Tecnologia Portuguesa

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comanche

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« Responder #135 em: Abril 28, 2008, 07:20:28 pm »
Tecnologias de Informação: Administração Pública e banca lideram investimentos no sector

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Lisboa, 28 Abr (Lusa) - Os sectores da Administração Pública e banca lideram os investimentos em Tecnologias de Informação (TI) em Portugal, numa tendência que deverá manter-se até 2011, segundo um estudo hoje divulgado pela consultora internacional IDC.

De acordo com o estudo "Mercado Empresarial de TI: Sondagem e Previsões, 2006-2011", o sector da Administração Pública, foi o que mais investiu em TI em no ano passado, ultrapassando os 430 milhões de euros, seguido pelo sector da banca, com mais de 400 milhões de euros.

Segundo os dados da IDC, o sector da indústria, por sua vez, ocupa a terceira posição ao nível do investimento em TI por sector, com mais de 370 milhões de euros, enquanto que o sector dos Transportes, Telecomunicações e 'Utilities' no conjunto atingiram quase os 325 milhões de euros.

O investimento no sector dos serviços é o que mais cresce, seguido pelo Sector dos Transportes, Telecomunicações e 'Utilities'.

O estudo da IDC conclui ainda, numa análise por índices de crescimento, que o investimento da Administração Pública deverá apresentar uma taxa de crescimento anual de 6,4 por cento entre 2006-2011.

Este será, no entanto, ultrapassado pelo sector dos serviços, que deverá apresentar uma taxa de crescimento anual de 7,2 por cento, e pelo sector dos Transportes, Telecomunicações e Utilities no conjunto, onde se prevê um crescimento anual médio no período em análise de 6,6 por cento, refere a consultora internacional.

De acordo com a IDC, com este estudo foi ainda possível concluir que as empresas de média e grande dimensão portuguesas investem em média 1,7 por cento do volume de negócios em TI, sendo o seu objectivo principal o aumento de produtividade, mas também a subida da eficiência dos processos.

 

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comanche

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« Responder #136 em: Abril 28, 2008, 07:26:05 pm »
Docente da UA distingue-se Jovem Investigador em Mecânica Aplicada e Computacional 2007



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Filipe Teixeira-Dias, docente no Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro, acaba de ser distinguido pela Associação Portuguesa de Mecânica Teórica, Aplicada e Computacional (APMTAC), com o Prémio Jovem Investigador em Mecânica Aplicada e Computacional 2007, atribuído anualmente ao investigador com o melhor Currículo Científico em qualquer área da Mecânica Aplicada e Computacional.

Na selecção do premiado, que deverá ter menos de 40 anos de idade, foram considerados diversos aspectos relacionados com as publicações de trabalhos científicos em revistas internacionais e conferencias, as orientações de doutoramentos e mestrados e as contribuições para o ensino e para a aplicação da Mecânica Computacional na indústria e nos serviços.

O Professor Filipe Teixeira-Dias iniciou a carreira docente em 1992, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, sendo docente da Universidade de Aveiro (Departamento de Engenharia Mecânica) desde Janeiro de 1997. Desde o início da sua carreira que tem vindo a leccionar disciplinas nas áreas da Mecânica Aplicada e Computacional, contando ainda no seu currículo com cinco orientações de trabalhos de doutoramento e cerca de dezena e meia de trabalhos de mestrado.

Tem mais de duas dezenas de artigos publicados em revistas de circulação internacional assim como cerca de 60 publicações no âmbito de conferências da especialidade. Do seu currículo destacam-se ainda vários prémios científicos, de entre os quais se salienta o Concurso Nacional de Inovação BES 2007 e o Prémio Científico IBM 2000. É um dos fundadores e o presidente em exercício do Light-Weight Armour for Defence and Security (LWAG).

A entrega do diploma do prémio a Filipe Teixeira-Dias decorrerá numa cerimónia pública, em Barcelona (Espanha), em Junho de 2009. Na sequência deste prémio, o Professor Filipe Teixeira-Dias será o candidato nacional ao prémio OC Zienkiewicz 2008 da European Community on Computational Methods in Applied Sciences (ECCOMAS).

 

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comanche

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« Responder #137 em: Abril 29, 2008, 04:16:10 pm »
Investigadores da UA colaboram na descoberta de nova forma de material multiferróico

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Investigadores do Laboratório Associado CICECO da Universidade de Aveiro (UA) em conjunto com outros investigadores portugueses e japoneses descobriram uma nova forma de material ferroeléctrico e multiferróico, que poderá potenciar a utilização simultânea de sinais magnéticos e eléctricos para aplicações como sensores ou para a gravação de informação, actualmente utilizadas separadamente: magnética em discos duros de computadores ou iPods, eléctrica nas memórias ferroeléctricas.



De acordo com a UA, o estudo, que evidencia a descoberta, foi desenvolvido em conjunto por investigadores das Universidades de Aveiro (Armandina Lopes e Vítor Amaral) e Porto, Instituto Tecnológico e Nuclear, Universidade de Tóquio e National Institute of Advanced Industrial Science and Technology, em Tsukuba, e teve honras de publicação na conceituada revista americana Physical Review Letters.
Foi proposto teoricamente há alguns anos que, em manganites (óxidos de manganês) contendo os elementos praseodímio e cálcio, pudesse ocorrer uma distorção da distribuição de carga dos iões de modo a quebrar a simetria de inversão espacial. Esta quebra potencia a existência de distribuições de cargas polarizadas, a característica básica dos materiais ferroeléctricos. Apesar de estudos efectuados, o mecanismo subjacente a esta previsão não havia até agora sido demonstrado.

Para a obtenção dos resultados, a presente equipa utilizou métodos originais com iões radioactivos agindo como sondas pontuais da estrutura e da polarização eléctrica local.

Iões do isótopo radioactivo 111mCd (com tempo de semi-vida de 48 minutos) foram introduzidos, em muito baixa dose (inferior a ppm) nas amostras, por implantação no CERN-ISOLDE, na Suíça, no âmbito duma colaboração internacional liderada pela Universidade de Aveiro. O isótopo radioactivo decai para o 111Cd estável, emitindo dois fotões cuja distribuição angular e temporal (à escala de medida de alguns nanossegundos) permite estudar o ambiente local eléctrico e magnético no interior da amostra. O estudo dos parâmetros característicos da medida, em função da composição das amostras e da temperatura, permitiu evidenciar claramente no material um estado com organização das cargas eléctricas. Verificou-se ainda que este estado ocorre para uma gama de composições mais alargada do que a previsão inicial. Nessa gama os materiais também apresentam ordenamento magnético, sendo por isso classificados como multiferróicos.

Apesar de nesta fase os estudos terem uma vertente essencialmente fundamental, estimulam a procura de novos materiais multiferróicos baseados neste novo mecanismo. O interesse actual nos materiais multiferróicos resulta sobretudo do facto de potenciarem a utilização simultânea de estímulos magnéticos e eléctricos para aplicações como sensores ou para a gravação de informação, actualmente utilizadas separadamente: magnética em discos duros de computadores ou iPods, eléctrica nas memórias ferroeléctricas.

 

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comanche

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« Responder #138 em: Abril 30, 2008, 10:12:49 pm »
Espaço: Faculdade de Engenharia do Porto desenvolve satélite que será lançado pela ESA


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Porto, 30 Abr (Lusa) - Um grupo de 20 alunos da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) está a desenvolver um satélite de órbita baixa, que esperam seja colocado em orbita dentro de dois anos pela Agência Espacial Europeia (ESA).

O projecto, realizado a convite da ESA, prevê, segundo divulgou hoje a FEUP, o desenvolvimento de um satélite com as dimensões de 10x10x10 cm e um quilo de peso, um formato designado CubeSat.

O satélite que está a ser desenvolvido pela FEUP, baptizado com o nome VORSat, pretende demonstrar que é possível uma estação terrestre determinar a orientação de um satélite apenas através de sinais rádio transmitidos pelo satélite.

Nesta fase, está a ser construída nas instalações da FEUP, a estação terrestre que vai acompanhar o satélite e que já está inscrita na rede de estações de rastreamento de satélites do Departamento de Educação da ESA.

O grupo de trabalho envolve alunos de diversas áreas da engenharia, como a electrotécnica, mecânica, informática, civil e gestão industrial, sob a coordenação de Sérgio Reis Cunha.

Para a FEUP, trata-se de um desafio inovador, até porque Portugal é um dos poucos países membros da ESA que não tem representação ao nível dos CubeSats.

Por outro lado, este projecto permite alargar o conhecimento técnico e cientifico de docentes e alunos no domínio das tecnologias aeroespaciais.

Segundo a FEUP, a equipa que está a desenvolver o projecto pretende ainda criar condições que permitam aproveitar o pequeno satélite para realizar testes científicos no espaço, estando, por isso, receptiva a propostas de projectos de investigação.

Nesta área, a FEUP já tinha participado no SSETI (Student Space Exploration and Technology Iniciative), uma iniciativa da ESA destinada a promover o gosto pela tecnologia espacial através da construção de micro-satélites.

Por outro lado, a faculdade portuense está envolvida no STRAPLEX (Stratospheric Platform Experiment), um programa de lançamento de cápsulas recuperáveis, que são lançadas para a estratosfera com recurso a balões de hélio.

 

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comanche

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« Responder #139 em: Maio 02, 2008, 10:32:25 pm »
Ciência: Estudo do IPO revela que cancros de origem viral são influenciados por características genéticas

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Porto, 2 Mai (Lusa) - As características genéticas de um ser humano podem influenciar o desenvolvimento dos cancros virais do colo do útero e da nasofaringe, disse hoje à Lusa Raquel Catarino, investigadora do Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO).

"Percebemos que os vírus do Epstein-Barr e do Papilomavirus Humano, que contribuem entre 15 a 20 por cento dos casos de cancro em todo o mundo, se tornam mais importantes e designativos em algumas pessoas e isso depende do seu background genético", sustentou Raquel Catarino, autora do estudo.

Segundo a investigação desenvolvida pelo Grupo de Oncologia Molecular e Virologia, é a alteração do gene da ciclina D1, que regula a divisão das células, que favorece o desenvolvimento dos tumores de origem viral.

As melhores estratégias para evitar o desenvolvimento tumoral são, segundo a investigadora, a vacinação e evitar comportamentos de risco, nomeadamente o hábito de fumar.

As investigações actuais indicam, segundo Raquel Catarino, que a infecção viral "é um factor necessário, mas não suficiente para o desenvolvimento tumoral".

"O que leva a questionar o facto do cancro se desenvolver só em algumas pessoas, quando muitas já foram infectadas", acrescentou Raquel Catarino, frisando ser esta "a questão fundamental" que levou a esta investigação.

O grupo do IPO, que já apresentou estes resultados preliminares deste estudo no European Cancer Conference em Paris, está agora a estudar a influência da alteração da ciclina D1 em tumores com origem não viral.

 

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comanche

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« Responder #140 em: Maio 02, 2008, 10:35:40 pm »
Portugal tem 7ª internet mais rápida e 9ª mais barata entre 30 países

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Lisboa, 02 Mai (Lusa) - Portugal tem a 7ª internet mais rápida e a 9ª mais barata numa lista de 30 países incluídos no relatório"Explaining International Broadband Leadership", anunciou hoje o gabinete que coordena o Plano Tecnológico.

O relatório, publicado quinta-feira pela fundação americana para a Informação, Tecnologia e Inovação, ITIF, coloca Portugal no 7º lugar em termos de velocidade de acesso à banda larga e em 9º em termos de preço.

O ranking abrange os 30 países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico).

No comunicado enviado à imprensa, o gabinete coordenador do Plano Tecnológico refere ainda que o "relatório propõe um ranking com uma metodologia alternativa ao ranking de acesso da OCDE, o qual se baseia apenas no indicador "taxa de penetração de banda larga (nº de subscritores de acessos fixos por 100 habitantes)".

Além da penetração por agregado, o ranking contempla ainda a média da velocidade de download em mbps e o preço mensal mais baixo em dólares norte-americanos.

O gabinete coordenador do Plano Tecnológico revela que por isso "Portugal sobe quatro lugares em relação ao posicionamento obtido no ranking da OCDE e obtém um score acima da média, tendo em conta os países considerados".

Ainda assim, o gabinete que coordena o plano tece uma crítica ao ranking da ITIF pelo facto de não considerar "para efeitos de mediação na penetração de banda larga os acessos móveis, facto que penaliza fortemente Portugal".

"Para a medição da penetração de banda larga, as várias organizações internacionais continuam a manter a metodologia que se reduz à medição de acessos fixos, o que faz com que Portugal se classifique sistematicamente em posições que não retratam a situação real do nosso país nessa matéria", conclui o gabinete.

Segundo o gabinete, "a Banda Larga móvel assume uma posição cada vez mais determinante em Portugal", evocando dados da ANACOM, que no 4º trimestre de 2007 apontava para um número de clientes de banda larga fixa na ordem dos 15,4 por cento e de banda larga móvel na ordem dos 13,6 por cento.

A posição cimeira de Portugal no relatório da ITIF conjuga-se com o Plano Tecnológico, aprovado pelo Governo a 24 de Novembro de 2005, e que tem como objectivo, modernizar a sociedade portuguesa, aumentar a competitividade e massificar a utilização de tecnologias em Portugal.

 

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André

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« Responder #141 em: Maio 06, 2008, 04:37:49 pm »
Faculdade de Engenharia do Porto lança plataforma inovadora para criar e-books

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Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) anunciou hoje o lançamento de uma plataforma revolucionária que converte material didáctico em e-books (livros electrónicos) e que está disponível para uso de toda a comunidade daquela faculdade.

A plataforma, que permite a conversão nos formatos XHTML ou PDF, permite que os documentos possam ser lidos na Internet, o que possibilita aos autores a actualização constante dos seus conteúdos.

"De forma fácil e rápida, alunos e professores podem aceder aos conteúdos inseridos na plataforma pelo corpo docente", refere uma nota de imprensa enviada à Lusa.

A principal inovação desta plataforma, denominada Ferramenta de Prototipagem Rápida de E-Books, é que a estrutura e o conteúdo estão separados da formatação, o que permite aos docentes actualizar os documentos sempre que entendam necessário.

Esta possibilidade permite, na prática, que os docentes criem e-books sempre que as suas investigações produzam resultados que o justifiquem.

O desenvolvimento desta plataforma recebeu o prémio de Melhor Comunicação na Conferência Internacional IATUL realizada em 2006, com o tema "Embedding Libraries in Learning and Research".

Lusa

 

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« Responder #142 em: Maio 07, 2008, 10:32:23 am »
INEGI, U.Porto e TecMinho associam-se à criação da Ownersmark

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Ownersmark SA assina esta manhã, nas instalações do INEGI, um acordo de cooperação para a cedência de patentes e transferência de tecnologia com a Universidade do Minho/TecMinho, a Universidade do Porto e o INEGI. Na origem do acordo estão os direitos da marca POLIGHT, marca que permitirá à empresa tornar-se num dos maiores produtores mundiais no fabrico de postes para o transporte de energia em compósitos. O investimento inicial da empresa envolve verbas na ordem dos dez milhões de euros.




Nascida no meio universitário, com o apoio das entidades com quem assinará o acordo de cooperação e em parceria com o INESC Porto e Sociedade Portuguesa de Inovação, a Ownersmark espera tornar-se numa das maiores empresas mundiais na área dos compósitos para o fabrico de postes para o transporte de energia eléctrica, iluminação pública e torres eólicas. Algo possível graças ao projecto POLIGHT, uma patente, uma tese e uma marca, da autoria de José Carlos Ferreira, Mestrando do MIETE-FEUP, e que permitirá a produção de compósito e produtos finais com base em towpreg para fabrico de postes para Transporte de Linhas Eléctricas e Torres para a Eólica.


Tecnologia Towpreg
O towpreg é um semi-produto, em compósito, desenvolvido a partir de polipropileno reforçado com fibras de vidro. A mesma tecnologia que serviu de base ao produto GARRAFA DE GÁS PLUMA da GALP, patenteado pela Universidade do Minho e pelo INEGI, cujos inventores e também sócios fundadores da empresa são os Professores António Torres Marques (INEGI/FEUP), João Francisco Silva (INEGI/ISEP) e João Pedro Nunes (Universidade do Minho). Segundo o responsável pela Ownermark, José Carlos Ferreira, “este compósito apresenta características únicas de resistência e leveza e é 100% reciclável. Além disso traz benefícios económicos relativamente às tecnologias de postes tradicionais superiores a 60%, sendo a principal inovação o facto de serem 10 vezes mais leves que o betão e 30 vezes mais resistentes que o aço. Não são condutores de energia eléctrica (o que afasta a possibilidade de acidentes por electrocussão) e têm a possibilidade de serem fabricados em qualquer cor, dando nova vida às nossas cidades (Iluminação Pública e EQ Urbanos).


IBERDROLA poderá albergar Ownersmark
Para a produção dos postes POLIGHT a Ownersmark irá criar unidades industriais de raiz dotadas de infra-estruturas e tecnologias modernas. Nesse sentido, têm-se desenvolvido “contactos com municípios que possam acolher as instalações da empresa”, refere José Carlos Ferreira. No entanto não se “exclui a possibilidade de implantar a empresa em Espanha”, confessa o Promotor, Quadro Superior da EDP em Licença Sem Retribuição, tendo sido apresentada uma proposta à IBERDROLA nesse sentido.

Entretanto, a Ownersmark já começou a preparar o futuro. José Carlos Ferreira adiantou que, nos primeiros seis meses de actividade, a empresa vai “desenvolver três protótipos para testes de postes de transporte de energia eléctrica, iluminação pública e equipamentos de sinalização” que poderão “vir a equipar a nova VL 10, em Vila Nova de Gaia. Foi proposta uma parceria à autarquia. No entanto, iremos apresentar propostas a todos os municípios portugueses”, garante.

Sobre o investimento inicial o promotor assegura que envolverá valores na ordem dos dez milhões de euros e a serem investidos em instalações, tecnologia, investigação e desenvolvimento de produtos e em cerca de cem postos de trabalho directos. Relativamente ao papel das instituições com quem vai assinar o acordo de cooperação, José Carlos Ferreira salienta que estas terão como missão “garantir acesso ao desenvolvimento da tecnologia e de novas outras que possam vir a ter interesse nesta área”.

 

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comanche

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« Responder #143 em: Maio 09, 2008, 03:20:51 pm »
Plano Tecnológico: Memorando para formar mais de dez mil portugueses em novas tecnologias


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Lisboa, 09 Mai (Lusa) - A promoção das qualificações profissionais dos portugueses é um dos objectivos do memorando que o Governo e a Cisco assinam hoje e que permitirá formar mais de dez mil profissionais em tecnologias, Internet e gestão de redes.

A assinatura do memorando, que contará com as presenças do primeiro-ministro, José Sócrates, e do presidente europeu da Cisco, Chris Dedicoat, estabelece a colaboração entre a tecnológica e o Governo português num conjunto de acções que se inserem no âmbito do Plano Tecnológico e que envolvem a presidência do Conselho de Ministros e nove ministérios.

A promoção da qualificação e da integração social dos portugueses na área da tecnologia e a criação de empregos estão entre os objectivos desta parceria estratégica.

Com este acordo, a Cisco compromete-se a colocar em funcionamento 400 academias (Networking Academies), mais 250 do que as actualmente existentes, que vão poder formar mais de dez mil profissionais em tecnologias, Internet e gestão de redes.

A tecnológica oferecerá a formação dos formadores, disponibilizará gratuitamente todos os conteúdos formativos e suportará 75 por cento dos custos do equipamento informático que venha a ser necessário para o desenvolvimento desta academias.

O Governo, por seu turno, compromete-se a criar condições para a criação de academias em escolas secundárias, universidades, institutos politécnicos, centros de formação profissional, prisões e organizações não governamentais, bem como junto das forças armadas e de segurança.

O memorando de entendimento vai ser assinado durante a inauguração do Centro "Hércules" e da nova sede da Cisco Portugal, no Lagoas Park, e contará com as presenças do ministro da Economia, Manuel Pinho, e do coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho.

 

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comanche

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« Responder #144 em: Maio 17, 2008, 10:43:30 pm »
Professor do ISEL homenageado pela Sociedade Americana de Física

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O Físico Paulo Ivo Cortez Teixeira, professor-adjunto com agregação da Área Científica de Física do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa – ISEL, foi o único português homenageado recentemente pela Sociedade Americana de Física – APS.




Paulo Ivo Teixeira fez a licenciatura e o mestrado em Física na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, o doutoramento na Universidade de Southampton em 1993 e a agregação na Universidade de Lisboa em 2006. Depois de ser investigador pós-doutoral em Amesterdão, Cambridge, Leeds e no Instituto Superior Técnico, foi professor na Universidade Católica Portuguesa. Em 2006 foi contratado para reforçar uma área científica de excelência no ISEL.

A APS publica regularmente cerca de uma dezena de revistas de Física, que estão entre as mais reputadas revistas de Física do mundo. A sua gestão é democrática. Qualquer investigador do mundo pode submeter um artigo para publicação nestas revistas. Uma vez recebido um manuscrito, este é enviado para cientistas mundiais de referência que, trabalhando gratuitamente e sob anonimato, deverão pronunciar-se sobre a qualidade do trabalho. Estes funcionam como árbitros (“referees” no original inglês). Compete-lhes recomendar aos editores das revistas uma linha de acção: ou aceitar o manuscrito; ou propor alterações; ou rejeitar a publicação do manuscrito na revista em questão.

Este trabalho não é pago. Quem o faz com brio, fá-lo por responsabilidade social. Assim, as revistas têm encetado uma série de iniciativas para reconhecer as boas práticas. Este ano a APS decidiu reconhecer pela primeira vez o trabalho excepcional de 534 dos cerca de 42.000 “referees” a que as suas revistas recorrem. Da lista constam vários prémios Nobel. A distinção premeia "a qualidade, o número e a celeridade dos relatórios de arbitragem científica, sem olhar a país de origem ou área da Física".

É agradável verificar que as instituições de referência internacionais continuam a avaliar o trabalho científico de forma isenta e objectiva. Este docente do politécnico é o único português e um de apenas três investigadores da península ibérica a receber este prémio.



Professora portuguesa galardoada em Berlim


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Natália Barbosa, professora associada da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, recebeu na sede do DIW Berlin, German Institute for Economic Research, o The Ernst Wagemann Best Article Prize.




O prémio no valor de 2.000 euros foi criado em memória de Ernst Wagemann, reputado economista e estatístico que fundou o DIW Berlin em 1925 e foi entregue por ocasião da reunião anual da Society of Friends of DIW Berlin que decorreu no passado dia 8 de Maio.

O galardão foi criado para premiar, de dois em dois anos, o melhor artigo publicado na Applied Economics Quarterly, revista editada pelo DIW Berlin. O artigo de Natália Barbosa, o primeiro a ser premiado, intitula-se "An Integrative Model of Firms' Entry Decision" e foi publicado em 2007 (volume 53, No. 1, pp. 45-69). O júri de selecção foi presidido pelo Professor Rainer Winkelmann da Universidade de Zurique.

De acordo com o anúncio do prémio, efectuado no primeiro número de 2008 da Applied Economics Quarterly, o artigo premiado “disponibiliza uma análise econométrica exemplar e tecnicamente madura sobre dinâmica industrial, entrada no mercado, e interacções estratégicas entre empresas instaladas e entrantes, recorrendo a modelos de análise não linear de dados em painel a três dígitos para Portugal”.
 

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PedroM

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« Responder #145 em: Maio 20, 2008, 04:20:41 pm »
NO JORNAL EXPRESSO ON LINE DE HOJE:

Electrónica transparente
Universidade Nova promove tecnologia pioneira nos EUA
Uma nova geração de mostradores planos da Samsung, com tecnologia totalmente desenvolvida em Portugal, é apresentada esta semana em Los Angeles.
 
Grupo de investigação de materiais da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (Campus de Caparica)
Os mostradores planos foram desenvolvidos pelo Centro de Investigação de Materiais (Cenimat) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, no âmbito de um projecto com a Samsung, e utilizam novos materiais cerâmicos com propriedades de semicondutores activos.

A sua apresentação no Los Angeles Convention Center é feita na edição de 2008 do "SID International Symposium, Seminar and Exhibition", a maior e mais importante conferência do mundo na área das Tecnologias da Informação e Comunicação.

Os novos materiais, descobertos pela investigadora Elvira Fortunato - que coordena com Rodrigo Martins a equipa de investigação do Cenimat -, são os óxidos metálicos semicondutores, ligados à chamada electrónica transparente, usados na produção de transístores de filme fino em substituição do tradicional silício amorfo ou policristalino. Os novos mostradores da Samsung são do tipo LCD (Liquid Crystal Displays) e OLED (Organic Light Emmiting Diodes).
 
Fotografia obtida com microscópio óptico da primeira matriz activa com transístores de filmes finos em novos materiais cerâmicos semicondutores, totalmente projectada e realizada no Centro de Investigação de Materiais
Os mostradores, a usar em telemóveis e outros equipamentos, vão ser patenteados a nível internacional e apresentam as seguintes vantagens: são transparentes na região do visível, o que permite uma maior resolução da imagem; têm baixo custo; podem ser processados à temperatura ambiente (uma inovação mundial); não usam substâncias tóxicas como acontece com a tecnologia do silício de filme fino; são biodegradáveis e biocompatíveis; e têm um desempenho electrónico muito superior às matrizes já existentes no mercado.

O centro de investigação da Universidade Nova está envolvido noutros projectos de electrónica transparente com o Instituto de Telecomunicações da Coreia do Sul (ETRI), a HP-Hewlett Packard na Irlanda e EUA, o Centro de Ricerca Fiat em Itália e a Saint-Govain Recherche em França.

Recentemente, tal como o Expresso noticiou, este centro assinou um contrato com a multinacional japonesa Fuji para o desenvolvimento de células solares da terceira geração, vencendo o famoso Tokyo Institute of Technology, que é habitualmente comparado ao MIT norte-americano. Estas células, baseadas em nanomateriais, têm um limite máximo de conversão da energia solar em energia eléctrica de 73,7%, contra os actuais 31% da primeira e segunda gerações. Neste momento o departamento de investigação português tem 12 patentes registadas, três das quais internacionais.
 

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« Responder #146 em: Maio 21, 2008, 12:08:32 am »
Malária: Investigadores lusos revelam novo papel de enzima



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Investigadores portugueses demonstraram pela primeira vez um novo papel crucial desempenhado por uma enzima envolvida na infecção por malária, indica um estudo publicado com destaque de capa numa revista científica norte-americana.
O estudo foi realizado por Sabrina Epiphanio e outros membros da Unidade de Malária do Instituto de Medicina Molecular, de Lisboa, liderada por Maria Mota, em colaboração com Miguel Soares, do Instituto Gulbenkian de Ciência e de investigadores norte-americanos e alemães.

A Cell Host & Microbe, uma nova revista do prestigiado grupo Cell, destaca o estudo com uma fotografia de capa que mostra células provenientes da resposta inflamatória do hospedeiro a atacar um hepatócito infectado no fígado.

«A infecção por malária ocorre em duas fases, uma hepática, que é assintomática mas obrigatória, e outra sanguínea, durante a qual surgem os sintomas da doença», explicou Maria Mota à agência Lusa.

«No ano passado, publicámos na revista Nature Medicine que a enzima HO-1 (heme oxigenase-1) protegia os ratinhos da forma mais letal da doença, a malária cerebral, durante a fase sanguínea», disse a investigadora.

Porém, «quando estávamos a fazer essa investigação reparámos que em fígados infectados com malária durante a fase hepática esta enzima também estava aumentada, o que nos deixou confusos, sem saber bem qual o papel desta molécula do hospedeiro durante a fase silenciosa da doença», recordou.

«O que nós agora mostrámos» - salientou - «é que na fase inicial, que dura cerca de sete dias nos humanos e é totalmente assintomática, esta enzima protege o parasita da resposta inflamatória e ajuda-o a estabelecer-se no hospedeiro, enquanto que mais tarde, logo que o parasita chega ao sangue e começam os sintomas, a enzima ajuda o hospedeiro a proteger-se dos sintomas mais graves».

«Este estudo revela pela primeira vez que este mesmo enzima é essencial para o estabelecimento da fase inicial e obrigatória para iniciar malária», afirmou.

A investigadora sublinhou a colaboração do grupo de Miguel Soares, do IGC, que trabalha nesta enzima há muitos anos, e de investigadores norte-americanos e alemães que desenvolvem tecnologia muito avançada usada para depletar esta enzima especificamente do fígado.

O principal objectivo do grupo liderado por Maria Mota é aprofundar o conhecimento dos factores do hospedeiro humano que influenciam a infecção pelo Plasmodium, o parasita causador da doença, na perspectiva de gerar pistas para o desenvolvimento de estratégias para o seu controlo.

A malária é uma doença infecciosa que se transmite através da picada do mosquito Anopheles ou, raramente, por transfusões sanguíneas, sendo responsável por 200 a 500 milhões de casos de que resultam 1 a 3 milhões de mortes de crianças todos os anos.

Negligenciada durante muito tempo, a investigação na malária tem vindo a crescer nos anos recentes, nomeadamente em Portugal, através dos grupos que trabalham no Instituto de Higiene e Medicina Tropical, no IMM e no IGC.

Investigadora principal no IMM da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Maria Mota doutorou-se em Parasitologia Molecular no University College London (1998) e é também investigadora internacional do Howard Hughes Medical Institute (EUA).

Este estudo foi parcialmente financiado pela Gemi Fund, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia e a European Science Foundation.

 

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« Responder #147 em: Maio 21, 2008, 12:19:11 am »
Ciência e tecnologia: Cavaco Silva quer mais investimento em tecnologias da informação e comunicação

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Porto, 20 Mai (Lusa) - O Presidente da República, Cavaco Silva, afirmou hoje, em Gaia que o aumento das despesas de investimento em tecnologias da informação e comunicação é uma condição necessária ao desenvolvimento do país.

"Estamos ainda abaixo da média europeia em matéria de despesas em tecnologias de informação e comunicação (TIC)", disse Cavaco Silva, que falava no final do último dia do Roteiro da Ciência que o levou a visitar algumas das mais bem sucedidas empresas de alta tecnologia portuguesas, que terminou na sede da Alert, especializada em software para a área da saúde, em Gaia.

O PR frisou que "ainda existem muitas diferenças em Portugal e em matéria de acesso às TIC, das quais estão particularmente excluídos particularmente os portugueses que não terminaram o ensino secundário".

Cavaco Silva considerou que "tem que aumentar o acesso de utilização das TIC nas empresas, nos serviços públicos e nos lares e convidou os responsáveis pela administração pública a pensar no que é que podem fazer para generalizar o uso das tecnologias de informação e Comunicação.

"Na Europa, 25 por cento do crescimento e 40 por cento do aumento de produtividade são determinados pelo uso de tecnologias de informação e Comunicação", disse o PR, sublinhado a necessidade de investir neste sector.

As empresas que o Presidente da República escolheu para o a quarta edição do Roteiro para a Ciência - Alert, Primavera Software, Brisa, Cister, Acácia e Vision-Box - têm em comum trajectos marcados por apostas na inovação tecnológica, seguida de internacionalização.

Esta iniciativa, que se iniciou segunda-feira e hoje terminou, incluiu também visitas a universidades e institutos politécnicos.

O périplo terminou na Alert Life Sciences Computing, sediada em Gaia, que nasceu em 1998, quando Jorge Guimarães, médico nascido em Viana do Castelo, venceu o Grande Prémio Bial de Medicina, atribuído pelos laboratórios do mesmo nome.

Com o dinheiro do prémio, investiu em 1999 na criação de uma empresa, a MNI - Médicos Na Internet, dedicada a serviços de saúde através da Internet, área que a agora designada Alert ainda mantém e é auto-suficiente.

Menos de 10 anos depois, os produtos Alert estão já em 639 hospitais e cerca de oito mil centros de saúde, em Portugal e noutros 30 países, entre os quais Espanha, Itália, Holanda, Brasil, Estados Unidos, Singapura e Malásia.

Em 2007, a Alert, que emprega mais de 500 trabalhadores da área tecnológica, facturou 23,16 milhões de euros, resultado que prevê duplicar este ano, conseguindo metade do volume de negócios fora de Portugal.

Outra das empresas visitadas é a Primavera Business Software Solutions, criada em Braga em 1993, que é líder nacional de software de gestão, tendo expandido a sua actividade a Espanha, Brasil e Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), depois de ter começado com pouco mais de 15 trabalhadores.

Cerca de 35 mil empresas, representando um universo de mais de 100 mil utilizadores, recorrem agora às soluções de gestão da Primavera, que a consultora Growth Plus incluiu no ranking das 500 empresas europeias com maior potencial de crescimento.

Cavaco Silva visitou ainda a Brisa, já com 36 anos, que é o maior operador português de auto-estradas e que está no Roteiro para a Ciência de Cavaco Silva sobretudo devido ao investimento de mais de um milhão de euros no desenvolvimento próprio de equipamentos e tecnologias, o que possibilitou, nomeadamente a criação da Via Verde, sistema pioneiro a nível mundial.

Quanto à Acácia, criada na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, em Almada, desenvolve projectos de circuitos integrados para electrónica com aplicação nas áreas da medicina e aeroespacial.

Os circuitos integrados da Acácia são também utilizados nos telemóveis de última geração em países como a Coreia, Japão ou Estados Unidos.

Cavaco Silva visitou também a empresa Cister, de gestão de sistemas confiáveis e de tempo-real, que é a única rede da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) com a classificação máxima de excelente.

Incluída neste roteiro esteve também, segunda-feira, a inauguração do sistema RAPID do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, produzido pela empresa portuguesa Vision-Box.

O RAPID é o primeiro sistema do mundo que permite o controlo automatizado de passageiros munidos apenas com o respectivo passaporte electrónico.

 

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comanche

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« Responder #148 em: Maio 28, 2008, 08:21:33 pm »
Investigação: ISEP desenvolve sistema inovador que pode tornar praias mais seguras

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Porto, 26 Mai (Lusa) - A praia de Matosinhos deverá ficar mais segura, a partir da época balnear de 2009, com a instalação de um inovador sistema integrado de monitorização, detecção e salvamento aquático que está a ser desenvolvido pelo Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP).

O projecto denominado SEASAFE, que resulta de um protocolo entre a Câmara de Matosinhos e o Laboratório de Sistemas Autónomos (LSA) do ISEP, tem em vista o desenvolvimento de um robot de monitorização marítima de superfície na vertente de salvamento aquático.

O ROAZ, recentemente apresentado pelo ISEP na Feira de Hannover, Alemanha, um dos mais importantes certames mundiais de tecnologia, é um robot de monitorização marítima de superfície que pode analisar a qualidade da água e detectar náufragos.

O desenvolvimento deste sistema autónomo, na vertente de salvamento aquático, nos termos do protocolo aprovado em finais de Março pela Câmara de Matosinhos, envolve um investimento de cerca de 350 mil euros.

Este barco autónomo deverá estar operacional em 2009, segundo revelou hoje à Lusa uma fonte ligada ao desenvolvimento do projecto.

A fonte admitiu que, durante o próximo Verão, a praia de Matosinhos poderá ser palco de "uma experiência para avaliar como está a evoluir o projecto".

A intenção dos investigadores é obter um barco autónomo que esteja permanentemente na água, mas que apenas seja activado quando as câmaras instaladas na praia detectarem algum problema no mar.

O robot pode atingir o banhista em perigo muito mais rapidamente do que os nadadores-salvadores, disponibilizando-lhe uma bóia a que este se pode agarrar até chegar o salvamento.

Os investigadores admitem que o robot também possa, em determinadas circunstâncias, trazer o banhista para terra.

A fonte contactada pela hoje Lusa salientou que este sistema, quando estiver desenvolvido, apenas se justifica em praias com uma grande frente de mar, onde a distância implique uma demora na chegada do nadador-salvador junto do banhista em dificuldades.

Os investigadores admitem que o barco autónomo possa navegar a cerca de 20 quilómetros por hora, o que lhe permitirá chegar rapidamente à pessoa que necessita de socorro.

Nesse sentido, o sistema SEASAFE incluirá, além do veículo autónomo de superfície para apoio ao salvamento aquático, um sistema automático de detecção e aviso de situações de potencial risco, que será instalado em torres de vigia.

O barco autónomo, segundo o protocolo aprovado em finais de Março pela Câmara de Matosinhos, vai estar equipado com câmaras de vídeo e termográficas, o que permitirá a identificação, localização, aproximação e seguimento de pessoas na água, além de disponibilizar imagens em tempo real.

O nadador-salvador será equipado com um interface móvel, à prova de água, que lhe disponibilizará informação sobre possíveis situações de perigo e as imagens captadas pelas torres de vigia e pelo barco autónomo, permitindo-lhe tomar a decisão adequada.

 

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comanche

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« Responder #149 em: Maio 31, 2008, 10:41:05 pm »
Investigação: IBMC desenvolve ratinho que pode contribuir para estudo da Doença dos Pezinhos


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Porto, 31 Mai (Lusa) - Um grupo de investigadores do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) desenvolveu um ratinho transgénico capaz de reproduzir características da paramiloidose (Doença dos Pezinhos) que nunca tinham sido identificadas nos modelos biológicos disponíveis.

A descoberta, anunciada sexta-feira por aquele instituto de investigação da Universidade do Porto, foi publicada no mais recente número da revista Neurobiology of Aging.

Segundo o IBMC, os modelos de ratinhos até agora utilizados para estudar a paramiloidose eram portadores do gene humano causador da doença e apresentavam depósitos de fibras amilóides no estômago, no intestino e na pela, mas não desenvolviam a característica mais típica da doença, que é a deposição de fibras no sistema nervoso periférico.

A equipa de investigação liderada por Maria João Saraiva conseguiu "cruzar um ratinho (mãe) portador do gene humano da doença com um ratinho (pai) incapaz de produzir proteínas de defesa contra situações de stress fisiológico".

Desse cruzamento resultaram "ratinhos (filhos) que, por um lado, tinham a doença, e, por outro, não tinham um dos mecanismos naturais de protecção".

"O que se verificou pela primeira vez foi a deposição de agregados e fibras no sistema nervoso periférico, bem como uma deposição sistémica mais precoce", salienta um comunicado do IBMC enviado à Lusa.

O texto refere ainda que o resultado desta investigação vai "permitir conhecer com mais detalhe" a origem da doença e "testar tratamentos direccionados para o sistema nervoso periférico".

Na paramiloidose, uma doença neurodegenerativa, existe a mutação num gene que leva à produção de uma proteína (a transtirretina - TTR) que apresenta uma conformação instável, condição que desencadeia a produção de compostos intermédios e posteriormente das chamadas fibras de amilóide.

Estas fibras depositam-se no sistema nervoso periférico e podem afectar outros órgãos como os rins e o estômago.

A Doença dos Pezinhos foi descrita pela primeira vez pelo neurologista português Mário Corino de Andrade nos anos 50.

Por regra, a doença manifesta-se depois dos 20 anos, caracterizando-se por dores, paralisias e fraqueza muscular, sendo falta na ausência de um transplante hepático.

 

 

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