Tecnologia Portuguesa

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André

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« Responder #120 em: Abril 15, 2008, 04:38:28 pm »
Empresa portuguesa cria serviço inovador para localizar pessoas em tempo real ...

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Uma empresa portuguesa criou um serviço inovador para telemóveis, semelhante a uma rede social virtual, que permite localizar pessoas em tempo real, prevendo atingir em três anos cerca de um milhão de utilizadores em todo o mundo.

"Com o 'wizi' podemos partilhar a nossa localização e saber onde se encontram amigos, familiares ou outras pessoas que estejam inseridas na nossa rede que funciona um pouco como o 'messenger'", explicou o responsável da empresa que desenvolveu o produto (Timebi), Paulo Dimas.
 
"Uma mãe pode saber se o filho está na escola ou em casa ou um grupo de amigos pode facilmente encontrar outras se forem sair à noite. Tudo isto em tempo real", exemplificou. Paulo Dimas salientou que a privacidade dos utilizadores está salvaguardada: "É possível escolher com quem queremos partilhar informações sobre a nossa localização e durante quanto tempo. Podemos ficar invisíveis".

A tecnologia só é suportada, por enquanto, por um número restrito de telemóveis (Blackberry), mas a Timebi está a desenvolver a aplicação para outras plataformas, entre as quais a Nokia. "É a marca de telemóveis mais vendida. Estamos a trabalhar para ter a aplicação disponível [para os telemóveis desta marca] no terceiro trimestre do ano", revelou.

O projecto da Timebi, cujo investimento ronda os 344 mil euros, foi um dos seleccionados no âmbito do sistema de incentivos à inovação do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e vai contar com um financiamento comunitário de 189 mil euros. "Esse apoio vai ser usado para a internacionalização. Estamos a fazer toda a nossa comunicação em inglês e vamos posicionar a nossa marca globalmente. O nosso objectivo é competir com empresas a nível mundial", adiantou Paulo Dimas, que estima que o 'wizi' venha a ser usado por um milhão de pessoas daqui a três anos.

O responsável da Timebi frisou que este tipo de aplicação é ainda muito novo, mas prevê-se que venha a ter uma base de utilizadores maior do que a dos GPS. "É um produto que não serve apenas para utilizações ocasionais, podemos usá-lo no dia-a-dia", referiu. A aplicação pode ser descarregada gratuitamente através do site www.wizi.com, sem quaisquer custos para o utilizador.

A Timebi vai rentabilizar o negócio através da venda de publicidade e da subscrição de serviços de informação de trânsito pagos. "A publicidade contextualizada tem mais valor. Com este serviço, um MacDonald's que se encontre a cinco minutos de distância do utilizador pode mandar uma mensagem informando que tem uma promoção", disse Paulo Dimas.

A informação de trânsito paga é outra aposta de futuro, ainda que só funcione em pleno quando a base de utilizadores for alargada. "Estamos a desenvolver uma tecnologia precisa que reporta informações relativas ao tráfego, de forma anónima, a partir de dados gerados pelos próprios utilizadores. Será possível saber, por exemplo, que, em determinada altura, se circula na Avenida da Liberdade a 20 quilómetros/hora", adiantou o mesmo responsável.

Ciência Hoje

 

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comanche

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« Responder #121 em: Abril 16, 2008, 09:13:25 pm »
Figueira da Foz: Primeira região de saúde digital do país é inaugurada quinta-feira

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Figueira da Foz, Coimbra, 16 Abr (Lusa) - A marcação de consultas ou o acesso a resultados de exames médicos via Internet vai ser possível na Figueira da Foz a partir de quinta-feira, com a inauguração da primeira região de saúde digital do país.

"Um utente do centro de saúde pode passar a marcar consultas ou aceder a exames realizados, através do portal que vai ser apresentado. O que hoje implica uma deslocação pode passar a ser feito em casa ou noutro local com acesso à Internet", disse à Lusa fonte da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC).

Segundo a ARSC, o projecto "Região de Saúde Digital", desenvolvido pela empresa PT Prime, vai permitir a integração dos sistemas de informação nos cuidados de saúde primários diferenciados, simplificando o acesso dos cidadãos da Figueira da Foz aos serviços de saúde.

Numa primeira fase consta da "informatização total" da Unidade de Saúde Familiar de São Julião e do Hospital Distrital da Figueira da Foz mas, frisou a fonte, "pretende ligar em rede todas as unidades de saúde" daquele concelho.

Na cerimónia de inauguração será feita uma simulação de uma situação real: "um utente vai chegar ao centro de saúde e utilizar o portal", disse a fonte.

O projecto prevê, numa segunda fase, que a marcação de exames receitados a um determinado paciente por um médico possa ser "debitada a um laboratório" que, futuramente, venha a integrar a rede informática.

O programa informático possibilita ainda a gestão da sala de espera do centro de saúde, podendo "chamar" os doentes para a consulta.

A escolha da Figueira da Foz para apresentação da primeira região de saúde digital do país ficou a dever-se ao facto de ser "um concelho pequeno" que possui um hospital "de média dimensão, ideal para rentabilizar um projecto deste tipo".

Também o "longo historial de colaboração" entre a ARSC e a PT Prime no âmbito da telemedicina pesou na escolha do distrito de Coimbra para apresentar o projecto, disse a fonte.

A apresentação do portal Internet está marcada para as 11:30 na Unidade de Saúde Familiar de São Julião, em Buarcos, com a presença do secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro.

Pelas 12:30 decorre no Hospital Distrital da Figueira da Foz a cerimónia de assinatura do protocolo de criação da primeira região de saúde digital do país.

 

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André

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« Responder #122 em: Abril 17, 2008, 06:31:25 pm »
Portugueses criam cinta para grávidas que monitoriza saúde do feto ...

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Investigadores da Universidade da Beira Interior (UBI) estão a desenvolver o protótipo de uma cinta para grávidas que regista os movimentos do feto,disse hoje à Lusa, Sérgio Lebres, um dos docentes envolvidos no projecto.

O projecto está a ser desenvolvido em conjunto com o serviço de obstetrícia do Hospital da Covilhã e empresas de electrónica de aplicação específica instaladas no Taguspark, em Oeiras. «O tecido da cinta vai integrar circuitos electrónicos que registam diversos dados, como as movimentações do feto, batimentos cardíacos e que pode ligar um alarme se houver algo errado», explicou Sérgio Lebres.

Os dados serão gravados num cartão de memória e poderão ser descarregados e enviados por correio electrónico para um médico. Poderão também ser acedidos remotamente, uma vez que a cinta vai dispor de conectividade Bluetoohth para integração em redes.

«O produto poderá ser especialmente útil no final da gravidez, em que é obrigatória a realização de exames semanais, embora se saiba que isso nem sempre acontece, especialmente nas zonas do interior do país», adiantou o docente.

A cinta surge como uma solução de telemedicina para rastreio pré-natal, «que permite ao mesmo tempo que a mãe faça as actividades normais do dia-a-dia». A cinta para grávidas é o projecto mais emblemático entre o vestuário inteligente desenvolvido por quatro investigadores de diferentes área e departamentos da UBI (engenharia têxtil, comunicações e micro-electrónica).

«Um outro produto vai monitorizar actividades de reabilitação», podendo ser usado junto a zonas do corpo que tenham sofrido lesões, devido a acidentes ou actividades desportivas. «Os dados recolhidos vão permitir a especialistas perceber a fase de reabilitação em que o paciente se encontra», exemplificou.

A ambição do grupo é que o vestuário inteligente possa cobrir outras necessidades e transmitir dados em tempo real e que um médico ou treinador possa monitorizar actividades de várias pessoas ao mesmo tempo.

A equipa está a ser financiada através de uma candidatura aprovada ainda no âmbito do III Quadro Comunitário de Apoio (QCA). Sérgio Lebres admitiu que a médio prazo se possa tornar num projecto spin off da UBI, «assim haja financiadores que percebam que há mercado para estes produtos».

«É um trabalho especialmente importante para uma região como esta, no interior do país, que precisa de novas empresas e projectos inovadores», acrescentou.

Lusa

 

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comanche

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« Responder #123 em: Abril 21, 2008, 08:58:31 pm »
Tecnologia: Universidade do Porto lança e-book com acesso a experiências laboratoriais

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Porto, 21 Abr (Lusa) - A Universidade do Porto (UP) lançou hoje um e-book que vai permitir aos universitários acesso, on-line e em tempo real, a experiências feitas em laboratórios localizados a quilómetros de distância.

Este primeiro novo livro em formato digital, designado "Laboratório de Instrumentação para Medição", vai disponibilizar cinco experiências, uma delas de simulação de realidade virtual.

"A experiência em realidade virtual poderá ser descarregada, por qualquer pessoa, em qualquer lugar, a qualquer hora", disse à Lusa Maria Teresa Restivo, co-autora da publicação electrónica.

As outras quatro experiências são remotas, pois necessitam, segundo a investigadora, de ligações a aparelhos e máquinas dos laboratórios da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).

O e-book, disponível em CD-ROM, em português e em inglês, permite o acesso a conceitos, metodologias e técnicas de medição, a partir da interacção de imagens, vídeos, animações, simulações e experiências on-line.

Maria Teresa Restivo afirmou que os utilizadores vão poder encontrar, no e-book, todas as experimentações e esclarecimentos sobre as experiências.

"A medição está na base de tudo. Quando ligamos o carro, muitas coisas estão a ser medidas, como a temperatura, por exemplo", frisou Maria Restivo.

O livro electrónico, recomendado para estudantes e profissionais de áreas com componentes experimental e tecnológica, é da autoria de cinco investigadores do Departamento de Engenharia Mecânica da FEUP.

A investigadora adiantou que um dos projectos em desenvolvimento está relacionado com as "incertezas da medição", em que se calcula, por exemplo, o ângulo correcto que uma nave deve entrar na Terra, para que não seja derretida.

 

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comanche

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« Responder #124 em: Abril 21, 2008, 09:02:17 pm »
Cancro: IPATIMUP desenvolve programa de diagnóstico precoce dos cancros da mama, útero e estômago

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Porto, 21 Abr (Lusa) - O programa de diagnóstico precoce dos cancros do estômago, útero e mama é uma das principais apostas do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) para este ano, afirmou hoje o responsável pela instituição.

Este programa, que está a ser desenvolvido em colaboração com a Noruega, foi hoje apresentado num encontro com jornalistas, no âmbito do "Dia do IPATIMUP", que teve como objectivo "prestar contas" do trabalho realizado em 2007.

"Se eu tiver de identificar o projecto maior para o próximo ano (2008) é este programa de diagnóstico precoce dos cancros, as outras actividades são de alguma maneira uma continuidade do trabalho que temos vindo a desenvolver na investigação em cancro e genética", disse Sobrinho Simões.

Uma das vertentes deste programa é "o treino de profissionais de saúde nas técnicas que são indispensáveis para fazer o diagnóstico precoce dos cancros", ao mesmo tempo que "possibilita o início de estudos-piloto".

"Vamos procurar identificar em Portugal quais as populações com maior risco de desenvolverem os cancros da mama, do colo do útero e do estômago e mais tarde do intestino", explicou o investigador.

Sobrinho Simões defendeu a necessidade de "ligar" este "trabalho de ponta" à divulgação científica e sensibilização das populações sobre a prevenção e diagnóstico precoce.

"Os portugueses não interiorizam os procedimentos. Eu identifico este como o pior problema em Portugal em termos de prevenção de doenças", disse, considerando que só é possível alterar o panorama se houver ligação entre "o universo muito profissional com o universo muito básico".

Em termos de desenvolvimento científico "estamos muitíssimo bem e ao nível de outros países europeus, como a Bélgica e a Áustria, por exemplo".

"O problema da nossa população é o da iliteracia e da inumeracia. Temos um enorme intervalo entre o que é o nosso estatuto superior de investigação e aquilo que é a nossa população. Falta educação formal de base, o ensino experimental das ciências", acrescentou, frisando a necessidade de lançar iniciativas que promovam a aprendizagem das ciência nas escolas.

Referiu a propósito os projectos "Laboratório Aberto", uma iniciativa que está a ser desenvolvida em colaboração com a Câmara do Porto, e o "Despertar para a Ciência", cujo protocolo de colaboração foi hoje assinado com a autarquia da Trofa.

Os investigadores do IPATIMUP publicaram, em 2007, 92 artigos científicos em revistas internacionais e mantiveram as actividades de apoio à comunidade e consultadoria em diagnóstico do cancro em genética molecular.

Nos últimos três anos, foram analisados no IPATIMUP cerca de 700 casos enviados por hospitais e institutos de cancro de 31 países de cinco continentes.

 

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comanche

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« Responder #125 em: Abril 21, 2008, 09:28:13 pm »
Vinho: Investigadores portugueses obtêm bebida vínica com baixo teor alcoólico

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Lisboa, 21 Abr (Lusa) - A obtenção de uma bebida vínica elaborada a partir do vinho, mas com menos teor de álcool, é o objectivo de uma investigação de um grupo de investigadores portugueses, cujo resultado, segundo os mesmos , "já é promissor".

Conseguir uma "bebida vínica" de teor alcoólico inferior ao do vinho - ao abrigo da legislação portuguesa só é considerada vinho a bebida fermentada a partir de uvas com teor alcoólico superior a oito graus - é um processo iniciado em 2003 e que em 2007 obteve já "resultados satisfatórios ao nível da qualidade", disseram à agência Lusa Fernando Gonçalves, investigador do Instituto Superior Técnico (IST), e Fernão Vaz Pinto, dois dos responsáveis pelo projecto.

A intenção é obter uma bebida "de qualidade, menos tóxica, com menos calorias e mais leve do que o vinho" sem que se percam as características de "aroma, cor e sabor" daquele, sublinhou Fernão Vaz Pinto, acrescentando tratar-se de uma "investigação" em que insiste há mais de uma década, quando ainda era accionista e administrador da Quinta de Pancas Vinhos SA e para a qual contou com o apoio dos então administradores José e Joaquim de Guimarães.

Apesar da venda da Quinta de Pancas SA, a investigação manteve-se e como reunia consenso no meio académico e científico deu origem à criação da Enofisis, Estudos Enológicos Lda, vocacionada para a investigação do produto e que agora lidera um consórcio criado há quatro anos com o IST em colaboração com especialistas em Enologia do Instituto Superior de Agronomia (ISA), referiu.

Mulheres, desportistas e quem no Verão opta por bebidas "mais leves" e com "menos álcool" do que o vinho - como a cerveja -, contam-se entre os consumidores que poderão ser atraídos por esta bebida vínica.

Até porque os vinhos portugueses têm cada vez maior teor alcoólico - devido, nomeadamente, ao aumento da temperatura à escala planetária e à melhoria das técnicas vitivinícolas - , o que prejudica a saúde, pelo que a diminuição do teor alcoólico dos vinhos é uma área em que estão a ser investidas verbas avultadas em todo o Mundo, acrescenta Vaz Pinto.

França e Estados Unidos são exemplos de países onde já se produzem "vinhos de baixo teor alcoólico", acrescentando o especialista porém que, apesar de o processo em Portugal ter sido "demorado e difícil", é o que apresenta "melhores resultados por manter as características essenciais do vinho como a cor, o aroma e sabor".

"Diminuir o teor alcoólico do vinho não é difícil - pode ser feito através da evaporação do álcool a baixa pressão e temperatura, ou da interrupção da fermentação, mas este processo é contra-natura", refere Vaz Pinto.

"A dificuldade está em manter as qualidades de um vinho de 12, 13 ou 14 graus de teor de álcool numa bebida vínica de cinco, seis, sete ou mesmo oito graus, que é o que estamos a desenvolver", explica.

Uma opinião partilhada por Fernando Gonçalves, investigador do IST encarregado de diminuir a graduação alcoólica do vinho através da nanofiltração, um processo físico que "mantém o equilíbrio do triângulo álcool - acidez - taninos" , permitindo obter um produto "equilibrado e de qualidade".

A nanofiltração consiste num processo físico em que o vinho é pressionado a alta carga de muitas atmosferas contra uma membrana polimérica própria para produtos alimentares, com poros de diâmetro na ordem do nanómetro (inferior a um milionésimo de milímetro).

Em consequência da pressão e da dimensão dos poros do polímero, a membrana deixa passar apenas as moléculas mais simples e mais pequenas do vinho - que Fernando Gonçalves designa como o "permeado" e que consiste nas moléculas de água e de álcool.

A nanofiltração é, segundo o investigador, uma tecnologia que, sendo utilizada já para fins industriais, só na última década começou a aplicar-se ao vinho.

Apesar de o processo se poder aplicar a quase todos os vinhos e as investigações já terem sido feitas com vinhos elaborados a partir de várias castas, os melhores resultados até agora têm sido obtidos com os "rosés", com a casta Fernão Pires, nos brancos, e com a casta Castelão, nos tintos, disse Fernando Gonçalves.

"Nos tintos há ainda algumas afinações a fazer, nomeadamente ao nível da adstringência", frisou, acrescentando que os resultados obtidos com os vinhos brancos e os 'rosés' são "mais adequados à bebida leve e refrescante, com teor alcoólico entre os cinco e os sete ou oito graus, mas com as características do vinho que se pretende obter".

O processo de nanofiltração está a ser realizado na adega do Instituto Superior de Agronomia, é da responsabilidade de Fernando Gonçalves - doutorado pelo IST na área de Tecnologia de Membranas - e é acompanhado pelos professores Olga Laureano e Jorge Ricardo da Silva, do ISA, e pela professora Norberta de Pinho, do Instituto Superior Técnico.

Cerca de 250 mil euros foram despendidos, desde o início das investigações, no processo de diminuição do teor alcoólico do vinho, com o apoio da Agência de Inovação (AdI), no âmbito do Programa de Incentivos à Modernização da Economia (PRIME), referiu Fernão Vaz Pinto.

Esta tecnologia não é para aplicar a um 'grand vin', sustenta Fernando Gonçalves, enquanto Vaz Pinto sublinha que também não se trata de expurgar do vinho "todo o teor alcoólico, porque se assim fosse o conceito de vinho morreria".

Quanto a uma data para se poder comercializar o produto, Fernando Gonçalves admite que até ao final deste ano ou no próximo os resultados já permitirão pensar em possibilidades de colocação no mercado, sublinhando que o custo de produção desta tecnologia "não chega aos 10 cêntimos por litro".

"O que falta mesmo encontrar é um parceiro estratégico", sustentam Fernando Gonçalves e Fernão Vaz Pinto.

Fernando Gonçalves é um dos oradores num congresso mundial que promove o debate, entre terça e quarta-feira em Vila Real, sobre temas polémicos do sector vitivinícola, nomeadamente os vinhos com baixo teor alcoólico ou a utilização das rolhas de plástico nas garrafas.

O "Infowine Fórum" é organizado por duas mulheres, Leonor Santos, licenciada em Engenharia Agrícola, e Bárbara Sistelo, licenciada em Enologia, que, em 2002, criaram a Vinideas, uma empresa ligada ao desenvolvimento enológico.

Este congresso técnico e científico de viticultura, enologia e mercado conta com a presença de cerca de 300 participantes e leva ao Douro alguns dos "melhores especialistas internacionais do sector".

 

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comanche

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« Responder #126 em: Abril 22, 2008, 06:10:39 pm »
Portugal ensina ao resto da Europa a transformar pneus velhos em asfalto

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Ljubljana, Eslovénia, 22 Abr (Lusa) -- Um projecto do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para reutilizar pneus velhos no fabrico de asfalto está a ser apresentado esta semana na Eslovénia como um exemplo a seguir por outros países europeus.

O projecto foi um dos escolhidos pela segunda Conferência Europeia em Investigação nos Transportes Rodoviários (European Road Transport Research - Arena TRA2008) e coube a Maria de Lurdes Antunes, investigadora do LNEC, o papel de representar o país naquele que é o principal fórum europeu que junta políticos, empresários e estudiosos em questões relacionadas com o ambiente e transporte.

Segundo esta investigadora, Portugal é "um dos primeiros países europeus" a utilizar restos de pneus velhos no fabrico de asfalto, juntamente com betume e outros inertes.

"Usamos borracha de pneus utilizados no agregado final", procurando encontrar uma "forma original de reutilizar" estes resíduos mas acaba por ser uma "solução técnica final mais vantajosa".

O asfalto com borracha de pneus é mais durável, mais resistente e provoca menos ruído, explicou Maria de Lurdes Antunes.

Em 1999, na zona de Santo Tirso, foi instalado o primeiro piso deste tipo num projecto considerado pioneiro a nível europeu, recordou a investigador do LNEC, instituição que tem tutelado a aplicação desta tecnologia.

Agora, quase uma década depois, Portugal "tem muitos dados" sobre a durabilidade e resistência deste tipo asfalto que, apesar de mais caro, permite estradas mais amigas do ambiente.

E foi a implementação desta tecnologia que levou Portugal ao papel de parceiro num novo projecto comunitário, denominado DirectMat, que visa elaborar uma espécie de "guia de boas práticas" para os construtores civis na reparação de estradas.

A utilização de resíduos e inertes nas estradas, como asfalto já danificado, e a diminuição dos custos ambientais são os objectivos principais deste projecto, que irá incluir uma "base de dados com todos os desenvolvimentos" técnicos que permitam minimizar os danos das intervenções.

"Nem sempre as novas tecnologias são do conhecimento dos construtores" pelo que uma equipa de investigadores europeus estão a compilar essa base de dados, cabendo ao LNEC incluir os dados relativos às misturas betuminosas, acrescentou.

Além do LNEC, na Eslovénia estão expostos outros trabalhos de investigadores portugueses, como é o caso de uma equipa da Universidade de Coimbra, que inclui Álvaro Seco, Ana Silva e Carla Galvão.

Este projecto conta com modelos de gestão da velocidade máxima das estradas de acordo com o ambiente envolvente, quer de acordo com as características do piso e do território mas também em relação a questões como os fluxos humanos.

 

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« Responder #127 em: Abril 22, 2008, 06:39:28 pm »
Tecnologia: Rôbos do ISEP são estrelas da participação portuguesa na Feira de Hannover

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Porto, 22 Abr (Lusa) - Uma aeronave não tripulada para detecção de fogos florestais e um robot de monitorização marítima de superfície são as 'estrelas' da representação portuguesa na Hannover Messe/2008, uma importante mostra de tecnologia industrial, a decorrer esta semana naquela cidade alemã.

A criação de redes e parcerias para a transferência de tecnologia a nível internacional é o principal objectivo da participação portuguesa nesta feira, que está a cargo do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP).

Nesse sentido, o Laboratório de Sistemas Autónomos (LAS) do ISEP levou para Hannover o FALCOS, uma aeronave não tripulada para a detecção de fogos florestais e vigilância marítima, e o ROAZ, um robot de monitorização marítima de superfície que pode analisar a qualidade da água e detectar náufragos.

Os dois sistemas, segundo informação hoje prestada à Lusa pelo ISEP, apresentam um elevado nível de autonomia e de capacidade de decisão e análise, além de terem baixo consumo energético e custos reduzidos.

O ISEP, com o apoio da Oficina de Transferência de Tecnologia do Instituto Politécnico do Porto, levou ainda a este certame internacional outros sistemas autónomos terrestres de busca e salvamento.

Os sistemas que integram a representação portuguesa foram desenvolvidos pelo LAS, um laboratório de investigação e desenvolvimento avançado no âmbito da robótica, aplicada a diferentes áreas de actuação, como o ambiente, a segurança, os transportes e a recuperação de catástrofes.

A Feira de Hannover dedica este ano uma especial atenção à robótica móvel e aos sistemas autónomos, com o objectivo de promover as mais recentes inovações nesta área, que os especialistas entendem que vai desempenhar um importante papel económico no futuro.

Nessa perspectiva, a participação portuguesa pretende explorar o lançamento de novas ideias, tecnologias e produtos num mercado mundial que apresenta elevado potencial.

O ISEP tem vindo a procurar novas parcerias nesta área, visando de forma especial a criação de uma linha de produtos na área da gestão florestal particularmente vocacionados para a prevenção de incêndios.

 

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« Responder #128 em: Abril 22, 2008, 09:11:52 pm »
Tecnologia: Faculdade de Engenharia do Porto primeira parceira europeia da MIPS Technologies

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Porto, 22 Abr (Lusa) - A Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) foi escolhida pela MIPS Technologies, uma das maiores empresas mundiais de design de semicondutores, para estabelecer a primeira parceria com instituições de ensino superior na Europa.

O acordo de cooperação entre a faculdade portuense e a empresa norte-americana será assinado segunda-feira no Porto, tendo em vista o desenvolvimento de instrumentos e materiais de ensino para a promoção do estudo da arquitectura e projecto de processadores em universidades de todo o mundo.

A MIPS, fundada em 1998 e sedeada na Califórnia, é um dos maiores fornecedores mundiais de processadores digitais, contando com mais de 250 clientes em todo o mundo.

Com este acordo, os alunos do Programa Doutoral e do Mestrado Integrado em Engenharia Electrónica e de Computadores terão acesso a uma tecnologia que lhes permitirá adquirir competências valiosas para o desenvolvimento de novas aplicações e produtos.

Nesse sentido, a FEUP pode tirar partido da tecnologia disponibilizada pela MIPS, abrindo-a a aplicações novas em áreas como a gestão de energia, automação, robótica e comunicações.

A FEUP é a maior faculdade da Universidade do Porto, contando com 370 docentes e 6.600 estudantes, dos quais 2.000 envolvidos em programas de mestrado e doutoramento.

 

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« Responder #129 em: Abril 22, 2008, 09:15:12 pm »
Biologia estrutural: Investigadores portugueses recorrem à matemática para cristalizar proteínas

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Lisboa, 22 Abr (Lusa) - Uma equipa de investigadores portugueses mostra num estudo hoje publicado por uma revista científica norte-americana que a cristalização de proteínas pode obter-se através de fórmulas matemáticas, em vez de estar dependente de métodos experimentais exaustivos.

O primeiro autor do estudo, Pedro Martins, disse à agência Lusa que a descoberta é mais uma contribuição para "a compreensão dos mecanismos de acção de várias doenças e o desenvolvimento de drogas de combate a essas doenças".

O estudo, publicado na revista PLoSOne, resultou de um trabalho conjunto do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) e da Faculdade de Engenharia (FEUP), todos ligados à Universidade do Porto.

A equipa foi liderada por Ana Margarida Dias, do IBMC e ICBAS, e Fernando Rocha, da FEUP.

A cristalografia é uma técnica muito utilizada na investigação fundamental e na indústria farmacêutica por permitir ver a forma das proteínas a três dimensões, e a partir daí desenhar outra, neste caso um fármaco, que nela encaixe, activando-a ou desactivando-a conforme o objectivo.

Como exemplo da criação de fármacos deste tipo, os investigadores destacam o desenvolvimento de antivirais para doentes com sida nos últimos dez anos.

"As aplicações práticas do estudo são ao nível do método de obtenção de cristais de proteínas, chamado método por difusão de vapor", afirmou Pedro Martins, 31 anos, que participou nesta investigação no quadro de um pós-doutoramento orientado por Ana Margarida Damas e Fernando Rocha.

"A estrutura das proteínas não pode ser obtida por métodos tradicionais de microscopia", explicou. "O que se faz é determinar a sua arquitectura de uma forma indirecta primeiro através da cristalização da proteína e a seguir pela recolha e tratamento de dados de difracção de raios-X pelos cristais".

A primeira etapa é equivalente ao que acontece nas salinas, com a formação de cristais de sal a partir da evaporação da água.

"Mas da mesma forma que para o sal as condições de evaporação o tornam de maior ou menor qualidade, o mesmo acontece com estes cristais de proteínas, sendo que este passo é determinante para o sucesso ou insucesso do trabalho", referem os cientistas.

O que a equipa de investigadores pretendeu foi racionalizar estas etapas, preenchendo uma lacuna existente nos mecanismos físico-químicos subjacentes à técnica de cristalização por difusão de vapor.

Segundo estes investigadores, o processo errático seguido pelas as empresas farmacêuticas, através do recurso a robôs, para alterar repetidamente as condições de cristalização até chegar ao cristal perfeito, poderá ter os dias contados.

Doutorado em Engenharia Química pela FEUP, Pedro Martins esteve um ano nos Estados Unidos (Louisiana) a desenvolver investigação na área da cristalização de açúcar, tendo regressado ao Porto em 2007 com o objectivo de aplicar os conhecimentos adquiridos nesta área com fins bioquímicos e biomédicos.

 

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comanche

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« Responder #130 em: Abril 23, 2008, 09:16:46 pm »
Xavier Malcata recebe prestigioso galardão internacional

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O director da Escola Superior de Biotecnologia e professor catedrático da Universidade Católica Portuguesa, Xavier Malcata, acabou de ser distinguido com o Samuel Cate Prescott Award, atribuído pelo Institute of Food Technologists.

 


Este instituto congrega mais de 22 mil profissionais no mundo, nas diversas áreas relativas à ciência e tecnologia alimentar - trabalhando na indústria, na universidade ou no governo.

Aquele galardão internacional destina-se a reconhecer publicamente quem tenha demonstrado extraordinária capacidade de investigação num ou mais campos de ciência e tecnologia alimentar - sendo dada especial importância às contribuições para a metodologia, à competência demonstrada, e aos efeitos dos esforços de tais investigações sobre o avanço do estado da arte.

Conforme enfatizado pelo comité de selecção, Xavier Malcata protagonizou abordagens pioneiras em ciência e tecnologia alimentar, e adaptou-as a aplicações inovadoras em diversas áreas da transformação alimentar - que incluem, entre outras; o desenvolvimento de ingredientes nutracêuticos e alimentos funcionais; o projecto e optimização de reactores enzimáticos para o processamento de óleos alimentares; a caracterização de proteases vegetais no fabrico de queijo; a produção de culturas microbianas de arranque e afinagem para queijos tradicionais portugueses; a aplicação optimizada de operações unitárias a processos alimentares específicos; e o melhoramento das condições de fermentação do bagaço de uva para a obtenção de aguardentes bagaceiras.

O galardoado junta mais esta honrosa distinção ao seu longo currículo académico e à sua projecção internacional - que inclui, entre muitos outros, o Danisco International Dairy Science Award (2007) da American Dairy Science Association, e o Young Scientist Research Award (2001) da American Oil Chemists' Society.

O prémio Samuel Cate Prescott Award foi instituído em 1964, em homenagem a Samuel Cate Prescott (1872-1962) - um dos mais notáveis cientistas alimentares americanos, que dedicou a sua vida profissional aos campos da segurança alimentar, da ciência alimentar, da saúde pública e da microbiologia industrial, tendo sido o primeiro Dean da School of Science do Massachussetts Institute of Technology e o primeiro Presidente do IFT.

É a primeira vez que tal prémio é concedido a um cientista português - sendo que o Prof. F. Xavier Malcata se junta assim a nomes proeminentes na área dos alimentos e que foram também seleccionados para receber tal prémio no passado, como sejam Theodore P. Labuza (1972), R. Paul Singh (1982), Carl A. Batt (1990), James L. Steele (1994), Marc C. Hendrickx (1995), Casimir C. Akoh (1998) e Martin Wiedmann (2003). O prémio será entregue em cerimónia pública, durante o Congresso Anual do IFT em New Orleans (EUA), em 28 de Junho próximo.

 

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tsumetomo

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« Responder #131 em: Abril 24, 2008, 12:10:11 am »
 

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comanche

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« Responder #132 em: Abril 24, 2008, 01:57:25 pm »
Explosivos: Investigador da Universidade de Coimbra preside a federação europeia

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Coimbra, 24 Abr (Lusa) - O docente da Universidade de Coimbra José Carlos Góis vai presidir nos próximos dois anos à Federação Europeia de Engenheiros de Explosivos, sendo o primeiro português a dirigir esta instituição com 20 anos.

Professor do Departamento de Engenharia Civil e investigador do LEDAP - Laboratório de Energética e Detónica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), José Carlos Góis foi eleito no passado fim-de-semana num congresso realizado em Budapeste.

Um dos principais desafios da organização, que agrega instituições de duas dezenas de países da União Europeia, a Noruega e a Rússia, é a harmonização de conhecimentos e procedimentos no uso de explosivos, para uma maior segurança e mobilidade de especialistas, explicou à agência Lusa o especialista.

Durante o mandato de José Carlos Góis deverá também ficar concluído um manual europeu de uso dos explosivos, que irá definir o que são os conhecimentos básicos para aplicação dos explosivos para fins civis em cada uma das áreas, e identificadas as pessoas mais competentes em cada um dos países.

Para o investigador, citado numa nota de imprensa da FCTUC, a sua eleição é o "reconhecimento da investigação de alto nível realizada na Universidade de Coimbra na área da segurança dos explosivos e uma oportunidade de Portugal ser afirmar junto da União Europeia na definição de normas de boas práticas no uso e manuseamento de explosivos".

José Carlos Góis é actualmente presidente da Associação Portuguesa de Estudos e Engenharia de Explosivos (AP3E), que acumula com as suas funções decentes e de investigador do LEDAP.

O LEDAP é o único laboratório nacional de investigação e desenvolvimento a trabalhar com explosivos. A sua actividade centra-se em três áreas: Civil, Militar e Terrorismo. Nesta última, os investigadores estudam medidas anti-terroristas, tendo sido autores de várias publicações para a NATO.

Criada em 1988, a Federação Europeia de Engenheiros de Explosivos congrega investigadores, militares, empresários, operadores de fogo e técnicos de fabrico de explosivos, entre outros.
 

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comanche

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« Responder #133 em: Abril 26, 2008, 03:29:03 pm »
Ciência: Investigadores de Coimbra desenvolvem kit para travar doença dos pinheiros

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Coimbra, 26 Abr (Lusa) - Investigadores da Universidade de Coimbra estão a desenvolver um kit que permitirá uma detecção precoce, e uma mais rápida resposta, para evitar a propagação da nemátodo na madeira, actualmente a afectar pinhais em Portugal.

"Haverá uma resposta mais rápida e mais precoce", declarou à agência Lusa Isabel Abrantes, que lidera a equipa de investigação ligada aos departamentos de Zoologia e de Bioquímica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e da Escola Superior Agrária de Coimbra.

A investigação encontra-se em fase final, e é objecto de tese de doutoramento de um dos participantes, e só a partir da publicação dos resultados é que se procurará uma parceria com a indústria para a produção e comercialização do kit para detecção e identificação do nemátode na madeira do pinheiro.

Segundo uma nota do departamento de comunicação da FCTUC, nesta investigação foram utilizados nemátodos extraídos de amostras de madeira infectada, colhidas em pinheiros no distrito de Setúbal, para produzir anticorpos monoclonais específicos para o nemátodo e desenvolver um teste de diagnóstico.

"Este teste permite identificar e quantificar o nemátodo directamente na madeira de pinheiro, ou seja, sem recorrer a métodos de extracção, e também no insecto vector (Monochamus galloprovincialis) responsável pela transmissão do parasita de árvore para árvore", explica.

De acordo com a coordenadora da investigação, "os anticorpos têm a capacidade de reconhecer a superfície da cutícula dos nemátodos-alvo, permitindo desenvolver novas estratégias de diagnóstico a partir das sondas imunológicas obtidas. As metodologias utilizadas e desenvolvidas neste projecto serão ferramentas muito úteis principalmente para os técnicos e investigadores dos laboratórios de quarentena de nemátodos parasitas de plantas".

O nemátodo é causador da doença do pinheiro, cujo primeiro caso se registou, em 1999, na península de Setúbal e nos últimos dias em pinhais no distrito de Coimbra.

"Após a detecção e identificação do nemátodo, a única solução é o abate imediato das árvores e a sua destruição bem como dos sobrantes do abate, incluindo as lenhas, de acordo com a legislação em vigor", observa a professora catedrática da FCTUC.

Denominada "Utilização de anticorpos monoclonais na detecção, identificação e quantificação do nemátodo-da-madeira-do-pinheiro, Bursaphelenchus xylophilus", a investigação tem como objectivo desenvolver novas estratégias de diagnóstico do nemátodo. Este será o tema de um encontro científico a decorrer em Coimbra, no Departamento de Zoologia da FCTUC, entre segunda e quarta-feira.

Este projecto de investigação foi realizado ao longo dos últimos três anos com a colaboração da Direcção-Geral dos Recursos Florestais e financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

 

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comanche

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« Responder #134 em: Abril 28, 2008, 07:18:13 pm »
Tecnologia: Faculdade do Porto pioneira europeia em parcerias para investigação com a MIPS Technologies

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Porto, 28 Abr (Lusa) - A Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) tornou-se hoje o primeiro estabelecimento de ensino superior europeu a ter acesso, para efeitos de investigação, a informação confidencial de produtos da líder em microprocessadores MIPS Technologies.

Segundo José Silva Matos, director do Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores da FEUP, a informação é facultada no âmbito de um protocolo que a faculdade e a MIPS formalizaram para desenvolvimento de investigação académica em projectos de processadores e micro-arquitecturas.

"Diminuímos a distância entre a indústria e a Universidade ao estabelecermos uma ligação forte com uma das empresas líderes mundiais na indústria de propriedade intelectual de semicondutores", afirmou à Lusa José Silva Matos.

O acordo agora formalizado fornece uma plataforma para investigação científica e tecnológica destinada a ser utilizada nos programas de Mestrado e Doutoramento do Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores (DEEC) da FEUP.

"A parceria vai permitir desenvolver investigação académica em projecto de processadores e micro-arquitecturas", contou José Epifânio da Franca, presidente e director-geral da Chipidea - Analog Business Group da MIPS Technologies.

"Temos um número elevado de engenheiros licenciados na FEUP a trabalhar no nosso Centro de Engenharia na Maia e é um grande orgulho o facto de podermos contar com talentos fundamentais para o futuro do projecto de sistemas electrónicos integrados", acrescentou.

A parceira para investigação estabelece que um grupo de estudantes graduados da FEUP terá acesso à propriedade intelectual da MIPS, para desenvolver investigação científica em áreas como a de implementação de arquitecturas, back-end synthesis e flows, interfaces periféricas, pipelines e desenvolvimento de co-processadores.

Também no âmbito do protocolo celebrado, a MIPS e a FEUP trabalharão em conjunto para o desenvolvimento de instrumentos e materiais de ensino destinados a promover o estudo da arquitectura e projecto de processadores em Universidades de todo o mundo.

A FEUP é uma das 14 faculdades da Universidade do Porto, contando 6.600 estudantes, dos quais 2.000 envolvidos em programas de Mestrado e Doutoramento.

A MIPS Technologies, Inc (NasdaqGS: MIPS) é, por sua vez, a segunda maior companhia mundial de design de propriedade intelectual de Semicondutores e a líder mundial de design de IP analógico.

Com mais de 250 clientes no mundo, a MIPS Technologies fornece tecnologia para alguns dos produtos mais conhecidos da indústria de consumo digital e dos mercados de "broadband, wirleess, networking" e "portable media", sendo proprietária de mais de 400 patentes mundiais.

 

 

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