Guerra civil de Espanha

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Jose M.

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« Responder #75 em: Janeiro 22, 2008, 07:26:31 am »
Citar
Citação:
O sea, Papatango, me quedo sin saber por qué estaba la bandera portuguesa junto a la nazi y a la de Falange en la balaustrada del ayuntamiento de Badajoz en el 36.  

Depende de que periodo de 1936 você fala

Le repito lo que escribí al pié de la foto, que parece que no lo ha leído:

Citar
La fotografía está tomada sobre agosto de 1936 tras la entrada de las tropas franquistas en Badajoz
Citar
Portugal reconheceu o regime de Burgos no final de 1936.

Bueno, realmente fué el 11 de mayo de 1.938, pero imagino que la discordancia en las fechas será por la diferencia horaria.

Citar
O Eixo, não se esqueça, não começa em 1936. Os países do Eixo são resultado da guerra que começa mais tarde e os seus principais interventores são os que assinam o pacto Anti-Comintern.
O Eixo é a Alemanha, a Itália, e o Japão


Realmente el Eje se forma en 1.935 cuando Alemania se niega a secundar las sanciones económicas que la Sociedad de Naciones quería imponer a Mussolini por el asunto de Abisinia. Japón y otros países se aliaron después con el Eje.

Papatango, yo he dicho nunca que Portugal estuviera al lado de los franquistas (y países del eje), simplemente he mostrado unas imágenes y documentos en las que Franco ponía al mismo nivel a Portugal con Italia y la Alemania nazi, y un documento en el que el Gobierno de los Estados Unidos afirmaba que en aquella época Portugal estaba al lado de esos señores. Cualquier reclamación al respecto hágala a la Fundación Francisco Franco y a la embajada de los Estados Unidos más próxima.

Por mi parte pienso que si tiene plumas, cresta, pico, dos patas, cacarea y pone huevos... no es un sapo.

Papatango, disculpe pero no he encontrado muy aclaratoria su respuesta sobre el asunto de Sinforiano Madroñero, si me la pudiera ampliar se lo agradecería muchísimo, a la vez que puede ser muy aclaratoria sobre el asunto de la actitud del gobierno de Salazar.

Y con respecto a sus comentarios xenófobos y racistas de índole nazi sobre mí, mi genética y mi país decirle que en mis años jóvenes los fascistas de entonces me decían peores cosas y que ese tipo de insultos sólo me sirven para confirmar mi opinión sobre la gente de los lanza y quienes, teniendo la capacidad de evitarlos, los consienten.
 

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ferrol

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« Responder #76 em: Janeiro 22, 2008, 08:54:10 am »
Citação de: "Jose M."
ese tipo de insultos sólo me sirven para confirmar mi opinión sobre la gente de los lanza y quienes, teniendo la capacidad de evitarlos, los consienten.
Claro y conciso. Chapó... :roll:

En fin, un saludo.
Tu régere Imperio fluctus, Hispane memento
"Acuérdate España que tú registe el Imperio de los mares”
 

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papatango

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« Responder #77 em: Janeiro 22, 2008, 10:02:31 am »
Creio que não vale a pena prosseguir com questiúnculas e explicar tudo ponto por ponto , porque além do mais não tenho suficiente tempo para perder e você tem a obrigação de utilizar o cérebro.

Os meus comentários neste tópico são relativos à minha afirmação de que Portugal não estava alinhado com os países do eixo de nenhuma forma, a qual o José M. colocou em causa.

Deixo-lhe aqui um excerto de um texto publicado na Internet que fala do tema, e que utiliza referências que são grosso modo as mesmas que eu já referi.

Citar
Temendo que as principais potências europeias apoiem directamente os lados em conflito, ingleses e franceses propõem, por iniciativa destes últimos, às potências europeias, uma definição comum de neutralidade, que é genericamente aceite, muito embora a URSS decida condicionar a sua adesão à posição de Portugal[xii]. Mas para o governo português, a crise em Espanha é o prelúdio de um conflito generalizado, no qual a única posição sensata a tomar por Portugal seria a de manter a neutralidade; contudo, essa neutralidade só seria efectiva se todo o espaço ibérica fosse neutral, e tal seria impossível com um regime republicano. Assim, na lógica de Salazar, Teixeira de Sampaio e Armindo Monteiro, apenas o triunfo dos nacionalistas daria a possibilidade a Portugal de ficar em paz num futuro conflito generalizado[xiii].


O texto está aqui:
http://www.jornaldefesa.com.pt/conteudos/view_txt.asp?id=484


Nota: Quando falei no reconhecimento oficial, enganei-me, pois referia-me ao corte de relações diplomáticas entre Portugal e a república  espanhola, depois de Madrid ter acusado Portugal de cooperar com os rebeldes, o que até não era mentira.

É o corte de relações diplomáticas, que marca definitivamente a decisão portuguesa de apostar em Franco, o que só ocorre depois da radicalização do governo republicano e do previsível aumento do poder dos comunistas em Madrid.

Cumprimentos
 

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Jose M.

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« Responder #78 em: Janeiro 22, 2008, 10:27:42 pm »
Ferrol, el día que me echen por nazi, copio la pantalla y me la imprimo en una camiseta, aprovechando que vienen los Carnavales. Te puedo garantizar que todos los que me conocen se van a pasar un buen rato riendo, lo mismo hasta me gano algún premio.

Papatango, páginas de internet hay muchas y cada uno escribe lo que le presta. Por ejemplo, la gente de Barrancos escribe esto:

Citar
Portugal viveu-a como se jogasse aí o seu futuro e, em particular, o futuro político do Estado Novo e do seu chefe António de Oliveira Salazar. Na realidade, o comportamento neutral que se exigia a um país como Portugal, e que tinha sido várias vezes pedido pela Sociedade das Nações, pois o novo Governo Republicano de Espanha havia sido legitimado pelo processo eleitoral legal e democrático de 16 de Fevereiro de 1936, nunca aconteceu. Portugal apoiou desde cedo a rebelião militar Nacionalista que se instala em Sevilha e, a partir daí, espalha o terror e a violência a todo o país.


http://www.parquenoudar.com/pt/modules/ ... ?itemid=55

Que según sus palabras es un disparate porque según usted "colocar Portugal ao lado dos franquistas é um disparate evidentemente".

Papatango, se ha vuelto a olvidar del pobre Sinforiano Madroñero, pero claro, quizás no vale la pena proseguir con "questiúnculas" como es la colaboración necesaria del gobierno de Salazar en el asesinato de cargos públicos legítimamente elegidos por una democracia. Por supuesto que años más tarde Franco devolvió los favores, como en cuando permitió que el régimen de Salazar se quitara el problema del general Humberto Delgado en tierras españolas.

Aunque también se oía hablar portugués en los camiones que venían de Portugal para ser fusilados en Badajoz, y es que a todos nos estorba alguien de vez en cuando.

Espero que el día que estorbe yo, los moderadores simplemente me baneen y no me manden a alguien de la PIDE.

Saludos.
 

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papatango

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« Responder #79 em: Janeiro 22, 2008, 11:34:37 pm »
Creio que já lhe expliquei tudo,l e pedi que utilizasse o cérebro.

Eu refiro-me ao comportamento geral do governo da República Portuguesa e não ao comportamento específico ou excesso de zelo que possa ter ocorrido em casos particulares.

Não adianta apresentar casos específicos para justificar pontos de vista.

O site na Internet que eu referi, éum de muitos, e indiquei-o apenas porque a bibliografia é a mesma.
Não se trata de opiniões desgarradas, mas sim do resultado de investigação histórica sobre o assunto.

Lamento apenas que a sua incapacidade de admitir um erro, ou uma interpretação incorrecta apenas venha confirmar o que eu disse antes.

Para terminar, foi você que acusou as pessoas aqui de nazistas e não o contrário.
E agiu de má fé, porque qualquer análise da moderação deste fórum lhe permite conferir que até os espanhóis têm muito mais liberdade de falar aqui, que em fórums espanhóis, para não falar do que ocorre com portugueses que dizem o que pensam em forums controlados por castelhanos...
A nossa maneira de ser no entanto, impede-nos de agir da mesma forma.

O que eu pretendi com o meu post, foi dar-lhe mais referências para que você entendesse o raciocínio seguido e não para provar que estou certo ou errado. Isto é um fórum de discussão e não um tribunal, onde se decide quem está certo e quem está errado.

Utilizei aquela referência para você entender que não estou a inventar nada, mas apenas a ler livros, cuja existência até já foi posta em causa, o que implica naturalmente que você ou outro espanhol deste fórum me estão a chamar de mentiroso.

Sobre a guerra civil de Espanha e os refugiados, só lhe poderia recordar a série de TV Raia dos Medos do canal-1 da RTP. Mas mesmo vivendo próximo de Portugal, provavelmente você não sabe o que é.

Afinal, como bom espanhol, você praticamente nem sabe que Portugal existe.
Se não existe, se calhar é melhor abster-se de fazer considerações sobre coisas que não conhece porque não viu, tendo ainda por cima a tão "Hispana" arrogância e descaramento de chamar mentirosos aos outros

Os meus cumprimentos
 

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Jose M.

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« Responder #80 em: Janeiro 23, 2008, 07:32:35 am »
Entonces, Papatango ¿cómo debo interpretar sus palabras afirmando qué colocar a Portugal al lado de los franquistas es un disparate evidentemente?

Fué denunciado por el gobierno español ante la Sociedad de Naciones, fué denunciado por el engargado de negocios rusos en el Comité de No Intervención, los documentos del Departamento de Estado de los Estados Unidos dicen literalmente que Salazar se puso al lado de Franco. Tenemos que Salazar colaboró directamente con la represión fascista desde los primeros días de la guerra hasta por lo menos 1.946.

¿Cree que colocar a Salazar al lado de los franquistas es un disparate?

..........

Con respecto a su interés por mi vida privada y hábitos televisivos le diré que preparé la instalación de mi casa para recibir 4 canales de televisión portugueses: RTP-1, RTP-2, SIC y TVI. Aunque para satisfacer su curiosidad sobre mi privacidad, le confieso que apenas veo televisión ni española ni portuguesa. He trabajado tres años atendiendo a hospitales portugueses, y hoy recogeré del aeropuerto a un compañero y le invitaré a comer en Elvas, en el que para mí es el mejor restaurante de Elvas-Badajoz, por la calidad de sus productos y la magnífica atención.

Dejo para otro capítulo los interesantes temas de qué número de calzado uso, el color de mis gayumbos y cuantas novias he tenido.
 

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papatango

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« Responder #81 em: Janeiro 23, 2008, 03:08:44 pm »
Citação de: "Jose M"
Entonces, Papatango ¿cómo debo interpretar sus palabras afirmando qué colocar a Portugal al lado de los franquistas es un disparate evidentemente?
Tem que interpretar as palavras à luz dos documentos conhecidos.
Tem que interpretar as palavras à luz das cartas e telegramas que explicam a politica portuguesa durante a guerra civil espanhola.

Ou seja:

A diplomacia portuguesa e Salazar, estavam convencidos de que se aproximava um grande conflito europeu.

Portugal estava portanto convencido de que se a república espanhola ganhasse a Franco, a Espanha estaria do lado contrário ao Eixo.

Portugal achava que só a vitória de Franco, daria a Portugal a possibilidade de poder influenciar de alguma maneira o regime espanhol, garantindo a neutralidade da Espanha e assim, a de Portugal.

Logo, o apoio a Franco, não é um alinhamento com o Eixo, mas sim uma forma de garantir que Portugal se mantem neutral no conflito.

Esta análise, é confirmada com os documentos e a correspondência desclassificada em Washington e em Londres.

Mas se você insiste em não considerar o que dizem os investigadores, os historiadores e os documentos que explicam a História, eu não posso fazer nada.

Eu tenho todo o prazer em explicar aos espanhóis que aceitam que não têm uma visão completa daquele período histórico, aquele que é o ponto de vista português.

Mas aos espanhóis que insistem em chamar-nos mentirosos, porque de repente encontram em Portugal, outra forma de explicar aquilo que tinham religiosamente seguro e como verdade absoluta, eu não posso responder com grande educação e atenção.

Se insistem em chamar-nos mentirosos, eu não posso fazer nada. Apenas calar-me e não me chatear mais. Afinal, a ignorância é atrevida e o saber é prudente.

Cumprimentos
 

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Lancero

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« Responder #82 em: Janeiro 23, 2008, 03:56:27 pm »
Será que a França e a Inglaterra, ao optarem pela não-intervenção, condenando assim à derrota os "vermelhos", também se considera que alinharam pelos nacionalistas espanhóis?
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

Respeito
 

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Jose M.

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« Responder #83 em: Janeiro 26, 2008, 06:02:41 am »
Papatango dixit:
Citar
Eu tenho todo o prazer em explicar aos espanhóis que aceitam que não têm uma visão completa daquele período histórico, aquele que é o ponto de vista português.

Mas aos espanhóis que insistem em chamar-nos mentirosos, porque de repente encontram em Portugal, outra forma de explicar aquilo que tinham religiosamente seguro e como verdade absoluta, eu não posso responder com grande educação e atenção.

Cierto, no había mirado todavía la versión portuguesa de la historia. Espero que acepte mis más sinceras disculpas.

Vamos a ver algunas:


Citar
O regime salazarista foi um apoio constante e importante para a vitória do franquismo em Espanha. Antes do golpe, durante e depois. Numa aliança, sólida e duradoira, que durou
desde 1936 até 1974.
http://botaacima.blogs.sapo.pt/arquivo/381372.html


Citar
1936
Salazar apoia a revolta liderada pelo General Francisco Franco, no princípio da Guerra Civil Espanhola. Corte de relações com o governo republicano de Madrid.
Criação do campo de concentração do Tarrafal.
Fundação da Mocidade Portuguesa, Legião Portuguesa e "Viriatos".
Revolta dos navios de guerra "Dão", "Bartolomeu Dias" e "Afonso de Albuquerque"
http://www.geocities.com/marco_lx_pt/cspcrono.htm

Citar
1939-1942
Vitória do general Franco na Guerra Civil, iniciada em 1936, com o apoio muito concreto e significativo, de variado tipo, do regime português

http://www.janusonline.pt/portugal_mund ... _35_a.html

Citar
António de Oliveira Salazar, o ditador português, e Francisco Franco, o ditador espanhol, tiveram vidas paralelas, apoiando-se reciprocamente à frente de regimes que, ao longo de décadas, coexistiram no tempo e só se extinguiram após o desaparecimento de ambos. Essa ligação foi tão forte que se pode dizer que nenhum deles sobreviveria sem o outro.
http://dn.sapo.pt/2004/10/28/media/as_r ... cumen.html

Citar
A difícil convivência entre dois regimes de sinal oposto, dos primeiros anos da década de 30, acaba por se traduzir numa atitude de mútua desconfiança e ataques "velados": as iniciativas agressivas da República espanhola e o seu apoio aos emigrados políticos portugueses têm resposta directa no apoio de Salazar aos Nacionais, na ruptura de relações com o governo de Madrid (Outubro de 1936) e no reconhecimento do Governo de Burgos (Abril de 1938).

http://ihc.fcsh.unl.pt/index.php?ID=2458



Citar
Com a revolta dos nacionalistas e o início da Guerra Civil Espanhola, Salazar depressa apoiou sem reservas a facção encabeçada por Franco. O cinema ambulante foi uma das armas utilizadas para enaltecer os falangistas e denegrir os "comunistas", juntando no mesmo saco republicanos, socialistas, anarquistas e comunistas
http://www.amordeperdicao.pt/especiais_ ... tigoid=205

Vamos a poner un site francés:
Citar
Itália, Alemanha e Portugal auxiliam os fascistas espanhóis.
http://www.lycinternational.acversailles.fr/IMG/doc/depressao_anos_30_totalitarismos_e_segunda_guerra.doc

A ver qué dicen en Brasil:
Citar
Desde o primeiro momento, Portugal, sob a ditadura salazarista, colaborou com os franquistas, colocando a seu serviço os sistemas de transporte e comunicação. O governo de Salazar permitiu que os alemães descarregassem material bélico em Lisboa e forneceu até alguns voluntários para as forças franquistas.

http://www.historia.uff.br/tempo/artigo ... rtg8-5.pdf

Y para el final he dejado ésta última página, a saber quién escribe en ella:
Citar
Entre 1936 e 1939, o regime português, saído de um golpe de estado militar ocorrido em 1926 e institucionalizado com a constituição de 1933 - que instituiu o chamado Estado Novo - tinha apoiado as forças rebeldes de Franco que se opunham à República Espanhola.

http://www.areamilitar.net/analise/anal ... ria=38&p=4

Todos estos colocan a Portugal al lado de los franquistas.

Citar
papatango escreveu:
Colocar Portugal ao lado dos franquistas (e dos países do Eixo) é um disparate evidentemente.



Saludos.
 

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Jose M.

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« Responder #84 em: Janeiro 26, 2008, 06:26:51 am »
Citação de: "Lancero"
Será que a França e a Inglaterra, ao optarem pela não-intervenção, condenando assim à derrota os "vermelhos", também se considera que alinharam pelos nacionalistas espanhóis?


Más hizo la URSS por la derrota de la República que el resto de países.

Lancero, una cosa es no participar (respetando unos acuerdos internacionales) y otra cosa es el apoyo directo y la devolución de los refugiados republicanos para que fueran fusilados en España.

A este último respecto he manifestado varias veces la diferencia de actitud entre el Gobierno de Salazar que colaboró con Franco en la represión, y la actitud del pueblo portugués que ayudó enormemente a las personas que huían de los efectos de la guerra.

Un cordial saludo.
 

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comanche

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« Responder #85 em: Novembro 14, 2008, 11:40:21 pm »
MEMORIA HISTÓRICA

"A excepção mundial" chama-se Espanha

A Amnistia Internacional denuncia que um país que impulsionou numerosas investigações de crimes contra a humanidade em outros países não pode opor-se a cumprir com a obrigação de pesquisar os seus.
 
 

Citar
Espanha não pode ser uma "exceção mundial" que incumpra as exigências do direito internacional. Esta é uma da principais conclusões que se extraem do relatório de Amnistia Internacional (AI) que apresentou seu diretor, Esteban Beltrán. No documento se sublinha a necessidade de pesquisar os crimes do passado e proteger os direitos das vítimas, que segundo Beltrán, encontram-se "numa encruzilhada".
Beltrán propõe que "ou se segue o caminho da verdade, a justiça e a reparação" iniciado numa trintena de países nos que se cometeram crimes contra a humanidade ou o de "os obstáculos intermináveis. Pesquisar, localizar fossas, exumar restos e pesquisar os possíveis autores e consertar às vítimas é um imperativo legal segundo todos os instrumentos internacionais ratificados por Espanha", sublinhou o diretor da AI.
O caso espanhol é singular com respeito ao de outros países dado que é um juiz e não o Ministério Público o que impulsionou a investigação sobre os crimes da Guerra Civil e o franquismo. Ademais, é justamente o próprio ministério o que trata de "por obstáculos" um processo que restauraria os direitos dos danificados , explicou Beltrán. O Grupo de Trabalho sobre Desaparecimentos Forçados de Nações Unidas não recebeu nenhuma informação substantiva por parte do Governo espanhol que permita estabelece o paradeiro de três pessoas cuja desaparecimento tinha sido denunciada ante este grupo.
 Na contramão dos antecedentes a nível mundial ocorridos até o momento, o Ministério Fiscal inclui como argumento em seu recurso de apelação que os delitos já prescreveram, invocando a aplicação da Lei de Anistia de 1977 . Segundo AI, a aplicação destas alegações constituem o estabelecimento de mecanismo de impunidade incompatíveis com a legalidade internacional em relação com os crimes contra a humanidade.
 Além disso, Espanha é um dos países aos que o Comitê de Direitos Humanos de Nações Unidas teve que recordar que não se podem invocar amnistias nem alegar prescrições a respeito a este tipo de crimes. Anteriormente, o Comitê de Direitos Humanos se tinha dirigido a Chile, Argentina, Peru, Líbano, França (Nova Caledonia), El Salvador, Haiti e Uruguai, para recomendar-lhes que cumpram suas obrigações internacionais sobre crimes de desaparecimento forçado.

"Em Espanha, onde se impulsionaram investigações de crimes contra a humanidade cometidos em outros países em numerosas ocasiões, o Ministério Fiscal não pode agora pôr em dúvida ou opor-se a cumprir com a obrigação de pesquisar os graves crimes que se cometeram durante a Guerra Civil e o franquismo", declarou Esteban Beltrán, "Espanha não pode apresentar-se ante a comunidade internacional como um Estado que infringe suas obrigações internacionais".

 

A este respeito, o historiador Julián Casanova, autor da Igreja de Franco, disse numa entrevista a Público que a reparação será difícil sem que o PP assuma seu "trauma franquista" e a Igreja reconheça sua colaboração com os fuzilamentos. Ademais sentenciou do que "se a Garzón não lhe deixam, o fará um juiz de um outro país" .
AI destaca que enquanto muitos países utilizaram seus processos de transição para condenar os crimes do passado, em Espanha "se opuseram a suas obrigações constitucionais e internacionais" e olharam para outro lado. Na listagem de países com 'contas pendentes' figuram junto a Espanha, Moçambique, Camboja ou Colômbia.  
Outros, como Peru ou Marrocos, em maior ou menor medida deram algum passo ao respecto pára esclarece os crimes do passado, assegura AI.As vítimas identificadas de desaparecimentos forçados em Espanha durante a Guerra Civil e a ditadura franquista, que ascendem a 114.000, superam às registradas em toda Latinoamérica nos últimos quarenta anos, acima dos 30.000 desaparecidos em Argentina ou os 45.000 de Guatemala.


http://www.publico.es/agencias/efe/1735 ... nes/pasado
 

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Jose M.

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« Responder #86 em: Dezembro 12, 2008, 08:20:21 pm »
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Barrancos, tierra de asilo
Un film documental rescata la historia de los campos de refugiados de Coitadinhas y Russianas, que permitieron a más de mil republicanos extremeños huir a través de Portugal
M. BARRADO TIMÓN

Barrancos, tierra de asilo
LA localidad de Barrancos, en Portugal, ha venido siendo para muchos extremeños tan sólo un lugar típico porque allí se mataban los toros al estilo español, en una especie de desafío permanente a la especificidad portuguesa. A raíz de que la Asociación Mórrimer, de Llerena, haya hecho público su film documental 'Los refugiados de Barrancos', este pueblo deberá tener inevitablemente para nosotros connotaciones de tierra de asilo, de lugar donde las diferencias políticas y nacionales no pudieron un día quebrar el más elemental respeto a los derechos humanos.

El pasado miércoles, fecha en la que se conmemoraba una vez más la Declaración Internacional de los Derechos Humanos, Mórrimer presentó en Badajoz este film, que reconstruye la peripecia de más de un millar de refugiados republicanos que en los primeros días de septiembre de 1936 cruzaron la frontera trazada por el río Ardila para huir de la persecución de las tropas nacionales, a la altura de la población de Barrancos.

La película recoge testimonios de supervivientes de aquellos días, niños que todavía recuerdan la huida, el cansancio y los disparos que les acosaban desde el lado español. También hablan las gentes de Barrancos, que apoyaron como pudieron la supervivencia de aquellos hombres, mujeres y niños instalados entre el encinar en dos campos de refugiados que se llamaron Coitadinhas y Russianas.

El film detalla la casuística de la relación hispano-portuguesa y las circunstancias que llevaron a temer por la vida de los refugiados de Russianas, que pudieron escapar de nuevo hacia territorio republicano gracias a actuaciones decididas como la del teniente portugués Antonio Augusto de Seixas, que se jugó el tipo y su carrera para protegerles.

La proyección de la película, que ya había sido estrenada en la propia localidad portuguesa, llenó el miércoles el Salón Noble de la Diputación de Badajoz, en un pase al que asistieron numerosos vecinos y representantes políticos de los pueblos de los que procedían en su mayoría aquellos refugiados: Oliva de la Frontera, Acehuchal y Villanueva del Fresno.

También asistió una de las personas que ha actuado en el asesoramiento del film, la antropóloga portuguesa Dulce Simoes, investigadora del Centro de Estudios de Etnología de Portugal, autora del libro 'Barrancos en la encrucijada de la Guerra Civil'. Este libro fue editado por el ayuntamiento de esta localidad y ahora ha sido traducido al español y va a ser publicado por la Editora Regional de Extremadura.

Memorias

El libro parte de las memorias y recuerdos dejados por los hijos del teniente Seixas, que acompañaron a su padre en aquellos días y sirven a la autora para establecer una perspectiva antropológica e histórica de lo ocurrido. «Ambas perspectiva, unidas a la memoria, son las que permiten reconstruir el acontecimiento desde diferentes miradas», manifiesta.

Investigadora de los acontecimientos de la raya desde 1986 junto al historiador Cesar Oliveira, Dulce Simoes decidió escribir el libro porque «la memoria de las gentes de la raya era fortísima y había una gran necesidad de hablar de aquellos hechos. Esos acontecimientos marcaron su vida para siempre. Había un antes y un después de la Guerra Civil de España porque ésta coincide con la consolidación del Estado Novo portugués».

La película no es un episodio más de la Guerra Civil. Es una tragedia española frente a la que se sitúan algunos ojos portugueses que tratan de explicar y explicarse lo sucedido. No sólo porque pasó en su territorio, sino porque los afectados eran gentes como ellos mismos, sus propios vecinos.

Para la antropóloga, lo interesante de aquellos acontecimientos es la interacción social existente entre las gentes de Barrancos y sus vecinos. «Barrancos limita con Extremadura y con Andalucía y está marcada culturalmente por ambas regiones. Allí hay personas casadas con vecinos procedentes de las dos. La guerra avivó la relación social y el apoyo a los refugiados, con afinidades debidas al encuadramiento social de cada grupo», explica.

Dulce Simoes apunta la incidencia que la persecución política sufrida por algunas familias españolas tuvo en la dispersión de las mismas durante las migraciones que se produjeron posteriormente desde este territorio. «Las familias que fueron perseguidas, marginadas y estigmatizas fueron por tanto fraccionadas y decidieron exiliarse de su propio país», cuenta. Simoes indica que los militares que guardaban la frontera portuguesa «tenían que cumplir las órdenes de Salazar, pero también eran personas y llegaron a enfrentarse al terror y la violencia porque sabían que si aquellos refugiados no entraban en Portugal sería fusilados».

Entre esos militares estaba el teniente Seixas, responsable técnico de las operaciones de control de frontera. El campo de Coitadinha ya había sido reconocido por el gobierno portugués, que negociaba la repatriación de los refugiados con el gobierno republicano español. Seixas controlaba el campo de Russianas, que albergaba a casi la mitad de la totalidad de los refugiados.

Él siempre pensó que podrían volver pronto a Oliva de la Frontera en el caso de que la paz no tardase. Cuando se dio cuenta de que eso no ocurriría y visto que la negociación dejaba al margen a estos refugidados, Seixas se las apañó para mezclarlos con los de Coitadinhas y permitirles así subir al barco que les acogió en Lisboa.

Seixas tuvo que luego afrontar responsabilidades por aquella actuación. Fue suspendido de empleo y enviado a la reserva. Uno de sus hijos escribió su historia.


http://www.hoy.es/20081212/sociedad/barrancos-tierra-asilo-20081212.html

Merecido homenaje al teniente Seixas extensible a todos aquellos que salvaron de una muerte segura a los que huían. Gracias allá donde estén.
 

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teXou

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« Responder #87 em: Fevereiro 17, 2009, 03:01:35 pm »
Não houve ajuda oficial, não !  :rir: :rir:

Entre fascistas a sempre ajuda.  :evil:

- Militar:
Viriatos
Legião portuguesa (que era dependente do Ministério do Interior e do Ministério da Guerra.)
M.M.P.O.E.E
PVDE/PIDE/DGS
GNR (Nas fronteiras e na "luta" contra os "comunistas espanhóis")

- Apoio político, logístico e repressivo:
Citar
... o apoio logístico e até militar que lhe é possível para a chamada Embaixada negra que dirige em Lisboa Nicolás Franco, o irmão do Caudillo ...
Citar
... calcula ter-se elevado a um mínimo de 1.350 os «”refugiados
vermelhos” cujo controlo exacto foi possível verificar», detidos todos nos Fortes de Caxias, S. Julião da Barra e da Graça (Elvas), na delegação da PVDE no Porto e numimprovisado campo de concentração, na Herdade da Coitadinha, em Barrancos, ...  informações provenientes do comandante militar de Beja, chegaram a estar concentrados 806 espanhóis». Um acordo com as autoridades republicanas, ... permitiu que 1.500 destes refugiados fossem transportados para Tarragona abordo do navio Niassa.
Citar
...fim de Setembro de 1936, «o comandante da secção da GNR de Amareleja [-concelho de Moura, distrito de Beja -] informava que junto da ribeira do Ardila se concentrou uma “coluna comunista constituída por 500-600 homens que, por ver impedida a sua entrada em Portugal, seguiu ao longo da fronteira para o Norte; uma outra coluna com numerosos civis e carabineiros (...) informou que resistiriam até ao
último, não se entregando a Portugal por saber que depois fariam a sua entrega aos nacionalistas”». Outros relatórios oficiais da GNR reforçavam esta tese, em situações que se terão verificado «ao longo de toda a fronteira dos distritos de Beja, Évora, Portalegre, Castelo Branco, Bragança, Vila Real e Viana do Castelo. Na zona espanhola de Cedillo (província de Cáceres), fronteira com o distrito de Castelo Branco, no
momento em que tropas franquistas avançavam sobre o município, ainda sob controlo republicano em Agosto de 1936, «um pelotão do Batalhão de Caçadores nº 6 aquartelado» em Castelo Branco «ocupou uma posição junto à fronteira depois de informado por elementos nacionalistas [espanhóis,] (...) tendo (...) “muitas mulheres e crianças [pretendido] fugir para Portugal mas [desistido] desde que lhe disseram que
ficariam detidas”».
Por último, «GNR, GF [Guarda Fiscal] e polícia portuguesa» terão «coordenado «muitas “operações de limpeza”» com «as tropas nacionalistas e as milícias falangistas» contra «bolsas de resistência republicana na retaguarda das forças nacionalistas [espanholas], constituídas, na generalidade dos casos, por civis e
carabineiros [sic] com alguns elementos da Guardia de Asalto». Tais operações «efectuaram-se, regularmente, de Setembro a Novembro de 1936 (...) com incidência particular nas escassas matas da região fronteiriça, nos vales de ribeiras e arroios, nalguns montes de mais difícil acesso», e «continuaram em 1937 e 1938 de uma forma episódica»
Citar
.. no Alto Minho raiano, «PVDE e GNR davam caça nos montes aos fugitivos galegos. E entregavam-nos às tropas de Franco na ponte internacional de Valença. (...)


Não esquecem de ler o parágrafo "3. O negacionismo neosalazarista: «o homem que poupou o país à guerra»"


A memória da Guerra de Espanha em Portugal através da
historiografia portuguesa
de Manuel Loff - Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
"Obviamente, demito-o".

H. Delgado 10/05/1958
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" Não Apaguem a Memória! "

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papatango

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(sem assunto)
« Responder #88 em: Fevereiro 17, 2009, 05:08:40 pm »
Em 23 de Outubro de 1936 ocorre o corte de relações diplomáticas entre Portugal e a República Espanhola.
Em 21 de Abril 1938 Portugal reconhece oficialmente o governo de Franco.

Entre estas duas datas a situação é nebulosa.

Antes de 23 de Outubro, houve colaboração ilegal, depois de 21 de Abril houve reconhecimento, pelo que tecnicamente as actividades eram de colaboração entre estados.

A política portuguesa inseria-se na tentativa de Lisboa de evitar que se criassem as condições para a Espanha entrar na guerra.
 

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teXou

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(sem assunto)
« Responder #89 em: Fevereiro 17, 2009, 08:56:11 pm »
Citação de: "papatango"
...
A política portuguesa inseria-se na tentativa de Lisboa de evitar que se criassem as condições para a Espanha entrar na guerra.

Sim com a assinatura do Pacto Ibérico, em 1939, e do seu Protocolo Adicional, em 1940.

Assim, os 2 fascistas poderiam tranquilamente continuar as suas m***** !  :conf:   :oops:  é nessa região que assassinaram o General Sem Medo em Fevereiro 65.  :N-icon-Axe:
"Obviamente, demito-o".

H. Delgado 10/05/1958
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"Memórias da Guerra - 1961-1974"

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