Rússia com ambições sobre o Polo Norte

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comanche

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Rússia com ambições sobre o Polo Norte
« em: Agosto 01, 2007, 11:46:57 pm »
Batiscafos tripulados Mir em busca do petróleo no Polo Norte


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CIentistas russos começaram ontem (24) uma expedição para o Polo Norte, que pela primeira vez explorará o fundo marítimo imediatamente debaixo do Polo Norte, informou o chefe da expedição Artur Chilingarov. A bordo do navio- laboratório” Académico Fiódorov” e do quebrador de gelo nuclear “Rússia”, os cientistas partiram desde o porto de Murmansk e chegrão o próximo domingo à zona do Polo Norte, onde se realizarão as investigações submarinas.

 
 
 
“ Pela primeira vez nas investigações russas do Árctico os batiscafos tripulados Mir-1 e Mir -2 realizarão imersões de até 4.300 metros da profundidade na zona, onde convergem os meridianos no hemisfério norte”, disse o cientista. Segundo Chilingarov a expedição por duração e caráter das investigações é uma de mais importantes da Rússia e não só, pois é organizada pela inicativa do Conselho Internacional da Ciência (ICSU , siglas em inglês) e Organização Mundial de Meteorologia (WMO) e no ano marcado como IV Ano Polar Internacional ( IPY) ( síglas em inglês).

 No programa do IPY participam os cientistas de 60 paises. No programa russo do IPY desde o passado mês de abril 15 cientistas russos estão numa base sobre um bloco de gelo flutuante a 17 quilómetros do Polo Norte.

Esse grupo de cientistas supõe a primeira fase da expedição Polo Norte 35 (PN-35) que com mais especialistas começará a funcionar a partir do próxomo mês de setembro sobre blocos de gelo à deriva.

A base russa estará comosta de vagões da vivenda , laboratórios , generadores eléctricos, radioemissoras, depósitos de combustível, tratores , outro equipamento , até uma pista para aterrissagem de aviões. O objetivo final do programa russo é a descoberta de jazidas de hidrocarbonetos debaixo do fundo marítimo. Além disso, à medida que o aquecimento global derrete o gelo, existe a possibilidade de se abrir um lucrativo atalho para navios passando entre a Ásia e a América do Norte. Os cientistas vão analisar tal possibilidade.

A missão é parte de uma corrida para garantir direitos sobre o Ártico, uma região de gelo rica em recursos energéticos.

Segundo o direito internacional, cinco países com territórios dentro do Círculo Ártico -- Rússia, EUA, Canadá, Noruega e Dinamarca (através de seu controle da Groenlândia) -- estão limitados a uma zona de controle econômico de 320 km ao longo de sua costa.

Mas desde 2001, a Rússia quer uma parte maior, argumentando que o fundo do mar ártico e a Sibéria são ligados através do mesmo fundo do mar continental.

 Por Lyuba Lulko
« Última modificação: Agosto 03, 2007, 01:17:41 am por comanche »
 

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« Responder #1 em: Agosto 02, 2007, 07:13:18 pm »
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Publicação: 02-08-2007 15:56    |   Última actualização: 02-08-2007 16:28
Bandeira russa no fundo do Árctico
Moscovo pretende reivindicar parte do Pólo Norte

A Rússia colocou hoje uma bandeira no fundo do oceano Árctico, a mais de quatro mil metros de profundidade sob o Pólo Norte. Um gesto simbólico no final de uma expedição científica mas que não esconde as intenções políticas de Moscovo em reclamar parte do território pela sua riqueza em hidrocarbonetos.

Dois mini submarinos russos, Mir-1 e Mir-2, mergulharam a mais de quatro mil metros de profundidade, numa missão que Moscovo compara à chegada à lua. Chegado aos 4.261 metros de profundidade, o Mir-1, equipado com um braço mecânico, hasteou a bandeira que ali ficará protegida por uma cápsula de titânio.

Os exploradores vão dar agora início à missão de investigação científica para determinar se são verdadeiras as suspeitas de que o Pólo Norte é rico em petróleo e gás natural. A Rússia pretende reclamar não só parte do território, como o direito a explorar os recursos naturais da região.

Em 2001, Moscovo já tinha reclamado o território, mas as Nações Unidas negaram esse direito. A Rússia promete voltar a apresentar as pretensões sobre o Pólo Norte em 2009.
"Ele é invisível, livre de movimentos, de construção simples e barato. poderoso elemento de defesa, perigosíssimo para o adversário e seguro para quem dele se servir"
1º Ten Fontes Pereira de Melo
 

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comanche

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« Responder #2 em: Agosto 02, 2007, 11:39:21 pm »
Análise: Rússia larga na frente na 'corrida pelo ouro' do Ártico


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Os russos estão liderando uma nova "corrida pelo ouro" no norte do planeta, com corajosas tentativas de tomar controle de petróleo, gás, minerais em grandes partes do Oceano Ártico até o Pólo Norte.
O mais famoso explorador da Rússia, Artur Chilingarov, liderou a expedição para plantar a bandeira russa no leito do oceano, imediatamente abaixo do pólo.


Leia mais: Expedição russa finca bandeira no leito do Ártico

"O Ártico é russo", disse Chilingarov. "Nós precisamos provar que o Pólo Norte é uma extensão da plataforma do litoral russo."

A Rússia está alegando que uma cadeia de montanhas submarina conhecida como Cordilheira de Lomonosov é uma extensão do território russo.

Isso, segundo os russos, justifica a sua reivindicação sobre a área triangular acima do pólo, o que a garantiria direitos segundo a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, assinada em 1982.

Sob o artigo 76 da convenção, um Estado pode reivindicar até 200 milhas náuticas como zona exclusiva e, além disso, até 150 milhas náuticas de direito ao leito do mar. A base para a medição destas distâncias depende de onde a plataforma do continente termina.

A Rússia lançou um pedido formal em 2001, mas a Comissão de Limites da Plataforma Continental das Nações Unidas decidiu que a solicitação teria de ser reenviada. A colocação da bandeira pode ser vista como um gesto simbólico da Rússia.

Ao mesmo tempo, outros Estados estão agindo para proteger os seus interesses no Ártico. O Canadá está planejando construir oito navios de patrulha, e o Congresso americano considera a proposta de construir dois navios polares novos.

A corrida pelo Ártico se acirrou devido ao derretimento de partes da camada polar de gelo, que permitirá explorações mais fáceis de petróleo e gás. Um novo sentimento de nacionalismo também está crescendo na Rússia.

 
Artur Chilingarov é o mais famoso explorador russo

O derretimento do gelo foi previsto por um grupo de pesquisadores internacionais. O relatório deles sobre impacto no clima do Ártico indicava, em 2004, que a camada polar poderia derreter nos verões antes do final deste século, devido ao aquecimento global.

Se o gelo derreter, é possível que novas rotas de navegação e exploração de recursos naturais se abram.

Um mapeamento geológico dos Estados Unidos estima que um quarto das fontes de energia do mundo está em áreas do Ártico.

No momento, nenhuma plataforma dos países se estende até o Pólo Norte. A área é administrada pela Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, com sede na Jamaica.

Além da reivindicação russa, há muitas outras disputas.

Os Estados Unidos e o Canadá disputam a passagem noroeste. A Noruega e a Rússia têm um contencioso sobre o Mar de Barents. O Canadá e a Dinamarca competem por uma pequena ilha perto da Groenlândia. O Parlamento russo se nega a ratificar um acordo com os Estados Unidos sobre o Mar de Bering. A Dinamarca também tem uma reivindicação sobre o Pólo Norte.

Soluções para o Pólo Norte

Os cinco países envolvidos na disputam estão considerando duas possibilidades de se dividir a região.

O "método da linha media", apoiado por Canadá e Dinamarca, dividiria as águas do Ártico entre os países de acordo com a extensão do litoral mais próximo da região. Isso daria o Pólo à Dinamarca, mas o Canadá teria muitos ganhos também.

O "método do setor" partiria do Pólo Norte como central e traçaria linhas longitudinais. Isso causaria perdas ao Canadá e ganhos à Noruega e à Rússia.

Um problema é que os Estados Unidos não ratificaram a convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, principalmente porque os senadores não quiseram aceitar restrições internacionais às ações americanas.

No entanto, em maio de 2007, o senador republicano Richard Lugar defendeu a ratificação, devido às ações russas, argumentando que a voz americana precisa ser ouvida nas mesas de negociação.


 


Missão russa no Ártico tenta expansão territorial

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Dois mini-submarinos russo atingiram nesta quinta-feira o fundo do Oceano Ártico a 4,2 mil metros de profunidade. A viagem do Mir-I e Mir-II é parte de uma missão que tem objetivo de comprovar que uma cadeia de montanhas submarinas de 2 mil quilômetros representa uma extensão do território russo.
Ao final da expedição, a equipe irá depositar uma cápsula de metal contendo a bandeira da Rússia no fundo do oceano.

A Rússia pretende reivindicar cerca de 1 milhão de quilômetros quadrados do oceano e de possíveis reservas submarinas de petróleo e gás para o país.

Caso essa tese possa ser comprovada, os russos poderiam reivindicar a região como parte de seu país, segundo as diretrizes da ONU.

Ida à Lua

Os organizadores da expedição compararam essa descida pioneira ao fundo do oceano abaixo do Pólo Norte com a ida do homem à Lua.

Além dos propósitos científicos, o principal ''prêmio'' que a missão pode dar à Rússia é o de fortalecer as pretensões territoriais russas no Ártico.

De acordo com estimativas, a região pode contar cerca de 10 bilhões de toneladas de petróleo e gás.

A perspectiva de encontrar riquezas na região vem criando uma forte rivalidade na região, entres Estados Unidos, Canadá, Dinamarca e Rússia


Expedição russa finca bandeira no fundo do Ártico


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Membros de uma expedição russa realizaram nesta quinta-feira um feito inédito ao alcançar, a bordo de dois minissubmarinos, o fundo do Oceano Ártico, a 4,2 km de profundidade.
Os exploradores fincaram no local uma bandeira russa de titânio e depois retornaram com segurança à superfície.

O líder da missão, o parlamentar russo Artur Chilingarov, disse à agência russa Itar-Tass que o seu minissubmarino fez um pouso tranqüilo no chão na superfície do mar.

"O chão amarelado está ao redor de nós, não há nenhuma criatura marinha à vista", disse Chilingarov.

Riquezas minerais

A expedição foi lançada na semana passada com o objetivo de buscar indícios geológicos que sustentem a reivindicação russa sobre uma vasta área do Ártico.

Acredita-se que o leito tenha depósitos de petróleo, gás natural e outras reservas minerais.

Além de estudar a geologia do Ártico, os cientistas também iriam coletar amostras da fauna e da flora da região.

O retorno à superfície dos dois minissubmarinos, MIR-I e MIR-2, era considerado a parte mais difícil da missão porque os pilotos precisam voltar exatamente ao ponto de partida ou podem ficar presos em baixo do gelo.

 
Russos reivindicam uma vasta área, que pode ser rica em recursos  

"Esta é uma missão arriscada e heróica", disse Sergei Balyasnikov, um porta-voz do Instituto Ártico e Antártico da Rússia, à agência russa RIA-Novosti. "É um feito importante para que a Rússia demonstre seu potencial no Ártico."

"Show"

O Canadá – um dos países que pleiteiam parte do território do Ártico, junto com a Rússia – criticou a expedição ao dizer que a aventura russa não foi mais do que um show.

"Não há ameaça à soberania canadense no Ártico. Não estamos, de forma alguma, preocupados com esta missão. Basicamente, é só um show da Rússia", disse o Ministro das Relações Exteriores canadense, Peter MacKay, em uma entrevista transmitida em um canal de televisão do país.

Uma convenção internacional estabelece uma área de exploração econômica do Ártico de até 200 milhas náuticas (cerca de 370 km) para países que fazem fronteira com a região, a partir do território do país.

Esse limite às vezes pode ser expandido, mas, para isso, o país interessado precisa provar que a estrutura geológica da plataforma oceânica é a mesma de seu território.

Moscou argumentou perante uma comissão da ONU em 2001 que uma estrutura geográfica submarina do Ártico, chamada de Cordilheira de Lomonosov, é uma extensão geológica do seu território continental.

A ONU ainda não anunciou uma decisão definitiva sobre o assunto.

 

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comanche

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« Responder #3 em: Agosto 03, 2007, 01:15:55 am »
Parece que o assunto poderá vir a tornar-se sério, Rússia, Noruega, Canadá, Dinamarca, os Estados Unidos também estão de olho, isto só vem provar a importância do alargamento da nossa ZEE até á plataforma continental, espero que seja feito um bom trabalho, Portugal deve defender os seus direitos tal como procuram fazer os outros estados.



Rússia reivindica zona no Pólo Norte

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O ministro canadiano dos Negócios Estrangeiros afirmou hoje que o seu país não se sente ameaçado por a Rússia colocar uma bandeira no Oceano Ártico, para reclamar a posse de uma zona no Pólo Norte.
 


Otava, que também reclama esse território, entende que não existem dúvidas sobre a "soberania canadiana no Ártico", sublinhou o ministro Peter MacKay.

"Está consignado há muito tempo que essas águas são canadianas e que este [território] é propriedade do Canadá", acrescentou.

"Não estamos no século XV. Não se pode ir pelo mundo colocar uma bandeira e dizer:" Reclamamos este território"", disse MacKay à cadeia de televisão canadiana CTV.

Uma expedição russa utilizou um mini-submarino para implantar hoje uma bandeira nacional, num acto que simboliza o seu direito a uma zona rica de petróleo e gás no Ártico.

A bandeira russa, cujo estandarte foi feito em titânio anti-ferrugem, foi colocada a 4.261 metros de profundidade nas águas daquele Oceano.

Em reacção à acção russa, o chefe da diplomacia canadiana considerou que foi apenas "espectáculo".

A colocação da bandeira russa na região segue-se às pretensões anunciadas pelo presidente Vladimir Putin, de que a Rússia deve assegurar, com urgência, os seus "interesses estratégicos, económnicos, científicos e de defesa no Ártico".

Em 2001, Moscovo reclamou perante uma comissão das Nações Unidas que as águas junto à Costa Nordeste são uma extensão do seu território marítimo mas o argumento foi recusado.

Outros países, como os Estados Unidos, Canadá e Dinamarca, detentores de zonas costeiras na região, disputam igualmente a soberania sobre aquela área do Pólo Norte.

Não alheio ao interesse em torno desta zona geográfica estão as previsões constantes de um relatório geológico norte-americano, segundo as quais 25 por cento das reservas mundiais de petróleo e gás ainda inexploradas estão na Bacia do Oceano Ártico, referiu a CTV.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

 
 

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Miguel Sá

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« Responder #4 em: Agosto 03, 2007, 12:54:13 pm »
Que posição tomaram os EUA e a UE?

Este acontecimento abre um precedente em relação à Antártica.
 

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cjr2k3

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« Responder #5 em: Agosto 03, 2007, 01:02:55 pm »
Acho que não. Dado que a antartica é considerada território de ninguem pelas nações unidas, o mesmo que a lua. O Artico como é explico tem partes que são das ZEE dos vários países. Quanto aos EUA reclamarem território no artico está complicado para eles porque o Sr. Bush não decidiu retificar um tratado qualquer das nações unidas. Acho que a "bulha" vai ser entre o canadá, noruega, dinamarca e rússia.

Não tenho a certeza disto mas vou verificar.
 

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Miguel Sá

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« Responder #6 em: Agosto 04, 2007, 01:21:59 pm »
... e creio que as equipagens dos submarinos russos devem andar mais tranquilas, os engenheiros russos conseguiram finalmente construir mini-submarinos que podem descer a grandes profundidades...
 

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André

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« Responder #7 em: Agosto 04, 2007, 01:24:18 pm »
João Soares considera «razoável» pretensão russa

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O deputado socialista João Soares afirmou hoje à Lusa que a pretensão russa sobre parte do Árctico, que Moscovo considera integrar a sua plataforma continental, é uma «reivindicação razoável», até pela grande tradição que aquele país tem na região polar.
Lamentando que Portugal nunca se tenha interessado por expedições no círculo polar Árctico, João Soares, que já efectuou uma viagem ao Pólo Norte, considera que os russos têm «o que de melhor há em termos de investigação» científica polar, tanto no Árctico como na Antártida.

O deputado português, membro da Assembleia Parlamentar europeia e observador da Organização de Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), considera que existe um paralelo entre as reivindicações russas e as portuguesas sobre o leito do oceano na Zona Económica Exclusiva (ZEE) portuguesa, uma das maiores do mundo.

«São coisas da mesma natureza, mas no caso do Ártico o assunto pressupõe um diálogo internacional aprofundado» no actual contexto internacional de paz«, disse.

O Ártico, bloqueado pelas camadas de gelo que cobrem grandes extensões do mar polar, sofre uma transformação devida ao aquecimento climático que deixa antever uma utilização económica com a exploração dos recursos naturais ou a abertura da Passagem do nordeste à navegação.

O Oceano Ártico, que se estende por mais de 14 milhões de quilómetros quadrados, faz fronteira com a Europa, Ásia e América. Comunica a sul com o Oceano Atlântico pelo mar de Barents e o estreito de Fram, e a oeste com o Oceano Pacífico através do estreito de Bering.

O Ártico está particularmente ameaçado pelo aquecimento climático. Segundo o grupo intergovernamental de especialistas sobre a evolução do clima (Giec), a temperatura média aumentou duas vezes nos últimos 100 anos em relação à subioda média do resto do planeta.

A exploração mineira que será possível graças ao desaparecimento de uma grande parte do banco de gelo atiça a cobiça de muitos países vizinhos do Ártico: os serviços Geológicos dos Estados Unidos, a Agência governamental científica norte-americana especializada em hidrocarbunetos, calcula que 25 por cento das reservas mundiais de petróleo se encontram a Norte do círculo Polar.

Este apetite exarcebou-se com a aprovação da Convenção das Nações Unidas sobre o direito do Mar de Montego Bay na zona económica exclusiva no mar (ZEE).

Esta convenção permite aos países costeiros de um oceano estenderem os seus direitos para a exploração de recursos naturais, minerais, energéticos, biológicos, das actuais 200 milhas para 350 milhas, se esta zona constituir »o prolongamento natural do plateau continental«.

Os pedidos devem ser depositados perante a Comissão dos limites do plateau continental (CLPC) antes de Maio de 2009.

A expedição russa »Árctico 2007« visa recordar as intenções de Moscovo sobre o seu controlo desses territórios. O vice-presidente da Duma (câmara baixa do Parlamento russo) Artour Tchilingarov, que dirige a operação, disse que a mesma ajudaria a Rússia a avançar na reivindicação dessas regiões. »O Ártico é nosso e nós devemos mostrar a nossa presença«, declarou.

Os cientistas esperam poder estabelecer que uma parte do fundo submarino que passa pelo pólo Norte, conhecido pelo nome de »Dorsal Lomonossov«, é na realidade uma extensão geológica da Rússia.

O batíscafo russo Mir-1 com três ocupantes pousou na quarta-feira, 02 de Agosto, no fundo do Oceano Árctico sob o Polo Norte, a 4.261 metros de profundidade, informou a agência oficial russa Itar-Tass.

Comandado pelo piloto Anatoli Sagalevich, o mini-submarino tocou o fundo marítimo às 12:08, hora de Moscovo, (09:08 em Lisboa), após quase três horas de imersão na zona das coordenadas a 90 graus de latitude norte.

No batíscafo (aparelho que permite a deslocação de observadores a grandes profundidades no mar) viajavam, além daquele cientista russo, o vice-presidente da Duma (Câmara baixa do Parlamento russo) e especialista em expedições árcticas e antárcticas, Artur Chilingarov, e o deputado Vladimir Gruzdev.

»Pousámos suavemente. O solo é de cor amarelada e não se veêm habitantes das profundezas marítimas«, disse Chilingarov, citado pela Itar-Tass.

O Mir-1 devia aguardar a chegada do Mir-2, pilotado pelo russo Ievgueni Cherniayev, que está acompanhado do cientista australiano Michael Mcdowell e do milionário sueco Friedrick Pausen, que pagou três milhões de dólares (2,1 milhões de euros) para participar na aventura.

Além de investigações científicas, a expedição procurará provas geológicas de que o leito marinho de uma vasta zona do Polo Norte pertence à Rússia.

Os cientistas pretendem demonstrar que a cordilheira submarina Lomonósov, que se eleva a 3.700 metros desde o fundo do oceano e vai além do Polo Norte, é a continuação da plataforma continental da Sibéria.

A zona sobre a qual a Rússia reclama direitos tem uma superfície de 1,2 milhões de quilómetros quadrados e crê-se que terá uma quarta parte das reservas mundiais de hidrocarbonetos. Todos os combustíveis que utilizamos (gás natural, butano, propano, gasolina e gasóleo) são constituídos essencialmente por hidrocarbonetos (composto de carbono e hidrogénio).

Em 2001, Moscovo depositou um pedido nesse sentido perante uma comissão da ONU.

Vários outros países nórdicos tentam estender os seus direitos aos recursos marinhos situados para lá da sua ZEE e a imprensa russa recorda que uma expedição norte-americana está a caminho para uma outra zona do Ártico, a dorsal de Gakkel.

Um outro diferendo económico surgiu recentemente no Ártico devido à fonte dos gelos: a circulção na Passagem do Nordeste, via de navegação que liga o Atlântico ao Pacífico via Ártico, que permite reduzir em um terço o trajecto entre a Europa e a Ásia.

Esta rota marítima deveria ser aberta em meados do ano 2035. Ora Washington considera que esta passagem, que sinua entre as ilhas canadianas e as águas internacionais, livres à navegação internacional, quando Otava defende a sua »soberania« nessas »suas« águas territoriais.

Diário Digital / Lusa
« Última modificação: Março 21, 2008, 12:14:47 am por André »

 

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« Responder #8 em: Agosto 08, 2007, 10:22:33 pm »
Rússia quer ampliar presença no Ártico e anuncia nova expedição


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MOSCOU (Reuters) - Exploradores russos anunciaram na quarta-feira a realização de uma nova expedição rumo ao Ártico no final do ano a fim de intensificar a presença da Rússia na região, depois de terem fincado uma bandeira do país no leito do mar no Pólo Norte.

A Rússia fortaleceu sua posição em uma disputa com os Estados Unidos, Canadá e Noruega pelas riquezas minerais do Ártico quando, na semana passada, enviou um submersível ao fundo do mar para colocar ali uma bandeira do país.

O governo russo pretende controlar uma grande porção do leito marinho do Pólo Norte porque, segundo afirma, a área seria uma extensão da placa continental da Rússia. Mas outras potências presentes no Ártico discordam.

"A Rússia intensificará sua presença no Ártico", afirmou o líder da expedição, Artur Chilingarov, um aventureiro polar de 67 anos de idade. As declarações dele foram divulgadas pela agência de notícias Itar-Tass.

Vice-presidente do Parlamento e importante membro do maior partido governista, Chilingarov afirmou, sem divulgar maiores detalhes, que a nova missão ao Ártico acontecerá em novembro.

Ao dar essas declarações, o expedicionário encontrava-se a bordo de um dos submersíveis usados para colocar a bandeira russa a uma profundidade de 4.261 metros, no leito do mar.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, parabenizou os membros da expedição durante um encontro com Chilingarov realizado na terça-feira, mas adotou um tom cauteloso ao dizer que o governo russo precisa discutir suas pretensões com outros países e com organizações internacionais.

Cinco países que possuem território dentro do Círculo Ártico -- o Canadá, a Dinamarca, a Noruega, a Rússia e os EUA -- criaram uma zona econômica de 320 quilômetros ao redor da porção norte de suas linhas costeiras.

Se as calotas polares diminuírem em virtude do aquecimento global, a riqueza mineral presente no leito do mar do Ártico poderá ser explorada com maior facilidade, fato esse que alimentou os sonhos das potências mundiais sedentas por fontes de energia e os temores dos ambientalistas.

Segundo geólogos russos, o leito do mar do Ártico contém, pelo menos, material equivalente a algo entre 9 e 10 bilhões de toneladas de combustível, ou a mesma quantidade de petróleo existente em todas as reservas russas. E a região contaria ainda com várias reservas de outros minerais.

A Rússia baseia sua intenção de controlar uma fatia maior do leito do mar do Ártico na descoberta de geólogos russos que acreditam que a formação Lomonosov, uma cadeia montanhosa submersa de 1.800 quilômetros que se estende embaixo do círculo polar, é um prolongamento do território russo.

Segundo Chilingarov, a nova expedição, que contará com um navio quebra-gelo movido a energia nuclear, explorará a área com a ajuda de um submersível movido por controle remoto.

 

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André

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« Responder #9 em: Agosto 10, 2007, 07:45:30 pm »
Canadá cria base militar para reforçar soberania

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O Canadá anunciou hoje a criação de uma base militar no Árctico para reforçar a reivindicação da soberania canadiana naquela região do Pólo Norte.

O anúncio foi efectuado pelo primeiro-ministro federal, Stephen Harper, em Resolute, território árctico canadiano do Nunavut, durante a visita que está a realizar àquela zona geográfica, cuja intenção é afirmar a soberania canadiana nestas águas.

A futura base militar das forças armadas canadianas será um porto de águas profundas, que ficará localizado em Nanisivik, junto à Passagem do Noroeste, zona que é disputada pela Rússia, Estados Unidos, Japão e a União Europeia.

Ainda no campo militar, Harper deu a conhecer que será construído um centro de treino militar na Baía de Resolute, em Nunavut.

No entender do primeiro-ministro canadiano, a edificação destes dois postos militares no Árctico ajudarão a reforçar as pretensões canadianas dos direitos sobre a Passagem do Noroeste.

A deslocação de Harper ao Árctico segue-se à expedição realizada há uma semana por cientistas russos, durante a qual foi colocada uma bandeira russa a 4.261 metros de profundidade nas águas deste oceano, simbolizando o seu direito a uma zona rica de petróleo e gás.

A Dinamarca deu entretanto a conhecer que no fim-de-semana enviará igualmente uma expedição ao Árctico, com a finalidade de provar que a cordilheira Lomonósov é uma extensão da Gronelândia, o que a coloca na corrida para reclamar a mesma região do Pólo Norte, rica em petróleo bruto e gás.

Diário Digital / Lusa

 

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« Responder #10 em: Agosto 10, 2007, 09:17:59 pm »
Uma base militar que deve ser para "inglês" ver. Com a grave crise financeira que está implementada nas FA canadianas não me parece que seja por aí que os russos perderam o interesse no que eles dizem ser deles...
"Ele é invisível, livre de movimentos, de construção simples e barato. poderoso elemento de defesa, perigosíssimo para o adversário e seguro para quem dele se servir"
1º Ten Fontes Pereira de Melo
 

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« Responder #11 em: Agosto 12, 2007, 02:57:10 pm »
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Jovem de 13 anos descobre erro em notícia da Reuters

   
 
As imagens falsas percorrem media no mundo inteiro

Dois pequenos submarinos navegam lentamente sobre o fundo do oceano, iluminando-o com os seus focos de luz. É o que se vê nas imagens distribuídas pela Reuters e que rapidamente se espalharam pelo planeta. Integravam um pacote noticioso referente à missão em que exploradores russos colocaram uma bandeira sob o Pólo Norte, a quatro mil e duzentos metros de profundidade, no passado dia 2 de Agosto. Não fosse um adolescente finlandês, e a verdade acerca daqueles submarinos poderia nunca ter vindo ao de cima.

Waltteri Seretin, de 13 anos, vive em Kemi, 450 quilómetros a norte de Helsínquia, na Finlândia. Já viu o Titanic, com Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, por diversas vezes. Foi talvez por isso que, quando se deparou com as fotografias dos submarinos russos no jornal diário Ilta-Sanomat, percebeu que estavam a meter água.

"Estava a olhar para a fotografia da expedição russa e reparei imediatamente que havia alguma coisa que me era familiar", disse o rapaz ao jornal inglês Guardian. "Verifiquei no meu DVD [do Titanic] e lá estava, mesmo no princípio do filme: exactamente a mesma imagem dos submarinos a aproximarem-se do navio."

O filme de James Cameron sobre o naufrágio de 1912 abre com uma cena de minissubmergíveis num mergulho para inspeccionar os destroços do RMS Titanic. Essas imagens foram, de facto, feitas no local do desastre, no Atlântico Norte, há cerca de dez anos, e aproveitadas pelo realizador para integrar o blockbuster americano.

Mas então, antes de correrem televisões e jornais de todo o mundo, como foram as imagens do filme de 1997 parar ao pacote distribuído pela Reuters?

A agência admite que as retirou de um trabalho transmitido pelo canal estatal russo RTR, e que erradamente as catalogou como originárias do Árctico. O material distribuído incluía vídeos, onde estavam as cenas de Titanic, juntamente com animações feitas por computador e filmagens dos navios à superfície, durante a expedição. Duas das quatro fotografias que integravam o pacote eram do filme de James Cameron.

Aparentemente, com o intuito de "colorir" as reportagens, a RTR usou as imagens da produção de Hollywood para ilustrar as histórias da expedição do Kremlin que pretendia conquistar os direitos sobre as riquezas do Árctico.

O canal afirma que nunca as referiu como sendo realmente da operação de colocação da bandeira. No entanto, enquanto na reportagem se alteravam com imagens reais, no ecrã podia ler-se "norte do Oceano Árctico". À medida que as imagens de Titanic passavam, ouvia-se a voz do jornalista russo: "Quando o minissubmarino chegou aos 300 metros, começou a operação do segundo submarino". Na verdade, as imagens foram emitidas pela primeira vez pela televisão russa quando a expedição ainda se encontrava a várias horas de atingir o pólo.

Curiosamente, os dois submergíveis utilizados pelos cientistas russos, Mir-1 e Mir-2, são fabricados por uma empresa finlandesa e foram usados por Cameron no seu filme. Contudo, pensa-se que a cena transmitida pelo programa noticioso da RTR terá sido originalmente filmada com modelos à escala, e dentro de um estúdio.

A Reuters já apresentou as suas desculpas pelo erro cometido, introduzindo textos referentes às várias origens e localizações das filmagens incluídas no pacote sobre a expedição.

Nas declarações, a agência afirma que "identificou erradamente as filmagens como sendo originárias do Árctico, e não do Atlântico Norte" e "o erro de localização foi corrigido".

O incidente, por si só, já é embaraçoso para a Reuters. Mas, além disso, relembra o facto da agência ter cometido outro erro em Agosto do ano passado, quando publicou uma fotografia de um freelancer sobre os bombardeamentos israelitas no Líbano. A imagem havia sido manipulada com a adição de fumo saindo de edifícios, alegadamente, em chamas.

Depois de mais este percalço, a agência noticiosa promete reforçar o controle de material distribuído em seu nome.
"Ele é invisível, livre de movimentos, de construção simples e barato. poderoso elemento de defesa, perigosíssimo para o adversário e seguro para quem dele se servir"
1º Ten Fontes Pereira de Melo
 

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André

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« Responder #12 em: Agosto 13, 2007, 01:52:00 pm »
Expedição dinamarquesa a caminho para reclamar zona reivindicada por russos

Citar
O governo dinamarquês anunciou o envio de uma expedição para o Árctico para cartografar o leito marinho da Gronelândia, trabalho que poderá permitir reivindicar os direitos sobre uma zona já reclamada pelos russos.

Embarcados no quebra-gelo sueco Oden que zarpou domingo de Tromsoe, norte da Noruega, 45 investigadores analisarão o fundo marinho compreendido entre as latitudes 83° e 87°norte, a norte da Gronelândia, território autónomo dinamarquês.

Os resultados poderão permitir à Dinamarca provar que a dorsal de Lomonossov, uma cadeia montanhosa submarina, que se estende desde a Gronelândia à Sibéria, é uma extensão da Gronelândia e reivindicar os direitos sobre essa região rica em hidrocarbonetos.

Os primeiros a rumarem àquela zona do Pólo Norte com a intenção de a reclamar, em pleno século XXI, foram os russos, que já anunciaram que voltarão, em Novembro, a reivindicar a sua posse.

O explorador russo que colocou, no passado dia 2, uma bandeira da Rússia no Pólo Norte, a mais de 4.261 metros, com o batíscafo Mir-1, prevê fazer nova expedição em Novembro.

Mas o Canadá, que também considera que a dorsal de Lomonossov é uma extensão da sua margem continental, anunciou no final da semana passada a criação de uma base militar no Árctico para reforçar a reivindicação da soberania canadiana naquela região do Pólo Norte.

A futura base militar das forças armadas canadianas será um porto de águas profundas, que ficará localizado em Nanisivik, junto à Passagem do Noroeste, zona que é disputada pela Rússia, Estados Unidos, Japão e a União Europeia.

Ainda no campo militar, será construído um centro de treino militar na Baía de Resolute, em Nunavut.

A convenção das Nações Unidas sobre o direito do mar dá aos países signatários um prazo até 10 anos, após a sua ratificação, para apresentarem as suas reivindicações sobre o fundo marinho, caso queiram estender a sua soberania para lá da sua zona de 200 milhas.

A Rússia, que ratificou a convenção em 1997, apresentou em 2001 um pedido junto da comissão da ONU sobre o direito do mar para reivindicar o fundo marinho árctico.

A Dinamarca, que ratificou a convenção em 2004, pode fazer o mesmo até 2014.

Combustíveis como o gás natural, butano, propano, gasolina e gasóleo são constituídos essencialmente por hidrocarbonetos (composto de carbono e hidrogénio).

Cinco países com território no Círculo Árctico - Canadá, Dinamarca, Noruega, Rússia e Estados Unidos - têm uma zona económica de 320 quilómetros no litoral norte de cada país.

Lusa / SOL


Isto está ao rubro pessoal. :G-boxing:

 

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comanche

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« Responder #13 em: Agosto 13, 2007, 02:10:21 pm »
Citação de: "André"
Expedição dinamarquesa a caminho para reclamar zona reivindicada por russos

Citar
O governo dinamarquês anunciou o envio de uma expedição para o Árctico para cartografar o leito marinho da Gronelândia, trabalho que poderá permitir reivindicar os direitos sobre uma zona já reclamada pelos russos.

Embarcados no quebra-gelo sueco Oden que zarpou domingo de Tromsoe, norte da Noruega, 45 investigadores analisarão o fundo marinho compreendido entre as latitudes 83° e 87°norte, a norte da Gronelândia, território autónomo dinamarquês.

Os resultados poderão permitir à Dinamarca provar que a dorsal de Lomonossov, uma cadeia montanhosa submarina, que se estende desde a Gronelândia à Sibéria, é uma extensão da Gronelândia e reivindicar os direitos sobre essa região rica em hidrocarbonetos.

Os primeiros a rumarem àquela zona do Pólo Norte com a intenção de a reclamar, em pleno século XXI, foram os russos, que já anunciaram que voltarão, em Novembro, a reivindicar a sua posse.

O explorador russo que colocou, no passado dia 2, uma bandeira da Rússia no Pólo Norte, a mais de 4.261 metros, com o batíscafo Mir-1, prevê fazer nova expedição em Novembro.

Mas o Canadá, que também considera que a dorsal de Lomonossov é uma extensão da sua margem continental, anunciou no final da semana passada a criação de uma base militar no Árctico para reforçar a reivindicação da soberania canadiana naquela região do Pólo Norte.

A futura base militar das forças armadas canadianas será um porto de águas profundas, que ficará localizado em Nanisivik, junto à Passagem do Noroeste, zona que é disputada pela Rússia, Estados Unidos, Japão e a União Europeia.

Ainda no campo militar, será construído um centro de treino militar na Baía de Resolute, em Nunavut.

A convenção das Nações Unidas sobre o direito do mar dá aos países signatários um prazo até 10 anos, após a sua ratificação, para apresentarem as suas reivindicações sobre o fundo marinho, caso queiram estender a sua soberania para lá da sua zona de 200 milhas.

A Rússia, que ratificou a convenção em 1997, apresentou em 2001 um pedido junto da comissão da ONU sobre o direito do mar para reivindicar o fundo marinho árctico.

A Dinamarca, que ratificou a convenção em 2004, pode fazer o mesmo até 2014.

Combustíveis como o gás natural, butano, propano, gasolina e gasóleo são constituídos essencialmente por hidrocarbonetos (composto de carbono e hidrogénio).

Cinco países com território no Círculo Árctico - Canadá, Dinamarca, Noruega, Rússia e Estados Unidos - têm uma zona económica de 320 quilómetros no litoral norte de cada país.

Lusa / SOL

Isto está ao rubro pessoal. :G-boxing:


E pode vir aquecer ainda mais, á medida que os cinco países em disputa vão entregando as suas reivindicações ás Nações Unidas para alargamento da soberania para lá das 200 milhas até á plataforma continental.
 

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JoseMFernandes

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« Responder #14 em: Agosto 13, 2007, 10:33:42 pm »
"(...)O Árctico apresenta, pelo menos, três grandes desafios estratégicos, especialmente para a União Europeia:militar, económico e ambiental.

No âmbito militar, o Pólo Norte abriga, fora de dúvida, submarinos russos e americanos.Estarem presentes no Oceano Atlântico permitem-lhes o peso de uma ameaça nuclear sobre as principais metrópoles do hemisfério norte.

No âmbito económico, peritos americanos e noruegueses estimam que um quarto das reservas naturais de gás e petróleo, ainda não descobertas, se situam além do circulo polar.O território pretendido pelos russos poderia deter cerca de 700 mil milhões de toneladas de petróleo,  além de quantidades imensas de gás natural.Para Moscovo a exploração destas reservas é  essencial.A segurança do aprovisionamento energético da União Europeia vai pois no futuro imediato , inevitavelmente passar pelo Árctico.
Não se trata apenas de um desafio económico, pois a rota marítima do Norte é a mais curta entre a Europa do Norte e a Ásia de Nordeste por um lado, e a costa Oeste da América por outro.As condições de circulação nestas águas são portanto fundamentais para os europeus.

E finalmente o desafio ecológico, se a Gronelandia é a maior reserva de água doce do planeta, a exploração do Alasca, tal como está a ser prevista pelos países limitrofes,  arrisca uma  deterioração ainda maior do ambiente.

Por todas estas razões, o Árctico bem merece uma profunda reflexão colectiva, e  não apenas dos paises vizinhos.
Mas o mínimo que poderemos dizer,  é que estamos bem longe desse caminho..."


trad. parcial de um editorial do jornal francês LE MONDE de 12/8/2007
A que era chamada  Terra Incognita pelos nossos antepassados parece estar a tornar-se uma Terra Desejada no futuro imediato...quase tão imediato como, por exemplo... o desaparecimento no Verão dentro de menos de trinta anos dos gelos na parte canadiana... :(
 

 

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