Guerra civil de Espanha

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ferrol

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« Responder #60 em: Janeiro 19, 2008, 12:08:19 pm »
Citação de: "Jose M."
Ferrol, eso por no citar lo sucedido en Cambedo (Portugal) en 1946. Pero en esas fechas ya había terminado oficialmente la guerra.

Saludos.
Hombre, no me dejes así, un que sí que no...¿que pasó en Cambedo en el 46?

Citação de: "papatango"
Mas nos documentos, está por exemplo explicito o perigo qu Portugal estava a correr, de ser visto como um país do Eixo
Ferrol, repite comigo:
"Non pedirei fontes"
"Non pedirei fontes"
"Non pedirei fontes"
"Non pedirei fontes"
"Non pedirei fontes"
"Non pedirei fontes"
"Non pedirei fontes"
...
 :oops:
Tu régere Imperio fluctus, Hispane memento
"Acuérdate España que tú registe el Imperio de los mares”
 

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papatango

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« Responder #61 em: Janeiro 19, 2008, 12:13:12 pm »
Os documentos eram secretos mas naturalmente ja não são

Há publicações sobre o assunto. Toda a correspondência diplomática foi desclassificaa e publicada há anos atrás.

Ha muitas referências em vários livros sobre as forças armadas portuguesas, as compras de armamento (Prof. Antono Telo, por exemlo) e entre outros o livro que publica excertos da correspondência entre Salazar e Armindo Monteiro, que era o embaixador de Portugal em Londres durante a guerra civil de Espanha. Este último é da editorial Estampa e é co-patrocinado pelo Instituto Camões ISBN: 972-33-1182-8.
Este livro tem a vantagem de ter como co-autores, pessoas ligadas à extrema esquerda, o que poderia até permitir concluir que «eventualmente» haverá até bastante mais.
Mas não posso colocar em causa a qualidade técnica dos autores.

De notar que é o próprio Armindo Monteiro que elogia Salazar no dia em que corta relações diplomáticas com a Repúblca Espanhola. O mesmo Armindo Monteiro que afirma que a vitória de Franco permitirá trazer uma paz duradoura à peninsula ibérica.

O mesmo Armindo Monteiro, que alegadamente os ingleses queriam colocar em Lisboa para substituir Oliveira Salazar.

Não deixa de ser interessante a análise das cartas entre os dois.

Os documentos estão longe de ser secretos, e permitem concluir que embora se achasse que seria mais simples Portugal entender-se com Franco que com a República, Salazar não via Portugal como um país do Eixo ou sequer alinhado.

Isto no entanto não implica que de fora fosse visto como mais alinhado com as posiçõe alemãs e italianas.
« Última modificação: Janeiro 19, 2008, 12:32:49 pm por papatango »
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #62 em: Janeiro 19, 2008, 12:22:51 pm »
Mas os Viriatos não são um apoio claro do governo Português de então aos Nacionalistas? Olhem que ainda foram uns bons milhares de homens para lá (com aviação e tudo).
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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papatango

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« Responder #63 em: Janeiro 19, 2008, 12:32:08 pm »
Há mil e uma versões sobre esses viriatos.
Não podemos esquecer a realidade da sociedade portuguesa. Foi-nos dada a impressão de que Salazar era uma espécie de senhor absoluto de tudo no Portugal dos anos 30, mas isso não parece correcto.

O poder de Salazar não era absoluto. Ele apenas beneficiou do facto de as várias elites estarem fartas do periodo de confusão da I República, que levou a acreditar que os regimes de partido único eram a solução mais adequada para os povos latinos.

Portugal é um dos principais responsáveis, se não o responsável principal [1] pela politica de não intervenção da Inglaterra e da França, com o objectivo de debilitar a República espanhola.

Já expliquei porque Salazar preferia Franco, embora não gostasse dele. ver nota sobre o Partido Comunista Espanhol e o Partido Comunista Português[2]

Qualquer participação portuguesa não foi como sabemos oficial e entende-se como necessidade de responder aos desejos de famílias politicas portuguesas.

Oficial foi a presença de militares portugueses observadores, que chegou a ser referida em Londres entre os países da comissão que pretendia garantir a não intervenção, e da qual Portugal fazia parte.



[1] E aqui digo que Armindo Monteiro terá tido bastante importância e por isso os ingleses o apontam como possível substituto de Salazar depois da guerra
[2] Para confirmar isto é necessário ver no canal História uma biografia do Cunhal em que se entrevista o Santiago Carrilho.
 

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Jose M.

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« Responder #64 em: Janeiro 19, 2008, 01:13:31 pm »
Citação de: "ferrol"
Citação de: "Jose M."
Ferrol, eso por no citar lo sucedido en Cambedo (Portugal) en 1946. Pero en esas fechas ya había terminado oficialmente la guerra.

Saludos.
Hombre, no me dejes así, un que sí que no...¿que pasó en Cambedo en el 46?

Pos a vé, te cuento.

Érase una vez que se juntaron en Cambedo para pasar un día en el campo y confraternizar unos señores de la PIDE, del Ejército portugués, de la Guardia Civil española, de la Falange, de la GNR y otros. Prepararon una lumbre para hacer panceta y pinchitos y luego fueron al pueblo para tomar un café. Pero la mala suerte quiso que sin querer se les cayeran unas cuantas balas y proyectiles de mortero y que algunos descuidados civiles tropezaran y al caer se las clavaran. Un caso de auténtica mala suerte. Porque según la historia que cuenta Papatango, Portugal siempre ha sido una Arcadia feliz, en la que sus gobernantes (electos o no) siempre procuraron el bienestar de su pueblo y basaban sus gobiernos en la más absoluta filantropía, el más escrupuloso respeto a los derechos humanos y nunca se alinearon ni colaboraron con gobernantes fascistas de la pérfida e imperialista Castilla.

Esto que te he contado lo he leído en el texto que pongo más abajo, pero ten en cuenta que no sé portugués y puedo haberme equivocado en algo al traducir.

Citar
Neste interim, grande alarido lá para a coroa do povo. Mata de Freitas envia dois guardas-republicanos a ver o que se passa. Eles estugam o passo, rua acima. À curva da capela deparam com um grupo quase bíblico: um camponês com um macho pela arreata; um outro em cima do macho, escachapernado na albarda, com uma garotita nos braços; em redor, populares aos gritos.

Os GNRs interceptam-nos e inquirem. Falam todos ao mesmo tempo. Que a garota está ferida. Que é preciso levá-la ao hospital. E mostram a perna da menina com a tíbia e o peróneo fracturados e expostos, envoltos numa toalha ensanguentada.
 
E o homem da arreata, pai da menina, explica. Estava ele a aparelhar o macho debaixo da varanda, quando uma saraivada de balas varreu a casa, a toda a largura. Ele cosera-se instintivamente com um poste de pedra. O macho fugira, espavorido. Mas a menina, que estava na varanda a atirar migalhas de pão às pitas, no suflagrante de se recolher dentro da cozinha, tombara na soleira da porta.
 
Os guardas duvidam. A casa atingida ficava bem à coroa do povo, a uns duzentos metros ou mais da casa da Engrácia, donde se haviam disparado os únicos tiros.

Os populares insistem na urgência de levar a menina ao hospital, antes que se escoe em sangue.
 
Os guardas-republicanos deixam passar o trio do macho. Os outros que fossem para casa.
 
Havia ordens de, genericamente, deter todos aqueles que tentassem entrar ou sair da aldeia. Mas este era um caso imprevisto.
 
Levam os dois camponeses e a menina ao comandante. Este reúne o estado-maior. Discutem demoradamente o assunto. Por fim acordam deixar, por especial favor, prosseguir a enferma e os dois acompanhantes caminho de Chaves, a umas três horas de jornada pedestre.
 
E com isto se derretem uns cinquenta minutos, findos os quais se ouvem tiros lá para a fronteira, a cerca de um quilómetro de distância, costa arriba.
 
A operação Cambedo havia sido montada de súcia entre as autoridades portuguesas e espanholas. Mota de Freitas sabia que a raia estava guardada por um forte contingente de guardas-civis. Conjecturou logo que os fugitivos (nessa altura ainda se supunha que fossem dois) haviam esbarrado nas armas espanholas e retrocedido. Ordena a um grupo de guardas-republicanos que bata a colina subjacente à fronteira. E que os outros não descurem as entradas e saídas da povoação.


http://cambedo-maquis.blogs.sapo.pt/2628.html
 

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papatango

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« Responder #65 em: Janeiro 19, 2008, 01:53:28 pm »
Mas o que é que essa "batalha" tem a ver com o que estamos a discutir ?

Trata-se de um episódio da repressão anti-comunista e é evidente que oi regime de Salazar era anti-comunista.

Por acaso alguém negou isso ?

Em 1946, e a partir de 1946, é quando Salazar começa a dar indicações aos americanos, de que Portugal não se opõe a que Franco saia do poder, desde que a Espanha não se torne comunista.

Franco entendeu isso, e é por isso que aceita todas as exigências e pedidos de bases dos norte-americanos. os quais Salazar não queria ver nem pintados na península ibérica, porque achava que eram demasiado liberais.
 

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Jose M.

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« Responder #66 em: Janeiro 19, 2008, 02:08:15 pm »
Citação de: "papatango"
Mas o que é que essa "batalha" tem a ver com o que estamos a discutir ?

Citação de: "papatango"
Colocar Portugal ao lado dos franquistas (e dos países do Eixo) é um disparate evidentemente.

No comment.

(Y menos mal que no ha salido el tema de Sinforiano Madroñero y otros)

Citação de: "papatango"
Em 1946, e a partir de 1946, é quando Salazar começa a dar indicações aos americanos, de que Portugal não se opõe a que Franco saia do poder, desde que a Espanha não se torne comunista


De todos es sabido que los presidentes de Estados Unidos no hacen nada que no les ordene un gobernante portugués.

....................
Cabeça, tudo bem?
Abraço
 

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ShadIntel

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« Responder #67 em: Janeiro 19, 2008, 02:23:17 pm »
Citação de: "Jose M."
Citação de: "papatango"
Em 1946, e a partir de 1946, é quando Salazar começa a dar indicações aos americanos, de que Portugal não se opõe a que Franco saia do poder, desde que a Espanha não se torne comunista

De todos es sabido que los presidentes de Estados Unidos no hacen nada que no les ordene un gobernante portugués.

E o que tem a ver o simples facto de esclarecer os americanos sobre a posição Portuguesa quanto à situação em Espanha com "ordens"?
 

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papatango

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« Responder #68 em: Janeiro 19, 2008, 02:28:43 pm »
José M.
Em 1946 não havia já Eixo, se bem me lembro...

Aos norte-americanos Portugal deu a entender que não se opunha a que Franco caísse. As relações entre a Espanha e os Estados Unidos eram mínimas mesmo nos anos seguintes à guerra, creio que toda a gente sabe disso.

Os documentos dizem é que Salazar não tinha nenhum apreço por Franco e que se os americanos quisessem remove-lo, Portugal não tinha nada contra, desde que os comunistas não voltassem ao poder.

Salazar não tinha no entanto uma noção correcta do que realmente se passava, pois tinham sido estabelecidos outros canais de contacto entre Washington e Madrid, nomeadamente através dos britânicos.

Lembre-se que oficialmente os Estados Unidos não reconheciam a Espanha, nem o seu governo como legítimos.

Será preciso contar-lhe a História toda ...  :roll:  :roll:
 

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Jose M.

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« Responder #69 em: Janeiro 19, 2008, 06:24:15 pm »
Citar
Em 1946 não havia já Eixo, se bem me lembro... José M.
Será preciso contar-lhe a História toda ...  :roll:  :roll:

Por favor, le ruego que me la cuente porque tengo muchas dudas sobre lo que aconteció a lo largo de esta raya que separa a Portugal y España en aquellas fechas.

Y, por favor, si es tan amable empiece por contestarme estas preguntas:


Citar
Em 1946 não havia já Eixo, se bem me lembro... Em 1946 não havia já Eixo, se bem me lembro...

- ¿Quién gobernaba España en 1.946?  (papatango escreveu:
Colocar Portugal ao lado dos franquistas (e dos países do Eixo) é um disparate evidentemente.)

- Teniendo en cuenta que Estados Unidos había sancionado económicamente a Portugal por su colaboración con la Alemania Nazi y que estaba investigando a Portugal por las sospechas de guardar fondos para la financiación del partido Nazi ¿qué importancia le daban los Estados Unidos a la opinión de Salazar sobre Franco? (ShadIntel, si conoce la respuesta se la agradeceré)

Citar
Lembre-se que oficialmente os Estados Unidos não reconheciam a Espanha, nem o seu governo como legítimos.


- ¿Qué país de la Península Ibérica reconoció en 1.938 al gobierno golpista de Burgos?  (papatango escreveu:
Colocar Portugal ao lado dos franquistas (e dos países do Eixo) é um disparate evidentemente.)

- En los documentos secretos y cartas que usted ha leído ¿Salazar dice algo en contra de que la bandera de Portugal fuera usada por las tropas franquistas? ¿Salazar sabía por qué se usaba su bandera y no la inglesa o la francesa?

- ¿Puede contarme la historia de Sinforiano Madroñero?

..............................
(off topic)
Una vez más mi respeto y admiración por los portugueses civiles y militares que, como el teniente Seixas, supieron actuar con conciencia y valor a pesar de las órdenes de aquél gobierno.
 

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papatango

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« Responder #70 em: Janeiro 19, 2008, 10:28:17 pm »
Citar
Teniendo en cuenta que Estados Unidos había sancionado económicamente a Portugal por su colaboración con la Alemania Nazi y que estaba investigando a Portugal por las sospechas de guardar fondos para la financiación del partido Nazi ¿qué importancia le daban los Estados Unidos a la opinión de Salazar sobre Franco? (ShadIntel, si conoce la respuesta se la agradeceré)

Os Estados Unidos sancionaram Portugal e ao mesmo tempo forneciam a Portugal armamento ?

Eu não sei que importância os Estados Unidos davam a Salazar. Mas não sou eu quem afirma que Salazar estava disposto a deixar cair Franco.
O que quer que fosse que ocorresse em Espanha, inevitavelmente implicaría Portugal.
E os norte-americanos obviamente sabiam disso.

Citar
- ¿Quién gobernaba España en 1.946? (papatango escreveu:
Colocar Portugal ao lado dos franquistas (e dos países do Eixo) é um disparate evidentemente.)
A isto chama-se uma verdade de LaPalice ou pescadinha de rabo na boca. O que você escreve é o que eu escrevi e o que eu disse confirma o que eu escrevi.

Citar
- En los documentos secretos y cartas que usted ha leído ¿Salazar dice algo en contra de que la bandera de Portugal fuera usada por las tropas franquistas? ¿Salazar sabía por qué se usaba su bandera y no la inglesa o la francesa?

Eu não conheço todos os documentos publicados, não sou investigador e não me pagam para isso. Por isso compro livros que se baseiam nesses documentos.

Você não pode, determinar se um governante era mau ou bom por causa de uma ocorrência ou outra, mas sim pelo seu percurso ao longo de um determinado período de tempo.

Quando fazemos uma análise do periodo de Salazar durante a guerra civil espanhola, durante a II guerra mundial e no periodo imediatamente seguinte, não podemos apontar o caso X ou o caso Y como significativos.

Estou farto de dar as referências de várias das minhas referências, mas caímos sempre no mesmo.
Como os espanhóis não conhecem esses livros e não os podem comprar com facilidade, logo concluem que os portugueses não passam de mentirosos.

Você tem neste Fórum - infelizmente - um problema que é desde o inicio típico dos espanhóis.
Partem do principio de que são donos da verdade e quando se deparam com outra visão da História, partem para a desconsideração e a desqualificação, não entendendo que esse é o primeiro sina de arrogância que nós notamos à distância.
- - - - - -
Desculpe-me José M. mas não creio que valha a pena discutir com pessoas que não têm a necessária abertura de espírito para discutir a sério.

Eu nunca coloco em causa ninguém quando não conheço um facto. Parto do principio de que quem está neste fórum é honesto. Mas começa a ser chato quando pessoas, sem a mais pequena informação, sem se terem dado ao trabalho de estudar, sem terem tentado entender e mesmo assim absolutamente certas de que são donas da razão,  me começam a chamar mentiroso e a colocar em causa o que eu digo.

Eu não concordo com visão da História que em muitos aspectos é contada em Espanha. Eu entendo a sua e respeito-a, contestando-a com os conhecimentos que tenho, por poucos que sejam. Creio que não lhe ficaria bem tentar fazer a mesma coisa.

Mas não podemos discutir a História a uma distância de 70 anos, analisando pequenas ocorrências para a partir dessas pequenas ocorrências tirar conclusões.
Nesse caso teríamos que ir muito longe, como por exemplo às ligações entre as rivalidades entre contrabandistas na raia e as pessoas que eram ou não presas pela GNR.
Não ganhamos nada com isso, porque também não se pode (por exemplo) analisar a II guerra mundial, à face dos resultados do cerco de Odessa ou da resistência nas colinas de Seelow.

Nunca chegaríamos a uma conclusão sobre o que quer que fosse.

Cumprimentos
 

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Jose M.

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« Responder #71 em: Janeiro 19, 2008, 11:23:51 pm »
O sea, Papatango, me quedo sin saber por qué estaba la bandera portuguesa junto a la nazi y a la de Falange en la balaustrada del ayuntamiento de Badajoz en el 36.

Sé que no merece la pena discutir conmigo porque soy inculto y un payaso. Además no sé leer libros ni puedo comprarlos. Mi opinión no vale para nada.

Pues veamos la opinión de gente más seria y cualificada que yo:

Citar
Portugal’s relationship with Hitler’s Germany emerged during the Spanish Civil War of 1936-1939, when Portuguese Prime Minister Dr. Antonio de Oliviera Salazar sided with the dictatorships, assisted Germany in smuggling arms to Spanish General Francisco Franco’s forces, and sent Portuguese volunteers to fight with Franco's army.


Pues parece que estos señores colocan a Portugal al lado de los franquistas (y de los países del Eje), lo que según Papatango es un disparate evidentemente.

Referente a las sanciones de Estados Unidos contra Portugal:

Citar
By April 1944 the United States decided to use economic sanctions to pressure Portugal to stop wolfram exports to Germany, but Britain continued to be reluctant.54 In a note to the British Government in
May 1944, the State Department pointed out that Portugal was "entirely dependent for petroleum products and other important items" on the U.S. and British Governments, was "bound by the most solemn treaty obligations to the British Government," could no longer feel "imperiled" militarily by Germany, and thus should acquiesce to Allied demands


Papatango, para que no tenga que ir a comprar ningún libro le pongo los recortes más interesantes, pero como estamos en oferta especial de Enero le regalo el link a tan evidentemente disparatado documento.

http://www.state.gov/www/regions/eur/rp ... rtugal.pdf

Papatango ¿los chicos del Departamento de Estado de los Estados Unidos de América tienen suficiente apertura de espíritu para tomarlos en serio?

Besotes.
 

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Lancero

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« Responder #72 em: Janeiro 19, 2008, 11:44:03 pm »
José M.

Não basta paracer sério. Há que sê-lo.
Se cita partes do documento, deve citar também as outras (embora não interessem à sua argumentação.
Um exemplo do que deixou de fora

Citar
Portugal practiced during the War what Assistant Secretary Acheson described as "classical legal
neutrality,"9 balancing its trade as much as possible with each side. Both Germany and the Allies waged an
economic war to lure Portugal to their side through a combination of threats and lucrative trade deals. The
Allies benefited from the venerable Anglo-Portuguese Alliance and Portugal’s dependence on U.S.
petroleum, coal, ammonium sulphate, and wheat.10 In October 1940 Britain capitalized on its long-standing
ties with Portugal to induce it to sign a "payments agreement," which enabled Britain to use sterling to buy
Portuguese goods and receive credit for escudos. The agreement allowed Britain to compete with Germany
for Portuguese goods at a time when Britain was short on gold and hard currency.
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

Respeito
 

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Jose M.

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« Responder #73 em: Janeiro 20, 2008, 06:06:10 am »
Lancero puse el enlace para que todos pudieran tener acceso al citado documento y poder leerlo completo. Mi forma de actuar es citar documento, insertar estracto citado, declarar la fuente y facilitar el acceso inmediato a ella si me es posible. Imagino que usted habrá entrado al documento a través del enlace que coloqué en mi intervención.

Cité esos dos párrafos y no otros porque eran el objeto de la controversia referida a la Guerra Civil:

Citar
papatango escreveu:
Colocar Portugal ao lado dos franquistas (e dos países do Eixo) é um disparate evidentemente.
 

y al desconocimiento de Papatango de las sanciones económicas por parte de Estados Unidos (un pequeño off-topic):
Citar
Os Estados Unidos sancionaram Portugal e ao mesmo tempo forneciam a Portugal armamento ?


Con respecto al tema de las negociaciones entre los Aliados y Portugal para estabilizar la neutralidad son coincidentes en el tiempo y en el desarrollo con las mismas que establecieron los Aliados con Franco. Pero ese tema ya excede al de la Guerra Civil Española

Lancero, lamento que creas que mi comportamiento no es serio.

Saludos cordiales.
 

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papatango

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« Responder #74 em: Janeiro 22, 2008, 12:15:07 am »
Citar
O sea, Papatango, me quedo sin saber por qué estaba la bandera portuguesa junto a la nazi y a la de Falange en la balaustrada del ayuntamiento de Badajoz en el 36.
Depende de que periodo de 1936 você fala.
Portugal reconheceu o regime de Burgos no final de 1936. As razões principais já aqui foram explicadas.

O Eixo, não se esqueça, não começa em 1936. Os países do Eixo são resultado da guerra que começa mais tarde e os seus principais interventores são os que assinam o pacto Anti-Comintern.
O Eixo é a Alemanha, a Itália, e o Japão, país que invadiu território português e que levou ao corte das relações diplomáticas com os japoneses. Não foi declarada guerra ao Japão, por causa de Macau e por causa das consequências na Europa com a Alemanha.

Citar
Sé que no merece la pena discutir conmigo porque soy inculto y un payaso. Además no sé leer libros ni puedo comprarlos. Mi opinión no vale para nada.
Você pode não ser nem inculto nem palhaço, no entanto, a sua arrogância e a sua insistência em contradizer os factos, fazem-no parecer algo parecido, mas a culpa não é minha, é sua.

    
MensagemColocada: Sáb 19 Jan, 2008 11:23 pm    Assunto:
O sea, Papatango, me quedo sin saber por qué estaba la bandera portuguesa junto a la nazi y a la de Falange en la balaustrada del ayuntamiento de Badajoz en el 36.

Sé que no merece la pena discutir conmigo porque soy inculto y un payaso. Además no sé leer libros ni puedo comprarlos. Mi opinión no vale para nada.

Pues veamos la opinión de gente más seria y cualificada que yo:

Citação:
Portugal’s relationship with Hitler’s Germany emerged during the Spanish Civil War of 1936-1939, when Portuguese Prime Minister Dr. Antonio de Oliviera Salazar sided with the dictatorships, assisted Germany in smuggling arms to Spanish General Francisco Franco’s forces, and sent Portuguese volunteers to fight with Franco's army.


Citar
Pues parece que estos señores colocan a Portugal al lado de los franquistas (y de los países del Eje), lo que según Papatango es un disparate evidentemente.

Referente a las sanciones de Estados Unidos contra Portugal:


O que interessa e o que importa é o que o governo dos Estados Unidos da América achava ou não.

Os documentos relevantes para formar a minha opinião sobre as relações entre Portugal e os Estados Unidos durante a guerra estão no livro "Roosevelt Churchill e Salazar, A luta pelos Açores 1941-1945". Ediclube S.A.E.P.A. EDITADO EM MADRID en 1995 ISBN 84-408-0215-3, Encadernação Mateo Cromo S.A. - MADRID.

Lá você encontra, entra a página 149 e 163, fac-similes de cartas desclassificadas, escritas por Roosevelt a Churchill, correspondência até entre Roosevelt e Getulio Vargas, correspondência entre a embaixada americana em Lisboa e o «War department» em Washington.

Além disso encontra variadíssimas referências à oferta de armamentos feita a Portugal por parte de Roosevelt, no caso de Portugal autorizar que os americanos aterrassem nos Açores.

Sanções sérias ou realistas contra Portugal, num momento em que os Estados Unidos lutavam uma guerra de influência com os britânicos ?
Ou eu não estou a entender o que você quer dizer, ou então você tem acesso a grandes quantidades de néctar de Borba ou de Pias a preços módicos.

Havia uma guerra surda entre britânicos e americanos pelo controlo dos Açores. Os ingleses tiveram batalhões embarcados nos navios à espera de partir para tomar os Açores e antes da guerra os E.U. aumentaram a sua «área de influência» e de defesa (legalmente necessária para permitir acção militar dentro da lei americana) para incluir os Açores em caso de se sentirem ameaçados.

Se os ingleses não tomassem os Açores, no caso de Franco autorizar Hitler a atravessar a Espanha, seriam os americanos a tomar as ilhas (como fizeram aliás com a Islândia).

Não tendo acontecido isso, a politica americana foi a de tentar ser amigável para com Salazar e tentar quebrar o gelo que existia, e as relações preferênciais de Salazar com os ingleses.

Mas se você se recusa a aceitar que pode haver outras versões mais correctas e mais documentadas da História que o que você encontra na Wikipedia, o que é que eu posso fazer?
Apenas pedir-lhe que não perturbe com argumentações absurdas, refenciando casos e incidentes isolados para justificar um ponto de vista.

É que se torna repetitivo estar sempre a dizer a mesma coisa e a ouvir sempre os mesmos argumentos do sim porque sim.

Você fala, não porque tenha razão, mas sim porque como espanhol, não aceita que alguém tenha mais razão que você.

É um problema genético.

O problema genético não se posso resolver, já o problema do seu total desconhecimento de Portugal, nomeadamente do periodo histórico em causa, podia-se resolver com estudo.

Mas ver um castelhano reconhecer que está errado, é mais difícil que ouvir um boi a cacarejar.

Os meus cumprimentos
 

 

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