Separatismos em Espanha

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Re: Separatismos em Espanha
« Responder #2250 em: Fevereiro 10, 2019, 09:17:52 pm »
Direita unida contra diálogo entre Sánchez e catalães


 

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Re: Separatismos em Espanha
« Responder #2251 em: Fevereiro 11, 2019, 04:42:44 pm »
Julgamento do ano tem início esta terça-feira


 

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Re: Separatismos em Espanha
« Responder #2252 em: Fevereiro 12, 2019, 12:07:11 pm »
Rebelião ou sedição? O Tribunal Supremo espanhol vai decidir


 

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Re: Separatismos em Espanha
« Responder #2253 em: Fevereiro 12, 2019, 02:51:57 pm »
Catalunha. Julgamento histórico começa hoje

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Todos os olhos estarão hoje voltados para Espanha, com o começo do histórico julgamento dos 12 líderes catalães que organizaram o referendo de 1 de outubro de 2017 e proclamaram a independência unilateral da Catalunha. Será um julgamento que vai para lá da justiça e se estende à política espanhola, dividindo opiniões. Para uns, os arguidos são traidores que organizaram uma rebelião contra Espanha; para outros, são presos políticos que lutaram pela autodeterminação da Catalunha. Enfrentam penas de sete a 25 anos de prisão. No banco dos réus não estão apenas os homens e as mulheres que fizeram tremer a ordem constitucional espanhola, mas principalmente o próprio independentismo catalão.

O Ministério Público espanhol pede mão dura para quem, diz, colocou em causa a unidade espanhola ao ameaçar a ordem constitucional. Nove dos 12 arguidos poderão ser condenados por este crime, com seis destes a poderem sê-lo também por desvio de fundos. Os outros três serão julgados por desobediência, tendo aguardado pelo julgamento em liberdade condicional. No entanto, há quem esteja preso preventivamente, a maioria: Oriol Junqueras, Jordi Sànchez, Jordi Turull, Raul Romeva, Joaquim Forn, Dolors Bassa, Josep Rull, Carme Forcadell, Jordi Cuixart. Em liberdade condicional ficaram Meritxell Borràs, Santi Vila e Carles Mundó.

A grande ausência no julgamento será a do antigo presidente da Generalitat Carles Puigdemont, que fugiu para a Bélgica após a detenção dos líderes catalães e a ativação pelo governo popular de Mariano Rajoy do artigo 155.º da Constituição espanhola, com apoio do Ciudadanos e do PSOE, eliminando temporariamente a autonomia catalã. Puigdemont foi o grande rosto do combate independentista.

Espera-se que o julgamento dure vários meses, prevendo-se que o anúncio das sentenças tardará dois a três meses depois de as audiências terminarem. Entretanto, mais de 600 jornalistas, acompanhados por 150 veículos de transmissão televisiva, estão já credenciados para acompanharem os trabalhos do Supremo Tribunal. O julgamento será transmitido em direto por várias televisões – argumento que serviu para o Supremo Tribunal recusar o pedido da Amnistia Internacional e da plataforma International Trial Watch-Catalan Referendum Case para serem observadores internacionais no processo.

“Os acusados promoveram a execução de uma estratégia completamente planificada, concertada e organizada para fraturar a ordem constitucional”, pode ler-se na acusação do Ministério Público contra os líderes catalães, acrescentando que “convocaram os cidadãos a participarem no dia do referendo de 1 de outubro, estando conscientes da ilegalidade do ato e de que, com isso, poderia haver explosões violentas”.

Entre as dezenas de testemunhas da acusação encontram-se ex-governantes e políticos como o antigo presidente do governo central Mariano Rajoy e a sua vice-presidente, Soraya Sáenz de Santamaría, mas também polícias enviados por Madrid para travar o referendo, perfazendo 80% do total das testemunhas.

Há muito que os advogados dos 12 acusados tentam adiar o julgamento, argumentando que não tiveram tempo de analisar todas as provas e documentos apresentados pelo Ministério Público, e que os direitos dos seus clientes estão a ser violados. Não tiveram sucesso e o julgamento vai mesmo começar.

“Podemos ter a certeza de que este não será um julgamento justo”, garantiu o presidente da Generalitat, Quim Torra, em declarações ao jornalistas no sábado, depois de ter ido visitar os “presos políticos” detidos. “Digam ao mundo a farsa que tem sido posta em andamento para sufocar a ideia de liberdade e autodeterminação”, continuou.

O combate judicial não se fará apenas entre as quatro paredes da sala do Supremo Tribunal. Há alguns dias, o ministro dos Negócios Estrangeiros catalão, Alfred Bosch, anunciou que iria fazer um périplo pelas principais capitais europeias para “explicar a verdade, toda a verdade e nada mais que a verdade” aos seus congéneres europeus. Na sua opinião, o julgamento não é nada mais nada menos que um “julgamento político contra presos políticos”, acusados de “crimes que implicam a violência quando não a houve” – o crime de rebelião é caracterizado como “levantamento violento e público” pelo código penal espanhol.

Os líderes catalães sempre apostaram que a Europa sairia em seu socorro se o governo central avançasse com mão dura contra o ímpeto independentista e a verdade é que estavam errados. Ao invés de ir em seu apoio, a Europa colocou-se ao lado de Madrid, ora condenando o independentismo ora dando-lhe uma imagem de perigo para a integridade do projeto europeu.

Mas nem todos os europeus alinharam com Bruxelas ou com os seus governos nacionais. Nos últimos dias, vários protestos pró-independência catalã e em solidariedade com os arguidos foram organizados em mais de 20 cidades europeias em nove países diferentes – Reino Unido, Dinamarca, Alemanha, França, Bélgica, Luxemburgo, Suíça, Espanha e Andorra. Foram convocados pelos braços nacionais da associação independentista ANC para denunciarem a “perseguição e repressão” de Espanha contra quem almeja a independência.

A ditadura franquista começa hoje a julgar a democracia da catalunha.  :snipersmile:
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

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Re: Separatismos em Espanha
« Responder #2254 em: Fevereiro 21, 2019, 03:27:43 pm »
Greve geral e protestos pelo julgamento de independentistas catalães


 

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Re: Separatismos em Espanha
« Responder #2255 em: Fevereiro 25, 2019, 10:52:29 am »
Felipe VI recebido com insultos e assobios na Catalunha


 

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Re: Separatismos em Espanha
« Responder #2256 em: Março 07, 2019, 08:03:51 pm »
Oriol Junqueras encabeça lista para as europeias


 

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Re: Separatismos em Espanha
« Responder #2257 em: Março 16, 2019, 11:37:12 pm »
Milhares em Madrid em solidariedade com independentistas catalães


 

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Re: Separatismos em Espanha
« Responder #2258 em: Abril 07, 2019, 09:08:19 pm »
Esquerda separatista pela primeira vez à frente na Catalunha
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/esquerda-separatista-pela-primeira-vez-a-frente-na-catalunha-430784

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Para espanto de muitos comentadores, o Partido Socialista da Catalunha (PSC, uma espécie de ‘filial’ do PSOE) manteve-se à frente das intenções de voto na Catalunha desde que, uma vez convocadas eleições antecipadas para 28 de abril, começaram a ser produzidas sondagens à razão de, pelo menos, uma por semana. O espanto vinha do facto de, por um lado, Pedro Sánchez, líder do governo e do PSOE, ser observado como uma espécie de ‘traidor’ à região – depois de ter prometido que resolveria a crise da Catalunha (conseguindo com isso a maioria necessária para arrastar o PP para fora do poder). Mas também, por outro, por a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) não estar a capitalizar a oposição aos socialistas de Madrid e a circunstância de o seu líder Oriol Junqueras, estar a ser julgado por traição (entre outros crimes) num tribunal, também ele de Madrid.

Mas, a última sondagem sobre a Catalunha, publicada no jornal El Pais, vem colocar a relação de forças novamente no sítio certo (do ponto de vista dos analistas que ficaram espantados com as sondagens anteriores): a ERC surge em primeiro lugar nas intenções de voto em eleições gerais e autonómicas (hipotéticas) e pode chegar aos 14 ou 15 deputados no parlamento nacional (neste momento tem nove).

Um pouco atrás continua o PSC, que poderia eleger entre 11 e 13 deputados, onde tem agora apenas sete. Os dois partidos que continuam a sua marcha descendente são o JxCat, de Carles Puigedemont, e o Partido Popular da Catalunha.

Numas hipotéticas eleições para o parlamento catalão (mero exercício teórico da sondagem), a ERC venceria as eleições com entre 40 e 43 deputados (em 2017 teve 32); o Ciudadanos permaneceria na segunda posição, com entre 28 e 29 bases (agora com 36 anos); o Junts Catalunya baixaria para entre 22 e 24, o que significa uma diminuição de 10 a 12 membros; e o PSC cresceria até 21 ou 23 deputados, tendo agora 17. O PP ficaria ainda mais irrelevante (três ou quatro lugares).

O JxCat, que assegura o governo por via de Quim Torras, parece estar a sofrer o desgaste das peripécias políticas que têm envolvido Puigedemont, e que uma parte da população catalã parece deplorar. Desde que fugiu da autonomia (para não ser preso) que o antigo presidente do governo autónomo tem assumido as mais diversas extravagâncias políticas. Entre as quais se conta a vontade de interferir de forma clara quer na escolha do chefe do governo que o veio a substituir – e que, até à escolha de Torras evoluiu semanalmente ao ritmo das novelas de enredo pouco esclarecido – quer no andamento do governo e das suas opções.

A primeira vítima desta postura monitorizada a partir de Bruxelas por Carles Puigedemont foi a sempre frágil e ideologicamente incompreensível aliança entre o seu partido e a ERC – que estão nos antípodas da base política das suas opções. Desde que a ERC viu que estava a resvalar para o interior do ‘circo’ em que se transformou a escolha do substituto de Puigedemont, que tentou escapar a este ‘cerco’ e autonomizar as suas propostas.

O crescimento das intenções de voto na ERC e a descida na posição do JxCat resulta, segundo os analistas, deste facto. E é possível que o ‘gap’ entre ambos venha a aumentar. Para Madrid, nada disto é uma boa notícia. A ERC é, diz quem sabe, bastante mais dura nas negociações que o JxCat – o que ficou bem patente quando o partido de Junqueras recusou generosas propostas socialistas para a Cataluna, em troca do apoio ao Orçamento de Estado para 2019.

O resultado desta evolução é, também ele, muito preocupante para Madrid: segundo a sondagem do El Pais, e com estes dados, os partidos pró-independência manteriam a maioria no Parlamento: 75 deputados na faixa mais alta das previsões, ou 70 na mais baixa, com a maioria fixada em 68 lugares.

Por outro lado, hoje, 48,4% dos catalães votariam ‘sim’ num possível referendo sobre a secessão e 44,1% votariam ‘não’. O apoio à independência subiu 1,2 pontos desde uma sondagem idêntica realizada em novembro de 2018. A preferência por uma forma republicana de governo é escolhida por 75,9% dos entrevistados, enquanto a monarquia só convence 12,3% dos catalães.
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

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Re: Separatismos em Espanha
« Responder #2259 em: Abril 23, 2019, 10:20:13 am »
Independência domina debate eleitoral em Espanha


« Última modificação: Abril 23, 2019, 10:23:19 am por Lusitano89 »
 

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Re: Separatismos em Espanha
« Responder #2260 em: Maio 13, 2019, 07:05:52 pm »
Entrevista desde a prisão: Junqueras apoia investidura de Pedro Sánchez



 

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Re: Separatismos em Espanha
« Responder #2261 em: Maio 16, 2019, 09:34:44 pm »
Detido em França um etarra procurado há 16 anos


 

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Re: Separatismos em Espanha
« Responder #2262 em: Maio 21, 2019, 01:24:46 pm »
Independentistas catalães juram obedeciência à Constituição espanhola



 

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Re: Separatismos em Espanha
« Responder #2263 em: Maio 28, 2019, 02:00:09 pm »
TEDH pronuncia-se sobre a Catalunha


 

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Re: Separatismos em Espanha
« Responder #2264 em: Setembro 29, 2019, 03:24:12 pm »
Milhares protestam perto de Barcelona contra detenção de separatistas catalães
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/milhares-protestam-perto-de-barcelona-contra-detencao-de-separatistas-catalaes


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Milhares de pessoas manifestaram-se hoje em Sabadell, perto de Barcelona, Espanha, em protesto contra a prisão de separatistas catalães, detidos na segunda-feira por suspeita de planearem a realização de ataques com explosivos.Os manifestantes desfilaram atrás de uma faixa onde se lia “A repressão não nos vai parar. Liberdade”, enquanto marchavam em Sabadell, a cidade natal de alguns dos separatistas presos.

Segundo a polícia, cerca de 12 mil pessoas participaram na manifestação.

Os defensores da independência da região da Catalunha, em Espanha, afirmam que as prisões são uma tentativa de criminalizar um movimento que tem sido pacífico.

A polícia espanhola deteve na segunda-feira, na Catalunha, nove pessoas ligadas a grupos separatistas radicais desta comunidade autónoma que planeavam ações violentas com explosivos caseiros, segundo fontes da investigação citadas pela agência Efe.

Fontes da Guardia Civil (correspondente à GNR portuguesa), avançaram que os investigadores suspeitam de que os detidos, membros das Comissões de Defesa da República (CDR), estavam a planear a realização de ações violentas, tendo sido apreendido material explosivo de fabrico artesanal.

Agora são os explosivos  :-P
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

 

CRISE BRASIL vs ESPANHA - BRASIL RETALIA!

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