Relações Portugal-China

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Lusitano89

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Re: Relações Portugal-China
« Responder #105 em: Abril 20, 2016, 07:52:22 pm »
Empresas chinesas procuram porto português para canalizar mercadorias para a Europa


"Portugal é porta de entrada para a Europa e oceano Atlântico. A cooperação pode ser reforçada na área das infraestruturas. Nesta estratégia há vários projetos importantes", disse Cai Run durante um almoço-debate promovido pelo International Club of Portugal, numa referência à iniciativa estratégica "Uma Faixa, uma Rota" lançada por Pequim em 2013 e dirigida à Europa.

"Estamos a estimular as empresas de transporte marítimo a encontrarem um porto em Portugal, como um foco para a distribuição de mercadorias para o mercado da UE. Muitas empresas portuguesas também estão a procurar novos canais para a exportação dos seus produtos para a China", assinalou Cai Run.

Durante o debate, o embaixador chinês destacou as "profundas relações pragmáticas em todos os âmbitos" entre os dois países, quando se celebra "o início da segunda década do estabelecimento da parceria estratégica global sino-portuguesa".

Cai Run recordou que o comércio entre os dois países "cresceu 8,58% em 2015 face ao ano anterior" e revelou que Portugal já recebeu "mais de sete mil milhões de euros de investimento chinês, o quinto maior destino de investimento chinês na Europa", para além de o investimento português na China também registar um "desenvolvimento estável".

O diplomata sublinhou que a iniciativa estratégica "Uma Faixa, uma Rota" vai ser reforçada, com mais de 70 países interessados em participar no projeto.

"Portugal é um dos 57 membros fundadores do Banco asiático de investimento em infraestruturas, o objetivo é interligar o plano de investimento da União Europeia à iniciativa 'Uma Faixa, uma Rota'", disse.

A "cooperação trilateral" entre a China, Portugal e países lusófonos foi também salientada pelo representante de Pequim, nomeadamente a importância da 5ª conferência ministerial do Fórum Macau, que se realiza este ano na Região Administrativa Especial chinesa e que vai juntar a China e os países de língua portuguesa em contactos oficiais e empresariais.

O embaixador também vaticinou um reforço da cooperação empresarial bilateral na área ciência e inovação, e prognosticou a "tecnologia científica" como "ponto de crescimento" na futura cooperação bilateral.

"As empresas [estatais chinesas] 'Three Gorges' e 'State Grid' já estabeleceram um centro de investigação conjunta com os parceiros EDP e REN", recordou a propósito.

No início da intervenção, e numa referência ao "desenvolvimento da China", Cai Run tinha enunciado alguns dos objetivos da liderança de Pequim: Garantir até 2020 uma sociedade "confortável" para os 1,3 mil milhões de chineses, e "aprofundar as reformas nas áreas política, social, cultural, e na construção do próprio Partido Comunista Chinês, incluindo intensificar a reforma estrutural no lado da oferta, assegurando um crescimento económico médio-alto".

De acordo com o embaixador, em 2015 a economia chinesa teve um crescimento de 6,9% e pela primeira vez o setor dos serviços representou metade do PIB, atingindo 50,5%.

Informou ainda que o consumo contribuiu 66,4% para o crescimento económico na China, "tornando-se pela primeira vez o maior dos três motores de crescimento, à frente do investimento e exportação", num país que "deu um contributo de 25%" para a economia global.

Cai Run admitiu que o seu país ainda tem um "logo caminho" pela frente: "A nossa meta é que até 2020 o PIB e o rendimento 'per capita' dupliquem em relação ao 2010".


Lusa
 

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HSMW

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Re: Relações Portugal-China
« Responder #106 em: Outubro 11, 2016, 11:57:03 pm »
A ligação aérea directa da China a Portugal arranca em Junho de 2017, com três a quatro frequências por semana, de acordo com protocolo assinado entre o Turismo de Portugal e o grupo HNA (Beijing Capital Airline).
http://rr.sapo.pt/noticia/65731/voos_directos_entre_a_china_e_portugal_arrancam_em_junho?utm_source=rss


O primeiro-ministro, António Costa, convidou hoje as 'start-ups' de Macau e de toda a China a participarem na conferência global de tecnologia Web Summit que se realizará em Lisboa em novembro.

http://24.sapo.pt/noticias/internacional/artigo/costa-convida-start-ups-chinesas-e-de-macau-a-juntarem-se-ao-web-summit_21370579.html

Com os tanto acontecimento esta semana estas noticias passaram mais ou menos despercebidas.
E a parceria estratégica com a Huawei ...
http://tek.sapo.pt/noticias/negocios/artigo/visita_do_governo_portugues_a_china_ja_valeu_acordos_com_a_huawei_a_nos_e_a_pt-49174dsk.html
http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Lusitano89

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Re: Relações Portugal-China
« Responder #107 em: Março 21, 2018, 04:40:07 pm »
China quer aproveitar conhecimento português na gestão de rios


A China quer aproveitar o conhecimento de Portugal na gestão dos ecossistemas ribeirinhos, disse hoje o ministro do Ambiente, considerando que será uma oportunidade para as universidades portuguesas e, mais tarde, para algumas empresas.

"A China quer beber do saber português no que respeita a uma componente específica da gestão de recursos hídricos, que tem a ver com a gestão dos ecossistemas ribeirinhos", avançou à agência Lusa João Matos Fernandes.

O governante português encontrou-se na terça-feira com o ministro dos Recursos Hídricos da República Popular da China, em Brasília, onde ambos participam no Fórum Mundial da Água, a decorrer até sexta-feira.

Tudo ficou apontado para que ainda este ano, referiu o ministro, seja celebrado um protocolo de cariz institucional e técnico-científico, numa deslocação de João Matos Fernandes à China.

Este acordo, acrescentou, representa sobretudo, e em primeiro lugar, uma oportunidade para as universidades e centros de saber, as entidades que têm mais atividade desenvolvida nesta área.

No contexto da plataforma entre a China e a União Europeia (UE) para esta matéria, Portugal irá assumir "um papel de particular importância" no que diz respeito ao apoio técnico relativo à reconstrução dos ecossistemas fluviais.

João Matos Fernandes referiu que "o grande salto" no planeamento da primeira geração de planos de bacia hidrográfica em Portugal, para a segunda geração, é que "a primeira é muito focada no recurso, na água propriamente dita, [enquanto]a segunda é muito focada em todo o ecossistema".

Com os segundos planos de bacia, aprovados em junho de 2016, "não é possível discutir-se o rio, enquanto quantidade de água, sem perceber toda a sua envolvente natural", recordou o ministro.

Acrescentou que algumas intervenções já em curso de recuperação de ecossistemas fluviais nas zonas afetadas por incêndios, "resultam muito deste 'know-how' que Portugal tem e foi capaz de expressar nos seus planos de bacia".

Trata-se de fazer uma recuperação, repondo condições naturais, que em algumas zonas já estavam degradadas ou não existiam no momento dos incêndios.

Numa sessão no pavilhão de Portugal, realizada na terça-feira, os ministros do Ambiente de Portugal e de Espanha apresentaram a Convenção de Albufeira, que "um 'Think Thank' independente avaliou como o mais interessante exemplo de uma convenção entre países para a gestão de rios partilhados", segundo João Matos Fernandes.

Muitos países estiveram presentes pois "não é nada comum" uma convenção deste tipo, disse o ministro, explicando que os instrumentos existentes são de princípios de gestão comum, "relevantes e um bom começo, mas aquilo que Portugal fez há 20 anos foi mais do que isso, pois definiu regimes de caudais".

"Não é nada normal" a definição de regimes de caudais ser expressa de forma "tão evidente" e, por isso, também "tão controlável ao longo do tempo", especificou ainda João Matos Fernandes.

O 8.º Fórum Mundial da Água, que começou na segunda-feira, junta delegações de 150 países, incluindo Portugal, e empresas do setor da água para debater os problemas deste recurso e formas para a sua utilização mais sustentável.


>>>>>>>> https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/china-quer-aproveitar-conhecimento-portugues-na-gestao-de-rios
 

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Lusitano89

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Re: Relações Portugal-China
« Responder #108 em: Abril 13, 2018, 02:31:01 pm »
Exportações portuguesas para a China aumentam quase 18,3% até fevereiro de 2018


Portugal exportou para a China produtos no valor de 341,9 milhões de dólares (276 milhões de euros) nos primeiros dois meses do ano, um crescimento de cerca de 18,3% em relação ao período homologo de 2017.

Dados oficiais publicados no portal do Fórum Macau e com base nas estatísticas dos Serviços de Alfândega chineses, demonstram que as trocas comerciais entre Lisboa e Pequim ascenderam a 928 milhões de dólares (752 milhões de euros), até fevereiro passado.

Portugal importou da China bens no valor de aproximadamente 586 milhões de dólares, tendo Lisboa um saldo comercial negativo com o país asiático de cerca de 245 milhões de dólares.

As importações de produtos chineses aumentaram 161 milhões de dólares (17,5%), em relação aos mesmo período do ano passado.

Os mesmos dados indicaram que as trocas comerciais entre a China e a Lusofonia fixaram-se em 20,4 mil milhões de dólares (16,5 mil milhões de euros) ao longo dos dois primeiros meses do ano, verificando-se um crescimento de 37,4%.

O Brasil é o principal parceiro da China no âmbito do bloco lusófono, tendo registado trocas comerciais de 14,49 mil milhões de dólares. Pequim comprou a Brasília produtos no valor de 9,16 mil milhões de dólares e o Brasil comprou à China bens no valor de 5,32 mil milhões de dólares.

Em janeiro e fevereiro de 2017, as trocas comerciais entre os dois países tinham sido de 10,35 milhões de euros.

Angola surge no segundo lugar do ‘ranking’ lusófono com trocas comerciais com a China no valor de 4,61 mil milhões de dólares, com Luanda a enviar para Pequim produtos no valor de 4,23 mil milhões de dólares e a fazer compras de 380,8 milhões de dólares.

A China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como plataforma para a cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003, ano em que criou o Fórum Macau.


>>>>>>>>>>  https://24.sapo.pt/economia/artigos/exportacoes-portuguesas-para-a-china-aumentam-quase-183-ate-fevereiro-de-2018
 

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Lusitano89

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Re: Relações Portugal-China
« Responder #109 em: Novembro 04, 2018, 04:45:45 pm »
Ministro da Agricultura tenta concluir processo para venda de carne de suíno na China


O ministro da Agricultura está em Shangai, na China, para promover bens agrícolas portugueses e concluir o processo de entrada da carne de suíno no mercado chinês, onde já são vendidos vinho, azeite ou produtos lácteos.

"A China é um mercado gigantesco, com uma grande diversidade de produtos, entre os quais se situam os produtos agrícolas portugueses. Temos vindo a negociar com as autoridades chinesas - é sempre um processo de paciência - em alguns casos, há alguns anos, para a abertura do mercado a alguns produtos, como a carne de porco, os produtos lácteos, os bovinos, as frutas, como peras, maçãs ou uvas de mesa", disse hoje à agência Lusa Luís Capoulas Santos.

Alguns destes processos já estão concluídos e os operadores portugueses já estão a entrar no mercado chinês como é o caso do vinho, dos azeites e dos produtos lácteos, explicou o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, em declarações a partir de Shangai.

"Estamos mesmo à beira de resolver o último problema relativamente à carne de suíno português e amanhã mesmo [na segunda-feira] terei contacto com dois ministros, da Agricultura e das Alfândegas" da China, avançou o governante.

"Estive com produtores portugueses e os seus parceiros chineses e [neste caso] todo o processo já está pronto a entrar em funcionamento mal seja dado o último passo burocrático", acrescentou.

Capoulas Santos participa na grande feira das importações da China que se inicia na segunda-feira, em Shangai, cidade com cerca de 20 milhões de habitantes. O início oficial da feira foi hoje marcado com um jantar oferecido pelo Presidente chinês às delegações de dezenas de países, algumas lideradas por chefes de Estado e de governo.

Para o ministro português, que está acompanhado pelo secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira, a iniciativa "é um sinal que a China dá de abertura dos seus mercados".

Outros processos estão em curso para a entrada no mercado chinês, apontou, "uns mais adiantados, outros mais atrasados, referentes a outros produtos designadamente frutícolas".

Para Capoulas Santos, esta "é uma grande oportunidade" porque os produtores portugueses têm na Europa "uma concorrência muito forte". Por isso, "tudo o que constitua a abertura de mercados é uma oportunidade mais para os nossos operadores e para a afirmação dos produtos portugueses", salientou.

O responsável pela Agricultura relatou ter visitado uma grande superfície comercial onde o dia era dedicado a Portugal, com apresentação de uma vasta gama de produtos portugueses para lojas orientadas para a classe média chinesa.

"Estamos a procurar que os produtos portugueses sejam cada vez mais referenciados como de gama alta, produtos de qualidade destinados a determinado segmento de consumidores com poder de compra médio e elevado já que Portugal não produz em grandes quantidades", explicou.

Capoulas Santos recordou que a meta do Governo é, no horizonte de uma legislatura, equilibrar a balança comercial em valor, ou seja, aumentar as exportações em montante para que compensem as importações. No setor agroalimentar, "temos ainda uma balança desequilibrada, ainda que no caso da China, a balança agro-alimentar seja bastante positiva para Portugal", referiu.

O setor dos vinhos é o exemplo apontado pelo governante do reconhecimento da qualidade do produto português, que é exportado para cerca de 150 países e ganha prémios em todo o mundo, quando há 30 anos atrás era considerado de baixa qualidade e era exportado a granel.

"Foi um esforço muito grande" realizado no setor do vinho que "queremos agora alargar a outros produtos e o passo seguinte, e está a ser conseguido, é com o azeite", resumiu.

A comitiva do ministro da Agricultura integra uma delegação da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal que está a participar na Feira Internacional de Importação da China, uma iniciativa que conta com o apoio da Organização Mundial do Comércio (OMC) e da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO).

:arrow: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ministro-da-agricultura-tenta-concluir-processo-para-venda-de-carne-de-suino-na-china
 

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Lusitano89

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Re: Relações Portugal-China
« Responder #110 em: Novembro 06, 2018, 12:17:30 am »
Portugal e China criam laboratório para o Espaço e os oceanos


Portugal e China vão criar em 2019 um laboratório tecnológico direcionado para a construção de microssatélites e observação dos oceanos, um investimento público-privado de 50 milhões de euros a cinco anos, foi hoje divulgado.

O ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, Manuel Heitor, disse à agência Lusa que o "STARlab", que estará a funcionar em pleno em março, terá dois polos, um em Matosinhos e outro em Peniche.

Trata-se de um investimento global de 50 milhões de euros a cinco anos, repartido em partes iguais entre Portugal e a China, sendo que o financiamento português, de 25 milhões de euros, será público e privado.

O ministro adiantou que o investimento será canalizado sobretudo para o emprego qualificado, designadamente de engenheiros, e para a produção de microssatélites, setor no qual a China, assinalou, tem crescido.

Manuel Heitor exemplificou que o laboratório irá "desenvolver microssatélites em interligação com sensores em terra e no mar" que possam medir "as condições atmosféricas e a humidade do solo", essenciais para a agricultura, e fazer observações oceânicas.

A criação do "STARLab" será formalizada com assinatura de um protocolo entre os dois países durante a visita oficial do Presidente chinês, Xi Jinping, a Portugal, prevista para dezembro.

O laboratório resulta de uma colaboração entre a Fundação para a Ciência e Tecnologia, a empresa aeroespacial Tekever e o Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto, que tem projetos na área da vigilância marítima e exploração do mar profundo, e a Academia de Ciências Chinesa, através dos institutos de microssatélites e de oceanografia.

De acordo com um comunicado do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o "STARlab" deverá incentivar a abertura de centros científicos e tecnológicos em Portugal e na China, neste caso em Xangai.


:arrow: https://www.jn.pt/inovacao/interior/portugal-e-china-criam-laboratorio-para-o-espaco-e-os-oceanos-10134928.html?fbclid=IwAR0FGH1vk7YlXiZT4d6hY-EurgTf8OJ26iUpYxtrRfFhbbNdN7NlZRxu1hg
 

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« Responder #111 em: Novembro 22, 2018, 07:17:27 pm »
Portugal começa a vender suínos para a China em dezembro e prevê 100 milhões de euros no primeiro ano


Os produtores portugueses começam a exportar carne de porco para a China em dezembro, através de três matadouros nacionais, num negócio que vai movimentar cerca de 100 milhões de euros de exportações no primeiro ano, foi anunciado esta quarta-feira.

“Vamos dar início, a partir de dezembro, a um negócio que vai movimentar para o setor e para Portugal, no primeiro ano, cerca de 100 milhões de euros de exportações em carne de porco e, no segundo ano, passaremos a 200 milhões”, disse à Lusa o diretor da Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores, Nuno Correia.

O anúncio surge na sequência dos serviços oficiais chineses terem divulgado, através da sua página na internet, um documento que autoriza os matadouros Maporal, ICM e Montalva a exportar para a China.

“Criamos aqui alternativas de comércio dos nossos animais fora de Portugal que nos vão permitir crescer de forma sustentada […]. É um negócio que vai dinamizar setor agropecuário em Portugal”, acrescentou.

De acordo com o responsável, o acordo foi celebrado com o ACME Group, estando já a decorrer negociações para alargar o negócio.

“A China é um mercado de grandes volumes, é o maior produtor e importador de porcos. Aquilo que nós fizemos em Portugal foi unir esforços entre as três empresas para poder conseguir satisfazer as necessidades. Uma empresa, por si só, não consegue dar resposta a tudo aquilo que a China precisa”, sublinhou.

Por outro lado, a Agrupalto, da qual Nuno Correia é administrador, comprou o matadouro de Reguengos de Monsaraz (Maporal) que vai passar a trabalhar, em exclusivo, para o mercado chinês.

A aquisição envolveu um investimento inicial de quatro milhões de euros e, posteriormente, vai implicar um reforço de seis milhões de euros, destinado ao aumento de produção.

No total vão ser criados 150 novos postos de trabalho nesta unidade.

Numa fase inicial, só neste matadouro, vão ser abatidos quatro mil animais por semana e, até ao final de 2019, ascenderá a dez mil animais por semana.

Segundo o diretor da Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores, dentro de seis meses, será ainda realizada uma nova vistoria para tentar homologar mais três matadouros em Alcanede, Montijo e Lisboa.

A 6 de novembro, o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, deu como concluído o processo de venda de carne de porco para a China.

“O processo tem vindo a ser negociado e está finalizado. Está apenas dependente de pequenos detalhes de natureza estritamente burocrática, mas foi assumido, com toda a clareza, pelo senhor ministro das Alfândegas [da China] que esse é um processo [dado] como concluído e que nos próximos dias estará totalmente regularizado”, disse, na altura, Capoulas Santos, em declarações à Lusa.


:arrow: https://24.sapo.pt/economia/artigos/portugal-comeca-a-vender-suinos-para-a-china-em-dezembro-e-preve-100-milhoes-de-euros-no-primeiro-ano
« Última modificação: Novembro 22, 2018, 07:21:07 pm por Lusitano89 »
 

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Re: Relações Portugal-China
« Responder #112 em: Dezembro 03, 2018, 07:13:00 pm »
Xi Jinping pela primeira vez em Portugal para aproximar China da Europa


« Última modificação: Dezembro 03, 2018, 07:13:21 pm por Lusitano89 »
 

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« Responder #113 em: Dezembro 05, 2018, 10:36:39 am »
China promete mais cooperação com Portugal


 

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« Responder #114 em: Dezembro 05, 2018, 07:23:57 pm »
Portugal e China assinam 17 acordos de cooperação


« Última modificação: Dezembro 05, 2018, 07:24:11 pm por Lusitano89 »
 

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« Responder #115 em: Abril 13, 2019, 02:05:30 pm »
Portugal deve afirmar a sua liderança na CPLP perante a China, diz Carlos Melancia





Trinta e dois anos exatos após a declaração conjunta entre Portugal e a China para a transferência de Macau, o ex-governador do território Carlos Melancia defende que Lisboa deve afirmar junto de Pequim a sua liderança da CPLP.

Hoje, 32 anos depois da declaração e 20 anos após a transferência da administração, Melancia admite que Portugal mantém Macau no esquecimento político.

“Portugal tem vindo a desprezar a potencialidade” que a sua ainda presença em Macau representa, num contexto em que Pequim quer transformar o território numa plataforma de ligação aos países de Língua Portuguesa, disse em entrevista à Lusa o antigo governador de Macau Carlos Melancia.

“Teoricamente quem lidera esse processo da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa], na minha perspetiva é mais Macau e a China, por detrás de Macau, em termos formais, do que Portugal em termos objetivos. Claro que de vez em quando acabamos por fazer coisas”, afirmou.

“Na prática o que quero dizer é que a sede da CPLP está em Macau”, graças ao peso de que a China tem nos vários países da organização.

Para o antigo governador, Portugal tem de afirmar a sua presença diplomática em Macau “para dar um ar de que lidera a potencialidade que a China reconhece que existe” na CPLP, defendeu.

Pequim olha para a CPLP como um património de origem portuguesa” e Lisboa deve afirmar essa autoridade natural, disse, recordando que a “China é dos poucos países do mundo capaz de racionar a cinquenta anos”.

Por isso, “a China olha para os portugueses como os senhores que têm ‘know how’, tem a Torre do Tombo e institutos e pessoas que têm conhecimento dos recursos mineiros de Angola e outros” países, salientou.

Neste contexto, Portugal deve tirar partido disso, defendeu. “Se é a China que de facto bate palmas em relação à existência da CPLP, nós temos que fazer um esforço para mostrar que, de facto, tem razão para o fazer e que de facto nós temos conhecimentos suficientes para ajudar a essa ligação e tirar partido disso”, reafirmou.

Carlos Melancia lembrou ainda que a expansão que o português tem tido nos últimos anos na China tem a ver com a relação de Portugal com os países lusófonos.


:arrow: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/portugal-deve-afirmar-a-sua-lideranca-na-cplp-perante-a-china-diz-carlos-melancia
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