"Tropa investe em festas e casamentos"

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"Tropa investe em festas e casamentos"
« em: Junho 15, 2007, 11:23:31 am »
Já 'tou a ver os anúncios: "Passe a noite de núpcias na cama do Paulo Portas..."  :mrgreen:


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2007-06-15 - 00:00:00

Defesa: Quartéis rentáveis
Tropa investe em festas e casamentos

O Ministério da Defesa vai adiar a venda de infra-estruturas militares, um património que poderá render ao Estado milhões de euros, para quando o mercado imobiliário estiver em alta. Com a venda de imóveis em quebra, devido à subida das taxas de juro, o ministro da Defesa parece inclinado em apostar na rentabilização daquelas instalações com o aluguer para a realização de eventos sociais, como casamentos e aniversários.

O Forte de São Julião da Barra, em plena Linha de Cascais, onde Paulo Portas residiu quando era ministro da Defesa, será rentabilizado com casamentos, passagens de modelos, aniversários.

Ao que o CM apurou, a ideia de rentabilizar as instalações militares subaproveitadas através de eventos sociais não é nova: em 2001, José Mourato, ex-presidente da Empordef (holding pública para a indústria militar), defendeu este modelo de rentabilização quando era secretário de Estado da Defesa no Governo de António Guterres.

E, neste momento, os três ramos das Forças Armadas já organizam casamentos nas suas instalações: Força Aérea na Messe de Monsanto, Exército nas messes de Pedrouços e de Santa Clara, todas em Lisboa, Marinha na Messe de Cascais e no Forte da Guia. O sucesso desta actividade é tão notório que, segundo garantem fontes do meio militar, “na Messe de Monsanto já não há vagas para casamentos nos próximos dois anos”.

Severiano Teixeira tem a Lei de Programação das Infra-estrutras Militares (LPI), documento central para a gestão do património militar subaproveitado, praticamente concluída. E, dada a sensibilidade do assunto, o gabinete do ministro tem gerido este processo com todo o cuidado.

O Ministério da Defesa não comenta a LPI e desmente que o Forte de São Julião da Barra, uma das instalações mais simbólicas das Forças Armadas, seja rentabilizado com a realização de eventos sociais. Mas, garante fonte conhecedora do processo, Severiano Teixeira já tem, há um mês, um regulamento, feito pela Secretaria-Geral do Ministério e pelo seu próprio gabinete, que “prevê a realização de eventos no Forte de São Julião da Barra, concertos, casamentos, aniversários, e uma tabela de preços para o aluguer das salas por metro quadrado e por horas, de acordo com a [lei da] Administração Financeira do Estado”.

E, precisa-se, “a autorização [para a realização de eventos no Forte de São Julião da Barra] é sempre dada pelo gabinete do ministro”. Pela beleza do local, o Forte irá acolher alguns eventos importantes durante a presidência portuguesa da União Europeia, já a partir de 1 de Julho.

CRISE DEIXA IMÓVEIS SEM COMPRADORES

A crise que atravessa o mercado imobiliário tem obrigado o Estado a redefinir a sua estratégia de vendas. Assim, os imóveis de maior valor comercial foram retirados das hastas públicas previstas pela Direcção Geral do Património, entidade responsável por vender os prédios do Estado. Foi o que aconteceu, nomeadamente, com um prédio localizado no Campo Grande – zona nobre da capital – que o Estado tencionava vender por 2,2 milhões de euros e que foi retirado da lista de imóveis a alienar.

O mesmo aconteceu com a Quinta da Ribeira, um imóvel com uma área de 20.945 m2 localizado em Campanhã, no Porto, e que estava avaliado em 1,1 milhões de euros.

Vendido foi o terreno destinado a indústria, na Maia, e que foi à praça por mais de um milhão de euros.

Na capital foram vendidos inúmeros imóveis durante o mês de Maio; um andar em Cascais que foi à praça por 148 mil euros, um 5º andar nos Capuchos por 142 mil euros, e um 1º andar direito e esquerdo na Rua dos Fanqueiros , que valeu mais de 450 mil euros aos cofres do Estado.

São vários os imóveis da Defesa que se encontram avaliados em mais de 20 milhões de euros. Temos, por exemplo, a Quinta das Conchinhas, em Marvila, com uma área bruta de 87.560 m2 e que se encontra avaliada em mais de 27 milhões de euros.

A bateria de Alcabideche, com uma área bruta de 89.400 m2 vale mais de 25 milhões de euros e o Grupo nº 1 de escolas da Armada (composto por 48 edifícios) está contabilizado em mais de 24 milhões de euros.

Com a venda do património militar o Governo pretende reequilibrar o Fundo de Pensões das Forças Armadas, requalificar infra-estruturas e financiar a aquisição de equipamento militar.

CEM IMÓVEIS VALEM 122 MILHÕES

Tal como noticiou o Correio da Manhã, o Governo tem uma lista de cem imóveis militares passíveis de serem vendidos com o objectivo de aumentar a receita da Defesa. Desse grupo de imóveis cerca de 34 já foram avaliados e somam mais de 122 milhões de euros. Um dos problemas que se levanta na transacção daqueles prédios a preços correntes do mercado é a eventual desafectação de património que se encontra adstrito. Mas essa é uma solução que ainda vai tardar algum tempo.

INJECÇÃO NO FUNO DE PENSÕES

O Fundo de Pensões dos Militares das Forças Armadas necessita de uma injecção de capital da ordem dos 294 milhões de euros até 2012 para evitar o colapso financeiro. Um estudo realizado pelo BPI Pensões refere que o Fundo pode deixar de ter dinheiro para fazer face aos compromissos com os militares num prazo máximo de nove meses se não existir um reforço de capital. O Fundo foi criado em 1990 com o objectivo de pagar complementos de pensão aos militares com baixas reformas.

APONTAMENTOS

REPARAÇÕES

Entre 2000 e 2004, segundo o Anuário Estatístico da Defesa Nacional - 2005, as verbas gastas com grandes reparações de infra-estruturas militares ascenderam a 100 623,8 euros.

CONSTRUÇÕES NOVAS

Entre 2000 e 2004, os montantes gastos com construções de unidades imobiliárias novas totalizou 67 481 euros. O gastomais elevado ocorreu em 2003.

UNIDADES VENDIDAS

Entre 2000 e 2004, o Ministério da Defesa vendeu 23 unidades imobiliárias. Assim distribuídas: sete, em 2000, cinco, em 2001, duas, em 2002, duas, em 2003, sete, em 2004.

SAIBA MAIS

1553 ano em que foi iniciada a construção do forte, por decisão de D. João III, de acordo com os planos do arquitecto Miguel Arruda.

1831 ano em que os canhões de São Julião são derrotados pela primeira vez: uma armada francesa, em apoio das tropas liberais, fundeia no Tejo.

PRISÃO A partir dos Filipes, o forte passou a prisão. Por lá passaram inimigos jurados de todas as situações políticas até à República.

FORCA General Gomes Freire de Andrade, que conspirou contra a ingerência inglesa, no tempo de D. João VI, (séc. XIX), foi aqui enforcado.

NOTAS

PATRIMÓNIO TOTAL O número total de unidades imobiliárias afectas à Defesa Nacional ascendia,

em 2004, a 1259 instalações. Deste total, 258 tinham funções operacionais.

DESPESAS COM MANUTENÇÃO Entre 2000 e 2004, segundo o Anuário Estatístico de 2005, foram investidos 100 632,8 milhares de euros em

reparações de infra-estruturas militares.

LISTA JÁ ESTÁ NAS FINANÇAS O Ministério da Defesa já enviou para o Ministério das Finanças a lista

de infra-estruturas militares que estão disponíveis para alienação ou aluguer

RECEITAS FIANCIAM PENSÕES

Receitas financiam pensões

As receitas obtidas com a venda do património militar subaproveitado é o financiamento do Fundo de Pensões das Forças Armadas, que está em ruptura.

PROTOCOLO TEM MAIS DE UM ANO

Protocolo tem mais de um ano

O protocolo assinado pelos ministérios da Defesa e das Finanças, em Abril de 2006, prevê que o património militar subaproveitado possa ser objecto de parcerias público-privadas.
António Sérgio Azenha/M.A.G.


Fonte
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

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Cabeça de Martelo

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« Responder #1 em: Junho 15, 2007, 12:45:34 pm »
Já se realizam casamentos no Forte de São Julião da Barra, eu fui lá à uns anos. É verdade que era um filho de um Capitão, mas já se realizam festas lá.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Lancero

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« Responder #2 em: Junho 15, 2007, 01:03:16 pm »
Eu já estive num mas foi num forte ao lado. Em S. Julião nunca tinha ouvido. Vivendo e aprendendo... ;)
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

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Cabeça de Martelo

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« Responder #3 em: Junho 15, 2007, 02:14:01 pm »
Espera...se calhar estou a meter água. :oops:

Agora fiquei na dúvida, é um que tem um farol, na zona de Cascais.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Lancero

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« Responder #4 em: Junho 15, 2007, 02:21:06 pm »
O forte de S. Julião também tem um farol. Mas acho que o Cabeça de Martelo terá ido à messe da Marinha, na Guia, Cascais (a caminho do Guincho).
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

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ricardonunes

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« Responder #5 em: Junho 15, 2007, 04:16:46 pm »
Ministério da Defesa Nacional

Gabinete do Ministro

Esclarecimento

Sobre a notícia publicada hoje nas páginas 6 e 7 do Correio da Manhã, sob o título «Tropa investe em festas e casamentos», o Ministério da Defesa Nacional vem esclarecer o seguinte:

1. A Lei de Programação de Infra-estruturas Militares está em fase de ultimação, prevendo-se a sua conclusão até ao final da sessão legislativa;

2. Não é verdade que esteja proposto ou decidido um regulamento de utilização do Forte de São Julião da Barra, que permita o tipo de uso noticiado. Informa-se que os termos em que essa utilização está actualmente a ser estudada exclui expressamente eventos de natureza particular ou outros incompatíveis com a afectação principal do Forte;

3. A informação avançada relativa ao número, situação e valor dos imóveis está desactualizada e incompleta, referindo, na sua maioria, dados com mais de um ano;

4. Não é verdade que o Fundo de Pensões dos Militares das Forças Armadas esteja em ruptura, estando em curso a execução de medidas de curto prazo que garantem a sua solvência no imediato e medidas de longo prazo associadas à necessidade de o recapitalizar;

5. Mais se informa que não existe qualquer intenção de adiar o processo de rentabilização (e não apenas venda) das infra-estruturas militares disponíveis;

6. Por fim, não foi entregue qualquer lista de imóveis para alienação ou «arrendamento» ao Ministério das Finanças.
Potius mori quam foedari
 

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JQT

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« Responder #6 em: Junho 16, 2007, 12:42:45 am »
Especulação jornalistica.

Um amigo meu casou-se na messe da FAP, mas o pai dele era ex-oficial. E foi divinal.

JQT
 

 

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