Programa de substituição do C-130

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Re: Programa de substituição do C-130
« Responder #1860 em: Julho 12, 2019, 07:21:33 am »
Aparte da comparação entre as duas aeronaves que não tem nada a ver uma com a outra, estas sim são duas excelentes aeronaves já com provas dadas, em especial o J !!


Abraços
 

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tenente

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Re: Programa de substituição do C-130
« Responder #1861 em: Julho 12, 2019, 06:46:29 pm »
Portugal Confirms Order for Embraer KC-390


The KC-390 will significantly expand the Portuguese Air Force’s airlift capacity and multi-mission readiness and will continue to contribute to development of the aerospace industry. (Photo: Mönch/TJM)

Portugal’s Council of Ministers announced on 11 July a firm order for five Embraer multi-mission KC-390 aircraft at a reported purchase price of €827 million.

The order, which comes after two years of intensive negotiations, marks Portugal as the first export customer for the Brazilian airlifter and forms part of an ongoing process to modernise Portugal’s capacity to support military operations and increase readiness in missions of public interest. Deliveries are expected to begin in 2023 and the order includes the provision of flight training devices, electronic warfare support and logistics support.

The KC-390 is designed to set new standards for efficiency and productivity in its category, while also offering the lowest life-cycle costs on the market. It is suited to a range of military and civilian missions, including humanitarian support, medical evacuation, search and rescue and firefighting, while fully meeting the requirements of the Portuguese Air Force, adding new cargo and troops transport, aerial delivery and aerial refueling capabilities.

“Today is a historic day for the KC-390 programme and I want to thank those who have contributed to the project. This is a very important step to consolidate the aircraft which we believe will become another success for Embraer. The Portuguese KC-390 will meet new interoperability requirements in the areas of secure navigation, data and voice transmission that will allow the KC-390 to integrate joint operations in multinational alliances in which Portugal is integrated. These requirements, developed in partnership with the Portuguese Air Force, will enable the KC-390 to meet the needs of many other nations around the world,” commented Embraer Defense & Security President and CEO, Jackson Schneider. “The industrial partnership between Portugal and Embraer contributes to the development of engineering and the Portuguese aeronautics industry, representing more than €300 million in exports each year and thousands of highly skilled jobs.”

Portugal is the largest international partner in the KC-390 programme and its participation in development and production of the aircraft is recognized as having had a positive economic impact in the generation of jobs, new investments, increased exports and technological advances. The aircraft received certification from the Brazilian National Aviation Agency (ANAC) in 2018 and is now in full series production. Entry into service with the Força Aérea Brasileira (FAB – Brazilian Air Force) is expected to occur in late 2019, with follow-on deliveries to occur throughout the year.

https://www.monch.com/mpg/news/air/5715-portugal-confirms-order-for-embraer-kc-390.html

Abraços
 

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Lusitaniae

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Re: Programa de substituição do C-130
« Responder #1862 em: Julho 16, 2019, 12:46:18 pm »
Como esta noticia é para assinantes, mas no Smartphone consigo ver de borla, aqui ficam os prints da Folha de São Paulo.










Abraços
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Re: Programa de substituição do C-130
« Responder #1863 em: Julho 16, 2019, 02:29:31 pm »
Somente dois dos 20 cargueiros A400M Atlas da RAF podem voar

Uma discussão dura surgiu em uma recente conferência da Otan sobre os novos aviões de transporte de £ 2,6 bilhões, da RAF, uma vez que surgiram problemas nos motores, o que significa que apenas dois dos 20 da frota são capazes de voar a qualquer momento.

O atraso na entrada em serviço do novo avião A400M para a RAF e outras nações parceiras levou a um grande desentendimento entre a Airbus, a fabricante de aviões e os ministros da OTAN.

Stuart Andrew, Ministro das Aquisições do MoD, disse que depois de uma “reunião extremamente robusta” os problemas com a aeronave A400M devem ser resolvidos no próximo ano.

Preocupações foram levantadas sobre a nova aeronave desde sua criação em 2003. Um recente Comitê de Defesa Seletiva foi informado de que a equipe de engenharia da base RAF Brize Norton chamou a aeronave de “cão” e que, ocasionalmente, apenas dois da frota de 20 aeronaves estavam em serviço.

Em 2015, uma aeronave A400M caiu na Espanha durante um voo de teste, matando quatro tripulantes. Uma falha de software, desde que corrigida, foi encontrada como a causa do acidente.

No Parlamento, na semana passada, Mark François, ex-ministro da Defesa, disse: “Pagamos 2,6 bilhões de libras por uma aeronave com péssima confiabilidade, motores ruins, uma caixa de redução praticamente quebrada, hélices problemáticas, enormes problemas de vibração e uma incapacidade de lançar paraquedistas”.

O ex-ministro da Defesa perguntou o que poderia ser feito em relação ao “desastre de aquisições emergentes”.

Andrew respondeu: “O desempenho foi totalmente inaceitável. Esperamos agora que a EuroProp International, fabricante de motores, tenha mais poder para negociar as soluções de suporte de que precisamos.

“A Airbus Defence and Space também foi responsabilizada, mas, após os problemas com os motores e caixas de redução, essas peças serão substituídas em cada uma das aeronaves em meados do próximo ano.

O Ministério da Defesa confirmou que não haverá custos adicionais para o contribuinte e que todas as melhorias de confiabilidade serão financiadas pela indústria.

A versão RAF do A400M – chamada Atlas – deve substituir a atual frota de aeronaves de carga C-130 Hercules.

Com uma capacidade de 35 toneladas e um alcance de 2.000 milhas náuticas, é muito mais capaz e versátil do que o velho Hercules. Como é equipado com hélices ao invés de motores a jato, ele pode operar a partir de pistas de terra e pistas despreparadas e pode voar a até 400 nós.

Embora o maior C-17 Globemaster possa transportar cerca de 70 toneladas de suprimentos, ele precisa voar a partir de bases aéreas estabelecidas, limitando sua utilidade em operações de socorro em desastres ou missões secretas.

A Grã-Bretanha comprou 22 aeronaves, com 20 entregues até agora, a um custo de 2,6 bilhões de libras. A data planejada em serviço de 2009 atrasou mais de seis anos.

A Alemanha comprou 53 aeronaves, com 30 entregues até o momento. O Telegraph soube que a Luftwaffe tentou sair do programa e não pegar as 23 restantes, mas foi convencida pela Grã-Bretanha a permanecer no programa.

Os números mais recentes de capacidade de manutenção do A400M da RAF, de fevereiro deste ano, mostraram que 12 dos 20 estavam na “Forward Fleet”, que inclui aeronaves que podem ser reparadas e aquelas temporariamente indisponíveis devido a trabalhos menores ou outras inspeções técnicas que podem ocorrer diariamente.

O número de aeronaves disponíveis varia dia a dia de acordo com as atividades normais de gerenciamento de voo e a facilidade de manutenção geral.

Embora montado em Sevilha, Espanha, o A400M é um projeto internacional com peças construídas em toda a Europa.

As asas compostas de carbono – as maiores já existentes em uma aeronave militar – foram projetadas e construídas em Filton, perto de Bristol, e vários outros subsistemas, incluindo o software que controla a aeronave, vieram da Grã-Bretanha.

Um total de 174 aeronaves já foram encomendadas até o momento, sustentando 8.000 empregos no Reino Unido.

https://www.telegraph.co.uk/news/2019/07/10/raf-nato-row-totally-unacceptable-engine-problems-keep-26bn/

_________

OBS: Ao contrário do que imaginam por aqui, o A-400M não é capaz de praticar REVO em helicópteros, foi testado mas não foi homologado, excesso de turbulência gerada pelas hélices contra cíclicas e falta de estabilidade do próprio avião, foi considerado arriscado demais e impraticável, tentou-se instalar um tanque interno e uma mangueira a partir do compartimento de carga, sem sucesso, essa ideia também foi abandonada. Desconhecia que o aparato também se quer é capaz de lançar paraquedistas.
 

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mafets

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Re: Programa de substituição do C-130
« Responder #1864 em: Julho 16, 2019, 03:13:58 pm »
Desconhecia que o aparato também se quer é capaz de lançar paraquedistas.

 :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:











Citar
French paratroopers recently completed a series of parachute jumps into water & drop zone from the side doors of a #FrAF #A400M in Corsica.

https://twitter.com/Tom_Antonov/status/1146751879382278147

Saudações  8) 8)
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

http://mimilitary.blogspot.pt/
 
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Re: Programa de substituição do C-130
« Responder #1865 em: Julho 16, 2019, 03:44:49 pm »
Poxa se saltam do C-17 que é a jato não iam saltar do A400??

Nem que fossem sentadinhos numa palete....
Um abraço
Raphael
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tenente

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Re: Programa de substituição do C-130
« Responder #1866 em: Julho 16, 2019, 04:02:02 pm »
Desconhecia que o aparato também se quer é capaz de lançar paraquedistas.

 :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:











Citar
French paratroopers recently completed a series of parachute jumps into water & drop zone from the side doors of a #FrAF #A400M in Corsica.

https://twitter.com/Tom_Antonov/status/1146751879382278147

Saudações  8) 8)

Claro que o  " aparato "  :mrgreen:  não é capaz de lançar os paraquedistas, lá estás tú a ser do contra mafets, tens cá um feitio !!!!  ;)

Abraços
 
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Re: Programa de substituição do C-130
« Responder #1867 em: Julho 16, 2019, 04:28:09 pm »
Mas como por magia até encontrei alguns links que comprovam as limitações do  " Aparatos400M " da Airbus, e logo o primeiro é a certificação para lançamentos de paras por uma, duas portas e pela Rampa, e por uma entidade nada conhecida !!!


https://eatc-mil.com/post/a400m-achieved-civil-certification

As situações do AAR a helis provocadas, como já referido pela turbulência originada pela contra rotação dos hélices nunca os li em lado nenhum e gostava de os ler, se existirem claro, de acordo com a Airbus, o problema com os helis está relacionado com o comprimento das mangueiras e a pouca distância a que ficam os helis da cauda da aeronave.




https://www.flightglobal.com/news/articles/farnborough-new-helicopter-refuelling-trials-to-boo-450430/

Airbus Defence & Space will launch flight tests in the first quarter of next year to prove the ability of its A400M tactical transport to refuel helicopters in flight.

Previous tests involving an Airbus Helicopters H225M exposed stability issues for the rotorcraft while it was operating near the Atlas, with the 90ft length of its refuelling hose also bringing it too close to the airlifter's tail.

Successful windtunnel testing has already been conducted using an updated hose design produced by Cobham. Housed within the same under-wing refuelling pod, this has an increased length of 120ft, with the use of a thinner hose to result in a slower rate of fuel flow.

The earlier problems with clearing the A400M for helicopter refuelling contributed to decisions by France and Germany to each order a small number of Lockheed Martin KC-130J tankers.

"The next test will be done with a pod and aircraft in the first quarter of 2019," says head of military aircraft Fernando Alonso. The activity will involve either an H225M or a Leonardo Helicopters AW101.


https://www.thinkdefence.co.uk/2012/09/the-airbus-a400m-atlas-part-3-a-multi-purpose-platform/


Abraços
« Última modificação: Julho 16, 2019, 04:40:38 pm por tenente »
 
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Re: Programa de substituição do C-130
« Responder #1868 em: Julho 16, 2019, 04:32:17 pm »
É referido muita vezes a (futura?) "certificação militar" do KC-390 - quem é que emite essa certificação? A Força Aérea Brasileira e é universalmente aceite?   
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Re: Programa de substituição do C-130
« Responder #1869 em: Julho 16, 2019, 07:11:48 pm »
É referido muita vezes a (futura?) "certificação militar" do KC-390 - quem é que emite essa certificação? A Força Aérea Brasileira e é universalmente aceite?

Quem faz a certificação militar é o Centro de Testes Yuma, nos EUA.
 
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Re: Programa de substituição do C-130
« Responder #1870 em: Julho 16, 2019, 09:20:59 pm »
Negativo. Esse centro de testes do US Army está essencialmente vocacionado para conduzir testes de equipamentos terrestres. Em termos aeronáuticos, só conduzem testes de largada (pessoas e material) por pára-quedas.

A certificação (Certificate of Airworthiness) de aeronaves civis é feita pelos reguladores nacionais, ou europeus, de acordo com as normas ICAO. As aeronaves militares não carecem de certificação civil, sendo a certificação efectuada pelas autoridades militares nacionais. Existe, no entanto, um esforço por parte da EDA para uniformizar as certificações militares a nível europeu. Claro que se uma aeronave é certificada pela USAF, US Navy, RAF, ou Armée de l'Air, as outras forças aéreas irão basicamente assinar de cruz os respectivos certificados nacionais, ou até dispensá-los se a legislação nacional o permitir. Quando uma aeronave militar é baseada num modelo civil, normalmente, as forças aéreas não conduzem um processo de certificação exaustivo, ou então assinam de cruz.

Resumindo: quem vai emitir o certificado militar para o Brasil é a FAB, baseado nos testes que têm vindo a ser conduzidos (incluindo os testes de largada em Yuma), como já o terá feito anteriormente para Tucanos e companhia. Provavelmente, a FAP aceitará a certificação da FAB como boa e assinará de cruz a menos, claro, que seja necessário certificar o aparelho para  um requisito específico da FAP.
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Re: Programa de substituição do C-130
« Responder #1871 em: Julho 16, 2019, 09:55:05 pm »
Negativo. Esse centro de testes do US Army está essencialmente vocacionado para conduzir testes de equipamentos terrestres. Em termos aeronáuticos, só conduzem testes de largada (pessoas e material) por pára-quedas.

A certificação (Certificate of Airworthiness) de aeronaves civis é feita pelos reguladores nacionais, ou europeus, de acordo com as normas ICAO. As aeronaves militares não carecem de certificação civil, sendo a certificação efectuada pelas autoridades militares nacionais. Existe, no entanto, um esforço por parte da EDA para uniformizar as certificações militares a nível europeu. Claro que se uma aeronave é certificada pela USAF, US Navy, RAF, ou Armée de l'Air, as outras forças aéreas irão basicamente assinar de cruz os respectivos certificados nacionais, ou até dispensá-los se a legislação nacional o permitir. Quando uma aeronave militar é baseada num modelo civil, normalmente, as forças aéreas não conduzem um processo de certificação exaustivo, ou então assinam de cruz.

Resumindo: quem vai emitir o certificado militar para o Brasil é a FAB, baseado nos testes que têm vindo a ser conduzidos (incluindo os testes de largada em Yuma), como já o terá feito anteriormente para Tucanos e companhia. Provavelmente, a FAP aceitará a certificação da FAB como boa e assinará de cruz a menos, claro, que seja necessário certificar o aparelho para  um requisito específico da FAP.

100% correct, SIR !!!

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Re: Programa de substituição do C-130
« Responder #1872 em: Julho 17, 2019, 08:00:46 pm »
Negativo. Esse centro de testes do US Army está essencialmente vocacionado para conduzir testes de equipamentos terrestres. Em termos aeronáuticos, só conduzem testes de largada (pessoas e material) por pára-quedas.

A certificação (Certificate of Airworthiness) de aeronaves civis é feita pelos reguladores nacionais, ou europeus, de acordo com as normas ICAO. As aeronaves militares não carecem de certificação civil, sendo a certificação efectuada pelas autoridades militares nacionais. Existe, no entanto, um esforço por parte da EDA para uniformizar as certificações militares a nível europeu. Claro que se uma aeronave é certificada pela USAF, US Navy, RAF, ou Armée de l'Air, as outras forças aéreas irão basicamente assinar de cruz os respectivos certificados nacionais, ou até dispensá-los se a legislação nacional o permitir. Quando uma aeronave militar é baseada num modelo civil, normalmente, as forças aéreas não conduzem um processo de certificação exaustivo, ou então assinam de cruz.

Resumindo: quem vai emitir o certificado militar para o Brasil é a FAB, baseado nos testes que têm vindo a ser conduzidos (incluindo os testes de largada em Yuma), como já o terá feito anteriormente para Tucanos e companhia. Provavelmente, a FAP aceitará a certificação da FAB como boa e assinará de cruz a menos, claro, que seja necessário certificar o aparelho para  um requisito específico da FAP.

Em Yuma vai ser certificado a capacidade operacional para a aeronave desempenhar a sua função de transporte militar. Vai ser certificado a sua capacidade para transporte de carga e pessoas(tamanhos, pesos e configurações a qual a embraer se propor).
Também vai ser certificado a largada de carga e pessoas, mais uma vez em tamanhos, pesos e configurações a qual a embraer se propor.

A única coisa que não devera ficar certificada é o abastecimento em voo.

A certificação da FAB pouco ou nada nos diz respeito, porque Portugal vai de certeza fazer o seu próprio processo de  operational acceptance testing . É bom lembrar que embora todos sabemos que a razão do cancelamento dos EC 635  foi por falta de dinheiro, a verdade é que conseguimos o cancelamento do EC 635 porque falharam a integrar uma arma.
Quanto a certificação de pessoal, este devera ser feito diretamente com o fabricante, o que não quer dizer que não sejam usados membros da FAB.
 

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Re: Programa de substituição do C-130
« Responder #1873 em: Julho 17, 2019, 08:43:41 pm »
Boa tarde.
Tenho andado a acompanhar o que o que se escreve sobre o KC e fico com a impressão que há receios a mais!...
Ao fim ao cabo, se não houver nenhuma falha de concepção na estrutura pouco há a recear!...
É um avião a jacto que usa motores mais que testados e considerados super fiáveis!...
Nem percebo onde é que possa falhar!...
Se lhe falta autonomia, guardem-se os Hércules ou compre-se um A400...
Quanto ao resto, a FAP e a OGMA saberão certamente resolver, nomeadamente a integração de novos sistemas...
Tudo mais é andar num avião muito mais rápido que é um grande passo em termos de modernização, nomeadamente ao nível dos instrumentos!...
Penso que há que dar algumas chances a um avião que nem sequer parece ser uma compra muito arriscada!...
Seguramente já se fizeram compras muito piores!...
A ideia que tenho é que até haverá boas chances de ficarmos contentes com esta compra!...
A única coisa que tenho mais dificuldade de entender é o preço, que me parece um bocado puxado!...
« Última modificação: Julho 17, 2019, 10:20:17 pm por jpthiran »
 

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Re: Programa de substituição do C-130
« Responder #1874 em: Julho 17, 2019, 10:33:11 pm »
P: Em Yuma, mas por quem? Convém deixar vago, ou é para dar a ideia que a certificação foi efectuada pelo US Army?

R: A certificação foi efectuada pela FAB/EMB com a ajuda do US Army, porque os brasileiros, possivelmente, não possuem o equipamento e as instalações adequadas. Se a FAP se marimbar para a certificação da FAB, efectuada com a ajuda de um organismo independente, isso implica mais tempo e maiores custos que raiam o absurdo. Que a FAP tenha que efectuar testes de aceitação é natural, agora efectuar todo um processo de certificação é completamente redundante. Se não confiam na FAB, mais uma razão para optar por outro cargueiro.

Citar
Brazilian Air Force has recently conducted the airdrop testing certification of its new Embraer KC-390 military transport aircraft at the Yuma Proving Ground (YPG) in southwestern Arizona, U.S.

YPG is a U.S. Army proving ground and is one of the largest military installations in the world. It is a subordinate command of the Army Test and Evaluation Command (ATEC).

Personnel at YPG supported Embraer in the air delivery testing for the aircraft. It was a certification process which included conducting several tests to certify the air delivery system. The Brazilian Air Force set the requirements and YPG supported Embraer in conducting every critical test.

“YPG’s role for this project was to rig all the payloads, pack parachutes, collect instrumentation data, photographs, video, and coordinate range support”, said Air Delivery Test Officer Carlos Anaya. “YTC – Yuma Test Center – has the facilities, manpower, instrumentation, and great weather year round for Air Delivery Operations”.

The aircraft has undergone basic certification and now YPG is supporting its military mission certification.
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