Tecnologia Portuguesa

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Lusitano89

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #615 em: Dezembro 30, 2017, 01:23:52 pm »
O futuro desenha-se a grafeno e papel eletrónico em laboratórios portugueses





No Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear do Instituto Superior Técnico, Elena Tatarova lidera uma equipa que usa a mesma força que anima o sol e os relâmpagos para guiar cada átomo e fabricar o material mais forte que se conhece: o grafeno.

Do outro lado do Tejo, na Caparica, uma das mais premiadas cientistas portuguesas, Elvira Fortunato, e Rodrigo Martins, da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, coordenam investigadores e estudantes que tornam a fantasia realidade com uma revolução iminente: o papel eletrónico.

Composto por átomos de carbono dispostos numa camada única em estrutura hexagonal, o grafeno em que trabalha a equipa no Técnico é um material bidimensional, em que a matéria só se move no plano horizontal.

“Poderá potencialmente substituir muitos materiais convencionais” e, pelas suas propriedades de extrema condutividade térmica e elétrica, pode servir para aplicações que vão da dessalinização da água ou do desenvolvimento de sensores capazes de identificar moléculas individuais ao armazenamento de energia em supercondensadores que poderão um dia substituir as baterias como hoje as conhecemos.

O desafio da equipa liderada por Elena Tatarova é chegar a um método de produção em massa do mais puro grafeno, e a cientista acredita que dentro de um ano terá pronto o protótipo desse futuro laboratório com tecnologia para “mudar as regras do jogo”.

Os métodos atuais de fabrico de grafeno, disseminados na Ásia, incluem a esfoliação com ácidos, que desbastam a grafite, o mesmo mineral dos lápis de carvão, até se chegar à camada única que caracteriza o grafeno.

O problema, diz Elena Tatarova, é que os químicos usados “praticamente destroem a estrutura do grafeno” e nunca se obtém um material puro, livre de moléculas de oxigénio ou defeitos.

A aposta do Técnico - para a qual recebeu este ano quatro milhões de euros do projeto europeu Pegasus, no qual participam cinco países - é o uso do plasma, um estado da matéria semelhante ao gasoso, que é o meio com mais densidade energética que se conhece no Universo.

“Trabalhando com o plasma, controlamos cada átomo e molécula, e o fluxo das partículas em tempo real, o que nos permite usar mais eficazmente a energia, essencial para a produção a baixo custo”, afirma Elena Tatarova.

Usando o plasma, pode “arquitetar-se o material à escala atómica”, escolhendo a posição de cada átomo e fazendo combinações, como por exemplo o 'n-grafeno', em que coexistem átomos de carbono e de nitrogénio (azoto), com extraordinárias propriedades de armazenamento de energia.

Além disso, o plasma consegue retirar e dirigir os átomos de carbono de qualquer forma de biomassa ou até mesmo do ar, de qualquer fonte de carbono.

“O lixo é biomassa”, salienta, e tudo pode ser usado como matéria-prima, o que torna o método do plasma um campeão em sustentabilidade ambiental.

Um feixe de luz e um zumbido forte assinalam o funcionamento do reator de plasma de um dos laboratórios do Instituto, onde coexistem máquinas de milhões de euros.

Depois de alguns minutos de funcionamento, é recolhido o material, em minúsculos flocos absolutamente negros.

“O nosso método é o mais eficaz. Aqui, um grama de grafeno puro pode ser produzido por 45 euros. No mercado, atualmente, um grama pode valer entre 500 e mil euros”, afirma Elena Tatarova.

No Centro de Investigação de Materiais (Cenimat) da Universidade Nova, “não há limites quando se quer fazer boa ciência” garante Elvira Fortunato, demonstrando como uma máquina de laser usada na indústria para fazer carimbos ou gravar logótipos em malas pode ser usada para criar sensores com grafeno a partir de plástico normal.

Rodrigo Martins aponta que a ficção científica e a fantasia são fontes de inspiração: o jornal “Daily Prophet”, de leitura obrigatória no mundo de Harry Potter, cujas fotografias são animadas e que interage com o leitor, poderá ser uma realidade de tecnologia de ponta que o Cenimat pretende liderar.

No próximo ano deverá começar a funcionar uma unidade-piloto de investigação e produção de papel eletrónico, usando como matriz um material fabricado há mais de dois mil anos.

Elvira Fortunato, galardoada pela descoberta do transístor de papel, aponta usos como a criação de passaportes impossíveis de falsificar, com a aplicação de “eletrónica transparente embebida numa folha de papel.

No Cenimat já se estudam inúmeras aplicações da eletrónica flexível e descartável, como uma pulseira que os bombeiros podem usar no pulso para detetar a presença de gás inflamável ou papel de embalagem para alimentos com sensores que detetam o ph e dizem quando está fora de prazo.

João Ferrão, um aluno de mestrado em Engenharia Biomédica, trabalha num biossensor de glucose de papel que poderá tornar obsoletos os atuais aparelhos usados pelos diabéticos, desempenhando a mesma função por uma fração do preço.

Usando nanopartículas de ouro que mudam de cor conforme a concentração de glucose, trata-se de uma pequena tira de papel onde uma pessoa pode colocar uma gota de sangue e obter, usando uma aplicação para telemóvel que lê a amostra através da câmara, uma leitura exata dos níveis de glucose no sangue.

Ao lado, uma impressora a três dimensões fabrica paulatinamente uma estrutura a partir de resina líquida que será usada para cultivar pele artificial, que poderá ser usada para testar cosméticos e medicamentos.

“Este metro quadrado custou um milhão de euros”, aponta Elvira Fortunato ao passar pelo microscópio eletrónico onde se observam fibras individuais de celulose que podem ser cortadas, impressas ou manipuladas com um feixe dirigido de eletrões.

Este equipamento já serviu para encontrar defeitos nos airbags de uma marca de carros que afetou milhares de veículos, o que segue a filosofia de “colocar estes conhecimentos ao serviço da sociedade e das empresas”, refere a cientista.

Na chamada “câmara limpa” do Cenimat, onde só se entra vestido com material protetor e depois de passar por uma câmara de descontaminação, é onde a pesquisa mais “hi-tech” se realiza.

O ambiente é cuidadosamente controlado e pressurizado para evitar qualquer contaminação de partículas que, à nano-escala, podem arruinar as experiências.

O trabalho com microscópios eletrónicos consiste na impressão de intricados circuitos eletrónicos em material flexível, onde cada partícula é meticulosamente colocada.

"Aqui não há livros bolorentos", refere Elvira Fortunato, rodeada de ideias, pessoas e máquinas que já concretizaram e superaram a profecia do cientista norte-americano Richard Feynman, pioneiro no estudo da nanotecnologia, que há quase sessenta anos previu que se poderiam escrever todos os volumes da 'Encyclopaedia Britannica' na ponta de um alfinete.

>>>>>>  http://24.sapo.pt/tecnologia/artigos/o-futuro-desenha-se-a-grafeno-e-papel-eletronico-em-laboratorios-portugueses
 
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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #616 em: Janeiro 11, 2018, 08:35:26 pm »
Investigadores portugueses descobrem como reverter o envelhecimento celular


 

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Lusitano89

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #617 em: Janeiro 22, 2018, 11:03:02 am »
Investigadores de Coimbra criam algoritmo de inteligência artificial que pode revolucionar visão computacional


Um novo algoritmo de inteligência artificial que desenvolve “uma abordagem vanguardista para automatizar processos de aprendizagem no campo da visão computacional” foi criado por investigadores da Universidade de Coimbra (UC), foi hoje anunciado.

Quatro investigadores do Centro de Informática e Sistemas da UC (CISUC) “desenvolveram uma abordagem vanguardista para automatizar processos de aprendizagem no campo da visão computacional”, ao criarem “um novo algoritmo de inteligência artificial para a evolução das denominadas redes neuronais (que imitam o comportamento do cérebro) profundas”, afirma a UC, numa nota enviada hoje à agência Lusa.

O novo algoritmo de inteligência artificial, denominado DENSER – acrónimo de Deep Evolutionary Network Structured Representation –, “pode muito bem vir a revolucionar a forma de responder ao problema de classificação do conteúdo de imagens”, admite a UC.

Na área da inteligência artificial e ‘machine learning’ (aprendizagem de máquina), “a classificação de imagens é altamente complexa e enfrenta grandes desafios”, o que “é compreensível”, se se considerar que, “nos humanos, um terço do cérebro é dedicado ao processamento visual, envolvendo centenas de milhões de neurónios”.

Desenvolvido no âmbito de um projeto de investigação financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), o DENSER “tem vindo a despertar o interesse da comunidade científica”, destaca a UC, adiantando que será apresentado na próxima EvoStar, “a mais importante conferência europeia na área da computação evolucionária” (computação de inspiração biológica para resolver problemas de elevada complexidade).

O DENSER destaca-se das abordagens convencionais por não exigir intervenção humana, por não usar conhecimento prévio sobre o domínio e por ser uma solução de baixo custo.

Comparativamente com outras, a técnica desenvolvida na UC apresenta “duas grandes vantagens”, afirmam os coordenadores do projeto, Bernardete Ribeiro e Penousal Machado, citados pela UC.

“Na maioria das abordagens a este problema, otimizam-se os parâmetros de uma rede que, à partida, obtém uma performance elevada; na nossa abordagem a rede é evoluída de raiz, ou seja, sem intervenção humana”, salientam.

“O que a maioria faz é afinar um Bugatti Veyron, um automóvel que, como sabemos, já é bastante rápido, de forma a conseguir boas performances; o que nós fazemos é dar ao algoritmo um conjunto de peças (jantes, pneus, peças para o motor, travões, etc.) e deixar que o algoritmo entenda o contexto da situação, isto é, descubra como combinar aquelas peças de forma a construir um veículo que obtenha uma performance competitiva”, mas sem sequer o informarem que “tem de ser um carro”, explicam, com recurso à analogia, os cientistas.

Para comparar a performance das diferentes abordagens, incluindo as convencionais, os especialistas utilizaram o teste CIFAR (constituído por 60 mil imagens), dividido em duas categorias: CIFAR 10 e CIFAR 100, em função do número de classes (por exemplo, tipos de objetos) a identificar nas imagens.

O sistema que mais se aproxima da solução arquitetada pelos investigadores do CISUC é o do projeto Google Brain, que obtém resultados marginalmente inferiores.

Conforme sublinham os outros dois investigadores da equipa, Filipe Assunção e Nuno Lourenço, eles obtêm “um resultado competitivo” com o seu CIFAR 10, mas não reportam os resultados no CIFAR 100, que “é um problema mais difícil” e, além disso, usam “algum conhecimento sobre o problema”, o que os ajuda a “alcançar bons resultados”.

A outra vantagem é o baixo custo do DENSER. Enquanto os investigadores do projeto Google Brain “usam 800 GPUs (placas gráficas) topo de gama”, os do CISUC recorrem a “4 GPUs das mais acessíveis, que são usadas, por exemplo, nos videojogos” – as 800 GPUs da Google “custam 1,3 milhões de euros” e estas “apenas 2.500 euros”.

Os resultados do projeto, que podem vir a ser aplicados em vários domínios do conhecimento, “decorrem da experiência de mais de duas décadas do CISUC nas áreas da inteligência artificial, ‘machine learning’ e computação evolucionária, e de um esforço e investimento mais recente no domínio da ‘evolutionary machine learning’”, salienta a UC.


>>>>>>>  http://24.sapo.pt/tecnologia/artigos/investigadores-de-coimbra-criam-algoritmo-de-inteligencia-artificial-que-pode-revolucionar-visao-computacional
 

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HSMW

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #618 em: Fevereiro 26, 2018, 06:54:45 pm »
Estava a dar na RTP1 agora mesmo uma reportagem sobre esta associação:
http://www.blc3.pt/img/blc3_logo_horizontal.png
O projecto que apresentavam eram de reutilização de resíduos florestais como fonte de energia mas existem mais no seguite link:
http://www.blc3.pt/projects.php

Do site:

O BioREFINA-Ter é um projeto multidisciplinar de I&D que está desenhado para desenvolver, em rede, a adaptação de tecnologias avançadas para efetuar a conversão de resíduos de exploração florestal e agrícola, de solos sem aptidão agrícola, em biocombustíveis de 2ª geração substitutos do gasóleo e da gasolina.

Já conseguiu congregar uma rede internacional de conhecimento composta por 55 entidades de I&D de nove países europeus. O projeto arrancou com um financiamento em 2011 pelo Estado Português, através do IFAP, no valor de 0,5 Milhões de Euros, e – numa primeira fase – permitiu avançar para estudos científicos e técnicos sobre a viabilidade de conversão de matos e incultos e resíduos florestais em biocombustíveis avançados de 2ª geração (substitutos diretos da gasolina e do gasóleo).

O projeto BioRefina-Ter tem como objetivo a construção de uma biorrefinaria de demonstração industrial, com capacidade para produzir 25 milhões de litros por ano de biocombustíveis de 2ª geração e não concorrentes com o sector alimentar e da indústria transformadora de madeira, num território piloto que abrange os concelhos de Arganil, Góis, Oliveira do Hospital e Tábua. Representa o investimento de 125 milhões de euros nos 4 municípios e ser uma unidade de demonstração industrial para a replicação pelo território nacional. Ambiciona ainda criar o primeiro território a nível internacional com total autonomia energética, ou seja, os recursos naturais do território são suficientes para gerar energia para os consumos da atividade económica existente.

 :G-beer2:
http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Lusitano89

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #619 em: Maio 17, 2018, 03:58:02 pm »
Tecnologia criada no Porto calcula fadiga dos condutores analisando os rostos


Investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) estão a desenvolver um demonstrador facial que permite extrair informação a partir dos rostos dos condutores, para avaliar o seu estado de fadiga.

O objetivo do Facial Analytics é extrair informação sobre a orientação da cabeça, pontos característicos na face - e valores calculados a partir destes pontos -, batimento cardíaco (obtido pelas variações na cor da pele) e a direção do olhar, avaliando de seguida o estado de fadiga do condutor, disse à Lusa o investigador do INESC TEC Jaime Cardoso, um dos responsáveis pelo projeto.

Segundo indicou, caso existam sensores adicionais nos veículos (no volante ou no assento) que permitam medir a atividade elétrica do coração (eletrocardiograma ou ECG), essa tecnologia pode estar integrada, "para caracterizar com mais robustez o estado de fadiga".

Este tipo de funcionalidades pode ser aplicado em qualquer veículo no futuro, referiu o investigador, salientando que a análise do estado físico do condutor permite aumentar a segurança rodoviária.

"Combinando o reconhecimento do condutor com a análise da fadiga, podemos personalizar e otimizar os algoritmos para cada condutor, particularmente interessante em empresas de transportes em que os condutores trabalham por turnos e o condutor de um dado veículo muda constantemente", explicou o docente da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).

De acordo com o investigador, a informação visual do condutor é recolhida a partir de um vídeo, capturado através de uma câmara colocada na parte superior do para-brisas. Essa informação é então analisada, automaticamente e em tempo real, pelo demonstrador facial.

Para transformar a informação extraída dos sensores em informação com significado semântico (fadiga, emoção e identidade, por exemplo), os responsáveis utilizam metodologias de inteligência artificial e de 'machine learning' (algoritmos de aprendizagem automática).

Além da análise do estado físico, a equipa trabalha noutras duas linhas de investigação em análise facial: reconhecimento biométrico (potenciando aplicações de controlo de acessos) e análise do estado emocional (com aplicações em sistemas de interação homem-máquina, realidade virtual e impacto de eventos nas audiências, entre outros).

Jaime Cardoso referiu que, embora já exista algum trabalho na análise da fadiga dos condutores, este é ainda embrionário.

Ao associar as informações do ECG (obtida de forma transparente para o condutor, através de um sensor no volante), do vídeo (conseguida de forma não intrusiva) e do próprio veículo (como a evolução da posição angular do volante ao longo do tempo), a equipa espera melhorar todo o processo de avaliação do estado físico do condutor.

Este trabalho, que se encontra numa fase inicial, está a ser realizado em colaboração com a empresa Cardio-ID e inclui os investigadores do INESC TEC Licínio Oliveira (na análise da fadiga), Pedro Ferreira e Filipe Marques (na análise das emoções) e Ana Rebelo.


:arrow: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/tecnologia-criada-no-porto-calcula-fadiga-dos-condutores-analisando-os-rostos
 

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Lusitano89

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« Responder #620 em: Outubro 08, 2018, 05:55:10 pm »
Universidade do Minho desenvolve solução saudável para limpar solos contaminados com petróleo


Investigadores do Centro de Engenharia Biológica (CEB) da Universidade do Minho (UMinho) estão a desenvolver uma solução amiga do ambiente e da saúde pública para limpeza de solos e águas subterrâneas contaminados com petróleo, foi hoje divulgado.

Em comunicado, o CEB refere que a solução recorre à nanotecnologia e pretende converter o petróleo em substâncias inócuas, no próprio local onde ocorreu a contaminação.

“O recurso a nanomateriais férricos é um fator distintivo deste projeto, já que vai permitir acelerar e estimular a atividade dos microrganismos, de maneira a que o tratamento do local se processe de forma mais rápida, eficaz e ambientalmente correta”, sublinha.

Explica que a técnica utilizada para a descontaminação dos terrenos é a “biorremediação” e acrescenta que esta técnica “apresenta um elevado potencial de recuperação das áreas contaminadas, uma vez que é uma técnica mais económica e amiga do ambiente do que os tratamentos físico-químicos”.

“No futuro, esta solução poderá vir a ser comercializada, uma vez que ainda é muito reduzido o estudo da biorremediação de solos”, lê-se ainda no comunicado.

Segundo o CEB, este projeto “coloca a investigação feita neste setor na linha da frente e capitaliza a liderança de Portugal e da UMinho nesta área, promovendo conhecimento internacional”.

Paralelamente, acrescenta, “ajudará a estimular o empreendedorismo, a criação de novas empresas e o envolvimento de potenciais investidores, alavancando a economia e o desenvolvimento do país”.

O comunicado lembra que os óleos minerais, derivados do petróleo, são um dos “principais poluentes” do solo e das águas subterrâneas, “sendo que na Europa são cerca de 342 mil os locais contaminados identificados e mais de 2,5 milhões podem estar potencialmente contaminados”.

Diz ainda que os óleos minerais representam 22 a 24 por cento dos incidentes relatados referentes à contaminação local de solos.

Criado em 1995, o CEB da Universidade do Minho atua nas áreas da biotecnologia e Bioengenharia, centrando-se a sua atividade nos setores ambiental, da saúde, industrial e alimentar.

Tem ao seu dispor um valor de financiamento para projetos na ordem dos 14 milhões de euros.

:arrow: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/universidade-do-minho-desenvolve-solucao-saudavel-para-limpar-solos-contaminados-com-petroleo
 
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« Responder #621 em: Outubro 29, 2018, 10:24:22 pm »
Equipa do Porto leva Internet a navios no alto mar


Investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), no Porto, desenvolveram uma solução que permite levar a Internet de banda larga aos navios que operam em alto mar.

Em declarações à Lusa, Rui Campos, responsável pelo projeto, explicou que a equipa "procurou desenvolver uma solução de comunicações de Internet de banda larga que permitisse levar serviços e aplicações usados em terra para o ambiente marinho", e assim "trazer a inclusão digital" para junto dessas comunidades.

O projeto, intitulado MareCom e liderado pela empresa de engenharia portuguesa Wavecom, consiste numa caixa de comunicações, que pode ser instalada em embarcações e estações de comunicações costeiras, juntamente com antenas.

O equipamento foi testado na Base Naval de Lisboa, no dia 3 de outubro, numa vídeoconferência com terra a partir de uma embarcação da Marinha Portuguesa que navegava no estuário do Tejo.

"O INESC TEC desenvolveu uma componente de hardware, que consiste nas antenas multissetoriais que definem a orientação da embarcação mais próxima, e duas componentes de software, uma relacionada com a gestão de acesso das embarcações à terra e outra que permite que as embarcações consigam estabelecer uma rede entre si, ajudando-se mutuamente", explicou o investigador.

Rui Campos acredita que esta solução, que surge como alternativa às comunicações via satélite atualmente utilizadas, "pode completar diferentes serviços e ter aplicações em cenários bastante distintos".

"Este sistema pode permitir que um navio da Marinha, que vai fazer uma operação de busca e salvamento, possa fazer uma videoconferência com terra, podendo consultar os médicos em terra para prestar auxílios às vítimas, através de um serviço de telemedicina", exemplificou.

Segundo o investigador, esta solução, que poderá atingir alcances de 25 a 30 milhas da costa, é também capaz de auxiliar as comunidades piscatórias no contacto com a terra, ao permitir que "anunciem o tipo e a quantidade de peixe que pescaram".

"Esta solução tem inúmeras vantagens, nomeadamente no acesso a aplicações e serviços que possam melhorar a eficácia e a eficiência das operações que são desenvolvidas no mar", acrescentou.

O projeto MareCom, onde participa também o Centro de Investigação Naval (CINAV) da Marinha Portuguesa e da Ubiwhere, foi financiado pelo Compete 2020 e pelo Lisboa 2020.


:arrow: https://www.jn.pt/inovacao/interior/equipa-do-porto-leva-internet-a-navios-no-alto-mar-10104762.html?fbclid=IwAR1adYLM7cnAhKYgVIG2QkcJMNp-_soABWDXfvMhDPCN__QTwcUOi49dpVo
 

 

Livro " POLÍCIA à Portuguesa"

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