Substituição P-3

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Re: Substituição P-3
« Responder #105 em: Dezembro 04, 2018, 12:11:42 pm »
Provavelmente vamos para UAVs. c56x1

Não, (ainda) não vamos. Sei de fonte segura que a preferência da FAP pós-P-3C CUP+ continua a ser uma aeronave tripulada para MPA, ASuW, ASW e ISR quando daqui a 12/15 anos, mais ou menos, for necessária a sua substituição. E nessa altura, como referi há uns posts atrás, o que tudo indica é que opções é o que não faltará.

Ainda vamos para o Kc no sentido de optimizarmos a frota...  :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:

http://www.brasilemdefesa.com/2016/11/embraer-anuncia-desenvolvimento-de.html

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A Embraer propõe modificar o KC-390 instalando um radar de busca de 360 ​​graus no nariz, semelhante à configuração oferecida ao Canadá na concorrência para uma aeronave de busca e salvamento de longo alcance, juntamente com um sistema paletizado para cumprir com a missão de patrulha marítima .

"Um sistema de missão paletizado e com o novo radar no nariz e outros sistemas, o KC-390 preencheria os requisitos para a patrulha marítima, mas não comprometendo as capacidade de executar as demais missões que a aeronave já é capaz de realizar", explicou Queiroz.

"Você pode retirar o sistema de missão e voar com carga, passageiros, evacuação, etc, por isso seria uma única frota com talvez duas aeronaves capazes de ser configuradas para realizar patrulha marítima e cinco dedicados ao transporte. É como podemos apresentar a sinergia entre os dois projetos, mas ao mesmo tempo temos uma solução 100% dedicada à patrulha marítima com uma versão militarizada do E190-E2 ".





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Re: Substituição P-3
« Responder #106 em: Dezembro 04, 2018, 12:43:15 pm »
Provavelmente vamos para UAVs. c56x1

Não, (ainda) não vamos. Sei de fonte segura que a preferência da FAP pós-P-3C CUP+ continua a ser uma aeronave tripulada para MPA, ASuW, ASW e ISR quando daqui a 12/15 anos, mais ou menos, for necessária a sua substituição. E nessa altura, como referi há uns posts atrás, o que tudo indica é que opções é o que não faltará.

Ainda vamos para o Kc no sentido de optimizarmos a frota...  :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:

http://www.brasilemdefesa.com/2016/11/embraer-anuncia-desenvolvimento-de.html

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A Embraer propõe modificar o KC-390 instalando um radar de busca de 360 ​​graus no nariz, semelhante à configuração oferecida ao Canadá na concorrência para uma aeronave de busca e salvamento de longo alcance, juntamente com um sistema paletizado para cumprir com a missão de patrulha marítima .

"Um sistema de missão paletizado e com o novo radar no nariz e outros sistemas, o KC-390 preencheria os requisitos para a patrulha marítima, mas não comprometendo as capacidade de executar as demais missões que a aeronave já é capaz de realizar", explicou Queiroz.

"Você pode retirar o sistema de missão e voar com carga, passageiros, evacuação, etc, por isso seria uma única frota com talvez duas aeronaves capazes de ser configuradas para realizar patrulha marítima e cinco dedicados ao transporte. É como podemos apresentar a sinergia entre os dois projetos, mas ao mesmo tempo temos uma solução 100% dedicada à patrulha marítima com uma versão militarizada do E190-E2 ".


Credo, coisa mai feia esse suposto KáCê MPA. O alcance já não é famoso, então com 4 Exocet e 2 AAM pendurados nas asas dá para ir ali patrulhar a Costa da Caparica e voltar.  ::)

Os torpedos serão invisíveis?  :mrgreen:

Se se querem meter na já apelidada "Guerra dos MPA", mantenham-se fiéis à utilização da célula do E190-E2 que faz mais sentido. Isto, claro, desde que os comandos não venham trocados como no da Air Astana...  :mrgreen: >:D

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Re: Substituição P-3
« Responder #107 em: Dezembro 04, 2018, 12:50:32 pm »
Feio mesmo :D

Mas até o acho interessante, os torpedos e as bóias é que não estou a ver onde os metem ou saiem  :mrgreen:, mas é interessante o modo como estão a planear desenvolver o aparelho, uma vez que, pelos vistos, não nos vamos livrar dele, quanto mais versátil for, melhor para nós.

Será que não dá para colocar tanques de combustível suplementares nas asas? Como o C130.
 

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Re: Substituição P-3
« Responder #108 em: Dezembro 04, 2018, 02:06:40 pm »
Quais torpedos? Deixem isso para a marinha...que eles até no concurso dos torpedos para o subs deu raia.

sonoboias? são lançadas de um compartimentos ventral adaptado...tal como no P-3 Cup+... qual o stress?
Um abraço
Raphael
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Re: Substituição P-3
« Responder #109 em: Dezembro 04, 2018, 03:54:49 pm »
De que serve uma avião ASW se não pode lançar torpedos? Se é só para patrulha, então que se adquiriam mais Persuader daqui a uns 15 anos. Agora essa coisa do demo, zzzzzz...
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Re: Substituição P-3
« Responder #110 em: Dezembro 05, 2018, 10:43:20 am »

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Torpedo à esquerda alem da sonda de reabastecimento em voo  :-P ;)

Ao que parece esta questão do 390 vem do necessidade da Nova Zelândia em substituir os seus aparelhos P3 e do interesse demonstrado no KC. A vantagem do KC seria o sistema paletizado, que permitiria quando o avião não faz missões de patrulha marítima retirar o equipamento e assim poder transportar carga (ou seja, um aparelho para as duas missões, embora inicialmente o proposto foi o E190). Espero bem que os nossos políticos não leiam isto...  :mrgreen: ;)

Citar
“Apresentando uma resposta as questões levantadas pela Nova Zelândia, que recentemente emitiu um RFI sobre o KC-390, além de apresentar interesses em adquirir uma nova aeronave de patrulha marítima visando futuramente substituir sua frota de aeronaves de Patrulha Marítima P-3.

Por exemplo, a Nova Zelândia quer que o avião atinja Mach 0.82, mas se essa velocidade não for um requisito relevante, podemos atendê-los com o KC-390, que é capaz de voar a Mach 0.80”, acrescentou.
A Embraer propõe modificar o KC-390 instalando um radar de busca de 360 graus no nariz, semelhante à configuração oferecida ao Canadá na concorrência para uma aeronave de busca e salvamento de longo alcance, juntamente com um sistema paletizado para cumprir com a missão de patrulha marítima .


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« Última modificação: Dezembro 05, 2018, 10:46:10 am por mafets »
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Re: Substituição P-3
« Responder #111 em: Dezembro 05, 2018, 12:44:48 pm »
Provavelmente vamos para UAVs. c56x1

Não, (ainda) não vamos. Sei de fonte segura que a preferência da FAP pós-P-3C CUP+ continua a ser uma aeronave tripulada para MPA, ASuW, ASW e ISR quando daqui a 12/15 anos, mais ou menos, for necessária a sua substituição. E nessa altura, como referi há uns posts atrás, o que tudo indica é que opções é o que não faltará.

Ainda vamos para o Kc no sentido de optimizarmos a frota...  :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:

http://www.brasilemdefesa.com/2016/11/embraer-anuncia-desenvolvimento-de.html

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A Embraer propõe modificar o KC-390 instalando um radar de busca de 360 ​​graus no nariz, semelhante à configuração oferecida ao Canadá na concorrência para uma aeronave de busca e salvamento de longo alcance, juntamente com um sistema paletizado para cumprir com a missão de patrulha marítima .

"Um sistema de missão paletizado e com o novo radar no nariz e outros sistemas, o KC-390 preencheria os requisitos para a patrulha marítima, mas não comprometendo as capacidade de executar as demais missões que a aeronave já é capaz de realizar", explicou Queiroz.

"Você pode retirar o sistema de missão e voar com carga, passageiros, evacuação, etc, por isso seria uma única frota com talvez duas aeronaves capazes de ser configuradas para realizar patrulha marítima e cinco dedicados ao transporte. É como podemos apresentar a sinergia entre os dois projetos, mas ao mesmo tempo temos uma solução 100% dedicada à patrulha marítima com uma versão militarizada do E190-E2 ".


Credo, coisa mai feia esse suposto KáCê MPA. O alcance já não é famoso, então com 4 Exocet e 2 AAM pendurados nas asas dá para ir ali patrulhar a Costa da Caparica e voltar.  ::)

Os torpedos serão invisíveis?  :mrgreen:

Se se querem meter na já apelidada "Guerra dos MPA", mantenham-se fiéis à utilização da célula do E190-E2 que faz mais sentido. Isto, claro, desde que os comandos não venham trocados como no da Air Astana...  :mrgreen: >:D

Pelo que já vou sabendo, a MNT da CIA, também tem culpas no cartório pois enviou docs com os procedimentos/trabalhos a efectuar na aeronave e vai daí………

Abraços
 

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Re: Substituição P-3
« Responder #112 em: Dezembro 05, 2018, 12:57:57 pm »

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Torpedo à esquerda alem da sonda de reabastecimento em voo  :-P ;)

Ao que parece esta questão do 390 vem do necessidade da Nova Zelândia em substituir os seus aparelhos P3 e do interesse demonstrado no KC. A vantagem do KC seria o sistema paletizado, que permitiria quando o avião não faz missões de patrulha marítima retirar o equipamento e assim poder transportar carga (ou seja, um aparelho para as duas missões, embora inicialmente o proposto foi o E190). Espero bem que os nossos políticos não leiam isto...  :mrgreen: ;)

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“Apresentando uma resposta as questões levantadas pela Nova Zelândia, que recentemente emitiu um RFI sobre o KC-390, além de apresentar interesses em adquirir uma nova aeronave de patrulha marítima visando futuramente substituir sua frota de aeronaves de Patrulha Marítima P-3.

Por exemplo, a Nova Zelândia quer que o avião atinja Mach 0.82, mas se essa velocidade não for um requisito relevante, podemos atendê-los com o KC-390, que é capaz de voar a Mach 0.80”, acrescentou.
A Embraer propõe modificar o KC-390 instalando um radar de busca de 360 graus no nariz, semelhante à configuração oferecida ao Canadá na concorrência para uma aeronave de busca e salvamento de longo alcance, juntamente com um sistema paletizado para cumprir com a missão de patrulha marítima .


Saudações

Pelo que parece a EMB está a inventar a roda……….., e ainda há quem neste metier diga/ensine/aprenda que na Aviação está tudo inventado ele há com cada um, aos anos que eu ando enganado !!
Esta aeronave é como o homem dos sete instrumentos, vai fazer tudo mais um par de botas, o combate aos FF, o transporte de Carga/pax, o reabastecimento aéreo, a Patrulha marítima, epá será que o conseguem pôr a fazer VTOL além do STOL ?????  :mala:
Se sim, ás tantas ainda o vamos poder utilizar no NPL, o NRP D. Sebastião, se vier com o Landing Deck reforçadíssimo, para 70 Tons de PMD de certeza que dá……….:banana: :feliz:
O sonho comanda a vida mas, na aviação, o sonho muitas vezes corre mal, dá para o torto !!!

Abraços
« Última modificação: Dezembro 05, 2018, 03:35:41 pm por tenente »
 
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Re: Substituição P-3
« Responder #113 em: Dezembro 05, 2018, 03:28:13 pm »
Provavelmente vamos para UAVs. c56x1

Não, (ainda) não vamos. Sei de fonte segura que a preferência da FAP pós-P-3C CUP+ continua a ser uma aeronave tripulada para MPA, ASuW, ASW e ISR quando daqui a 12/15 anos, mais ou menos, for necessária a sua substituição. E nessa altura, como referi há uns posts atrás, o que tudo indica é que opções é o que não faltará.

Não percebo esse fetiche pelo ASW. O que faz falta é um bom MPA e não há melhor MPA do que um UAV.
Algo do tipo MQ-4C Triton que embora não seja barato (+/- o preço do P-8 Poseidon) tem a capacidade de missões de 24h em modo totalmente automático e segundo o fabricante faz a monitorização de milhão de milhas2 de oceano por voo.
 

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Re: Substituição P-3
« Responder #114 em: Dezembro 05, 2018, 03:32:20 pm »
Para encontrar pequenas balsas com náufragos ainda não há melhor sensor que o olho humano.
 

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Re: Substituição P-3
« Responder #115 em: Dezembro 05, 2018, 03:36:08 pm »
Para encontrar pequenas balsas com náufragos ainda não há melhor sensor que o olho humano.

Mas isso é SAR e para isso tens os AW101 e C-295.
 

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Re: Substituição P-3
« Responder #116 em: Dezembro 05, 2018, 03:58:35 pm »
Para encontrar pequenas balsas com náufragos ainda não há melhor sensor que o olho humano.

Mas isso é SAR e para isso tens os AW101 e C-295.

E o P-3, vai a sítios que mais nenhuma aeronave tem autonomia para ir.

« Última modificação: Dezembro 05, 2018, 04:06:11 pm por Lightning »
 
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Re: Substituição P-3
« Responder #117 em: Dezembro 05, 2018, 04:40:12 pm »
O Triton tem  :mrgreen:

Mas como os submarinos são a principal ameaça à soberania de qualquer nação costeira, ter capacidade ASW é quase tão importante como ter submarinos. Não é fascínio mas necessidade.
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Re: Substituição P-3
« Responder #118 em: Dezembro 20, 2018, 11:50:53 am »
https://www.dn.pt/portugal/interior/os-p-3-da-forca-aerea-portuguesa-sao-dos-melhores-do-mundo-6238380.html?fbclid=IwAR0iuV2jmyb7Yf-V7kmQ0oiGqVlRNfmr-95CxQZWDtudUqPhrG7veCwYlao

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Os P-3 da Força Aérea portuguesa "são dos melhores do mundo"

Ana Silva entrou há 17 anos para a Força Aérea, de onde o pai saiu no início de 2017. Ambos tinham a mesma especialização, como oficiais navegadores e controladores táticos na esquadra dos P-3. Estiveram colocados nas mesmas bases militares - Montijo e Beja - mas nunca trabalharam juntos nem estiveram em simultâneo na mesma unidade, donde partiu há dias a aeronave que está em Itália ao serviço da NATO.

A capitão não integra esse destacamento na operação Sea Guardian (ver caixa), mas está encarregue de explicar o que são e para que servem os P-3C Orion (comprados em segunda mão à Holanda pelo então ministro da Defesa Paulo Portas) que, duas vezes por mês e no quadro da mesma operação, também partem de Beja para missões de um dia no Mediterrâneo.

Casada com um militar da Força Aérea colocado noutra base aérea, com quem forma um dos muitos casais de "solteiros geográficos" que vivem afastados durante a semana devido à carreira militar, a capitão Ana Silva trabalha em Beja e reside com a filha de 4 anos no bairro deixado junto da base alentejana, em 1993, pelos militares alemães.

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No dia da partida do P3-C para Itália, a oficial entra na placa em passo apressado e com o cabelo liso molhado: "Fui treinar... tenho de aproveitar o pouco tempo livre."

Com os EUA a substituírem os seus P-3 (construídos pela Lockheed Martin) por P-8 (da Boeing), os portugueses "são dos melhores do mundo" nesta altura, assegura a TACO - sigla inglesa que designa os coordenadores táticos, tão ou mais responsáveis que os pilotos-aviadores pelo emprego operacional dos aparelhos de patrulha marítima.

Se os pilotos decidem por onde e como levar a aeronave, é o TACO que "recebe e junta toda a informação" obtida pelos diferentes sensores e especialistas a bordo para "decidir como é pensada a guerra". Leia-se: onde lançar sonoboias de localização de submarinos, contra quem disparar os mísseis ou torpedos antinavio, em que momento largar os kits de busca e salvamento para os náufragos. "A programação do armamento é do TACO", diz a oficial, apontando para o ecrã que lhe permite "ver a situation awareness" no terreno em tempo real. "Há uma linha de comunicação privada com o piloto-comandante para a tomada de decisão e a cujas palavras mais ninguém a bordo tem acesso."

Com orgulho profissional, a oficial acrescenta que pilotos e controladores táticos muitas vezes nem precisam de conversar, pois a sintonia dada por muitas horas de treino e de operação permite a quem está no cockpit - flight station nos P-3, onde se usam termos navais e não aeronáuticos - saber antecipadamente como, quando e para onde levar a aeronave.

Daí resulta que mesmo ela, sendo a única da tripulação a saber quais vão ser as decisões do piloto-comandante no que toca aos movimentos do avião, acaba a correr para os sacos de plástico com o navegador, os operadores acústicos, de radar, comunicações e de armamento, mecânicos e técnicos de voo. "Fica tudo mareado, agarrado aos sacos.... levamos grandes tareias, porque a aeronave é muito manobrável."

Acresce que nas operações onde operam "com caças e homens no terreno em simultâneo, o trabalho é complexo, exigente... e é tudo muito rápido, porque é feito em função dos caças", explica a controladora tática, acrescentando um pormenor: "Usamos coletes com três quilos que, no fim da missão, pesam 10 ou 12 quilos."

Para receber e gerir a informação que "todos debitam", o/a TACO tem ecrãs, seis rádios com diferentes frequências encriptadas, três sistemas de troca de mensagens escritas, meios de processamento de dados e imagens em tempo real, comunicações satélite e rádio. Sendo o P-3C uma aeronave de patrulha marítima que funciona como plataforma de comando e controlo, a Força Aérea começou há alguns anos a rentabilizá-la através do apoio a operações em terra. "Conseguimos monitorizar alvos (fazer a sua deteção e identificação) a grande altitude e grandes distâncias, filmar e transmitir para o terreno imagens em tempo real", precisa Ana Silva.

Para apoiar missões que podem durar até 14 horas, o avião tem uma área de descanso e refeições. São duas ou três macas, forno, máquina de café, minifrigorífico... e não só: há local para biberons e ainda um trocador de fraldas (memórias de tempos e usos anteriores).




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Re: Substituição P-3
« Responder #119 em: Dezembro 26, 2018, 09:00:03 pm »
https://www.dn.pt/portugal/interior/os-p-3-da-forca-aerea-portuguesa-sao-dos-melhores-do-mundo-6238380.html?fbclid=IwAR0iuV2jmyb7Yf-V7kmQ0oiGqVlRNfmr-95CxQZWDtudUqPhrG7veCwYlao

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Os P-3 da Força Aérea portuguesa "são dos melhores do mundo"

Ana Silva entrou há 17 anos para a Força Aérea, de onde o pai saiu no início de 2017. Ambos tinham a mesma especialização, como oficiais navegadores e controladores táticos na esquadra dos P-3. Estiveram colocados nas mesmas bases militares - Montijo e Beja - mas nunca trabalharam juntos nem estiveram em simultâneo na mesma unidade, donde partiu há dias a aeronave que está em Itália ao serviço da NATO.

A capitão não integra esse destacamento na operação Sea Guardian (ver caixa), mas está encarregue de explicar o que são e para que servem os P-3C Orion (comprados em segunda mão à Holanda pelo então ministro da Defesa Paulo Portas) que, duas vezes por mês e no quadro da mesma operação, também partem de Beja para missões de um dia no Mediterrâneo.

Casada com um militar da Força Aérea colocado noutra base aérea, com quem forma um dos muitos casais de "solteiros geográficos" que vivem afastados durante a semana devido à carreira militar, a capitão Ana Silva trabalha em Beja e reside com a filha de 4 anos no bairro deixado junto da base alentejana, em 1993, pelos militares alemães.

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No dia da partida do P3-C para Itália, a oficial entra na placa em passo apressado e com o cabelo liso molhado: "Fui treinar... tenho de aproveitar o pouco tempo livre."

Com os EUA a substituírem os seus P-3 (construídos pela Lockheed Martin) por P-8 (da Boeing), os portugueses "são dos melhores do mundo" nesta altura, assegura a TACO - sigla inglesa que designa os coordenadores táticos, tão ou mais responsáveis que os pilotos-aviadores pelo emprego operacional dos aparelhos de patrulha marítima.

Se os pilotos decidem por onde e como levar a aeronave, é o TACO que "recebe e junta toda a informação" obtida pelos diferentes sensores e especialistas a bordo para "decidir como é pensada a guerra". Leia-se: onde lançar sonoboias de localização de submarinos, contra quem disparar os mísseis ou torpedos antinavio, em que momento largar os kits de busca e salvamento para os náufragos. "A programação do armamento é do TACO", diz a oficial, apontando para o ecrã que lhe permite "ver a situation awareness" no terreno em tempo real. "Há uma linha de comunicação privada com o piloto-comandante para a tomada de decisão e a cujas palavras mais ninguém a bordo tem acesso."

Com orgulho profissional, a oficial acrescenta que pilotos e controladores táticos muitas vezes nem precisam de conversar, pois a sintonia dada por muitas horas de treino e de operação permite a quem está no cockpit - flight station nos P-3, onde se usam termos navais e não aeronáuticos - saber antecipadamente como, quando e para onde levar a aeronave.

Daí resulta que mesmo ela, sendo a única da tripulação a saber quais vão ser as decisões do piloto-comandante no que toca aos movimentos do avião, acaba a correr para os sacos de plástico com o navegador, os operadores acústicos, de radar, comunicações e de armamento, mecânicos e técnicos de voo. "Fica tudo mareado, agarrado aos sacos.... levamos grandes tareias, porque a aeronave é muito manobrável."

Acresce que nas operações onde operam "com caças e homens no terreno em simultâneo, o trabalho é complexo, exigente... e é tudo muito rápido, porque é feito em função dos caças", explica a controladora tática, acrescentando um pormenor: "Usamos coletes com três quilos que, no fim da missão, pesam 10 ou 12 quilos."

Para receber e gerir a informação que "todos debitam", o/a TACO tem ecrãs, seis rádios com diferentes frequências encriptadas, três sistemas de troca de mensagens escritas, meios de processamento de dados e imagens em tempo real, comunicações satélite e rádio. Sendo o P-3C uma aeronave de patrulha marítima que funciona como plataforma de comando e controlo, a Força Aérea começou há alguns anos a rentabilizá-la através do apoio a operações em terra. "Conseguimos monitorizar alvos (fazer a sua deteção e identificação) a grande altitude e grandes distâncias, filmar e transmitir para o terreno imagens em tempo real", precisa Ana Silva.

Para apoiar missões que podem durar até 14 horas, o avião tem uma área de descanso e refeições. São duas ou três macas, forno, máquina de café, minifrigorífico... e não só: há local para biberons e ainda um trocador de fraldas (memórias de tempos e usos anteriores).




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Aqui na tuga, temos os melhores pilotos do mundo, os melhores GNR, os mellhores soldados.. Tudo isso é verdade, mas numa situação real de conflito, o equipamento certo faz a diferença entre a vida e a morte, continuamos com o improviso.
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele
 

 

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