Tecnologia Portuguesa

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Jorge Pereira

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« Responder #45 em: Dezembro 01, 2007, 01:52:09 am »
Citação de: "André"
NDrive lança o telemóvel S300 com tecnologia portuguesa

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A empresa portuguesa NDrive lançou hoje o telefone móvel NDrive Phone S300, com tecnologia desenvolvida em Portugal e que tem disponível sistema de navegação GPS, mapas de Portugal e sistema operativo Windows Mobile 6.

João Neto e Eduardo Carqueja, administradores da empresa, afirmaram hoje em conferência de imprensa que este é o primeiro telemóvel português com desenvolvimento tecnológico em Portugal, estando a sua produção a ser feita na China.

Para os responsáveis, o telemóvel tem um preço competitivo (399 euros) a nível internacional, comparando-o com outros telefones com características semelhantes.

João Neto adiantou que o NDrive Phone S300 vai estar a ser vendido no mercado português esta semana.

Só no próximo mês será lançado em Espanha e posteriormente em França e Itália, países onde os responsáveis da NDrive afirmaram ter feito contactos e ter recebido uma boa receptividade aos seus produtos.

O telefone utiliza tecnologia de segunda geração móvel, tem sistema operativo Windows Mobile 6 com Push Email, conectividade por Bluetooth 2,0 e Wifi (banda larga móvel); inclui aplicações profissionais Word, Excel e Power Point Mobile e uma função de scanner de cartões de visita que permite fotografá-los e passar os contactos directamente para o telemóvel.

O telemóvel disponibiliza um sistema de mapas detalhados de Portugal, incluindo Açores e Madeira, informação actualizada sobre trânsito, 70 mil pontos de interesse turístico com conteúdos detalhados e 20 mil fotografias e informação actualizada sobre farmácias de serviço, eventos culturais, meteorologia e radares fixos.

Como factor diferenciador deste novo telemóvel, João Neto apontou o facto do comprador do telefone ter acesso a todas as facilidades de navegação sem pagar qualquer tipo de assinatura, ao contrário do que se passa com os outros produtos disponíveis no mercado.

Diário Digital / Lusa



Experimentei-o ontem e fiquei  :shock:  :shock:

É uma autêntica jóia tecnológica sem paralelo, tanto pela qualidade como pelo preço.

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Características


Os mapas mais recentes e completos em cartão de memória
Interface extramamente simples: operação só com um dedo desenvolvida para utilizadores sem qualquer experiência
Navegação para qualquer endereço ou ponto de interesse: em qualquer região ou país navegue de forma simples com instruções de voz
Pesquisa rápida e simples de conteúdos: base de dados de vias e pontos de interesse com milhares de registos
Suporte para informação dinâmica: previsão de tempo, farmácias de serviço e eventos culturais (dados disponíveis conforme o país)
Suporte para telefone: telefone directamente para um ponto de interesse ou aceda informação dinâmica (requer GSM)
Multimédia: ouça música, veja vídeos ou fotos (depende do dispositivo)
Suporte multilingue: interface e instruções de voz
Funções avançadas: envie e receba localizações por SMS, avisos de excesso de velocidade e radares

Especificações técnicas

        Plataforma

Microsoft Windows Mobile 6.0 Professional com Direct Push Mail
Combinação GSM/GPRS/PDA e GPS

GSM/GPRS pode ser desligado, funcionando unicamente como PDA
        Características físicas

121.39 mm x 62.9 mm x 16 mm
148 g
     
  Funcionalidades Base

Processador 416 MHz
128 MB ROM + 64 MB RAM
Suporta MicroSD

Câmara integrada 2 mega-pixel com Macro
Bateria de 1500 mAh Li-Ion
Bluetooth v2.0 A2DP
       
Funcionalidades PDA

Outlook Mobile (integração com MS Outlook de Contactos, Notas, Tarefas,...)
Word Mobile

Excel Mobile
Powerpoint Mobile
Messenger

Pocket Windows Media Player
       
 Funcionalidades GSM/GPRS/Wireless

GSM/GPRS - Quad-band  
GPRS classe 10 e Wireless Modem
GPS Sirf III
WiFi / WLAN : IEEE 802.11b/g (máximo 11Mbps)

Chamada em espera, chamada em conferência, ...
SMS integrado com o Pocket Outlook
Pocket Internet Explorer (HTML, WML, XML, WAP 2.0)
MMS
Toques Polifónicos (MIDI) e Reais, Áudio digital (Wav), MP3

Entre outras funcionalidades...
       
Autonomia

200 horas em standby
Bateria recarregável, Li-ion 1500 mAh  
       
Outras características

Ecrã Reflectivo TFT (240x320 pixel) com 65000 Cores - Touch Sensitive com Trackball
Aúdio MP3 estério


O software de navegação é do melhor se não mesmo o melhor que existe na actualidade.

Talvez seja a minha prenda de Natal. :G-Ok:  


 :arrow: http://www.ndriveweb.com/
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






Cumprimentos
 

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André

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« Responder #46 em: Dezembro 03, 2007, 03:37:50 pm »
NDrive apresenta equipamento de navegação por satélite, com imagens tridimensionais a cores

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A NDrive apresentou hoje um equipamento de navegação por satélite, com imagens tridimensionais a cores, que "é um produto disruptivo", o único a nível mundial, segundo Eduardo Carqueja e João Neto, administradores da tecnológica portuguesa.

Em conferência de imprensa, Eduardo Carqueja indicou que o NDrive G800 significa a entrada da empresa nos equipamentos de navegação GPS de gama alta, com um sistema inovador a partir de software desenvolvido pela empresa.

Os administradores da tecnológica portuguesa adiantaram que o NDrive G800 estará à venda sábado, em Portugal, e na próxima semana também em Espanha, França e Itália, admitindo que até ao final de 2008 deverá estar disponível em dezena e meia de países da Europa Ocidental e nos EUA.

O NDrive G800, com 8 giga byte de memória interna, dispõe também de capacidades multimédia, jogos, calculadora e tecnologia bluetooth, o que permite a sua interligação com telemóveis ou com sistemas áudio de automóveis que tenham aquela tecnologia, observou Eduardo Carqueja.

As imagens tridimensionais são obtidas a partir de fotografias aéreas captadas pela empresa norueguesa Blom, que é a maior firma de fotografia aérea, e dispõe de 12 aviões que tiram 5 fotografias em simultâneo, com um ângulo de 45 graus, o que permite apanhar as fachadas dos edifícios, ao contrário dos satélites, que apenas fornecem imagens de cima, disse Eduardo Carqueja.

O mesmo responsável revelou ainda que a Blom tem fotografia aéreas de mais de 900 cidades europeias e que tirou no último verão imagens aéreas da grande Lisboa, grande Porto e das principais cidades portuguesas, que permitem ver no GPS as fachadas dos edifícios e monumentos com quatro níveis de zoom, tornando muito mais fácil exactamente onde se está.

Os administradores da NDrive previram que os equipamentos de navegação por satélite vão migrar para esta tecnologia, mas destacaram que a empresa portuguesa "está à frente da concorrência" por ser actualmente a única que dispõe do software que a suporta.

Eduardo Carqueja indicou que a empresa espera vender 50 mil NDrive G800 até ao fim de 2008, alargar as imagens tridimensionais a outros equipamentos, incluído um telefone móvel com GPS, e vender 400 mil equipamentos com esta nova tecnologia no próximo ano.

Os administradores da empresa revelaram que os três mil telefones móveis NDrive com GPS lançados em meados de Novembro no mercado português estão esgotados e têm grande procura, estando "a caminho" mais equipamentos.

João Neto salientou que a NDrive "vai lançar muitas novidades" no mercado nos próximos tempos, incluindo a tecnologia tridimensional em equipamentos mais baratos, e sublinhou que a NDrive tem uma "exclusividade de facto" desta tecnologia por mais ninguém possuir o software desenvolvido.

Eduardo Carqueja disse que outra área em que a NDrive acredita e é diferenciadora é a dos conteúdos, com inclusão de informação útil, incluindo localização de empresas, serviços e estabelecimentos comerciais e informação dinâmica como farmácias de serviço.

João Neto indicou que a empresa prevê facturar entre 10 e 11 milhões de euros em 2007, sendo três quartos da venda de equipamentos e um quarto de venda de licenças, e investiu este ano cerca de meio milhão de euros em desenvolvimento.

A empresa emprega quatro dezenas de trabalhadores, 80 por cento dos quais licenciados, trabalhando 12 na área do desenvolvimento.

Lusa

 

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comanche

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« Responder #47 em: Dezembro 04, 2007, 11:39:04 am »
Ciência: Aplicação informática que analisa comportamento de genes recebe hoje prémio de inteligência artificial


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Covilhã, Castelo Branco, 04 Dez (Lusa) - Uma aplicação informática que analisa o comportamento de genes em processos biológicos recebe hoje o Prémio Nacional de Trabalhos de Licenciatura, atribuído pela Associação Portuguesa para a Inteligência Artificial.

O trabalho na área da Bioinformática foi desenvolvido por Joana Gonçalves, de 24 anos, natural da Covilhã, que este ano concluiu a licenciatura em Engenharia Informática na Universidade da Beira Interior.

A aplicação recorre a conceitos de inteligência artificial para "analisar dados científicos e determinar se determinado grupo de genes está a funcionar em conjunto num processo biológico", adiantou a autora à Agência Lusa.

"Sabe-se, por exemplo, que se determinado grupo de genes estiver a funcionar mal, pode provocar doenças", descreveu.

Assim, a aplicação comporta-se como "uma ferramenta", que "permite uma primeira despistagem de dados obtidos em experiências", auxiliando o trabalho de campo de biólogos, referiu Joana Gonçalves.

O trabalho BiGGEsTS - BiclusterinG Gene Expression Time-Series foi orientado por Sara Madeira, docente do Departamento de Informática da UBI.

Joana Gonçalves dedica-se desde Setembro ao doutoramento em Engenharia Informática e de Computadores no Instituto Superior Técnico e participa em actividades do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores Investigação e Desenvolvimento.

A jovem acredita que a inteligência artificial vai estar cada vez mais ligada ao quotidiano das pessoas, "mas não tanto naquela visão clássica de robôs e máquinas que se assemelham a pessoas".

"Penso que a abordagem não será tanto essa, mas sobretudo arranjar métodos que consigam descobrir conhecimento relevante na informação com que lidamos, para bem da comunidade científica e da comunidade em geral", referiu Joana Gonçalves.

Satisfeita e ao mesmo tempo surpresa com o prémio que hoje recebe, Joana Gonçalves considerou que o melhor conselho a dar a jovens alunos e investigadores é o de "fazerem aquilo que gostam e darem sempre o seu máximo".

"Penso que dessa forma, de uma maneira ou outra, o trabalho acaba por ser conhecido e recompensado", concluiu.

O prémio vai ser entregue sessão de abertura do Encontro Português de Inteligência Artificial (EPIA 2007), a partir das 09:00, em Guimarães.

 

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comanche

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« Responder #48 em: Dezembro 04, 2007, 06:02:18 pm »
Mariano Gago destaca "enorme progresso" registado em Portugal na relação universidade/empresas


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Porto, 04 Dez (Lusa) - O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior destacou hoje o "enorme progresso" registado em Portugal na relação universidades/empresas, mas salientou que, apesar de estarem criadas as condições para uma efectiva cooperação, os resultados não são imediatos.

"São precisas regras de mercado que promovam a investigação empresarial e condições legais apropriadas para uma cooperação sem restrições entre os sectores público e privado", afirmou Mariano Gago, considerando que "estas condições existem hoje em Portugal".

Contudo, afirmou em conferência de imprensa no final da conferência Manufuture 2007, que hoje terminou no Porto, os resultados não se produzem por receita médica, mas por persistência de medidas".

Neste âmbito, o ministro considerou essencial o recente aperfeiçoamento, pelo Governo, de métodos de avaliação independente dos sistemas de investigação financiados por dinheiros públicos, de forma a "separar o trigo do joio".

Paralelamente, destacou a importância do investimento na formação de pessoas, "senão não há massa crítica por onde escolher".

"Para Portugal foi, também, essencial o encorajamento, e a quase obrigatoriedade, de criação de parcerias entre as instituições de investigação", sustentou Mariano Gago.

Ainda assim, o ministro admitiu existir ainda em Portugal, consoante os sectores em causa, uma "diversidade enorme" de situações no que concerne à relação universidade/empresas.

"Nas grandes universidades mais técnicas a colaboração com a indústria nacional e até de outros países é intensíssima, registou-se um enorme progresso que vem dos dois lados, quer das universidades, quer das empresas", sustentou.

A prová-lo, considerou, está o crescimento da investigação e desenvolvimento empresarial, "que na última década foi explosivo, em grande parte devido às pessoas que foram qualificadas e ao ambiente de mercado e de negócio que se gerou".

É que, admitiu, "durante muitos anos em Portugal quase não havia pessoas em quantidade e qualidade suficientes para resolver os problemas a nível da investigação, tendo que se recorrer a investigadores de fora do país", mas actualmente "a situação mudou radicalmente".

Apesar desta evolução, o empresário Belmiro de Azevedo, presidente do Industrial Advisory Group da plataforma europeia Manufuture, considerou haver ainda "falta de comunicação entre as universidades e a indústria".

"Muitas vezes as pessoas, nas empresas, não querem formular questões às universidades", disse, atribuindo estas reservas à "falta de profissionais de investigação na indústria", que contrasta com o "excesso de doutorados nas universidades".

Um desequilíbrio que, para o empresário, se resolveria com a "transferência de alguns [investigadores] da academia para a indústria", onde seriam "bons comunicadores" entre os dois mundos.

Integrada na Presidência Portuguesa da União Europeia, a conferência Manufuture 2007 debateu os desafios da indústria transformadora europeia no actual contexto de competição global e analisou a primeira fase de execução do 7º Programa Quadro para Invesgigação e Desenvolvimento da União nas áreas da Ciência e Tecnologia.

O encontro, que decorreu segunda-feira e hoje, no Porto, contou com a presença do vice-presidente para a investigação do grupo Daimler, Heinrich Flegel, do vice-presidente do Banco Europeu de Investimento, Carlos Costa, e de investigadores das universidades de Hong Kong (Mitchell Tseng) e da Pensilvânia (James Thompson), para além do Coordenador Nacional da Estratégia de Lisboa, Carlos Zorrinho, e do ministro Mariano Gago.

O evento incluiu ainda um conjunto de 'workshops' acolhidos por empresas portuguesas líderes nos seus sectores, em que foram apresentados casos de sucesso nacionais e de outros países europeus e debatidos desafios e propostas de acção.

 

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André

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« Responder #49 em: Dezembro 05, 2007, 06:15:36 pm »
Três jovens cientistas recebem prémio de 20 mil euros de incentivo à investigação feita por mulheres em Portugal

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Um projecto que procura uma forma mais eficaz de aplicação de fármacos, contribuindo para diminuir os seus efeitos secundários no organismo, foi um dos três contemplados por um prémio de incentivo à investigação desenvolvida por mulheres em Portugal.

"Tentamos preparar nanopartículas, que são pequenas esferas, com materiais lipidicos muito parecidos com os lípidos presentes no organismo humano, para que levem uma determinada droga ou substância para um determinado local de acção", explicou à Agência Lusa Eliana Souto, de 31 anos, doutorada em Nanotecnologia, Biofarmácia e Biotecnologia Farmacêutica pela Universidade Livre de Berlim e actualmente investigadora na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa.

A possibilidade de a droga ser dirigida para o local onde deve actuar faz diminuir a quantidade de medicamento necessária, reduzindo os seus efeitos secundários no organismo humano e o custo das terapêuticas, disse Eliana Souto, realçando que este trabalho pode demorar ainda dois anos a concretizar.

Além de Eliana Souto, foram contempladas com o prémio de apoio à investigação "Medalhas de Honra L'Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência", no valor individual de 20 mil euros, duas outras jovens investigadoras em projectos dedicados ao estudo do cancro do pulmão e do síndrome metabólico (pré-diabetes).

Iola Duarte, de 32 anos, investigadora do Laboratório Associado CICECO da Universidade de Aveiro, foi contemplada por estudos para compreender o comportamento metabólico dos tumores e chegar a modelos de classificação capazes de distinguir tecido tumoral de tecido normal.

Este projecto, que desenvolve em colaboração com os Hospitais e a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, poderá resultar num novo meio de diagnóstico precoce destes tumores complementar à análise convencional.

A investigadora Anabela Rolo, 30 anos, do Centro de Neurociências e Biologia Celular do Departamento de Zoologia da Universidade de Coimbra, foi a terceira premiada, por um projecto que pretende identificar quais são as alterações metabólicas e moleculares que ocorrem nos doentes com o síndrome metabólico, também conhecido como pré-diabetes.

O objectivo da investigadora é chegar a uma terapêutica que interrompa o ciclo de alterações metabólicas destes pacientes, ajudando, deste modo, a prevenir o desenvolvimento da diabetes tipo 2.

O prémio, no valor individual de 20 mil euros, é atribuído pela quarta vez em Portugal numa parceria entre a L'Oréal Portugal, Comissão Nacional da UNESCO e Fundação para a Ciência e a Tecnologia, inspirado no programa internacional L'ORÉAL-UNESCO For Women in Science, que desde 1999 tem atribuído prémios a investigadoras de todo o mundo.

Lusa

 

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comanche

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« Responder #50 em: Dezembro 05, 2007, 06:21:22 pm »
Ciência: Fundos de investimento devem apoiar parcerias entre investigadores e empresas - Universidade do Porto


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Porto, 05 Dez (Lusa) - O vice-reitor da Universidade do Porto (UP), Jorge Gonçalves, desafiou hoje os fundos de investimento a apoiarem a realização de parcerias entre investigadores e empresários geradoras de oportunidades de negócio.

Jorge Gonçalves, que é o responsável pela área da Investigação, Desenvolvimento e Inovação da UP, deu como exemplo dois projectos com "inegável interesse económico" que estão a ser actualmente desenvolvidos na Universidade do Porto, um novo sistema de controlo de tráfego e um novo software de gestão de comunicações e de comércio electrónico.

O académico falava durante a sessão de abertura do "i-techpartner Software Forum", que hoje se iniciou no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, reunindo os principais responsáveis da indústria europeia de software.

Na sua intervenção, a vice-presidente da CCDR-N Cristina Azevedo realçou que "o Fórum vem dinamizar e dar maior visibilidade à investigação que é feita nesta área".

Cristina Azevedo sublinhou o papel que a sua instituição tem exercido no apoio a "centros de investigação e empresas que queiram dinamizar no seu seio núcleos de I&D".

Aquela responsável destacou, como exemplo desse esforço, "o concurso que a CCDR-N tem a correr, dirigido às micro e pequenas empresas (até 50 trabalhadores) de toda a região Norte, no valor de 57 milhões de euros, equivalente a 133 milhões de euros de investimento".

Os trabalhos do "i-techpartner Software Forum", que se realiza pela primeira vez em Portugal, reúnem a nata da indústria europeia de software durante dois dias no que é considerado como "uma oportunidade única para empresas de alta tecnologia, organizações de I&D e investidores trocarem experiências e estabelecerem contactos para possíveis parcerias de negócio".

Estão presentes 40 multinacionais, 30 empresas em rápido crescimento, 30 centros de investigação de topo, 50 fundos de investimento e mais de 250 peritos em tecnologia e inovação de PME`s e instituições públicas europeias.

O programa do evento inclui debates sobre a situação da indústria e formas de transferência de tecnologia entre centros de investigação e empresas, apresentações de case-studies internacionais e reuniões individuais entre investigadores e investidores.

O "i-techpartner Software Forum" está integrado na Semana das PME, promovida pelo IAPMEI no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia, estando a sua organização a cargo da Universidade do Porto e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), no âmbito da Europe Unlimited - Venture Capital.

Contando com o patrocínio da Comissão Europeia, a rede "i-techpartner" envolve empresas e centros de inovação de 15 regiões da UE (entre elas o Norte de Portugal) com o objectivo de promover o aproveitamento económico pelas PME`s europeias da investigação científica aí produzida.

 

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André

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« Responder #51 em: Dezembro 05, 2007, 06:28:36 pm »
Tecnologia portuguesa na conquista do Espaço

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Equipamento da Efacec no laboratório espacial europeu Columbus
O novo laboratório espacial europeu Columbus, que é lançado quinta-feira do Cabo Canaveral rumo à Estação Espacial Internacional (ISS) a bordo do vaivém Atlantis, inclui tecnologia portuguesa totalmente concebida pelo grupo Efacec.

É uma bandeira a nível nacional, porque é a primeira vez que um voo espacial integra tecnologia portuguesa de raiz. E para nós também é muito importante, porque significa um poço de conhecimento numa área de ponta", disse à Lusa o administrador executivo do grupo Efacec, Alberto Barbosa.

Denominado EuTEMP, o equipamento espacial foi integralmente concebido e produzido pela EFACEC, certificado pela NASA e pela Agência Espacial Europeia (ESA).

"É a primeira vez que vai ser instalado um módulo, em que todo o processo, desde a concepção até ao desenvolvimento, passando pelo projecto, hardware e software, electrónica e mecânica, foi totalmente produzido em Portugal pelos engenheiros da Efacec", frisou Alberto Barbosa.

EuTEMP vai medir as temperaturas no Espaço

O EuTEMP será montado na parte externa do módulo europeu Columbus, com o objectivo de medir a temperatura num "momento crítico": quando o astronauta sai para a montagem da Plataforma de Experiências Externa da ESA (EuTEF), dedicada à demonstração em órbita de tecnologias espaciais.

"O equipamento vai permanecer bastante tempo no espaço, mas o momento crítico da sua função é durante a montagem do Columbus, durante duas ou três horas, altura em que vai medir as variáveis físicas, a temperatura de vários pontos, uma fase em que a temperatura pode descer a valores muito baixos", explicou o responsável da empresa.

O ambiente espacial é muito agressivo, podendo as temperaturas variar rapidamente desde as extremamente frias de menos 140 graus centígrados, quando os equipamentos estão à sombra, até aos 400 graus positivos, quando expostos ao Sol, explica a empresa num documento.

Apesar das simulações que têm em consideração os fluxos térmicos, podem surgir situações imprevisíveis, havendo por isso necessidade de monitorizar as temperaturas dos vários instrumentos da plataforma.

Concebido durante mais de dois anos, o EuTEMP é uma unidade de medida e aquisição de temperatura de pequenas dimensões, autónoma e alimentada por baterias, que foi construído de modo a resistir às temperaturas do ambiente espacial pelo menos durante diversos dias após o seu lançamento.

O EuTEMP transmitirá os dados para a Terra, através do Columbus, e foi construído para se manter três anos no espaço, podendo funcionar isolado durante 30 dias.

Obedece a vários requisitos de segurança e de qualificação da ESA e da Nasa, resistência a temperaturas extremas e integração eficiente com a plataforma EuTEF.

Os testes de qualificação para os requisitos da ESA tiveram lugar em 2004 e 2005 nos European Space Research and Technology Centre (ESTEC) na Holanda.

A partir de agora, além dos laboratórios norte-americano e russo, a Estação Espacial Internacional passa também a ter um laboratório europeu, cuja construção começou em 1992 com um custo de 1.300 milhões de euros, onde podem ser feitas várias experiências na área da biotecnologia e medicina, entre outras.

Portugal é membro da ESA desde 2000

Portugal aderiu à ESA em 2000 como estado membro, tendo sido criada uma Task-Force ESA-Portugal, que financiou o EuTEMP, com a missão de apoiar a integração de Portugal nas actividades da ESA no período de transição que termina este ano.

Uma das suas missões é promover a indústria portuguesa no mercado espacial, nomeadamente a Efacec, uma das empresas portuguesas mais envolvidas nas actividades de desenvolvimento de equipamentos para a ESA e o maior grupo no mercado de engenharia electrotécnica no país.

A Efacec tem ainda em curso diversos outros projectos nesta área como o CTTB (Component technology test bed), destinado a testar o comportamento de diferentes tecnologias electrónicas quando sujeitas a determinados ambientes do Espaço.

As fases iniciais do projecto já foram adjudicadas à Efacec, tendo sido esta semana aprovada formalmente a sua incorporação na carga do satélite de telecomunicações Alphasat. O maior grupo eléctrico aguarda a adjudicação do modelo final ainda este mês.

O MFS é outro projecto. É um monitor de radiação para ambientes espaciais, que está a ser desenvolvido para a missão Bepicolombo que irá a Mercúrio em 2012.

Lançamento do Atlantis

A NASA espera lançar o seu vaivém orbital Atlantis na quinta-feira, a sua quarta missão em seis meses. A este ritmo, a NASA espera que a ISS esteja terminada em 2010.

O Atlantis transporta a bordo o Columbus e sete astronautas. A partida está marcada para as 16h31 na Florida (21h31 em Lisboa),

A meteorologia prevê com 90% de certeza que o tempo estará bom nessa altura no Centro Espacial Kennedy.

SIC / Lusa

 

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André

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« Responder #52 em: Dezembro 13, 2007, 09:15:41 pm »
Portugueses envolvidos na descoberta de semicondutor inovador

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Uma equipa internacional de físicos, que integra investigadores portugueses das universidades do Porto e do Minho, anunciou a descoberta de um semicondutor com características inovadoras, que abre novas possibilidades de aplicação na área da electrónica.

«Até agora, para variar a gama de energia era preciso actuar na estrutura química do semicondutor, basicamente construindo um novo, mas este novo semicondutor permite fazer essa variação mudando apenas a tensão eléctrica, rodando um botão no laboratório», afirmou hoje João Lopes dos Santos, da Universidade do Porto, em declarações à Lusa.

Este investigador do Departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto integra a equipa de teóricos que colaborou na modelização do novo semicondutor.

A equipa inclui também Eduardo Castro, do mesmo departamento, e Nuno Peres, da Universidade do Minho, considerado um dos teóricos mais destacados a nível mundial na área do grafeno, um material descoberto há cerca de três anos que é utilizado no novo semicondutor.

«Na modelização da interpretação dos dados dos resultados experimentais deste novo material foram utilizados os nossos modelos teóricos«, salientou João Lopes dos Santos.

O investigador salientou a importância da descoberta agora anunciada, recordando que »toda a indústria electrónica é baseada em semicondutores«.

«Esta descoberta abre novas possibilidades de aplicação, mas tudo ainda depende do que se conseguir fazer em termos práticos, porque, neste momento, apenas existem demonstrações de laboratório», acrescentou.

João Lopes dos Santos assinalou ainda o facto de se estar perante «um campo de pesquisa baseado num material novo (grafeno)».

O docente frisou que o investigador português Nuno Peres «é um dos mais destacados especialistas mundiais» neste material.

O novo semicondutor foi concebido a partir da sobreposição de duas camadas de grafeno, material que se admite que possa vir a substituir o silício na composição dos semicondutores aplicados em dispositivos electrónicos.

Este inovador semicondutor foi preparado no Laboratório de André Geim, na Universidade de Manchester, Inglaterra, onde também tinha sido descoberto o grafeno, em 2004.

Diário Digital / Lusa

 

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ShadIntel

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« Responder #53 em: Dezembro 24, 2007, 10:20:40 am »
Espaço Schengen: Sistema informático intermédio é português

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Sistema informático intermédio é português

Para que o alargamento do espaço Schengen pudesse ocorrer esta sexta-feira foi preciso criar um sistema informático com os dados dos cidadãos europeus. O programa foi criado por uma empresa portuguesa - a Critical Software. O presidente da empresa está convencido de que este programa vai funcionar sem qualquer problema.

( TSF online / 21 de Dezembro 07 )

O alargamento do Espaço Schengen, que, em contrapartida da abolição dos controlos internos, prevê o reforço das fronteiras externas da UE, só foi possível antecipar para esta sexta-feira graças a uma solução técnica intermédia criada por uma empresa portuguesa.

O SISOne4All foi concebido por uma empresa portuguesa para o sistema de troca de informações entre as autoridades dos 24 países abrangidos, cuja versão definitiva se encontra muito atrasada.

O Sistema de Informação Schengen II (SIS II) definitivo, que vai permitir a troca de informações entre as autoridades dos 24 países, ainda está muito atrasado pelo que foi necessário encontrada uma solução provisória - o SISOne4All.

Esta solução informática, fruto de uma parceria entre a empresa sedeada em Coimbra Critical Software e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), foi encomendada pelo Governo português como uma alternativa temporária, face ao atraso no SIS II.

Para o presidente da Critical Software, Gonçalo Quadros, este programa informático vai funcionar sem qualquer problema até porque tem sido testando por todos os Estados envolvidos.

O SIS II, ainda em fase de desenvolvimento, está previsto oficialmente para 2009 e irá incluir novas funcionalidades de segurança, nomeadamente a inserção de dados biométricos.
 

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comanche

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« Responder #54 em: Dezembro 27, 2007, 11:15:47 pm »
Saúde: Investigadores portugueses descobrem proteína "protectora" na Hemocromatose Hereditária

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Lisboa, 27 Dez (Lusa) - Investigadores da Universidade do Porto (UP) concluíram que os doentes com maior quantidade da proteína Calreticulina nas células apresentam sintomas mais ligeiros de Hemocromatose Hereditária, uma doença caracterizada pelo excesso de ferro nos tecidos, sobretudo do fígado.

A Hemocromatose Hereditária afecta em Portugal cerca de três pessoas em cada 1.000 e quando não diagnosticada e tratada pode provocar cirrose hepática, diabetes, impotência, problemas cardíacos e cancro do fígado.

Os investigadores, do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) da UP, demonstraram "que os doentes com maior quantidade de uma proteína nas células, a Calreticulina, apresentam sintomas mais ligeiros da doença", de acordo com um comunicado da instituição.

"Esta proteína tem um papel protector contra o `stress` causado pela acumulação de ferro e de proteínas com conformação incorrecta em células do fígado, típicos da Hemocromatose", afirma o investigador Jorge Pinto, no documento.

O estudo, que será publicado a 01 de Janeiro no "Free Radical Biology and Medicine, teve duas abordagens distintas: uma com a utilização de células com origem no fígado e outra onde foram estudadas células do sangue de doentes com Hemocromatose.

Ambas provaram que a aquela proteína tem um papel "protector" no contexto da Hemocromatose.

Jorge Pinto concluiu que "os níveis de Calreticulina em cada indivíduo, os quais são controlados por uma grande variedade de factores, parecem ser importantes para que uma pessoa com a mutação no gene HFE venha a desenvolver sintomas mais ou menos severos de Hamocromatose".

 

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comanche

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« Responder #55 em: Dezembro 28, 2007, 12:19:27 pm »
Algarve: Zoomarine testa sistema pioneiro que usa algas para renovar água dos aquários

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Albufeira, Faro, 28 Dez (Lusa) - O parque Zoomarine está a testar um sistema pioneiro que usa algas para reciclar a água salgada dos aquários com animais marinhos, um projecto realizado em parceria com o Centro de Ciências do Mar do Algarve.

A técnica está por enquanto apenas a ser utilizada no tanque dos tubarões, mas o objectivo é estendê-la a todo o parque e exportar a ideia para outras estruturas do género, revelou à Lusa o director de Ciência e Educação do Zoomarine, Élio Vicente.

Além de evitar o desperdício de água e reduzir as despesas de transporte de água bombeada do mar, as algas que a filtram podem também servir de alimento ao manatim (mamífero aquático) e de fertilizante para os jardins.

Em vez de ser devolvida ao meio ambiente, a água é reciclada com a ajuda das algas e reutilizada, através do projecto-piloto que já tinha sido usado em aquacultura mas nunca aplicado a parques.

O arranque do projecto "Filtralgae" representou um investimento de 100 mil euros e resulta de uma parceria entre o Zoomarine, o Centro de Ciências do Mar do Algarve (CCMAR) e a Agência de Inovação.

A despesa mensal de transporte de água salgada para o tanque dos tubarões é de cerca de 500 euros, gasto que poderá desaparecer quando o sistema for implementado a 100 por cento, segundo Leonardo Mata, investigador do CCMAR.

Por mês, é possível renovar cerca de 50 metros cúbicos de água através das alfaces-do-mar - algas que estão a ser usadas neste momento embora haja outras com a mesma aplicação -, de acordo com Pedro Barroso, técnico do parque.

O objectivo é que no futuro todas as massas de água do Zoomarine - só o Delfinário (onde estão os golfinhos) tem 3,5 milhões de litros de água -, sejam parcial ou totalmente filtradas por algas.

"É uma técnica natural, que usa pouca energia e permite não estragar água", resume Élio Vicente, que realça ainda o facto do sistema servir como exemplo de boas práticas ambientais.
 

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André

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« Responder #56 em: Janeiro 06, 2008, 03:25:37 am »
Investigador português recebe prémio ISPA

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O investigador Ricardo Gil-da-Costa recebe segunda-feira o prémio de investigação do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA) por um trabalho que revela que os macacos têm mecanismos cerebrais semelhantes aos que permitem a linguagem nos seres humanos.

O estudo «Toward an evolutionary perspective on conceptual representation: Species-specific calls activate visual and affective processing systems in the macaque», de Ricardo Gil-da-Costa, investigador do Salk Institute for Biological Studies, na Califórnia, Estados Unidos, e do Instituto Gulbenkian da Ciência, foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of América.

O trabalho agora distinguido com o Prémio ISPA de Investigação em Psicologia e Ciências do Comportamento, que relaciona as disciplinas da psicologia e da neurobiologia, dedicou-se à análise das bases evolutivas do sistema de representação conceptual, ou seja, «as bases fisiológicas onde representamos mentalmente todos os conceitos que podemos imaginar, desde objectos, animais a interacções sociais, por exemplo».

Para saber como estão estruturadas as várias áreas cerebrais, os investigadores usaram métodos de imagiologia cerebral funcional, técnica que permite saber quais as áreas do cérebro que estão a processar determinada tarefa quando esta é exercida por um indivíduo, como ver, ouvir e memorizar, por exemplo.

Esta técnica foi adaptada ao estudo de reacções do macaco rhesus, que tem um reportório de 10 a 12 vocalizações diferentes, associadas a eventos diferentes importantes e com um significado para estes macacos, que podem servir para estabelecer hierarquias, assinalar comida, aviso de predadores etc..

Os animais foram sujeitos à gravação destas vocalizações do seu dia-a-dia e a outras gravações de controlo, neste caso sons não biológicos de instrumentos musicais e construídos por computador.

Os investigadores procuraram assim distinguir a reacção do cérebro que está apenas num processo de percepção auditiva da reacção que o cérebro apresenta em imagens recolhidas na altura em que analisa sons com significado.

«O que nos interessava era quais as redes neuronais, quais as áreas do cérebro envolvidas no processamento de um possível significado destes estímulos, estabelecendo correlações», esclarece Ricardo Gil-da-Costa.

Quando um humano ouve, por exemplo, a palavra cão ou o ladrar de um cão, o que acontece é que involuntariamente cria a imagem mental de um cão associada às experiências que teve, positivas ou negativas, com este animal, atribuindo-lhe uma determinada forma, textura e cor.

«Durante muito tempo defendeu-se que o motivo pelo qual nós temos este tipo de processamento e criamos esta imagem mental se deve ao facto de termos linguagem e um sistema de simbologia abstracta, o que nos permite correlacionar símbolos de várias modalidades e juntar estes conceitos de simbologia, como cheiros, sons e cores, por exemplo», explicou o investigador à Agência Lusa.

«Pensou-se que nos macacos este sistema não existiria desta forma, porque a linguagem é o que nos torna únicos, a última barreira que nos separa dos animais», sublinha.

Durante o estudo, e depois de comparar as áreas envolvidas na reacção dos macacos às verbalizações usadas pela sua tribo com os outros sons não-biológicos, foi concluído que «perante as vocalizações deles, um estímulo que é auditivo, se verifica a activação de uma multiplicidade de áreas cerebrais, incluindo áreas de cognição visual, que estão ligadas especificamente ao processamento de cor, de forma e também da parte emocional».

«Isto implica que temos os mesmos tipos de resultados em macacos e em humanos: O que parece estar a acontecer é que, tal como em humanos, os macacos representam os conceitos de uma forma multimodal e distribuída e que representam o conceito de imagem como nós temos», salienta.

Esta descoberta pode significar que a linguagem não é uma condição prévia para este tipo de representação conceptual, como é aceite pela comunidade científica até agora, ou então que os primatas não-humanos têm já esboços de uma espécie de pré-linguagem.

«Já pode haver um sistema de proto-linguagem ou um sistema pré-linguístico que permite este tipo de capacidades cognitivas nos macacos», admite.

Por outro lado, o trabalho de Gil-da-Costa contribuiu para a defesa da teoria mais recente segundo a qual a representação conceptual resulta de várias áreas cerebrais, contrariando a hipótese clássica de que estes conceitos, que nos ajudam a sobreviver, estão arrumados em determinada área específica do nosso cérebro.

«Desde há muitos anos que se pensa que, quando se experiência um determinado evento, memorizam-se todas as várias sensações desse momento e que, em termos cerebrais, todas estas sensações são acumuladas numa determinada área do cérebro, chamada área semântica», explicou.

Seria como se tivéssemos no cérebro um armário a que chamaríamos «área semântica», onde estariam armazenados volumes com todos os conceitos e sensações relacionadas que conhecemos, a que chamaríamos, por exemplo, gato, cadeira, livro, etc., e que depois iríamos buscar conforme precisássemos.

«O que parece acontecer é que, de facto, não existe uma área cerebral semântica onde se armazenam estes conceitos todos, mas uma rede neuronal distribuída, um conjunto de áreas cerebrais que interagem, que permitem uma representação conceptual distribuída», revela Ricardo Gil-da-Costa.

Ou seja, voltando ao exemplo do cão, o que acontece é que «são activadas áreas cerebrais visuais olfactivas e sensoriais e cada uma delas contribui ao mesmo tempo com a sua perspectiva para a representação conceptual» do animal.

«O conceito não está numa área única, mas emerge da interacção de todas estas áreas cerebrais», sublinha o investigador.

O Prémio ISPA de Investigação em Psicologia e Ciências do Comportamento distingue anualmente desde 2003 com 2.500 euros o trabalho de um jovem investigador português, publicado nos três últimos anos numa revista internacional científica em Psicologia e áreas afins.

Diário Digital / Lusa

 

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comanche

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« Responder #57 em: Janeiro 07, 2008, 06:33:39 pm »
Investigação científica:Três institutos do Porto reúnem-se numa inédita super-estrutura com mais de 600 cientistas


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Porto, 07 Jan (Lusa) - Os três principais institutos de investigação científica do Porto vão criar, no final de Janeiro, uma estrutura inédita em Portugal, que vai reunir mais de 600 cientistas e permitir alargar a investigação em saúde a áreas ainda não cobertas.

O futuro Instituto de Inovação e Investigação em Saúde (I3S) resulta da conjugação de esforços entre os institutos de Biologia Molecular (IBMC), de Patologia e Imunologia Molecular (IPATIMUP) e de Engenharia Biomédica (INEB).

"Não vamos fazer uma fusão, vamos assinar um contrato de consórcio. As três entidades vão manter a sua individualidade, mas criam um patamar superior de associação que vai permitir intensificar as investigações, aumentar a massa crítica e cobrir áreas que ainda não estão cobertas", afirmou hoje Sobrinho Simões, director do IPATIMUP, em declarações à Lusa.

Sobrinho Simões salientou que o I3S vai contar "com mais de 600 investigadores, dos quais 250 doutorados", destacando a medicina regenerativa como uma das áreas de investigação que estará no centro das atenções do novo instituto.

"É uma coisa como nunca se fez em Portugal. Nunca se juntaram 600 cientistas numa mesma instituição", frisou o director do IPATIMUP, salientando que os três institutos envolvidos "vão manter a sua individualidade, mas haverá uma nova instituição".

Na perspectiva do investigador, a união de esforços dos três institutos da cidade do Porto permitirá fomentar a investigação, especialmente ao nível dos doentes.

O I3S, que deverá ser formalmente criado numa cerimónia a realizar no final de Janeiro com a presença do primeiro-ministro, será presidido por Alberto Amaral, que era reitor da Universidade do Porto na altura em que foram criados o IBMC, o IPATIMUP e o INEB.

Quanto a uma futura fusão entre os três institutos envolvidos, Sobrinho Simões afirmou que, para já, a questão não se coloca, mas admitiu que poderá vir a ser equacionada no futuro.

"Em função da resposta que o novo instituto vier a dar, logo se verá", salientou.

A nova entidade de investigação científica deverá vir a ser instalada num edifício que será construído na zona da Asprela, onde funciona um dos três pólos universitários da cidade do Porto e perto de instituições como o Instituto Português de Oncologia e o Hospital S. João.

 

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André

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« Responder #58 em: Janeiro 09, 2008, 10:22:43 pm »
Empresa norte-americana constrói simulador de parto desenvolvido na Universidade do Porto

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A empresa norte-americana Medical Education Technologies, Inc. (METI) vai produzir e comercializar o simulador de parto desenvolvido pelo Instituto de Engenharia Biomédica (INEB) e Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), anunciaram hoje estas instituições.

Em comunicados, o INEB e a FMUP salientam que os dois contratos com a METI "foram obtidos em competição com uma das faculdades americanas de maior renome internacional".

"O primeiro contrato licencia à METI a propriedade intelectual do produto desenvolvido, por uma percentagem do valor de comercialização. O segundo contrato refere-se ao desenvolvimento conjunto (INEB-METI) de um simulador de parto de alta-fidelidade, incorporando a tecnologia licenciada", lê-se no comunicado do INEB.

O protótipo de simulador de partos foi desenvolvido por um grupo de investigadores do INEB e da FMUP, liderado por Willem van Meurs e Diogo Ayres de Campos, com o objectivo de "colmatar as necessidades pedagógicas na assistência ao trabalho de parto".

Este simulador de emergências obstétricas, constituído por bonecos em tamanho real de uma "mãe" e de um "bebé", "permite simular cerca de uma dezena de cenários críticos que podem ocorrer durante o trabalho de parto", salienta a FMUP.

Lusa

 

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André

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« Responder #59 em: Janeiro 11, 2008, 07:57:16 pm »
Português abre caminho a novas terapêuticas

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Uma equipa dirigida pelo investigador português Ivo Martins descobriu que certas gorduras podem activar no cérebro as placas de proteínas características de Alzheimer e que o metabolismo lipídico do paciente pode contribuir para a progressão da doença.

«Antes do nosso trabalho, as placas eram vistas como relativamente inócuas, o último estágio da doença, mas nós mostrámos que na realidade são bombas-relógio prontas a serem activadas ao interagirem com lípidos [gorduras]», explicou Ivo Martins, do Instituto Biotecnológico da Flandres, sobre o trabalho publicado no The EMBO Journal.

Até agora considerava-se que as fibrilas e as placas que estas causavam eram estáveis e que uma vez formadas não podiam transformar-se noutra estrutura.

Os cientistas demonstraram agora que certos lípidos que aparecem no cérebro podem desestabilizar as fibrilas e, por conseguinte, as placas típicas da Doença de Alzheimer (DA).

A investigação mostra ainda que são os componentes solúveis e não as placas insolúveis que provocam a morte dos neurónios.

Estes resultados identificam estes componentes solúveis protofibrilares como novos alvos para uma intervenção na doença e alertam também para o facto de que as placas insolúveis são reservatórios de toxicidade que podem ser controlados.

Revelam ainda que o metabolismo lipídico do doente tem influência na doença.

Segundo o estudo, distúrbios neste metabolismo têm o potencial para influenciar o desenvolvimento da DA e pode ser a razão por que muitas vezes a extensão das placas insolúveis no cérebro de doentes com DA não corresponde à severidade da sua doença.

Estudos recentes têm sugerido uma ligação entre determinados alimentos ricos em colesterol e um aumento da incidência da doença de alzheimer, sem explicar esta relação.

A descoberta abre caminho a novas intervenções de combate a esta doença neurodegenerativa que afecta cerca de 10% da população acima dos 65 anos, nomeadamente no âmbito do controlo do metabolismo lipídico e neutralização da formação e toxicidade das protofibrilas.

«Já estamos a trabalhar no próximo passo que é produção de novas drogas e/ou anticorpos capazes de controlar as fibrilas neurotóxicas», afirmou Ivo Martins.

O Alzheimer é uma doença progressiva e fatal que resulta da morte de certas áreas do cérebro associadas com as funções cognitivas como a memória e a aprendizagem.

O trabalho envolveu ainda Inna Kuperstein, Joost Schymkowitz e Frederic Rousseau, do VIB Switch Laboratory, Vrije Universiteit Brussel, e do VIB Department of Molecular and Developmental Genetics, em Leuven, na Bélgica.

Diário Digital / Lusa

 

 

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