de dólares por 21,35% do capital da EDP, tornando-se este ano o maior accionista da eléctrica portuguesa. Foi um dos maiores investimentos chineses na Europa.

Uma outra grande empresa estatal chinesa, a State Grid, comprou 25% do capital da REN (Redes Energéticas Nacionais) por 287,15 milhões de euros.

Questionada pela agência Lusa sobre o crescente investimento chinês em Portugal, Maria de Belém Roseira disse que, "desde que sejam asseguradas as metodologias impostas pela nossa cultura democrática", o PS vê isso "com muito bons olhos".

"A China será um actor global com cada vez mais força e uma presença chinesa em Portugal abre-nos também novos perspectivas", acrescentou.

A China Three Gorges, pagou cerca de 2,7 mil milhões de dólares por 21,35% do capital da EDP, tornando-se este ano o maior accionista da eléctrica portuguesa. Foi um dos maiores investimentos chineses na Europa.

Uma outra grande empresa estatal chinesa, a State Grid, comprou 25% do capital da REN (Redes Energéticas Nacionais) por 287,15 milhões de euros.

Questionada pela agência Lusa sobre o crescente investimento chinês em Portugal, Maria de Belém Roseira disse que, "desde que sejam asseguradas as metodologias impostas pela nossa cultura democrática", o PS vê isso "com muito bons olhos".

"A China será um actor global com cada vez mais força e uma presença chinesa em Portugal abre-nos também novos perspectivas", acrescentou.

Lusa
 

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« Responder #65 em: Janeiro 24, 2013, 01:17:29 pm »
Portugal tem sectores "muito apetecíveis" para os empresários chineses


O turismo, ramo automóvel, aeronáutica e tecnologia ligada à saúde são alguns dos sectores "muito apetecíveis" para os empresários chineses investirem em Portugal, defendeu hoje a delegada da AICEP em Macau, Maria João Bonifácio. "Portugal acolhe investimento em todas as áreas. O sector automóvel é muito importante em Portugal e gostaríamos de ver investimento (nessa área), o sector da aeronáutica, - já criámos um "cluster" com a presença da Embraer em Portugal -, e há outros sectores muito apetecíveis, como os moldes, toda a parte de máquinas, tecnologias, medicina e saúde", disse.

A nova conselheira económica da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) em Macau falava aos jornalistas à margem de um seminário sobre o novo programa de Autorização de Residência para Actividade de Investimento (ARI), depois de uma apresentação na qual referiu as oportunidades de investimento em vários projectos turístico-imobiliários, nomeadamente no oeste, Alentejo e norte do país.

Realizado no consulado português em Macau, o seminário foi dirigido a uma plateia de empresários, advogados, financeiros e responsáveis ligados à banca, que o cônsul de Portugal em Macau e Hong Kong, Manuel Carvalho, definiu como "alavancadores" do programa.

"É um convite para as pessoas investirem em Portugal. (...) Penso que será um produto altamente competitivo face a outros do género que existem a nível mundial", disse o cônsul, ao destacar que "Macau é uma excelente plataforma para a operacionalização deste projecto".

Não foi divulgado o número de pedidos feitos ao abrigo do novo programa até à data.

"Já há alguns e julgo que da parte de chineses. (...) É um programa novo iniciado em Outubro e ainda não temos processos fechados, mas já há vários pedidos de vistos", disse a conselheira económica, que sustentou que o ARI "pode ser muito útil para os chineses que querem ter acesso ao mercado da União Europeia".

O ARI ou "Golden Residence Permit" é a medida do Governo português para atrair o investimento estrangeiro, válida para operações feitas desde 08 de Outubro. A autorização de residência é destinada aos não europeus que transfiram capitais em valor superior a um milhão de euros, e que abram negócios com mais de 30 postos de trabalho ou adquiram imóveis de pelo menos 500 mil euros.

A autorização de residência é concedida por um ano e renovável por dois períodos de dois anos, sempre mediante comprovativos da operação financeira e da idoneidade do investidor.

Além da promoção do programa ARI, Maria João Bonifácio defendeu o interesse em "captar outro tipo de investimentos e dinamizar as exportações portuguesas e trocas comerciais com a China, Macau e Hong Kong".

"Temos uma Europa economicamente enfraquecida, os Estados Unidos não estão economicamente a progredir da forma como seria expectável, e a Ásia é um parceiro normal. É quase evidente que a Ásia será um local de aposta das empresas portuguesas", disse.

Em funções em Macau desde o início de Janeiro, Maria João Bonifácio reiterou o objectivo de "diversificar as exportações" de Portugal para o território e disse já ter tido "alguns contactos com empresas portuguesas que querem explorar o mercado asiático, de variadíssimas áreas, incluindo arquitectura, engenharia, e comércio".

Lusa
 

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« Responder #66 em: Fevereiro 20, 2013, 10:27:38 am »
Nuno Crato na China para estabelecer parcerias na área da ciência e tecnologia


O Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, vai estar durante a próxima semana na China, na sequência da assinatura de Memorando de Entendimento que prevê parcerias na área da ciência e tecnologia. Nuno Crato parte segunda-feira para a China, onde se deverá reunir com o seu homólogo, o ministro da Ciência e Tecnologia da República Popular da China, Professor Wan Gang.

A viagem surge no seguimento do encontro registado em Junho do ano passado, quando "os dois países se comprometeram a fomentar a cooperação nas áreas da Ciência e Tecnologia, envolvendo empresas, instituições de ensino superior e unidades de investigação", refere uma nota de imprensa do gabinete do ministro, que aponta ainda as "tecnologias de informação, energias renováveis, nanotecnologia e materiais e biotecnologia" como áreas de interesse.

A agenda do ministro, que deverá permanecer cinco dias na China, conta com uma visita ao Centro Nacional de Nanociência e Tecnologia, ao Instituto de Material Médico da Academia de Ciências Médicas da China e ao Instituto de Física da Academia de Ciências.

As outras actividades previstas na agenda do governante passam por visitas às Universidades de Tsinghua, Pequim, Zhejiang, Tongji e à Shanghai Ocean University.
Durante o encontro, será assinado um Acordo Sino-Português para a criação de um Centro de Inovação Conjunto na área de Materiais Avançados na Universidade de Zhejiang, a qual acolherá a sede deste centro.

O presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia, Miguel Seabra, faz parte da comitiva portuguesa, que conta ainda com responsáveis de diversas instituições, entidades e empresas, "com o intuito de reforçar laços de cooperação científica e tecnológica com parceiros chineses nas suas áreas, ao abrigo do novo Centro Conjunto”, refere o gabinete do ministério da Educação.

Responsáveis do Instituto Superior Técnico e de outras cinco universidades (Minho, Porto, Aveiro, Nova de Lisboa, Trás-os-Montes e Alto Douro) assim como do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos e do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa são algumas das personalidades convidadas para esta visita.

Representantes do Centro de Ciências do Mar, o INEB - Instituto de Engenharia Biomédica, o BIOCANT – Associação de Transferência de Tecnologia, a Energy Pulse Systems, a LUSOFORMA e o Laboratório Ibérico de Nanotecnologia também fazem parte da comitiva à China.

Lusa
 

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« Responder #67 em: Fevereiro 21, 2013, 03:30:08 pm »
Exportações para a China duplicam


A China deverá voltar a ser, este ano, o mercado ‘estrela’ das exportações nacionais. Depois de, em 2012, ter sido o destino externo que mais cresceu, as vendas de Portugal para o país asiático poderão voltar a duplicar este ano, segundo a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC). O efeito Autoeuropa e a crescente procura de empresas do sector alimentar, de rochas ornamentais ou de electrónica serão os grandes propulsores.
Segundo dados do INE, as exportações para a China duplicaram no ano passado face a 2011 atingindo 780 milhões de euros. Este crescimento foi 20 vezes superior à média total (5,8%) e dez vezes a média do mercado extra-comunitário. Pequim tornou-se, assim, no terceiro maior mercado fora do espaço europeu de Portugal, ultrapassando países como o Brasil ou Marrocos. O sucesso exportador para o país asiático reduziu ainda o défice comercial de Portugal com a China para metade (de 1,1 mil milhões de euros para 600 milhões).

O início de ligações directas para a China, a partir dos portos de Setúbal e Sines, e a necessidade das empresas nacionais diversificarem os seus mercados criaram este sucesso, diz Ilídio Serôdio, vice-presidente da CCILC.

A Autoeuropa, o maior exportador nacional, passou a enviar a sua produção para a China através de Portugal, contribuindo com mais de 300 milhões de euros extra para as contas das exportações portuguesas em 2012.

Autoeuropa engorda vendas para país asiático

Os planos da Volkswagen (VW), detentora da Autoeuropa, de tornar-se líder de mercado na China deverão trazer boas notícias para a fábrica de Palmela, e para as exportações nacionais. Em 2012,a VW vendeu mais carros na China do que em toda a Europa, e na Autoeuropa o peso da produção para o país asiático também quase duplicou face ao ano anterior, de 10,8% para 18,8%, de acordo com dados enviados ao SOL.

A CCILC refere que os pedidos de informação das empresas portuguesas sobre a China multiplicaram-se, no último ano, tendo a própria associação reforçado o número de quadros para dar conta da procura. Ilídio Serôdio acredita que as exportações deverão duplicar novamente este ano com o efeito de arrasto da Autoeuropa sobre outras companhias – com destaque para o sectores alimentar, rochas ornamentais e electrónica. A presença em Portugal de grandes empresas chinesas como a China Three Gorges, a State Grid ou o Bank of China terão igualmente um efeito positivo.

SOL
 

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« Responder #68 em: Fevereiro 25, 2013, 06:03:34 pm »
Chineses querem comprar terrenos para produzir azeite e vinho em Portugal


A secretária-geral adjunta do Fórum Macau, Rita Santos, disse hoje que há empresários chineses interessados em comprar terrenos em Portugal para produzir vinho e azeite, dois produtos que aumentaram significativamente as exportações para a China em 2012. Este ano são cerca de 200 os empresários chineses que se deslocaram até Lisboa para visitar o SISAB (Salão Internacional do Sector Alimentar e Bebidas), em busca de produtos portugueses.

Rita Santos, secretária-geral adjunta do Fórum para a Cooperação Económica entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum Macau) apontou um aumento significativo das exportações de vinho e azeite para a Macau e a China e acrescentou que os empresários querem ver “se há possibilidade de adquirir algumas adegas e quintas”.

“Já tivemos alguns contactos, estamos na fase de negociação”, afirmou, sem acrescentar pormenores.

Rita Santos disse que a China “está a alterar o regime alimentar” e procura “comida saudável”, sendo o azeite um destes alimentos.

“Se chegar à população em geral isto vai ser um grande negócio para Portugal”, já que os empresários chineses também procuram ‘know how’ para poderem exportar directamente.

Mas há também entraves à entrada de alguns produtos portugueses, sobretudo a nível da carne, devido às regras de higiene sanitária.

“O presunto não entra no mercado da China, mas entra em Macau”, adiantou Rita Santos, esperando que o problema seja ultrapassado em breve.

José Maria Pereira Coutinho, deputado da Assembleia Legislativa de Macau, afirmou que é “uma pena” que este produto, que “está a ser muito bem vendido em Macau, não consiga penetrar no mercado chinês” devido às barreiras higienossanitárias.

Apesar de os exportadores estarem a conseguir encontrar alternativas, já que o presunto está a chegar à China via Hong Kong, considerou que “para um maior sucesso é preciso maior esforço das autoridades portuguesas junto de Pequim” e aproveitar melhor a plataforma que existe em Macau.

Rita Santos destacou que o Fórum, que este ano comemora o seu 10º aniversário, tem sido uma plataforma onde “Portugal participa activamente” e que tem tido resultados positivos.

“Os empresários de Macau estão a fazer uma boa plataforma de ligação entre os empresários de Portugal e a China porque falam a mesma língua, o que é muito importante”, considerou.

Lusa
 

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« Responder #69 em: Fevereiro 26, 2013, 12:45:27 pm »
Bank of China instala-se em Lisboa


Um dos maiores bancos chineses escolheu o centro de Lisboa para instalar o centro das operações na Península Ibérica. O Bank of China, que está presente em cerca de 30 países, já tem luz verde do Banco de Portugal para operar no mercado nacional e vai instalar-se no edifício Palmela, podendo começar a operar já em Março.
Em pleno coração da capital, a sede do banco asiático – cujo interesse em Portugal foi suscitado pela operação de privatização da EDP, em que esteve envolvido – será no encontro da Avenida Duque de Palmela com a Rua Braamcamp, no edifício onde durante anos esteve o jornal Expresso e depois os escritórios do Barclays.

Para Paulo Silva, director geral da Aguirre Newman, consultora imobiliária responsável pela colocação do Bank of China em Portugal e também pela realização do projecto de arquitectura e obra, a vinda deste banco para o país é importante. «Uma instituição bancária como esta demonstrar interesse em instalar-se em território nacional e fazer aqui a sua sede ibérica é sinal de que acredita nas potencialidades económicas de Portugal. Estão dispostos a ajudar e apoiar as suas empresas aqui no nosso país», refere.

O responsável considera ainda que existem boas oportunidades económicas e imobiliárias em Portugal e, por esse motivo, têm despertado o interesse dos chineses. «Estes investidores têm olhado com muita atenção para o mercado português e por essa razão acreditam nas potencialidades do nosso país. A China analisa minuciosamente os seus investimentos e se dão este passo é porque o nosso mercado tem interesse para eles», assegura.

Isto representa um voto de confiança em Portugal, na opinião do director da Aguirre Newman. «Os outros bancos internacionais têm desinvestido e decrescido e de repente surge um gigante internacional a entrar no país. É sem dúvida uma lufada de esperança para nós. Para mais trata-se de um investimento a longo prazo, um banco desta natureza não vem para ficar pouco tempo», sublinha.

Banco chinês com toque lisboeta

Nelson Paciência, arquitecto do departamento de arquitectura da consultora imobiliária, revela que se registaram dois momentos importantes na elaboração e estruturação do projecto. Destaca «a incorporação da imagem corporativa de excelência, sólida e totalmente alinhada com as delegações do Bank of China na Europa, mas também a necessidade na caracterização exclusiva desta insígnia em Lisboa, diferenciando-a positivamente das restantes».

O arquitecto explica ainda que a conjugação harmoniosa entre a identidade e cultura chinesas e as referências portuguesas resultou num espaço com características de contemporaneidade e sofisticação, transmitindo uma atmosfera sóbria, acolhedora e profissional para os seus utilizadores e visitantes. «A escolha criteriosa dos acabamentos, utilizando o preto, o dourado e os castanhos, não só remete para uma linguagem muito associada aos elementos decorativos chineses, como se traduz também na intemporalidade que se pretende para um edifício com estas características», salienta Nelson Paciência.

Banco centenário

O Bank of China foi fundado em 1912 e, com uma longa história já superior a um século, tem tido uma importância crucial no panorama económico da China e em todo o seu historial bancário e financeiro. É o banco mais antigo da China em funcionamento e um dos quatro grandes bancos comerciais detidos pelo Estado do país. Até 1928 funcionou também como banco central.

Após a fundação da República Popular da China, em 1949, o banco foi designado pelo Governo como instituição especializada em câmbio e comércio internacional. Neste momento é o mais internacional dos bancos chineses, com presença em cerca de 30 países. Emprega perto de 290 mil pessoas.

O Bank of China assumiu um compromisso ao nível do desenvolvimento do comércio internacional do país e de comunicação externa. Em 2008 foi o parceiro bancário oficial dos Jogos Olímpicos de Pequim.

E em Junho e Julho de 2006, com uma oferta pública de acções, o Bank of China passou a ser listado nas bolsas de Hong Kong e Xangai, respectivamente, tornando-se o primeiro banco chinês listado nas categorias H e A do mercado de acções.

Em Portugal, numa primeira fase, a estratégia do banco passará pela aposta «no mercado da diáspora chinesa em Portugal e das pequenas e médias empresas exportadoras para o mercado chinês», segundo escrevia a agência Lusa em Setembro passado, com base em fontes não identificadas.

Já com operações em diversos países na Europa, incluindo Reino Unido, França, Itália, Alemanha e Bélgica, o arranque da actividade em Lisboa marca a entrada do Bank of China na Península Ibérica.

Lusa
 

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Cabecinhas

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Re: Relações Portugal-China
« Responder #70 em: Fevereiro 26, 2013, 04:17:23 pm »
Citação de: "Lusitano89"
Chineses querem comprar terrenos para produzir azeite e vinho em Portugal


A secretária-geral adjunta do Fórum Macau, Rita Santos, disse hoje que há empresários chineses interessados em comprar terrenos em Portugal para produzir vinho e azeite, dois produtos que aumentaram significativamente as exportações para a China em 2012. Este ano são cerca de 200 os empresários chineses que se deslocaram até Lisboa para visitar o SISAB (Salão Internacional do Sector Alimentar e Bebidas), em busca de produtos portugueses.

Rita Santos, secretária-geral adjunta do Fórum para a Cooperação Económica entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum Macau) apontou um aumento significativo das exportações de vinho e azeite para a Macau e a China e acrescentou que os empresários querem ver “se há possibilidade de adquirir algumas adegas e quintas”.

“Já tivemos alguns contactos, estamos na fase de negociação”, afirmou, sem acrescentar pormenores.

Rita Santos disse que a China “está a alterar o regime alimentar” e procura “comida saudável”, sendo o azeite um destes alimentos.

“Se chegar à população em geral isto vai ser um grande negócio para Portugal”, já que os empresários chineses também procuram ‘know how’ para poderem exportar directamente.

Mas há também entraves à entrada de alguns produtos portugueses, sobretudo a nível da carne, devido às regras de higiene sanitária.

“O presunto não entra no mercado da China, mas entra em Macau”, adiantou Rita Santos, esperando que o problema seja ultrapassado em breve.

José Maria Pereira Coutinho, deputado da Assembleia Legislativa de Macau, afirmou que é “uma pena” que este produto, que “está a ser muito bem vendido em Macau, não consiga penetrar no mercado chinês” devido às barreiras higienossanitárias.

Apesar de os exportadores estarem a conseguir encontrar alternativas, já que o presunto está a chegar à China via Hong Kong, considerou que “para um maior sucesso é preciso maior esforço das autoridades portuguesas junto de Pequim” e aproveitar melhor a plataforma que existe em Macau.

Rita Santos destacou que o Fórum, que este ano comemora o seu 10º aniversário, tem sido uma plataforma onde “Portugal participa activamente” e que tem tido resultados positivos.

“Os empresários de Macau estão a fazer uma boa plataforma de ligação entre os empresários de Portugal e a China porque falam a mesma língua, o que é muito importante”, considerou.

Lusa

... modelo chinês nos nossos produtos artesanais... será perca de qualidade dos mesmos?!
Um galego é um português que se rendeu ou será que um português é um galego que não se rendeu?
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Cabecinhas

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Re: Relações Portugal-China
« Responder #71 em: Fevereiro 26, 2013, 04:17:23 pm »
Citação de: "Lusitano89"
Chineses querem comprar terrenos para produzir azeite e vinho em Portugal


A secretária-geral adjunta do Fórum Macau, Rita Santos, disse hoje que há empresários chineses interessados em comprar terrenos em Portugal para produzir vinho e azeite, dois produtos que aumentaram significativamente as exportações para a China em 2012. Este ano são cerca de 200 os empresários chineses que se deslocaram até Lisboa para visitar o SISAB (Salão Internacional do Sector Alimentar e Bebidas), em busca de produtos portugueses.

Rita Santos, secretária-geral adjunta do Fórum para a Cooperação Económica entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum Macau) apontou um aumento significativo das exportações de vinho e azeite para a Macau e a China e acrescentou que os empresários querem ver “se há possibilidade de adquirir algumas adegas e quintas”.

“Já tivemos alguns contactos, estamos na fase de negociação”, afirmou, sem acrescentar pormenores.

Rita Santos disse que a China “está a alterar o regime alimentar” e procura “comida saudável”, sendo o azeite um destes alimentos.

“Se chegar à população em geral isto vai ser um grande negócio para Portugal”, já que os empresários chineses também procuram ‘know how’ para poderem exportar directamente.

Mas há também entraves à entrada de alguns produtos portugueses, sobretudo a nível da carne, devido às regras de higiene sanitária.

“O presunto não entra no mercado da China, mas entra em Macau”, adiantou Rita Santos, esperando que o problema seja ultrapassado em breve.

José Maria Pereira Coutinho, deputado da Assembleia Legislativa de Macau, afirmou que é “uma pena” que este produto, que “está a ser muito bem vendido em Macau, não consiga penetrar no mercado chinês” devido às barreiras higienossanitárias.

Apesar de os exportadores estarem a conseguir encontrar alternativas, já que o presunto está a chegar à China via Hong Kong, considerou que “para um maior sucesso é preciso maior esforço das autoridades portuguesas junto de Pequim” e aproveitar melhor a plataforma que existe em Macau.

Rita Santos destacou que o Fórum, que este ano comemora o seu 10º aniversário, tem sido uma plataforma onde “Portugal participa activamente” e que tem tido resultados positivos.

“Os empresários de Macau estão a fazer uma boa plataforma de ligação entre os empresários de Portugal e a China porque falam a mesma língua, o que é muito importante”, considerou.

Lusa

... modelo chinês nos nossos produtos artesanais... será perca de qualidade dos mesmos?!
Um galego é um português que se rendeu ou será que um português é um galego que não se rendeu?
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Lusitano89

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Re: Relações Portugal-China
« Responder #72 em: Fevereiro 27, 2013, 03:37:03 pm »
E-mail do Fórum Macau inundado de pedidos de portugueses que querem investir na China


Empresários portugueses estão a inundar o e-mail e o Facebook do Fórum Macau à procura de oportunidades de investimento, disse à Lusa a secretária-geral adjunta da organização, destinatária de dezenas de mensagens por semana. Rita Santos disponibiliza-se para facilitar "casamentos" entre empresas portuguesas e chinesas, para projectos conjuntos, mas avisa que é preciso "dimensão" para o mercado asiático, além do parceiro certo e uma relação sólida com este.

"Vejo grande interesse (...). Desde última vez que estive [em Lisboa, em 2012] recebo muitos pedidos através do meu Facebook pessoal e do Fórum, de correio eletrónico... Canalizo para empresários interessados, e eles é que negoceiam, se o negócio é viável", disse a responsável do Fórum Macau em entrevista à Lusa.

"Facilito o namoro. Se o casamento é viável ou não depende de negociação entre os parceiros (...) Damos condições, mas é preciso esforço da parte dos empresários. É preciso correr riscos, fazer estudos de viabilidade e encontrar o parceiro certo", diz Rita Santos.

Depois da passagem recente por Macau e Cantão de uma delegação da Associação de Jovens Empresários, no próximo mês vão estar na Região Administrativa Especial chinesa representantes de quatro empresas do sector ambiental, que "vão ter oportunidade de expor produtos de alta tecnologia de controlo ambiental", em Macau e na Província de Shandong.

"É bom os empresários portugueses aproveitarem esse ambiente de negócios de Macau e da China para expandirem os seus negócios", afirmou à Lusa.

Vinho e azeite português já estão no mercado chinês, sendo o centro turístico de Macau uma fonte de promoção importante, "mas a produção em Portugal não é suficiente para poder satisfazer as necessidades do vasto mercado China".

"Uma cidade na China tem mais de 10 milhões de habitantes. É preciso que haja uma produção em massa. (...) Agora, o vinho na China já está a entrar no consumo diário, mas os vinhos mais conhecidos continuam a ser os do Chile, França, Austrália, e o português ainda é pouco conhecido", adiantou.

Segundo Rita Santos chegam agora a Macau não só exportadores de vinho ou cortiça, mas de "serviços de alta tecnologia, design, informática", e é desejável que Portugal mostre também os seus produtos de marca.

Alerta, contudo, que os chineses "ainda não conhecem bem o mercado de Portugal", sendo Macau e parcerias com intermediários como o Fórum, Câmaras de Comércio ou empresários locais, uma forma de "dar confiança".

Em Portugal, Rita Santos tem previstos contactos a nível universitário, com a presidente da Assembleia da República, o secretário de Estado das Comunidades, com o futuro cônsul de Portugal em Macau, Vítor Sereno, e com o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Pedro Reis.

Criado há 10 anos, o Fórum Macau procura também estimular projectos de investimento multilateral, nomeadamente parcerias entre chineses e portugueses em África.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: Relações Portugal-China
« Responder #73 em: Fevereiro 28, 2013, 01:55:40 pm »
China interessada na competência de Portugal em áreas científicas


A China reconhece a competência de Portugal no domínio da biotecnologia e dos materiais avançados e quer colaborar com investigadores portugueses naquelas áreas, realçou à agência Lusa o ministro português da Educação e Ciência, Nuno Crato. “Nós em Portugal temos investigação bastante desenvolvida em materiais avançados e biotecnologia. Isto é reconhecido pela parte chinesa e, por isso, estão interessados em colaborar connosco”, disse Nuno Crato acerca do Centro de Investigação sino-português, inaugurado em Hangzhou hoje, no penúltimo dia da visita do governante português à China.

Segundo adiantou, o Centro “procurará sobretudo estabelecer plataformas de transferência tecnológica para a indústria”. “É uma investigação com objectivos empresariais”, precisou.

Entre os referidos “materiais avançados”, o ministro português mencionou a nanotecnologia, as células fotovoltaicas e os écrans de computadores.

Nuno Crato iniciou na segunda-feira em Pequim uma visita de cinco dias à China, acompanhado por responsáveis de catorze instituições académicas e científicas, na maior delegação do género enviada por Portugal aquele país.

Ainda na capital chinesa, Nuno Crato qualificou o centro de Hangzhou como “um passo em frente [na cooperação científica bilateral] e uma grande oportunidade”.

"Estamos a trabalhar para o futuro. Esta visita é o claro exemplo de que passámos da linguagem dos tratados para a aplicação prática", disse à agência Lusa o embaixador de Portugal na China, José Tadeus Soares.

Entre as catorze instituições representadas na comitiva do ministro português figuram o Instituto Superior Técnico, a Universidade Nova de Lisboa, o Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve, o Instituto de Engenharia Biomédica e o Laboratório Ibérico de Nanotecnologia.

Nuno Crato parte para Xangai hoje à noite (hora local), regressando no sábado a Portugal.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: Relações Portugal-China
« Responder #74 em: Março 19, 2013, 11:43:08 am »
Universidades chinesas divulgam em Lisboa programa de estudos para portugueses


Uma delegação de 19 universidades chinesas apresenta na quarta-feira, em Lisboa, um programa destinado a alunos portugueses que queiram efetuar ou prosseguir os seus estudos na China, em áreas como medicina, economia e direito.A apresentação do programa «Study in China» (Estudar na China) decorrerá no Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa, informou hoje a instituição em comunicado.

A oferta de cursos incide nas áreas de ciência, tecnologia, agricultura, medicina, economia, gestão, direito, educação, história ou filosofia, podendo o Governo chinês conceder bolsas de estudos.

Segundo a nota da Universidade de Lisboa, existem várias universidades chinesas que ministram cursos de estudos graduados e pós-graduados em inglês, pelo que não é indispensável conhecimento da língua chinesa.

Em fevereiro, o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, efetuou uma visita à China, para fomentar a cooperação com Portugal neste setor.

Na altura, Crato assinou com o homólogo chinês um acordo para a criação de um centro de investigação conjunto na área dos materiais.

Lusa
 

 

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