Tecnologia Portuguesa

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SSK

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Tecnologia Portuguesa
« em: Julho 11, 2007, 07:25:46 pm »
Para o nosso amigo Hugo não dizer que somos um zero à esquerda

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Solução informática portuguesa exportada para hospitais do Médio Oriente e Norte de África
 
O grupo Alert, que integra a empresa portuguesa responsável pela criação de uma solução informática que permite eliminar o papel no funcionamento interno dos hospitais, vai exportar os seus produtos para o Médio Oriente e Norte de África.
 


De acordo com uma nota distribuída hoje pela empresa, o `software` denominado ALERT Paper Free Hospital (PFH), integralmente desenvolvido em Portugal e que está já a ser usado em mais de metade das urgências portuguesas, poderá agora ser distribuído em 24 países da Europa, América do Norte, Médio Oriente, Ásia e Norte de África.

Isto depois de o Grupo Alert, liderado pela empresa portuguesa Alert Life Sciences Computing, ter assinado um contrato com a empresa Xeca, com sede na Arábia Saudita, para a distribuição dos seus produtos em 12 países do Médio Oriente e Norte de Africa, explicou a empresa.

O acordo vai permitir a distribuição dos produtos Alert nos países do Conselho de Cooperação do Golfo - Arábia Saudita, Kuwait, Qatar, Omã, Bahrein e Emiratos Árabes Unidos - além da Jordânia, Líbano, Egipto, Marrocos, Tunísia e Turquia, adiantou a nota.

O principal produto do Grupo, o ALERT PFH, é uma solução para a informatização de instituições de saúde, nomeadamente hospitais, centros de saúde e clínicas privadas.

Com este instrumento, os dados clínicos dos pacientes são registados digitalmente em tempo real, eliminando a utilização do papel.

Por outro lado, o ALERT PFH facilita a gestão dos recursos humanos e técnicos disponíveis e estabelece uma interligação entre os vários intervenientes no processo ou até entre diferentes instituições.

O ALERT foi criada pelo médico e investigador Jorge Guimarães, vencedor do Prémio Bial de Medicina em 1998.

No início do ano, a MNI alterou a sua designação para ALERT Life Sciences Computing e tornou-se a empresa mãe de um grupo que integra empresas nos EUA, Espanha e Portugal e possui distribuidores em vários países da Ásia e da Europa.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2007-07-11 18:35:04
"Ele é invisível, livre de movimentos, de construção simples e barato. poderoso elemento de defesa, perigosíssimo para o adversário e seguro para quem dele se servir"
1º Ten Fontes Pereira de Melo
 

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Lancero

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« Responder #1 em: Julho 11, 2007, 07:28:13 pm »
Informática é 0 (zeros) e 1 (uns).
Ele aqui é capaz de ter alguma razão. Há muitos zeros  :mrgreen:
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

Respeito
 

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SSK

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« Responder #2 em: Julho 11, 2007, 07:29:19 pm »
Desse ponto de vista :lol:  :lol:
"Ele é invisível, livre de movimentos, de construção simples e barato. poderoso elemento de defesa, perigosíssimo para o adversário e seguro para quem dele se servir"
1º Ten Fontes Pereira de Melo
 

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André

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« Responder #3 em: Julho 11, 2007, 07:51:19 pm »
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PORTUGUÊS NOMEADO PARA COORDENADOR DO ANO DA ASTRONOMIA

O astrofísico português Pedro Russo vai ser o coordenador do Ano Internacional de Astronomia, que se realiza em 2009, tendo sido seleccionado entre candidatos de todo o mundo, informou hoje a Sociedade Portuguesa de Astronomia (SPA).
Esta nomeação, pela União Astronómica Internacional, «constitui um marco histórico na crescente importância que a Astronomia e Astrofísica portuguesas têm a nível internacional», salienta a SPA num comunicado.

«Trata-se de um momento importante de afirmação internacional da Astronomia Portuguesa, que agora vê reforçada a sua posição», acrescenta este organismo.

O cientista português (do Instituto Max Planck para a Investigação no Sistema Solar, Alemanha, e do Centro Multimeios de Espinho) tem vindo a desenvolver o seu trabalho na Alemanha utilizando dados da missão espacial Vénus Express, uma missão da Agência Espacial Europeia, que está a estudar em detalhe a atmosfera daquele planeta.

Pedro Russo tem vindo também a integrar diferentes projectos internacionais na área da comunicação e educação em Astronomia, nomeadamente na Rede Europeia de Ciências Planetárias (Europlanet) e na Comissão 55: Comunicar Astronomia com o Público, da União Astronómica Internacional.

O Ano Internacional da Astronomia é uma iniciativa que está ser promovida a nível mundial pela União Astronómica Internacional com o apoio da UNESCO, e pretende celebrar a astronomia e a sua contribuição para a sociedade e para a cultura, estimulando o interesse a nível mundial não só pela astronomia, mas pela ciência em geral, com particular incidência nos jovens.

No Ano Internacional da Astronomia, que terá como principal evento a celebração dos 400 anos da primeira utilização do telescópio para observações astronómicas por Galileu, estão para já envolvidos 192 países.


 :Palmas:
« Última modificação: Agosto 03, 2007, 08:23:39 pm por André »

 

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André

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« Responder #4 em: Julho 12, 2007, 02:34:34 pm »
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EUA: Bush inaugura sala de imprensa com cadeiras portuguesas

O presidente norte-americano, George W. Bush, inaugurou hoje a nova sala de imprensa da Casa Branca para enfrentar os desafios mediáticos do século XXI na qual se destacam as cadeiras concebidas pelo arquitecto português Filipe Oliveira Dias.
«Bem-vindos de volta à Ala Oeste. Sentimos a vossa falta (...) mais ou menos», declarou Bush entre risos, aos correspondentes da Casa Branca numa breve cerimónia em que cortou o laço que simbolicamente mantinha encerrada a sala, em obras durante o último ano.

A imprensa trabalhou durante todo este tempo numa área provisória do outro lado da Avenida Pensilvânia, enquanto se remodelava uma sala de imprensa que já tinha 37 anos e aparentava o dobro.

Bush parecia mais impressionado com um potente sistema de ar condicionado, essencial para trabalhar em «condições modernas».

«Condições em que um tipo como eu se sinta cómodo, respondendo a uma série de perguntas sem perder dez quilos devido ao calor«, explicou Bush.

Entre as inovações mais elogiadas como »luxuosas« pelos pouco jornalistas presentes- a Casa Branca reservou espaço na cerimónia também para funcionários e empreiteiros - figuravam as cadeiras, fabricadas pela empresa catalã Figueras mas concebidas pelo arquitecto português Filipe Oliveira Dias.

«São super cómodas. Só lhes falta que se mexam um pouco para parecer que estamos num balneário», comentou um jornalista estrangeiro, que assiste a todas as conferências de imprensa da Casa Branca.

As cadeiras, totalmente ergonómicas e de grande capacidade acústica, segundo a empresa, contam com o desenho do arquitecto português Filipe Oliveira Dias.

O espaldar é de madeira e o assento em si de pele natural, na cor azul clássica da Casa Branca.

A cadeira de teatro «Flame», escolhida para equipar a Sala de Imprensa da Casa Branca em Washington D.C. é inspirada numa harpa e, segundo Filipe Oliveira Dias, «notavelmente cómoda», além de ser «esteticamente muito bela», «excepcionalmente robusta e durável» e «resistente a nódoas».

O arquitecto portuense comentou em Maio à agência Lusa que esta escolha «não é muito importante», a nível monetário, pois o preço está fixado e recebe à quantidade.

Ao invés, Oliveira Dias realça que «a referência (da escolha da Casa Branca) ajuda a passar a palavra» e, como tal, é «muito importante».

Construída em Barcelona pela Figueras International Seating, a cadeira pode ser experimentada em Portugal nos Teatros Municipal de Vila Real (Bragança) e Helena Sá e Costa (Porto), bem como no Auditório Cálem (Vila Nova de Gaia).

Com obra feita em cerca de oitenta países, Filipe Oliveira Dias nasceu em 1963 na cidade do Porto, onde se licenciou na Escola Superior Artística em 1989.

No estrangeiro, o arquitecto verá em breve executadas obras como o Teatro Martí, em Havana (Cuba), o Novo Palácio de Congressos de Marraquexe e o Palácio de Congressos de Tanger, ambos em Marrocos.


 :Palmas:  :G-Ok:

 

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André

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« Responder #5 em: Julho 17, 2007, 05:02:37 pm »
Português preside a consórcio europeu do reactor de fusão nuclear

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Carlos Varandas, professor Catedrático do Instituto Superior Técnico, foi hoje nomeado presidente do Conselho de Administração do consórcio europeu para o projecto ITER, a maior experiência mundial de fusão nuclear.

A nomeação, por unanimidade, foi feita hoje em Barcelona numa reunião do Conselho de Administração da Empresa Comum Europeia para o Projecto Mundial ITER (EJU, European Joint Undertaking), cuja criação foi decidida pelo Conselho Europeu em Abril, destinando para o efeito 9,6 mil milhões de euros.

Carlos Varandas presidirá a participação europeia na construção do primeiro reactor experimental de fusão nuclear, deixando assim a presidência do Centro de Fusão Nuclear - Laboratório Associado da Fundação de Ciência e Tecnologia, cargo que assumia até agora.

Nesta reunião foi também eleito Didier Gambier, actual Presidente da Unidade «Joint Development of Fusion» da Comissão Europeia, para o cargo de Director do «Joint Undertaking».

O ITER (Reactor Termonuclear Experimental Internacional), com sede em França, é um projecto de mais de 12 mil milhões de euros que agrega sete parceiros (União Europeia, Estados Unidos, China, Índia, Japão, Coreia do Sul e Rússia) e será a maior experiência mundial de fusão nuclear.

Este projecto visa demonstrar cientifica e tecnicamente a viabilidade da energia de fusão e testar a operação simultânea das tecnologias necessárias para a operação de um reactor de fusão nuclear.

Os sete parceiros acordaram na constituição de «Agências Domésticas» para as contribuições de outros Estados para o Projecto, tendo o CE definido agora a «Agência Doméstica Europeia», criada à luz do tratado EURATOM por um período de 35 anos, com um orçamento global de 9.653 milhões de euros e sede em Barcelona.

O consórcio europeu permitirá a contribuição do EURATOM para o Projecto ITER e, conjuntamente com o Japão, para as actividades de aproximação para a rápida realização da energia de fusão, além de preparar e coordenar o programa de actividades em preparação para a construção do reactor de fusão de demonstração e respectivas infraestruturas.

Portugal, através do Centro de Fusão Nuclear - Laboratório Associado (CFN), participa activamente no acordo ITER através do Contrato de Associação EURATOM/IST e do EFDA.

O CFN, em parceria com o Centro de Física de Plasmas do IST, possui o estatuto de Laboratório Associado da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), desde 1 de Janeiro de 2002.

 

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André

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« Responder #6 em: Julho 18, 2007, 02:36:07 pm »
Portugal foi o país mediterrânico que mais evoluiu em TI em 2006

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Mais de 20 milhões de europeus «descobriram» a Internet em 2006, com Portugal a destacar-se com um crescimento superior a 200%, um dos indicadores que o apontam como o país mediterrânico que mais evoluiu nas Tecnologias da Informação (TI).

«Dentro dos países europeus há que destacar o importante desenvolvimento de Portugal neste último ano, superior a 200%, que lhe permitiu alcançar uma taxa de penetração que supera países europeus como a Dinamarca e Luxemburgo», refere o último estudo da Fundação Orange, que apesar de se destinar a avaliar a situação em Espanha faz um balanço do sector das tecnologias da Informação na Europa e no Mundo.

O relatório, apresentado a poucos dias da reunião informal de Ministros da Competitividade (Ciência), que decorrerá quinta e sexta-feira em Lisboa, indica que graças aos 22 milhões de novos usuários da Internet que surgiram no ano passado na Europa, no ínicio deste ano 312,7 milhões de europeus já tinham acesso àquela tecnologia.

De acordo com o documento realizado pela fundação do Grupo France Telecom, Portugal foi o país mediterrânico «onde se notou um avanço considerável na maioria dos indicadores», ao passo que Itália e Espanha «ainda têm um longo caminho a percorrer para alcançar a convergência com os países mais avançados da região».

O estudo indica, citando dados do site Internet World Stats, que Portugal registou no ano passado uma taxa de penetração de Internet (percentagem da população que usa Internet) de 73,8%, ou seja que mais de 7,7 milhões de utilizadores usam este recurso.

Este valor no entanto é muito superior aos mais recentes dados sobre utilização de Internet em Portugal divulgados pela União Europeia ou revelados por inquéritos de utilização feitos junto da população portuguesa.

Em Março, a UE indicava que a percentagem de utilizadores de Internet em Portugal em 2006 era de 31,4%, enquanto o mais recente inquérito Bareme Internet, também relativo ao ano passado, contabilizava 3,622 milhões de indivíduos utilizadores regulares, um valor que representa 43,6% do universo composto pelos residentes em Portugal Continental com mais de 15 anos.

Por outro lado, diz o estudo da Fundação Orange, se no ano passado Portugal se situava abaixo da média tanto em serviços ao cidadão como a empresas, este ano já se encontra ao nível da Irlanda, Finlândia, França, Áustria, Suécia e Dinamarca.

Entre os indicadores positivos surge a crescente importância da língua portuguesa na internet: «o português começa a despontar, em parte graças ao papel dos brasileiros», refere o estudo lembrando que «o inglês continua a ser o idioma mais forte, com mais de 327 milhões de usuários».

Mas continuam a existir itens em que Portugal continua a permanecer no final da lista, como por exemplo quando se analisa o número de empresas que criaram páginas web.

«A nível internacional, mais de duas em cada três empresas da União Europeia com acesso à Internet dispõem de página web», com a Suécia e a Dinamarca nas posições líderes da UE. Em Portugal, apenas 45% das empresas aderiu a esta forma de comunicação.

Também no que toca à percentagem de indivíduos que realizaram cursos de informática no ano passado, Portugal fica no fim da tabela dos países europeus, com apenas 8% dos portugueses a frequentarem cursos de formação.

Curiosa é a elevada percentagem de lusos que usaram a net para pesquisar questões relacionadas com saúde: 39%, dois pontos percentuais acima da média europeia, onde se situam apenas nove países.

Também a procura de emprego online coloca os portugueses ao lado dos austríacos, com 14% do total da população a tentar arranjar trabalho através deste meio. Apenas a França, Chipre, Irlanda e Republica Checa ficam abaixo de Portugal.

O que ainda não parece ter convencido os portugueses foram as compras online, já que este ano apenas 1,96% dos usuários aderiu a esta forma de adquirir bens. Pouco mais de 300 euros é o que gastam em média os portugueses que decidem fazer compras em frente ao computador.

Outro dos items analisado no relatório tem a ver com as patentes na área das tecnologias de informação e comunicação (TIC) que, segundo a Fundação Orange, «podem ser um bom indicador da inovação».

«A União Europeia gera uma percentagem de patentes similar aos Estados Unidos e acima do Japão, mas existe uma grande assimetria na contribuição dos diferentes países, sendo os países tradicionalmente mais evoluídos como a Alemanha, o Reino Unido e a França os maiores criadores de patentes», refere o documento.

Dos países analisados, os Estados Unidos, Estónia, Finlândia, Holanda, Irlanda, Japão e Lituania são os mais especializados em patentes TIC, sendo que Espanha, Itália, Portugal e República Checa aparecem no fim da lista. Portugal surge neste ranking com uma simbólica contribuição de 0,02%.

A forte implementação do telemóvel em detrimento do telefone fixo também é estudada neste relatório, que aponta 2006 como o ano em que o telemóvel se consolidou frente ao fixo e também o ano de arranque da Terceira Geração (3G), que veio abrir novas possibilidades, como a oferta de serviços e conteúdos de Internet.

«Nos países menos desenvolvidos o telemóvel foi, de todas as TIC, a que mais contribuiu para a diminuição da brecha digital, representando uma via de acesso importante à Sociedade de Informação», afirma a Fundação.

A Fundação Orange tem por «objectivo contribuir para o desenvolvimento da Sociedade de Informação em Espanha, em beneficio dos cidadãos, empresas e instituições,(...) publicando estudos, relatórios e livros sobre os diferentes aspectos de desenvolvimento da Sociedade de Informação», refere o site oficial desta instituição do Grupo France Telecom.

 

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« Responder #7 em: Agosto 01, 2007, 08:17:48 pm »
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Português lidera consórcio europeu de fusão nuclear

O português Carlos Varandas, professor catedrático e investigador do Instituto Superior Técnico, foi escolhido recentemente para presidir ao Conselho de Administração do consórcio europeu para o projecto ITER, a maior experiência de fusão nuclear a nível mundial.

O professor catedrático, que, antes de ser indicado para este cargo, presidia o Laboratório Associado do Centro de Fusão Nuclear, afirmou que esta nomeação é motivo de contentamento, uma vez que traz “prestigio ao País e também algumas vantagens em termos de contratos”.

O ITER visa a construção de um reactor de fusão em França, com o objectivo de demonstrar cientifica e tecnicamente a viabilidade da energia de fusão, bem como testar a operação simultânea das tecnologias necessárias para a operação de um reactor nuclear de fusão. Os cientístas esperam provar aplicabilidade da fusão nuclear como fonte de energia limpa, segura e economicamente atractiva.

O projecto ITER integra sete parceiros: União Europeia, EUA, China, Índia, Japão, Coreia do Sul e Rússia, e está orçado em mais de 12 mil milhões de euros.
2007/07/31
"Ele é invisível, livre de movimentos, de construção simples e barato. poderoso elemento de defesa, perigosíssimo para o adversário e seguro para quem dele se servir"
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André

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« Responder #8 em: Agosto 03, 2007, 08:18:51 pm »
Joalheiros portugueses na maior mostra de jóias

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Seis joalheiros portugueses estiveram representados este ano no JA New York Show, uma mostra de joalharia que decorreu de 29 de Julho a 1 de Agosto, no Javits Center de Manhattan, Nova Iorque.

Esta é uma das mostras de jóias mais importantes dos Estados Unidos, juntando joalheiros, fabricantes, designers e vendedores um pouco de todo o mundo.

Portugal foi representado pelos fabricantes de jóias e ourivesarias Américo Barbosa, Auresousa Ourivesaria, Cadouro, Grupo Neves, Fernando Rocha Joalheiros, Marques & Gomes e Styliano & Ribeiro.
Segundo o ICEP de Nova Iorque, estes joalheiros mostraram no JA New York Show "o melhor da tradição portuguesa aliada ao moderno design que faz as jóias portuguesas apreciadas em todo o mundo".

Portugal tem uma tradição nesta arte que remonta aos terceiro milénio antes de Jesus Cristo, quando começaram a ser exploradas as então abundantes jazidas de ouro existentes no território.
Os joalheiros portugueses ocuparam as bancas 3173 a 3179 no Javits Convenction Center, na Rua 34, em West de Manhattan.
A mostra deste ano incluiu mais de 1.900 expositores de todo o mundo e atraindo perto de 15 mil visitantes, segundo a organização.
Esta é considerada não só uma das mostras de joalharia mais importantes dos Estados Unidos, como de todo o mundo, pois é em Manhattan que se situa o chamado "Diamond District", o local onde se situam as mais conhecidas e prestigiadas lojas de jóias e diamantes.

 

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« Responder #9 em: Agosto 07, 2007, 10:25:56 pm »
Desastre no Espaço?

No sector Espacial, como em qualquer sector que envolva investimento público, não podem existir empregos em “part-time”, nem amadorismos…a gestão dos dinheiros públicos e a representação externa de Portugal, num sector que é fortemente concorrencial e onde a lógica empresarial é dominante, deve ser encarada e executada com rigor e conhecimento de causa, por pessoas com vivência empresarial.

No contexto da “reestruturação” do GRICES (Gabinete de Relações Internacionais da Ciência e Ensino Superior) esses princípios devem ser acautelados de forma a garantir a continuidade do conseguido até agora. Infelizmente, com o Sr. Ministro da Ciência de costas voltadas para os legítimos representantes das empresas, só por escrito público é que se lhe consegue fazer chegar o sentir da Industria.

É fundamental que quer a estrutura, quer o trabalho desenvolvidos no seio do extinto GRICES, cujos esforços empreendidos permitiram resultados muitíssimo importantes para o desenvolvimento do sector espacial nacional, sejam finalmente formalizados e reconhecidos pelo Estado Português. Ao longo dos últimos anos, pese embora a falta de recursos humanos, os interesses nacionais foram defendidos com transparência e profissionalismo junto dos Comités decisores da ESA, e foram criadas as condições para que empresas e institutos nacionais pudessem comunicar ao Governo as suas prioridades e estratégias, à semelhança do que é feito, com êxito, nos outros Estados Membros da Agência Espacial Europeia.

É em Portugal que se desenvolvem partes críticas do sistema GALILEO e é em Portugal que se estudam os futuros ‘pilotos automáticos’ para missões a Marte.

Uma vez que resultou, dever-se-ia implementar o mesmo sistema de gestão que aqueles países adoptaram, aproveitando os recursos e métodos que entre nós já deram provas de sucesso, de maneira a articular as orientações políticas de desenvolvimento espacial e as perspectivas dos agentes nacionais. São tarefas que implicam um conhecimento profundo do sector a nível europeu e a nível nacional, não apenas no plano académico mas fundamentalmente no plano empresarial e que exigem tempo, dedicação, transparência e imparcialidade, podendo apenas ser desempenhadas por profissionais integrados numa estrutura que dialogue transversalmente com as várias instituições do Estado. A sensibilidade do governo actual para esta temática ficou demonstrada na Conferência Ministerial da ESA, em Dezembro de 2005, em Berlim, onde Portugal duplicou o investimento nacional na Agência, subscrevendo 31.5M€ em programas opcionais até ao ano 2012, estimando-se assim que o volume de contratos no sector duplique, ou até mesmo triplique, nos próximos anos, acontecendo o mesmo com a contratação de pessoal na área. Esta duplicação do esforço financeiro representou um voto de confiança, por parte da Administração Pública Portuguesa, na capacidade de desenvolvimento dos agentes nacionais, tendo ido ao encontro das expectativas e competências das empresas e institutos que operam no sector Espacial.

Mas estes factores, juntamente com a natureza institucional do mercado espacial, obrigam a uma gestão cuidada e profissional dos investimentos públicos. É urgente que se torne clara a evolução pretendida no domínio da gestão institucional da participação de Portugal no sector espacial, sob pena de não conseguirmos o retorno científico e industrial desejado.

O Espaço é um dos sectores tecnológicos mais exigentes, onde o sucesso implica excelência, profissionalismo, persistência e método. Portugal aderiu à Agência Espacial Europeia (ESA) em Dezembro de 2000 e, passados apenas 7 anos, o sector emprega já cerca de 200 pessoas em dedicação exclusiva, sendo a maior parte mestres e doutores em ciências exactas, distribuídos por 40 empresas e instituições nacionais. E hoje, por exemplo, é em Portugal que se desenvolvem partes críticas do sistema GALILEO e é em Portugal que se estudam os futuros ‘pilotos automáticos’ para missões a Marte.

Numa época em que o Governo apela à inovação e em que o Espaço faz parte das prioridades da Presidência Portuguesa da União Europeia, seja com o Programa GALILEO seja com a realização da conferência GMEs, é importante não cometer erros relativamente à participação nacional nos programas espaciais europeus e à gestão pública dos investimentos feitos nesta área, que correm o risco de serem desperdiçados.
2007/08/07


António Neto da Silva, Presidente da Proespaço
"Ele é invisível, livre de movimentos, de construção simples e barato. poderoso elemento de defesa, perigosíssimo para o adversário e seguro para quem dele se servir"
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« Responder #10 em: Agosto 09, 2007, 05:48:10 pm »
Paleontólogo português segue o rasto do verdadeiro Indiana Jones

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O paleontólogo Octávio Mateus estará a partir do dia 20 no deserto de Gobi, na Mongólia, e vai tornar-se o primeiro português a seguir as pistas de Roy Chapman Andrews, tido como o verdadeiro Indiana Jones.

Integrado numa equipa de 15 especialistas norte-americanos, japoneses, sul-coreanos, canadianos e mongóis, o investigador do Museu da Lourinhã e da Universidade Nova de Lisboa será o único representante europeu na missão que vai durar 34 dias.

Depois de ter participado em várias expedições em África, Laos, Cambodja, Brasil ou Estados Unidos, o investigador desloca-se pela primeira vez à Mongólia, um dos cinco «Grandes» países quanto à existência de fósseis de dinossauros. Este top é ainda composto pelos Estados Unidos da América, Argentina, China e Canadá.

A Mongólia é uma das áreas mais ricas do mundo em vestígios de dinossauros do Cretácico, período que terminou há aproximadamente 65 milhões de anos, mas em comparação com o período Jurássico, com cerca de 150 milhões de anos, fica atrás de Portugal.

«Queremos encontrar novos esqueletos de espécies conhecidas, mas melhor seria encontrar uma nova espécie. Tenho esperança em encontrar um esqueleto relativamente completo e uma novidade, mas é sempre promissor trabalhar num deserto muito rico em fósseis», disse Octávio Mateus à agência Lusa. No local onde foi descoberto o velociráptor, também conhecido como ladrão veloz e uma das «estrelas» do livro e filme Parque Jurássico, o português indica como exemplo de descoberta interessante um carnívoro.

O convite para a expedição ao deserto de Gobi - onde a temperatura média anual é de -2,5 graus a +2,8 graus e os valores extremos chegaram a 38 e -43 graus numa região e 33,9 e -47°graus numa outra - aconteceu devido à colaboração de alguns anos do investigador português com a Universidade Metodista do Sul, localizada em Dallas (Texas, Estados Unidos).

«Esta é uma oportunidade de vida que tinha de aceitar. Também será uma honra apoiar um país como a Mongólia, assim como será uma aventura estar num local muito difícil de trabalhar», resumiu o paleontólogo, que já participou na identificação de sete novas espécies.

Para explicar a sua paixão por dinossauros, este português socorre-se de um provérbio que envolve outro tipo de animal: «filho de peixe sabe nadar».

A sua família está desde sempre ligada ao Museu da Lourinhã e o gosto pelos assuntos de história natural levaram-no, há pelo menos 20 anos, a integrar escavações e a seguir a carreira profissional de paleontólogo.

Quanto ao «verdadeiro» Indiana Jones, Roy Chapman Andrews, foi investigador do Museu de História Natural de Nova Iorque, onde começou em 1906 como varredor e assistente no departamento de taxidermia. Em 1934 chegou a director da instituição.

O investigador ficou conhecido com as expedições que levou a cabo no deserto de Gobi, entre 1922 e 1930, onde descobriu por exemplo os primeiros ninhos de ovos de dinossauros.

O paleontólogo Octávio Mateus estará a partir do dia 20 no deserto de Gobi, na Mongólia, e vai tornar-se o primeiro português a seguir as pistas de Roy Chapman Andrews, tido como o verdadeiro Indiana Jones.

Integrado numa equipa de 15 especialistas norte-americanos, japoneses, sul-coreanos, canadianos e mongóis, o investigador do Museu da Lourinhã e da Universidade Nova de Lisboa será o único representante europeu na missão que vai durar 34 dias.

Depois de ter participado em várias expedições em África, Laos, Cambodja, Brasil ou Estados Unidos, o investigador desloca-se pela primeira vez à Mongólia, um dos cinco «Grandes» países quanto à existência de fósseis de dinossauros. Este top é ainda composto pelos Estados Unidos, Argentina, China e Canadá.

A Mongólia é uma das áreas mais ricas do mundo em vestígios de dinossauros do Cretácico, período que terminou há aproximadamente 65 milhões de anos, mas em comparação com o período Jurássico, com cerca de 150 milhões de anos, fica atrás de Portugal.

«Queremos encontrar novos esqueletos de espécies conhecidas, mas melhor seria encontrar uma nova espécie. Tenho esperança em encontrar um esqueleto relativamente completo e uma novidade, mas é sempre promissor trabalhar num deserto muito rico em fósseis», disse Octávio Mateus à agência Lusa. No local onde foi descoberto o velociráptor, também conhecido como ladrão veloz e uma das «estrelas» do livro e filme Parque Jurássico, o português indica como exemplo de descoberta interessante um carnívoro.

O convite para a expedição ao deserto de Gobi - onde a temperatura média anual é de -2,5 graus a +2,8 graus e os valores extremos chegaram a 38 e -43 graus numa região e 33,9 e -47°graus numa outra - aconteceu devido à colaboração de alguns anos do investigador português com a Universidade Metodista do Sul, localizada em Dallas (Texas, Estados Unidos).

«Esta é uma oportunidade de vida que tinha de aceitar. Também será uma honra apoiar um país como a Mongólia, assim como será uma aventura estar num local muito difícil de trabalhar», resumiu o paleontólogo, que já participou na identificação de sete novas espécies.

Para explicar a sua paixão por dinossauros, este português socorre-se de um provérbio que envolve outro tipo de animal: «filho de peixe sabe nadar».

A sua família está desde sempre ligada ao Museu da Lourinhã e o gosto pelos assuntos de história natural levaram-no, há pelo menos 20 anos, a integrar escavações e a seguir a carreira profissional de paleontólogo.

Quanto ao «verdadeiro» Indiana Jones, Roy Chapman Andrews, foi investigador do Museu de História Natural de Nova Iorque, onde começou em 1906 como varredor e assistente no departamento de taxidermia. Em 1934 chegou a director da instituição.

O investigador ficou conhecido com as expedições que levou a cabo no deserto de Gobi, entre 1922 e 1930, onde descobriu por exemplo os primeiros ninhos de ovos de dinossauros.

Lusa/SOLO paleontólogo Octávio Mateus estará a partir do dia 20 no deserto de Gobi, na Mongólia, e vai tornar-se o primeiro português a seguir as pistas de Roy Chapman Andrews, tido como o verdadeiro Indiana Jones.

Integrado numa equipa de 15 especialistas norte-americanos, japoneses, sul-coreanos, canadianos e mongóis, o investigador do Museu da Lourinhã e da Universidade Nova de Lisboa será o único representante europeu na missão que vai durar 34 dias.

Depois de ter participado em várias expedições em África, Laos, Cambodja, Brasil ou Estados Unidos, o investigador desloca-se pela primeira vez à Mongólia, um dos cinco «Grandes» países quanto à existência de fósseis de dinossauros. Este top é ainda composto pelos Estados Unidos, Argentina, China e Canadá.

A Mongólia é uma das áreas mais ricas do mundo em vestígios de dinossauros do Cretácico, período que terminou há aproximadamente 65 milhões de anos, mas em comparação com o período Jurássico, com cerca de 150 milhões de anos, fica atrás de Portugal.

«Queremos encontrar novos esqueletos de espécies conhecidas, mas melhor seria encontrar uma nova espécie. Tenho esperança em encontrar um esqueleto relativamente completo e uma novidade, mas é sempre promissor trabalhar num deserto muito rico em fósseis», disse Octávio Mateus à agência Lusa. No local onde foi descoberto o velociráptor, também conhecido como ladrão veloz e uma das «estrelas» do livro e filme Parque Jurássico, o português indica como exemplo de descoberta interessante um carnívoro.

O convite para a expedição ao deserto de Gobi - onde a temperatura média anual é de -2,5 graus a +2,8 graus e os valores extremos chegaram a 38 e -43 graus numa região e 33,9 e -47°graus numa outra - aconteceu devido à colaboração de alguns anos do investigador português com a Universidade Metodista do Sul, localizada em Dallas (Texas, Estados Unidos).

«Esta é uma oportunidade de vida que tinha de aceitar. Também será uma honra apoiar um país como a Mongólia, assim como será uma aventura estar num local muito difícil de trabalhar», resumiu o paleontólogo, que já participou na identificação de sete novas espécies.

Para explicar a sua paixão por dinossauros, este português socorre-se de um provérbio que envolve outro tipo de animal: «filho de peixe sabe nadar».

A sua família está desde sempre ligada ao Museu da Lourinhã e o gosto pelos assuntos de história natural levaram-no, há pelo menos 20 anos, a integrar escavações e a seguir a carreira profissional de paleontólogo.

Quanto ao «verdadeiro» Indiana Jones, Roy Chapman Andrews, foi investigador do Museu de História Natural de Nova Iorque, onde começou em 1906 como varredor e assistente no departamento de taxidermia. Em 1934 chegou a director da instituição.

O investigador ficou conhecido com as expedições que levou a cabo no deserto de Gobi, entre 1922 e 1930, onde descobriu por exemplo os primeiros ninhos de ovos de dinossauros.

Lusa/SOL


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« Última modificação: Agosto 10, 2007, 07:37:28 pm por André »

 

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N: «Estudo português revolucionário»
« Responder #11 em: Agosto 09, 2007, 09:11:40 pm »
Investigação portuguesa:
Citação de: "SIC Online"
Estudo português revolucionário
As bactérias adaptam-se mil vezes mais rapidamente do que até agora se admitia, uma descoberta de quatro investigadoras portuguesas que poderá ter impacto na saúde pública por medir a capacidade de resistência a tratamentos e antibióticos.

Totalmente financiado e realizado em Portugal, o estudo, que será publicado esta sexta-feira na revista Science, utilizou uma técnica para identificar as mutações das bactérias que lhes conferem vantagens em termos da capacidade de resistência, concluindo que estes organismos "têm um potencial adaptativo extraordinariamente elevado".

Isabel Gordo, umas das quatro investigadoras do Instituto Gulbenkian de Ciência, explicou que as bactérias "adaptam-se muito mais rapidamente do que até agora era admitido".

"Pensava-se que tinham uma capacidade de adaptação mil vezes inferior ao que observámos. Este estudo é um contributo substancial para a compreensão de um problema central na teoria da evolução", afirmou.

De acordo com a investigadora, as conclusões desta pesquisa "têm implicações importantes ao nível da saúde pública, nomeadamente na resistência a antibióticos e medicamentos".

"Seriam precisos cerca de vinte mil anos para tirar conclusões de um processo semelhante na espécie humana, já que o estudo analisou mil gerações de bactérias e, em humanos, cerca de 20 anos separam cada geração", explicou.

Este é o primeiro trabalho da investigadora que será publicado na revista Science, motivo de enorme satisfação e orgulho para Isabel Gordo, bem como para as três colegas que consigo trabalharam neste projecto.

"A Science é tudo o que um investigador pode querer no seu currículo", afirmou.

Esta é a quinta publicação do Instituto Gulbenkian de Ciência na Science e nas revistas do grupo Nature, só em 2007.

09-08-2007 20:57
fonte: http://sic.sapo.pt/online/noticias/vida/20070809+-+Estudo+portugues+revolucionario.htm


Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 

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André

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« Responder #12 em: Agosto 10, 2007, 07:40:52 pm »
Equipa portuguesa apresenta robot de apoio em edifícios numa situação de catástrofe

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Um robot que sobe e desce escadas e se desloca autonomamente em edifícios em ruínas vai ser apresentado por equipa portuguesa, numa demonstração que se realiza para a semana na Suiça.

O 'Raposa' pesa 27 quilos, tem quase meio metro de comprimento e desloca consigo uma panóplia de tecnologia que inclui câmara de filmar, outra câmara térmica para revelar temperaturas, sensores de gases perigosos e um microfone.

É à prova de água, pode ser operado a partir de um computador portátil a cerca de 100 metros - distância que pode ser aumentada - com recurso a um joy-stick e a um sistema de antenas para comunicar com o robot e tem uma autonomia de duas horas, mesmo que recorrendo ao sistema de iluminação própria de que dispõe, explicou à agência Lusa um dos responsáveis do projecto, Rodrigo Ventura.

A máquina começou a ser desenvolvida há cerca de quatro anos através de uma colaboração entre o Instituto Superior Técnico (IST), onde lecciona Rodrigo Ventura, a empresa IdMind e o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa e foi apresentada publicamente no ano passado.

O 'Raposa' pode ainda ser ligado a um cabo, que permite içá-lo, dar-lhe autonomia ilimitada em termos energéticos e dotá-lo de uma ligação wireless à Internet, o que permite manobrá-lo em zonas onde não seria possível fazê-lo de outra forma, como edifícios onde o sinal rádio não entrasse devido à espessura das paredes, por exemplo, explicou o investigador do IST.

Uma importante inovação que inclui é a possibilidade de o próprio robot se ligar e desligar do cabo sem precisar de intervenção humana no local da operação.

Outra capacidade útil em caso de catástrofes com vítimas, como terramotos em que haja pessoas retidas debaixo dos escombros, é poder colocar em conversação vítimas nessa situação com equipas de resgate, através do microfone que transporta.

A máquina desloca-se através de um sistema de dois pares de lagartas de borracha, semelhantes aos usados pelos buldozzer, e é articulado, podendo deslocar-se e funcionar virado para cima ou para baixo.

Na demonstração, que decorre entre segunda e quinta-feira em Ticino, na Suiça, o 'Raposa' vai ser sujeito a duas provas: na primeira terá que identificar vários objectos dentro de um edifício e depois actuar num cenário fora da cidade, onde se simulará uma catástrofe nuclear.

Enquanto IST continua a desenvolver novos equipamentos e valências para o robot, a empresa IdMind pretende vir a comercializar o equipamento junto das forças de segurança e militares, a cujo trabalho mais se adapta, além dos próprios bombeiros, acrescentou Rodrigo Ventura à Lusa.

Mais informação sobre o robot pode ser obtida na internet no sítio http://raposa.idmind.pt.

Lusa/SOL

 

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André

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« Responder #13 em: Agosto 16, 2007, 07:45:55 pm »
Descoberto contributo de gene na separação de cromossomas por cientistas do Porto

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Cientistas do Porto descobriram o contributo de um gene para a separação correcta dos cromossomas durante a formação dos ovos e do esperma, o que poderá ajudar ao estudo de doenças causadas pela distribuição anormal de cromossomas, como a síndrome de Down.
O estudo, a ser publicado brevemente pelo jornal Current Biology, indica que é o gene BubR1, recentemente relacionado com o processo de divisão celular, que mantém a coesão dos pares de cromossomas até ao momento de serem divididos durante a produção de células reprodutivas.

Se o BubR1 apresentar mutações, pode originar células com um número anormal de cromossomas.

A falha do gene BubR1 tem sido apontada como causadora de perturbações na separação dos cromossomas durante a meiosis, o processo pelo qual cada célula reprodutiva - esperma e óvulos - é formada, embora ainda se desconheça a forma concreta como isto acontece.

Os investigadores Cláudio E.Sunkel e Nicolas Malmanche, do Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto, e colegas norte-americanos testaram e identificaram o papel molecular deste gene na meiosis, analisando uma mutação do BubR1 nas moscas da fruta (Drosophila).

Os machos e as fêmeas da mosca da fruta usam mecanismos moleculares diferentes na distribuição dos cromossomas entre as células durante a meiosis, permitindo uma análise mais detalhada do papel normal do gene e dos efeitos da mutação do BubR1.

As células normalmente têm um par de cada cromossoma (chamados cromossomas homólogos), um dos quais procedente do pai e outro da mãe.

A meiosis, a divisão celular especializada que produz o esperma e o ovo, começa com a duplicação destes cromossomas nas células, que neste estádio estão ligados entre si e são chamados sister chromatids.

Depois de analisar e comparar o BubR1, quer em moscas com mutação quer em moscas normais durante este processo, os autores descobriram que o gene é essencial para manter as sister chromatids unidas durante a meiosis, assegurando a correcta distribuição do material genético na célula sexual produzida.

Os investigadores também afirmam que nas fêmeas com BubR1 mutado foi interrompida uma estrutura complexa chamada Synaptonemal Complex (SC), que liga os cromossomas homólogos durante a primeira divisão da meiosis e permite recombinações (troca de material genético entre cromossomas homólogos que é essencial para gerar variedade), causando significantes alterações na sua frequência e distribuição.

Como o gene BubR1 é comum à espécie humana, a pesquisa tem potenciais implicações no estudo de doenças causadas pela distribuição anormal de cromossomas, como a síndrome de Down, cuja incidência aumenta com a idade materna, principalmente após os 35 anos da mãe.

Os indivíduos com síndrome de Down têm padrões anormais de recombinação genética, com perda de coesão entre as sister chromatids, exactamente como os defeitos observados nas moscas da fruta com mutações no gene BubR1.

Diário Digital / Lusa

 

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André

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« Responder #14 em: Agosto 19, 2007, 06:29:25 pm »
Póvoa de Varzim albergará maior fábrica mundial de painéis solares

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A empresa portuguesa Energie inaugura em Setembro, na Póvoa de Varzim, a maior fábrica de painéis solares térmicos do mundo, um investimento de dois milhões de euros, refere a edição deste domingo do Jornal de Notícias.

A nova unidade permite sextuplicar a produção actual, para cerca de 90 mil painéis solares termodinâmicos por ano, indicou ao jornal o presidente da Energie, Luís Rocha.
Cerca de 60% da produção actual destina-se ao mercado nacional, sendo os restantes 40% exportados para países como Espanha, França, Estados Unidos, Irlanda, Reino Unido, Bélgica e Luxemburgo.

Luís Rocha referiu que a nova unidade tem por objectivo o reforço da produção e a expansão a dois mercados estratégicos: Itália e, principalmente, Alemanha.

O presidente da empresa prevê que, com a nova fábrica, o peso dos mercados internacionais na facturação da Energie suba para 50%.

Outro dos objectivos traçados é o incremento da facturação a um ritmo de um milhão de euros por ano até 2010. No ano passado, a Energie facturou seis milhões de euros.

Diário Digital

 

 

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